SALSIFI INVESTMENTS
  

 

Executivo desenvolveu negócios de carvão e níquel

De São Paulo

06/04/2011

 

Murilo Pinto Ferreira entrou na Vale em 1977 como consultor da Albrás. Por isso, consideram que ele esteve lá por 30 anos. Mas só em 1998 foi indicado e contratado por Otto Souza Marques como diretor e mais tarde presidente da Aluvale, holding que compreendia toda cadeia de alumínio, como as minas de bauxita, a Alunorte, de alumina, e a Albrás, de alumínio. Ferreira deu partida ao projeto de carvão de Moatize, em Moçambique, um dos primeiros grandes empreendimentos da Vale na África. Também implantou o portfólio de hidrelétricas da companhia, com as usinas de Capim Branco I e Capim Branco II, próximas das cidades de Uberlândia e Araguari, em Minas.

Na área de novos negócios foi o responsável pelo desenvolvimento de duas unidades na China: uma de carvão e uma coqueria, nas quais a Vale detinha 25% de participação. Como diretor de fusões e aquisições teve que liderar a negociação da compra da Inco.

Após a aquisição da canadense de níquel se tornou diretor-executivo da área de metais básicos, respondendo por não ferrosos (níquel e alumínio). Em seguida, mudou-se para Toronto, no Canadá, ao ser indicado como presidente executivo da Vale Inco.

No período de 2006 a meados de 2009, acumulou o cargo de CEO da Inco com o de diretor-executivo de alumínio, no Brasil, o que o levou a ser vítima de um mal-estar por estresse, vindo a deixar a Vale. Na Inco, teve uma passagem tranquila. "Quando Murilo esteve na Inco tive respeito por ele. Espero que agora, ao assumir a Vale, possamos ter esperança de que nossas relações com a empresa passem de ácidas para cordiais", disse ao Valor Leo Gerard, 

 



Escrito por SALSFI às 07h42
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   Escolha rápida

 

Seleção da Vale durou apenas um dia

 

Denise Carvalho e Vera Saavedra Durão | De São Paulo e do Rio

 

06/04/2011 - Aline Massuca/Valor


Murilo Ferreira, escolhido como novo diretor-presidente da Vale: perfil de liderança e entrevista de três horas

Seis executivos participaram do processo de escolha do sucessor de Roger Agnelli no cargo de diretor-presidente da Vale, três deles diretores da mineradora, segundo Arthur Vasconcellos, sócio da CTPartners, consultoria especializada em recrutamento e seleção de executivos, contratada pelos acionistas da Valepar (Previ, Bradespar, BNDES e Previ), controladora da mineradora, para selecionar os candidatos ao posto de Agnelli.

O processo de definição do presidente da segunda maior mineradora de ferro do mundo causou estranheza entre os executivos da Vale e no mercado de capitais pela rapidez com que foi encaminhado.

Segundo investidores ouvidos pelo Valor, uma seleção dessa magnitude por "headhunters" internacionais pode levar entre quatro a seis meses. "Aqui levou menos de 24 horas", diz um acionista da mineradora. Segundo essa mesma fonte, todo mundo ficou atônito. "Estou preocupado como acionista", afirmou.

A Vale comunicou na noite de quinta-feira que na segunda seguinte os acionistas da Valepar realizariam uma reunião prévia para discutir a homologação da contratação de empresa internacional de seleção de executivos.

Em razão do prazo apertado, analistas e investidores esperavam que a divulgação do nome do novo presidente só fosse feito amanhã, data da reunião do conselho de administração da Vale.

Na avaliação de fontes que acompanharam o processo de substituição do presidente da Vale, a divulgação do comunicado na quinta-feira à noite fez parte de um ritual para dar satisfação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que vinha cobrando informações dos acionistas controladores da empresa, e para garantir o cumprimento de uma cláusula do acordo de acionistas.

A cláusula obriga a Vale a contratar uma consultoria internacional e escolher o diretor-presidente, com base em nomes propostos em lista tríplice elaborada por um headhunter.

Segundo Vasconcellos, a CTPartners recebeu a missão de apresentar a lista tríplice até o meio-dia de segunda-feira, depois de um telefonema de Ricardo Flores, presidente da Previ, na manhã de quinta-feira, dia 31.

Vasconcellos viajou de São Paulo ao Rio na tarde daquele dia, fechou as bases do acordo de contratação, fez as entrevistas na sexta-feira, 1º de abril, e passou o fim de semana fazendo os relatórios com o perfil dos candidatos.

Segundo o sócio da CTPartners, os acionistas esperavam que os candidatos apresentassem algumas características, entre os quais se destacam: pensador de estratégia, líder de pessoas, executivo experiente no mercado de mineração, que pudesse gerir um negócio com operação em vários países.

Os seis candidatos ao cargo de presidente da Vale teriam sido selecionados no banco de dados da CTPartners. As entrevistas ocorreram a sexta-feira, com uma média de três horas de entrevista com cada candidato. Duas delas foram feiras por telefone.

"Não recebemos indicação dos acionistas da mineradora", diz Vasconcellos. "Fui designado para comandar esse processo porque sou o sócio especializado em indústria." Vasconcellos foi executivo na Alcoa, Alcan e na CSN. A CTPartners é uma consultoria americana, com 30 anos de atuação no mercado de recrutamento de executivos, e opera há dois anos no Brasil.

O nome de Murilo Ferreira surpreendeu a todos, apesar de se tratar de um executivo da área de mineração muito conhecido até internacionalmente.

 



Escrito por SALSFI às 07h28
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   Sucessão na Vale

Pessoas próximas do sucessor de Agnelli, que terá seu nome submetido ao novo conselho da Vale, a ser escolhido pela assembleia geral em 19 de abril, o descrevem como um homem tranquilo, que gosta de trabalhar em equipe. Ele, enfatizam, não quer ser estrela, mas trabalhar com um conjunto de estrelas, do executivo ao maquinista.

Fontes ouvidas pelo Valor acreditam que Ferreira está preparado para enfrentar os desafios da Vale. Ele gosta mesmo de participar da gestão de negócios, não sendo muito atraído pelo lado "operador de mercado" de grande parte dos executivos. Antes de ser escolhido CEO da Vale, recebeu convites para trabalhar numa holding de negócios em São Paulo e chegou a ser selecionado para dirigir uma mineradora asiática.



Escrito por SALSFI às 07h26
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   Sucessão na Vale

 

Na Vale, um mineiro sem estrelismos

 

Vera Saavedra Durão | Do Rio - 06/04/2011

 

Mineiro de Uberaba, com pai médico e mãe dentista, Murilo Ferreira, o novo diretor-presidente da Vale, conhece a empresa a fundo. Ele passou 11 anos na companhia em várias áreas - alumínio, não ferrosos, siderurgia, energia, novos negócios, fusões e aquisições - e liderou a equipe que fechou o maior negócio na internacionalização da Vale, a aquisição da canadense Inco por US$ 18 bilhões.

Pe



Escrito por SALSFI às 07h20
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   Sucessão definida

Murilo Ferreira é o novo presidente da Vale



Escrito por SALSFI às 07h52
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   Brasil vai tolerar real mais forte por ora, dizem fontes

Governo não planeja grandes medidas para evitar a valorização do real no curtíssimo prazo 

01 de abril de 2011 | 15h 00

SÃO PAULO - O governo brasileiro vai tolerar o dólar abaixo de R$ 1,65 por ora e não planeja grandes medidas para evitar a valorização do real no curtíssimo prazo, disseram fontes do governo à Reuters.

A presidente Dilma Rousseff está preocupada com o recente fortalecimento do real, que atingiu o maior nível em 31 meses na quinta-feira e fechou a cerca de R$ 1,63. Contudo, fontes disseram que Dilma também está preocupada com a alta inflação e os preços do petróleo, e acreditam que uma moeda forte poderia ajudar a reduzir as pressões inflacionárias na economia.

"A atitude por enquanto é esperar para ver", disse uma das fontes. "Não temos nenhuma boa opção." O governo vinha defendendo o piso informal de R$ 1,65, implementando novas medidas de intervenção como o aumento do imposto sobre compras de bônus por estrangeiros quando a moeda ameaçou ultrapassar esse nível. O real acumula alta de 2,5% neste ano e de 40% desde 2009.

A valorização do real prejudica a indústria manufatureira, mas a equipe econômica do governo decidiu não anunciar novas medidas por ora, acreditando que uma moeda um pouco mais forte pode agir como um freio à inflação e reduzir a ameaça dos preços elevados do petróleo, disseram as fontes.

As autoridades também temem que possíveis novos controles de capital tenham consequências negativas, repelindo o investimento produtivo estrangeiro. "Você precisa ter cuidado", disse uma das fontes.

As autoridades acrescentaram, porém, que podem abruptamente mudar a estratégia e implementar controles de capital se o real continuar a se fortalecer mais. Elas também disseram que o Banco Central continuará com as intervenções costumeiras no mercado de câmbio para limitar o máximo possível a alta do real.

Petróleo preocupa

As autoridades não quiseram especificar qual é o novo piso para o dólar ante o real. Mas seus comentários sinalizam uma decisão de reduzi-lo para pouco acima de R$ 1,60, já que a onda de capital especulativo e de longo prazo entrando no Brasil não dá sinais de diminuir.

As medidas recentes para conter os ingressos de capital no país tiveram resultados diminutos. Na terça-feira, o governo elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos estrangeiros de até 360 dias, mas o efeito no mercado foi praticamente nulo. "Isso foi uma decepção", disse uma autoridade.

Um dos motivos da alta do real nesta semana foi o relatório de inflação do governo, que viu a inflação perto do topo da meta neste ano. Os mercados interpretaram isso como sinal de fraqueza, apostando que as autoridades terão de deixar o real subir ou recorrer a juros mais altos nos próximos meses para controlar os preços.

Essa aposta parece estar certa até agora. Autoridades disseram que estão especialmente preocupadas sobre o impacto que os preços globais do petróleo podem ter sobre os consumidores brasileiros. A Petrobrás ainda não repassou a elevação dos custos para os postos de gasolina, mas isso pode mudar se o petróleo subir mais, segundo as autoridades.

Outro possível fator no pensamento do governo: a produção industrial brasileira teve uma forte e inesperada alta em fevereiro, segundo dados publicados nesta sexta-feira, significando que o efeito da moeda forte no setor pode não ser tão corrosivo quanto o previsto anteriormente.

(Por Brian Winter)




Escrito por SALSFI às 12h29
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Vale oficializa saída de Agnelli

Empresa de headhunter fará lista tríplice para ajudar a escolher o novo presidente

01 de abril de 2011 | 0h 00

Irany Tereza, Mônica Ciarelli e David Friedlander - O Estado de S.Paulo

RIO E SÃO PAULO

Keiny Andrade/AE-19/10/2009
Keiny Andrade/AE-19/10/2009
Nome. Indicação do substituto de Agnelli deve ser feita antes da assembleia de 19 de abril

 

A Vale publicou na quinta-feira, 30, à noite fato relevante informando que a Valepar, controladora da companhia, contratou uma empresa de headhunter (agência de busca de executivos e profissionais especializados) para auxiliar os acionistas na escolha de um substituto para Roger Agnelli na presidência da mineradora.

Pelo acordo de acionistas da Vale, os controladores precisam escolher o presidente da empresa com base numa lista tríplice preparada por uma consultoria internacional.    

Apesar da ansiedade em torno do nome do substituto de Roger Agnelli na presidência da Vale, o assunto não foi discutido na reunião do Conselho de Administração da companhia, realizada ontem.

Veja também:

Governo estuda taxar venda de minério

 


O executivo Tito Martins, presidente da Vale Inco e diretor executivo de Operações de Metais Básicos, é o mais cotado para substituir Agnelli. Mas fontes que participam do processo disseram ontem que ainda estaria entre os nomes da lista o diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, e a empresa de headhunter deveria entrevistar também executivos de fora da companhia antes de compor a lista.

A indicação do novo presidente da empresa pelos acionistas deve ocorrer antes da assembleia marcada para 19 de abril. Mas sua posse ficará condicionada ao referendo do novo Conselho de Administração, que será votado nessa data. São formalidades necessárias para seguir o que estabelece o estatuto da companhia.

Dos 11 conselheiros, quatro são indicados pelo fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), dois pela Bradespar (Bradesco), dois pela trading japonesa Mitsui, um pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um pelos acionistas minoritários e um pelos empregados da mineradora.

Barbosa. A ideia de fazer do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que ingressará como um dos conselheiros representantes da Previ, o novo presidente do Conselho de Administração teria sido descartada.

A indicação soaria como uma comprovação de ingerência política nas decisões da empresa. No Conselho, são definidas as principais estratégias da companhia.

A assembleia geral de acionistas da Vale vai referendar a formação do novo Conselho de Administração da empresa. Dos 11 membros, sete serão reconduzidos aos cargos.

Além das duas substituições propostas pela Previ (saem Jorge Luiz Pacheco e Sandro Marcondes e entram Nelson Barbosa e Robson Rocha), estão sendo indicados também novos representantes para a trading japonesa Mitsui (sai Ken Abe e entra Fuminobu Kawashima) e para os empregados da Vale (sai Eduardo Fernando Jardim Pinto e entra Paulo Soares de Souza).




Escrito por SALSFI às 12h25
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   Sucessão de Roger Agnelli

O que selou o destino de Agnelli para que ele perdesse o comando da Vale

Segundo fontes ouvidas pelo ‘Estado’, a demissão do executivo foi motivada principalmente pela parceria entre o Bradesco e Banco do Brasil

Karla Mendes,Adriana Fernandes, Adriana Fernandes, Adriana Fernandes

BRASÍLIA - Oficializada na quinta-feira pelo conselho de administração, a saída de Roger Agnelli da presidência da Vale foi comemorada no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda. O saldo final da disputa em torno do comando da mineradora revela que Agnelli, 51 anos, vai sair depois de um desgaste político sem precedentes imposto pelo governo.

Sai porque defendeu a empresa das ingerências partidárias, sai porque não teve "jogo de cintura" - como admitem até seus aliados -, mas sai sem que essas sejam as verdadeiras razões de sua queda.

Na semana passada, a reportagem do Estado ouviu dois diretores da Vale e um ex-funcionário, três ministros, quatro parlamentares e dois advogados do sistema financeiro. Em comum, todos mantêm relacionamento direto com a mineradora e todos são ou foram (nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) intermediários de conversações e negociações da empresa com o governo.

O estoque de trombadas políticas entre Agnelli e o Planalto é significativo, mas a síntese que melhor explica a queda do executivo é esta: os interesses empresariais do Bradesco, a partir da crise de 2008 e da parceria com o Banco do Brasil, definiram o destino de Agnelli.

"Genuinamente, o Bradesco não queria a saída de Agnelli, mas pesaram os interesses empresariais (do banco) e, então, ele topou", resumiu um executivo da Vale que pediu, assim como as demais fontes ouvidas, para não ser identificado.

Após essa mudança de posição do Bradesco, o governo passou a reclamar em público, e num tom cada vez mais agressivo, da gestão Agnelli. Procurado pela reportagem, o Bradesco afirmou: "O Bradesco declara que são improcedentes todas as ilações colocadas".

Agnelli foi tachado de "financista", de só querer "cavoucar minério para exportar", mas sem pagar impostos na proporção do lucro auferido. O governo vê na briga sobre royalties a disposição "financista" do gestor Agnelli, que "esticou a corda numa interpretação tão dura que deixou as prefeituras sem benefícios reais". Foi acusado de dirigir a Vale "como se ela fosse uma empresa estrangeira", de ser "turrão e pavão", de não negociar e de não investir na industrialização do minério.

No meio da semana passada, com o destino de Agnelli selado, um ministro avaliou assim o efeito da queda: "Só o fato de trocar, mostrar que aquilo não é um emirado, já é bom. Até nos Emirados Árabes a permanência no poder tornou-se incerta".

Ao ser questionado sobre o desgate imposto à maior empresa privada brasileira e ao executivo, o ministro acrescentou: "Demissão em empresa privada é um pé na bunda. Pode até passar um talquinho antes, se for o caso."

Aliado do BB. Os advogados ouvidos pela reportagem trabalharam no bastidor de associações como Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras). Eles e mais dois ministros e três dos quatro parlamentares entrevistados fizeram o mesmo retrato sobre a movimentação do banco antes, durante e depois da crise financeira mundial.

Didaticamente, eles descreveram assim o perfil do sistema financeiro: "No Brasil existiam três tipos de bancos, os públicos, os privados (nacionais e estrangeiros) e o Bradesco". A ironia por trás da definição serve para lembrar que, tradicionalmente, o Bradesco sempre manteve filiação com as associações do sistema, mas com uma trilha própria de atuação e foco em um ponto.

"O que sempre mobilizava o Bradesco era a crítica aos bancos estatais e públicos pela facilidade que eles têm para pegar dinheiro e se financiar no Tesouro Nacional. Mas quando o Itaú e o Unibanco anunciaram a fusão (novembro de 2008), o Bradesco se aliou ao BB, o maior banco brasileiro", descreveu a fonte.

A decisão estratégica multiplicou os interesses do Bradesco junto ao governo - de negócios em cartões de crédito ao Banco Postal, passando pela associação até para explorar investimentos na África.

As duas instituições, que disputaram por anos a liderança no sistema financeiro nacional, passaram a ser parceiras em um setor cada vez mais competitivo e com players internacionais do porte do HSBC, Santander e outros. A parceria chega a causar ciúmes no outro grande banco oficial, a Caixa Econômica Federal. Na área de cartões de crédito, o Bradesco se uniu com o BB no lançamento da bandeira Elo, voltada para as classes C e D.

Em 15 de março, o Bradesco firmou memorando de entendimentos como BB para "verticalizar" a nova bandeira de cartões.

Em agosto do ano passado, outro memorando juntou BB, Bradesco e o segundo maior banco comercial privado de Portugal, o Banco Espírito Santo (BES), presente em 18 países e quatro continentes. A holding coordenará futuros investimentos envolvendo a aquisição de participações em outros bancos e o estabelecimento de operações próprias no continente africano.

Em agosto do ano passado, o BB anunciou parceria na empresa OdontoPrev, que já tem o Bradesco entre os sócios, ingressando no ramo odontológico de seguros. O BB, Bradesco e o Santander também vão compartilhar os terminais eletrônicos.

Banco Postal. Atualmente, a exclusividade de uso do Banco Postal, da estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), está nas mãos do Bradesco. Em 2001, o banco pagou R$ 200 milhões pelo serviço - desembolsa mais cerca de R$ 360 milhões ao ano por participação dos Correios na quantidade de transações realizadas nas agências do Banco Postal. O faturamento mínimo estimado para o Bradesco nesse segmento é de R$ 1 bilhão.

O negócio financeiro da ECT vai ser licitado novamente neste ano e, agora mais do que nunca, o Bradesco evita confrontos com o Planalto, articulando, ao mesmo tempo, uma solução negociada para a escolha do substituto de Agnelli na Vale. A ideia é escolher um "homem da mina", e não "um financista" - o nome mais cotado é Tito Martins, atual diretor de Operações de Metais Básicos. No Planalto, todas as fontes tratam Tito como um "nome cotadíssimo", mas que "não está 101% decidido".

Enquanto não decide o sucessor de Agnelli, o Bradesco trabalha para manter o Banco Postal nas suas mãos. O edital diz que só podem participar bancos com ativos de R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de R$ 2,16 bilhões, no mínimo. Com essas condições, podem participar do leilão BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC, Votorantim, Safra, BTG Pactual, Banrisul, BNP Paribas e Citibank, conforme levantamento da consultoria Austin Rating.

Advogados que analisaram o edital dizem que o item 5.1.11.1 pode favorecer o Bradesco ao estabelecer que o valor total estimado para repasse à ECT, pelo período inicial de um ano, referente às transações bancárias, será de R$ 337,3 milhões. Como o Bradesco já opera o Banco Postal, é mais fácil para a instituição cumprir a regra do que um entrante.

Procurando cadeira. Depois da decisão do Bradesco de fechar a parceria com o BB, uma declaração dada durante a campanha eleitoral do ano passado, quando os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputavam o segundo turno da sucessão, funcionou como a dose fatal de veneno político que transformou Agnelli em "inimigo do PT". Apesar do bom relacionamento mantido com o governo Lula ao longo do primeiro mandato, as lideranças petistas passaram a chamar Agnelli de "tucano".

Sem a blindagem do Bradesco - que não queria mais se desgastar no apoio ao executivo que o próprio banco botou no comando da Vale, em 2001 -, o ano eleitoral de 2010 foi pródigo em atitudes que exibiram Agnelli em rota aberta de colisão com o governo. O tratamento cordial que existiu quase até o fim do primeiro mandato de Lula, quando Agnelli conviveu com Dilma no Conselho de Administração da Petrobrás, foi trocado por farpas e estocadas em público que beiraram a grosseria.

Em junho, na pré-campanha eleitoral, o presidente da República inaugurou a terraplanagem da futura Usina Siderúrgica de Aços Laminados do Pará (Alpa) e disse que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) precisou "encher o saco de Roger (Agnelli)" para que a Vale decidisse fazer o investimento de R$ 5,8 bilhões. Do alto de um palanque, Lula disse que a Alpa evitaria que a Vale "só exportasse minério para o chinês produzir brinquedo para vender para nós". Segundo a Vale, a usina entrará em operação em 2014, produzindo 2,5 milhões de lâminas de aço por ano.

Em outubro, entre o primeiro e o segundo turnos, quando Serra parecia que podia endurecer a disputa com Dilma, Agnelli voltava de uma viagem à Africa e, na Zâmbia, criticou a tentativa de o governo aparelhar a Vale: "Tem muita gente procurando cadeira. E, normalmente, é a turma do PT. Em toda a eleição acontece isso". A mensagem foi lida, no governo, como apoio declarado ao candidato tucano. Depois disso, definiu um senador da base governista, "a relação Agnelli-Planalto encaroçou de vez".

Esse nível de embate levou Agnelli até a tratar, em público, e com sete meses de atraso, de um assunto que irritou Mantega. "Demiti assim como contratei. Não consultei ninguém", afirmou, numa entrevista, referindo-se aos diretores Demian Fiocca (indicação de Mantega) e Walter Cover (indicação do ex-ministro José Dirceu), demitidos da Vale em abril de 2009.

Tapa na cara. Lula, que dizia no início do seu governo ter "paixão" por Agnelli, começou a criticá-lo insistentemente a partir de agosto de 2007, data em que a empresa encomendou cinco supercargueiros em estaleiros da China e da Coreia. Lula disse a vários assessores que a decisão da Vale havia sido "um tapa na cara", pois seu governo havia patrocinado uma política de ressurreição da indústria naval.

Para Lula, ao optar por fazer os supercargueiros na Ásia, Agnelli impediu a geração de milhares de empregos no Brasil. Os navios - dois deles devem entrar em operação até o início do ano que vem - deverão medir 360 metros de uma ponta a outra, com capacidade para transportar 400 mil toneladas de minérios.

O governo ficou tão impressionado com a encomenda que foi atrás de estudos comparativos. Ficou sabendo, por exemplo, que o maior porta-aviões do mundo, o Enterprise (EUA), mede 342 metros de ponta a ponta e que os dois maiores navios de passageiros da Royal Caribean têm 350 metros. Eles são capazes de transportar até 5 mil passageiros e 2,5 mil tripulantes. Os navios da Vale são maiores do que o porta-aviões e os navios da Royal Caribean./

Colaboraram



Escrito por SALSFI às 12h09
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