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28/11/2008 10:55 FER HERINGER (FHER-NM) - DEMONSTRACAO FINANCEIRA 30/09/2008 (CIA)
13/11/2008 09:13 FER HERINGER (FHER-NM) - DEMONSTRACAO FINANCEIRA 30/09/2008 (CIA)
03/11/2008 12:44 FER HERINGER (FHER-NM) - COMUNICADO
13/10/2008 08:32 FER HERINGER (FHER-NM) - DELIB. DE RCA REALIZADA EM 09/10/2008
10/10/2008 16:39 FER HERINGER (FHER-NM) - DELIB. DE RCA REALIZADA EM 09/10/2008

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Escrito por SALSFI às 15h32
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Sobre o autor:

SALVADOR SÍCOLI FILHO

 

Engenheiro, Consultor de Empresas, Especialista em Implantação de Projetos de Indústrias. No setor de Celulose foi o responsável pela implantação da Cenibra - antiga associação da CVRD com a Japan Brazil Pulp, hoje só dos japoneses .Trabalhou também no gerenciamento do projeto da Bahia Sul Celulose - antiga Vale e Suzano - hoje só da Suzano. Econometrista, escritor, foi o primeiro brasileiro junto com Marcelo Ambrósio do JB a escrever  artigo no mesmo jornal sobre o problema das hipotecas e a repercussão nos bancos americanos em agosto de 2007quando previu a débâcle. Ex-investidor desde maio de 2008, especialista em Direito Societário e Mercado de Capitais, vê com apreensão o desfortúnio de amigos que perderam milhões com ações e a falsa cobertura dada pelo governo dourando a pílula da marolinha e antevendo que o Brasil ficará imune à crise.

Atualmente está terminando o 2009 - Outlook e prevê uma queda de 7% na produção industrial no primeiro trimestre e de 5% no PIB medido em US$.

 

PS. : O artigo a seguir pode ser explosivo mas não é tão tóxico quanto os instrumentos que tanto mal vem causando no mundo e ainda causarão à nossa economia.

 



Escrito por SALSFI às 15h21
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ARACRUZ: PARA OS MINORITÁRIOS SÓ DÚVIDAS.

Salvador Sícoli Filho - 26/12/08

 

Enquanto bancos de investimentos estrangeiros desfilam sugestões para equacionar seus problemas de caixa e recebimentos de operações exóticas como os contratos target forward de derivativos, a Aracruz, conhecida até agosto passado pela transparência de suas operações e demonstrações, segue rumo ao desconhecido para a maioria de seus minoritários.

Quem urdiu operações tão temerárias?!

Por que a alavancagem das operações foram potencializadas ao grau da incúria?

Por que fazer apostas de longo prazo numa moeda artificialmente mantida graças à irresponsabilidade da política de pagar juros mefistofélicos aos inversores estrangeiros para aportarem no país dinheiro especulativo, voraz e volátil?

Por que ao contratarem tais operações não foi o cenário da mudança cambial considerado?

A saída do Conselho de figuras proeminentes da história da empresa traz mais perguntas e mais interrogações num roteiro digno de folhetim.

Por que a empresa até hoje não recorreu a uma Câmara de Arbitragem Internacional questionando os contratos target forward em que uma das pontas tinha limites de perdas e amplitude de saída, enquanto na outra ponta, a porta da suposta empresa que estaria fazendo hedge cambial ficava fechada, com o risco multiplicado por dois e elevado à potência n do tamanho em que a volúpia de executivos especuladores e sem cuidado arbitravam a alavancagem e convenciam conselhos de anciões que só conheciam derivativos pela rima com algo que evitasse riscos às contaminações cambiais. Operações que tornaram "exportar" atividade de risco criado pela imaginação fértil de bancos que perdendo no exterior vieram aqui achacar algumas das nossas melhores empresas?

Por que a Aracruz, a Sadia e dezenas de outras não apelaram judicialmente contra tais contratos?

Cabe lembrar que aqui e no exterior, centenas de empresas e minoritários surpreendidos, impetram ações de todas as espécies contra bancos e empresas que alavancaram à potência da irresponsabilidade seus recursos de caixa.

Este é um mistério que nem a novela das oito irá desvendar malgrado o patético esforço de autores que se revezam para descobrir maneiras de enredar os pobres assistentes desta intrigante trama que assaltou algumas das nossas melhores empresas.

Os bancos atraíram para a maquiavélica operação não somente exportadoras, mas, vê-se agora por inúmeros outros balanços do 3º trimestre, também importadoras de matérias primas como produtos químicos e fertilizantes.

E extorquiram sem piedade empresas sadias e de caixa opulento.

 

A CVM, com sua inércia de sempre, montou só depois dispositivos para tentar dar transparência a tais operações.

 

Só que a maioria destas operações era feita com contratos de cartório ou gaveta e depois, os bancos ávidos por lucros fáceis, ainda faziam hedge destas operações via Bolsa de Futuros.

 

Assim, sob o manto de hedge, as empresas especularam e investidores, ao invés de comprarem ações de saudáveis exportadoras e empresas de caixa gordo que passariam a se beneficiar pela valorização do dólar perante o real, adquiriram em realidade, papéis micados de fundos de títulos tóxicos prestes a transformar ícones em ruínas do pós-guerra do absurdo.

 

O que deveriam estas empresas explicar?

 

Listar individualmente cada contrato feito, sob qual modalidade, as datas, os valores e vencimentos de cada "tranche", os valores nocionais de câmbio de cada parte, e as casas bancárias contraparte de cada operação.

 

Tergiversação, opacidade, dubiedade e falta de autoridade na negociação deixam como grandes prejudicados, os investidores e as comunidades atingidas pela devastação resultante de operações eivadas de toda sorte de suspeição.

 

A desvalorização destas empresas é a marca lamentável da desconfiança gerada num mercado onde a governança e a confiabilidade de gestão se tornam cada vez mais quesitos fundamentais para a sobrevivência empresarial.

 

A Aracruz, na sua última versão sobre o caso, confessou perdas que correspondem a duas fábricas de celulose como aquelas que seriam implantadas em Minas Gerais. E esses valores estão mudando a cada dia porque não se tem exatamente transparência nas informações fornecidas.

 

Enquanto o governo cisma em proteger os bancos, as empresas produtivas e milhares de pessoas e cidades que delas dependem, continuam à míngua no relento em que a mediocridade é exaltada por estatísticas e índices de pesquisa que maquiam mais que balanços enfeitados por pirotecnias para beneficiar executivos espertos que protegem seus planos de remuneração com expedientes que não resistem à lupa da razão.



Escrito por SALSFI às 15h04
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   CARTA A VALOR SOBRE POSSÍVEL AUMENTO DE CAPITAL DA ARACRUZ

Caro André,

Li com bastante atenção sua matéria de 26/12/08 sobre uma sugestão de aumento de capital para atenuar os terríveis problemas de uma empresa que até agosto passado era modelo de gestão e transparência para o mercado, além de ser uma extraordinária produtora de lucros para seus acionistas. Lembrar que em agosto a empresa chegou a anunciar ao mercado que iria antecipar juros sobre o capital próprio de R$ 80 milhões. O que foi cancelado em outubro após a apresentação de parte da verdade ao mercado.

Empresa com menor custo de produção do mundo de celulose branqueada do mundo, de repente, e graças a ações temerárias de seu principal executivo financeiro, foi transformada em exemplo de incúria administrativa.

O aumento de capital, idéia estapafúrdia de um punhado de novatos analistas  de bancos sem comprometimento com os verdadeiros pequenos acionistas da empresa - aqueles que sempre confiaram na Aracruz ou aqueles que a partir da NYSE adquiriram ADRs em Nova York, contém  conceitos para proteger os doze bancos estrangeiros que montaram um contrato nulo de pleno de direito, pois inequânime e que não sei por que cargas d´água não foi até agora ou ao meu conhecimento, objeto de repulsa judicial ou alvo de qualquer contestação.

A partir de um artigo meu publicado por Valor em Eu e Investimentos em 19/08/08 sobre a  transferência de controle da Aracruz sem oferta aos minoritários e muito antes de explodir o Escândalo dos Derivativos de Câmbio no Brasil, que chamei em inúmeros artigos subseqüentes de Sub-Prime Tupiniquim, ocorreram a conta-gotas e na contramão da transparência até então adotada pela Aracruz, uma série de informações controversas e inexatas.

Através desse enésimo artigo que anexo a este venho solicitar a publicação em nome dos inúmeros minoritários prejudicados e que estão ao relento.

Um aumento de capital de uma empresa que perdeu confiabilidade de gestão seria a pá de cal num plano de recuperação e se a CVM fosse mais atuante, enxergaria a diluição gravosa aos pequenos acionistas. Talvez ainda a medida ensejasse a algum novelista traçar o roteiro de um gigantesco conluio fraudulento para expurgar suas participações.

Eu te lembro caro André, que o fechado grupo Votorantim fez uma oferta firme pelas ações do grupo do fundador sr. Lorentzen - 28% do controle, de R$ 21,24 por ação ordinária. Estas ações ordinárias na arrogância jurídico-verborrágica do grupo Votorantim não configurariam troca de controle e assim não ensejariam oferta aos minoritários ordinários. (sem se falar dos preferencialistas com forte presença nos ADRs). Hoje as ações estão a R$ 3,80 e já chegaram a abaixo de R$ 3,00.

A CVM que nunca se envolve contra os grandes nunca disse uma palavra e de repente surgiu a mirabolante estória de um executivo que faz contratos de gaveta alavancando cinco ou mais vezes o caixa da empresa e faz apostas contra a sensatez e a parcimônia.

Estúpido ou esperto demais. Tudo fica como está.

Quando os executivos da grande empresa de energia americana ENRON falsificaram resultados ganharam a prisão. Aqui não acontece nada e quase que o BNDES aindaajuda o BB a comprar uma fatia minoritária - minoritária pasme-se - do combalido (será?) Banco de Andar Votorantim. /melhor seria comprar o controle total de um banco da praça.

E a empresa Aracruz fica quieta e vai fazer acordo com bancos que especularam com papéis e provocaram esta hecatombe mundial ainda sem nenhuma punição?

Melhor seria a Aracruz pedir a recuperação judicial, solicitar a uma corte internacional de arbitragem uma verificação dos contratos e estabelecer um waiver com tempo indeterminado.

Estes bancos quebraram lá fora e vem ao Brasil quebrar nossas empresas com os mesmos arremedos de contrato com os quais quebraram em suas casas matrizes.

Está faltando negociador com punch e vergonha na cara para enfrentar arremedos de banqueiros que urdiram - só Deus sabe com a conivência de quem - estas operações diabólicas.

O Brasil, se você não sabe, inventou as opções. Os americanos os derivativos e junkers bond. E a China os engulirá.

Se puder publique. Ou divulgue

 

Salvador Sícoli Filho

 

SALSIFI Consulting Ltda.



Escrito por SALSFI às 14h59
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Aumento de capital pode ser saída para Aracruz.

 

André Vieira, de São Paulo - 26/12/2008

Uma oferta primária de ações pode ser a melhor opção para a Aracruz Celulose livrar-se da alta dívida contraída com operações com derivativos, sugeriu o banco Goldman Sachs, em relatório sobre o setor de papel e celulose. Segundo os analistas, a Aracruz teria de fazer uma oferta de US$ 2,1 bilhões emitindo 2,5 milhões de ações. 

O ingresso de capital novo seria, segundo o banco, preferível à venda de ativos, como a fábrica da Aracruz em Guaíba (RS) ou a participação na Veracel, sociedade que divide com a sueco-finlandesa Stora Enso. "Ambas geram caixa e oferecem atrativas oportunidades de crescimento. A Veracel é a fábrica mais lucrativa de celulose do Brasil", escrevem os analistas da área de pesquisa da Goldman Sachs, Marcelo Aguiar, Pedro Grimaldi e Eduardo Couto. 

"Enquanto a oferta de ações parece ser menos favorável para os lucros de curto prazo, ela deixaria a companhia com seus ativos de alta qualidade e sua oportunidade de crescimento intacta", dizem eles. 

 A Aracruz reconheceu US$ 2,13 bilhões em prejuízos causados com operações com derivativos. A empresa negocia uma solução da dívida com uma dezena de bancos - o Goldman Sachs é uma das instituições. Na proposta apresentada pelos bancos à Aracruz, a empresa teria de pagar sua dívida em sete anos, com uma taxa de juro de Libor (a taxa interbancária de Londres) mais 7% ao ano. 

A fabricante ainda não se manifestou sobre a proposta. Mas segundo a Goldman, a opção recomendada pelos bancos seria muito cara. A empresa teria de pagar o equivalente em média a 32% de sua geração de caixa, medida pelo lucro antes dos impostos e encargos projetado para 2009 e 2010. 

Neste cenário, a relação entre dívida líquida e a geração de caixa da Aracruz também aumentaria para 7,5 vezes em 2009 e para 5,7 vezes para 2010, segundo os analistas. Se a Aracruz optasse por fazer uma oferta, os analistas da Goldman Sachs calculam que essa relação seria reduzida para 2,7 vezes em 2009. 

Segundo eles, a venda de ativos não seria suficiente para reduzir o endividamento da companhia. A venda da fatia de 50% na Veracel poderia render, segundo cálculos do banco, US$ 1,04 bilhão, quase metade da necessidade para cobrir o prejuízo com os derivativos. 

Caso a Aracruz faça a oferta, os analistas avaliam as implicações para a Votorantim, sócia da empresa que busca uma fusão com a Votorantim Celulose e Papel (VCP). Segundo o Goldman Sachs, a Votorantim teria de levantar US$ 263 milhões para subscrever o aumento de capital e não ter sua participação de 28% diluída. 

Desde que despencaram ao mais baixo valor em mais de uma década, as ações da Aracruz já tiveram 28% de recuperação desde o dia 2 de dezembro diante da perspectiva de investidores de que um acordo com os credores seja favorável à empresa.

No entanto, os papéis da fabricante de celulose continuam sendo negociados com deságio de 70% sobre o valor da ação no dia anterior ao anúncio de perdas com derivativos, no fim de setembro. Para a Goldman Sachs, o acordo da Aracruz com os credores não deve sair antes do fim deste ano, prevendo o fechamento para o primeiro mês de 2009. 



Escrito por SALSFI às 14h54
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Lições da crise bancária japonesa em tempos de subprime

| 16.12.2008 | 10h48 - Mariam Dayoub*

 

Portal EXAME  Perguntam-me, freqüentemente: "Trilha a economia americana pelo mesmo caminho que a japonesa ao longo de quase todos os anos 90?"

Comecemos com um pouco de história. Na década de 80, a economia japonesa era vista como uma das mais prósperas do então chamado "primeiro mundo". Nesse período, o Japão cresceu 47% vis-à-vis um crescimento de 38% nos EUA e de 26% na Alemanha, na França e na Itália. O que estaria por trás deste "milagre japonês"?

A história nos é familiar: uma bolha imobiliária no mercado de terras em um ambiente com política monetária frouxa, o que favoreceu uma liquidez excessiva. O preço médio dos terrenos residenciais metropolitanos dobrou entre 1985 e 1990 e triplicou entre 1990 e 1995. A bolha foi ainda maior no mercado de terras comerciais. Na formação da bolha imobiliária, houve desregulamentação progressiva do setor financeiro e aumento no montante de depósitos segurados pelo mecanismo japonês equivalente ao nosso Fundo Garantidor de Crédito. Um problema clássico de risco moral se estabeleceu, intensificado pela falta de supervisão prudencial.

A concessão de crédito no Japão durante a bolha aumentou vertiginosamente. Entre 1985 e 1995, o crédito bancário dobrou e o principal destino desta liquidez foi o mercado imobiliário. Após o estouro da bolha imobiliária em 1993, os empréstimos bancários continuaram a crescer até 1998; porém, o principal destino desta expansão foi o setor corporativo, geralmente à custa de fortes quedas nas receitas.

Em 1993, a economia japonesa contraiu 0,8% no ano. A resposta do governo foi clássica: pacotes fiscais voltados para a execução de obras públicas. Com a forte queda nos preços dos ativos imobiliários, o total de empréstimos inadimplentes nas carteiras de crédito dos bancos passou de US$ 450 bilhões em 1993 para US$ 910 bilhões em 1996. Isso desestabilizou o sistema financeiro e instituições faliram entre 1995 e 1996. O governo japonês, todavia, não apresentou uma solução para o problema, pois os políticos se opuseram ao uso de recursos públicos para socorrer o setor bancário.

Em 1997, a falência de grandes bancos mostrou a gravidade da crise bancária japonesa. Até então, o país não contava com o aparato legal para intervir nas instituições bancárias. Entre 1997 e 1999, novas leis foram aprovadas e o governo implementou diversas medidas. Em março de 1998, injetou US$ 16 bilhões em 21 bancos, o que foi insuficiente para restabelecer a confiança na economia. Sete meses depois, o governo injetou US$ 495 bilhões (12% do PIB) no setor bancário e nacionalizou dois grandes bancos. Em 1998, em meio à crise russa e à falência do fundo de hedge americano Long-Term Capital Management, a crise japonesa não foi contida e a economia entrou em um espiral deflacionário em 1999, que perdura até hoje.

Uma reposta sistêmica para a crise foi gradualmente implementada entre 2000 e 2004. O governo japonês criou o Programa para a Revitalização Financeira que, entre outros, promoveu a compra dos empréstimos podres do setor bancário para uma subsidiária da Empresa de Seguros dos Depósitos. Até março de 2007, o colateral dos ativos comprados pela subsidiária era de US$ 34,5 bilhões, adquiridos por US$ 3 bilhões e vendidos por US$ 5,2 bilhões (ganho de 172%). No total, o governo japonês gastou US$ 399 bilhões no resgate do sistema bancário, dos quais recuperou US$ 195 bilhões.

Essa análise da história japonesa mostra que a fraqueza da economia que se iniciou na década de 90 se tornou um fenômeno persistente. A raiz da crise bancária japonesa e da crise do subprime americana está no estouro de bolhas imobiliárias, criadas em ambientes de taxas de juros baixas, ampla liquidez e pouca supervisão do sistema financeiro.

Há algumas diferenças importantes entre as duas crises, todavia. Primeiramente, o total dos empréstimos podres feitos no Japão equivalia a 25%-30% do PIB, enquanto que o total de empréstimos subprime nas mãos de agentes privados é de cerca de US$ 1,5 trilhão (10% do PIB) e que foram espalhados pelo mundo com o uso de instrumentos complexos. Em segundo lugar, no Japão, as instituições demoraram muito para assumir as perdas com o mercado imobiliário - até 2003, reguladores ainda faziam a avaliação dos ativos - enquanto que, nos EUA, o uso da marcação a mercado dos ativos faz com que as perdas sejam contabilizadas rapidamente. Assim, os agentes privados e públicos têm que reagir mais rapidamente.

Cientes disso, o presidente do Fed, Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson, estão se movendo rapidamente. O Fed, que trabalha com uma taxa de juros efetiva próxima a zero tem buscado intervir via o afrouxamento quantitativo. Além das injeções maciças de liquidez, o Fed se envolveu na compra direta de ativos, tentando mitigar os impactos do credit crunch no consumidor. Do lado fiscal, um primeiro pacote de estímulo (US$ 168 bilhões) foi aprovado em fevereiro e, em meio à campanha presidencial, o legislativo aprovou o plano de resgate do setor financeiro (US$ 700 bilhões). Estas ações sem dúvida favorecem uma resolução mais rápida da crise.

Conclui-se que, apesar das similaridades entre as duas crises, os EUA devem superar esta crise em um período mais curto - alguns analistas afirmam que os americanos têm se movido quatro vezes mais rápido do que os japoneses. Ainda assim, cabe perguntar: vão os EUA evitar a instalação de um espiral deflacionário na economia? A expectativa é que sim, porém, como me disse um ex-professor de Columbia, Richard Clarida, "Hoje eu te falo isso com menos confiança do que há alguns meses atrás".

*Mariam Dayoub é estrategista-chefe da Arsenal Investimentos

 



Escrito por SALSFI às 14h46
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Receita caseira
Por Ana Paula Ragazzi, de São Paulo - 26/12/2008
 

 
Sem o acesso fácil ao mercado de capitais observado em anos anteriores, algumas empresas brasileiras precisaram recorrer a soluções caseiras para continuar conduzindo seus negócios.

Neste ano, por meio de operações privadas, as companhias com ações negociadas em bolsa receberam cerca de R$ 5 bilhões. Nessas transações, os atuais acionistas colocaram recursos nas empresas, promoveram capitalizações com a entrada de novos sócios, investidores institucionais ou fundos de participações, e, também, fizeram modificações na estrutura de seu capital, para garantir mais recursos para as suas atividades. Numa época de financiamentos escassos e caros, essa opção se transformou na mais rápida e barata.

Nos últimos meses, mais de 20 companhias receberam recursos de uma dessas formas, em quantias que variaram de R$ 1,375 bilhão, no caso do frigorífico Marfrig, até R$ 6,6 milhões, da Bematech, de automação comercial.

Os bilhões injetados por meio de aumentos de capital são volume significativo em um ano em que a bolsa conseguiu receber apenas quatro ofertas iniciais, em colocações que somaram R$ 7,6 bilhões. A maior operação de abertura de capital, da OGX, respondeu por 88% desse total, com R$ 6,7 bilhões. As outras novatas foram Le Lis Blanc (R$ 169 milhões), Hypermarcas (R$ 699 milhões) e Nutriplant (R$ 20,7 milhões), no Bovespa Mais, mercado de acesso da bolsa paulista.

O fato de o próprio acionista colocar mais recursos na empresa, referendando o negócio, é um sinal de confiança na perspectiva das companhias, medida valiosa em tempos de incerteza e dificuldades de financiamento. Foi o que fez a Rossi Residencial, que recebeu R$ 150 milhões, ou a Springs, com R$ 200 milhões.

Nessas circunstâncias, o controlador propõe a operação, com a emissão de novas ações, e os minoritários têm o direito de acompanhá-la comprando papéis em quantidade que garanta que, na conclusão da transação, ele manterá a mesma fatia. No entanto, nestes tempos de ações em forte queda, os novos papéis têm saído a um preço acima do valor de mercado, inibindo os pequenos acionistas, que acabam tendo de aceitar uma diluição.

Algumas operações de aumento privado de capital, com a chegada de um novo sócio, também possibilitaram que empresas transferissem seu controle sem a obrigatoriedade de realizar uma oferta pública de aquisição para todos os acionistas.

Esse foi o caso da Inpar, que concluiu, no início desta semana, um aumento de capital de até R$ 180 milhões do fundo Paladin. Se nenhum outro acionista acompanhar a operação, o que parece bastante provável, os americanos assumirão o controle da empresa imobiliária, com fatia de 52%.

Em outros casos, companhias que recentemente abriram capital e promoveram colocações secundárias de ações, em que os recursos ingressaram no bolso dos acionistas e não no caixa das empresas, viram, agora, os controladores recolocarem dinheiro nas companhias. A Agra Empreendimentos Imobiliários realizou aumento privado de capital de R$ 100 milhões, sendo que metade desse total veio dos controladores. Em 2007, a empresa captou R$ 787 milhões e R$ 34 milhões foram para os acionistas.

Além do dinheiro novo, do bolso do controlador ou injetado pela chegada de mais sócios, algumas companhias também estão realocando recursos que já estavam dentro da própria empresa. Elas fizeram operações de aumento de capital incorporando recursos da reserva de capital ou reserva de lucros.

A Localiza foi uma das empresas que fizeram essa opção e elevou seu capital social de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões. Os R$ 100 milhões vieram da reserva de capital. Roberto Mendes, diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, informa que se não tivesse optado por essa transferência, o volume da reserva tenderia a ultrapassar o percentual do capital social permitido por lei e a companhia teria de fazer uma distribuição de dividendos. Com a incorporação as reservas ficaram no limite.

"Nosso objetivo foi o de manter os recursos na companhia e não distribuí-los compulsoriamente. Nesse momento de dificuldades de crédito, não precisaremos de dinheiro novo. Optamos por reter recursos que já estavam na empresa", diz o executivo da Localiza.

Cesar Amendolara, sócio do Velloza, Girotto e Lindenbojm Advogados Associados, lembra que não se pode negar que a restrição creditícia atual faz com que haja necessidade de alternativas de liquidez e financiamento das empresas e a capitalização via reservas é uma opção neste novo cenário.

No caso da reserva de capital, explica Amendolara, o dinheiro que está nesta conta pode ser usado apenas para algumas finalidades - absorção de prejuízos, compra de ações, resgates de partes beneficiárias, pagamento de dividendos ou incorporação ao capital. Depois que ela incorpora essa reserva, diz Amendolara, a companhia pode fazer uso dos recursos para quaisquer outras finalidades. A medida é, na visão do advogado, uma tentativa de ter mais caixa, uma vez que a sinalização clara é a de que o dinheiro permanecerá dentro da empresa. Do total das operações de aumento de capital realizadas em 2008, cerca de R$ 650 milhões vieram por meio de incorporação de parte do saldo das reservas da companhia.

Além da Localiza, Randon, LLX, Fertilizantes Heringer, CCR, Bematech foram algumas das empresas que optaram por esse caminho, sem dinheiro novo.

Vinícius Aversari Martins, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), da Universidade de São Paulo, explica que a reserva de capital é uma peculiaridade contábil brasileira e tende a ser extinta à medida que as normas internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês) forem sendo implantandas por todas as empresas.



Escrito por SALSFI às 10h39
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Aumento de capital pode ser saída para Aracruz.

 André Vieira, de São Paulo - 26/12/2008

Uma oferta primária de ações pode ser a melhor opção para a Aracruz Celulose livrar-se da alta dívida contraída com operações com derivativos, sugeriu o banco Goldman Sachs, em relatório sobre o setor de papel e celulose. Segundo os analistas, a Aracruz teria de fazer uma oferta de US$ 2,1 bilhões emitindo 2,5 milhões de ações. 

O ingresso de capital novo seria, segundo o banco, preferível à venda de ativos, como a fábrica da Aracruz em Guaíba (RS) ou a participação na Veracel, sociedade que divide com a sueco-finlandesa Stora Enso. "Ambas geram caixa e oferecem atrativas oportunidades de crescimento. A Veracel é a fábrica mais lucrativa de celulose do Brasil", escrevem os analistas da área de pesquisa da Goldman Sachs, Marcelo Aguiar, Pedro Grimaldi e Eduardo Couto. 

"Enquanto a oferta de ações parece ser menos favorável para os lucros de curto prazo, ela deixaria a companhia com seus ativos de alta qualidade e sua oportunidade de crescimento intacta", dizem eles. 

A Aracruz reconheceu US$ 2,13 bilhões em prejuízos causados com operações com derivativos. A empresa negocia uma solução da dívida com uma dezena de bancos - o Goldman Sachs é uma das instituições. Na proposta apresentada pelos bancos à Aracruz, a empresa teria de pagar sua dívida em sete anos, com uma taxa de juro de Libor (a taxa interbancária de Londres) mais 7% ao ano. 

A fabricante ainda não se manifestou sobre a proposta. Mas segundo a Goldman, a opção recomendada pelos bancos seria muito cara. A empresa teria de pagar o equivalente em média a 32% de sua geração de caixa, medida pelo lucro antes dos impostos e encargos projetado para 2009 e 2010. 

Neste cenário, a relação entre dívida líquida e a geração de caixa da Aracruz também aumentaria para 7,5 vezes em 2009 e para 5,7 vezes para 2010, segundo os analistas. Se a Aracruz optasse por fazer uma oferta, os analistas da Goldman Sachs calculam que essa relação seria reduzida para 2,7 vezes em 2009. 

Segundo eles, a venda de ativos não seria suficiente para reduzir o endividamento da companhia. A venda da fatia de 50% na Veracel poderia render, segundo cálculos do banco, US$ 1,04 bilhão, quase metade da necessidade para cobrir o prejuízo com os derivativos. 

Caso a Aracruz faça a oferta, os analistas avaliam as implicações para a Votorantim, sócia da empresa que busca uma fusão com a Votorantim Celulose e Papel (VCP). Segundo o Goldman Sachs, a Votorantim teria de levantar US$ 263 milhões para subscrever o aumento de capital e não ter sua participação de 28% diluída. 

Desde que despencaram ao mais baixo valor em mais de uma década, as ações da Aracruz já tiveram 28% de recuperação desde o dia 2 de dezembro diante da perspectiva de investidores de que um acordo com os credores seja favorável à empresa. 

No entanto, os papéis da fabricante de celulose continuam sendo negociados com deságio de 70% sobre o valor da ação no dia anterior ao anúncio de perdas com derivativos, no fim de setembro. Para a Goldman Sachs, o acordo da Aracruz com os credores não deve sair antes do fim deste ano, prevendo o fechamento para o primeiro mês de 2009. 

 

 



Escrito por SALSFI às 10h20
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