SALSIFI INVESTMENTS
  

 

 

 

Odebrecht Serviços e Participações S.A.

CNPJ/MF n. 10.904.193/0001-69

Companhia Fechada

FATO RELEVANTE

Odebrecht S.A. (“ODB”), Odebrecht Serviços e Participações S.A. (“OSP” e, em conjunto com ODB, como “Odebrecht”), Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras (“PTB”) e Petrobras Química S.A. – Petroquisa (“Petroquisa” e, em conjunto com PTB, como “Petrobras”) e Braskem S.A. (“Braskem” e, em conjunto com Odebrecht e Petrobras, as “Companhias”), vêm a público, na forma e para fins do art. 157, parágrafo 4º, da Lei n. 6.404/76 e da Instrução CVM n. 358/02, informar que as Companhias, juntamente com a União de Indústrias Petroquímicas S.A. (“Unipar”), celebraram, nesta data, Acordo de Investimento (“Acordo de Investimento”) visando regular os termos e as condições por meio dos quais Odebrecht e Petrobras consolidarão na Braskem suas participações societárias no setor petroquímico.

I. – MOTIVAÇÕES

A consolidação das participações petroquímicas direta e/ou indiretamente detidas pela Odebrecht e Petrobras na Braskem, combinada com aumento de capital da Braskem e posterior integração de suas atividades, e a subsequente aquisição, pela Braskem, da participação da Unipar na Quattor Participações S.A. (“Quattor”) (“Operação”), tem como objetivo fortalecer o setor petroquímico nacional e a capacidade financeira da Braskem, garantindo investimentos de longo prazo para acompanhar o crescimento da economia previsto para os próximos anos. A Operação contempla ainda potenciais sinergias e ganhos de escala necessários para que a Braskem se consolide como competidor relevante no mercado petroquímico internacional, contribuindo para melhorar o desempenho da balança comercial brasileira.

Além de permitir maior competitividade à cadeia produtiva da indústria petroquímica e dos plásticos no cenário internacional, esse movimento estratégico e seus desdobramentos possibilitam a geração de novos empregos no setor, especialmente no segmento de transformação do plástico, incrementando ainda mais a capacidade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Para a Braskem, empresa líder na produção e comercialização de resinas termoplásticas na América Latina, a Operação é um passo importante para fortalecer seu processo de internacionalização e está em linha com sua estratégia de se posicionar entre as cinco maiores e mais competitivas empresas petroquímicas do mundo.

Para a Petrobras, a Operação também está alinhada com o seu plano estratégico, de atuar no setor petroquímico de forma integrada com os seus demais negócios, agregando valor aos seus produtos, e permitindo uma participação mais efetiva na Braskem. A Operação também permitirá uma maior valorização de sua participação no setor petroquímico em decorrência da maior escala e de uma estrutura de capital mais adequada aos desafios da competição global.

II. – SUMÁRIO DA OPERAÇÃO

O Acordo de Investimento estabelece que a Operação ocorrerá por meio das seguintes etapas: (i) a formação de uma holding, a BRK Investimentos Petroquímicos S.A. (“BRK”), que deterá a totalidade das ações ordinárias de emissão da Braskem atualmente detidas por Odebrecht e Petrobras; (ii) aportes de recursos na BRK, a serem realizados em dinheiro por Odebrecht e Petrobras; (iii) aumento de capital da Braskem a ser realizado sob a forma de uma subscrição privada por seus acionistas; (iv) aquisição pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Unipar; (v) aquisição pela Braskem de 100% das ações da Unipar Comercial e Distribuidora S.A. (“Unipar Comercial”) e de 33,3% das ações da Polibutenos S.A. Indústrias Químicas (“Polibutenos”); (vi) incorporação pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Petrobras; e (vii) oferta pública por alienação indireta de controle da Quattor Petroquímica S.A. (“Quattor Petroquímica”), empresa controlada da Quattor. As etapas da Operação são detalhadas a seguir.

2.1 FORMAÇÃO E CAPITALIZAÇÃO DA BRK

Odebrecht e Petrobras concentrarão a totalidade de suas ações ordinárias de emissão da Braskem na BRK, através de operações societárias de aumento de capital com conferência de bens e incorporação de sociedade. Como resultado, a BRK será a titular de ações ordinárias de emissão da Braskem correspondentes a 93,3% do seu capital votante. Por ocasião da finalização desta etapa, Odebrecht e Petrobras celebrarão o Acordo de Acionistas mencionado no item IV abaixo.

Uma vez concluída a conferência de ações ordinárias de Braskem mencionada acima, serão aportados na BRK recursos no valor total de R$ 3,5 bilhões, sendo que a Odebrecht aportará R$ 1 bilhão, e a Petrobras aportará R$ 2,5 bilhões. Tais recursos serão utilizados pela BRK na subscrição de novas ações ordinárias e preferenciais de emissão da Braskem, a serem emitidas nos termos da etapa descrita no item 2.2 abaixo. Após os aportes de recursos, a Odebrecht e a Petrobras passarão a deter 53,79% e 46,21% do capital social votante e total da BRK, respectivamente.



Escrito por SALSFI às 11h27
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   2.2. AUMENTO DE CAPITAL DA BRASKEM

 

Em até 15 dias contados da assinatura do Acordo de Investimento, será convocada uma Assembleia Geral Extraordinária da Braskem para examinar proposta de aumento do seu capital em um valor entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,0 bilhões, a ser definido por ocasião da referida convocação, para subscrição privada por seus acionistas, sendo certo que a BRK deverá subscrever até R$ 3,5 bilhões. O Aumento de Capital da Braskem se dará mediante a emissão de 80% de ações ordinárias e 20% de ações preferenciais classe A, com os mesmos direitos das ações já atualmente emitidas, pelo preço de emissão de R$ 14,40 para cada ação ordinária ou preferencial (“Aumento de Capital da Braskem”). O preço de emissão foi determinado com base em média de cotações de fechamento das ações preferenciais classe A da Braskem na BM&FBovespa.

Será assegurado aos acionistas da Braskem o direito de preferência para subscrição das ações emitidas no Aumento de Capital da Braskem, na proporção da quantidade de ações de emissão da Braskem de que forem titulares na data da publicação da ata da Assembleia Geral Extraordinária da Braskem que deliberar sobre a matéria, nos termos da Lei n. 6.404/76. Nos termos da legislação em vigor, o direito de preferência será exercido sobre as ações de espécie e classe idênticas às de que os acionistas minoritários forem possuidores, somente se estendendo às demais se aquelas forem insuficientes para lhes assegurar, no capital aumentado, a mesma proporção que tinham no capital social antes do referido aumento.

O Aumento de Capital da Braskem tem como objetivo reforçar a sua estrutura de capital, permitindo manter a flexibilidade financeira da Braskem para continuar seu programa de investimento e expansão no mercado internacional.

2.3. AQUISIÇÃO DE AÇÕES DA QUATTOR DETIDAS PELA UNIPAR

Após a conclusão do Aumento de Capital da Braskem, a Braskem adquirirá a totalidade das ações ordinárias de emissão da Quattor detidas pela Unipar, representativas de 60% do capital votante e total da Quattor pelo valor de R$ 647,3 milhões, acrescido da assunção proporcional da obrigação da UNIPAR frente ao BNDES Participações S.A. – BNDESPAR, decorrente da opção de venda das ações da Rio Polímeros, outorgada na forma do contrato de compra e venda de ações e outra avenças celebrado em 15/01/2008 (“Aquisição das Ações de Quattor”).

2.4. AQUISIÇÃO DA UNIPAR COMERCIAL E DE 33,3% DA POLIBUTENOS PELA BRASKEM

Em até 5 dias úteis após a conclusão da Aquisição de Ações, a Braskem adquirirá 12,6 mil ações ordinárias que a Unipar detém na Unipar Comercial, representativas de 100% de seu capital votante e total, ao preço de R$ 27,7 milhões, a ser pago à vista; e adquirirá também 282,5 mil ações ordinárias que a Unipar detém na Polibutenos, representativas de 33,3% de seu capital votante e total, ao preço de R$ 25 milhões, a ser pago à vista.

2.5. INCORPORAÇÃO DE AÇÕES DA QUATTOR PELA BRASKEM

Após a conclusão da Aquisição das Ações de Quattor, serão convocadas Assembleias Gerais da Braskem e da Quattor para apreciar a incorporação, pela Braskem, das ações de emissão da Quattor detidas pela Petrobras, com o consequente aumento de capital da Braskem, cujo montante será determinado com base no valor patrimonial contábil das ações de emissão da Quattor. Como resultado, a Braskem emitirá em favor da Petrobras novas ações ordinárias da Braskem em substituição às ações detidas pela Petrobras na Quattor (“Incorporação de Ações”).

Para fins de estabelecimento da relação de troca de ações no âmbito da Incorporação de Ações, a Braskem e a Quattor foram avaliadas pelo Banco Bradesco BBI S.A. e Banco BTG Pactual S.A. com base no seu valor econômico, utilizando-se o método de fluxo de caixa descontado, exceto pela Quantiq (IQ Soluções e Química S.A) e Polibutenos, que foram avaliadas por múltiplos de empresas comparáveis.

O valor econômico inicial da Braskem, antes do Aumento de Capital da Braskem, foi de R$ 19.848 Milhões (“Valor Inicial da Braskem”), representando um valor de R$ 38,21 por ação. O valor econômico da Quattor foi de R$ 1.362 Milhões, representando um valor de R$ 5,71 por ação.

As Companhias ajustaram que o valor econômico por ação da Braskem para fins de estabelecimento da relação de troca será calculado considerando a soma do Valor Inicial da Braskem e do valor total do Aumento de Capital da Braskem, dividido pelo número total de ações da Braskem após o Aumento de Capital (exceto ações em tesouraria).

2.6. OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO DE AÇÕES DA QUATTOR PETROQUÍMICA

Em função da alienação indireta do controle da Quattor Petroquímica, companhia aberta controlada pela Quattor, a Braskem encaminhará à CVM, em até 30 dias após a efetiva Aquisição das Ações de Quattor, pedido de registro de oferta pública para aquisição de 0,7% do capital total, composto de ações ordinárias e preferenciais detidas pelos respectivos acionistas minoritários da Quattor Petroquímica (“OPA”). A OPA será realizada por um preço por ação de R$ 7,28, equivalente a 80% do preço por ação ordinária e preferencial da Quattor Petroquímica pago pela Braskem à Unipar, em conformidade com o disposto no Art. 254-A da Lei 6.404/76, na Instrução CVM nº 361/02 e no estatuto social da Quattor Petroquímica.



Escrito por SALSFI às 11h27
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III. – COMPERJ E COMPLEXO DE SUAPE

Também nesta data, Odebrecht, Petrobras e Braskem celebraram um acordo de associação (“Acordo de Associação”) que tem como objetivo regular sua relação comercial e societária no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (“COMPERJ”) e no Complexo Petroquímico de Suape (“Complexo de Suape”). O Acordo de Associação prevê que a Braskem assumirá as sociedades que desenvolvem as 1ª. e 2ª. gerações petroquímicas do COMPERJ, bem como adquirirá gradativamente participação nas sociedades que desenvolvem os negócios do Complexo de Suape, nos termos e condições acordadas no Acordo de Associação. Tais transações se harmonizam com o interesse de Odebrecht e Petrobras em consolidar seus interesses petroquímicos na Braskem.

IV. – ACORDO DE ACIONISTAS

Após a conclusão da etapa prevista no item 2.1, Odebrecht e Petrobras celebrarão acordo de acionistas (“Acordo de Acionistas”) que regulará a sua relação na qualidade de acionistas da Braskem e da BRK, o qual refletirá seu compromisso com elevados patamares de governança corporativa e agregação de valor para todos os acionistas da Braskem.

Nos termos do Acordo de Acionistas, Odebrecht e Petrobras compartilharão as decisões estratégicas da Braskem, sendo que a Odebrecht deterá 50,1% no seu capital votante. Por sua vez, no capital total a diferença entre as participações direta e indireta da Odebrecht e da Petrobras será de 2,33%.

O Conselho de Administração da Braskem será composto por 11 membros, dos quais 6 serão indicados pela Odebrecht e 4 pela Petrobras. O Presidente do Conselho de Administração será indicado pela Odebrecht e o Vice-Presidente pela Petrobras. O Conselho Fiscal será composto por 5 membros, dos quais Odebrecht e Petrobras indicarão 2 membros cada.

A Braskem terá uma Diretoria composta por 7 membros estatutários selecionados dentre os melhores profissionais disponíveis no mercado e de reconhecida competência para o exercício de suas funções. Caberá à Odebrecht a indicação do Diretor Presidente e do Diretor Financeiro, e à Petrobras a indicação do Diretor de Investimentos e Portfólio. Os demais Diretores serão escolhidos pelo Diretor Presidente e submetidos à aprovação do Conselho de Administração.

Com exceção da eleição dos Diretores e da aprovação do plano de negócios, que observarão regras específicas do Acordo de Acionistas, as demais matérias de competência da Assembleia Geral e do Conselho de Administração serão aprovadas por consenso entre Odebrecht e Petrobras.

V. APROVAÇÃO PELO SISTEMA BRASILEIRO DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA

Até 15 dias úteis a partir desta data, as Companhias submeterão conjuntamente as operações contempladas no Acordo de Investimento e em todos os outros instrumentos da Operação correlatos ao Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.

VI. OUTRAS INFORMAÇÕES

A operação descrita no presente Fato Relevante será comunicada à Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa, à Comissão de Valores Mobiliários – CVM, à U.S. Securities and Exchange Commission – SEC, à NYSE – New York Stock Exchange, Mercado de Valores Latinoamericanos da Bolsa de Valores de Madri – Latibex, à Comisión Nacional de Valores – CNV e à Bolsa de Comercio de Buenos Aires.

Maiores esclarecimentos sobre as operações mencionadas neste Fato Relevante podem ser obtidas junto ao departamento de relação com investidores da Petrobras e da Braskem, nos endereços abaixo:

 

 

Toda documentação pertinente às operações descritas neste Fato Relevante, incluindo os detalhes sobre o aumento de capital, laudos de avaliação e o protocolo e justificação da incorporação de ações da Quattor pela Braskem, será disponibilizada quando da convocação das respectivas assembleias gerais que deliberarão sobre tais matérias, quando exigível pela legislação aplicável.

As administrações das Companhias manterão o mercado e seus acionistas informados à medida que sejam implementadas as etapas descritas neste Fato Relevante.

São Paulo, 22 de janeiro de 2010

 

Odebrecht Serviços e Participações S.A.

 

 

 

 

 

  

Para excluir seu nome do sistema de E-mail Alerta, por favor, envie uma mensagem com o título Descadastramento.


www.petrobras.com.br/ri
Para mais informações: PETRÓLEO BRASILEIRO S. A. – PETROBRAS
Relacionamento com Investidores I E-mail: petroinvest@petrobras.com.br / acionistas@petrobras.com.br
Av. República do Chile, 65 - 2202 - B - 20031-912 - Rio de Janeiro, RJ  I Tel.: 55 (21) 3224-1510 / 9947 I 0800-282-1540

Este documento pode conter previsões segundo o significado da Seção 27A da Lei de Valores Mobiliários de 1933, conforme alterada (Lei de Valores Mobiliários), e Seção 21E da lei de Negociação de Valores Mobiliários de 1934, conforme alterada (Lei de Negociação) que refletem apenas expectativas dos administradores da Companhia. Os termos “antecipa”, “acredita”, “espera”, “prevê”, “pretende”, “planeja”, “projeta”, “objetiva”, “deverá”, bem como outros termos similares, visam a identificar tais previsões, as quais, evidentemente, envolvem riscos ou incertezas previstos ou não pela Companhia. Portanto, os resultados futuros das operações da Companhia podem diferir das atuais expectativas, e o leitor não deve se basear exclusivamente nas informações aqui contidas.

 


Escrito por SALSFI às 11h24
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PETROBRÁS

Prezado(a) Sr/Sra Salvador Sícoli Filho, 

Reestruturação de Participação Petroquímica

Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 2010 – Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras leva ao conhecimento dos seus acionistas Fato Relevante divulgado hoje pela Companhia e a sua subsidiária integral Petrobras Química S.A. – Petroquisa (em conjunto, Petrobras), juntamente com a Odebrecht S.A e Braskem S.A, sobre Acordo de Investimentos e Acordo de Acionistas celebrados entre as empresas, que regularam os termos e condições nos quais a Petrobras consolidará suas participações societárias e investimentos do setor petroquímico.

O Acordo de Investimento é resultado da identificação da oportunidade de implementar uma nova estrutura societária para as participações da Petrobras e Odebrecht no setor petroquímico, a resultar das seguintes ações: (i) a formação de uma holding, a BRK Investimentos Petroquímicos S.A. (BRK), que deterá a totalidade das ações ordinárias de emissão da Braskem atualmente detidas direta e indiretamente pela Petrobras e Odebrecht; (ii) aportes de recursos na BRK, a serem realizados em dinheiro por Petrobras e Odebrecht, nos valores de R$ 2,5 bilhões e R$ 1 bilhão, respectivamente; (iii) aumento de capital da Braskem a ser realizado sob a forma de uma subscrição privada por seus acionistas em um valor entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,0 bilhões, sendo certo que a BRK deverá subscrever até R$ 3,5 bilhões; (iv) aquisição pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Unipar; (v) aquisição pela Braskem de 100% das ações da Unipar Comercial e Distribuidora S.A e de 33% das ações da Polibutenos S.A. Indústrias Químicas; (vi) incorporação pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Petrobras; e (vii) oferta pública por alienação indireta de controle da Quattor Petroquímica S.A.

A incorporação dos ativos e recursos irá gerar um aumento da participação da Petrobras na Braskem, que passará a ser a maior empresa petroquímica das Américas em capacidade de produção de resinas termoplásticas, com 26 plantas petroquímicas em seu ativo. A Petrobras irá desta forma, concentrar os seus investimentos no setor petroquímico, incluindo sua participação da Quattor, em uma empresa que terá maiores vantagens competitivas para atuar em escala mundial. Terá ainda a garantia de participação no controle desta nova empresa, a ser compartilhado com a Odebrecht.

Nos termos do Acordo de Acionista, Odebrecht e Petrobras compartilharão as decisões da Braskem, sendo que a Odebrecht deterá 50,1% no capital votante da Braskem. No capital total a diferença entre as participações direta e indireta da Odebrecht e da Petrobras será de 2,33%.

O Acordo de Acionistas refletirá o compromisso dos acionistas controladores da Braskem com elevados patamares de governança corporativa e agregação de valor para todos os acionistas. Neste acordo fica estabelecido que a Petrobras irá indicar quatro representantes do Conselho de Administração, que será formado ainda por seis representantes da Odebrecht e um representante dos acionistas minoritários.

O Conselho Fiscal da Braskem será composto por 5 (cinco) membros, dois eleitos pela Petrobras e dois pela Odebrecht, além de um membro eleito pelos acionistas minoritários, cabendo a Petrobras a indicação do Presidente.

A Diretoria da Braskem será composta por 7 (sete) diretores estatutários, dentre eles:

· Diretor Presidente: indicação feita pela Odebrecht;

· Diretor Financeiro: será escolhido pelo Diretor Presidente entre os integrantes de lista de indicações apresentada pela Odebrecht;

· Diretor de Investimentos e Portfólio: será escolhido pelo Diretor Presidente entre os integrantes de lista de indicações apresentada pela Petrobras.

A Petrobras, Odebrecht e Braskem celebraram ainda um Acordo de Associação que tem como objetivo regular sua relação comercial e societária no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (“COMPERJ”) e no Complexo Petroquímico de Suape (“Complexo de Suape”). A Braskem assumirá as sociedades que desenvolvem as 1ª e 2ª gerações petroquímicas do COMPERJ, bem como adquirirá gradualmente participação nas sociedades que desenvolvem os negócios do Complexo de Suape, nos termos e condições acordadas no Acordo de Associação.

A operação está alinhada ao Plano de Negócios 2009-2013 da Petrobras, que considera investimentos no setor petroquímico de US$ 5,6 bilhões para o período, com o objetivo de atuar no setor de forma integrada com os demais negócios da Companhia, buscando adicionar valor ao óleo produzido. Porém, considera uma nova modalidade de investimento no setor, mas alinhada aos objetivos da Companhia de realizar investimentos sustentáveis a longo prazo que ofereçam retorno aos seus acionistas.

Segue abaixo, íntegra do Fato Relevante.

 



Escrito por SALSFI às 11h22
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Eletrobrás quer captar US$4 bi para hedge por dívida de Itaipu

20:24 | 22 de Janeiro de 2010

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Eletrobrás pretende levantar este ano 4 bilhões dólares, o maior volume de captação externa já feito pela empresa, com objetivo de se proteger da dívida em dólar que a usina hidrelétrica binacional Itaipu tem com a companhia.

De acordo com o presidente da estatal, José Antônio Muniz, o pedido para fazer a emissão já foi encaminhado ao governo e de imediato a intenção é captar 2 bilhões de dólares, em bônus ou qualquer outra linha de financiamento na moeda norte-americana. Os recursos serão integrados ao Fundo de Financiamento às Controladas.

"Nossa exposição à variação do dólar hoje é de 4 bilhões de dólares... Estamos pleiteando ao governo 2 bilhões de imediato", disse Muniz a jornalistas.

A dívida de Itaipu com a Eletrobrás é de 7 bilhões de dólares, mas a empresa já possui "hedge" para 3 bilhões de dólares, informou.

Em 2009, a Eletrobrás captou 1 bilhão de dólares, até então a maior captação da companhia, segundo o diretor financeiro, Astrogildo Quental.

Muniz descartou que a captação tenha por objetivo pagar os dividendos retidos há mais de 30 anos. Nesta sexta-feira, a Eletrobrás anunciou que pagará os 10,3 bilhões de reais em dividendos em quatro parcelas anuais.

"O caixa da Eletrobrás é robusto o suficiente para pagar os dividendos", disse o executivo, informando que atualmente a estatal tem disponibilidades de cerca de 16 bilhões de reais.

Segundo Muniz, os investimentos previstos para 2010, em torno dos 9 bilhões de reais, também virão do caixa da empresa. Em 2009, os investimentos giraram em torno de 5,5 bilhões de reais.

A empresa anunciou nesta manhã que vai pagar em dinheiro 10,3 bilhões de reais referente a dividendos retidos para investimentos entre 1979 e 1980. O primeiro pagamento, no valor de 2,5 bilhões de reais, será feito em 30 de junho.

"Esse nós não vamos antecipar, mas outros poderão ser antecipados", revelou Muniz.

O presidente da Eletrobrás manifestou novamente o desejo da estatal de ser excluída do cálculo do superávit primário do governo, a exemplo do que ocorreu com a Petrobras.



Escrito por SALSFI às 08h31
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Com R$ 16 bi em caixa, Eletrobrás prevê investir R$ 9 bi

19:22 | 22 de Janeiro de 2010

Por Kelly Lima

Rio - A Eletrobrás vai utilizar caixa próprio para efetuar o pagamento da primeira parcela dos dividendos que vence no dia 30 de junho deste ano. "Temos um fluxo de caixa e acreditamos que para as próximas parcelas isso também deverá ocorrer", disse o presidente da estatal, José Antonio Muniz em entrevista coletiva concedida no final da tarde, na sede da companhia no Rio. A retirada deste montante não deverá prejudicar os investimentos de R$ 9 bilhões previstos para também saírem do caixa da estatal este ano.

Segundo ele, a empresa tem no momento um caixa de R$ 16 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões pertencem ao Fundo de Financiamento das Controladas (FFC). A este fundo será acrescido o volume que deverá ser captado no mercado estrangeiro ainda neste primeiro trimestre de 2010. "Temos a intenção de fazer um hedge para nossas contas com Itaipu, evitando os transtornos que temos com as oscilações cambiais", explicou Muniz.

A Eletrobrás quer captar nesta primeira operação do ano um total de US$ 2 bilhões, volume recorde da empresa. No ano passado, havia sido o recorde com a captação de US$ 1 bilhão. De acordo com Muniz, a empresa aguarda apenas a autorização do Tesouro Nacional para levar a proposta de captação para a próxima reunião do seu conselho de administração, que acontece no final de fevereiro. "A partir daí estamos liberados e dispostos a realizar a operação."

Ele afirmou ainda que a ideia inicial de fazer uma capitalização da empresa para quitar a dívida integralmente "não se mostrou adequada" e por isso foi descartada, sendo substituída por este pagamento em parcelas anuais. Já neste primeiro ano, o custo financeiro da dívida, que era de R$ 1,5 bilhão anual, deverá ter uma redução de pelo menos 12,5% no balanço, devido ao pagamento da primeira parcela. O porcentual pode aumentar, caso o pagamento seja antecipado. "Não descartamos a antecipação do pagamento", disse Muniz.

O presidente da companhia não descartou que uma segunda captação seja feita no ano, desta vez voltada para financiar novos projetos. "Acreditamos que uma nova captação possa atingir mais US$ 2 bilhões até o final de 2010. Mas se tivermos condições de pegar dólar barato lá fora, podemos avançar um pouco mais", comentou.

Projetos

Entre possíveis novos projetos, Muniz destacou a presença da Eletrobrás no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. "Este é um empreendimento de grande porte e estaremos presentes no leilão em parceria com todas as empresas que nos quiserem como sócias."

No ano de 2009, a estatal informou que efetuou 70% dos R$ 7 bilhões previstos para serem investidos, ou R$ 5,5 bilhões sozinha, além de mais R$ 1,5 bilhão que não estavam contabilizados na previsão e foram feitos em parcerias.

Para o presidente da companhia, a demora na definição sobre o pagamento dos dividendos foi provocada principalmente pela necessidade de a Eletrobrás participar da meta de superávit primário das contas da União (economia que o governo faz para o pagamento de juros da dívida pública). Mesmo sem ter sido retirada do superávit, e ainda com um déficit de R$ 2,6 bilhões (R$ 1,6 bilhão acumulados em 2009), ele acredita que "o sinal se inverteu" e há boas condições de a Eletrobrás ser retirada da meta de superávit em breve. "Este é um objetivo para depois de amanhã."

Muniz estima que o interesse de investidores privados na companhia deverá aumentar consideravelmente após a negociação para o pagamento dos dividendos e ainda sua retirada da meta de superávit primário das contas públicas. Hoje,a companhia possui 79% de suas ações nas mãos do governo, fundos e BNDESPar. O maior investidor privado na Eletrobrás é uma empresa norueguesa de nome Skagen.

Segundo o presidente da Eletrobrás, assim que houver maior liquidez das ações, não está descartada uma oferta pública no mercado para aumentar o capital da empresa. "Mas isso é coisa para um futuro e não para este ano", sinalizou.



Escrito por SALSFI às 08h30
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Eletrobrás anuncia pagamento de dividendos de R$10,3 bi

13:31 | 22 de Janeiro de 2010

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 22 de janeiro (Reuters) - A Eletrobrás colocou nesta sexta-feira um ponto final na pendência com seus acionistas que se arrastava há mais de 30 anos e era apontada por analistas como um dos fatores que deixavam o papel menos atraente para investidores: o pagamento de dividendos retidos para investimentos nas décadas de 1970 e 1980.

A Eletrobrás vai desembolsar 10,3 bilhões de reais em quatro parcelas anuais vencendo nos dias 30 de cada mês de junho de 2010 até 2013, "podendo ser antecipadas", explicou a empresa em comunicado.

Os créditos serão remunerados pela Selic a partir da data do anúncio até a data do efetivo pagamento. Farão jus aos referidos recebimento aos acionistas que integrarem a base acionária no dia 29 de janeiro de 2010.

A estatal que controla a maior parte do parque de geração elétrico brasileiro havia manifestado intenção de pagar os dividendos retidos no ano passado, conforme antecipou a Reuters, mas atrasos na burocracia transferiram a operação para 2010.

No final do ano passado, o governo já havia recebido parte dos dividendos retidos que foi antecipada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que comprou o direito de receber 3,5 bilhões de reais.

O Tesouro Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) possuem 80 por cento do capital da holding do setor elétrico.

A notícia agradou o mercado, que já esperava uma solução para o problema.

"É positivo para os ordinaristas e para os donos de (ações preferenciais), porque melhora a percepção de governança da empresa", explicou Ricardo Correa, analista da Ativa, que vê boas perspectivas de compra para o papel também levando em conta o bom desempenho previsto para a companhia no quarto trimestre.

Ele explicou no entanto que a Eletrobrás ainda "é muito estatal" e continua alvo de críticas devido à grande interferência do governo.

"A exposição da empresa à intervenção do governo ainda é muito grande", explicou Correa, citando eventos como a federalização de distribuidoras e capitalização da dívida da Celg (de Goiás).

Segundo ele, a forte ligação com o governo impede a Eletrobrás de acessar mercados maduros para financiamentos, e isso atrapalha a liquidez do papel.

As ações preferenciais da empresa subiam 6,1 por cento, às 13h28, cotados a 33,54 reais, enquanto o Ibovespa cedia 0,93 por cento. Já os papéis ordinários da empresa subiam 6,13 por cento, a 40,54 reais.

(Com reportagem adicional de Aluisio Pereira, em São Paulo; Edição de Alberto Alerigi Jr.)



Escrito por SALSFI às 08h29
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Com Quattor, Braskem vira 8a petroquímica do mundo

15:18 | 22 de Janeiro de 2010

Por Cesar Bianconi

SÃO PAULO, 22 de janeiro (Reuters) - A Braskem anunciou a incorporação da rival Quattor, em uma operação que cria a maior petroquímica das Américas. A empresa fará um aumento de capital de até 5 bilhões de reais, com garantia de aporte de 3,5 bilhões de reais pelos dois principais sócios, Odebrecht e Petrobras.

"No ranking global, ficamos entre as 10 maiores petroquímicas, precisamente em oitavo lugar", disse o presidente da Braskem, Bernardo Gradin. O executivo não informou o montante das sinergias previstas pela união das empresas.

Segundo ele, a companhia segue em busca de ativos no exterior, especialmente na América do Norte, para compras.

A aquisição da Quattor vinha sendo costurada há meses e esbarrava em questões societárias por disputas na família Geyer, que detinha o controle da empresa por meio da Unipar.

Pelo acordo firmado nesta sexta-feira, a Braskem vai adquirir 60 por cento das ações ordinárias da Quattor que pertencem à Unipar por 647,3 milhões de reais, além de assumir obrigações da última com o BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Petrobras detém os 40 por cento restantes do capital votante da Quattor, que serão repassados à Braskem em troca de ações de sua emissão para a estatal.

Com a Quattor, a Braskem terá uma capacidade de produção anual de 5,5 milhões de toneladas de resinas plásticas em 26 fábricas, praticamente um monopólio no país. Desse volume, ao redor de 1 milhão de toneladas são exportadas.

Apesar do domínio no mercado, o vice-presidente financeiro da Braskem, Carlos Fadigas, descarta dificuldades de aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade).

Segundo ele, nos processos de formação tanto de Braskem quanto de Quattor, originadas pela união de vários ativos petroquímicos, o Cade entendeu que se trata de uma indústria que compete em escala global. "O mercado é mundial. Não há motivo para se falar apenas de market share no Brasil", afirmou.

A operação de incorporação da Quattor será encaminhada ao Cade nos próximos dias, segundo a Braskem.

AUMENTO DE CAPITAL

Como parte do processo de compra da Quattor, a Braskem fará um aumento de capital de 4,5 bilhões a 5 bilhões de reais para reforçar sua estrutura de capital e manter a flexibilidade financeira da petroquímica.

A Odebrecht se comprometeu a entrar com 1 bilhão de reais, enquanto a Petrobras com outros 2,5 bilhões de reais. O preço de emissão das novas ações foi determinado em 14,40 reais e os minoritários terão assegurado o direito de preferência de subscrição.

Considerando que o aumento de capital da petroquímica fique no centro da faixa estimada, a Petrobras terá, após toda a reorganização societária, 40 por cento do capital votante da Braskem, segundo Fadigas.

Nesse cenário, a Odebrecht ficaria com 36 por cento do capital total da Braskem e a Petrobras com 34 por cento. Atualmente, a Odebrecht possui 38,4 por cento do capital total da Braskem e a estatal petrolífera outros 25,4 por cento.

Seja qual for o volume final do aumento de capital, a Odebrecht ficará com 50,1 por cento do capital votante da Braskem, assegurando que a petroquímica continue sob controle privado.

GESTÃO DE DÍVIDA

O vice-presidente financeiro da Braskem afirmou que atualmente a dívida líquida de Braskem e Quattor juntas é de cerca de 13 bilhões de reais.

Se o aumento de capital atingir o máximo previsto, a dívida líquida cairá para ao redor de 8 bilhões de reais, o que implicaria em uma alavancagem inferior a três vezes a geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação).

Conforme Fadigas, a Braskem terá em caixa, após o aumento de capital e a incorporação da Quattor, dinheiro suficiente para quitar as dívidas do grupo com vencimento nos próximos dois a três anos.



Escrito por SALSFI às 08h27
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Petrobras terá entre 32% e 36% do capital da Braskem

16:30 | 22 de Janeiro de 2010

Por Wellington Bahnemann e André Magnabosco

São Paulo - O presidente da petroquímica Braskem, Bernardo Gradin, explicou hoje, em entrevista coletiva realizada em São Paulo, que a participação da Petrobras no capital total da Braskem após a operação de aumento de capital da petroquímica deverá oscilar entre 32% e 36%, conforme a adesão dos acionistas minoritários no aumento de capital. Controladora, a Odebrecht terá sua participação entre 34,5% e 38% do capital total.

Os minoritários, na eventualidade de aderirem em grande número, manterão aproximadamente 30% de participação, fatia que cairia para 20% caso a adesão seja baixa. O BNDES pode acompanhar os minoritários e manter a participação próxima a 5%.

Gradin afirmou que a nova empresa formada pela incorporação da Quattor deverá ter uma dívida líquida de R$ 8,715 bilhões após a conclusão da operação de aumento de capital prevista no negócio. Com a capitalização, a relação entre a dívida líquida e a geração de caixa medida pelo Ebitda da nova empresa deverá ficar em 3 vezes, segundo o executivo. O endividamento bruto da nova companhia é estimado em R$ 16,464 bilhões. Gradin disse que, sem considerar o aumento de capital, a dívida líquida da nova empresa ao final de setembro de 2009 seria de R$ 12,515 bilhões, na base pro forma. Já a relação dívida líquida/Ebitda seria de 4,5 vezes.

Suape

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou hoje que o desejo da estatal é de que a Braskem assuma posição majoritária no Complexo de Suape, em Pernambuco, ativo no qual a petroquímica ainda não possui participação. Sem dar detalhes de como seria a entrada gradativa da Braskem no projeto, conforme citado em fato relevante divulgado pela manhã, Costa afirmou que a Braskem ainda não possui detalhes do projeto. O acesso a essas informações deverá ocorrer nos próximos 120 dias, prazo estabelecido pelas partes para concluir o negócio divulgado hoje.

Costa também reafirmou que a participação da Braskem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) será restrita às atividades de craqueamento e à segunda geração, ficando fora, portanto, das atividades de refinaria. A Braskem também deverá receber mais detalhes do projeto no mesmo prazo de 120 dias.



Escrito por SALSFI às 08h26
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Braskem passa a ser oitava maior produtora de resinas

14:46 | 22 de Janeiro de 2010

Por Kelly Lima

Rio de Janeiro - A incorporação dos ativos da Quattor transformou a Braskem na oitava maior do mundo em produção de resinas, com produção total de 5,5 milhões de toneladas por ano, metade da capacidade da primeira colocada, Lyondell Basell (10,91 milhões de toneladas por ano).

No mundo, ainda à frente da Braskem estão, por ordem classificatória, além da Lyondell Basell, a Exxon Mobil (9,3 milhões), a Sinopec (8,6 milhões), a Dow (7,7 milhões), Formosa (7,2 milhões), Sabic (7,1 milhões) e Ineos (6,5 milhões).

Considerando apenas a produção nas Américas, ou seja, excluindo o volume produzido em outros países fora da América do Norte e Latina, a Braskem é a primeira no ranking, com 200 mil toneladas à frente da Exxon Mobil.



Escrito por SALSFI às 08h24
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Braskem será 10ª maior empresa do Brasil

14:07 | 22 de Janeiro de 2010

Por André Magnabosco

São Paulo - A oficialização do acordo de compra da Quattor pela Braskem, ocorrida hoje, conclui o processo de consolidação do setor petroquímico brasileiro e cria uma empresa hegemônica no fornecimento de polietileno e polipropileno no mercado brasileiro, sendo a 11ª maior petroquímica do mundo e a 10ª maior empresa brasileira. Ao assumir o controle dos polos petroquímicos instalados no Rio de Janeiro e no ABC paulista, a Braskem se torna a empresa responsável por fornecer aproximadamente 90% das resinas utilizadas domesticamente para a produção de itens plásticos, segmento que vai desde as sacolas utilizadas em supermercados até brinquedos e eletroeletrônicos.

A empresa, que está sendo chamada de Nova Braskem e cujo controle continuará a ser da Odebrecht, com aproximadamente 50% do capital votante, será a 11ª maior petroquímica do mundo, em produção de eteno. Levantamento da consultoria especializada no setor químico MaxiQuim aponta que a capacidade de produção conjunta de Braskem e Quattor é próxima de 4 milhões de toneladas anuais, o que coloca a nova companhia próxima à norte-americana Chevron Phillips e à chinesa Sinopec, que produziam pouco mais de 4 milhões de toneladas com base em dados de 2008.

A capacidade de produção de polietileno e polipropileno, mercado no qual a companhia é hegemônica em território nacional, supera 4,5 milhões de toneladas, o equivalente a 3,6% da produção mundial dessas resinas. A Braskem ainda é líder na produção de PVC, mercado no qual concorre localmente com a Solvay Indupa - a Quattor não possuía produção de PVC. A operação também eleva a Braskem à condição de uma das dez maiores empresas do Brasil em faturamento. De acordo com levantamento da consultoria Economática, a Braskem, hoje na 12ª posição do ranking, ultrapassaria a Telesp e a Vivo e assumiria a 10ª posição, com receita líquida de R$ 12,1 bilhões entre janeiro e setembro de 2009.

Esse resultado, no entanto, considera apenas a receita da Quattor Petroquímica no período, que foi de R$ 1,09 bilhão. Com a incorporação de toda a Quattor, cujo faturamento no intervalo foi de R$ 3,24 bilhões, segundo a controladora Unipar, a receita da nova empresa no período teria superado R$ 14 bilhões, o que aproxima ainda mais a nova Braskem do Pão de Açúcar, nono no ranking, com receita líquida de R$ 15,8 bilhões no intervalo - o levantamento divulgado pela Economática não considera a operação entre Pão de Açúcar e Casas Bahia, anunciada em dezembro passado.

O negócio, em contrapartida, abre espaço para que o governo ceda em alguns pontos considerados fundamentais ao setor petroquímico. É o caso da possível assinatura de um acordo comercial entre Mercosul e Oriente Médio, o que abriria o mercado nacional para os grupos instalados em países como Arábia Saudita, Kuwait e Qatar, ou a redução da tarifa de importação de resinas termoplásticas, hoje em 14%.

 

 

 



Escrito por SALSFI às 08h22
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