SALSIFI INVESTMENTS
   Vem aí o novo Rio de Janeiro Industrial

  Capital para projetos chega a R$ 126,3 bilhões

As obras de modernização do estádio do Maracanã, palco do jogo final da Copa do Mundo de 2014, ainda nem começaram. Muitos dos atletas que irão competir e ganhar medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016 ainda nem iniciaram suas carreiras. Mas os dois eventos já mexem com a cidade do Rio de Janeiro e prometem mudar sua paisagem nos próximos seis anos. Só que a economia do Estado do qual ela é a capital não está de braços cruzados esperando a bola rolar e os recordes acontecerem. O Estado vive a expectativa de dar nos próximos anos um dos maiores saltos econômicos da sua história.

Autor: Chico Santos - Valor 01/04/10

Um levantamento minucioso realizado no ano passado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) sobre os projetos programados para o Estado concluiu que de 2010 a 2012 os investimentos totais previstos chegam a R$ 126,3 bilhões, aproximadamente US$ 70 bilhões ao câmbio de R$ 1,80 o dólar.

Com uma capital que, apesar dos problemas de urbanização e de segurança, é a principal porta de entrada do país, o Rio de Janeiro é o terceiro maior Estado do Brasil em população (16,01 milhões de habitantes em 2009, segundo o IBGE) e o segundo em Produto Interno Bruto (PIB), com R$ 296,8 bilhões em 2007 (IBGE) , De acordo com projeções feitas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Julio Bueno, a partir de projetos existentes, até o final desta década o Estado, que já responde por mais de 80% dos 2 milhões de barris de petróleo produzidos diariamente no Brasil, será também o maior produtor brasileiro de petroquímicos básicos e de produtos siderúrgicos em geral.

Por conta especialmente da expansão do setor de petróleo e gás, o Estado vem experimentando um forte crescimento na área de pesquisa tecnológica, atraindo laboratórios de gigantes internacionais, como a francesa Schlumberger e a americana Baker Hughes. Apesar de suas vocações mais evidente estarem ligadas ao setor de serviços, como o turismo, o Rio vive forte ciclo de desenvolvimento industrial. "É muito bom, até mesmo para qualificar mais os serviços prestados", comemora.

Do total de investimentos mapeados pela Firjan, R$ 77,1 bilhões serão no setor petróleo, liderados pela Petrobras, R$ 28,6 bilhões em obras de infraestrutura, R$ 20,3 bilhões na indústria de transformação e R$ 300 milhões em outros segmentos.

Embora o Estado viva neste momento a ameaça de perder grande parte da capacidade própria de investir, caso seja transformado em lei o projeto do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) que modifica a forma de distribuição dos royalties pela produção de petróleo e gás, hoje divididos entre União, Estados e municípios das zonas produtoras (o Rio de Janeiro perderia cerca de R$ 7 bilhões por ano), Bueno ressalta que uma eventual mudança não prejudicaria os investimentos da indústria do petróleo no Rio. "O Rio de Janeiro será o epicentro da indústria do petróleo e gás, inclusive do pré-sal, com Ibsen ou sem Ibsen", destaca o secretário.

Os investimentos compilados pela Firjan na área de petróleo e gás dizem respeito ao desenvolvimento da produção de petróleo na bacia de Campos e no pré-sal, mas o maior projeto previsto para o Rio de Janeiro nos próximos anos é da indústria de transformação, embora também relacionado ao petróleo.

Trata-se do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), uma refinaria de petróleo com tecnologia para produzir diretamente insumos petroquímico (eteno, propeno e outros), cujo investimento, na configuração inicial (refino de 150 mil barris por dia de óleo pesado), está orçado em R$ 14,6 bilhões. A entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2013.

A Petrobras, até agora única acionista do projeto, já fez várias mudanças na configuração original. A capacidade da refinaria será de 165 mil barris por dia, podendo ser duplicada, e a estatal vai começar produzindo combustível, como óleo diesel e querosene de aviação (QAV) a partir de óleos leves. A parte petroquímica e o refino de óleo pesado devem ficar para a segunda metade de 2014. O custo do projeto na nova configuração ainda não foi definido.

A estatal petrolífera pretende atrair parceiros para o empreendimento, especialmente a petroquímica Braskem, cujo controle é partilhado pela Odebrecht (majoritária) e pela própria Petrobras. O projeto Comperj, individualmente é a maior da carteira da Petrobras, fica no município de Itaboraí, na região metropolitana da capital. Com mais de 60% das obras de terraplanagem prontas e com parte dos equipamentos contratados, lidera a lista dos 20 maiores investimentos previstos para o Rio de Janeiro no período 2010 a 2012. Em segundo lugar vem o de desenvolvimento da produção do campo petrolífero de Frade, liderado pela americana Chevron (51,74%), orçado em R$ 4,4 bilhões.

A conta do secretário Bueno para que o Rio de Janeiro venha a se tornar o maior produtor siderúrgico do Brasil, posição hoje ocupada por Minas Gerais (12 milhões de toneladas em 2008) começa pela inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), projeto da alemã ThyssenKrupp (majoritária) com a Vale previsto para entrar em operação este ano com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de aço por ano.

Segundo o secretário, o Estado terá também nos próximos anos a ampliação (mais 1,2 milhão de toneladas) da Siderúrgica Votorantim, que hoje produz 1,75 milhão de toneladas de aços longos anuais em Barra Mansa e Resende, no sul do Estado. E pode ter ainda mais duas usinas de 5 milhões de toneladas cada uma na área do complexo industrial-portuário do Açu (norte do Estado), também em construção pela LLX, do empresário Eike Batista. As duas usinas estão em fase de estudos, uma do grupo italiano Techint e outra do grupo chinês Wuhan Iron & Steel Co. (Wisco) em parceria com o grupo EBX, de Batista. Os dois últimos projetos constam do levantamento da Firjan como investimentos potenciais

Na área de infraestrutura, os maiores projetos mapeados pela Firjan são do setor elétrico: a usina nuclear Angra 3, com investimento de R$ 7,3 bilhões, e a Termelétrica do Açu (R$ 4,3 bilhões). Bueno diz que o Estado tem mais dois objetivos na área industrial a serem perseguidos: atrair o setor de celulose - foi feita recentemente uma mudança na legislação na tentativa de atrair as empresas dessa área - e o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores para as indústrias automobilísticas instaladas no Estado (MAN Caminhões, dona da marca Volkswagen para caminhões e ônibus) e Peugeot-Citroën. "O fato novo é que as duas empresas já estão grandes o suficiente para atrair fornecedores", afirma o secretário. A Peugeot-Citroën acaba de anunciar investimentos de R$ 1,4 bilhão para ampliar em 50% sua fábrica no Estado.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, enxerga neste momento as vocações de desenvolvimento do Rio de Janeiro apoiadas em quatro eixos. No sul do Estado, a construção da usina Angra 3 será, na sua avaliação, mobilizadora de uma vasta cadeia produtiva, especialmente da indústria metalmecânica já existente. No eixo leste, as âncoras serão o Comperj e toda a indústria do petróleo e gás. No norte, a combinação do setor petróleo com o complexo industrial-portuário do Açu. E, finalmente, a área que tem como centro o porto de Itaguaí, antigo Sepetiba (sul-leste), potencializada pela construção, em andamento, do arco rodoviário que vai circundar a área metropolitana da capital. "Juntando tudo com o charme da capital, a cultura e a indústria criativa, temos a terra da oportunidade."



Escrito por SALSFI às 13h31
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Escrito por SALSFI às 11h56
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Back to the Future

Submitted by Eliana Cardoso on Fri, 03/12/2010 - 08:54

Imagine if, in 1799 – the year in which Napoleon seized power – a research institute had published its global forecasts for the next 20 years. Its researchers would have known about the tremendous changes that took place over the previous two decades: from the United States’ declaration of independence, through the French Revolution and the execution of Louis XVI, up to Napoleon’s victory over Austria in his Italy Campaign.

Even so, the chances of the researchers accurately predicting the events that came to pass over the subsequent 20 years, including their impact on the 19th century’s world order, would have been infinitesimal. No one could have anticipated that Napoleon would have plunged Europe into non-stop war for a decade until being overcome at Waterloo, or that, by the time of his defeat, he would already have swept away the foundations of traditional structures and initiated an unstoppable wave of reforms.

Because of its industrial might, this Europe would dominate the rest of the world during the 19th century. When European rivalries exploded into World War One, the face of the earth had already changed considerably compared to the previous century. And, having changed the world, Europe set the conditions for the demise of its own empire. Even before World War One, Teddy Roosevelt had heralded the start of the United States’ ascension to its current hegemony.

Nowadays, those looking to make global forecasts also base themselves on the observation of spectacular events: the fall of the Berlin wall, the attacks of 9/11, the invasion of Afghanistan and Iraq, China's extraordinary growth, bloody conflicts in South Asia and the Middle East, and the 2007-2008 financial crisis that began in the US and spread to the rest of the world. These are events that sometimes befuddle our senses and prevent us from seeing the future; a future that research institutes continue to map out based on the military might of the US and China’s spectacular growth.

Another forecast that has already become a cliché is that, within only a few decades, the economies of the BRIC nations (Brazil, Russia, India and China) will overtake the current top six economies.

I nvestors need to forecast the future because more than 80% of the value of the biggest stock exchanges in the world depends on companies’ performances – not today, but over the next ten years. And for those who want to make money, it is necessary to gamble not just on the companies of the future, but also on the countries whose currency will appreciate.



Escrito por SALSFI às 11h26
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   An article from South Asia by Eliana Cardoso

The BRICs’ wealth will come from their economic growth and the appreciation of their currencies. A country’s currency will increase in value in the measure that its productivity and per capita income increase – and, as the BRICs look to take on a larger share of investment portfolios, the resulting movement of capital should contribute to their growth over the next 30 years.

Although the highs and lows of each decade tend to balance out over a period of 30 years, some events could render any forecast obsolete. Examples include another arms race, the threat of a nuclear Iran and increased rivalry between India and Pakistan, a revolution in the energy sector and the ways we respond to climate change. The irony is that even these possibilities correspond to visions of someone who looks at the world through the rearview mirror. Experience is a backward facing headlamp, a lantern astern.

Real visionaries are poets and artists. Long before the advent of research institutes, they imagined flying machines and test tube babies. In any case, the growth of the BRIC nations during the US crisis has felled the concepts of North and South, and of developed and developing countries, that we had become accustomed to when separating the world.

In the very short run we suspect a moderate and uneven global recovery, still marked by heightened uncertainty and volatility in financial markets. But we will continue to see strong growth in South Asia.

The World Bank Regional Outlook claims that thanks to activity in India, South Asia has outperformed all other developing regions in attracting investment commitments to new infrastructure projects with private participation in the first three quarters of 2009. Facilitated by the PPP programs at national and state levels and liquidity in its domestic financial market, private participation in India’s infrastructure is growing fast.

How important do you think these investments are to create the basis for the manufacturing expansion that would bring South Asia to middle income status? What difference will this make for the future of the world?



Escrito por SALSFI às 11h23
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Vale faz acordo parcial em mina de níquel no Canadá

A Vale Inco, subsidiária canadense de níquel da Vale, informou ontem ter fechado acordo trabalhista com os trabalhadores do United SteelWorkers (USW) Local 2020-005, que reúne 300 empregados administrativos e técnicos da área de operações de Sudbury. Esse pode ter sido o primeiro passo para uma negociação da mineradora com os 3 mil mineiros vinculados ao sindicato da unidade USW Local 6500, que estão em greve há nove meses, junto com dois sindicatos locais em Voissey´s Bay e Port Colborne, apurou o Valor.

Myles Sullivan, assessor do USW em Sudbury, confirmou que a mineradora fechou acordo coletivo da unidade Local 2020, vencido desde março. "A Vale agora deve voltar à mesa com o Local 6500 para negociar uma acordo justo para todos os trabalhadores da empresa" disse. Segundo o comunicado, 84,5% dos funcionários administrativos de Sudbury, que nunca fizeram greve, votaram a favor de ratificar um acordo com a companhia para vigorar nos próximos três anos, contando de hoje a 31 de março de 2013.

O acordo firmado ontem envolve aumento anual de salários, um plano de pensão de Contribuição Definida para os novos empregados da empresa e a introdução de um plano de incentivo anual para apoiar a realização de objetivos estratégicos, compensações por performance, dentre outras melhorias.

Valor 01/04/2010



Escrito por SALSFI às 10h21
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   AG muda de SP para RJ

AG arrenda Estaleiro Mauá

A Andrade Gutierrez está arrendando o estaleiro Mauá, um dos ícones da indústria naval brasileira, cuja história começou em meados do século XIX pelas mãos do maior empresário do Brasil Imperial, o Barão de Mauá. O estaleiro, uma das principais instalações para construção e reparo de plataformas do Estado do Rio, é controlado pelo Grupo Synergy, de German Efromovich, que nos últimos anos tem enfrentado a Petrobras em várias disputas comerciais.

Os contenciosos com a estatal estariam, segundo fontes do setor, entre as razões para que Efromovich tenha decidido transferir a operação do estaleiro para uma empresa concorrente no setor de óleo e gás. Procurado, o empresário não foi localizado. A secretária de Efromovich disse que ele se encontra de férias no exterior e não poderia ser localizado. Uma fonte da área naval confirmou, porém, que há cerca de três meses Efromovich começou tratativas para o arrendamento do Mauá com altos executivos da Andrade. O outro estaleiro do Grupo Synergy, o Eisa - Estaleiro Ilha, do Rio, está fora do negócio.

O Valor apurou que a Andrade Gutierrez deve assinar com o Mauá contrato de arrendamento de longo prazo com opção de compra - ao final do período - das instalações do estaleiro. Situado na Ponta d'Areia, entre um maciço de pedra e a Baía de Guanabara, em Niterói (RJ), o estaleiro tem 180 mil m2 de área no local, outras duas unidades nas ilhas do Caju e da Conceição (Niterói) e de um terreno com saída para a baía em São Gonçalo.

As instalações do Mauá serão importantes na estratégia da Andrade de posicionar-se no Rio para atender o mercado offshore. A empresa está transferindo integralmente sua área de engenharia industrial de São Paulo para o Rio porque quer crescer nesse e em outros negócios. Vê oportunidades em segmentos como saúde e construção para classes C e D, neste caso associando-se minoritariamente a empresas do setor com experiência na concessão de crédito.

Na área naval e offshore, a avaliação de executivos da indústria é de que o arrendamento do Mauá é um bom negócio para a Andrade - e também para Efromovich - porque estava cada vez mais difícil para o estaleiro fechar contratos por força dos problemas com a Petrobras. Uma fonte que conhece o Mauá afirmou: "German (Efromovich) está inibido pela Petrobras para concorrer diretamente em licitações abertas pela empresa."

Oficialmente, a Petrobras nega qualquer restrição ao Mauá. Sua assessoria de imprensa informou ontem que "não há impedimento para o estaleiro Mauá participar de licitações na Petrobras". Nos bastidores, porém, as informações têm sido contraditórias. Em 2009, o governo do Estado chegou a interceder em favor do Mauá quando surgiram informações de que estaria inabilitado para fornecer à estatal.

As relações entre a Petrobras e Efromovich, que nunca foram boas, pioraram depois que a Polícia Federal deflagrou, em 2007, a Operação Águas Profundas, que investigou esquema de fraudes em licitações para reparos de plataformas da Petrobras. Executivos do Mauá foram denunciados na operação. O diretor comercial do Mauá à época das denúncias, José Roberto Bello Simas, afastado da empresa, tornou-se réu no processo. Simas teria assumido a responsabilidade pelos fatos descritos na denúncia, por meio de confissão realizada por escritura pública.

A Águas Profundas foi mais um capítulo de uma longa história de brigas entre Efromovich e a estatal, a começar pelos contratos de arrendamento de seis plataformas de perfuração, conhecidas como Ametistas, entre a empresa Marítima, do empresário, e a Petrobras, em briga que terminou nos tribunais. Segundo fontes, recentemente o Mauá teve um novo desgaste com a Petrobras no contrato de R$ 1,2 bilhão para construção de uma gigantesca estrutura metálica (conhecida como "jaqueta" no jargão da indústria do petróleo). Essa estrutura pertence à plataforma de produção de gás de Mexilhão, destinada à Bacia de Santos. Uma fonte disse que o Mauá tentou cobrar valores adicionais no contrato e a Petrobras não aceitou, o que teria levado a empresa a se enfraquecer ainda mais perante a estatal.



Escrito por SALSFI às 10h14
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Eurofer contesta reajuste do minério

Vera Saavedra Durão, do Rio - 01/04/2010

Entra hoje em vigor o novo sistema de preços, com reajustes trimestrais, para o minério de ferro. Apesar de já ter sido discutida e negociada pelas mineradoras empresa por empresa, o novo sistema está causando barulho e resistências das siderúrgicas, principalmente das usinas de aço da Europa e das montadoras locais.

As usinas do Velho Continente, via Eurofer, protocolaram ontem a solicitação de investigação dos órgãos de concorrência da União Europeia contra as três grandes mineradoras BHP Billiton, Vale e Rio Tinto, alegando que a alta de preço do minério pode prejudicar a recuperação econômica da Europa. Na queixa, as siderúrgicas alegam que as três gigantes do minério, detentoras de 70% dos negócios no mercado transoceânico, têm o domínio das vendas e por isso estariam operando em oligopólio.

Paulo Camilo, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que acompanha o caso, disse ao Valor que dependendo do desdobramento do processo nos órgãos antitruste da União Europeia, o governo brasileiro poderá acionar sua representação em Bruxelas para defender as empresas brasileiras de mineração.

Também as montadoras, por meio de sua entidade Acea, solicitaram à UE que tome uma atitude depois que os produtores de minério deram passos para elevar os preços em mais de 80% este ano, conforme divulgou o "Financial Times". A Acea representa não só as montadoras locais, mas as grandes indústrias de carro e caminhões dos EUA e Japão instaladas no continente. A entidade reclamou que os três grandes produtores de minério "têm um significativo poder de preço como se agissem como um oligopólio". Para o setor, "essa excessiva e impraticável política de preços pode afetar a competitividade da indústria automotiva".

A entidade destacou que os preços globais do aço já subiram cerca de um terço depois que a mineradora brasileira Vale, a sul africana Anglo American e a australiana BHP Billiton firmaram acordo esta semana com usinas chinesas e japoneses pondo fim ao sistema de benchmark de contratos anuais com preços reajustados em mesa de negociação entre as produtores e consumidores de minério.

Segundo Penna, "o Brasil não quer subsidiar o preço do seu minério para que a Europa se recupere da crise". Ele contesta a acusação de oligopólio, destacando que o que está havendo neste momento é discussão caso a caso com as usinas de aço. "Há um propósito de tentar tumultuar uma negociação que caminha muito bem com China, Japão e Coreia e que vai tornar inevitável o reajuste do minério" .

Fontes da mineração, porém, reconhecem que há resistência das siderúrgicas europeias à nova sistemática, mas acreditam que tudo vai acabar se acomodando porque a oferta hoje é menor do que a procura. Uma pessoa que acompanha as negociações diz que as usinas estão numa posição fraca, pois no ano passado elas "furaram os volumes contratados com as mineradoras" em função da crise. "A posição delas se enfraqueceu com isso.



Escrito por SALSFI às 10h02
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