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EXPLOSÃO MONETÁRIA AMERICANA

Como será o futuro do dólar quando o mundo descobrir que precisa efetivamente ajudar os USA a sair da crise?

 Parte I - 14/02/09

 Alessandro de Almeida Sícoli * - Salvador Sícoli Filho **


No torvelinho da atual crise, as questões da expansão monetária, do multiplicador monetário e da crise de 29, merecem algumas pesquisas e reflexões.

Na crise de 29 houve uma diminuição considerável no estoque de moeda nominal, permanecendo a base monetária inalterada. Como a cada dia mais e mais bancos foram ficando insolventes, houve uma diminuição considerável do multiplicador monetário, o que fez com que o estoque de moeda nominal diminuísse ainda mais.

Na era Roosevelt, o governo aumentou o estoque de moeda nominal através de expansão da base monetária.

No fim do século XIX a alavancagem dos bancos não era alta. Algo em torno de 30% do dinheiro captado era mantido em tesouraria.

Durante a crise da década de 30 ficava em torno de 16% tendo uma queda para 13% em 1932 devido à diminuição no estoque de moeda.

No auge da liquidez até meados de 2007, no entanto, essa alavancagem estava a nível menor que 5% o que quer dizer que os bancos liberavam mais de 20 vezes o valor real disponível. Significa dizer que, na medida em que os bancos se tornem insolventes, o multiplicador monetário poderá sofrer uma queda altamente significativa.

E, lastima-se prever, que muito além da que já sofreu nos últimos 4 meses. Tudo porque a questão diferencial de hoje é que se produziu uma grande e artificial superalavancagem.

Assim, ao contrário de 1932, o percentual de recursos monetários que lastreiam as operações não tem para onde ir senão para cima, levando o governo a enfrentar 2 desafios. O problema da alavancagem, que está gigantesca, e a injeção de dinheiro - que terá de ser extremamente forte ou elevada ao cubo para compensar a desalavancagem.

Existem dados da existência de bancos em que a alavancagem é mais de 30 vezes o capital. Frente aos fatos isto se configura altamente aterrador. O FED terá assim que aumentar ainda mais assustadoramente a base monetária para compensar a diminuição na alavancagem que terá de acontecer inevitavelmente. Em verdade isto já aconteceu em parte, bastando observar-se o gráfico abaixo produzido pelo próprio FED, que evidencia emissão desenfreada de papel-moeda elevando potencialmente o risco de inflação e déficit monumental em futuro próximo.

Entronizando este conjunto de barbáries composto dentre outros itens da falta de supervisão bancária, de produção em massa de derivativos de lastro duvidoso e de fraudes monumentais fermentadas pela ganância de executivos - até aqui sem castigo -, vê-se o governo obrigado a tentar a qualquer custo salvar os bancos.

Se deixar que os mesmos quebrem, desalavancará tudo num relance. O crédito, em consequência, que o mundo não trema, sumirá de verdade e de uma vez só.

Mas o problema é que o multiplicador está tão exagerado que ao que parece, o governo poderá quebrar para manter a disponibilidade de crédito e conter a queda do produto a um nível mínimo aceitável.

Não tínhamos dúvida, mas, só agora, consagra-se a percepção geral de que esta é uma crise muito mais profunda do que a crise de 29.

A possibilidade de que os governos dos Estados Unidos e da Inglaterra perderão a capacidade de cumprir seus compromissos poderá levar ao colapso do dólar como moeda de referência e lastro de operações bem como todos os ativos referenciados nesta moeda. Destino idêntico se reserva à libra esterlina.

O sistema monetário corre sério risco.

Alguns pesquisadores alertam que no mês que vem pode se dar uma nova convulsão econômica por conta dos acontecimentos recentes, especialmente desemprego elevadíssimo e incapacidade geral de pagamento, ao lado de insolvências assustadoras de bancos antes tidos como bastiões inexpugnáveis de segurança e conservadorismo.

E pode ser a partir desta percepção mundial de que a crise é de fato pior que aquela de 1929 o que pode levar a mesma a se alastrar e gerar pânico generalizado.

 

 

 



Escrito por SALSFI às 10h31
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O desempenho da Vale em 2008

SOLIDEZ E FLEXIBILIDADE

 

Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 2009 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) apresentou um forte desempenho operacional e financeiro em 2008, destacando diversos recordes de produção, vendas e financeiros.


Oito recordes de produção - níquel, bauxita, alumina, cobre, carvão, cobalto, metais do grupo da platina e metais preciosos - foram atingidos, enquanto oito produtos registraram as maiores vendas na história da Vale: minério de ferro (264,0 milhões de toneladas métricas), níquel (276.000 toneladas métricas), cobre (320.000 toneladas métricas), alumina (4,2 milhões de toneladas métricas), cobalto (3.087 toneladas métricas), metais preciosos (2,4 milhões de onças troy), metais do grupo da platina (411.000 onças troy) e carvão (4,1 milhões de toneladas métricas). A excelente performance financeira se refletiu no atingimento de recordes de receita, lucro operacional, lucro líquido, geração de caixa, distribuição de dividendos e investimentos, suportados por um balanço sólido.


Não obstante a grande volatilidade negativa nos preços das ações da indústria de mineração durante o segundo semestre de 2008, a Vale manteve-se na liderança global na criação de valor ao acionista entre as grandes mineradoras diversificadas, com um retorno total ao acionista de 23,1% ao ano nos últimos cinco anos.


Os problemas no sistema financeiro global se aceleraram rapidamente desde setembro de 2008, precipitando considerável mudança no ritmo da atividade econômica no mundo, sem que nenhuma região ou país ficasse imune aos seus efeitos recessivos. Os elevados níveis de incerteza e a retração da demanda por minerais e metais implicaram num moderado desempenho operacional e financeiro no último trimestre de 2008.


A Vale tem agido proativamente em resposta a deterioração do ambiente econômico global. Cortes na produção envolvendo prioritariamente unidades operacionais de alto custo e a implementação de novas prioridades estratégicas são os principais componentes de nossa rápida reação à recessão global. Minimização de custos, flexibilidade operacional e financeira e a combinação entre preservação de caixa e a busca por rentáveis opções de crescimento assumiram grande importância  para lidar com o cenário atual.


Dada nossa dotação de ativos de classe mundial e de baixo custo, solidez financeira e agilidade na resposta às condições adversas atuais, acreditamos estarmos aptos a enfrentar o ciclo de baixa e criar valor.


Os principais destaques do desempenho da Vale em 2008 foram:


· Receita bruta recorde de US$ 38,5 bilhões, 16,3% superior a de US$ 33,1 bilhões em 2007.
· Lucro operacional recorde, medido pelo EBIT ajustado(a) (lucro antes de juros e impostos) de US$ 15,7 bilhões, 19,0 % acima de 2007.
· Margem operacional, medida pela margem EBIT ajustado de 41,9%, contra 40,9% em 2007.
· Geração de caixa recorde, medida pelo EBITDA ajustado (b) (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização): US$ 19,0 bilhões em 2008, comparado a US$ 15,8 bilhões em 2007.
· Lucro líquido recorde de US$ 13,2 bilhões, equivalente a US$ 2,61 por ação diluído, com aumento de 11,9 % ante o de 2007 de US$ 11,8 bilhões.
· Recorde de distribuição de dividendos em 2008 de US$ 2,85 bilhões, equivalente a US$ 0,56 por ação, 52,0% acima de 2007.
· Investimento recorde - excluindo aquisições - de US$ 10,2 bilhões contra US$ 7,6 bilhões em 2007.
· Sólida posição financeira, apoiada em um expressivo caixa de US$ 12,6 bilhões, disponibilidade de significativas linhas de crédito de médio e longo prazos e endividamento de baixo risco.  


O valor do lucro líquido de 2008 - US$ 13,218 bilhões -, assim como o do 4T08 de US$ 1,367 bilhão, inclui o efeito extraordinário não-caixa de US$ 950 milhões resultado da revisão anual do impairment de ágio.

 



Escrito por SALSFI às 06h55
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