SALSIFI INVESTMENTS
  

Ameaça nuclear

Caminhões-pipa conseguem despejar água dentro de reator

Operação pode resfriar reator 3; elevação da temperatura nos 5 e 6 preocupa

 

O governo do Japão indicou que a água lançada nesta sexta-feira por caminhões-pipa sobre o reator 3 da usina nuclear de Fukushima aparentemente alcançou a piscina de combustível, borrifada ontem com outras 64 toneladas de água.

Em entrevista coletiva, o porta-voz do governo, Yukio Edano, disse que não há "informação definitiva" sobre a situação nessa piscina, mas se mostrou otimista ao lembrar que dela se elevaram colunas de vapor, o que indicaria que a água chegou ao seu destino.

Nesse recipiente se encontra uma grande quantidade de combustível utilizado que, ao descer o nível de água e se aquecer, pode entrar em ebulição e liberar radioatividade.

Edano indicou ainda que as operações para religar a eletricidade na central com o objetivo de restaurar, ao menos parcialmente, o sistema de refrigeração estão sendo realizados sem incidentes, mas não precisou quanto tempo irão durar



Escrito por SALSFI às 07h37
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   TRAGÉDIA NO JAPÃO - CAMINHÕES PIPA CONSEGUEM JOGAR ÁGUA NOS REATORES

Homem acompanha pela televisão trabalho de resfriamento dos reatores de Fukushima por bombeiros nesta sexta-feira.



Escrito por SALSFI às 07h31
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   TRAGÉDIA NO JAPÃO

AP



Escrito por SALSFI às 07h27
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   TRAGÉDIA NO JAPÃO

AP



Escrito por SALSFI às 07h25
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Técnicos tentam religar usina e evitar catástrofe no Japão



Escrito por SALSFI às 07h22
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O presidente dos EUA, Barack Obama, se disse muito preocupado com a situação e afirmou que não há risco de que a radiação atinja o território norte-americano. Ele ordenou uma completa revisão da situação das usinas nucleares dos EUA.

As autoridades dos EUA têm tido o cuidado de não criticar abertamente o governo do Japão, seu aliado, mas as orientações de Washington a seus cidadãos - evitar ficar ao ar livre num raio de 80 quilômetros em torno da usina - contradizem as determinações do governo japonês, que recomendou restrições num raio máximo de 30 quilômetros.

Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), deve chegar na sexta-feira ao Japão, seu país natal, acompanhado de uma equipe internacional de especialistas. Durante a semana, ele se queixou da falta de informações por parte das autoridades japonesas.

Seu assessor Graham Andrew disse que a situação na usina continua grave, embora "razoavelmente estável". "Ela não piorou, o que já é positivo", afirmou ele na quinta-feira.

Mesmo se a Tepco conseguir religar a energia, não está claro se as bombas funcionarão, pois elas podem ter sido danificadas pelo desastre natural ou pelas explosões subsequentes.

PISCINA SECA

O chefe da agência reguladora de energia nuclear dos EUA, Gregory Jaczko, disse que a piscina de resfriamento do combustível nuclear gasto no reator número 4 da usina pode ter secado, e que o tanque de outro reator estava vazando.

Em audiência no Congresso, Jaczko afirmou que os níveis de radiação ao redor da piscina de refrigeração são extremamente elevados, com potencial risco de morte para os trabalhadores envolvidos na operação.

A agência nuclear do Japão disse que não poderia confirmar se a água cobria as varetas de combustível.

Na quinta-feira, helicópteros militares despejaram cerca de 30 toneladas de água no reator 3. Uma equipe de emergência precisou interromper temporariamente o uso de um canhão de água para pulverizar esse mesmo reator, devido ao nível elevado de radiação, segundo a TV NHK. Outro grupo mais tarde voltou a lançar água no local.

As últimas imagens da usina mostram danos severos, com dois dos edifícios transformados em uma pilha retorcida de aço e concreto.



Escrito por SALSFI às 07h22
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Autoridades não souberam prever quando o cabo poderá ser conectado, mas disseram que o trabalho iria parar na manhã de sexta-feira (noite de quinta no Brasil) para que helicópteros e caminhões de bombeiro voltem a jogar água na usina, que fica 240 quilômetros ao norte de Tóquio e foi danificada pelo terremoto da semana passada.

"Os trabalhos preparatórios até agora não progrediram tão rapidamente quanto nós esperávamos", disse um funcionário da empresa Tokyo Electric Power Co (Tepco), operadora da usina, acrescentando que uma frente fria estava prejudicando a tarefa, assim como a necessidade de medir continuamente o nível de radiação no local, para preservar a segurança dos técnicos.

Vários governos expressaram uma crescente preocupação com a situação na usina, que teve explosões depois de ser danificada pelo forte terremoto e pelo subsequente tsunami de sexta-feira passada.

O pior cenário inclui a exposição de milhões de pessoas no Japão ao material radiativo, mas os ventos predominantes devem afastar uma eventual nuvem tóxica para longe da populosa região de Tóquio, fazendo com que o material se dissipe sobre o Pacífico.



Escrito por SALSFI às 07h19
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Técnicos tentam religar usina e evitar catástrofe no Japão

 



Escrito por SALSFI às 07h11
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   TRAGÉDIA NO JAPÃO

Oficial mede nível de radiação em jovem que evacuou a área perto da usina nuclear de Fukushima, no Japão

Tragédia nuclear é o risco mais assustador



Escrito por SALSFI às 21h24
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   ESTADÃO 13/03/11



Escrito por SALSFI às 19h54
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Reuters

OUTRA USINA NUCLEAR ENTRA EM ALERTA

Após terremoto, autoridades japonesas lutam para evitar um desastre atômico



Escrito por SALSFI às 19h44
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   TRAGÉDIA JAPONESA

O Japão vive sua mais grave crise desde a Segunda Guerra Mundial, declarou neste domingo o premier Naoto Kan, dois dias após o mais potente terremoto registrado no país.  Foto:Jiji Press/AFPBANCO CENTRAL PROMETE AÇÃO

O presidente do Banco do Japão (BoJ), Masaaki Shirakawa, disse que o banco central vai aumentar a liquidez do sistema bancário na segunda-feira, reforçando a determinação do banco de manter os mercados estáveis depois do terremoto devastador que atingiu o nordeste do Japão.

O Banco do Japão provavelmente vai colocar recursos da ordem de 2 a 3 trilhões de ienes por meio de suas operações de mercado na segunda de manhã, duas a três vezes o valor normal, 



Escrito por SALSFI às 19h37
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   A HORA E A VEZ DO ALTO PARAOPEBA

Investimentos provocam especulação imobiliária

De São Brás do Suaçuí - 11/03/2011

Os moradores com propriedades na região do Alto Paraopeba, da noite para o dia, passaram a se sentir donos de máquinas de fazer dinheiro. Além do aumento de problemas ambientais com a aceleração das obras de construção civil e da exploração mineral, a especulação imobiliária é a primeira consequência direta dos investimentos minero-siderúrgicos dos últimos anos no local.

Cortada ao meio por uma rodovia federal, a minúscula São Brás do Suaçuí, com pouco mais de 3 mil habitantes, sendo apenas 2 mil habitantes no núcleo urbano, vive a febre do aluguel. O retorno médio com a locação de um imóvel residencial é de 2,5% sobre o seu valor de mercado ao mês, enquanto em grandes centros como São Paulo e Belo Horizonte este percentual raras vezes passa de 1%.

A demanda foi puxada pelos funcionários da Vallourec&Sumitomo do Brasil (VSB), siderúrgica que deve começar a operar este ano em Jeceaba (MG), com 1,5 mil trabalhadores. No pico da obra, a construção envolveu 7 mil pessoas. Os alojamentos dos operários ficaram em Congonhas, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco, mas o pessoal da VSB e das empreiteiras procurou a locação em São Brás.

Apesar da VSB ficar em outro município, a usina está muito mais próxima do núcleo urbano de São Brás, o que alavancou o mercado imobiliário dessa cidade. "A casa com três quartos que era alugada por R$ 300 passou para R$ 2 mil em um ano. Cheguei a alugar uma com cinco quartos por R$ 8,5 mil", comentou a corretora Rosânia de Souza. Ela relata que o mercado de venda não tem liquidez. "A cidade é muito pequena e há três loteamentos aguardando a instalação da infraestrutura. Muitos dos que moram em São Brás estão com a documentação irregular, o que o impede o financiamento e trava as vendas. Um imóvel regularizado de 100 metros, com acabamento, pode sair por R$ 200 mil, mas estou sem oferta no momento."

O término da obra da VSB não garante que o mercado de locação volte ao normal em São Brás, porque a CSN anunciou em outubro a instalação de uma fábrica de aços longos no município, que quando pronta poderá empregar diretamente 700 funcionários, e em construção dará ocupação a milhares de empregados. Vários moradores da região são capazes de apontar as duas fazendas contíguas, sem benfeitorias, que a CSN teria adquirido às margens de uma estrada de terra em direção a Jeceaba. A área soma 150 hectares. Procurada, a VSB não se manifestou. A CSN confirmou a intenção de realizar o investimento. Os loteamentos podem mudar a escala urbana do município. "São 2 mil lotes que entrarão na oferta", disse a corretora.

A população flutuante de maior poder aquisitivo também poderá ficar hospedada em um hotel com salão para convenções que já está sendo erguido na entrada da cidade. "São 200 apartamentos. O investidor é o grupo Mirante da Serra, de Ouro Branco, que costuma atender a Gerdau", comentou o prefeito da cidade, Luis Carlos Fernandes (PT). Procurados em Ouro Branco, os diretores do Mirante da Serra não foram localizados. O prefeito conta com o aumento da oferta de serviços para alavancar o caixa da prefeitura, que não recebe tributos pela VSB. "O que cresceu mesmo aqui é a quantidade de lixo coletado, que passou de 1,5 tonelada para 4 toneladas por dia em três anos", afirmou.

Em Congonhas, a indefinição sobre a construção do complexo da CSN fez com que a especulação imobiliária fosse trocada pela ansiedade entre os fazendeiros que terão áreas desapropriadas pela Codemig, a empresa estatal que separará uma área de 30 quilômetros quadrados, o equivalente a 10% do município. O terreno será o distrito industrial em que a CSN se instalará. O decreto do governador delimitando a área é de dezembro de 2007 e vai caducar no fim de 2012. Não há perspectivas a curto prazo de que seja sequer agendada a audiência pública necessária para a licença ambiental prévia do investimento.

"Queria usar toda minha chácara para reflorestar com eucalipto, mas parei tudo, porque sei que as benfeitorias depois do decreto não vão entrar no cálculo da desapropriação. E por isso mesmo ninguém compra. Estou amarrado", lamentou-se João Pereira Pinto, na sala de uma casa ampla e simples no bairro do Alto Maranhão, dono de sete alqueires, ou 33 hectares. A seu lado, no sofá, o seu irmão Tarcísio também queixa-se. "Eu tenho uma propriedade em uma área afetada pela VSB. Eles fizeram um depósito em juízo e estamos discutindo o valor na Justiça. Na área em que há transmissão de energia, dizem que quem tem que pagar é a Cemig", diz. No canto do sofá, o terceiro irmão, Darci, teve melhor sorte. " Já recebi parte dos R$ 20 mil que a Ferrous Resources vai pagar para passar o mineroduto nas minhas terras", conta.

Os três irmãos estão ansiosos com a demora da desapropriação porque querem investir tudo o que receberem em imóveis. "Aqui no bairro um lote limpo de 300 metros quadrados está sendo negociado a R$ 100 mil. A gente compra, divide o lote, constrói em três meses, põe para vender ou alugar. Não tem como errar", diz Darci.

Isolados do núcleo urbano, os habitantes das cerca de cem casas do bairro Plataforma, erguido junto aos trilhos da MRS que transportam o minério extraído pela CSN, tentam negociar cada um por si a retirada com a siderúrgica. Na região a CSN já terraplenou o terreno para a construção de uma unidade de pelotização.

A siderúrgica contratou empresas para fazer a negociação com os moradores. São oferecidas duas opções: a compra da propriedade ou a troca por outra, com área construída maior, no bairro do Campinho, na área urbana de Congonhas. A maior resistência vem dos moradores com vivência rural. " Me diga por favor onde vou plantar minha horta e criar minhas galinhas dentro da cidade?", pergunta Ivete Castro Pinto, em sua casa coberta da poeira que vem do minério ao lado.

A negociação em separado dividiu os moradores. "Tem gente aqui que já vendeu por R$ 120 mil, R$ 140 mil. Depende do tamanho da casa, do estado dela e de onde ela está. Pela minha estão querendo dar só R$ 34 mil. A casa no Campinho não me interessa, porque não tem garagem. Eu sou motorista e vou querer fazer carreto em Congonhas", queixa-se o genro de Ivete, Paulo César Lobo. Paulo César não conversa com Maria Izabel Alves, diretora da Associação de Moradores, a quem acusa de passar informações para a CSN sobre as conversas dos habitantes da Plataforma. "É mentira que exista briga. Minha casa foi medida em 63 metros quadrados e vou ganhar uma de 85 metros quadrados no Campinho. Quem tem uma área com mais de mil metros quadrados ganha a casa e uma diferença em dinheiro. Todo mundo concordou com isso", garante. A opção mais arriscada, segundo Maria Izabel, é a de querer o dinheiro, em lugar da casa. "É só falar que estamos vindo do bairro Plataforma que o preço dobra", diz.

Mesmo em Conselheiro Lafaiete, cidade polo de serviços da região, mas que não está recebendo investimentos, o mercado de imóveis está mais aquecido que a média. "Aqui o preço médio de venda na região central é de R$ 7 mil o metro quadrado. Todo esse povo que está vindo para a região vai consumir serviços aqui. E os que vendem imóveis em Jeceaba, São Brás e Congonhas querem vir para cá. Eles vem pagar aqui R$ 700 do aluguel que está R$ 1 mil ou R$ 2 mil por lá. Virou uma coisa doida", diz o prefeito José Milton, também é corretor de imóveis. 



Escrito por SALSFI às 19h24
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Japão enfrenta a crise mais grave desde a Segunda Guerra Mundial

1 hora, 31 minutos atrás

 

TÓQUIO (AFP) - O Japão vive sua mais grave crise desde a Segunda Guerra Mundial, declarou neste domingo o premier Naoto Kan, dois dias após o mais potente terremoto registrado no país.

 Em entrevista à imprensa, Naoto Kan também afirmou que a situação ainda é muito grave na usina nuclear de Fukushima 1.

O país enfrenta cortes de eletricidade em grande escala após o sismo, seguido de tsunami, uma tragédia que acarretou a paralisação de várias usinas nucleares.

"Considero a situação atual, de certa forma, como a mais grave crise que enfrentamos nos últimos 65 anos", disse.

Horas antes, o governo admitiu que possa ter sido desencadeado um processo de fusão dos núcleos dos reatores 1 e 3 da central Fukushima 1 (a 250 km a nordeste de Tóquio).

"Pensamos ser altamente provável que se tenha desencadeado uma fusão", explicou o porta-voz do Governo, Yukio Edano.

A fusão se produz por causa do superaquecimento das barras de combustível, que começam a derreter feito vela.

No reator número 1, houve no sábado uma explosão que matou um técnico e feriu onze.

A operadora Tepco admitiu neste domingo que os níveis de radiação do reator número 3 haviam superado os limites legais e que o sistema de refrigeração havia deixado de funcionar, o que pode causar uma explosão.

Duzentas mil pessoas já foram deslocadas para um raio de 20 km da usina nuclear - distância fixada até agora pelo primeiro-ministro.

A Agência de Segurança Nuclear do Japão classificou o acidente no reator número um no nível 4, numa escala que vai até 7. O acidente de 1979 de Three Mile Island (Estados Unidos) foi de nível 5 e o de 1986 em Chernobyl (na Ucrânia), de 7.

As autoridades japonesas também decretaram estado de emergência numa segunda usina nuclear, a de Onagawa (nordeste) também afetada pelo forte terremoto de sexta-feira, segundo anunciou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Os três reatores da central de Onagawa estão sob controle, afirmaram as autoridades japonesas.

Além disso, uma bomba d'água do sistema de resfriamento da usina nuclear de Tokai entrou em pane, mas as auxiliares funcionam, anunciou o operador da planta, situada a 120 quilômetros a nordeste de Tóquio.

As Nações Unidas anunciaram em Genebra que 590.000 pessoas foram evacuadas da zona do desastre, incluindo 210.000 que vivem perto das usinas de Fukushima.

Segundo a chancelaria brasileira, quatrocentos brasileiros moram na província de Fukushima, mas, por enquanto, não há notícias de vítimas entre cidadãos brasileiros.

No Japão vivem mais de 250.000 brasileiros, que constituem a terceira comunidade estrangeira, principalmente concentrados no sul do país, não afetado pelo sismo.

Nas primeiras horas de domingo, a Agência Nacional de Polícia anunciou o número oficial de 688 mortos, 642 desaparecidos e 1.570 feridos.

No entanto, mais de 10.000 pessoas podem ter perdido a vida na prefeitura (província) de Miyagi (nordeste do Japão), a mais próxima ao epicentro, declarou o chefe da polícia local, Naoto Takeuchi.

Na prefeitura de Miyagi não há informação sobre o paradeiro de 10.000 dos 17.000 habitantes da cidade portuária de Minamisanriku, informou a televisão NHK.

O governo afirmou ter duplicado de 50.000 a 100.000 o número de soldados que participam na enorme operação de resgate das zonas mais afetadas da costa pacífica, com ajuda de 190 aviões e dezenas de navios.

As primeiras equipes de socorro enviadas pela Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Suíça, Grã-Bretanha e Estados Unidos começaram a chegar neste domingo.

O porta-voz do governo advertiu que o desastre terá um impacto considerável na economia do país.

O custo para as seguradoras dos danos causados pelo terremoto podem chegar a 34,6 bilhões de dólares, segundo uma estimativa inicial da AIR Worldwide, firma especialista em avaliação de riscos.

O arquipélago japonês está situado na zona de contato de três placas tectônicas sobre o "cinturão de fogo" do Pacífico.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a placa do Pacífico se ajusta anualmente cerca de 83 mm, mas um terremoto de grande magnitude pode movê-la consideravelmente, com consequências catastróficas.

Com isto, de acordo com o USGS, o terremoto de sexta-feira no Japão pode ter deslocado o arquipélago em 2,4 metros.

"Oito pés (2,4 metros) é um número importante", disse o sismólogo Paul Earle à AFP.

O sismo de magnitude 8,9, o mais potente registrado até agora no país.

Ao menos 5,6 milhões de lares estão sem eletricidade e a companhia Tepco advertiu para a possibilidade de interrupção do serviço em Tóquio e arredores. Um milhão de casas estão sem água potável.

Segundo o primeiro-ministro japonês, até agora 12.000 pessoas foram resgatadas nas zonas sinistradas do litoral do Pacífico, onde os mortos e desaparecidos são contados aos milhares.




 



Escrito por SALSFI às 19h16
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Japão luta contra tragédia nuclear após terremoto

 

Dom, 13 Mar, 03h42

 

Por Taiga Uranaka e Ki Joon Kwon

 

FUKUSHIMA, Japão, 13 de março (Reuters) - O Japão luta neste domingo para evitar um desastre nuclear e para cuidar de milhões de pessoas sem energia e água dois dias após o terremoto e o tsunami que podem ter matado mais de 10 mil pessoas no país.

A terceira maior economia do mundo volta a funcionar na segunda-feira. Enquanto isso, o país tenta responder ao desastre de proporções épicas, em que cidades inteiras foram varridas do mapa por uma parede de água.

Funcionários do governo confirmaram que três reatores nucleares correm o risco de um superaquecimento. O medo é de um vazamento descontrolado de radiação.

"O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.

Enquanto ele falava, funcionários trabalham desesperadamente para impedir o superaquecimento dos reatores danificados. Se o esforço fracassar, os compartimentos que guardam o combustível nuclear podem derreter ou até explodir, provocando o vazamento de material radioativo na atmosfera.

O problema mais urgente está no complexo nuclear de Fukushima Daiichi, onde as autoridades liberaram vapor radioativo para aliviar a pressão nos reatores.

O complexo, 240 quilômetros ao norte de Tóquio, sofreu uma explosão no sábado que destruiu o teto do edifício que abriga um reator. As autoridades estão usando água do mar para resfriar o edifício.

O reator número 1 de Fukushima tem 40 anos e, originalmente, estava programado para deixar de operar em fevereiro, mas teve sua licença estendida por mais 10 anos.

MILHARES DE MORTOS

A situação em Fukushima é a mais séria, mas não é o única do tipo no Japão: a agência das Nações Unidas afirmou ter recebido um alerta em Onagawa --posteriormente minimizado pelo governo japonês-- e o sistema de resfriamento de outra usina, mais perto de Tóquio, também teve problemas.

A rede de televisão NHK, citando dados oficiais, disse que mais de 10 mil pessoas podem ter morrido por causa do tsunami provocado pelo terremoto de magnitude 8,9 graus de sexta-feira, que atingiu a área costeira e reduziu as cidades a escombros.

Quase 2 milhões de casas estão sem energia elétrica na gélida região norte, disse o governo. Cerca de 1,4 milhão de pessoas estão sem água.

A agência de notícias Kyodo News disse que cerca de 300 mil pessoas em todo o país foram evacuadas, muitas estão refugiadas em abrigos.

A autoridades mantêm uma zona de exclusão de 20 quilômetros em torno da usina nuclear Fukushima Daiichi e de 10 quilômetros em outra planta nuclear próxima da região.

Cerca de 140 mil pessoas foram removidas da área, enquanto as autoridades se prepararam para distribuir iodo na tentativa de reduzir a exposição da população local à radiação.

BANCO CENTRAL PROMETE AÇÃO

O presidente do Banco do Japão (BoJ), Masaaki Shirakawa, disse que o banco central vai aumentar a liquidez do sistema bancário na segunda-feira, reforçando a determinação do banco de manter os mercados estáveis depois do terremoto devastador que atingiu o nordeste do Japão.

O Banco do Japão provavelmente vai colocar recursos da ordem de 2 a 3 trilhões de ienes por meio de suas operações de mercado na segunda de manhã, duas a três vezes o valor normal, 

 



Escrito por SALSFI às 19h10
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