SALSIFI INVESTMENTS
  

Vitória, 24/10/08 02:01hs

Caro(a),

Parabéns!  Você é acionista de uma grande empresa.

Se a tempestade continuar, e é provável que persista ainda durante muito tempo, não esmoreça. 

Reforce o seu guarda-chuva!

Com muita calma!

Salvador Sícoli Filho

SALSIFI Consulting Ltda

--- Em qui, 23/10/08, Vale Investor Relations escreveu:

De: Vale Investor Relations
Assunto: Performance da Vale no 3T08
Para: "SALVADOR SÍCOLI FILHO" >
Data: Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008, 19:39

ALCANÇANDO NOVOS RECORDES

 

Desempenho da Vale no 3T08

 

Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2008 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) continuou a apresentar excelente desempenho operacional e financeiro no terceiro trimestre de 2008 (3T08), refletido na obtenção de recordes na produção de minério de ferro, pelotas, níquel, bauxita, alumínio, alumina, cobalto e carvão térmico, embarques de minério de ferro e pelotas, cobre, alumina, cobalto e carvão térmico, receita bruta, lucro operacional e geração de caixa.

 

A combinação de solidez financeira, ativos de classe mundial e múltiplas opções de crescimento orgânico nos colocam em posição privilegiada para continuar a buscar  a maximização da geração de valor para o acionista no longo prazo.

Não obstante nossa crença nos bons fundamentos de longo prazo dos mercados de minérios e metais, no curto prazo nos defrontamos com um cenário econômico global em que os riscos se elevaram de maneira significativa. Por outro lado, as condições prevalecentes nos mercados financeiros geram oportunidades para criação de valor, facilitando o aproveitamento de diversas oportunidades de crescimento rentável.

 

Diante dos riscos e oportunidades, a Vale mantém postura flexível, implementando sua estratégia de crescimento, porém administrando sua produção e a execução de projetos de acordo com um cuidadoso e contínuo monitoramento da evolução das  condições de mercado.

 

Os principais destaques da nosso desempenho no 3T08 foram:

. Recorde de embarques de minério de ferro e pelotas: 85,9 milhões de toneladas métricas.

 

. Receita bruta recorde de US$ 12,1 bilhões, 49,2% acima do 3T07, de US$ 8,1 bilhões. A receita acumulada nos nove primeiros meses de 2008 (9M08) foi de US$ 31,1 bilhões contra US$ 24,7 bilhões no 9M07.

 

. Lucro operacional, medido pelo EBIT ajustado(a) (lucro antes de juros e impostos), recorde de US$ 5,5 bilhões, apresentando elevação de 61,4% em relação ao 3T07. No 9M08 o EBIT ajustado de US$ 13,7 bilhões aumentou 30,2% em relação ao 9M07.

 

. Margem EBIT ajustado de 47,2%, contra 43,4% no 3T07.

 

. Geração de caixa, medida pelo EBITDA ajustado(b) (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização), no 3T08 de US$ 6,4 bilhões, com incremento de US$ 2,4 bilhões em relação ao 3T07, de US$ 4,0 bilhões. No 9M08, o EBITDA ajustado chegou a US$ 16,3 bilhões contra US$ 12,2 bilhões no 9M07.

 

. Lucro líquido, de US$ 4,8 bilhões, correspondente a lucro por ação diluído de US$ 0,94, com aumento de 64,0% sobre o resultado recorde obtido no 3T07, de US$ 2,9 bilhões. No 9M08 o lucro líquido atingiu US$ 11,9 bilhões ante US$ 9,2 bilhões no 9M07.

 

. Sólida posição financeira, baseada em forte geração de caixa, recursos em caixa da ordem de US$ 15,2 bilhões, disponibilidade de volume significativo de linhas de crédito de médio e longo prazo e um perfil de dívida de baixo risco.

 

. Pagamento de remuneração ao acionista - dividendos e juros sobre o capital próprio - no valor de US$ 1,6 bilhão (R$ 3,448 bilhões) a partir de 31 de outubro de 2008. Remuneração ao acionista no valor total de US$ 2,85 bilhões (R$ 5,558 bilhões) em 2008, com aumento de 52,0% relativamente aos US$ 1,875 bilhão pagos em 2007.

 

. Investimentos de US$ 2,7 bilhões no 3T08 e de US$ 6,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2008. Seis projetos concluídos até agora neste ano: Zuhai, Samarco III, Fazendão, Dalian, Paragominas II e Alunorte 6&7.

 

. Em linha com nossos compromissos estratégicos, o investimento em responsabilidade social corporativa alcançou US$ 197 milhões no 3T08, sendo US$ 132 milhões em proteção ambiental e US$ 65 milhões em projetos sociais. Nos 9M08, esses investimentos somaram US$ 580 milhões, com US$ 404 milhões para meio ambiente e US$ 175 milhões em ações sociais.

 

Clique aqui para obter os press releases

Clique aqui para obter o convite da Conference call/Webcast


  

Para mais informações, contactar:

+55-21-3814-4540

Roberto Castello Branco: roberto.castello.branco@vale.com

Alessandra Gadelha: alessandra.gadelha@vale.com

Marcus Thieme: marcus.thieme@vale.com

Patricia Calazans: patricia.calazans@vale.com

Theo Penedo: theo.penedo@vale.com

Tacio Neto: tacio.neto@vale.com

 

 

 

Esse comunicado pode incluir declarações que apresentem expectativas da Administração da Vale sobre eventos ou resultados futuros. Todas as declarações quando baseadas em expectativas futuras e não em fatos históricos envolvem vários riscos e incertezas. A Vale não pode garantir que tais declarações venham a ser corretas. Tais riscos e incertezas incluem fatores relacionados a: (a) países onde temos operações, principalmente Brasil e Canadá, (b) economia global, (c) mercado de capitais, (d) negócio de minério de ferro e níquel e suas dependências da indústria siderúrgica global, que é cíclico por natureza, (e) elevado grau de competição global nos mercados onde a Vale atua. Para obter informações adicionais sobre fatores que possam originar resultados diferentes daqueles estimados pela Vale, favor consultar os relatórios arquivados na Comissão de Valores Mobiliários - CVM, na Autorité des Marchés Financiers (AMF), e na U.S. Securities and Exchange Commission - SEC, inclusive o mais recente Relatório Anual - Form 20F da Vale e os formulários 6K.



Escrito por SALSFI às 02h39
[] [envie esta mensagem]


 
  
Lucro da Vale salta 166%, para R$ 12,433 bilhões no terceiro trimestre

 

A mineradora Vale do Rio Doce registrou lucro líquido de R$ 12,433 bilhões no terceiro trimestre pelo padrão contábil brasileiro (BR Gaap), um salto de 166,9% em relação aos R$ 4,659 bilhões do mesmo período do ano passado. Foi o maior resultado trimestr



Escrito por SALSFI às 02h36
[] [envie esta mensagem]


 
  

Tombo global aciona novo "circuit breaker"

 

Adriana Cotias23/10/2008
 

 
Os estragos começaram na Ásia, atravessaram a Europa e atingiram o continente americano praticamente sem escalas. Em meio a um novo tombo dos preços do petróleo e das commodities metálicas e de uma safra ruim de resultados corporativos, a tese da recessão para as economias centrais ganhou novos contornos ontem. O fato de o governo britânico admitir que a Inglaterra pode ver, sim, o conjunto de suas riquezas encolher ecoou pelas praças financeiras como uma verdade que ninguém queria escutar. As ordens de vendas dispararam por todos os lados. No Brasil, o resultado foi um novo "circuit breaker" na Bovespa já na reta final, às 17h18. O pregão foi interrompido por meia hora, quando o Ibovespa bateu os 10% de queda. Os negócios foram retomados e o saldo do dia foi uma desvalorização de 10,18%, aos 35.069 pontos, o pior nível de fechamento desde 25 de setembro de 2006. Na BM&F, o Ibovespa futuro também bateu seu limite de queda, com o ajuste em 36.086 pontos.

O pior é que olhando-se a fotografia de ontem, junto com a agonia de mais de um mês, há quem considere que novas correções relevantes estão por vir. No caso brasileiro, assim como o topo de quase 73 mil pontos foi alcançado em maio, quando as cotações do petróleo estavam nos seus níveis históricos mais elevados, em US$ 145,29, o fundo do poço só será efetivo para a bolsa local quando a commodity se ajustar a um novo padrão de consumo no mundo. Essa é a argumentação de Marcelo Ribeiro, da Pentágono Asset Management, braço de gestão da carioca Pentágono DTVM, há mais de 20 anos atuando na área de mercado de capitais. "Não há porque essa correlação, que foi tão forte na alta, ser quebrada na baixa."

Ele lembra que, historicamente, quando há o fim de um ciclo que pode ser classificado como bolha especulativa, os preços retomam as suas médias de longo prazo. O petróleo, até 2001, vinha sendo negociado numa média de US$ 25,00 o barril, mas com a demanda adicionada pelas economias da China, da Índia e de outros emergentes, ele acredita que uma cotação na casa dos US$ 50,00, 25% abaixo dos valores atuais, seria factível. Nessa toada, o Ibovespa também teria uma depreciação dessa ordem, para a casa dos 25 mil, 30 mil pontos.

A previsão parece ser realmente chocante, mas foi Ribeiro que em maio - o Ibovespa em 72.766 pontos, com o Brasil às vésperas de receber a confirmação do grau de investimento pela Fitch Ratings -, voz isolada, vislumbrava sinais de contágio da crise originada nas hipotecas americanas no mercado brasileiro pela via das commodities. O seu preço justo para o índice era então 40 mil pontos. Na ocasião, essa estimativa chegou a ser considerada alarmista por um leitor, que afirmou ter se sentido impelido, num primeiro momento, a zerar toda a sua carteira de ações.

Pelo menos no que se refere aos preços do petróleo, o gestor da Pentágono agora não está sozinho. O analista Adam Sieminki, do Deutsche Bank, prevê o Brent e o WTI em US$ 52,00 no fim de 2009, caindo a US$ 50,00 no primeiro trimestre de 2010. Conforme escreve em relatório, a sua percepção é que o enfraquecimento da economia global terá impactos mais severos na demanda pela commodity do que aqueles que vêm sendo cogitados.

Num colapso de tal monta, que vem sendo comparado à crise de 1929, não adianta as empresas brasileiras terem fundamentos ótimos e boa geração de caixa, diz o supervisor de Renda Variável do Banif Banco de Investimentos, Raffi Dokuzian. "Não creio que o país vá entrar em recessão porque a base de crescimento do Brasil é muito grande, mas não dá para não estar interligado com o mundo, podemos ter algum decréscimo de atividade."

Exportadoras após balanços

Nenhuma ação do Ibovespa subiu ontem, mas isso não quer dizer que o investidor não possa encontrar oportunidades no conturbado mundo da bolsa hoje. Para Ribeiro, da Pentágono, as exportadoras (não as de commodities) são uma aposta natural, diante da desvalorização do real. Ele sugere que se avalie antes as demonstrações financeiras que vêm sendo divulgadas. "É preciso olhar os balanços e ver se não tem nenhum vestígio de operações de derivativos que tenham afetado o caixa da empresa", diz. "O investidor da Sadia e da Aracruz pensava que tinha comprado exportadoras de frango e de celulose, mas na verdade estava num 'hedge fund', vendido a descoberto (sem ter os ativos)."

Na sua visão, uma retomada na Bovespa só mesmo a partir de 2011. Mas não serão os papéis que têm capitaneado o desmonte recente - complexos de commodities e bancos - que vão liderar a recuperação. "Na bolha da Nasdaq, as ações de tecnologia caíram 70% e elas estão lá há quase dez anos."

Adriana Cotias é repórter de Investimentos

E-mail: adriana.cotias@valor.com.br



Escrito por SALSFI às 07h10
[] [envie esta mensagem]


 
  

O SUB-PRIME TUPINIQUIM.

 

Salvador Sícoli Filho – 22/10/08

 

Há na praça dos agiotas uma granada prestes a detonar o câmbio.

 

Perdoem-me voltar ao momentoso caso Aracruz e similares.

 

Sejamos realistas, suspeitas à parte de ação temerária de executivos financeiros é preciso ficar claro à luz do direito.

 

O contrato de “target forward” tal como se apresenta no caso não somente da Aracruz com até de pequenas exportadoras calçadistas é nulo de pleno direito.

 

Por quê?

 

Porque transgride o elementar direito de eqüanimidade entre as contrapartes. Senão vejamos: De um lado tem-se o banco ou entidade financeira que adota o papel de compradora de uma posição em dólar. Ela pode limitar sua perda a 15% para baixo do valor nocional pactuado. Entra na relação com coeficiente 1. De outro lado, a empresa que ao invés de simples hedge – a exportadora – que graças à política cambial desregrada do BC que trucida suas receitas cambiais - envereda suicidamente ou por motivos mais obscuros pela vereda da especulação. Pactua na ponta de venda um dólar com valor sem limite de cobertura em que se torna exponencialmente perdedora a partir de valor nocional de mais 15%. Com um agravante: a contraparte financeira estabelece um fator de garantia da operação multiplicado pelo coeficiente de 2.

 

Até aí tudo normal, todo financiador exige uma garantia contratual no valor do empréstimo multiplicado a partir de 120% ou mais dependendo do risco do negócio.

 

A única diferença - e que torna espúria a pactuação celebrada - é que o referido contrato ao mesmo tempo em que de um lado cria a porta de saída para o agente financeiro - que só pode perder até, por exemplo, 15% (varia de contrato para contrato), de outro nega a válvula de saída antecipada à ponta da amadora empresa especuladora obrigada a levar o contrato até o final dos períodos pactuados.

 

Trata-se sem dúvida de um contrato digno de croupiers e de agiotas revestido com a pompa e circunstância dos mesmos travestis de banqueiros que inviabilizaram o mercado financeiro mundial.

 

Como já houve vários imbecis que disseram que a crise não acometeria o nosso sistema financeiro que não teria se envolvido no escândalo do sub-prime e suas funestas emissões emulativas, vê-se que o país definitivamente tinha de ter um instrumento tupiniquim de afrontar os cânones da decência. E esta é definitivamente uma operação indecente que além de BC, CVM e de governantes despreparados deveria ter também inquérito policial.

 

Assim quem acha que demos somente o PROER ao mundo devemos trombetear também de modo explícito que o nosso arsenal de inventividade promíscua criou também a operação subreptícia de extorquir empresas incautas.( e/ou seus executivos imberbes)

 

À sombra do contrato espúrio os bancos douravam a pílula sob a contra a oferta pechincha de juros de financiamentos à exportações – ACCs e similares mais baratos. Um verdadeiro chamariz de velhacos.

 

Independente da atitude insana, temerária ou suspeita de financeiros inexperientes ou pseudo MBAs em derivativos e fabricantes de lucros financeiros de papel que abdicaram da celulose sua verdadeira matéria –prima.

 

Assusta que o BC, a CVM e os despreparados que nos governam viajando para fora enquanto se semeiam aqui furacões de marolas e até - surpresa! – os que dirigem nossas melhores empresas, sejam tão lerdos para reagir enquanto propagam exponencialmente seus problemas que poderão introduzir fatídicos componentes de desestabilização do câmbio e seus perniciosos desdobramentos.

 

É hora de interromper essa orgia de instrumentos derivativos construídos à margem do equilíbrio e da sanidade para extorquir sob novas formas o setor produtivo.

 

Se não temos cortes de arbitragem que se recorra até a medidas provisórias decentes para que se interrompa esta hemorragia autofágica.

 

Que quebrem os bancos marginais que se comportam como agiotas sanguessugas querendo reaver aqui, ao sangue de nossas melhores empresas, o que perderam lá fora! Mas se salvem nossas empresas e milhares de empregos!  

 



Escrito por SALSFI às 03h29
[] [envie esta mensagem]


 
  
Aracruz negocia seus derivativos
Cristiane Perini Lucchesi e André Vieira, de São Paulo - 22/10/2008
 

 
A Aracruz está chamando os bancos para negociar suas posições em derivativos, que totalizam uma exposição vendida em dólar (comprada em reais) de US$ 6,26 bilhões segundo seu balanço. De acordo com a Moody's, a empresa tinha, além do divulgado "target forward" de US$ 4,1 bilhões (com alavancagem de dois para um), uma soma de outros US$ 2,16 bilhões em derivativos vinculados a pré-pagamentos à exportação.

Quem está responsável pelas conversas entre a empresa e os bancos é Pércio de Souza, sócio diretor da Estáter, butique de fusões e aquisições. Segundo o Valor apurou, fizeram transações de derivativos com a Aracruz diversos bancos, entre eles o Credit Suisse, a Merrill Lynch, o Itaú BBA, o Citi e o ABN AMRO/Santander.

Como é uma das maiores posições vendidas em dólar entre as tomadas por mais de 200 empresas brasileiras nos últimos anos de valorização do real, a iniciativa de conversa tem deixado os bancos especialmente apreensivos. O caso certamente vai servir de exemplo para as demais companhias dos mais diferentes portes ao lidarem com as perdas.

A Aracruz carrega suas posições vendidas que, apesar de não terem chamada de margem, têm liquidações mensais. Segundo a Moody's, há uma crescente pressão nas posições de liquidez da empresa e seu caixa de US$ 594 milhões do balanço de 30 de setembro (publicado em 17 de outubro) pode ser consumido em meses no pagamento dos ajustes mensais dos derivativos e também nos pagamentos normais de sua dívida. Em meio à uma crise internacional de crédito, há dificuldades crescentes das empresas em geral para tomar crédito novo e repor seu caixa.

Os bancos, por sua vez, querem que a Aracruz pague 100% do acordado nos contratos. Alegam que os dirigentes das empresas maiores que perderam com posições vendidas em dólar - como a Aracruz, a Sadia, a Votorantim e a Embraer - sabiam ou deveriam saber os riscos que estavam tomando. De uma forma geral, os bancos têm renegociado com empresas menores que não têm conseguido honrar contratos. Ao fazer isso perdem dinheiro, mas menos do que perderiam se tivessem de considerar as dívidas com derivativos como dívidas em atraso. O banco Credibel, do Grupo Splice, e uma empresa calçadista do Sul do país obtiveram liminares em ações impetradas contra o Itaú BBA e o HSBC pelo não pagamento da variação cambial.

Os bancos dizem que o Banco Central está chamando todos os principais dirigentes das instituições financeiras no país para conversar de forma a tentar entender a dimensão do problema. Na sexta-feira, o BC já se reuniu com Jorge Sant'Anna, diretor superintendente da Cetip, onde parte dos derivativos são registrados. Mas grande parte dos contratos foram realizados no exterior, em Bahamas ou Cayman.

Por meio de sua assessoria, a Aracruz disse que as informações sobre suas operações financeiras constam no balanço divulgado na semana passada e que a companhia não iria dar maiores detalhes sobre o assunto. A empresa também não quis comentar a contratação da Estáter.

A contratação de Pércio de Souza faz parte do esforço da Votorantim para sanear as finanças da Aracruz. Souza tinha sido contratado em meados do ano como assessor financeiro do grupo controlado pela família Ermírio de Moraes na tentativa de compra da participação das ações detidas pela Arapar na Aracruz, para que o grupo Votorantim elevasse sua participação na fabricante de celulose de 28% para 56% e depois fizesse uma fusão com sua controlada, a VCP. Diante das perdas financeiras da Aracruz, o negócio foi adiado por tempo indeterminado.

(colaborou Tatiana Bautzer)



Escrito por SALSFI às 01h55
[] [envie esta mensagem]


 
  

HEDGE TÓXICO

 

 

 

Antonio Delfim Netto – Valor 14/10/2008

  

  

Um importante problema, até então encoberto, mas duramente sentido pelas empresas exportadoras brasileiras, foi finalmente trazido à luz do dia, em 8 de outubro, no excelente trabalho dos competentes jornalistas do Valor Econômico Cristiane Lucchesi, Raquel Balarin, Graziela Valenti e Cristiano Romero. Há pouca coisa a acrescentar ao que foi dito. Dada a gravidade do problema e suas conseqüências sobre a taxa cambial, sobre as finanças das empresas exportadoras e, no final, sobre o volume futuro de nossas exportações, talvez valha à pena insistir no assunto. Sua solução envolverá, certamente, um papel mais ativo (e mais agressivo!) das autoridades monetárias, que até poucos dias fingiam ignorar o que estava acontecendo. 

 

A grave ameaça paira sobre empresas exportadoras que, para se cobrirem (com operações de hedge) das variações da taxa de câmbio, deixaram-se seduzir por notáveis "alquimomalabaristas": os mesmos conhecidos bancos de investimentos estrangeiros, alguns felizmente já consumidos na sua própria esperteza... Trata-se de um exótico e especioso contrato de hedge, cujas cláusulas principais são as seguintes: 1) estabelece um valor-nocional para a operação (por exemplo, US$ 15 milhões); 2) estabelece um valor-referência ("strike") da taxa de câmbio; 3) estabelece um prazo (de um a dois anos) de vigência e; 4) há um acerto mensal de contas. Se o dólar à vista ("spot") no mês for cotado abaixo do valor de referência, a empresa é creditada pela diferença. Como se protege o banco? Se suas perdas acumuladas atingirem um percentual (digamos 20%) do valor-nocional (no caso US$ 3 milhões), o contrato é automaticamente desfeito. 

 

 

A assimetria inacreditável do hedge tóxico, que beira à imoralidade, é a seguinte: se o valor do dólar for maior do que o de referência, a diferença é geralmente multiplicada por dois. Não há trava das perdas e o contrato tem que ser executado até o final. Adicionalmente, durante 12 meses, por exemplo, a avaliação mensal se dá entre um dólar "spot" que flutua, versus um dólar referência nominal, cuja diferença favorável ao banco é multiplicada por dois, o que torna muito difícil a empresa sair da operação. Mesmo que o contrato permita a saída através do próprio banco, a perda para o cliente é expressiva e inevitável, dada a estrutura e o prazo da operação. 

 

 

Para se ter idéia dos riscos que isso significa, suponhamos um contrato com as características acima e cujo valor de referência seja uma taxa de câmbio de R$ 1,65 /dólar. Qual o risco máximo do banco com um dólar à vista de R$ 1,50 /dólar? O valor-nocional é de US$ 15 milhões e 20% dele significa US$ 3 milhões, que, à taxa de R$ 1,50, seriam R$ 4,5 milhões que, quando atingidos, desfariam o contrato. 

 

 

Suponhamos agora que o contrato tenha ainda a duração de um ano. Qual seria o prejuízo para a empresa exportadora que procurava um hedge para proteger-se? Depende da taxa de câmbio ao fim de cada mês. Seja ela constante, por exemplo, de R$ 2/dólar. Ao se proceder à avaliação mensal, comparando com um dólar-referência ("strike") de R$ 1,65 /dólar (que hoje parece baixo, mas os contratos foram feitos, na sua maioria, quando o dólar estava ao redor de R$ 1,60), o prejuízo acumulado no ano seria da ordem de R$ 126 milhões (US$ 15 milhões x (R$ 2,00 - R$ 1,65) x 2 x 12), porque o "mico", chamado de "hedge exótico", não pode ser desfeito antes do encerramento do prazo do contrato. E mesmo que o fosse, a perda futura deve ser paga à vista. O hedge do exemplo acima parece ser de US$ 15 milhões. Ao se multiplicar por 12 e por 2, chega ao absurdo de US$ 360 milhões de exposição. Há, portanto, uma perda de R$ 3,6 milhões para cada centavo de desvalorização do real, numa suposta operação de US$ 15 milhões de proteção! 

 

 

A assimetria do contrato é tão leonina que, provavelmente, não sobreviverá nos tribunais. Mas isso terá um custo "moral" (e financeiro!) para as empresas que procurarem a proteção do seu patrimônio em ações judiciais, cujas soluções levarão anos. Enquanto estas não forem resolvidas, terão de registrar o passivo contingente em seus balanços, com graves prejuízos para o seu crédito e o desenvolvimento de seus negócios. A melhor e mais rápida solução será uma ação conciliadora e persuasiva da autoridade monetária, que leve os bancos a aceitarem uma saída honesta das empresas do hedge exótico, calibrando lucros e prejuízos razoáveis para as duas partes. 

 

 

O que se deve perguntar é como uma coisa tão absurda pôde acontecer? A resposta é que se trata de uma combinação trágica: 

 

 

1) da fértil criação de inovações pelos bancos de investimento, o que, se por um lado, é fator de estímulo ao financiamento das atividades econômicas e à cobertura de riscos, o que acelera o desenvolvimento, por outro (quando libertos da regulação institucional e de obrigações morais) acaba criando crises sistêmicas que atingem o setor real ao qual deveriam estar a serviço; 

 

 

2) da crença ingênua dos departamentos financeiros das empresas nas "previsões" do mercado. Isso é surpreendente, uma vez que eles mesmos (com meros palpites!) ajudam a formá-la e, depois, acreditam nelas quando as lêem no Boletim Focus do Banco Central. Como deveria ser evidente, são "previsões" incestuosas. Não prevêem: apenas vão se ajustando ao desenrolar dos fatos; e 

 

 

3) ao imenso descuido da famosa "governança corporativa". Quando tudo parece estar "bombando", ela não vê a necessidade de ter responsável, competente e "on time" auditoria externa para fiscalizar a qualidade das operações de sua tesouraria. 

 

 

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras 

 

 

E-mail contatodelfimnetto@terra.com.br 



Escrito por SALSFI às 03h41
[] [envie esta mensagem]


 
  
Prejuízos cambiais expõem fragilidade da governança

 

Reginaldo Alexandre -21/10/2008
 


 
Algumas empresas têm divulgado perdas superlativas com operações de câmbio. São prejuízos relacionados à depreciação do real como efeito da atual crise financeira global. A magnitude das perdas sugere que tais companhias assumiram riscos superiores aos necessários para proteger fluxos de receitas e custos ou posições patrimoniais em moeda estrangeira contra oscilações do câmbio.

Isso causa estranheza, pois tais companhias não são entidades financeiras. Não faz parte dos objetivos sociais assumir riscos dessa natureza. Não lhes seria legítimo, portanto, especular, montando operações em valor superior à necessidade de proteção das operações sociais.

A responsabilidade pelas vultosas perdas não pode ser atribuída tão-somente aos diretores financeiros que executaram as operações, mas ao conjunto da administração. Afinal, aqueles diretores são subordinados, conforme o caso, ao presidente e/ou aos conselhos de administração - havendo ainda os conselhos fiscais, cuja principal atribuição é fiscalizar os atos da administração, especialmente aqueles que possam colocar em risco o patrimônio da companhia.

Teria havido, então, no mínimo, omissão. A alegação de desconhecimento seria ainda mais desconcertante, já que companhias do porte das que estamos tratando deveriam ter controles capazes de prevenir ou alertar sobre a assunção de riscos além dos autorizados.

Não falamos de intenções, que certamente foram as melhores, mas do uso inadequado e imprudente de meios. Essas ocorrências, na verdade, estão imbricadas com outras disfunções que têm marcado presença no mercado de capitais brasileiro nos últimos anos, tais como:

1) Incorporações de ações, geralmente na seqüência de uma empresa assumir o controle de outra. Os papéis preferenciais (PN) das empresas cujas ações serão incorporadas são o alvo dileto. Essas operações têm ocorrido em vez de oferta pública para aquisição de ações, que seria o meio mais apropriado, por dar oportunidade de o acionista aceitar ou não o preço oferecido. A incorporação deixa o dono de PN encilhado: ou aceita a relação de troca ou se retira da sociedade a um valor aviltado.

2) Transferências relevantes de ações dentro do mesmo bloco de controle: a concentração do poder de mando tem recebido um tratamento casuístico por parte dos reguladores, que ora impõem, ora eximem os controladores remanescentes de fazer oferta pública por alienação de controle. Um observador atento poderia propor o seguinte desafio: "Indique-me uma única companhia que não tenha mudado completamente seu modus operandi depois de uma operação dessas!" Não há. A única diferença é que algumas fizeram oferta de compra de ações aos minoritários; outras, não.

3) "Aquisições originárias": a companhia aberta A incorpora a B, que pertence ao mesmo grupo controlador da empresa aberta C, que passa a ter o controle de todo o conjunto. A incorporação, por não envolver alienação pecuniária de controle, exime o novo controlador da obrigatoriedade de estender "tag along". Não se contesta a legalidade da operação, mas a legitimidade.

4) Fixação de relações de troca não-paritárias, em detrimento de acionistas detentores de ações sem voto, em operações de reestruturação societária. O objetivo é, por exemplo, unificar as classes de ações ou migrar os acionistas de uma empresa para outra do mesmo grupo.

5) Operações estruturadas, por meio das quais o direito de voto do acionista minoritário é diluído.

6) Ofertas públicas com preços e comissões infladas, num contexto de assimetria de informações e despreparo das companhias.

7) Ofertas públicas precedidas de "empréstimos-pontes" concedidos pelos próprios bancos que coordenarão a abertura de capital. Vinculam-se os recursos da oferta à liquidação desses financiamentos.

8) Custos de distribuições secundárias contabilizados nos resultados das companhias. Atribuem-se a todos os acionistas, indistintamente, encargos que deveriam ser só dos acionistas vendedores (já que o dinheiro vai para o bolso deles, sem transitar pelo caixa da companhia).

A conservação dos avanços e o desenvolvimento futuro do mercado brasileiro de capitais requerem que questões como essas sejam superadas. Para tanto, são necessárias atitudes mais enérgicas e efetivas por parte dos legisladores, reguladores e auto-reguladores. (Colaborou Lucy Sousa, presidente da Apimec-SP)

Reginaldo Alexandre é vice-presidente da Apimec-SP

E-mail: reginaldo.alexandre@apimec sp.com.br

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.



Escrito por SALSFI às 03h31
[] [envie esta mensagem]


 
  
VCP quer 'limpar' balanço da Aracruz

 

Por Vera Saavedra Durão, do Rio -21/10/2008
 


 
A primeira condição da Votorantim Celulose e Papel (VCP) para retomar as negociações de fusão com a Aracruz será "limpar" o prejuízo dos derivativos cambiais, que levaram a um rombo inicial de R$ 1,9 bilhão nas contas da maior empresa de celulose do país. Esse valor já quase dobrou, subindo ontem para R$ 3,4 bilhões, com base no cálculo do câmbio futuro de vencimento dos contratos. "É um aumento exponencial. Quanto mais depreciar o câmbio mais cresce esta sangria", disse uma fonte que acompanha o negócio. "Enquanto a empresa não fechar as posições, a hemorragia não pára."

Neste momento, a Aracruz está negociando com os bancos Credit Suisse, UBS Pactual, Merrill Lynch e Unibanco a extensão de prazo para pagamento das operações conhecidas como "target forward". No resultado do terceiro trimestre, a produtora de celulose teve um prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão, com forte impacto das perdas financeiras líquidas de R$ 2,5 bilhões causadas por operações de derivativos.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou o rating da Aracruz. Foi o segundo rebaixamento em uma semana, o que levou a empresa a perder o grau de investimento. Desta vez, a nota caiu de "Baa3" para "Ba2". Os ratings continuam em revisão para possível rebaixamento.

Para analistas do setor de papel e celulose, a VCP não fala em data para a retomada das negociações de fusão das duas companhias. Hoje, pode-se dizer que as conversas voltaram à estaca zero.

"Os riscos da consolidação aumentaram", disse um analista de banco estrangeiro que não quis ser nomeado. A retomada das conversas passará por uma reavaliação do ativo Aracruz, já que chegou a haver assinatura de contrato com a Arapar, mas não foi feito pagamento algum dos R$ 2,7 bilhões ofertados pela VCP para 28% que o grupo liderado por Erling Lorentzen tem na empresa. Resta saber se vai interessar à Arapar, que vai sair do negócio, vender sua parte por um valor menor.

À época das negociações entre Aracruz e VCP, no início de agosto, quando foi feita a proposta de compra da Arapar por R$ 2,7 bilhões, o recibo de ação da Aracruz valia US$ 50 na Bolsa de Nova York, caindo agora para US$ 36. A VCP vai ter que renegociar com o Lorentzen e o Safra em novos termos, pois não dá mais para se fazer a mesma avaliação de fluxo de caixa da gigante da celulose. Um novo acordo terá que ser feito com base num novo valor presente da Aracruz, segundo os analistas.

Segundo relatório da Moody's, a mudança na classificação reflete o aumento da pressão na liquidez da companhia devido às operações de derivativos. "O balanço do terceiro trimestre, divulgado na sexta-feira, revelou uma exposição a derivativos bastante superior àquela originalmente anunciada", diz. De acordo com a agência, ainda que não possua chamadas de margem, a maioria dos contratos tem liquidação financeira mensal, o que pressionará a Aracruz na medida em que o caixa, de cerca de US$ 594 milhões, seja utilizado para cobrir as liquidações bem como no repagamento de dívidas.



Escrito por SALSFI às 03h23
[] [envie esta mensagem]


 
   O ESCÂNDALO DA ARACRUZ

Previ amplia esforços no caso Aracruz

 

De São Paulo - 21/10/2008
 


 
A Previ, caixa de funcionários do Banco do Brasil, ampliou os esforços para conseguir o percentual necessário de acionistas para pedir a convocação de uma assembléia na Aracruz, a exemplo do que fez na Sadia.

Joilson Ferreira, diretor de participações da fundação, afirmou que também serão chamados os acionistas estrangeiros. Além disso, o fundo de pensão recebeu apoio da Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec) nessa iniciativa.

Edison Garcia, superintendente da Amec, explicou que a entidade conta participantes que administram cerca de R$ 250 bilhões em carteiras de investimento. "Vários associados estão preocupados com essa questão. Estamos alinhados com a Previ." Ele reforçou, porém, que a decisão sobre o que fazer caberá a cada administrador.

Ferreira, da Previ, acredita que até o fim deste mês conseguirão ter organizado um grupo com a participação necessária para pedir a assembléia da Aracruz. "Há algumas formalidades a serem cumpridas, quando se tratam de estrangeiros."

A fundação tem 3,7% do capital total da fabricante de celulose, enquanto a Lei das Sociedades por Ações exige um mínimo de 5% para tal iniciativa.

A legislação também faculta, caso a assembléia não aprove a instalação de uma ação de responsabilidade contra os administradores, que o investidor com essa fatia do capital promova a ação em nome da empresa.

De acordo com o diretor da Previ, esse passo só será avaliado após as assembléias. A expectativa, segundo ele, é que as companhias apresentem explicações e iniciativas sobre o que estão fazendo para melhorar seus processos internos.

No entanto, caso as empresas não forneçam as explicações ou caso o fundo não fique satisfeito com as medidas, aí então outras iniciativas serão avaliadas para garantir transparência e explicações para os fatos.

As companhias já estão se preparando para eventuais ações de investidores e até para investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Aracruz fechou, até o momento, com três escritórios de advocacia.

O ex-presidente da CVM Marcelo Trindade cuidará da defesa dos conselheiros da empresa. José Carlos Osório, do Rio de Janeiro, ficará responsável, exclusivamente, pelo diretor financeiro Isac Zagury, que foi licenciado do cargo desde que as perdas foram anunciadas. Por fim, o escritório Bocater, Camargo, Costa e Silva Advogados ficou responsável por defender a diretoria, com exceção de Zagury.

Após os prejuízos anunciados por Sadia e Aracruz, a Previ fez diversos contatos com os executivos das companhias nas quais possui participação para saber sobre a existência de contratos com derivativos.

Ferreira contou ainda que a Previ irá ampliar o acompanhamento dos trabalhos dos comitês de avaliação de risco e de assessoria técnica do conselho de administração. "Acreditamos muito na eficácia desses órgãos. Mas queremos ver eles funcionando, com pessoas preparadas e reuniões regulares."

Segundo ele, também é preciso que as companhias forneçam as informações e a estrutura necessárias para que esses comitês funcionem adequadamente. "Não adianta ter no estatuto a existência desses comitês, mas quando se procura a ata dos encontros, não se encontra."



Escrito por SALSFI às 03h15
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
HISTÓRICO
 11/09/2016 a 17/09/2016
 06/09/2015 a 12/09/2015
 18/01/2015 a 24/01/2015
 09/11/2014 a 15/11/2014
 26/10/2014 a 01/11/2014
 15/06/2014 a 21/06/2014
 06/04/2014 a 12/04/2014
 02/02/2014 a 08/02/2014
 13/10/2013 a 19/10/2013
 12/05/2013 a 18/05/2013
 21/04/2013 a 27/04/2013
 10/03/2013 a 16/03/2013
 10/02/2013 a 16/02/2013
 25/11/2012 a 01/12/2012
 29/07/2012 a 04/08/2012
 22/07/2012 a 28/07/2012
 08/04/2012 a 14/04/2012
 29/01/2012 a 04/02/2012
 11/09/2011 a 17/09/2011
 04/09/2011 a 10/09/2011
 28/08/2011 a 03/09/2011
 24/07/2011 a 30/07/2011
 10/07/2011 a 16/07/2011
 03/07/2011 a 09/07/2011
 29/05/2011 a 04/06/2011
 08/05/2011 a 14/05/2011
 17/04/2011 a 23/04/2011
 03/04/2011 a 09/04/2011
 27/03/2011 a 02/04/2011
 13/03/2011 a 19/03/2011
 06/03/2011 a 12/03/2011
 20/02/2011 a 26/02/2011
 06/02/2011 a 12/02/2011
 19/12/2010 a 25/12/2010
 05/12/2010 a 11/12/2010
 31/10/2010 a 06/11/2010
 12/09/2010 a 18/09/2010
 22/08/2010 a 28/08/2010
 01/08/2010 a 07/08/2010
 04/07/2010 a 10/07/2010
 27/06/2010 a 03/07/2010
 09/05/2010 a 15/05/2010
 02/05/2010 a 08/05/2010
 18/04/2010 a 24/04/2010
 11/04/2010 a 17/04/2010
 04/04/2010 a 10/04/2010
 28/03/2010 a 03/04/2010
 21/03/2010 a 27/03/2010
 14/03/2010 a 20/03/2010
 31/01/2010 a 06/02/2010
 24/01/2010 a 30/01/2010
 22/11/2009 a 28/11/2009
 25/10/2009 a 31/10/2009
 11/10/2009 a 17/10/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 30/08/2009 a 05/09/2009
 23/08/2009 a 29/08/2009
 16/08/2009 a 22/08/2009
 02/08/2009 a 08/08/2009
 26/07/2009 a 01/08/2009
 07/06/2009 a 13/06/2009
 24/05/2009 a 30/05/2009
 10/05/2009 a 16/05/2009
 03/05/2009 a 09/05/2009
 19/04/2009 a 25/04/2009
 22/03/2009 a 28/03/2009
 15/03/2009 a 21/03/2009
 08/03/2009 a 14/03/2009
 01/03/2009 a 07/03/2009
 22/02/2009 a 28/02/2009
 01/02/2009 a 07/02/2009
 18/01/2009 a 24/01/2009
 11/01/2009 a 17/01/2009
 28/12/2008 a 03/01/2009
 21/12/2008 a 27/12/2008
 14/12/2008 a 20/12/2008
 07/12/2008 a 13/12/2008
 16/11/2008 a 22/11/2008
 09/11/2008 a 15/11/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 26/10/2008 a 01/11/2008
 19/10/2008 a 25/10/2008
 12/10/2008 a 18/10/2008
 05/10/2008 a 11/10/2008
 28/09/2008 a 04/10/2008
 21/09/2008 a 27/09/2008
 14/09/2008 a 20/09/2008
 07/09/2008 a 13/09/2008
 31/08/2008 a 06/09/2008
 24/08/2008 a 30/08/2008
 17/08/2008 a 23/08/2008
 10/08/2008 a 16/08/2008
 03/08/2008 a 09/08/2008
 20/07/2008 a 26/07/2008
 13/07/2008 a 19/07/2008
 06/07/2008 a 12/07/2008
 22/06/2008 a 28/06/2008
 15/06/2008 a 21/06/2008
 08/06/2008 a 14/06/2008
 01/06/2008 a 07/06/2008
 25/05/2008 a 31/05/2008
 20/04/2008 a 26/04/2008
 13/04/2008 a 19/04/2008
 06/04/2008 a 12/04/2008
 30/03/2008 a 05/04/2008
 23/03/2008 a 29/03/2008
 16/03/2008 a 22/03/2008
 09/03/2008 a 15/03/2008
 02/03/2008 a 08/03/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 17/02/2008 a 23/02/2008
 03/02/2008 a 09/02/2008
 20/01/2008 a 26/01/2008
 13/01/2008 a 19/01/2008
 06/01/2008 a 12/01/2008
 30/12/2007 a 05/01/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 09/12/2007 a 15/12/2007
 18/11/2007 a 24/11/2007
 11/11/2007 a 17/11/2007
 04/11/2007 a 10/11/2007
 28/10/2007 a 03/11/2007
 21/10/2007 a 27/10/2007
 14/10/2007 a 20/10/2007
 07/10/2007 a 13/10/2007
 19/08/2007 a 25/08/2007
 12/08/2007 a 18/08/2007
 08/07/2007 a 14/07/2007
 24/06/2007 a 30/06/2007
 10/06/2007 a 16/06/2007
 03/06/2007 a 09/06/2007
 13/05/2007 a 19/05/2007
 06/05/2007 a 12/05/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 25/03/2007 a 31/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 28/01/2007 a 03/02/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 22/10/2006 a 28/10/2006
 15/10/2006 a 21/10/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 01/10/2006 a 07/10/2006
 24/09/2006 a 30/09/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 03/09/2006 a 09/09/2006
 27/08/2006 a 02/09/2006
 20/08/2006 a 26/08/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006
 11/06/2006 a 17/06/2006
 04/06/2006 a 10/06/2006
 28/05/2006 a 03/06/2006
 14/05/2006 a 20/05/2006
 07/05/2006 a 13/05/2006
 23/04/2006 a 29/04/2006
 09/04/2006 a 15/04/2006
 02/04/2006 a 08/04/2006
 05/03/2006 a 11/03/2006
 19/02/2006 a 25/02/2006
 12/02/2006 a 18/02/2006
 29/01/2006 a 04/02/2006
 01/01/2006 a 07/01/2006
 25/12/2005 a 31/12/2005
 18/12/2005 a 24/12/2005
 11/12/2005 a 17/12/2005
 27/11/2005 a 03/12/2005
 20/11/2005 a 26/11/2005
 13/11/2005 a 19/11/2005
 06/11/2005 a 12/11/2005
 30/10/2005 a 05/11/2005
 23/10/2005 a 29/10/2005
 11/09/2005 a 17/09/2005
 04/09/2005 a 10/09/2005
 28/08/2005 a 03/09/2005
 21/08/2005 a 27/08/2005
 14/08/2005 a 20/08/2005
 07/08/2005 a 13/08/2005
 31/07/2005 a 06/08/2005
 24/07/2005 a 30/07/2005
 17/07/2005 a 23/07/2005
 10/07/2005 a 16/07/2005
 03/07/2005 a 09/07/2005
 26/06/2005 a 02/07/2005
 19/06/2005 a 25/06/2005
 29/05/2005 a 04/06/2005
 24/04/2005 a 30/04/2005
 20/03/2005 a 26/03/2005
 13/03/2005 a 19/03/2005
 06/03/2005 a 12/03/2005
 06/02/2005 a 12/02/2005
 23/01/2005 a 29/01/2005
 16/01/2005 a 22/01/2005
 19/12/2004 a 25/12/2004
 28/11/2004 a 04/12/2004
 21/11/2004 a 27/11/2004
 14/11/2004 a 20/11/2004
 07/11/2004 a 13/11/2004
 31/10/2004 a 06/11/2004
 17/10/2004 a 23/10/2004
 10/10/2004 a 16/10/2004



OUTROS SITES
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 ARTIGOS ECONÔMICOS
 CRÔNICAS E ARTIGOS


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!