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   GERDAU - ENTREVISTA DO PRESIDENTE

GERDAU VÊ RISCOS NO ANO

Do início de 2007, quando assumiu o comando do grupo no lugar do pai, Jorge Gerdau, até o início da crise mundial que afetou bruscamente a siderurgia, o empresário e executivo André Gerdau Johannpeter vivenciou uma era de bonança no setor. Dentro de uma estratégia de posicionar o grupo mundialmente - consolidação nas Américas - e entrada na Europa e Ásia, com um pé na Índia, fez uma série de aquisições e parcerias que envolveram US$ 8,3 bilhões. A um mês do aniversário de um ano do estouro da crise, ele reafirma que a decisão foi correta. "Fizemos a coisa certa. Era uma questão de se posicionar estrategicamente, pois todos no setor estavam nesse caminho", afirma. Aos 46 anos, o executivo, que tem ao lado na gestão o primo Cláudio Gerdau Johannpeter, como diretor-geral de operações, dedicou o primeiro semestre a fazer um ajuste profundo na companhia para sobreviver no novo tamanho do mercado. Para ele, o cenário mundial ainda requer uma dose de cautela e realismo. Abaixo, alguns temas da entrevista concedida ao Valor na terça-feira, na sede do grupo.

Valor: Como o senhor avalia os efeitos da crise econômica, que afetou a siderurgia, no contexto de países emergentes, que abrange o Brasil, e países industrializados?

André Gerdau: Os países em desenvolvimento, principalmente China, Índia e Brasil, são os que mostram sinais mais consistentes de recuperação. A China vinha crescendo a 10%, agora está a 7% ou 8%, o que é ainda muito bom. Com o pacote de estímulo do governo, a produção de aço no país cresceu um pouco em relação a 2008. Outro país aonde ocorreu o mesmo fenômeno foi a Índia. Os dois foram os únicos países onde a produção não diminuiu comparada a 2008. O que é um sinal de que foram bem menos afetados pela crise. Já o Brasil sofreu bastante, com quedas de 40%. Em certo momento, havia sete altos-fornos parados. Já começamos a ver a retomada com religamentos desses equipamentos, proporcionada pelas várias medidas estímulo do governo de redução no IPI e lançamentos de programa de habitação, incentivos ao crédito e um pouco pelas obras do PAC. Nesses três países a crise não foi tão forte como nos países desenvolvidos, principalmente Europa, EUA e Japão. Eles sofreram mais, mas já são vistos alguns sinais, ainda menores, de recuperação econômica. Principalmente nos EUA, onde estamos na produção de aço. No país, o setor começa a se recuperar só agora. Faz oito semanas que está crescendo pouco, mas cresce.

Valor: Muitas siderúrgicas estão com capacidade ociosa em todo o mundo. Quanto disso poderá não voltar e qual será a estratégia da sua companhia nesse momento para ocupar mercados?

Gerdau: Nosso objetivo é tentar identificar qual é realmente a demanda que está voltando. Ganhar mercado sempre procuramos, mas depende do volume e aonde isso vai ocorrer. O mundo tem 1,7 bilhão de toneladas de capacidade instalada e a previsão da World Steel Association para a produção deste ano é de 1,1 bilhão a 1,2 bilhão de toneladas. Ou seja, enfrentamos uma sobra enorme no mundo. A China está com suas usinas praticamente tomadas, num ritmo anual de 600 milhões de toneladas. Fora isso, há que se olhar em cada país como está a ocupação do setor. Há também as que têm custos mais elevados. Essas demoram para voltar e há vários fatores determinantes, como suprimento próprio de minério e carvão. Normalmente, há de 10% a 15% de capacidade paralisadas e que dificilmente voltarão. Na produção que usa altos-fornos, a Europa é onde há mais dificuldade de religamentos. Os países desenvolvidos têm custos mais elevados.

Valor: Nesse momento, não seria a hora de comprar mercados?

Gerdau: Não estamos pensando nisso agora. Estamos muito focados na nossa produção, nos nossos clientes, como voltar aos bons níveis de rentabilidade. O foco é como fazer melhor com os ativos que temos hoje nos vários mercados em que atuamos, que estão em países com diferentes níveis de retomada.

Valor: O senhor não vê um risco de guerra de preços?

Gerdau: Esse risco sempre existe. Se for retomada toda a capacidade existente, pode impactar para baixo os preços. Por enquanto não vemos sinais, mas há um momento agora no mundo que as notícias começam a ficar muito boas e pode favorecer isso. Será que a economia real está andando nessa mesma medida? Vemos as bolsas de valores em quase euforia. Será que na economia esse cenário das bolsas está refletido? Muitas vezes as bolsas se adiantam.

Valor: O Henrique Meirelles [presidente do banco Central] tem falado muito nisso. O senhor compartilha com essa ideia de que há um risco de excesso de otimismo?

Gerdau: Eu tenho uma preocupação de que possa haver um pouco demais de otimismo no todo. Nós vemos sinais em cada região. No Brasil, a retomada tem sinais mais fortes. Nos EUA, são mais fracos. Na Espanha, também. Em alguns países da América Latina, como Peru, Chile e Colômbia, também vemos alguns sinais de recuperação. Por outro lado, vemos as bolsas de valores com esse nível de euforia. Todo mundo passou por uma crise tão difícil que notícia boa todos gostam. E estamos precisando.

Valor: Qual sua expectativa de desempenho da economia brasileira para este ano?

Gerdau: Vamos aguardar a divulgação do índice do PIB [Produto Interno Bruto] dos últimos 12 meses, que está para sair. Já se fala que pode ser 0,5% negativo, ou zero, neste período. Em algum momento, falou-se até em queda de 2%. Para o ano, trabalhamos com expectativa de crescimento zero.



Escrito por SALSFI às 18h16
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GERDAU VÊ RETOMADA COM CAUTELA

Ivo Ribeiro e Sérgio Bueno - 21/08/09

 Siderurgia: Grupo avalia que volta aos níveis de até 90% da capacidade de antes da crise pode durar um a dois anos

Apesar dos sinais de recuperação gradual dos níveis de atividade nos últimos meses, a crise econômica global que estourou em setembro do ano passado ainda promete pesar por um certo tempo sobre a siderurgia. Para o grupo Gerdau, um dos maiores produtores mundiais de aço, líder nas Américas em aços longos, o retorno aos índices médios de utilização de capacidade instalada de 85% a 90% observados até agosto de 2008 nas usinas que opera no Brasil e no exterior vai demorar mais um a dois anos, disse o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter.

"Não é para amanhã", afirmou o empresário. Segundo ele, o indicador está entre 60% e 70% na média do grupo, mas ainda fica pouco acima de 50% nos Estados Unidos devido ao impacto maior da crise nas economias mais desenvolvidas. No Brasil, o nível de atividade está mais alto. Na sua principal usina, a Açominas, chega a 75%, depois que, em julho, reativou seu maior alto-forno, com capacidade de 3 milhões de toneladas anuais, e decidiu manter operando um outro com metade da capacidade que seria paralisado.

Johannpeter procura equilibrar as projeções entre a "cautela" herdada da crise, a "vontade" do grupo de continuar crescendo e a "confiança" proporcionada pelos indicadores mais recentes. "Estou convencido que a recuperação vai acontecer, mas ainda não estou convencido de que não teremos alguma recaída no meio do caminho, o que não é improvável pois a crise não acabou no mundo".

Mas o viés cauteloso do executivo, que também é vice-presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia, parece ganhar mais força quando mostra uma visão bem realista do momento. A primeira evidência é a reserva em relação ao que ele classifica de "excesso de otimismo" com o ritmo de retomada da economia, principalmente por parte do mercado financeiro - que voltou a crescer sem novas regulamentações para evitar a repetição da catástrofe de 2008 - e acionário.

Na Gerdau, que fez um ajuste fundo no primeiro semestre - e ainda deverá continuar ao longo deste resto de ano -, a prioridade hoje é reocupar a capacidade de produção dos ativos atuais, alinhada com a volta gradativa da demanda. Compra de ativos no exterior como as que movimentaram o grupo até o início do ano passado e a implementação de projetos já anunciados, como novas usinas na Argentina e Peru e uma laminadora de US$ 400 milhões no Brasil para fabricar chapa grossa, ficarão "à espera do melhor momento" para sair do papel. "Nosso foco agora é a adequação do grupo ao tamanho do mercado e ocupar as usinas à medida que ele voltar a crescer".

A onda global de consolidações no setor, afirma, tende a voltar no futuro, porém em outros parâmetros. A siderurgia é mais "pulverizada" do que segmentos com os quais ela se relaciona, como as mineradoras de ferro e carvão e a indústria automotiva. "Mas não sei se vai ser na velocidade que se viu de 2005 a 2007". No longo prazo, a Gerdau mantém sua estratégia de diversificação por regiões de operação e por portfólio de produtos, incluindo um avanço gradativo no negócio de aços planos, onde estão as brasileiras Usiminas e CSN . A base de entrada será a Açominas.

O novo cenário levou o grupo a anunciar em fevereiro a revisão do programa de investimentos de US$ 6,4 bilhões em modernização e expansão da capacidade, de 2008 a 2010, com a redução do valor para US$ 5 bilhões e a ampliação do prazo para desembolso até 2013. Tirando o valor aplicado no ano passado, restaram US$ 3,6 bilhões em cinco ano, valor que ainda pode ser alterado. Para este ano, está confirmado o orçamento de US$ 550 milhões.

A companhia, que opera 59 usinas no Brasil e exterior, dedicou os últimos meses a um forte ajuste operacional e financeiro para adequar-se ao novo patamar do mercado, afirmou o empresário. Os custos industriais fixos caíram 41% desde janeiro, incluindo demissões de pessoal, reduções de jornada e suspensões de contratos de trabalho. Johannpeter não revelou quantos funcionários foram atingidos pelas medidas de cortes. Ele alega que se trata de um dado "sensível" que pode ser "mal-interpretado".

O executivo informou que algumas contratações já começaram a ser feitas pela companhia no segmento de corte e dobra de aço usado na construção civil, por conta do crescimento da atividade no setor imobiliário.

No pacote de ajuste, disse que o endividamento bruto consolidado foi reduzido de R$ 23,2 bilhões para R$ 18,9 bilhões desde dezembro e a necessidade de capital de giro, considerando-se créditos a receber de clientes, estoques e a conta de fornecedores, caiu de R$ 11,2 bilhões para R$ 7,5 bilhões. O semestre fechou com prejuízo de R$ 294 milhões devido à baixa gerada na atualização do valor de ativos imobilizados, intangíveis e ágio exigida pelas normas internacionais de contabilidade, a IFRS, adotadas desde 2007 em seus balanços.

Nos três últimos trimestres, de setembro de 2008 a junho, o grupo conseguiu desovar estoques de 1 milhão de toneladas de aço, o equivalente à diferença entre as 8,9 milhões de toneladas produzidas e as 9,9 milhões vendidas no período. No primeiro semestre, a produção alcançou 5,6 milhões de toneladas, 47% a menos do que um ano atrás. As vendas recuaram 39%, para 6,4 milhões de toneladas.

Embora os indicadores de desempenho ainda mostrem quedas acentuadas na comparação com o período antes da crise, alguns números conseguiram inverter a curva iniciada no fim de 2008 e já foram maiores do que nos três meses imediatamente anteriores. A produção, por exemplo, passou de 2,5 milhões para 3,1 milhões de toneladas e o volume vendido, de 3,1 milhões para 3,4 milhões de toneladas. Em julho, as vendas subiram em torno de 15% ante junho e em agosto seguem em ritmo similar.

Mesmo assim, o empresário mantém a cautela. "Ainda estamos na crise e é cedo para dizer se a recuperação da economia é sustentável". Afirma que não é possível saber com certeza quanto da retomada é para reposição dos estoques na cadeia de consumo, que ficaram muito baixos, e quanto se dá em função da demanda, de fato. "Com o estouro da crise, todo mundo parou de comprar. E quando há uma reativação, a cadeia demora para ser reabastecida", explicou. Mas acredita que desde junho já ocorre um misto das duas situações.

No Brasil, que já chegou a ter sete alto-fornos (de diferentes empresas) desligados, afirmou que a retomada está sendo estimulada pelas várias medidas de apoio do governo, como redução no IPI para carros e bens de linha branca, incentivos ao crédito, o programa Minha Casa, Minha Vida e em medida menor pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Começa a haver uma movimentação econômica interessante", disse. O importante, observou, é a manutenção da tendência de recuperação dos indicadores econômicos nos próximos trimestres para restabelecer a confiança. Os preços dos aços longos no mercado à vista, mundialmente, tiveram aumento desde meados de junho. A alta variou entre US$ 50 e US$ 100 a tonelada. Boa parte disso já se deve à pressões de aumento de custos de matérias-primas e insumos, como ligas e sucata, bem como da tarifa dos fretes. "De janeiro a março, vimos o fundo do poço."

Uma nova preocupação é com o câmbio. A valorização do real, diz, afeta as exportações de aço e bens como autopeças e automóveis e reduz a competitividade da produção siderúrgica brasileira ante a de países como Rússia e Ucrânia, explicou Johannpeter. Para ele, o Brasil já não detém o maior grau de competitividade para se fazer aço no mundo.

A América do Norte, que no primeiro semestre respondeu por 40% da produção consolidada do grupo, a queda bateu em 50% depois do estouro da crise. Nesse mercado, já se começa a ver "sinais leves de recuperação", igualmente turbinados pelos estímulos governamentais. Segundo o executivo, a GerdauAmeristeel está "bem posicionada" para atender à retomada na demanda local na construção residencial e não-residencial, infraestrutura e automobilístico.

A reação americana animou a Gerdau a cancelar o fechamento da usina de Sayreville, no Estado de Nova Jersey, que havia sido anunciado em junho. Mesmo assim, a laminação de Perth Amboy, também em Nova Jersey, será desativada até setembro sem perspectiva de reativação a curto prazo. Já a paralisação da usina Sand Springs, em Oklahoma, segue em negociação com o sindicato dos trabalhadores da siderurgia no país, o United Steel Workers.



Escrito por SALSFI às 18h06
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País poderá ser incapaz de financiar vastos déficits externos

  América precisa mudar parâmetros


    Fred Bergsten e Arvind Subramanian
    21/08/2009

 

Governo vem sinalizando que os EUA não continuarão sendo os maiores consumidores e importadores do mundo

A administração Obama vem sinalizando cada vez mais que os EUA não continuarão sendo os consumidores e importadores de última instância do mundo. As declarações mais claras vieram no mês passado de Larry Summers, principal assessor econômico da Casa Branca, em discurso no Peterson Institute for International Economics e em entrevista ao "Financial Times". Os EUA, ele disse, devem se transformar numa economia voltada para as exportações, em vez de uma economia baseada em consumo, e devem se apoiar em engenharia real, em lugar de magia financeira. Tim Geitner, o secretário do Tesouro dos EUA, e outras autoridades do alto escalão, têm se pronunciado em termos semelhantes acerca do reequilíbrio do crescimento dos EUA.

A lógica dessa nova posição dos EUA não é meramente econômica. É, também, estratégica. Summers havia comentado anteriormente a respeito da tensão existente entre a condição de superpotência e o endividamento externo. A influência dos EUA poderá ficar comprometida se depender de investidores estrangeiros para resgatar o seu setor financeiro (como no estágio inicial desta crise), ou para financiar a sua generosidade fiscal (como China e outros países superavitários têm feito por muito tempo). Os EUA incontestavelmente também reconhecem que o país poderá ser incapaz de financiar vastos déficits externos no futuro a um preço aceitável, assim que, de certa forma, eles estão fazendo da necessidade uma virtude.

Esta visão de longo prazo para o crescimento dos EUA implica maiores volumes de exportação e, provavelmente, um déficit em conta corrente menor do que o nível atual (aproximadamente 3% do PIB). Apesar de Summers não ter afirmado e nem poder fazê-lo, essa visão exigirá um fim da sobrevalorização restante do dólar.

Estudos realizados por William Cline e John Williamson, do Peterson Institute, sugerem que manter o déficit em conta corrente dos EUA em algo próximo desses objetivos provavelmente implicará uma depreciação real adicional do dólar, principalmente frente ao yuan chinês e outras moedas asiáticas.

No curto prazo, a recuperação dos EUA da recessão requer que os programas de estímulo fiscal e monetário sejam eficazes. Isso, por sua vez, exige que os investidores nacionais e estrangeiros absorvam tranquila e confiantemente as volumosas somas de títulos de dívida sendo oferecidos pelo governo dos EUA. Portanto, é essencial evitar percepções de que o dólar esteja prestes a cair, pelo menos em muito, e que as autoridades dos EUA estejam pressionando a moeda para baixo.

Mas as metas estruturais de longo prazo de Summers entrarão em ação assim que a economia ficar fora de perigo. O redirecionamento dos recursos, de finanças e consumo, para exportações e investimento, exigirá alterações relativas nos preços. Para tanto, o dólar precisará se mover para baixo. Assim, uma taxa mais sólida para o dólar agora e uma taxa mais sustentável assim que a recuperação se firmar, poderá conciliar o imperativo de curto prazo com a meta de médio prazo.

Quais são as implicações dessa visão para os parceiros comerciais da América? Na medida em que for confiável, trata-se de um sinal de alerta para resto do mundo. Se os EUA não tiverem amplos e persistentes déficits em conta corrente, países como China e, provavelmente, Alemanha e Japão, não conseguirão ter amplos e persistentes superávits em conta corrente. Eles precisarão encontrar formas de expandir a demanda interna numa base duradoura e substancial.

Progresso já está sendo obtido na redução dos desequilíbrios globais. O déficit em conta corrente dos EUA diminuiu, de um pico de mais de 6% do PIB, para aproximadamente 3%. O superávit em conta corrente da China caiu, de 11% do PIB para aproximadamente 9,8%, e deverá declinar ainda mais neste ano.

Não existe nenhuma garantia, porém, de que esse processo continuará. Cline prevê que o déficit em conta corrente dos EUA voltará a subir para acima de 5% até 2012 e deverá disparar, atingindo níveis sem precedentes dali em diante, a menos que o déficit orçamentário seja reduzido radicalmente e que o dólar se deprecie substancialmente. A China mais uma vez tem evitado o fortalecimento do yuan e ainda não se sabe se o país pretende abandonar a sua estratégia de crescimento mercantilista.

Quando a liderança do G-20 se reunir em Pittsburgh em setembro, a questão sobre como atingir crescimento mundial mais equilibrado e também mais elevado deverá figurar no topo da agenda. A estratégia dos EUA nesta questão não é, pelo menos por ora, coerente com estratégias em outros lugares. De forma incisiva, Summers declarou que a China não pode mais se comportar como a China porque os EUA pretendem se comportar mais como a China. A economia mundial não pode ter duas estratégias de crescimento chinesas, ou mesmo uma e meia, por parte das suas duas mais importantes economias. Qual delas prevalecerá?

Fred Bergsten e Arvind Subramanian são, respectivamente, diretor e assistente sênior do Peterson Institute for International Economics.



Escrito por SALSFI às 20h05
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Ganhadores de

Brasil reúne condições ideais para suprir necessidades energéticas a partir de fontes renováveis

Na balança, zero de carbono e 100% de biocombustível


    Ernesto Moeri
    21/08/2009
 
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O Brasil reúne as condições ideais para suprir suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis

O presidente Lula fará parte da história deste país por diversos feitos realizados em sua gestão. Uma trajetória como a dele é rara, o que lhe rende admiração e inimigos. O que nem ele, e nem tampouco ministros e assessores perceberam ainda, é que esse protagonismo como destacada liderança da nação e do mundo pode assumir proporções sem igual por conta da preocupação generalizada com o meio ambiente. Sem qualquer oportunismo, é possível deixar um enorme legado com a gestão que tornaria o Brasil o primeiro do ranking em sustentabilidade ambiental com medidas que levariam à redução total das emissões de carbono e manutenção do estoque integral de etanol e biodiesel, combustível limpo, por aqui mesmo.

O Brasil é hoje um dos grandes emissores de CO2 em razão das queimadas na floresta amazônica, que contribuem com mais de 60% do total de dióxido de carbono lançado na atmosfera. Este fato explica o 5º lugar na lista de países que jogam no ar gases que contribuem para o efeito estufa, principal causador das mudanças climáticas que estamos presenciando. De possível "salvador do planeta", o país acaba sendo visto como um dos vilões do aquecimento global. Não é de agora que a opinião pública de fora expressa grande preocupação com a destruição da Amazônia. Deste lado do Atlântico, se observa certa perturbação envolvendo ONGs, missionários e políticos estrangeiros, acusados de querer "internacionalizar" aquele território. Alguns até são apontados como elementos a serviço de corporações interessadas no chamado "ouro verde", ou seja, a riqueza da biodiversidade local.

Mas vamos lembrar de alguns fatos por vezes esquecidos nesta discussão. O Brasil tem uma matriz energética extremamente limpa, com 85% da eletricidade oriunda de usinas hidrelétricas e de co-geração de biomassa e mais de 25% de todo o combustível consumido para o transporte rodoviário originado do solo, o que o torna uma fonte renovável.

A produção de etanol a partir do Proálcool, programa pioneiro da União criado há 30 anos, permite a substituição de mais de 50% da gasolina pelo álcool em automóveis. As respectivas plantações de cana ocupam menos de 3% de toda a área produtiva, mas são responsabilizadas injustamente pela alta mundial dos preços agrícolas. Lobistas e parte da mídia condenam plantações de cana destinadas à fabricação de álcool combustível por supostamente avançar sobre a floresta tropical e destruir a mata que abriga inúmeras bacias de seqüestro de carbono. Não se diz, porém, que a principal região de plantio dessa matéria-prima está distante 3 mil quilômetros da Amazônia e que ainda existe muita terra disponível e sem cultivo - são mais de 50 milhões de hectares apenas nos estados do Centro-Sul.

Os 20 milhões de m3 de etanol consumidos anualmente faz com que o Brasil deixe de lado a mesma quantidade de combustível fóssil, o que evita a emissão de 48 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Inicialmente subsidiado pelo governo, o Proálcool se tornou autossustentável e altamente competitivo. O break-even que evidencia a vantagem econômica do álcool sobre a gasolina foi atingido nos bons e velhos tempos de quando o barril de petróleo bateu na casa dos US$ 30.

Implantado por lei em 2006, o programa do biodiesel prevê que cada litro de diesel vendido nos postos em todo o território nacional contenha 2% do combustível renovável em sua mistura. De pouco em pouco, esse montante alcançou a marca de 1 milhão de toneladas/ano. Contas feitas, chegamos a 2,4 milhões de toneladas anualmente de gás carbônico que a terra brasilis evita intoxicar a todos. Falando em dinheiro, o carbono evitado por biocombustível equivale a cerca de US$ 80 milhões, valor não cobrável nos moldes do Protocolo de Kyoto por não se tratar de uma medida voluntária.

Fica a sugestão de que todo o esforço adicional para se utilizar biocombustíveis no lugar dos fósseis seja feito por absoluta iniciativa do mercado, de acordo com modelos determinados de produção e consumo, com benefício de regiões onde há disponibilidade de fontes energéticas e consumo em frotas cativas, e não "por decreto", possibilitando desta maneira a efetiva negociação das emissões no mercado internacional de carbono.

Com seu vasto potencial em termos de território, recursos hídricos e biomassa, o Brasil reúne todas as condições ideais para suprir suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis. Com uma iniciativa destas, é possível girar um mercado em torno de 100 milhões/toneladas de biocombustíveis por ano. Em valores atuais, com a cotação de US$ 20 por tonelada de dióxido de carbono não emitido, a cifra gerada geraria um bom dinheiro: cerca de US$ 2 bilhões por ano, dinheiro que poderia ser investido para custear a redução de desmatamento do maior estoque de floresta tropical do planeta, a Amazônia.

Ao invés de vender etanol para os EUA e países da Europa e Ásia, encarando sobretaxas, altos custos com fretes e, sobretudo, críticas, o país poderia exportar os dois milhões de barris de petróleo/dia extraídos de seu solo nos parâmetros de um mercado internacional livre e totalmente regulamentado. Reter o biocombustível e repassar para o mercado externo o petróleo disponível terá um impacto extremamente positivo na balança comercial. E isto não é o mais importante: há de se convir que, enquanto todos os carros nacionais não rodarem com biocombustível, não faz sentido vender para gringos e hermanos um único litro deste valioso propulsor verde.

Aliado a isso, o plantio de oleaginosas não-comestíveis, como pinhão manso; a pesquisa e o desenvolvimento de novas fontes de biomassa e seqüestro de carbono por meio de projetos de preservação e reflorestamento irão permitir à Nação alcançar a meta de se tornar 100% neutra em carbono no prazo de uma década.

Para manter este equilíbrio, é importante a existência de consistentes políticas públicas destinadas a proteger as florestas tropicais, garantidoras desta condição única. E como pagar o custo desta proteção? Com a aplicação de parte destes recursos gerados pela comercialização dos créditos de carbono. Lula teria então a oportunidade de ser o presidente da nação número 1 em sustentabilidade ambiental e rumo a uma posição, cada vez menos fictícia, de grande influenciador da roda de negócios em nível global.

Ernesto Moeri é geólogo pela Universidade de Berna (Suíça), é presidente do Instituto Ekos Brasil. Foi presidente da Câmara Suíço-Brasileira de Comércio (2001-2006). E-mail: ernesto.moeri@ecogeo.com.br...



Escrito por SALSFI às 19h59
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Cartas de leitores VALOR



    21/08/2009
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Sarney e Cia.

Depois de ver as denúncias contra sí devidamente arquivadas no Conselho de Ética graças aos votos de 9 senadores aliados , Sarney acha que o clima no Senado vai normalizar. Se normalidade para Sarney significa poder trabalhar tranquilo na prática de ilicitudes...já contando com a benção da impunidade, então com certeza o Senado voltou ao normal. Sarney não vergou, muito menos quebrou e isso porque Lula e os petistas o mantiveram de pé. Trabalharam todos , ativamente, pela demolição do Senado. Agora dizem ser necessária uma reforma política para evitar novas crises...Por medida de cautela , toda e qualquer reforma política só deverá ser feita depois das eleições de 2010...melhor prevenir do que se arrepender amargamente!

Mara Montezuma Assaf - montezuma.fassa@gmail.com

Falsete

Sr. Mercadante, não confunda disciplina partidária com ditadura partidária do Lula, digo, do PT!

Tania Tavares- taniatma@yahoo.com.br]

Tem habite-se aí?

A sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, que tantos prédios tem demolido nas ações chamadas de "Choque de Ordem", pasmem, não tem habite-se.

O Centro Administrativo São Sebastião, está há 36 anos sem esse documento. A regularização da licença é de responsabilidade do Instituto da Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro (Previ-Rio), que é a proprietária do prédio. Prefeitos vem e vão e ninguém faz nada.

Fabio Tavares - amor01052001@yahoo.com.br

Idealistas desiludidos

Marina Silva e o Senador Arns estão deixando o PT. Será que os idealistas do partido começaram a perceber que ele se transformou numa organização mafiosa para garantir empregos, vantagens e mordomias para os mais próximos?

Igor Cornelsen - decoccp@bol.com.br

Trânsito paulistano

A Prefeitura de São Paulo está prometendo acabar com a Zona Azul e com estacionamentos nos dois lados das via públicas. Mas diz que vai instalar parquímetros. O caos vai tomar conta da cidade.

Benone Augusto de Paiva- benonepaiva@yahoo.com.br

Correspondências para Av. Jaguaré, 1485, CEP 05346-902 ou para cartas@valor.com.br, com nome, endereço e telefone. Os textos poderão ser editados.

Sarney e Cia.

Depois de ver as denúncias contra sí devidamente arquivadas no Conselho de Ética graças aos votos de 9 senadores aliados , Sarney acha que o clima no Senado vai normalizar. Se normalidade para Sarney significa poder trabalhar tranquilo na prática de ilicitudes...já contando com a benção da impunidade, então com certeza o Senado voltou ao normal. Sarney não vergou, muito menos quebrou e isso porque Lula e os petistas o mantiveram de pé. Trabalharam todos , ativamente, pela demolição do Senado. Agora dizem ser necessária uma reforma política para evitar novas crises...Por medida de cautela , toda e qualquer reforma política só deverá ser feita depois das eleições de 2010...melhor prevenir do que se arrepender amargamente!

Mara Montezuma Assaf - montezuma.fassa@gmail.com

Falsete

Sr. Mercadante, não confunda disciplina partidária com ditadura partidária do Lula, digo, do PT!

Tania Tavares- taniatma@yahoo.com.br]

Tem habite-se aí?

A sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, que tantos prédios tem demolido nas ações chamadas de "Choque de Ordem", pasmem, não tem habite-se.

O Centro Administrativo São Sebastião, está há 36 anos sem esse documento. A regularização da licença é de responsabilidade do Instituto da Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro (Previ-Rio), que é a proprietária do prédio. Prefeitos vem e vão e ninguém faz nada.

Fabio Tavares - amor01052001@yahoo.com.br

Idealistas desiludidos

Marina Silva e o Senador Arns estão deixando o PT. Será que os idealistas do partido começaram a perceber que ele se transformou numa organização mafiosa para garantir empregos, vantagens e mordomias para os mais próximos?

Igor Cornelsen - decoccp@bol.com.br

Trânsito paulistano

A Prefeitura de São Paulo está prometendo acabar com a Zona Azul e com estacionamentos nos dois lados das via públicas. Mas diz que vai instalar parquímetros. O caos vai tomar conta da cidade.



Escrito por SALSFI às 19h56
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Entrada do BNDESPar no capital da Magnesita foi "normal", diz Coutinho

 

RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que a operação de entrada do BNDESPar, braço de participações do banco de fomento, no capital da Magnesita não partiu de uma determinação do governo, mas de uma "ação normal de trabalho". Segundo ele, a companhia está saudável e precisa apenas reestruturar o perfil de sua dívida.

"É uma empresa extremamente competitiva, das mais eficientes do mundo, uma das maiores supridoras para a siderurgia mundial. No momento, a crise muito profunda da siderurgia mundial afetou a empresa transitoriamente", ressaltou Coutinho. "E ela, pelos méritos, pela eficiência, por ser líder em tecnologia de refratários, tem muito valor. É um processo de apoio à reestruturação de uma empresa muito eficiente", acrescentou.

O conselho de administração da Magnesita, empresa produtora de refratários usados em fornos de siderúrgicas, aprovou este mês um aumento de capital de R$ 350 milhões, sendo que o BNDESPar entrará com pelo menos R$ 55,9 milhões, além de garantir a subscrição e integralização da totalidade do aumento de capital que não for subscrito e integralizado pelos demais acionistas da empresa. Os acionistas controladores da companhia se comprometeram a subscrever e integralizar ao menos R$ 104,8 milhões.

A companhia também concluiu a renegociação com JP Morgan Chase, Bradesco e Unibanco (sucedido neste crédito pelo Banco Itaú BBA S.A.), dos instrumentos financeiros que representam aproximadamente 90% do endividamento total do grupo. Em fato relevante no início da semana, a companhia informou que foram pactuados a majoração das taxas de juros para valores compatíveis com os atualmente praticados pelo mercado e a alteração e flexibilização da obrigação de manutenção de certos índices de endividamento total e de despesas financeiras.

A Magnesita se comprometeu ainda, nos termos da referida renegociação, a alocar recursos oriundos do aumento de capital no montante equivalente a US$ 175 milhões para amortização parcial e imediata de sua dívida com o JP Morgan Chase, o que resultará em uma redução de aproximadamente 20% da dívida líquida total da companhia.

(Rafael Rosas | Valor Online)


Escrito por SALSFI às 19h52
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VCP suspende incorporação da Aracruz

 

SÃO PAULO - "Ponderações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)" sobre a aplicação do Parecer de Orientação nº 35/08 levaram a Votorantim Celulose e Papel (VCP) e a Aracruz a suspender a votação da incorporação da segunda pela primeira, em assembleias gerais de acionistas das duas empresas marcadas para a próxima segunda-feira.

Sem dar maiores detalhes, VCP e Aracruz disseram que as assembleias serão instaladas neste dia 24 de agosto, mas suspensas antes da votação de temas relacionados com a incorporação.

No Fato Relevante divulgado ao mercado, as companhias dizem que a CVM fez ponderações "quanto a condições da incorporação de ações de emissão da Aracruz por VCP, à luz do que prescreve o Parecer de Orientação CVM nº 35/08". Ainda segundo as empresas, a suspensão ocorrerá "pelo tempo necessário" para avaliar o caso.

Neste parecer, a CVM explica como os administradores devem agir em operações de incorporações de controladas, como é o caso. A ideia da norma é garantir que os conselheiros da controlada respeitem o dever fiduciário que têm com todos seus acionistas, e não apenas com os controladores.

Vale notar, no entanto, que, por orientação da própria CVM, VCP e Aracruz chegaram a convocar comitês independentes para avaliar a relação de troca proposta para a incorporação pelas direções das duas companhias. Após a discussão entre os dois lados, entretanto, foi mantida a relação proposta inicialmente, que prevê a entrega de 0,1347 ação da VCP, para cada ação que o investidor possuísse da Aracruz.

Entretanto, antes que fosse feita a incorporação, o plano era que houvesse uma conversão das ações preferenciais da Aracruz por papéis ordinários na proporção de 1 para 0,91. Como não houve quórum de preferencialistas nas assembleias especiais da Aracruz convocadas para deliberar sobre esta conversão, as duas empresas decidiram mudar de estratégia.

O desconto para os preferencialistas da Aracruz passou a ser embutido na relação de troca para as ações da VCP, que ficou em 0,1226. No documento em que apresentam os termos da incorporação, as empresas dizem que entendem que "estas proporções atendem às recomendações de ambos os comitês (independentes)".

Saiba mais sobre o caso

O descontentamento dos minoritários da Aracruz com a relação de troca ocorre desde o anúncio da operação em 20 de janeiro. Antes das perdas bilionárias da Aracruz com derivativos, a VCP havia proposto a compra de 28% do capital ordinário da companhia por R$ 2,7 bilhões. Após colocar a operação em banho-maria até que a dívida da Aracruz fosse renegociada com os credores, a VCP reformou a proposta, mantendo o valor original nominal de R$ 2,7 bilhões pela fatia de 28% das ações ON, mas ganhou prazo para pagar até 2011 - o que reduziu o valor presente para R$ 2,35 bilhões, um desconto de 13,3%.

Já a relação de troca para os preferencialistas caiu de uma faixa de 0,22 a 0,24 ação da VCP para cada papel da Aracruz, para 0,1347 - um índice 41,4% menor.

(Fernando Torres | Valor Online, com Valor Econômico)


Escrito por SALSFI às 19h49
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