SALSIFI INVESTMENTS
   USINA DE JIRAU

Infraestrutura: Empresa mantém intenção de antecipar toda oferta de energia assegurada para 2013

Consórcio ainda espera aval da Aneel para expandir Jirau


Debaixo de um calor escaldante e muita poeira, a diretoria do consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionário da obra e de operação da usina hidrelétrica de Jirau, instalada no rio Madeira, em Rondônia, se reuniu ontem no terreno da obra para comemorar o que chamaram de nova fase da hidrelétrica. Com o uso de um guindaste, foi instalada a primeira peça mecânica que dará suporte à montagem das turbinas de Jirau. Com direito a aplausos e cerimônia, foi acoplada a primeira "virola" da usina, um anel de aço de 14 toneladas e dez metros de diâmetro, que será usado para controlar a área de escape da turbina.

O início da chamada "fase eletromecânica" da construção de Jirau é mais um passo dado pela ESBR para encurtar o prazo de conclusão de uma obra que, ao lado da Usina Santo Antônio, sua vizinha a cerca de 100 quilômetros no mesmo rio, está revolucionando a vida e a estrutura de um Estado e uma capital que, claramente, não estavam preparados para lidar com o surto de demanda por mão de obra especializada e infraestrutura.

"Temos que admitir que não esperávamos por tudo isso. Não estávamos preparados, mas esse é um tipo de problema bom para se ter nas mãos", diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Dênis Roberto Baú. A declaração resume bem a situação atual nas ruas de Porto Velho. Falta mão de obra para tudo, faltam fornecedores, hotéis, escolas técnicas, enfim, toda a infraestrutura para suportar duas construções que, juntas, superam R$ 23 bilhões em investimentos diretos. Para empresários, os governos municipal e estadual têm sido lentos em aproveitar a oportunidade de crescimento.

A pressão, que já é alta, só tende a aumentar. O início da operação está sendo adiantado em um ano, enquanto o prazo para ofertar toda a energia assegurada da usina, de 2,1 mil MW, será adiantado em 33 meses, segundo José Lúcio de Arruda Gomes, diretor-institucional da ESBR. O cronograma original previa início da geração total em setembro de 2015.

A comemoração da nova etapa da obra, no entanto, também foi cercada de expectativas em relação às metas de expansão de Jirau, um cronograma que não depende apenas de acesso à infraestrutura e mão de obra. Com orçamento total na casa dos R$ 10 bilhões, a usina tinha como projeto inicial instalar 44 turbinas de uma margem a outra do Madeira. Agora, a meta é instalar 50 peças. Com a mudança, a empresa teria mais seis turbinas, cada uma com 75 megawatts (MW), ampliando a capacidade de 3,3 mil MW para 3,75 mil MW. Em março, o consórcio entregou um pedido à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para liberar a ampliação da estrutura. A agência e o governo federal precisam aprovar a nova capacidade da usina e dar aval para a venda dessa energia. Até agora, porém, nada foi anunciado.

Para o presidente da ESBR, Victor Paranhos, não há razões para a demora na liberação, a não ser a "inércia regulatória", diz. "A burocracia do governo precisa se adequar ao ritmo exigido pelas obras do PAC. Ninguém é contra a expansão da usina, só que a aprovação não sai." O consórcio ESBR é formado pelas empresas GDF Suez Energy South America (50,1%), Chesf (20%), Eletrosul (20%), Funcef (5%) e Camargo Corrêa (4,9%).

A pressa dos empresários pela liberação do novo desenho da obra deve-se, em boa parte, aos acertos firmados pelo consórcio com a chinesa Dong Fang, empresa que fará 18 turbinas para a casa de força 2 de Jirau. O BNDES, segundo Paranhos, já sinalizou positivamente sobre a liberação de cerca de R$ 700 milhões para aquisição das turbinas adicionais. "Acredito que teremos uma resposta em breve. Nossa expectativa é que uma portaria seja publicada pela Aneel na semana que vem", comenta ele.

Independentemente do plano de expansão, o consórcio quer ter sua primeira turbina instalada até março do ano que vem. A aceleração na obra, segundo o presidente do consórcio, não necessita do aval da Aneel. Recentemente, o consórcio Santo Antônio Energia, vizinho que constrói a usina homônima no rio Madeira, com orçamento de R$ 13,5 bilhões, pediu e obteve aval da Aneel para adiantar a obra.

Em Jirau, o plano da ESBR é que a energia gerada com as seis novas turbinas seja oferecida no próximo leilão do mercado cativo (regulado) organizado pela Aneel ou para o mercado livre. No leilão de concessão da usina, o consórcio venceu a licitação com a oferta de 70% da energia no mercado cativo pelo preço máximo de R$ 71,40 o megawatt/hora. Os 30% restantes serão vendidos no mercado livre. Até agora, porém, a ESBR não fechou contratos para oferta de energia no mercado livre. A razão, diz Paranhos, está atrelada à crise mundial, que reduziu a atividade interna e a demanda por energia.

Segundo Paranhos, a empresa deverá realizar seu primeiro leilão de energia livre em setembro, colocando à venda um pequeno lote para testar o mercado. A expectativa é de que a energia seja completamente contratada até o fim do ano que vem. "Estamos analisando as opções, o preço da energia no mercado regulado tende a subir", comentou. "A possibilidade de racionamento de energia no Brasil é 0% até 2014, mas nós acreditamos que o mercado de energia vai crescer 8% neste ano, acima do projetado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS)." A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) reviu sua previsão de crescimento do consumo de 7% para 7,7% em 2010.

O repórter André Borges viajou à convite do consórcio Energia Sustentável do Brasil



Escrito por SALSFI às 18h13
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Jirau deve operar antes do previsto


    André Borges, de Porto Velho
    30/07/2010

A expectativa é que a energia seja completamente contratada até o fim do ano que vem

Foi instalada ontem a primeira peça mecânica que dará suporte à montagem das turbinas da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira. O consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR) espera realizar o primeiro leilão de energia livre em setembro, com um pequeno lote para testar o mercado. A expectativa é que a energia seja completamente contratada até o fim do ano que vem. O início da operação está sendo antecipado em um ano e o prazo para a oferta de toda a sua energia assegurada, de 2,1 mil MW, será adiantado em 33 meses, diz José Lúcio de Arruda Gomes, diretor institucional da ESBR. O cronograma original previa início da geração total em setembro de 2015. O consórcio quer ter sua primeira turbina instalada até março de 2011.



Escrito por SALSFI às 18h09
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Com alta de 10,8%, Bovespa lidera ranking de investimentos


SÃO PAULO - Com uma arrancada de 10,80% em julho, não há dúvida de que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) liderou o ranking mensal de investimentos acompanhados pelo Valor Online.

Com ajuda do capital externo e da menor preocupação com a crise da Europa, o Ibovespa teve o melhor mês desde maio de 2009. Parte desse bom desempenho também pode ser atribuída à desvalorização global do dólar.

Conforme os agentes mostram preocupação com um quadro de deflação nos Estados Unidos, correm para proteger o capital em ativos reais como ações e commodities.

Por razões parecidas, a segunda melhor opção de rendimento foi o euro, que se valorizou 4,08% no mês.

E encerrando a lista de ganhadores estão as opções de renda fixa. O CDI apresentou variação positiva de 0,86%, e o CDB subiu 0,82%. Já a clássica caderneta de poupança teve avanço de 0,62% no mês.

Puxando as perdas entre os ativos acompanhados, está o ouro, que caiu 3,91%. Já o dólar marcou baixa 2,66% agora em julho.

No acumulado do ano, o quadro é um pouco diferente. O metal precioso ainda aponta valorização de 14,84%, liderando com folga o ranking de investimentos.

Em segundo lugar, mas com ganho bem menos atrativo, estão as opções em renda fixa. O CDB ganha 5,24% agora em 2010, e o CDI sobe 5,18%. E a caderneta de poupança tem retorno de 3,87%. Ainda entre os ganhadores está o dólar, com variação positiva de 0,75% nos sete primeiros meses do ano.

Mesmo depois desse forte desempenho mensal, o Ibovespa ainda está negativo em 1,56%. Mesmo assim, as ações ainda são um melhor negócio do que o euro, que acumula baixa de 8,50% em 2010.



Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/6410147/com-alta-de-10,8%,-bovespa-lidera-ranking-de-investimentos#ixzz0vOFG9Wve


Escrito por SALSFI às 17h58
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Projeto da Anglo American no Brasil atrasa


SÃO PAULO - A Anglo American informou hoje que as dificuldades na obtenção de licenças estão atrasando a execução do projeto Minas Rio, que foi adquirido do empresário Eike Batista em meados de 2008. O atraso também está elevando custo do projeto.

O início da produção estava previsto para o segundo trimestre de 2012, mas a mineradora informou em suas demonstrações financeiras que a inauguração ainda vai demorar de 27 a 30 meses a partir da liberação de algumas licenças pendentes, que incluem a outorgas relacionadas à construção da planta de beneficiamento de minério.

Dado que a empresa prevê a liberação dessas licenças em um prazo de nove meses, o projeto só deverá estar operacional no fim de 2013.

"Está claro que os processos e padrões de licenças ambientais no Brasil se tornaram mais rigorosos e complexos nos últimos anos", afirma a Anglo American, acrescentado que tem dialogado com autoridades brasileiras para resolver essas questões.

Segundo o grupo, as mudanças nas condições de licenciamento e no escopo do projeto acarretarão um aumento de custos da ordem de US$ 210 milhões. Além disso, a companhia prevê custos adicionais de aproximadamente US$ 180 milhões por cada trimestre de atraso.

Em fevereiro, a companhia já havia anunciado um aumento de US$ 2,7 bilhões para US$ 3,8 bilhões no orçamento da primeira fase de desenvolvimento do sistema de minério de ferro, na esteira das mudanças no potencial das minas e do sistema de escoamento, além das alterações na taxa de câmbio.

Hoje, a Anglo informou que vai atualizar o orçamento do projeto, assim como seu cronograma, apenas quando tiver "maior clareza" sobre a liberação das licenças. A ideia é produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro a partir do sistema Minas Rio.

Apesar do atraso, a companhia diz que o projeto está sendo bem executado nas áreas onde as licenças já foram obtidas.

A companhia cita que o desenvolvimento do porto de Açu - da LLX (empresa de Eike Batista) - está adiantado em relação ao cronograma e que a instalação do mineroduto que levará a produção das minas ao complexo portuário está em curso.

No primeiro semestre deste ano, a Anglo American registrou lucro de US$ 2,061 bilhões, 31% abaixo do resultado líquido dos seis primeiros meses de 2009 (US$ 2,97 bilhões).

Na mesma base de comparação, a receita do grupo subiu 35%, para US$ 15,015 bilhões, enquanto o lucro operacional avançou 104%, alcançando US$ 4,361 bilhões.

(Eduardo Laguna | Valor)




Escrito por SALSFI às 17h55
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Vale faz oferta para compra de 100% das ações da Paranapanema, uma das mais antigas empresas da bolsa.

Ex-'blue chip' por R$ 2 bi



Por Vera Saavedra Durão e Ivo Ribeiro, do Rio e de São Paulo
30/07/2010

A oferta de R$ 2 bilhões feita ontem pela Vale para adquirir a Paranapanema, se aceita pelos acionistas, representa o fim da linha para umas das mais tradicionais empresas do mercado de capitais brasileiro.

"Blue chip" na década de 80, a "Paraná", como era conhecida, dominava os pregões da bolsa e o mercado mundial de estanho.

O interesse pela Paranapanema não é novo. Várias vezes a Vale demonstrou a intenção de comprar a controlada Caraíba Metais, uma fundidora de cobre que poderá beneficiar o metal que a Vale extrai em suas minas no Pará, na região de Carajás.

Em 2008, quando a Previ colocou à venda ativos da Paranapanema, a Vale fez uma oferta que superou a da alemã Aurubis, mas a proposta da mineradora não se concretizou por divergências sobre o endividamento da Caraíba Metais.

Posteriormente, a Vale propôs arrendar a refinaria de cobre sem o seu passivo. O negócio ia ser fechado quando veio a crise global de 2008, e a Vale desistiu.

Na época, os controladores da Paranapanema queriam reduzir a dívida da holding do grupo com seus controladores debenturistas, de R$ 1,5 bilhão.

Depois de vender ativos de zinco e estanho e fazer uma reestruturação societária e financeira, a empresa tinha um passivo total de R$ 537 milhões no fim de março. O caixa da companhia somava R$ 816 milhões, uma situação totalmente inversa à que exibia em no fim de 2007, com dívida líquida de R$ 1,16 bilhão e patrimônio líquido negativo de R$ 56 milhões. Com a reestruturação, em março o patrimônio era de R$ 1,4 bilhão positivo.

Com esse perfil, pela primeira vez, ao longo de 12 anos, a empresa anunciou um plano de investimentos para ampliação de suas operações de cobre na Caraíba e na Eluma, processadora de cobre em São Paulo, de R$ 500 milhões até 2013.

Além da Caraíba, o atual interesse da Vale pela Paranapanema envolve a Cibrafértil, controlada localizada em Camaçari (BA), próximo da Caraíba, que atua na fabricação de fertilizantes fosfatados.

A Vale acaba de fazer pesados investimentos nesse negócio com aquisições de Fosfértil e ativos da Bunge no Brasil, além de operar outros projetos no Peru, Argentina, Canadá e Moçambique.

Para a Vale, como destaca no comunicado divulgado ontem, a aquisição da Paranapanema é um movimento consistente com o objetivo estratégico de acelerar o crescimento da produção de cobre. A Caraíba Metais facilita o desenvolvimento dos projetos do metal. A estratégia da Vale é ser uma das maiores produtoras de cobre do mundo.

Atualmente, a capacidade de produção de cobre da Vale é de 300 mil toneladas anuais do metal, na mina de Sossego, em Carajás, e de cobre como subproduto de níquel nas minas do Canadá.

Mais dois projetos de cobre estão sendo tocados pela mineradora: Salobo, no Pará, com capacidade de 100 mil toneladas anuais, e Tres Valles, no Chile, com 18 mil toneladas anuais. A sinergia entre as duas companhias é grande, tanto no cobre quanto no fertilizante.

Sílvio Tini, o maior e mais antigo minoritário da Paranapanema, único remanescente da família de fundadores da empresa, disse que não tem nada contra a oferta da Vale, "a não ser o preço". "Para beneficiar não só seus acionistas, mas também os da Paranapanema, a Vale deveria nos oferecer uma relação de troca justa de sua ação pela da Paranapanema, numa operação em que não entraria dinheiro, só papéis."

Nos próximos dias, a direção da Paranapanema vai convocar uma assembleia extraordinária de acionistas para avaliar a proposta da Vale e aprovar a contratação de empresas especializadas para fazer três laudos de avaliação da empresa e do valor justo de suas ações. De posse disso, vai orientar seus acionistas a aceitarem ou não o valor oferecido pela Vale ontem, de R$ 6,30 pelo papel da companhia.

Ontem, a ação da Paranapanema subiu 7,59% com a cotação chegando em R$ 6,24, próxima ao preço da oferta. Em sete dias, o papel da mineradora valorizou 20,23%, acumulando uma alta de 16,85% no mês. O valor de mercado era de R$ 1,99 bilhão.

Em meados de junho, o Valor informou que os principais acionistas da Paranapanema haviam contratado o banco Itaú BBA para buscar opções de venda para a companhia. Na época, a companhia foi questionada pela CVM sobre o assunto, mas enviou resposta dos acionistas dizendo que não havia nada acertado sobre o tema.

Procurada ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que "a operação está em análise na Superintendência de Registro de Valores Mobiliários".



Escrito por SALSFI às 17h24
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Copom tenta convencer o mercado do ajuste da Selic




30/07/2010

Uma das mais esperadas atas do Comitê de Política Monetária (Copom), a da reunião da semana passada, divulgada ontem, esforça-se em explicar por que o Banco Central desacelerou o ritmo de ajuste da taxa básica de juros (Selic), surpreendendo a maior parte dos analistas de bancos e consultorias.

Desde o início da crise, o mercado não tem sido muito bem-sucedido em prever os rumos da política monetária. As providências tomadas pelo Banco Central (BC) para irrigar a economia entre o fim de 2008 e início de 2009 foram inicialmente criticadas, mas acabaram sendo replicadas em outras partes do mundo. Também houve contrariedade quando começaram a ser desmontadas as medidas fiscais e monetárias que apoiaram a economia doméstica ao longo da crise.

O Copom foi mais conservador do que a média dos analistas esperava ao iniciar o ciclo de aperto monetário em abril, quando elevou a Selic em 0,75 ponto para 9,5% ao ano, interrompendo nove meses de estabilidade. Na reunião seguinte, em junho, repetiu a dose e levou a taxa para 10,25%. Na semana passada, voltou a surpreender, desta vez por ser menos conservador, ao ajustar a Selic em 0,5 ponto, para 10,75%, quando muitos contavam com mais 0,75 ponto.

Uma visão positiva para a inflação e a perspectiva de que o nível de atividade está perdendo o gás influenciaram a dosagem da Selic. Na ata divulgada ontem o Copom exibiu todo o arsenal de ferramentas que possui para avaliar os cenários interno e externo, que é especialmente importante em um momento de alta volatilidade na economia, em que as mudanças de cenário são rápidas. O Brasil é carente de indicadores antecedentes confiáveis e é o Banco Central que reúne mais informações. Uma das ferramentas que cumpre melhor esse papel é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que simula a evolução do Produto Interno Bruto (PIB). Depois de exibir crescimento acentuado no primeiro trimestre, o IBC-Br desacelerou em abril (0,3% de expansão) e estabilizou em maio.

Segundo o Copom, "a evolução do IBC-Br, bem como de outros indicadores de atividade, sugere que a economia pode haver entrado em ritmo mais condizente com taxas de crescimento avaliadas como sustentáveis em longo prazo, ao contrário do verificado no primeiro trimestre".

No relatório de inflação, o Banco Central (BC) reestimou a expansão do PIB neste ano para 7,3%. Isso não significa que a economia vai explodir o ano inteiro. Dado o "carry-over" de 2009 e o forte desempenho do primeiro trimestre, basta que o PIB cresça 0,5% a 0,6% por trimestre, de julho a dezembro, para chegar ao projetado. Anualizada, a taxa de crescimento do segundo semestre pode ficar ao redor de 2,5%, abaixo portanto do PIB potencial.

Para o Copom, a economia brasileira está, portanto, desacelerando, reduzindo a pressão sobre a inflação, em função da reversão dos estímulos introduzidos durante a crise financeira internacional e da mudança da política monetária. Também contribuiu para essa perspectiva a maior probabilidade de "desaceleração do já lento processo de recuperação em que se encontram as economias do G-3", Estados Unidos, União Europeia e Japão. Anteriormente, o Copom dava mais atenção aos outros mercados emergentes.

Também influenciou a decisão do Copom o comportamento do crédito. Apesar de o saldo ter crescido 2% em junho para R$ 1,529 trilhão, registrando expansão de 8,1% no ano e de 19,7% em doze meses, é o crédito direcionado (BNDES e financiamento imobiliário) que determina esse resultado. No caso das pessoas físicas, as novas concessões de crédito dão um retrato melhor do que está acontecendo: diminuíram 0,5% em junho e 6,6% no segundo trimestre.

Embora o tom da mais recente da ata da reunião do Copom seja menos enigmático do que o habitual, manteve aqui e ali a ambiguidade tradicional e não serve, portanto, de bússola para os próximos passos da Selic. A ata diz, por exemplo, que "são decrescentes os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno", com "efeito desinflacionário" do front externo, mas não deixa de lembrar que a economia manterá a trajetória de expansão, com o risco de "esgotamento da margem de ociosidade na utilização dos fatores de produção".

Também deu pistas contraditórias no trecho da ata que trouxe para o debate a previsão de que a inflação deve convergir para o centro da meta no primeiro semestre de 2012, mas ficará acima em 2010 e 2011, no cenário de referência do BC. Normalmente, o cenário de 2012 só passaria a ser considerado em dezembro.



Escrito por SALSFI às 16h49
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