SALSIFI INVESTMENTS
   O CASO DO BANCO VOTORANTIM

O ESCÂNDALO DA COMPRA DO BANCO VOTORANTIM
 
Salvador Sícoli Filho - 14/11/08
 
Prezada Editora de VALOR,
 
Tem razão o leitor Emanuel Cancella em Cartas de 14/11/08 sobre o absurdo da pretensa compra do Banco Votorantim pelo BB.
 
Absolutamente imoral que, por um valor equivalente ao total controle da Nossa Caixa, o BB vá comprar - para resolver um problema de especulação grave contra inúmeros acionistas daquele grupo inclusive a PREVI - uma parcela minoritária do capital de um banco de andar. 
 
Ou seja, além de prestar ajuda a quem não precisa e em tempos de profunda iliquidez para milhares de pequenas empresas, o BB vai sem nenhuma "due dilligence" prejudicar seus resultados consumindo um valor supervaliado por ativos comprometidos num imbroglio em que se meteram dirigentes especuladores.
 
Por que até agora o grupo Votorantim não seguiu outras empresas e recorreu à Justiça ou a câmaras de arbitragem para refutar os contratos de derivativos de câmbio feitos no balcão e que garantiam limitações de lucro para uma das pontas e perdas ilimitadas para outra?
 
O que haverá por trás de tanta passividade?
 
E agora querem comprometer a viúva?!
 
Se se perscrutar uma destas pontas envolvidas ver-se-á que estamos realmente diante um imenso iceberg que chamei em inúmeros outros artigos que produzi como o nosso inimitável "sub-prime tupiniquim".
 
Não adianta só reportar.
É preciso dar voz a acionistas altamente prejudicados por manobras especulativas que fazem corar qualquer administrador financeiro eficaz e idôneo.
 
Ao invés de o Banco do Brasil socorrer a PREVI que pouco faz para defender seu patrimônio na Aracruz, esta deveria repudiar judicialmente os contratos espúrios firmados pelo Votorantim controlador em 13 contratos altamente suspeitos com 12 bancos estrangeiros.
 
Atenciosamente,
 
Salvador Sícoli Filho
 
SALSIFI Consulting Ltda


Escrito por SALSFI às 07h39
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Gerdau - Pagamento de Dividendos

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008 11:22
Para:
salsificonsulting@yahoo.com.br
Prezado (a) SALSIFI Consulting Ltda,

Metalúrgica Gerdau S.A. e Gerdau S.A, anunciaram o pagamento de Dividendos no valor de R$0,26 e R$0,18 por ação, respectivamente, data base dia 14.11.2008 e pagamento em 26.11.2008, relativos ao terceiro trimestre do exercício social em curso, encerrado em 30.09.2008.
Favor não responder a este e-mail, mensagem automática
Comunicamos que a seção de RI da Gerdau foi atualizada em "Comunicados".Para conferir clique em
http://www.gerdau.com.br/port/ri/infmercado/index.asp



Escrito por SALSFI às 07h01
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Lucro do Banco do Brasil aumenta 36,9% no 3º trimestre, a R$ 1,867 bi

 

 

 

SÃO PAULO - O terceiro trimestre de 2008 significou para o Banco do Brasil (BB) um lucro líquido de R$ 1,867 bilhão, superior em 36,9% em comparação ao R$ 1,364 bilhão dos mesmos três meses de um ano antes. Sem efeitos extraordinários, o lucro correspondeu a R$ 2,037 bilhões, com expansão de 24% ante o R$ 1,642 bilhão de julho a setembro de 2007.

O resultado bruto da intermediação financeira ficou em R$ 3,579 bilhões no terceiro trimestre deste calendário ante os R$ 3,850 bilhões registrados um ano atrás. A provisão para créditos de liquidação duvidosa somou R$ 1,367 bilhão, 11% a mais do que o R$ 1,232 bilhão reservado nos três meses até setembro do exercício passado.

A carteira de crédito total, incluindo carteira externa, interna e prestação de garantias, situou-se em R$ 214,5 bilhões, uma elevação de 6,9% no trimestre. Pelo conceito determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a carteira de crédito encerrou o trimestre com saldo de R$ 202,2 bilhões, avanço de 34,6% em 12 meses.

"Merece destaque a evolução de 45,4% da carteira de crédito pessoa física em 12 meses. No final do período, a carteira PF (incluindo Besc) alcançou R$ 42,9 bilhões. O crédito consignado, carro-chefe da carteira com R$ 14,5 bilhões, cresceu 32% em relação ao ano anterior", salientou o BB em nota.

A instituição chamou atenção ainda para a elevação de 151,7% no financiamento a veículos em comparação com setembro de 2007. No trimestre, a expansão foi de 19,3%, para R$ 5,6 bilhões.

Até setembro, como destacou em nota, o BB já havia negociado R$ 1,5 bilhão em carteiras de crédito consignado de outros bancos. "Com a circular do Bacen que reduziu o compulsório para a aquisição de carteiras de crédito, o BB ampliou suas operações e passou a negociar também carteiras de veículos e de pessoa jurídica", acrescentou.

Nos nove primeiros meses de 2008, o lucro líquido do banco foi de R$ 5,859 bilhões e o lucro sem efeitos extraordinários correspondeu a R$ 5,059 bilhões. Essas cifras são comparáveis aos respectivos R$ 3,841 bilhões e R$ 4,590 bilhões acumulados em igual intervalo do exercício antecedente.

(Valor Online)

 



Escrito por SALSFI às 06h59
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Queda do petróleo pode prejudicar resultados futuros da Petrobras
Cláudia Schüffner, do Rio13/11/2008
 

 
A queda no preço do petróleo no mercado internacional nos últimos meses poderá refletir negativamente nos números da Petrobras nos próximos trimestre, dizem analistas que acompanham a empresa. Os reajustes de 10% e 15% em maio nos preços da gasolina e do diesel, respectivamente, ajudaram a elevar o lucro da estatal no terceiro trimestre, mas com a queda do petróleo teriam de ser novamente reajustados, dessa vez para baixo. Antes disso, o último reajuste do diesel tinha sido em 2005.

O economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, calcula que a gasolina vendida no Brasil está 50% mais cara, enquanto no diesel a diferença está em 10%. E isso, diz Pires, ajudado pela valorização do real, que diminui a diferença de preços entre o mercado interno e o mercado externo.

A dúvida é saber se o governo, sem as preocupações com inflação, poderá postergar uma redução desses preços por vários trimestres para ajudar a engordar o caixa da companhia. O preço do petróleo, que chegou ao pico de US$ 147 por barril em julho, fechou cotado a cerca de US$ 55 o barril ontem. O Credit Suisse acha que assumir a possibilidade de ajuda do governo para reforçar o caixa da estatal pode ser otimismo. Se o petróleo continuar a cair, será difícil segurar os preços no mercado, avalia Emerson Leite, analista do Credit. Ele lembra ainda que, mesmo com o resultado recorde do trimestre - obtido quando a média do preço do barril estava em US$ 115, contra a média de US$ 60 nas últimas semanas -, a Petrobras teve fluxo de caixa negativo ajustado de R$ 1,1 bilhão. Mônica Araújo, da Ativa, avalia que a redução dos preços internos de venda de alguns derivados mais alinhados ao mercado internacional (como querosene de aviação e diesel) já vai afetar negativamente a receita do quarto trimestre e além.

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, lembrou que a estatal trabalha com a perspectiva de longo prazo para o preço do petróleo e evitou fazer previsões sobre o preço do barril a curto prazo. No balanço geral, a receita em reais da estatal depois do reajuste de maio permaneceu estável no trimestre, devido a variação cambial.

Com tais desafios para enfrentar, os analistas se perguntam como a Petrobras vai fechar o orçamento de investimentos para 2009, considerando as despesas gigantescas com as quais terá que arcar para desenvolver a produção de petróleo nos campos do pré-sal. Em relatório, Emerson Leite pondera que o plano estratégico da companhia, que será anunciado em dezembro, deve trazer uma redução nos investimentos maiores que o mercado desejaria em função do balanço entre receitas e despesas, cuja diferença terá que ser captada no mercado financeiro. Ele calcula que a Petrobras terá que captar US$ 5 bilhões para o pré-sal se o petróleo estiver a US$ 70 e US$ 10 bilhões se o barril estiver a US$ 60. Isso em um cenário de queda da produção nos próximos cinco anos, de 100 a 150 mil barris/dia.

Até o início do próximo ano, a Petrobras pretende aumentar a produção e elevar a receita. O objetivo é colocar em operação três novas plataformas - P-51, P-53 e Cidade de Niterói - , que vão elevar a capacidade de produção da empresa em 430 mil barris/dia. Essas plataformas já deveriam estar em operação, mas houve atraso na entrega.

A Petrobras registrou aumento de gastos com importação de petróleo, derivados e gás natural, que totalizaram R$ 10,4 bilhões entre janeiro e setembro e R$ 1,6 bilhão no último trimestre. Também registrou prejuízo trimestral de R$ 2,0 bilhões na área de abastecimento devido à produção de derivados usando petróleo comprado a preços superiores aos de venda e paradas programadas das refinarias, entre outros fatores. As despesas operacionais cresceram 23,2%.

A área de gás e energia, que veio com resultado positivo no segundo trimestre, voltou ao prejuízo (R$ 98 milhões) devido à queda das margens de venda de energia, aumento de custos de aquisição do gás e elevação das despesas operacionais, acrescidas de multas e encargos contratuais causados pelo não fornecimento de gás. Somente no item termelétricas, a despesa operacional somava R$ 443 milhões entre janeiro e setembro, acima dos R$ 394 milhões de igual trimestre do ano passado. (Colaborou André Vieira, de São Paulo)



Escrito por SALSFI às 07h38
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Petrobras decepciona
Por Cláudia Schüffner e André Vieira, Do Rio e de São Paulo - 13/11/2008
 
Um dia depois de a Petrobras anunciar o maior lucro líquido de sua história, de R$ 10,8 bilhões no terceiro trimestre, os analistas do mercado financeiro passaram a ver com preocupação a capacidade da estatal de manter seu programa de investimentos e, ao mesmo tempo, garantir a distribuição de ganhos aos acionistas.

Com a queda nos preços internacionais do petróleo, os bancos ficaram preocupados com o aumento de custos e despesas operacionais da estatal. Houve rebaixamento nas recomendações de "compra" da ação da estatal para "neutro", como indicou o banco Credit Suisse. O Citibank considerou o resultado "desapontador".

Os papéis da Petrobras tiveram um destaque negativo na Bolsa de Valores de São Paulo com queda de dois dígitos - a ação preferencial (PN, sem direito a voto) fechou o dia a R$ 20,62, com baixa de 13,75%, e a ordinária (ON, com voto) teve recuo de 13,25%, cotada a R$ 24,94 no fim do pregão.

Diante do desempenho da Petrobras no trimestre, que teve aumento também nas despesas extras com pagamento de bônus aos empregados no dissídio coletivo, em setembro (despesas de R$ 543 milhões), o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, foi cobrado por investidores em reunião realizada ontem pela Apimec em São Paulo pelos maus resultados.

"A empresa deu bônus de 80% de um salário ao funcionário, mas não deu nada ao acionista", disse um analista da Geração Futuro, que pediu mudanças nas regras para distribuição dos dividendos. Barbassa afirmou que a regra não muda - a Petrobras reparte o lucro uma vez ao ano, sempre no primeiro semestre.

A preocupação dos analistas sobre o resultado do terceiro trimestre aconteceu justamente quando o preço do petróleo bateu o recorde histórico, de US$ 147 por barril, ocorrido no período. A analista Mônica Araújo, da Ativa Corretora, destaca que a margem de lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (margem lajida), que ficou em apenas 28% no terceiro trimestre, não era observada desde 2002. Segundo ela, isso "mostra um crescimento muito forte de alguns custos e despesas, que chamam a atenção num período de queda no preço da commodity e de, conseqüentemente, menor perspectiva de crescimento da receita no curto prazo".

Em relatório do Credit Suisse, o analista Emerson Leite se diz preocupado com a deterioração da estrutura de custos da Petrobras e de lucros, afirmando que as ações da companhia são baratas com o petróleo a US$ 100 por barril, mas não ao preço de US$ 60, estando "muito caras" com o petróleo a US$ 50 ou abaixo. Segundo o banco, o valor das reservas do pré-sal "desaparece" com o preço abaixo de US$ 50, que é o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas para a exploração dessas reservas que ficam em águas ultraprofundas. O petróleo WTI fechou ontem a US$ 56,16 o barril, queda de 5,34%.

A Petrobras está revisando o plano de investimentos para 2009, que deverá cada vez mais contemplar recursos para a exploração das reservas descobertas na camada do pré-sal. Segundo Barbassa, a expectativa é que a estatal invista pelo menos R$ 50 bilhões no ano que vem, valor praticamente igual ao previsto para este ano. Diferentemente do início da década, quando a Petrobras tinha excesso de dinheiro em caixa, a estatal mantém hoje um equilíbrio entre a geração de caixa e o programa de investimentos e distribuição de dividendos, tendo recorrido ao mercado financeiro a fim de complementar sua necessidade com um dinheiro mais barato.

Com a escassez de crédito no mercado internacional, nem a Petrobras tem conseguido captar como acontecia anteriormente. "Até setembro, captamos US$ 9,2 bilhões", afirmou Barbassa. A expectativa da estatal é poder captar um valor entre US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões no mercado financeiro em 2009, nas diferentes fontes alternativas de crédito, disse o executivo da estatal. "Essa situação adversa não deve durar para o resto da vida, assim esperamos."



Escrito por SALSFI às 07h34
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Cemig aproveitará oportunidades para ir às compras
Ivana Moreira, de Belo Horizonte13/11/2008
 

 
Com somente 6% da sua dívida total em moeda estrangeira, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vem enfrentando em "posição confortável" a crise financeira internacional. Com boa saúde nas suas finanças, a companhia quer tirar partido da crise. Segundo o diretor de finanças e relações com investidores, Luiz Fernando Rolla, a Cemig está pronta para aproveitar oportunidades de aquisições que vão começar a surgir no setor de energia.
João Marcos Rosa / Ag. Nitro
Rolla: empresas serão obrigadas a vender ativos em geração e transmissão

O executivo acredita que empresas muito alavancadas, sem condições de refinanciar suas dívidas, serão obrigadas a vender ativos nos segmentos de geração e transmissão. A estatal mineira, garantiu Rolla, vai estudar todas as oportunidades.

Fazer aquisições fora de Minas Gerais faz parte do plano estratégico da companhia, que já é sócia na distribuidora fluminense Light. Além da compra de ativos, a companhia mineira pretende participar de todos os leilões programados para o setor.

O plano de investimentos da Cemig para 2008 prevê a aplicação de R$ 2,1 bilhões. Até o fim do terceiro semestre, a companhia havia desembolsado somente R$ 640 milhões.

O lucro líquido da estatal mineira caiu 5,7% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a última linha do balanço do período ficou em R$ 516 milhões. No mesmo intervalo do ano passado, o valor apurado foi de R$ 547 milhões.

De acordo com o diretor de finanças, a queda na rentabilidade foi consequência da redução média de 12,1% na tarifa determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Luiz Fernando Rolla observou ontem, em teleconferência com analistas de mercado, que a queda do lucro no terceiro trimestre foi menor do que o mercado esperava. Segundo ele, o acentuado crescimento das vendas compensou a queda no preço da tarifa. As vendas aos consumidores finais cresceram 10,4%. No consumo industrial, a alta foi de 13,1%. No residencial, 6,8%.

Com isso, a receita líquida do período mostrou aumento de 3,4%, para R$ 2,7 bilhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) também sofreu perda de margem. O indicador recuou 1,7%, na comparação com o terceiro trimestre de 2007, para R$ 1,1 bilhão.

Além da perda de margem, a empresa teve despesa financeira líquida de R$ 123 milhões, afetada pelas variações cambiais. De julho a setembro de 2007, essa conta era negativa em R$ 38 milhões.

Para o presidente da companhia mineira, Djalma Morais, os números do terceiro trimestre podem ser considerados "excepcionais" e comprovam a consistência do plano diretor da empresa.

No acumulado do ano, porém, os resultados de 2008 são melhores que os de 2007. O lucro líquido de janeiro a setembro foi de R$ 1,6 bilhão, 9,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) teve um aumento de 3,4%, atingindo R$ 3,2 bilhões.

A dívida líquida da Cemig soma hoje R$ 4,35 bilhões. "Temos total tranqüilidade para gerir essa dívida e se necessário teremos recursos disponíveis em caixa para pagamento", informou ontem o diretor de finanças.

A direção da Cemig está otimista para o quarto trimestre. A avaliação é de que a crise não afetará significativamente o consumo do último trimestre do ano.



Escrito por SALSFI às 07h30
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Pacote chinês tenta conter uma rápida desaceleração

 

Editorial de Valor - 13/11/2008
 


 
Wen Jiabao, o todo poderoso primeiro-ministro chinês disse recentemente que a maior contribuição que a China pode dar ao mundo hoje é "garantir um crescimento rápido e estável". Ao contrário do que ocorreu nos últimos quatro anos, a veloz expansão econômica do país pode não se repetir nos próximos anos. Embora ainda exiba invejáveis taxas de crescimento, a economia chinesa desacelera há cinco trimestres consecutivos. O sinal de alerta soou em meados de outubro entre os líderes do Partido Comunista, que anunciaram no último domingo um pacote de estímulos de US$ 586 bilhões para manter o crescimento pelo menos acima dos 8%. Esse número tem justificativas econômicas e políticas. O PC chinês teme não conseguir garantir empregos suficientes se a economia não atingir este patamar, e o desemprego em alta será o estopim de uma série de insatisfações que vem se acumulando ao longo da marcha acelerada do país.

Há dúvidas sobre a magnitude do pacote chinês, pois várias da medidas anunciadas - investimentos em habitação popular, saúde, educação, ambiente, transporte e infra-estrutura - já estavam em andamento. Além disso, boa parte dos recursos anunciados podem já estar alocados em obras em andamento. Seja como for, os líderes da ditadura chinesa agem rapidamente também no front das expectativas, para incentivar a confiança no futuro e evitar descontentamentos no presente.

O pacote chinês é uma resposta a um desaquecimento que, se não enfrentado, poderá ser rápido e forte. Os números justificam a pressa do anúncio das medidas. Pela primeira vez em quatro anos o PIB trimestral caiu abaixo de dois dígitos - os 9% do terceiro trimestre. Vários bancos estrangeiros já estavam prevendo que a economia sofreria um tranco considerável no último trimestre do ano, com expansão de 5,5% a 6%, as menores vistas no país desde 1994. As estimativas revisadas do Fundo Monetário Internacional vão na mesma direção. O PIB chinês crescerá 9,7% este ano, segundo o Fundo, quando ele já avançou 9,9% até o terceiro trimestre. Em 2009, o crescimento seria de 8,5%, uma queda de mais de 3 pontos percentuais em três anos.

As recentes estatísticas de comércio exterior escondem a piora do cenário sob números ainda exuberantes. As exportações avançaram 19,2% em outubro, mas foram as mais baixas em quatro meses. O superávit comercial de US$ 35,2 bilhões foi recorde, mas graças a um recuo das importações, que foram atingidas pela baixa das commodities e, ao que tudo indica, pela menor demanda interna e global. As importações são intensivamente utilizadas nos bens exportados.

Para se proteger da desaceleração dos principais mercados mundiais, o governo chinês reduziu as taxas de juros três vezes - hoje, a prime rate dos bancos comerciais está em torno de 7% -, algo só possível porque a inflação recuou de 9% no início do ano para 4% em setembro. O governo cortou impostos dos exportadores de têxteis e maquinário (o maior item de vendas externas) e agora estendeu-os a 3.700 itens vendidos no exterior. A política de valorização da moeda mudou, para manter as exportações tão ativas quanto possível - não terão problemas para isso, com reservas de US$ 1,9 trilhão. O pacote de estímulo, além de impulsionar a infra-estrutura, dá algum alívio fiscal para as empresas e elimina tetos para empréstimos dos bancos oficiais, o que deve deslanchar novamente o crédito doméstico.

Se o mundo desenvolvido mergulhar em recessão, restará aos chineses recorrer ao potencial do gigantesco mercado interno, algo que EUA e a Europa torcem para que ocorra. Há dúvidas de se isto vai acontecer com o pacote, que incentiva mais investimentos e menos o consumo que, como fatia do PIB, foi reduzido de mais de 50% nos anos 80 para cerca de um terço agora. A poupança chinesa corresponde a 60% do PIB. Trinta anos depois de Deng Xiaoping tomar as rédeas do poder, em dezembro de 1978, a China enfrenta os efeitos de uma crise mundial severa e o estouro de uma bolha de ações e de imóveis doméstica. São problemas suaves diante dos que passam o resto do mundo, mas é do crescimento chinês que dependerá em boa medida a intensidade da desaceleração mundial.



Escrito por SALSFI às 07h26
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Como deveria ser "Bretton Woods II"

 

Jose Antonio Ocampo -10/11/2008
 


 
Para aqueles de nós que há muito tempo reivindicam que a arquitetura financeira internacional necessita uma profunda reforma, a insistência em um "Bretton Woods II" é bem-vinda. Como sabemos, clamores similares foram ouvidos depois das crises asiática e russa em 1997-1998, mas não foram levadas a sério pelos países industrializados ricos. Agora que esses países estão no centro do furacão, talvez sejam encaradas com seriedade.

Existem dois problemas fundamentais na reivindicação por reforma. Em primeiro lugar, ela vem destituída de conteúdo: não sabemos o que será discutido numa eventual cúpula para um acordo de Bretton Woods II. Em segundo lugar, o processo começou da maneira errada, ao excluir a maioria dos países das conversações. É evidentemente bom para o G-7 ou para um subconjunto dos membros do G-7 demonstrar liderança, mas nenhuma reforma fundamental pode ocorrer sem um processo inclusivo que dê voz adequada a países tanto industrializados como em desenvolvimento, grandes e pequenos. Instituições internacionais, e não grupos casuísticos de países, precisam estar no centro do esforço de reforma.

O problema mais nítido, neste momento, é como corrigir o déficit de regulamentação que caracteriza os mercados financeiros em todo o mundo. É preciso iniciar discussões com um consenso em torno de princípios regulamentadores. Um dos princípios evidentes é o de que os regulamentos precisam ser abrangentes, para evitar as enormes brechas que produziram a atual turbulência.

A regulamentação deveria também ter um vigoroso foco anti-cíclico, impedindo excessivo acúmulo e alavancagem, e ampliando as exigências de capital e aprovisionamento (reservas) durante booms, bem como para evitar que bolhas dos preços de ativos alimentem expansões de crédito. Deve-se descartar qualquer dependência em relação a modelos internos de instituições financeiras, que é o foco central do acordo de Basiléia II para regulamentação bancária. Demonstrou-se que essa estratégia é perigosa, e que o uso de modelos similares de risco por instituições financeiras podem resultar em maior instabilidade.

Qualquer que seja um novo sistema regulamentador, deve basear-se em uma rede de autoridades nacionais e regionais com bom funcionamento (ainda ausente na União Européia) e incluir efetiva supervisão internacional de alcance mundial sobre as instituições financeiras. A maioria dos analistas concorda que o Fundo Monetário Internacional (FMI) não deveria ficar no centro do sistema regulamentador. O Banco para Compensações Internacionais (BIS) e a Comissão da Basiléia estão melhor posicionados para tal, mas uma reforma fundamental é necessária para ampliar sua presença e evitar um importante problema da Comissão da Basiléia: ausência de representação nos países em desenvolvimento.

Três questões centrais envolvendo a reforma do FMI também deveriam ser abordadas. A primeira é a necessidade de uma moeda de reserva efetivamente mundial, possivelmente baseada nos Direitos Especiais de Saque do FMI (SDRs, na sigla em inglês). Isso superaria tanto iniqüidades como a instabilidade que é inerente a um sistema mundial de reservas baseada em uma moeda nacional. O sistema atual é assolado por ciclos de confiança no dólar e por choques periódicos devidos a políticas americanas que são adotadas independentemente de seu impacto mundial, e assim impostas ao resto do mundo.

A segunda questão é a necessidade de colocar o FMI, e não o G-7 - ou qualquer o outro "G" - no centro da coordenação mundial da política macroeconômica. Essa é a única maneira de dar voz aos países em desenvolvimento. A monitoração multilateral sobre desequilíbrios mundiais que o FMI deflagrou em 2006 foi um passo interessante nessa direção, mas não havia comprometimento das partes nem dispunha de poder efetivo.

A terceira questão é a principal exigência dos países em desenvolvimento. Por ocasião de crises de balanças de pagamentos, o FMI deveria conceder empréstimos rapidamente e sem condições excessivamente onerosas, especialmente quando a fonte da crise é uma rápida reversão de fluxos de capital ou uma aguda deterioração nos termos de comércio. Isso tornaria o FMI mais semelhante a um banco central, provendo liqüidez com agilidade, assim como os bancos centrais dos países avançados têm recentemente disponibilizado fundos em enorme escala. No caso do FMI, o financiamento de tal liqüidez poderia ser na forma de emissões anti-cíclicas de SDRs.

Em todas essas áreas, o FMI deveria fazer uso mais ativo de instituições regionais. Durante uma década, propus que o FMI do futuro deveria ser visto como o ápice de uma rede de fundos de reserva regionais - ou seja, um sistema estruturado mais semelhante ao Banco Central Europeu (BCE) ou ao sistema do Fed.

Uma formatação institucional similar poderia ser adotada para definir políticas cautelares. Uma rede mais densa de instituições parece mais adequada a uma comunidade internacional heterogênea, e é provável que proporcione melhores serviços e dê uma voz mais vigorosa a países de menor porte.

Finalmente, uma importante deficiência da atual arquitetura financeira internacional é a inexistência de um arcabouço institucional - ou seja, um tribunal similar aos criados para a gestão de colapsos empresariais em economias nacionais - para encarregar-se da gestão de desequilíbrios de endividamento em nível internacional. O sistema atual apóia-se em mecanismos improvisados, que geralmente funcionam tarde demais, depois que endividamento elevado já impôs efeitos devastadores. O único mecanismo institucional regular é Clube de Paris, que cuida exclusivamente de financiamento oficial. Bretton Woods II deveria solucionar esse problema mediante a criação de um tribunal internacional para negociações sobre endividamento.

A atual crise financeira tornou manifestamente clara a necessidade de reforma da arquitetura financeira internacional. Mas a convocação de uma conferência para um acordo de "Bretton Woods II" precisa ser concreta em seu conteúdo. Um sistema mundial de regulamentação e supervisão cautelar; um FMI reestruturado encarregado da gestão de uma moeda de reserva mundial, coordenando a política macroeconômica mundial e proporcionando linhas de crédito com agilidade; e um tribunal internacional para negociações sobre endividamento - tudo isso precisa constar da agenda.

Jose Antonio Ocampo, subsecretário-geral de questões econômicas e sociais da ONU e ex-ministro das Finanças da Colômbia, é atualmente professor e co-presidente da Iniciativa de Diálogo para Políticas na Universidade Colúmbia. © Project Syndicate/Europe´s World, 2008. www.project-syndicate.org



Escrito por SALSFI às 07h05
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Crise corrói US$ 10 bilhões da fortuna de Eike Batista

 

Vera Saavedra Durão, do Rio - 10/11/2008
 


 
Eike Batista continua bilionário. Mas o sonho de ser um dos dez mais ricos do mundo foi adiado pela crise do mercado acionário que derrubou as bolsas do planeta inteiro levando o valor de mercado de suas empresas pelo ralo. Nos seus cálculos, ele perdeu US$ 10 bilhões. "Deixei de ser um homem de US$ 16 bilhões para ser de US$ 6 bilhões, mas isto não mudou muita coisa na minha vida. Continuo comendo meu mamãozinho no café da manhã e ninguém me tirou a capacidade de produzir riquezas", afirmou ao Valor.
Leo Pinheiro / Valor
"Numa crise, posso investir 1 e ganhar 3. Antes, investia 1 e ganhava 5", diz Eike

O empresário submergiu por algum tempo, até exorcizar seu "inferno astral", pois além de perder riqueza foi alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Toque de Midas, deflagrada para apurar denúncias sobre irregularidades na licitação da Estrada de Ferro do Amapá, da qual a MMX, uma das empresas de Eike, levou a concessão. O processo oriundo de inquérito da PF corre ainda no Supremo Tribunal Federal e Batista espera ter sua inocência reconhecida. "Se Deus quiser, o Supremo vai acabar avaliando isso e me exonerando dessa loucura, desse erro gigantesco que foi feito e aí vou ver o que fazer contra as pessoas que me atacaram desta maneira. É meu dever".

Apesar da crise dos mercados e da ameaça de recessão mundial, o empresário reconhece que teve altos ganhos com seus investimentos em commodities, onde os mercados de capitais estavam fortemente alavancados até meados do ano. "Foi tudo tão exuberante que conseguimos captar dinheiro abrindo o capital da MMX, OGX e MPX nas bolsas com anos de antecedência do resultado real das empresas", avaliou. No caso da OGX, por exemplo, empresa de petróleo e gás da holding EBX, de Batista, foram captados em 13 de junho R$ 6,7 bilhões. É considerada a maior oferta da história da Bovespa. No início do ano, o empresário vendeu suas operações de minério de ferro da MMX em Minas e no Amapá por US$ 5,5 bilhões para o grupo sul africano Anglo American.

Com a eclosão da crise financeira, o valor de suas empresas desabou. Isso levou Eike a constatar que o tranco dos mercados não deixou espaço para vencedores. "Acho que todo mundo perdeu, a não ser os fundos de hedge. O restante é fruto de uma bolha que inchou, inchou, perdeu alguns pilares e desabou. Então todo mundo perdeu, inclusive eu. Me considero um perdedor em termos de valor absoluto. Sumiu uma riqueza maciça neste vendaval".

Agora, ele desenha um cenário de nevoeiro. "Ninguém sabe para onde vai e quanto tempo vai durar este congelamento do crédito". A seu ver, o mundo parou, mas acredita que ativos de qualidade e de baixo custo ainda funcionam como uma bússola e têm seu valor, como provou a venda da mineradora Namisa feita pela Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) a grupos japoneses e coreano em plena volatilidade dos mercados, observou.

Isso só revela que o apetite de Batista pelos negócios não diminuiu nada. Mas, adiantou que a desaceleração da economia mundial o levou a traçar uma estratégia para a EBX sobreviver e até mesmo se fortalecer enquanto durar o maremoto.

Apesar ter em caixa R$ 14 bilhões, como informou, o empresário decidiu se desfazer de alguns investimentos e garantir outros nos quais reconhece melhor futuro. Ele confirmou sua desistência do projeto do porto Brasil, em Peruíbe, no litoral paulista. Os planos de construir na região um megaporto foi abandonado porque, segundo Batista, a LLX, empresa de logística do grupo, não conseguiu resolver a questão dos índios que residem na região. "Tínhamos 12 problemas para solucionar. Resolvemos dois e esbarramos no terceiro, dos indígenas. Aí, cansei e desisti do projeto. Com a retração do mundo enxergamos hoje que o porto do Açú, que estamos construindo em São João da Barra, no litoral do Rio, pode vir a absorver grande parte da carga que iria para o porto Brasil. Este projeto está definitivamente fora do portfólio da EBX".

O empresário decidiu também suspender as operações de siderurgia e mineração na MMX Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A produção de ferro-gusa estava ameaçada por falta de demanda e pela queda do preço, que já estava em US$ 350, ante US$ 500 no primeiro semestre. Também será bastante reduzida a produção de minério de ferro prevista em 2008 para 6,3 milhões de toneladas. A usina de tarugo, investimento de US$ 200 milhões, foi adiada indefinidamente. Em comunicado ao mercado, na sexta-feira, a MMX informou que não fará demissão de pessoal no local.

Enquanto faz cortes, o bilionário não pára de sonhar com novos negócios e voltou às compras. Na semana passada, adquiriu direitos minerários no Chile, onde diz que investirá US$ 300 milhões . A idéia de Batista é construir um complexo mina e porto já de olho numa futura venda para chineses ou japoneses. "Se eu produzir 5 milhões de toneladas nestas minas, aliado ao porto, posso vender este pacote por US$ 1 bilhão", calcula, fazendo projeções de ganhos com esse negócio.

Batista é assim. Fala o tempo todo em investir e em vender projetos e vai calculando, como uma máquina, quanto pode ganhar com cada um dos investimentos. "Numa crise, posso investir 1 e ganhar 3. Antes, eu investia 1 e ganhava 5". Ele planeja também passar adiante as três minas que tem na MMX Sudeste, em Minas Gerais. A AVG, a Minerminas e Bom Sucesso já estão operando. Em 2009, têm previsão de fazer 9 milhões de toneladas de minério de ferro. Para 2012, se já não tiverem sido vendidas, a estimativa é de 32 milhões de toneladas.

A "menina dos olhos" de Batista continua sendo a OGX. A empresa que perdeu 80% de seu valor de mercado em cinco meses - passou de R$ 41 bilhões para R$ 9 bilhões entre junho e outubro - vem sendo tocada a todo o vapor. Em outubro, foram contratadas quatro sondas gigantes de perfuração de poços de petróleo. Três foram encomendadas à Diamond Offshore e uma à Pride International. Elas vão furar, nos próximos três anos, os 52 poços nas áreas arrematadas por Eike no penúltimo leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A OGX pagou também US$ 100 milhões por três navios para fazer a sísmica dos blocos petrolíferos.

Ele planeja investir US$ 2 bilhões na OGX - informa que a empresa tem atualmente R$ 8 bilhões em caixa - para furar os seus 52 poços. E já começa a sonhar com a riqueza que o negócio pode lhe render. "Somos águas rasas e estimamos que nos próximos quatro anos vamos achar no mínimo 5 bilhões de barris de petróleo. Avaliamos o custo do petróleo em águas rasas em torno de US$ 8 por barril". Ele mesmo acha este valor muito baixo, mas nas suas contas (de olho no retorno do investimento) calcula que é isso mesmo.

Batista tem pensado em buscar, nos próximos três anos, um parceiro para a OGX. "Pode ser até a Petrobras ou mesmo uma sócia estrangeira, como a Shell ou até mesmo podemos vendê-la para algum grande 'player' do setor", declarou.

Batista acha natural desenvolver um negócio e se desfazer dele. "A cultura do grupo EBX é esta. Operar recursos naturais de altíssima qualidade e de baixíssimo custo de produção, pois sempre têm comprador", diz. Sua filosofia é fazer a engenharia dos projetos, deixar tudo montado e depois, "embrulhar o sistema para vender". Ele não vê nenhum demérito nisto. "Sou criador de riqueza. A Anglo, ao comprar ativos da MMX, absorveu 1,5 mil empregados. Eu paguei quase US$ 1 bilhão para a ANP pelos meus blocos. Captamos R$ 6,7 bilhões na Bolsa e estamos investindo na OGX. Pagamos impostos e tudo o mais que é devido. O que tem de errado no nosso modelo?", indaga.

Para Eike, o grande mérito do empreendedor é enxergar valor onde ninguém enxergou.



Escrito por SALSFI às 06h45
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