SALSIFI INVESTMENTS
   Petrolão

VEJA A ÍNTEGRA DA DECISÃO DA JUSTIÇA FEDERAL QUE MANDOU PRENDER OS ALVOS DA OPERAÇÃO JUÍZO FINAL

VEJA TAMBÉM
- Cronologia – As etapas da Operação Lava Jato
- PF inclui nome do operador do PMDB na Petrobrás em lista de procurados 

COM A PALAVRA, A DEFESA:

Abaixo, as notas divulgadas pelas empreiteiras sobre as prisões desta sexta, a Galvão Engenharia não retornou os contatos da reportagem

“A OAS informa que foram prestados todos os esclarecimentos solicitados e dado acesso às informações e documentos requeridos pela Polícia Federal, em visita à sua sede em São Paulo. A empresa está à inteira disposição das autoridades e vai continuar colaborando no que for necessário para as investigações.”

“A Queiroz Galvão reitera que todas as suas atividades e contratos seguem rigorosamente a legislação em vigor e está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários.”

“A Polícia Federal esteve hoje (14/11) no escritório da Odebrecht no Rio de Janeiro para cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos, expedido no âmbito das investigações sobre supostos crimes cometidos por ex-diretor da Petrobras. A equipe foi recebida na empresa e obteve todo o auxílio para acessar qualquer documento ou informação buscada.

A Odebrecht reafirma que está inteiramente à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sempre que necessário.”

“A UTC colabora desde o início das investigações e continuará à disposição das autoridades para prestar as informações necessárias.”

O criminalista Fábio Semantob Tofic, que representa a Engevix, chamou de “presunções absurdas e genéricas os fundamentos da ordem de prisão” dos executivos. “Coloca-se todos os investigados na mesma vala comum, sem especificar a situação de cada qual, quando diz que pode haver ameaças à testemunha ou que os investigados podem deixar o país. Estão colocando todos numa mesma situação, mas a situação de um é diferente da situação do outro.”

Para Tofic, “se as empresas quisessem obstruir as investigações teriam feito isso nos últimos seis ou sete meses”.
“É uma investigação pública e não se apresenta um único elemento que tenha contribuído para atrapalhar essa apuração”, observa Tofic.

 

 



Escrito por SALSFI às 22h17
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   Petrolão - continuação da Lista

7. Dalton dos Santos Avancini (empresa Camargo Corrêa), Diretor-Presidente da Camargo Corrêa Construções e Participações S.A., São Paulo, SP

8. OTTO GARRIDO SPARENBERG (empresa IESA), Diretor de Operações da IESA ÓLEO & GÁS S.A., Rio de Janeiro/RJ

9. VALDIR LIMA CARREIRO (empresa IESA), Diretor Presidente da IESA ÓLEO & GÁS S.A., Pinhais/PR

10. JAYME ALVES DE OLIVEIRA FILHO, Rio de Janeiro/RJ,

11. ADARICO NEGROMONTE FILHO, São Paulo/SP,

12. JOSÉ ALDEMÁRIO PINHEIRO FILHO (empresa OAS), presidente da OAS, São Paulo/SP

13. RICARDO RIBEIRO PESSOA (empresa UTC), presidente da UTC Participações S.A., São Paulo/SP

14. WALMIR PINHEIRO SANTANA (empresa UTC), responsável pela UTC Participações S.A., São Paulo/SP

15. CARLOS ALBERTO DA COSTA SILVA, São Paulo/SP (endereço comercial),

16. OTHON ZANOIDE DE MORAES FILHO (empresa Queiroz Galvão), Diretor-geral de desenvolvimento comercial da Vital Engenharia, empresa do Grupo Queiroz Galvão, Rio de Janeiro/RJ,

17. ILDEFONSO COLARES FILHO (empresa Queiroz Galvão), Diretor-Presidente da Construtora Queiroz Galvão S.A, Rio de Janeiro/RJ

18. RENATO DE SOUZA DUQUE, Rio de Janeiro/RJ,

19. FERNANDO ANTONIO FALCÃO SOARES, vulgo ‘Fernando Baiano’, Rio de Janeiro/RJ

16 investigados que sofreram bloqueios bancários:
1) Eduardo Hermelino Leite
2) Dalton dos Santos Avancini
3) João Ricardo Auler
4) José Ricardo Nogueira Breghirolli
5) José Aldemário Pinheiro Filho
6) Agenor Franklin Magalhaes Medeiros
7) Ricardo Ribeiro Pessoa
8) Walmir Pinheiro Santana
9) Sérgio Cunha Mendes
10) Gerson de Mello Almada
11) Othon Zanoide de Moraes Filho
12) Ildefonso Colares Filho
13) Valdir Lima Carreiro
14) Erton Medeiros Fonseca
15) Fernando Antonio Falcão Soares
16) Renato de Souza Duque


Condução coercitiva:
1) Edmundo Trujillo, engenheiro, diretor do Consórcio Nacional Camargo Correa
2) Pedro Morollo Junior, engenheiro civil, OAS
3) Fernando Augusto Stremel Andrade, engenheiro civil, OAS
4) Angelo Alves Mendes, engenheiro civil, diretor vice-presidente da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A
5) Rogério Cunha de Olliveira, engenheiro eletricista, diretor da Área de Óleo e Gás -(ANOG) da Mendes Júnior Trading e Engenharia
6) , Flávio Motta Pinheiro, economista, diretor Administrativo e Financeiro da MENDESPREV – Sociedade Previdenciária
7) Cristiano Kok, presidente da Engevix Engenharia S/A.
8) Marice Correa de Lima, cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto
9) Luiz Roberto Pereira



Escrito por SALSFI às 22h15
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   Petrolão

São Paulo – Em nova fase da Operação Lava Jato, denominada Juízo Final, a Polícia Federal decretou a prisão nesta sexta-feira, 14, do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque além de quatro presidentes de grandes empreiteiras do País, dos quais três já estão presos. Ao todo foram decretados seis mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e nove de condução coercitiva de pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Deste total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 14 de prisão temporária. Foram presos os presidentes das empresas OAS,  Queiroz Galvão e UTC. A PF também realizou buscas e apreensão em sete das maiores empreiteiras do País, apontadas como o braço financeiro de um esquema de corrupção na estatal.

A Justiça decretou ainda o bloqueio de cerca de R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Três empresas de um dos operadores do esquema tiveram suas contas bloqueadas. Em entrevista coletiva concedida no final desta manhã, a PF informou que os sete grupos investigados mantêm contratos estimados em R$ 59 bilhões com a Petrobrás. Os ativos das empresas não foram bloqueados, apenas os de seus executivos até o limite de R$ 20 milhões por pessoa.

De acordo com as investigações, as empreiteiras repassavam propina a agentes públicos para conseguir contratos na petroleira. Duque seria o interlocutor do PT na Petrobrás. A diretoria de Serviços, comandada por ele entre 2003 e 2012, repassaria porcentuais dos contratos assinados para o partido. Em documento recente elaborado pela própria Petrobrás, a estatal apontou que a diretoria coordenada por Duque foi a responsável pelas 12 licitações da obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

VEJA A LISTA DE TODOS OS EXECUTIVOS CITADOS NOS MANDADOS DESTA SEXTA-FEIRA

Prisão preventiva: 

1. Eduardo Hermelino Leite (empresa Camargo Correa), alcunha ‘Leitoso’, Diretor Vice-Presidente da Camargo Correa S.A., São Paulo, SP

2. JOSÉ RICARDO NOGUEIRA BREGHIROLLI (empresa OAS), funcionário da Construtora OAS em São Paulo, SP

3. AGENOR FRANKLIN MAGALHAES MEDEIROS (empresa OAS), Diretor-Presidente da Área Internacional da Construtora OAS S.A, São Paulo/SP

4. SERGIO CUNHA MENDES (empresa Mendes Junior), Diretor Vice-Presidente Executivo da Mendes Júnior Trading Engenharia S/A, Brasília-DF

5. GERSON DE MELLO ALMADA (empresa Engevix), Vice-Presidente da Engevix Engenharia S.A., São Paulo/SP

6. ERTON MEDEIROS FONSECA (empresa Galvão), Diretor Presidente da Divisão de Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S.A., São Paulo/SP

 



Escrito por SALSFI às 22h11
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   Petrolão

'Tenho vergonha do que está acontecendo na Petrobrás', diz FHC

ELIZABETH LOPES - O ESTADO DE S. PAULO

14 Novembro 2014 | 15h 12

Ex-presidente aproveita sétima etapa da Operação Lava Jato deflagrada nesta sexta para atacar governo durante evento do PSDB

 

 

·        

São Paulo - Os desdobramentos das investigações na Petrobrás foi um dos assuntos principais do encontro que reuniu nesta sexta-feira, 14, em São Paulo a cúpula do PSDB. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos que fizeram o discurso mais contundente, dizendo que, como brasileiro, sente vergonha de dizer o que está acontecendo na estatal do petróleo.

"Tenho vergonha como brasileiro de dizer o que está acontecendo na Petrobrás. E olhem, eu fui dos defensores da criação da Petrobrás. Meu pai era general do Petróleo. Eu fui tesoureiro da Associação pró-Petrobrás. Não me venham dizer que a quebra do monopólio era para privatizar a Petrobrás. Não. Era para evitar que a Petrobrás caísse como caiu nas garras dos partidos desonestos e se transformasse no uso do dinheiro do povo para fins político-partidários", disse, emendando: "Temos de resgatar nossa posição patriótica, nacionalista, mas não de cegos."

Para FHC, o povo vai pagar o preço de todos esses rombos nos cofres públicos, porque isso vai acabar virando imposto e pressionar a inflação. "Nós (PSDB) sabemos governar, não vamos jogar contra o Brasil, mas quero ver essa gente (governar) porque até o ministro da Casa Civil (Aloizio Mercadante) diz que a situação é séria e delicada. Não vamos deixar que eles façam gol contra no Congresso. Vamos para as ruas e não vamos sair delas."

As investigações da Lava Jato e os depoimentos do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, apontam para a existência de um esquema de desvios de recursos nos contratos da estatal que teria abastecido PP, PMDB, PT e também PSDB e PSB. Nesta sexta foi deflagrada a sétima etapa da operação, com foco, sobretudo, nos executivos das grandes empreiteiras. Ao todo, foram cumpridos 6 mandados de prisão preventiva e 19 de prisão temporária. Dentre os presos está outro ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, suposto operador do esquema para o PT.

'Caras atormentadas'. Nas críticas ao governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), Fernando Henrique disse que basta olhar as fotografias do que são supostamente vitoriosos (deste pleito nacional) para ver "as caras atormentadas porque não sabem o que vão fazer ou como irão construir um ministério."

E continuou nos ataques: "Eles (governo Dilma) fazem truques, querem agora derrubar a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), derrubaram os dados sobre miséria, não sabem o que fazer, estão atônitos. E a nossa responsabilidade é combater (este governo) com firmeza, mas sempre com responsabilidade constitucional, pois somos depositários da democracia."

 

No discurso, o ex-presidente tucano defendeu o seu legado, destacando que foi o PSDB quem começou a resgatar a miséria dos pobres brasileiros, com o Plano Real que trouxe a estabilidade. "Fizemos mais do que fez a Dilma e vem essa gente dizer que o PSDB não olha para o povo. Chega de mentiras." E disse que no palanque que reuniu lideranças da oposição nesta sexta na Capital, o futuro do Brasil já está sendo construído. "Não somos contra o Brasil, mas contra os desmandos dos que estão governando o País."



Escrito por SALSFI às 22h02
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   Petrolão

Executivos apontaram propina de Duque em 6 obras da Petrobrás

REDAÇÃO

14 Novembro 2014 | 18:20

Julio Gerin Camargo e Augusto Mendonça de Ribeiro Neto da Toyo Setal detalharam a atuação do ex-diretor de Serviços e Engenharia

Por Ricardo Brandt e Fausto Macedo 

Os executivos da Toyo Setal, Julio Gerin Camargo e Augusto Mendonça de Ribeiro Neto, afirmaram em suas delações premiadas nos autos da Operação Lava Jato que o ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato Duque – nome ligado ao PT na Petrobrás – recebeu propina referente às obras das refinarias Repav (São José dos Campos), Repar (Paraná) e Replan (Paulínia, SP), no complexo petroquímico Comperj (RJ) e nos gasodutos Cabiúnas e Gasoduto Urucu Manaus.

“Os depoimentos transcritos são bastante detalhados, revelando pagamentos de propinas em diversas obras da Petrobrás, como na Repav, Cabiúnas, Comperj, Repar, Gasoduto Urucu Manaus, Refinaria Paulínea, a Renato Duque”, informa o pedido de prisão.

Os dois executivos apontaram ainda o nome de um gerente da Petrobrás “Pedro Barusco”. As afirmações feitas nas delações tem “detalhes quanto ao modus operandi e as contas no exterior creditadas”, informam os procuradores.

Eles narraram “todo o esquema de cartelização, lavagem e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, confirmando não só a participação de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, mas das demais empreiteiras e ainda o envolvimento de Renato Duque, Diretor de Serviços da Petrobras, e Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano, outro operador encarregado de lavagem e distribuição de valores a agentes públicos”.


 



Escrito por SALSFI às 22h00
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