SALSIFI INVESTMENTS
  

VERBORRAGIA INÚTIL

Salvador Sícoli Filho 14/09/10

Sérgio Leo está imperdível em Fábulas e Elefantes, Valor de 13/09. Além do brilhantismo do artigo, a sua verve elegante no artigo, deve prenunciar um novo estilo como escritor. Mas o espelho das metáforas infelizes de nossos dirigentes açodados em suas traquinices nas relações internacionais e de antiamericanismo de fachada, deixam à mostra uma verborragia inútil. E só mesmo no nosso país de desavisados pode prosperar.

O país definitivamente merecia melhores representantes ou que pelo menos tivessem menos arrogância no trato de assuntos sérios.

Com aforismos e ufanismo de província vamos agora sim receber uma herança vazia recheada de embuste e patrocinada pelo ilusionismo aos tolos.



Escrito por SALSFI às 07h50
[] [envie esta mensagem]


 
  

Fábulas sobre ratos e elefantes

Sergio Leo |

13/09/2010

 

Entre as metáforas exóticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a política externa, talvez nenhuma tenha consistência tão duvidosa quanto a usada na semana passada, quando comparou os Estados Unidos a um elefante "que se borra" ao ver um rato. Falava sobre as ações brasileiras na Organização Mundial do Comércio, para o público interno, sem se importar com as sensibilidades no país que, em seguida, classificou como "parceiro privilegiado". Com metáforas menos paquidérmicas, Lula já causou espanto maior, como quando classificou protestos da oposição no Irã como choro de perdedor ou deu outras declarações ligeiras sobre o regime de Teerã.

Nem para o eleitorado essas metáforas ajudam a compreender os objetivos bem mais complexos da diplomacia, não raramente mais defensáveis do que as alegres comparações do chefe de Estado brasileiro. O elefante com disenteria levado ao palanque pelo presidente serve para alimentar a mitologia do suposto "antiamericanismo" do Itamaraty, e não ajuda a reduzir o mal estar político que existe - ainda que minimizado pelos dois lados - entre as administrações Lula e Obama.

Mas erra quem espera ouvir de alguma autoridade dos EUA protestos veementes contra a loquacidade presidencial. Nem se pense que o proboscídeo de comício criado por Lula será capaz de provocar alguma forte trombada entre as diplomacias brasileira e americana. Se consultado sobre o assunto, o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, experiente diplomata, provavelmente se espantará mais com a ideia de se comparar o Brasil a um rato, já que não é assim que o país é visto por Washington, onde é grande o interesse em manter abertos os canais em Brasília.

Metáforas não explicam objetivos da diplomacia

A verdade é que Lula já é visto como um presidente que, mesmo conservando influência num futuro governo, está de saída. E quem passar a usar sua escrivaninha não terá o mesmo tipo de facilidade para traduzir políticas de governo em imagens simplistas, sabendo contar com a boa vontade dos interlocutores. Nenhum dos candidatos a presidente tem a história de Lula, nem goza da admiração internacional por ter chegado ao poder (e se dispor a sair) pelas vias democráticas, e ter administrado o país com uma mão na ortodoxia e outra nas políticas sociais. Mesmo por estilo, Dilma Roussef, José Serra ou Marina Silva serão obrigados a deixar de lado metáforas animais ao explicitar suas ideias em diplomacia.

Havia grande expectativa em Brasília em relação ao governo Barack Obama, especialmente após a Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, em abril de 2009, na qual Lula chegou a intermediar uma conversa entre o americano e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A lua de mel acabou praticamente um ano depois, durante a Cúpula de Segurança Nuclear promovida por Obama em Washington. Uma conversa reservada entre os dois terminou mal, com Lula deixando a sala de reuniões irritadíssimo com o tom da conversa de Obama, que classificou de "arrogante".

Obama também tinha motivo de queixas. Lula acabava de vazar a carta enviada por ele a Brasília sobre as negociações para deter o programa nuclear iraniano, e, em Washington, classificava-se de ingênuo o esforço brasileiro com o acordo sacramentado entre Brasil e Turquia com o Irã para evitar uso militar da capacidade atômica naquele país. Em resumo, Obama disse a Lula que até aceitava os pedidos brasileiros de maior paciência com Hugo Chávez na Venezuela, mas que Irã não era tema para o Brasil e está no núcleo dos interesses estratégicos dos EUA.

Com Dilma, Serra ou Marina, o tema Irã deve perder a ênfase na agenda bilateral, e, mesmo com Lula, Brasília deu demonstrações de que não levará a ferro e fogo a interferência na discussão sobre o programa nuclear iraniano. Daí o interesse dos EUA em evitar ampliar a dimensão dos desentendimentos políticos, para enfatizar o que, em Washington, é considerado mais importante no momento, os interesses econômicos e comerciais. Nesta semana, a quantidade de empresas americanas de olho nas oportunidades da exploração do pré-sal no Brasil, na feira Rio OIl & Gás 2010, dará uma ideia de que tipo de bicho os Estados Unidos preferem ser.

E há mais: a americana Ford pretende fazer do Brasil seu centro de produção e desenvolvimento da linha Fiesta, para exportação a outros países emergentes. A GM usará suas bases brasileiras para seu centro de engenharia dedicado a picapes e caminhões leves. A IBM, que havia anunciado a criação de um centro de pesquisas no Brasil, acaba de divulgar que criará, no país, seu "Centro de Soluções para Recursos Naturais", o terceiro no mundo especializado em petróleo e gás. A General Eletric também escolheu o Brasil para um centro de pesquisas, como os quatro que mantém, nos EUA, Alemanha, Índia e China.

Esses exemplos são parte pequena da lista de companhias americanas dispostas a aproveitar o Brasil como mercado e plataforma de exportação. E explica porque as autoridades dos Estados Unidos estão decididas a evitar que elefantes imaginários atravessem o caminho trilhado com interesse pelas empresas daquele país.

Sergio Leo é repórter especial em Brasília e escreve às segundas-feiras

E-mail sergio.leo@valor.com.br

 



Escrito por SALSFI às 07h48
[] [envie esta mensagem]


 
  

Papéis da Petrobras despencam com incertezas e especulação sobre oferta

Beatriz Cutait | De São Paulo
15/09/2010

As incertezas sobre o processo de capitalização gigante da Petrobras voltaram a pesar sobre os papéis da empresa ontem. As ações preferenciais (PN, sem voto) da estatal caíram 5,12%, para R$ 26,85, enquanto os papéis ordinários (ON, com voto) cederam 4,80%, para R$ 30,14.

Os próprios analistas e operadores de mercado estão confusos com o movimento dos papéis, já que era esperada uma atuação mais forte na ponta compradora ontem. Os interessados na oferta prioritária da Petrobras, reservada aos atuais acionistas da estatal, tinham até ontem para comprar o papel. Isso porque o valor de reserva das ações será de 34% do que eles possuírem em custódia nos dias 10 e 17 deste mês. Como a liquidação dos negócios ocorre em três dias (D+3), os interessados precisariam comprar as ações até ontem para tê-los na custódia dia 17. Mas o que se viu foi muito mais gente querendo vender.

Uma das explicações para a forte baixa seria uma simples correção em relação à alta de segunda-feira. Naquele dia, o papel PN subira 2,83% e o ON, 2,03%. Outros analistas, entretanto, apontaram que já foi dada a largada para se pressionar para baixo o preço final da oferta, que será definido no dia 23 e levará em conta as cotações do mercado.

O fato é que diversos entrevistados enfatizaram a preocupação dos investidores e as incertezas sobre participar ou não da oferta de ações da Petrobras. Um gestor que está acompanhando a procura dos investidores para aderir à oferta via fundos apontou que a demanda está fraca. "O pessoal está muito desanimado com a falta de informação e vai acabar deixando de entrar", disse. Além disso, o processo está sendo muito rápido. "Foram três meses para decidir o preço do barril de petróleo na cessão onerosa e agora foi dada apenas uma semana para o investidor entrar na oferta", pontuou.

Um operador de outra gestora, voltado ao atendimento do pequeno investidor, comentou que a queda dos papéis da Petrobras está assustando os aplicadores e afastando-os ainda mais da capitalização. Desde o detalhamento da oferta da estatal, no dia 3, as ações ON da empresa já caíram 7,9%, enquanto os papéis PN recuaram 6,8%. No mesmo período, o Ibovespa acumulou alta de 1,5%.

"Cada vez mais essa indefinição da capitalização da Petrobras está deixando o investidor pessoa física inseguro e, com a queda dos papéis de ontem, aumentou ainda mais essa desconfiança", diz esse operador.

Já o responsável por uma grande gestora de recursos, que pediu para não ser identificado, atribui a queda à expectativa com a entrada de até R$ 124 bilhões em novas ações daqui uma semana. "Diante desse caminhão de papéis, o investidor pára de comprar e espera para ver, porque esse preço não vai subir com essa oferta toda, mas cair", diz. Sem muitos compradores, os papéis acabam caindo ainda mais.

Corretoras informam que há muitas consultas de investidores, mas poucas aberturas de cadastro para participar e poucas reservas. Mas esse movimento seria normal, uma vez que o investidor costuma deixar para o último dia para comprar.

Dois executivos de instituições que participam da oferta deram visões diferentes sobre seu andamento. Um, de uma instituição nacional, disse que a venda estaria indo "de vento em popa". Já outro, de uma instituição estrangeira, que também pediu para não ter seu nome citado, disse que voltou de uma apresentação a investidores no exterior e que o interesse pelas ações é muito baixo a esse nível de preço. Apenas hedge funds, mais especulativos, teriam demonstrado interesse, para vender no curtíssimo prazo. (Colaboraram Angelo Pavini e Ana Paula Ragazzi)



Escrito por SALSFI às 07h38
[] [envie esta mensagem]


 
  
O mundo precisa de um setor bancário menor e mais seguro.

O rato que não rugiu

Martin Wolf
15/09/2010

 

 

Para comemorar o segundo aniversário da queda do Lehman, a montanha da Basileia se empenhou vigorosamente e apresentou um rato. Desnecessário dizer, o setor bancário insistirá em afirmar que o rato é um tigre prestes a devorar a economia mundial. Essas alegações unilaterais, nas quais esse setor mimado é especialista, devem ser ignoradas: remover incentivos para o comportamento temerário não é um custo para a sociedade; é um custo para os beneficiários. Esse não deve ser confundido com aquele. O mundo precisa de um setor bancário menor e mais seguro. O defeito das novas regras é que elas não farão isso.

Estou sendo severo demais? "As agências reguladores do sistema bancário global... selaram um acordo para... triplicar o tamanho das reservas de capital que os bancos do mundo deverão deter contra perdas", diz o "FT".

O novo pacote estabelece um coeficiente de capital ponderado pelo risco de 4,5%, mais que o dobro do nível atual, de 2%, mais um novo colchão de conservação de 2,5%. Bancos cujo capital se enquadrar na zona de conservação enfrentarão restrições sobre pagamento de dividendos e gratificações opcionais. Portanto, a regra estabelece um piso efetivo de 7%. Mas os novos parâmetros deverão ser implantados até 2019. Até lá o mundo provavelmente já terá presenciado uma ou duas crises.

Os reguladores estão tentando tornar o sistema financeiro atual menos inseguro. O mundo não pode se permitir outra crise dessas por pelo menos uma geração. Por esses padrões, o que está surgindo é insuficiente. Esse rato jamais rugirá alto o bastante.

Vejam só, que surpresa: representantes do setor apresentam estimativas praticamente oito vezes maiores. O relatório oficial responde acidamente que: "As estimativas do setor presumem que, na falta de qualquer reforço de regulamentação, os bancos preferirão aumentar a sua alavancagem nos próximos anos, retornando aos níveis que prevaleceram imediatamente antes da crise; que o retorno sobre o patrimônio exigido das instituições financeiras aumentará à medida que a rede de segurança do governo enfraquecer; e que o vínculo entre o crescimento do crédito total e o PIB real é praticamente a média em relação ao período de alto crescimento do crédito que precedeu a crise".

Qualquer um desses tipos de exibição dos custos da regulamentação equivale a Hamlet sem o fantasma: ela ignora o que move a trama. Não podemos avaliar o custo da regulamentação sem reconhecer alguns fatos: primeiro, tanto a economia como o sistema financeiro acabam de sobreviver a uma experiência quase fatal; segundo, os custos da crise incluem milhões de desempregados e dezenas de trilhões de dólares em perda de produção, conforme argumentou Andy Haldane, do Banco da Inglaterra; terceiro, os governos resgataram o sistema financeiro com a socialização dos seus riscos; por último, o setor financeiro é o único que detém acesso ilimitado à carteira do público e, consequentemente, é, de longe, o mais subsidiado do mundo.

É necessário retornar aos princípios básicos na avaliação dos alegados custos das exigências de mais capital (e liquidez). Primeiro, é incorreto que o capital é caro, conforme artigo de Anat R. Admati e outros, da Universidade Stanford, assim que levamos em conta o fato de que mais capital reduz o risco para credores e contribuintes, como deveríamos. Menos capital significa retornos mais altos, mas também risco mais elevado.

Segundo, na medida que os credores arcam com o custo do fracasso, mais capital significa dívida mais barata. Portanto, se os subsídios fossem retirados da dívida, a alteração da relação entre capital e dívida não deveria afetar os custos de obtenção de recursos para o balanço patrimonial.

Terceiro, se os contribuintes arcam com o risco, mais capital compensa esse subsídio implícito. O público em geral tem interesse zero, a bem da verdade, tem um interesse negativo, em subsidiar a tomada de risco dos bancos, de forma geral. Por esse motivo, o subsídio que ele oferece fornecendo seguro grátis deve ser compensado pela imposição de exigências de capital mais elevadas.

Quarto, o público tem um interesse em impor exigências de capital mais elevadas que aquelas que qualquer banco individual estaria disposto a arcar, no seu próprio interesse. Bancos geram risco sistêmico endogenamente. Esse custo deve ser incorporado pelos tomadores de decisões. Mais capacidade de arcar com risco é uma forma de fazê-lo.

Por fim, na medida em que o público quer uma forma específica de tomada de risco subsidiada - conceder empréstimos a empreendimentos de pequeno e médio porte, por exemplo - ele deve fazê-lo diretamente. Subsidiar o sistema bancário como um todo, persuadi-lo a assumir o que é meramente uma pequena parte da sua atividade é ineficaz.

A conclusão, portanto, é que as exigências de capital precisam ser muito mais altas, talvez chegando até a 20% ou 30%, sem a ponderação de risco. Então seria possível prescindir das várias formas de capital casual que têm muito maior probabilidade de exacerbar do que aplacar o pânico numa crise. É só porque nos acostumamos com essas estruturas excepcionalmente frágeis que essa demanda parece ser tão ultrajante.

Isso não implica que neguemos dois enormes problemas. Um deles é que qualquer transição dessas equivalerá a tirar drogas de um viciado. A forma mais simples de reduzir custos ao mínimo seria que os governos subscrevessem o capital adicional e, assim, ao longo do tempo, vendessem o que levarem ao mercado. O outro é que existe um extraordinário potencial para arbitragem regulatória, com riscos se deslocando por todos os lados no sistema. Esses riscos podem facilmente voltar a desabar sobre o sistema bancário.

Os reguladores estão tentando tornar o sistema financeiro atual menos inseguro, progressivamente. Isso é melhor do que nada. Mas não criarão um sistema seguro. O mundo não pode se permitir outra crise dessas por pelo menos uma geração. Por esses padrões, o que está surgindo é simplesmente insuficiente. Esse rato jamais rugirá alto o bastante.

Martin Wolf é editor e principal comentarista econômico do FT



Escrito por SALSFI às 07h23
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
HISTÓRICO
 11/09/2016 a 17/09/2016
 06/09/2015 a 12/09/2015
 18/01/2015 a 24/01/2015
 09/11/2014 a 15/11/2014
 26/10/2014 a 01/11/2014
 15/06/2014 a 21/06/2014
 06/04/2014 a 12/04/2014
 02/02/2014 a 08/02/2014
 13/10/2013 a 19/10/2013
 12/05/2013 a 18/05/2013
 21/04/2013 a 27/04/2013
 10/03/2013 a 16/03/2013
 10/02/2013 a 16/02/2013
 25/11/2012 a 01/12/2012
 29/07/2012 a 04/08/2012
 22/07/2012 a 28/07/2012
 08/04/2012 a 14/04/2012
 29/01/2012 a 04/02/2012
 11/09/2011 a 17/09/2011
 04/09/2011 a 10/09/2011
 28/08/2011 a 03/09/2011
 24/07/2011 a 30/07/2011
 10/07/2011 a 16/07/2011
 03/07/2011 a 09/07/2011
 29/05/2011 a 04/06/2011
 08/05/2011 a 14/05/2011
 17/04/2011 a 23/04/2011
 03/04/2011 a 09/04/2011
 27/03/2011 a 02/04/2011
 13/03/2011 a 19/03/2011
 06/03/2011 a 12/03/2011
 20/02/2011 a 26/02/2011
 06/02/2011 a 12/02/2011
 19/12/2010 a 25/12/2010
 05/12/2010 a 11/12/2010
 31/10/2010 a 06/11/2010
 12/09/2010 a 18/09/2010
 22/08/2010 a 28/08/2010
 01/08/2010 a 07/08/2010
 04/07/2010 a 10/07/2010
 27/06/2010 a 03/07/2010
 09/05/2010 a 15/05/2010
 02/05/2010 a 08/05/2010
 18/04/2010 a 24/04/2010
 11/04/2010 a 17/04/2010
 04/04/2010 a 10/04/2010
 28/03/2010 a 03/04/2010
 21/03/2010 a 27/03/2010
 14/03/2010 a 20/03/2010
 31/01/2010 a 06/02/2010
 24/01/2010 a 30/01/2010
 22/11/2009 a 28/11/2009
 25/10/2009 a 31/10/2009
 11/10/2009 a 17/10/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 30/08/2009 a 05/09/2009
 23/08/2009 a 29/08/2009
 16/08/2009 a 22/08/2009
 02/08/2009 a 08/08/2009
 26/07/2009 a 01/08/2009
 07/06/2009 a 13/06/2009
 24/05/2009 a 30/05/2009
 10/05/2009 a 16/05/2009
 03/05/2009 a 09/05/2009
 19/04/2009 a 25/04/2009
 22/03/2009 a 28/03/2009
 15/03/2009 a 21/03/2009
 08/03/2009 a 14/03/2009
 01/03/2009 a 07/03/2009
 22/02/2009 a 28/02/2009
 01/02/2009 a 07/02/2009
 18/01/2009 a 24/01/2009
 11/01/2009 a 17/01/2009
 28/12/2008 a 03/01/2009
 21/12/2008 a 27/12/2008
 14/12/2008 a 20/12/2008
 07/12/2008 a 13/12/2008
 16/11/2008 a 22/11/2008
 09/11/2008 a 15/11/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 26/10/2008 a 01/11/2008
 19/10/2008 a 25/10/2008
 12/10/2008 a 18/10/2008
 05/10/2008 a 11/10/2008
 28/09/2008 a 04/10/2008
 21/09/2008 a 27/09/2008
 14/09/2008 a 20/09/2008
 07/09/2008 a 13/09/2008
 31/08/2008 a 06/09/2008
 24/08/2008 a 30/08/2008
 17/08/2008 a 23/08/2008
 10/08/2008 a 16/08/2008
 03/08/2008 a 09/08/2008
 20/07/2008 a 26/07/2008
 13/07/2008 a 19/07/2008
 06/07/2008 a 12/07/2008
 22/06/2008 a 28/06/2008
 15/06/2008 a 21/06/2008
 08/06/2008 a 14/06/2008
 01/06/2008 a 07/06/2008
 25/05/2008 a 31/05/2008
 20/04/2008 a 26/04/2008
 13/04/2008 a 19/04/2008
 06/04/2008 a 12/04/2008
 30/03/2008 a 05/04/2008
 23/03/2008 a 29/03/2008
 16/03/2008 a 22/03/2008
 09/03/2008 a 15/03/2008
 02/03/2008 a 08/03/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 17/02/2008 a 23/02/2008
 03/02/2008 a 09/02/2008
 20/01/2008 a 26/01/2008
 13/01/2008 a 19/01/2008
 06/01/2008 a 12/01/2008
 30/12/2007 a 05/01/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 09/12/2007 a 15/12/2007
 18/11/2007 a 24/11/2007
 11/11/2007 a 17/11/2007
 04/11/2007 a 10/11/2007
 28/10/2007 a 03/11/2007
 21/10/2007 a 27/10/2007
 14/10/2007 a 20/10/2007
 07/10/2007 a 13/10/2007
 19/08/2007 a 25/08/2007
 12/08/2007 a 18/08/2007
 08/07/2007 a 14/07/2007
 24/06/2007 a 30/06/2007
 10/06/2007 a 16/06/2007
 03/06/2007 a 09/06/2007
 13/05/2007 a 19/05/2007
 06/05/2007 a 12/05/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 25/03/2007 a 31/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 28/01/2007 a 03/02/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 22/10/2006 a 28/10/2006
 15/10/2006 a 21/10/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 01/10/2006 a 07/10/2006
 24/09/2006 a 30/09/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 03/09/2006 a 09/09/2006
 27/08/2006 a 02/09/2006
 20/08/2006 a 26/08/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006
 11/06/2006 a 17/06/2006
 04/06/2006 a 10/06/2006
 28/05/2006 a 03/06/2006
 14/05/2006 a 20/05/2006
 07/05/2006 a 13/05/2006
 23/04/2006 a 29/04/2006
 09/04/2006 a 15/04/2006
 02/04/2006 a 08/04/2006
 05/03/2006 a 11/03/2006
 19/02/2006 a 25/02/2006
 12/02/2006 a 18/02/2006
 29/01/2006 a 04/02/2006
 01/01/2006 a 07/01/2006
 25/12/2005 a 31/12/2005
 18/12/2005 a 24/12/2005
 11/12/2005 a 17/12/2005
 27/11/2005 a 03/12/2005
 20/11/2005 a 26/11/2005
 13/11/2005 a 19/11/2005
 06/11/2005 a 12/11/2005
 30/10/2005 a 05/11/2005
 23/10/2005 a 29/10/2005
 11/09/2005 a 17/09/2005
 04/09/2005 a 10/09/2005
 28/08/2005 a 03/09/2005
 21/08/2005 a 27/08/2005
 14/08/2005 a 20/08/2005
 07/08/2005 a 13/08/2005
 31/07/2005 a 06/08/2005
 24/07/2005 a 30/07/2005
 17/07/2005 a 23/07/2005
 10/07/2005 a 16/07/2005
 03/07/2005 a 09/07/2005
 26/06/2005 a 02/07/2005
 19/06/2005 a 25/06/2005
 29/05/2005 a 04/06/2005
 24/04/2005 a 30/04/2005
 20/03/2005 a 26/03/2005
 13/03/2005 a 19/03/2005
 06/03/2005 a 12/03/2005
 06/02/2005 a 12/02/2005
 23/01/2005 a 29/01/2005
 16/01/2005 a 22/01/2005
 19/12/2004 a 25/12/2004
 28/11/2004 a 04/12/2004
 21/11/2004 a 27/11/2004
 14/11/2004 a 20/11/2004
 07/11/2004 a 13/11/2004
 31/10/2004 a 06/11/2004
 17/10/2004 a 23/10/2004
 10/10/2004 a 16/10/2004



OUTROS SITES
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 ARTIGOS ECONÔMICOS
 CRÔNICAS E ARTIGOS


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!