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O Milagre da Multiplicação

Dom, 11/10/09 16:35  ,

ssicoli@estadao.com.br

Salvador Sícoli Filho 11/10/2009

Uma certa arrogância do Sr. Eike Batista é plenamente justificável.

Afinal depois do investimentos em mineração em que o berço foi fundamental, o empresário usando uma agressividade ímpar carreou milhões de dólares para investidores de seus projetos.

A OGX é hoje o exemplo mais marcante. Arrematando autorizações da ANP quando os grandes players internacionais deixavam o país na fuga do começo da década, o empresário em rápidos e ousados movimentos constituiu o que é hoje a 9ª empresa em valor de mercado.

Assim quando diz que a ação vai ainda subir, não se iludam com a teoria dos cisnes negros. Vai subir mesmo. Se você tem múltiplos de R$ 160 mil não se desespere com a falta de alternativa da renda fixa.

Faça uma digressão, relaxe e acompanhe o milagre da multiplicação.



Escrito por SALSFI às 23h35
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''Empresas brasileiras não arriscam''

Dono do Grupo EBX volta trabalhar na produção de ouro e prepara grande investida no setor naval por causa do petróleo

Irany Tereza* e David Friedlander

Ao estilo Eike Batista, o adágio "Do pó vieste, ao pó voltarás" tomaria certamente outra forma. Talvez "do ouro vieste...". Foi intermediando a venda de ouro e diamantes de garimpeiros da selva amazônica que ele deu início, na década de 80, ao que hoje é o Grupo EBX. Ao ouro ele está voltando agora, com o projeto da sexta empresa do grupo, já batizada de AUX. Mas é no petróleo que ele faz a aposta mais alta: além de explorar e produzir, também quer fabricar equipamentos. "As empresas brasileiras não têm a cultura do risco. É triste. (...) Eu me arrisco", diz

E o ouro?

Estamos voltando à origem. Será uma empresa de U$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões (a nova subsidiária será batizada de AUX). Já temos minas na Colômbia e alguma coisa no Brasil. Mas o Brasil não é rico em ouro. Temos o ouro negro, que é melhor (risos).

Mas nessa do "ouro negro", o grupo entra somente por meio de licitação?


Não. Nosso primeiro furo é em uma área que pertencia à Shell, que fez um furo seco e vendeu para a Maersk. A Maersk fez um furo seco, a gente pegou 65% do bloco e achou petróleo! Aqui em Santos, em águas rasas, fora da picanha azul (a faixa do pré-sal).

Vocês estão pensando em comprar mais participação em blocos de outras empresas?

Aí eu volto a dizer o seguinte: para mim, gestão é fundamental. Então, nossa gestão é nossa gestão. A gente entra sendo majoritário.

E majoritário sem ser operador?

Não gostamos. Neste caso (do bloco com a Maersk, em Santos), como o bloco era muito interessante, a gente aceitou não ser operador, apesar de deter 65%. Mas a cultura do grupo é ser controlador, operar, dizer como tem de ser feito. Essa é a nossa gestão.

Então, como vai entrar na Vale de outro jeito, se o sr. acaba de dizer que a sua gestão é sua gestão?

(silêncio)

A ideia é comprar um pouco e depois mais um pouco?

Who knows (Quem sabe?)

Em petróleo a OGX só vai entrar em consórcios como majoritária?

Eu não gosto muito de parceria com gigantes que, no fundo, acham... O cara faz chamada de capital e diz: vou investir do jeito que eu quero, com minha eficiência. Toda vez que fiz isso, me dei mal.

Mas no setor petróleo é assim que acontece.

Nos nossos blocos não, exceto nesse (com a Maersk). E vou te dizer: a gestão na parte operacional vai cair para a gente, porque vamos fabricar equipamentos. E onde eles vão comprar equipamentos? Curiosamente, vão esbarrar no nosso grupo de novo, porque todos vão precisar de 75% de conteúdo nacional. E aí quem vai operar?

O seu grupo está negociando com a Petrobrás, também?

A Petrobrás hoje já percebeu que, por sermos um grupo brasileiro, e somos mesmo - acho que somos até mais brasileiros, em termos de participação (que a Petrobrás). Sessenta e três por cento somos nós, a holding EBX. E dos 37% que tem no mercado, eu diria que 40% são nacionais. Então, 75% da OGX é de capital nacional. Ou seja, temos menos participação estrangeira do que a Petrobrás!

Mas vocês estão conversando com eles?

Não, porque vamos acabar nos cruzando na área de equipamentos. Nós estamos nos mobilizando para criar uma megaindústria naval no Brasil, para ninguém botar defeito. Nesse empreendimento, 20% ou 30% serão de estrangeiros, porque eu não tenho know-how para fazer isso com a eficiência deles. Vou aprender com os coreanos ou cingapurenses, que são os melhores. Na parte de operação das sondas, pode ser Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, esse pessoal que está entrando nisso.

Essas empreiteiras poderiam entrar também na parte de exploração de petróleo e gás?

Convidamos algumas, mas as empresas brasileiras não têm a cultura do risco. É triste. Se você diz para um sujeito que ele vai fazer um furo que custará US$ 50 milhões e talvez ele tenha de fazer outro, ele se pela de medo. Eu me arrisco, invisto em pesquisa.

Vocês já fizeram duas descobertas de óleo, não?


Sim, e vamos furar mais quatro poços até o fim do ano, em Campos.

Vão entrar no pré-sal?


Se tivermos oportunidade, sim.

Como o sr. se imagina daqui a dez anos?

Fora os ativos de empresas, eu não tenho imóveis fora do Brasil. Aqui é onde eu vou gastar todo o meu dinheiro. Meu pai falava russo e foi perseguido na época da ditadura. Por isso, nos ensinou a sempre ter algum dinheiro aqui e algum lá fora. Tanto que metade dos meus irmãos acabou morando fora. Trouxe dois de fora agora, para trabalhar comigo. No ano 2002, eu tomei a decisão: este é o melhor país do mundo para se empreender. Minhas experiências na Grécia, na Rússia, na República Checa foram um desastre. Perdi US$ 500 milhões. Gastei esses recursos em ativos fantásticos, mas ou a legislação ou a máfia local tiraram esses ativos de mim. No Brasil, nas áreas em que atuo, a legislação é clara, tudo é claro. Então, meus filhos podem até fazer um curso no exterior, mas é pra cá que voltarão. Essa coisa de ter coisas fora é uma estupidez no mundo de hoje. Tomei essa decisão em 2002, vendi todos os meus ativos de ouro na época e me concentrei nas minhas X. Aliás, a história das empresas X começou em 1980. Continuou por 20 anos focada no exterior, mais 9 aqui.

Com a estratégia de atrair executivos com participação acionária.

Dividindo as riquezas com executivos, funcionários e investidores, ela se reproduz. Nós fizemos duas coisas que o mundo capitalista não faz. Primeiro, as ações para os executivos são minhas. Segundo, em janeiro e fevereiro, quando os executivos fizeram na MMX um investimento em derivativos e câmbio e se perdeu muito dinheiro, eu aportei US$ 200 milhões a custo zero. Emprestei para a MMX a custo zero. E sabe o que aconteceu com as minhas ações? Elas valiam R$ 3 e hoje valem R$ 12. O acionista vai ser sempre meu parceiro. Como eu sei criar riqueza do zero, vou respeitar esses caras que investiram comigo. Por isso, as empresas X têm uma valorização diferenciada. Eu pago os executivos, sai do meu bolso. Agora, está tudo resolvido, o dólar voltou e nós estamos voando na nuvem número 63. A OSX, por exemplo, está entrando num business que vai criar uma riqueza quase instantânea de alguns bilhões.

As ações da OGX estão valendo mais de R$ 1,5 mil por causa das descobertas, mas chegarão a um ponto de equilíbrio.

Estão a R$ 1.680. E daqui a três anos, valerão de três a cinco vezes mais. Podem dizer que é sonho, mas me deixem continuar sonhando. Inclusive, voltando aos meus desejos para daqui a dez anos, eu imagino um Brasil mais rico, totalmente diferente. Meu talento é criar projetos que geram empregos, riquezas, dividir isso com a sociedade onde eu vivo. Isso tudo me traz uma energia de volta assustadora.

* A repórter é da Agência Estado



Escrito por SALSFI às 23h24
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   Entrevista polêmica de Eike Batista ao Estadão

''Enxergo na Vale diamantes não polidos''

Eike negocia compra de participação na Vale e diz que sua entrada na empresa seria boa para os fundos de pensão e para o Estado

Irany Tereza* e David Friedlander

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Depois de meses fugindo do assunto e de muitas respostas genéricas, o empresário Eike Batista finalmente revela detalhes de seu interesse pela Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo. Disse que pode voltar a negociar com o Bradesco, mas no momento está de olho na compra de um lote das ações que a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) tem na mineradora. "É pequeno, mas, para sentar ali no conselho e direcionar, acho fantástico", afirmou ao Estado e à AE Broadcast, na sexta-feira.

Com um discurso igual ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Eike criticou a administração da Vale por investir fora do País e disse que gostaria de ter Sérgio Rosa, presidente da Previ, no lugar de Roger Agnelli, atual presidente da Vale. "Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil", afirma. A seguir, a entrevista.

O sr. acha que vai conseguir comprar um pedaço da Vale?

A Vale é o sonho de qualquer minerador. Ela poderia fazer investimentos para agregar valor aos produtos que exporta. E pode também ser um instrumento para dar eficiência à logística do País. Olhando de fora, enxergo na Vale diamantes não polidos a rodo.

Como foi a negociação para comprar a participação do Bradesco na Vale?

Foi uma conversa, não houve um proposta firme, por escrito. Foi só conceito, tipo eu tô aqui!. Houve a conversa e a resposta de volta (o Bradesco não quis vender).

Não houve uma proposta?

Olha, nosso interesse é falar o menos possível. Apenas dizer que existe o interesse estratégico, sim. A gente acha que agregaria valor ao ativo, que seria bom para o Estado, para os fundos de pensão, que são os maiores acionistas, porque a gente sabe criar valor. Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil.

Essa é a intenção? Ter o Sérgio Rosa no comando?

Sim. Estou falando em tese.

Nas suas empresas, o sr. tem o controle. Aceitaria entrar entrar numa empresa onde o controle está nas mãos dos outros?

Quando a gente conversa com autoridades, eu sempre digo assim: é para usar o chapéu de empresário que quer ganhar dinheiro ou do empresário que pensa no Brasil? Aqui a gente estaria pensando no Brasil, participando da gestão. Enxergaram isso aqui? Viram aquilo lá? Poder avaliar quando chegar uma proposta para comprar alguma coisa.

A Previ hoje só pode ter 10% de seu patrimônio numa única empresa. Ela tem mais do que isso na Vale. Se ela fosse se desfazer desse excedente, interessaria ainda que fosse uma participação pequena?

Existe interesse, sim. Em tese, pode ser.

Não seria uma participação pequena para o seu padrão?

Para sentar ali no conselho e direcionar, acho fantástico. Controlar a Vale nem precisa, sabe, nossos negócios já são tão grandes...

Mas a Previ teria de oferecer as ações antes para os outros acionistas, de acordo com o direito de preferência.

Claro. As regras têm de ser todas respeitadas.

Há quanto tempo o sr. negocia isso?

Esse interesse? Começou há três, quatro meses.

A conversa com o Bradesco morreu?

Estamos sempre interessados. Desde que nós começamos a negociar, quatro meses atrás, o valor das ações na bolsa de valores subiu muito. Então, precisamos sentar de novo para ver se ainda vale a pena.

A Vale tem sido criticada pelo governo por investir fora do País.

Acho que a crítica faz sentido. Ela investiu em negócios lá fora que não se equiparam com a qualidade dos ativos que ela tem no Brasil. Em Carajás (PA), ou mesmo em Minas Gerais, a Vale só tem caviar. São as minas mais ricas do mundo, minas com 100 anos de vida, minério de qualidade. O que se comprou fora do País não corresponde a esse padrão de qualidade. A compra da Xstrata (mineradora anglo suíça)...

Que não aconteceu...

Ainda bem que não aconteceu! Mas a decisão era comprar. Você ia misturar caviar com osso. Mais da metade dos ativos da Xstrata não são de classe mundial. Carajás é um ativo de classe mundial. Você não pode ir lá e comprar uma companhia onde a metade dos ativos não tem esse padrão.

O que o sr. faria diferente?

Ocupar mais o espaço na área siderúrgica, agregar mais valor ao minério de ferro e investimento maciço em logística. Companhias desse porte, na minha visão, teriam de fazer tudo para agregar mais valor. Não precisa fazer o produto final. Mas pelo menos até o aço semiacabado. Você emprega muita gente, agrega valor, agrega dólares no PIB (Produto Interno Bruto).

Até parece o presidente Lula falando. O sr. andou conversando com ele sobre isso, não é?

Não. Essa conversa eu não tive direto com o presidente. Mas o Lula percebe essas coisas no ar. É síntese e bom senso. Ele não vai pedir uma coisa que depois não possa vender do outro lado. Você não precisa fazer um aço superespecial porque aí tem excesso de capacidade lá fora. Mas algumas etapas a mais você pode fazer no Brasil, em vez de só exportar minério. A conversa é essa.

Apesar das críticas do governo, a Vale tem dado dividendos enormes a seus acionistas.

Podia ser maior, não? Para gerar mais dividendos lá na frente você poderia pagar menos durante um prazo e aumentar os investimentos. Não olhar só para projetos com taxa de retorno de 50%. A Vale está num tamanho que precisa fazer projetos para beneficiar o Brasil.

Pelo que a gente está entendendo, não haveria espaço na Vale para Roger Agnelli (presidente da companhia) e o sr. juntos.

Olha, numa boa, acho que ele fez uma gestão que tem méritos. A China cresceu, ele estava lá. Quando ele assumiu, a Vale era uma empresa muito menor do que hoje. Mas, às vezes, existem fases em que se pode fazer projetos de retorno menor, mas mais interessantes para o País do que projetos só na área de mineração. A gente não pode ser um eterno exportador de matéria-prima. Podíamos ter chegado para os chineses e combinado que metade do minério de ferro que eles comprassem fosse transformado em aço no Brasil.

Mas não foi esse o trato com a Baosteel (siderúrgica chinesa que iria construir uma unidade no Brasil em sociedade com a Vale)?

Por que a Baosteel saiu do Brasil? Ela foi convidada para fazer uma siderúrgica no Maranhão, a licença ambiental não saiu. Foram para o Espírito Santo. Eles estavam falando com a Vale! Eles conversaram com governadores de Estado! Isso para os chineses é a última instância de poder! Aí o cara, depois de seis anos, depois de milhões de dólares de investimento, recebe dois nãos.

A Vale estava batalhando para conseguir a licença.

Mas eu, como grupo, não vou chamar a Wuhan (outra siderúrgica chinesa), que eu chamei para se instalar no Estado do Rio, sem antecipadamente saber se ali poderia conseguir uma licença. Isso é gestão. Como é que os chineses vão entender que uma Vale, junto com os governos, não conseguem licença ambiental? Ele disse tchau. O Roger (Agnelli) sempre fez tudo para investir o mínimo possível na siderurgia, porque na visão dele a Vale não tinha que se meter no negócio do seu cliente no final da linha. É o conceito dele.

Não haveria um conflito de interesses? Ao mesmo tempo a empresa vende minério para uma siderúrgica e compete com ela?

Ele acredita nisso e administrou assim. Mas uma hora você tem de enxergar um outro sinal. Fazer os chineses virem para cá. A Baosteel teria sido um cordão umbilical com a China. O Wuhan quer construir uma siderúrgica no Porto Açu (RJ). Eles chegaram e disseram que, se fosse na China, já estariam construindo. Fui no governador Sérgio Cabral e pedi pelo amor de Deus para nos ajudar a conseguir a licença até junho do ano que vem. Desculpa, mas um estrategista tem que enxergar essas coisas.

Qual o patrimônio do grupo hoje?

O valor em bolsa das quatro empresas é de US$ 35 bilhões. Somos hoje o terceiro maior grupo do Brasil, depois de Petrobrás e Vale.

O sr. vai abrir capital de outras empresas na bolsa de valores?

Vamos abrir o da OSX, de estaleiros e serviços para a área de petróleo, até fevereiro. Essa empresa nasce com um valor de US$ 4 bilhões e a gente quer captar uns US 3 bilhões. Então, é mais um brinquedinho aí.

Há outra empresa, não?

Estou voltando para o ouro. Compramos duas jazidas na Colômbia.

*A repórter é da Agência Estado

 

 



Escrito por SALSFI às 23h12
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Dívida de R$ 1,1 bilhão com BNDES pode ser antecipada se estatal não fechar acordo com sócio privado

Terna pode ficar mais cara para a Cemig



Josette Goulart, de São Paulo - 01/10/2009

 

 

 

As novas investidas da Cemig no setor elétrico, que hoje analisa a aquisição de diversas empresas, estão fortemente atreladas ao sucesso da parceria que pretende formar com um fundo de investimentos para a compra da Terna Participações. Isso porque, sem um parceiro privado que detenha mais de 50% do negócio, a Cemig terá que bancar, além do custo da aquisição, o pagamento antecipado de R$ 1,1 bilhão da dívida que a Terna possui com o BNDES. Além dos cerca de R$ 3,5 bilhões para a compra do controle e da extensão do direito a minoritários.

Essa situação se deve ao fato de os empréstimos do BNDES à Terna terem cláusulas de resgate antecipado em caso de venda da companhia para uma empresa pública. O superintendente de infraestrutura do BNDES, Nelson Siffert, explica que isso se deve ao fato de o banco já estar exposto no seu limite a empresas públicas e não há como negociar essa cláusula. Siffert não quis revelar o montante da dívida, mas a própria Cemig divulgou o valor na assembléia de acionistas que aprovou, por maioria de votos, a entrada do fundo no negócio. A ata da assembleia aponta que o valor total chega a R$ 1,1 bilhão, considerando nesse valor repasses das linhas do BNDES feita por outros bancos.

A Cemig nunca teve a intenção de comprar a Terna sozinha. Inicialmente o negócio estava sendo costurado em parceria com a Neonergia, que é controlada pela espanhola Iberdrola e pela Previ. O problema é que os espanhóis, em meio a crise financeira e com problemas de rebaixamento de seu risco de crédito, desistiram do negócio e vetaram a participação da Neoenergia às vésperas do anúncio da aquisição. No arranjo original a Neonergia ficaria com 51% da Terna, que atua no setor de transmissão. Como a distribuidora é de capital privado, não haveria antecipação da dívida.

A solução encontrada pela estatal mineira foi a formação de um fundo, denominado Coliseu, e que está em fase de captação pelo Banco Modal. O banco não quis falar sobre o assunto pois diz que está em período de silêncio. Algumas fontes da instituição disseram, entretanto, que a captação deve fechar em torno de R$ 1 bilhão no próximo mês. Se a parceria com o fundo se concretizar, a Cemig poderá concretizar sua estratégia de comprar outras companhias.

Uma fonte da Agência Nacional de Energia Elétrica diz que a Cemig hoje avalia seriamente a compra de diversas empresas de distribuição, entre elas a Rede Energia. Há dois meses, a estatal divulgou o interesse em fazer parceria com a CEB, empresa de distribuição de Brasília. Há poucas semanas, divulgou o interesse em aumentar sua participação na Light. E notícias de aquisições que estariam para ser fechadas pela Cemig não faltam. Os jornais mineiros principalmente têm noticiado uma série delas. Uma das mais recentes é que estaria para fechar negócio com a Duke Energy, informação que foi negada pela empresa americana.

Os executivos da companhia, entretanto, referendam o interesse em comprar cada vez mais ativos país afora. O presidente da Cemig, Djalma Bastos, disse recentemente que a companhia está avaliando diversas opções de compra. Para uma alta fonte do governo federal, essa uma estratégia claro do governador Aécio Neves com vistas à campanha de 2010. Com tantas aquisições, ele poderia se mostrar como o homem que compra e não privatiza.

A operação com o fundo Coliseu foi analisada em assembleia no fim de semana, e aprovada por maioria de votos. Vários fundos de investimentos, minoritários da Cemig, votaram contra a redução da participação da estatal na Terna. (Colaborou Ana Paula Ragazzi)



Escrito por SALSFI às 22h53
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Inventividade que falta

Dom, 11/10/09 21:00  - Salvador Sícoli Filho

A Austeridade Que Nos Falta

Se parecem sobrar reservas, faltam dirigentes reservados.

O Brasil precisa ser mais imaginativo do que demonstram seus jactanciosos governantes.

Enquanto cultivam e irrigam com lágrimas seus próprios egos, recebem ônus de investimentos além de suas posses elegantemente repassados por seus antigos senhores.

Será que não dá para desconfiar que eventos como Copa do Mundo, Olimpíadas e Pré-Sal foram urdidos por algum marqueteiro megalomaníaco formado em MBA de Samoa e patrocinados em busca de uma vaga na ONU?



Escrito por SALSFI às 22h36
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O Fim do Milagre Brasileiro

Dom, 11/10/09 20:51   - Salvador Sícoli Filho

O Fim da Era da Certeza e do Óbvio.

O milagre brasileiro poderá terminar mais cedo com o renascer do descaso pela contas públicas, aumentos de gastos com pessoal, incrementos de salários de servidores e de altos funcionários, somados à conhecida inabilidade na administração de reservas em patamares intrigantes e sem imaginação.

Enquanto o dólar despenca, o ouro brilha e o nosso guardião das reservas continua como goleiro surpreendido. Passivo vendo a bola passar entre as pernas.

O sistema financeiro internacional não se emendou.

E voltou às velhas práticas que levaram ao desenlace trágico.

Sem regulações apropriadas, sem correções dos desvios e desvairada volta ao regime especulativo que desencadeou boa parcela dos problemas, o retorno da especulação propicia novas bolhas. As bolhas da segunda podem não ser tão fortes quanto as da primeira leva.

No entanto os remédios para a sua cicatrização poderão ser mais difíceis e demorados. Em conseqüência a sua debelação poderá ser muito mais custosa!



Escrito por SALSFI às 22h27
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Naufrágio anunciado em segunda edição

Segundo Tempo

Salvador Sícoli Filho 11/10/09

Naufrágio anunciado pelo consumismo desenfreado, pelo endividamento excessivo de pessoas e de país que enfrentam agora a dura constatação: vão levar anos na reconstrução.

Tudo o que se disser em contrário ou na forração de um cenário menos realístico esbarra nos próprios bolsos.

Se há bancos demasiado grandes para que autoridades se esquivem em intervir, os cidadãos com menos lobbies vão se resguardar na sua própria insignificância.

Se ignorar o novo status vai ter que recorrer à falência pessoal.

No Brasil estamos defasados no tempo. A semeadura é feita em tempos de bonança imaginária. Não poderá frutificar e há que se fazerem provisões para turbulências próximas.

Somos agora porto seguro temporário para um mundo em chamas. Parecem estas debeladas? Percorra-se território americano, países europeus, seu leste dizimado pela crise e se junte a imensa volta à letargia da economia japonesa.

A resultante dos vetores é um quadro que não conduz a milagre próximo.




Escrito por SALSFI às 22h12
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IMITAÇÃO À BRASILEIRA

Salvador Sícoli Filho - 11/10/09

Sempre tivemos um pendor por vezes insano de imitação de manias e hábitos.

Aos americanos então se dedicou um especial capítulo. Não é que agora vamos iludidos pelo clarão de festim do dinheiro fácil espocando porteira adentro para desespero dos operadores do BC.

Como administrar a exuberante volúpia de investidores estrangeiros que vem buscar aqui o que não conseguem nem mais na Suiça aturdida pela monumental crise que devastou seu sistema financeiro.

Pois não é que vamos para o orgulho de nossos incautos governantes espargindo as mesmas sementes que cultivaram a grandiosa hecatombe mundial a partir dos USA!?

Vamos injetando dinheiro na economia através da indústria automobilística e do fornecimento de crédito para novos compradores de casas pavimentando a via turbulenta que engarrafa e se alia a nosso sub-prime tupiniquim.

As reservas sem nenhuma cautela se enclausuram no dólar que derrete e nos títulos do Tesouro de um pais que soçobra.



Escrito por SALSFI às 21h59
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