SALSIFI INVESTMENTS
  

FACTBOX-Mines and plants hurt by low prices, high costs

Thu Oct 16, 2008 9:27am EDT
 

Oil drops 6 percent on demand and rising U.S. inventories

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Oct 16 (Reuters) - The global financial crisis and sharp falls in metals prices have forced several companies to abandon or put on hold their plans to bring new mines on-stream.

Some existing producers have also shut down or curtailed their output at mines and plants as high costs and low prices bite. Below are details of the major projects and facilities which have been affected in recent months, as well as other related news.

 

Oct 16 - Several of Indonesia's small tin smelters stopped production at the end of September and are likely to stay shut for the rest of this year because of the drop in tin prices, industry officials said.

 

Oct 15 - Aluminium producer Rio Tinto Alcan (RIO.L: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) (RIO.AX: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) said it plans minor production cutbacks at two or three higher-cost smelters due to weak prices. While the company trims some higher cost output it is also increasing production at some lower cost smelters.

 

Oct 15 - China's Chalco (2600.HK: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) (601600.SS: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) is shutting a further 1 million tonnes of production at its Shandong alumina refinery, a company source said. The move comes on top of an earlier 300,000 tonnes cutback. Earlier in the week, refinery sources said high-cost capacity in China was cutting back as prices fell.

Oct 14 - A $10.6 billion aluminium joint venture between Rio Tinto and Saudi Arabian Mining Co 1211.SE (Maaden) is under review because of the global financial crisis, a Maaden executive said. He declined to give a timeframe for decisions on the plant.  Continued...



Escrito por SALSFI às 17h32
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Hedge tóxico
Antonio Delfim Netto
14/10/2008
 

 
Um importante problema, até então encoberto, mas duramente sentido pelas empresas exportadoras brasileiras, foi finalmente trazido à luz do dia, em 8 de outubro, no excelente trabalho dos competentes jornalistas do Valor Econômico Cristiane Lucchesi, Raquel Balarin, Graziela Valenti e Cristiano Romero. Há pouca coisa a acrescentar ao que foi dito. Dada a gravidade do problema e suas conseqüências sobre a taxa cambial, sobre as finanças das empresas exportadoras e, no final, sobre o volume futuro de nossas exportações, talvez valha à pena insistir no assunto. Sua solução envolverá, certamente, um papel mais ativo (e mais agressivo!) das autoridades monetárias, que até poucos dias fingiam ignorar o que estava acontecendo.

A grave ameaça paira sobre empresas exportadoras que, para se cobrirem (com operações de hedge) das variações da taxa de câmbio, deixaram-se seduzir por notáveis "alquimomalabaristas": os mesmos conhecidos bancos de investimentos estrangeiros, alguns felizmente já consumidos na sua própria esperteza... Trata-se de um exótico e especioso contrato de hedge, cujas cláusulas principais são as seguintes: 1) estabelece um valor-nocional para a operação (por exemplo, US$ 15 milhões); 2) estabelece um valor-referência ("strike") da taxa de câmbio; 3) estabelece um prazo (de um a dois anos) de vigência e; 4) há um acerto mensal de contas. Se o dólar à vista ("spot") no mês for cotado abaixo do valor de referência, a empresa é creditada pela diferença. Como se protege o banco? Se suas perdas acumuladas atingirem um percentual (digamos 20%) do valor-nocional (no caso US$ 3 milhões), o contrato é automaticamente desfeito.

A assimetria inacreditável do hedge tóxico, que beira à imoralidade, é a seguinte: se o valor do dólar for maior do que o de referência, a diferença é geralmente multiplicada por dois. Não há trava das perdas e o contrato tem que ser executado até o final. Adicionalmente, durante 12 meses, por exemplo, a avaliação mensal se dá entre um dólar "spot" que flutua, versus um dólar referência nominal, cuja diferença favorável ao banco é multiplicada por dois, o que torna muito difícil a empresa sair da operação. Mesmo que o contrato permita a saída através do próprio banco, a perda para o cliente é expressiva e inevitável, dada a estrutura e o prazo da operação.

Para se ter idéia dos riscos que isso significa, suponhamos um contrato com as características acima e cujo valor de referência seja uma taxa de câmbio de R$ 1,65 /dólar. Qual o risco máximo do banco com um dólar à vista de R$ 1,50 /dólar? O valor-nocional é de US$ 15 milhões e 20% dele significa US$ 3 milhões, que, à taxa de R$ 1,50, seriam R$ 4,5 milhões que, quando atingidos, desfariam o contrato.

Suponhamos agora que o contrato tenha ainda a duração de um ano. Qual seria o prejuízo para a empresa exportadora que procurava um hedge para proteger-se? Depende da taxa de câmbio ao fim de cada mês. Seja ela constante, por exemplo, de R$ 2/dólar. Ao se proceder à avaliação mensal, comparando com um dólar-referência ("strike") de R$ 1,65 /dólar (que hoje parece baixo, mas os contratos foram feitos, na sua maioria, quando o dólar estava ao redor de R$ 1,60), o prejuízo acumulado no ano seria da ordem de R$ 126 milhões (US$ 15 milhões x (R$ 2,00 - R$ 1,65) x 2 x 12), porque o "mico", chamado de "hedge exótico", não pode ser desfeito antes do encerramento do prazo do contrato. E mesmo que o fosse, a perda futura deve ser paga à vista. O hedge do exemplo acima parece ser de US$ 15 milhões. Ao se multiplicar por 12 e por 2, chega ao absurdo de US$ 360 milhões de exposição. Há, portanto, uma perda de R$ 3,6 milhões para cada centavo de desvalorização do real, numa suposta operação de US$ 15 milhões de proteção!

A assimetria do contrato é tão leonina que, provavelmente, não sobreviverá nos tribunais. Mas isso terá um custo "moral" (e financeiro!) para as empresas que procurarem a proteção do seu patrimônio em ações judiciais, cujas soluções levarão anos. Enquanto estas não forem resolvidas, terão de registrar o passivo contingente em seus balanços, com graves prejuízos para o seu crédito e o desenvolvimento de seus negócios. A melhor e mais rápida solução será uma ação conciliadora e persuasiva da autoridade monetária, que leve os bancos a aceitarem uma saída honesta das empresas do hedge exótico, calibrando lucros e prejuízos razoáveis para as duas partes.

O que se deve perguntar é como uma coisa tão absurda pôde acontecer? A resposta é que se trata de uma combinação trágica:

1) da fértil criação de inovações pelos bancos de investimento, o que, se por um lado, é fator de estímulo ao financiamento das atividades econômicas e à cobertura de riscos, o que acelera o desenvolvimento, por outro (quando libertos da regulação institucional e de obrigações morais) acaba criando crises sistêmicas que atingem o setor real ao qual deveriam estar a serviço;

2) da crença ingênua dos departamentos financeiros das empresas nas "previsões" do mercado. Isso é surpreendente, uma vez que eles mesmos (com meros palpites!) ajudam a formá-la e, depois, acreditam nelas quando as lêem no Boletim Focus do Banco Central. Como deveria ser evidente, são "previsões" incestuosas. Não prevêem: apenas vão se ajustando ao desenrolar dos fatos; e

3) ao imenso descuido da famosa "governança corporativa". Quando tudo parece estar "bombando", ela não vê a necessidade de ter responsável, competente e "on time" auditoria externa para fiscalizar a qualidade das operações de sua tesouraria.

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

E-mail contatodelfimnetto@terra.com.br



Escrito por SALSFI às 02h47
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Vale anuncia proposta de programa de recompra de ações

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008 22:16
De:
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Para:
"SALVADOR SÍCOLI FILHO"

Vale anuncia proposta de programa de recompra de ações

 

Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2008 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) informa que os acionistas da Valepar S.A. (Valepar), acionista controladora da Vale, aprovaram hoje a proposta da Diretoria Executiva da Vale de criar um programa de recompra de ações de emissão da Vale pelo prazo máximo de 360 dias, envolvendo até 69.944.380 ações ordinárias e até 169.210.249 ações preferenciais, correspondentes respectivamente a 5,5% e 8,5% do número total de ações de cada classe em circulação ("free float") com base na posição acionária de 30 de setembro de 2008.

 

Esta proposta será submetida para aprovação do Conselho de Administração da Vale em reunião a ser realizada no dia 16 de outubro de 2008. O programa de recompra de ações somente poderá ter início no dia 27 de outubro de 2008, ao término do período de vedação a negociações ("blackout period"), em observância ao que dispõem a Instrução CVM 358 e a Política de Negociação de Valores Mobiliários de emissão da Vale.

 

O programa obedece rigorosamente à legislação brasileira em vigor e a aquisição das ações será realizada em bolsa de valores a preços de mercado através das seguintes instituições financeiras:

 

·         Bradesco S.A. CTVM - Avenida Ipiranga 282 - São Paulo (SP)

·         Itaú CV - Av. Doutor Hugo Beolchi 900, 15º andar - São Paulo (SP)

·         Agora-Senior CTVM S.A. - Praia de Botafogo 300, 6º andar - Rio de Janeiro (RJ)

·         Fator S.A.  CV - Rua Doutor Renato Paes de Barros 1.017 - 11º e 12º andares - São Paulo (SP)

·         Credit Suisse Hedging-Griffo CV S.A. - Av. Presidente Juscelino Kubitschek 1.830, 6º e 7º andares - São Paulo (SP)

·         Magliano S.A. CCVM - Rua Bela Cintra 986, 2º andar - São Paulo (SP)

 

O objetivo é a utilização do caixa, tendo em vista os múltiplos de mercado observados nas últimas semanas, maximizando valor para os acionistas.



Escrito por SALSFI às 07h25
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Vale aprova novos projetos de bauxita e alumina

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008 18:13
De:
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Para:
"SALVADOR SÍCOLI FILHO"

Vale aprova novos projetos de bauxita e alumina

 

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2008 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) informa que o Conselho de Administração aprovou os investimentos no projeto de construção de uma refinaria de alumina, Companhia de Alumina do Pará (doravante "CAP"), e na expansão de capacidade da mina de bauxita de Paragominas (Paragominas III), ambas situadas no estado do Pará, Brasil.

 

A CAP será responsável pela implantação e operação de uma refinaria de alumina, localizada em Barcarena, localizando-se a 5 km de distância da refinaria de nossa subsidiária Alunorte. A CAP terá como acionistas a Vale, com 80% do capital, e a Hydro Aluminium (Hydro), com os restantes 20%. A Hydro é empresa baseada na Noruega, se constituindo numa das maiores produtoras mundiais de alumínio e produtos derivados.   

 

A capacidade inicial de produção da refinaria será de 1,86 milhão de toneladas anuais (Mtpa) de alumina, através de duas linhas de 930 mil toneladas anuais.  A nova refinaria terá potencial para aumentos futuros de capacidade, a qual poderá atingir até 7,4 Mtpa.

 

O valor do investimento na primeira fase da CAP é estimado em US$ 2,2 bilhões. O cronograma do projeto prevê início da construção para outubro de 2008 e de produção para o primeiro semestre de 2011.  

 

Paragominas III fornecerá a bauxita consumida pela CAP.  O investimento está estimado em US$ 487 milhões e resultará na ampliação da capacidade de nossa mina de Paragominas de 9,9 para 14,85 Mtpa.  Paragominas III deverá entrar em operação simultaneamente ao primeiro módulo da CAP, no primeiro semestre de 2011.

 

Na fase de implantação, prevê-se que os dois projetos gerem 9.000 empregos no pico da construção e, quando concluídos, sua operação será responsável por 847 empregos diretos e 690 empregos indiretos.

 

Estes projetos são consistentes com a estratégia de negócios da Vale para o alumínio, cujo foco é no crescimento orgânico de ativos no "upstream" da cadeia produtiva, baseado no aproveitamento de suas reservas de bauxita de alta qualidade e na capacidade de produção de alumina a custos extremamente competitivos no mercado global.



Escrito por SALSFI às 07h20
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Aracruz prepara-se para batalha judicial
De São Paulo
15/10/2008
 

 
A Aracruz está armando uma estrutura de advogados para defender seus administradores de possíveis ações de responsabilidade civil pelos prejuízos causados com operações de derivativos.

O ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Marcelo Trindade, que esteve à frente da autarquia até julho de 2007, e José Carlos Osório já estariam definidos para o time. No entanto, a empresa ainda está em busca de outros escritórios para completar essa equipe de defesa.

A idéia é que cada escritório cuide de uma frente - conselho, executivos, comitês e do diretor financeiro Isac Zagury, que está afastado do cargo desde que a companhia expôs ao mercado seu problema.

A companhia informou que, ao fim de setembro, o ajuste a valor de mercado das posições de contratos futuros de dólar tinham um impacto negativo de R$ 1,95 bilhão.

Desde que a fabricante de celulose divulgou ao mercado o problema com os derivativos, os analistas têm cobrado mais informações. A companhia não divulgou, por exemplo, a partir de qual cotação de dólar é que os contratos passaram a trazer a perda. Além disso, disse que decidiu fazer uma posição em dólar, a uma taxa média de R$ 1,91, num total de US$ 538 milhões, sem explicar se essa transação cobre toda a operação perdedora, entre outros esclarecimentos.

A Aracruz divulga o balanço do terceiro trimestre na sexta-feira, com os detalhes da operação com derivativos. "A nota explicativa é enorme", informa uma fonte que teve acesso ao documento. Também são esperadas mais informações sobre o andamento da compra do controle pela Votorantim Celulose e Papel (VCP). (GV)



Escrito por SALSFI às 01h39
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Anúncio de recompra não segura ações da Vale
Por Vera Saavedra Durão, do Rio15/10/2008
 
 
A proposta da diretoria-executiva da Vale para recomprar suas ações foi aprovada pela Valepar, que abriga o bloco de controladores da empresa, e será submetida ao conselho dia 16 de outubro. Se acatada, a recompra inicia dia 27. O programa prevê prazo de um ano para a aquisição de 69,9 milhões de ações ordinárias e até 169,2 milhões de preferenciais, o correspondentes a 5,5% do capital votante e 8,5% de PNs, em circulação no mercado.

O comunicado da Vale não foi suficiente para segurar suas ações, que voltaram a cair nas bolsas, à exceção das preferenciais (PNAs) negociadas na BM&FBovespa. Esses papéis subiram 0,87%, fechando a R$ 27,70, enquanto as ordinárias recuaram 1,59%, para R$ 31,49. Os ADRs de ordinárias, negociados em Nova York, sofreram declínio de 5,62% cotadas a US$ 14,62 e os ADRs de preferenciais caíram 3,07%, para US$ 13,26.

Para o banco Credit Suisse a operação de recompra é positiva. "A direção da Vale enviou um forte sinal ao mercado de que seus papéis estão subavaliados", interpretaram os analistas do banco suíço Roger Downey, Ivan Fadel e Leonardo Correa em relatório. Eles calculam que a Vale deve gastar US$ 3,3 bilhões de seu caixa para financiar a operação. O que equivale a uma pequena soma correspondente a cerca de 4% do valor de mercado da companhia, atualmente de US$ 72,2 bilhões, segundo o Credit. Nos últimos cinco meses, a Vale perdeu US$ 100 bilhões em valor de mercado.

Para o Credit, a mineradora tem flexibilidade de caixa suficiente para financiar seu programa de crescimento orgânico e até para perseguir aquisições se considerar oportunidades neste cenário de escassez de crédito. No momento, os ativos de mineração estão com valor de mercado muito baixos, como a suíça Xstrata, avaliada ontem em US$ 12,8 bilhões no site do Google Finance. Em janeiro, a Vale chegou a fazer uma oferta de quase US$ 90 bilhões pela empresa.

Segundo Pedro Galdi, analista da corretora SLW, a Vale dispõe de US$ 12 bilhões captados na oferta de ações feita no início do segundo semestre, dos quais 40% são atrelados ao dólar. "O efeito é contábil, mas terá impacto positivo sobre o Lajida e o resultado financeiro do balanço da Vale", diz Galdi. O balanço da Vale do terceiro trimestre será divulgado dia 23. As prévias deste resultado feitas por bancos de investimento apontam para um lucro de US$ 2,7 bilhões e Lajida de US$ 7,1 bilhões, com margem Lajida de 60,2%. Para o ano, as projeções do Credit são de um lucro de US$ 16,1 bilhões ante US$ 11,8 bilhões no ano passado e um Lajida de US$ 23,8 bilhões, com receita de US$ 41,3 bilhões.

As expectativas de fontes do setor de mineração apontam o minério de ferro como o grande sustentáculo do resultado recorde da Vale em 2008, pois além do reajuste na média de 70% , a companhia deverá também somar o reajuste residual de 12% que vem fechando com usinas japonesas e coreanas. No caso das chinesas, algumas cederam à Vale, mas ainda há queda-de-braço com grandes usinas.

 

A incógnita é 2009. Atualmente, os analistas do Credit e do Goldman Sachs avaliam que as ações da companhia embutem uma queda do preço do minério em 2009 entre 40% e 50%. O fato está atrelado ao medo da recessão mundial e da redução da atividade na China. A aversão à instabilidade das commodities tomou conta dos investidores e a Vale, nesta hora, não é vista como a maior mineradora de minério de ferro do mundo, mas como a mineradora com maior exposição ao mercado chinês.



Escrito por SALSFI às 01h33
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Pregão volta a olhar para as perdedoras

 

Daniele Camba15/10/2008
 


 
Desde o fim de setembro, quando a Sadia divulgou perdas significativas com operações de câmbio com derivativos, os investidores preferiam manter uma boa distância das ações de companhias que também tiveram prejuízos semelhantes. Agora, passado o primeiro susto, eles voltam a olhar para tais papéis até pelas gigantescas perdas que já tiveram em tão pouco tempo. Essa procura foi bastante percebida no pregão de ontem. As ações da Sadia e Aracruz, as duas que já reconheceram as perdas, estão entre as maiores altas do pregão de ontem. O mesmo aconteceu com os papéis da Votorantim Celulose e Papel (VCP). O Grupo Votorantim anunciou prejuízos de R$ 2,2 bilhões com essas operações.

As preferenciais (PN, sem direito a voto) série B da Aracruz subiram ontem 15,33% ante uma alta de 1,81% do Índice Bovespa. Já as PN da VCP se valorizaram 13,98% e as PN da Sadia, 13,61%. As altas dos três papéis foram as maiores do Ibovespa ontem. Os analistas atribuem esses bons desempenhos a alguns motivos. Entre eles, o fato de essas ações terem caído muito desde que o mercado soube das estripulias que essas companhias fizeram com derivativos de câmbio. Para se ter idéia, mesmo com a alta de ontem, as PNB da Aracruz registram uma queda de 68,54% no ano. Já as PN da VCP acumulam perdas de 59,41% e as da Sadia de 43,20%.

O raciocínio para as compras é que, apesar das perdas com derivativos, essas companhias continuam tendo bons fundamentos na parte operacional. Portanto, as quedas das ações podem ter aberto uma oportunidade de investimento de longo prazo. "Essas companhias não têm mais o ônus da desconfiança pois já divulgaram suas perdas, além disso, possuem um bom histórico como líderes nos setores em que atuam; essa deve ser a forma de pensar dos investidores", diz o gerente de pessoa física da Corretora Gradual, Evandro Campos. Ele lembra, no entanto, que o mercado continua com a pulga atrás da orelha na expectativa de que outras empresas ainda tenham perdas com operações semelhantes para divulgar ao mercado.

Alguns analistas acreditam que os investidores podem estar com a esperança de que as companhias entrem na Justiça contra os bancos que venderam tais operações, com o argumento de que não sabiam o risco que estavam correndo. Um desses analistas acha pouco provável as empresas ganharem possíveis disputas pois os contratos firmados com as instituições financeiras são bastante claros com relação aos riscos e as chances de perdas nesses negócios no mercado futuro.

O fato de essas companhias serem consideradas defensivas num cenário de desaceleração econômica mundial também estimulou os investidores a voltarem a dar atenção para tais papéis. "Como são empresas com baixos custos de produção e extremamente competitivas quando comparadas com concorrentes internacionais, geralmente são as que menos sofrem num momento de retração da atividade econômica global", diz o sócio da Pólo Capital Marcos Duarte. Ele acredita que até podem existir outras empresas com perdas em derivativos de dólar, mas que "os grandes corpos já apareceram boiando e os próximos serão bem mais modestos", ilustra Duarte.

Outros analistas têm explicações bem mais simples e nem tão positivas para a recuperação dessas ações. "O mercado tem memória curta e já nem lembra mais da dor-de-cabeça que essas operações trouxeram aos investidores", diz o estrategista de renda variável para pessoa física da Itaú Corretora, Fábio Anderaos de Araújo. Ele acredita que é bastante arriscado investir nas ações tanto da Sadia quanto da Aracruz e cada uma por um motivo. No caso da Sadia, pela falta de governança corporativa e pelo efeito negativo da recente alta do dólar sobre parte da sua dívida em dólar. Já no caso da Aracruz, pela expectativa de uma tendência de queda dos preços da celulose a partir deste trimestre.

O Ibovespa fechou ontem em alta de 1,81% aos 41.569 pontos, descolando dos índices americanos que fecharam em queda.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

E-mail: daniele.camba@valor.com.br



Escrito por SALSFI às 01h28
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Grupo Votorantim perde R$ 2,2 bilhões ao liquidar exposição cambial
Valor Online
10/10/2008 11:24
 

 
O Grupo Votorantim acaba de divulgar nota oficial informando que teve perdas de R$ 2,2 bilhões com operações de swap com verificação em dólar. O grupo ressalta que sua exposição cambial nessas operações foi " totalmente eliminada " .

A Votorantim destaca ainda que a geração de caixa do grupo foi de R$ 8,1 bilhões em 2007 e está estimada em R$ 8,4 bilhões para este ano. Para a receita líquida a empresa projeta fechar 2008 com R$ 34 bilhões, uma alta de 10% sobre os R$ 30,9 bilhões do ano passado.

A empresa diz ainda que sua relação entre dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) é de 2,4 vzes e que o caixa disponível é de aproximadamente R$ 10

bilhões.

Além do Grupo Votorantim, a Sadia e a Aracruz revelaram perdas substancias com derivativos de câmbio. A empresa de alimentos perdeu R$ 760 milhões com a liquidação da sua exposição e a fabricante de celulose revelou que tinha uma perda não realizada de R$ 1,95 bilhão ao final de setembro.

(Valor Online)



Escrito por SALSFI às 01h41
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Minoritário pode mover ação contra administrador

 

Graziella Valenti e Silvia Fregoni, de São Paulo
14/10/2008
 

 
De quem é a culpa quando não se encontram os culpados? Essa é a pergunta para a qual boa parte do mercado de capitais busca resposta quando o assunto são as perdas sofridas pela Sadia e pela Aracruz com apostas de risco em derivativos cambiais. A dúvida não é exclusivamente brasileira. No México, três companhias tradicionais sofreram prejuízos semelhantes: Comerci, Gruma e Grupo Bimbo.
Magdalena Gutierrez / Valor
Carneiro Queiroz, do Mattos Filho: cabe à CVM avaliar qualidade da informação

Os diretores das empresas brasileiras foram afastados: Adriano Ferreira e Isac Zagury, respectivamente. O que todos pensam, mas ninguém quer dizer é que eles dificilmente fizeram sozinhos operações de tal porte. A Sadia perdeu R$ 760 milhões e a Aracruz avalia em R$ 1,95 bilhão os prejuízos potenciais, embora não os tenha realizado de fato.

Após as perdas, há uma correria em busca de culpados. Responsáveis, afinal, todos eram. Assim, o questionamento pode atingir desde a diretoria, até o conselho de administração e também os comitês técnicos. Mas o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários Luiz Leonardo Cantidiano explica que só cabe indenização à empresa quando o administrador causar prejuízo, dentro de suas atribuições, com culpa ou dolo.

O que poucos sabem é que os acionistas podem, ainda que minoritários, promover uma ação de responsabilidade civil contra os administradores que causaram prejuízos à companhia, em busca de ressarcimento das perdas para a empresa, não para si. Assim, a Justiça poderá decidir de quem é a responsabilidade.

A Lei das Sociedades por Ações prevê, no artigo 159, que a ação de responsabilidade civil pode ser apresentada pela empresa contra os administradores. O assunto deve ser deliberado em assembléia.

É o que a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, busca na Sadia, companhia na qual detém 8,6% do capital total - a maior parte em ações preferenciais. O fundo de pensão enviou carta à empresa na quarta-feira com esse pedido. A Sadia têm oito dias para atender.

A fundação, a maior do país, também quer adotar a mesma iniciativa na Aracruz. Porém, na empresa, não detém o mínimo previsto pela legislação para essa iniciativa - 5% do capital total. A Previ tem 3% da empresa de papel e celulose e, por isso, está em busca de parceiros para sua iniciativa.

A gestora de recursos carioca Pólo Capital tem uma fatia pequena da Aracruz e apóia o movimento, organizado na forma de carta a diversos acionistas. "Concordamos com qualquer iniciativa que tenha por objetivo discutir e esclarecer os acontecimentos. Acredito que a assembléia é fórum adequado para isso", afirmou Marcos Duarte, sócio e gestor da Pólo.

Mas caso a Previ consiga convocar assembléia, mas não consiga aprovar a ação contra os administradores - de ambas as empresas - poderá ela mesma, sozinha ou em grupo, promover a ação. A iniciativa pode ser adotada pela Previ ou por qualquer outro acionista. A expectativa é que mesmo que o tema seja levado à assembléia as companhias não aprovem. Isso porque tanto Sadia como Aracruz possuem o controle concentrado, com ampla maioria das ações votantes (ordinárias) em poder de um grupo controlador.

Edison Garcia, advogado e superintendente da Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec), explica que as penas, em casos como esses, têm dois objetivos: o primeiro é o ressarcimento das perdas e o segundo é a função pedagógica para deixar evidente que gestões negligentes serão penalizadas. "É importante que outros vejam a reprimenda." Como as perdas são elevadas, é difícil imaginar que pessoas físicas (os administradores) possam compensá-las. Ficará, assim, a lição.

O que está em discussão é quem responde, internamente, quando as políticas de risco são desrespeitadas, especialmente, tratando-se de empresas listadas na Bolsa de Nova York e que seguiam a lei Sarbanes-Oxley , que, inclusive, exige auditoria nos controles internos.

O ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Francisco da Costa e Silva explica ainda que, conforme o artigo 160 da Lei das S.A., a responsabilidade atribuída aos administradores se estende a quaisquer órgãos de gestão previstos em estatuto, como comitês de gestão de risco e de auditoria. Segundo a lei, esse entendimento vale tanto para órgãos com funções técnicas como de aconselhamento.

Em entrevista recente ao Valor, o diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcos Pinto, afirmou que o auditor é responsável por garantir que os riscos estejam bem relatados ao mercado. Assim, as firmas de auditoria também podem ter seus papéis avaliados, embora Pinto não tenha comentado nenhum dos casos recentes, especificamente.

Para José Eduardo Carneiro Queiroz, do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, se houve problema na qualidade da informação divulgada pelas companhias, a respeito dos riscos, cabe à CVM investigar o assunto e, eventualmente, fazer exigências ou punições.

Enquanto não se encontram os culpados internamente, as empresas pensam em como processar os bancos, por venderem produtos tão arriscados, como já sinalizou Luiz Fernando Furlan, ao reassumir a presidência do conselho da Sadia. "Será que bancos também processariam empresas se elas tivessem ganhado muito dinheiro com os produtos oferecidos", pergunta Cantidiano.

Queiroz, do Mattos Filho, acredita que é muito difícil uma companhia conseguir sucesso ao processar um banco, em caso semelhante. "Os contratos são feitos entre bancos e grandes empresas, que sabem o que fazem. Desde que as operações reflitam as condições do contrato, não há o que se questionar judicialmente." Para ele, não cabe a alegação da companhia de que não entendeu a operação, diferentemente de uma pessoa física, que poderia recorrer ao Código de Defesa do Consumidor.



Escrito por SALSFI às 01h33
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Lembranças do New Deal
Luiz Gonzaga Belluzzo
14/10/2008
 

 
"O restabelecimento da confiança do público nos bancos privados do país é um dos mais animadores resultados de nossos esforços como nação. Todos sabem que o sistema bancário privado só existe em virtude da permissão e da regulamentação do povo, exercidas através de seu governo. A sabedoria política, no entanto, exige que os bancos não apenas sejam seguros, mas que seus recursos sejam plenamente utilizados na vida econômica do país. Com essa finalidade, vinte anos atrás, o governo assumiu a responsabilidade de prover os meios necessários para que o crédito fosse controlado, não por poucos bancos privados, mas por um corpo com prestígio e autoridade pública. A resposta a essa exigência é o Federal Reserve System." - Franklin Delano Roosevelt, 1935

A eleição presidencial americana de 1932 foi disputada no momento em que a depressão econômica atingia seu nadir. Entre 1929 e 1932, a renda nacional havia caído 38%, regredindo para o nível de 1922. O desemprego avançou celeremente e jogou na rua 12 (possivelmente 15) milhões de pessoas. O declínio da renda e a retração aguda do consumo fizeram eco à dramática contração dos gastos de investimento das empresas e à desastrada política fiscal e monetária da administração republicana. Foi generalizada a bancarrota na indústria e na agricultura, e o colapso dos preços tornou insuportável para o setor produtivo a carga financeira do endividamento contraído nos anos de euforia. O sistema bancário veio abaixo com grande estrondo, cujos decibéis podem ser avaliados pela falência de 5 mil instituições.

Disputavam o voto popular o então presidente Hoover, republicano, e o democrata Franklin Delano Roosevelt. A campanha republicana insistia nas causas externas da depressão e seu candidato prometia como remédio o fortalecimento do dólar nos marcos do padrão ouro ("The dollar should ring true on every counter in the world"). Roosevelt assinalava as causas internas do desastre econômico e prometia um novo pacto social para a América, capaz de incluir, especialmente, "os que estavam esquecidos no fundo da pirâmide econômica".

Roosevelt assumiu a presidência em março de 1933 e proclamou em seu discurso inaugural que "a única coisa de que devemos ter medo é do próprio medo". Não se pode dizer - nem mesmo os que avaliam idilicamente a experiência social e econômica do New Deal - que aqueles tempos foram de coerência e firmeza. Também não se pode negar que foram tempos de coragem e grandeza.

O presidente Roosevelt, eleito segundo as regras de clientela do sistema político americano, foi, no entanto, capaz de articular o movimento de grupos sociais heterogêneos em uma grande coalizão progressista. Caminhou, nem sempre em linha reta, mas com persistência, na busca da recuperação econômica através da reconstituição dos níveis de rentabilidade das empresas e dos rendimentos da massa assalariada.

Nos famosos "Cem Dias" de 1933, foram rapidamente inaugurados programas de emergência para os desempregados, mediante assistência direta e garantia de renda mínima. Estes programas evoluíram nos anos posteriores, com a criação da Work Projects Administration, em 1935, concebida para um amplo esforço de reabsorção do desemprego apoiado em obras públicas. Harry Hopkins, idealizador e responsável pela execução do programa da WPA, tinha como princípio básico o seguinte lema: "A fome não se discute".

A débâcle financeira foi enfrentada com o Emergency Bank Bill de 9 de março de 1933 e pelo Glass-Steagall Act de junho do mesmo ano. Esses dois instrumentos legais permitiram um maior controle do Federal Reserve sobre o sistema bancário, facilitando o refinanciamento dos débitos das empresas, sobretudo da imensa massa de dívidas dos agricultores, e promovendo uma profunda reestruturação do sistema bancário. Isto significou uma forte centralização da intervenção do Estado sobre os bancos privados e garantias mínimas para os depositantes, medidas indispensáveis para a execução de uma política de liquidez e de direcionamento do crédito, em benefício da recuperação econômica.

Tomadas estas medidas de emergência relativas ao desemprego e à desordem financeira, o governo constitui a National Recovery Administration - órgão encarregado do planejamento industrial - e a Agricultural Adjustment Administration, incumbido de executar a política de preços, estoques e comercialização dos produtos agrícolas.

Muitos anos depois, os debates sobre a experiência do New Deal concentram-se sobre o êxito limitado do programa. Os críticos sublinham a debilidade da recuperação (que só ganha sustentação com a mobilização bélica) e o constante ziguezague da política econômica. Poucos consideram as conseqüências políticas e sociais da verdadeira "revolução democrática" que contrastava fortemente com a tragédia vivida pela Europa continental, com a ascensão do nazi-fascismo.

Karl Polanyi, em sua obra a "Grande Transformação", escreveu sobre esse momento da história. Ele mostrou como a revolta contra o despotismo do "econômico" poderia se revelar tão brutal quanto os males que a economia destravada impunham à sociedade. O avanço do coletivismo, Polanyi conclui, não era uma patologia ou uma conspiração irracional de classes ou grupos, mas sim o resultado da degeneração dos nexos mercantis. O desamparo entregou os indivíduos livres à desesperada busca do führer opressor.

Com o colapso dos mecanismos econômicos, a superpolitização das relações sociais tornou-se inevitável. O despotismo da mão invisível teria de ser substituído pela tirania visível do chefe. A vida política foi surrupiada pelas polícias da vida que invadiram todas as esferas da convivência, como se fossem suspeitas quaisquer formas de espontaneidade.

O New Deal demonstrou que era possível governar o ciclo econômico num ambiente de liberdade e de conquistas sociais. Só ação coletiva empreendida através do Estado democrático impediu o mergulho da sociedade americana no desconhecido. Seria difícil imaginar o destino das economias capitalistas, sem que a mão visível do Estado as tivesse protegido do autoflagelo da mão invisível do mercado. Somente a substituição dos mecanismos "automáticos" do mercado pela ação consciente do Estado foi capaz de evitar a desordem social e o avanço do totalitarismo à esquerda e à direita. O Estado regulou as relações econômicas fundamentais e o New Deal preparou o imaginário das sociedades para a defesa da democracia no embate com o nazi-facismo e para a reorganização econômica social e política que orientou o estrondoso sucesso do capitalismo do pós-guerra.

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, escreve mensalmente às terças-feiras. E-mail: BelluzzoP@aol.com



Escrito por SALSFI às 01h16
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Os riscos que se escolhe e aqueles que são inevitáveis
Paulo Corchaki
14/10/2008

 

 
Esperamos sofrer as perdas para enfrentá-las ou dirimimos riscos de forma preventiva para mitigá-los? Na gestão de patrimônio, a questão da perpetuidade é vital. E, por isso, tratar das questões familiares com precisão deve ser levado em consideração como o ponto de partida para a administração de ativos da melhor forma.

Questões familiares englobam casamento, regime de comunhão, filhos naturais e adotivos, "agregados" ou "escolhidos" (genros, noras, cunhados, cunhadas), irmãos, primos, sociedade empresarial, acordos de acionistas e outras formas de relacionamento. Ao gerir grandes fortunas, a ordem é "queremos continuar ricos"! Somos "mind-set" para preservação e crescimento de riqueza, mas nunca para delapidação. Porém, o que denota a história é que o velho ditado "avô rico, filho nobre, neto pobre" é vencedor.

Ao examinar a lista Forbes das 400 grandes fortunas americanas pelo período de 20 anos nota-se que apenas 10% dos nomes em média permanecem lá. E a razão disso está na maioria das vezes baseada na falta de planejamento. O que se deve ter em mente é que há diferentes riscos envolvidos na gestão do patrimônio, os que se "escolhe" e os que não se "evita". Na classe dos "escolhidos", está a relação risco-retorno e o apetite de tomada de risco para alavancagem e crescimento do capital. Já na classe dos "inevitáveis" estão os riscos inerentes ao seu cotidiano, quem você é, qual a atividade da sua família, onde você vive, causas de força maior, atos de terrorismo e outros. Geralmente, os riscos escolhidos são mensuráveis e os inevitáveis não.

O grande truque para a preservação de capital e perpetuidade de patrimônio entre gerações está na percepção dos riscos inevitáveis, de forma a fazer com que eles percam a sua invisibilidade e assegurem um bom caminho para a transmissão de valores e comportamentos, bem como a mudança cultural ou a transformação daqueles comportamentos para que o patrimônio se perpetue ao longo do tempo.

O que acontece na maioria das vezes é que as pessoas reagem negativamente ao tratar de aspectos familiares e de riscos inevitáveis por eles estarem principalmente ligados a aspectos emocionais, além de materiais. E isso se tornou um tabu. Em contrapartida, com a tomada de importância do assunto governança familiar e corporativa, relações de maior transparência já são facilmente notadas, desejadas e até mesmo exigidas. A criação de regras claras de gestão, utilização, distribuição e investimento de ativos de diferentes naturezas, bem como de regras de convívio - regime de casamento, participação de agregados nos negócios familiares, obrigatoriedade de graus de estudo - permitem comunicação fluida, clareza de papéis e acesso a informações de forma rápida e precisa. Isso resulta em tomada de decisões pertinentes e em tempo hábil, sem ranços de remorso, típicos da cultura latina.

A governança é, portanto, uma ferramenta de amadurecimento da sociedade e dá subsídios para que as relações sejam mais sólidas e perpétuas. E é com este argumento que devemos combater o velho ditado e transformar as novas gerações nos antigos avôs ricos. A governança prega a clareza de papéis, a segregação entre a estrutura de capital, a estrutura patrimonial, a estrutura familiar e a estrutura da sociedade empresarial, e, se conduzida devidamente, facilmente reverterá o quadro para perenidade de riqueza em percentual infinitamente maior do que aquele apontado pela pesquisa Forbes.

O mais interessante do processo de governança é que para estruturá-lo corretamente são necessárias diversas fases de reflexão, compreensão e revisão de valores e comportamentos anteriores, que promovem como resultado eficiência em qualidade de informação, resultados financeiros, encargos e tributos, profissionalização, redução de riscos, ética e equidade. Neste sentido, o conceito de governança está intimamente ligado ao atendimento de múltiplas expectativas, transparência, compromisso e responsabilidade. As estruturas concebidas sob tal conceito tendem, invariavelmente, a obter uma longevidade maior do que aquelas que insistem em ignorá-la.

Dê adeus aos dissabores dos desgastes emocionais em família, às discussões sobre remuneração de agregados e a outros destemperos que provocam mal-estar emocional ou financeiro. A ferramenta não é mais ficção: governança existe e funciona. Use e abuse...

Paulo Corchaki é diretor de estratégia de investimento do Itaú Private Banking

E-mail: wms@itau.com.br

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.



Escrito por SALSFI às 01h13
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O "circuit breaker" agora seria de alta

 

Daniele Camba - 14/10/2008
 

 
Se a bolsa brasileira tivesse limite de oscilação para cima, assim como existe em outras bolsas do mundo, por exemplo, na Rússia, por muito pouco ele não seria acionado duas vezes ontem. Pelas regras da Bovespa, o pregão é suspenso por meia hora (mecanismo conhecido como "circuit breaker") se o Índice Bovespa cair 10%. Em seguida, os negócios param por mais uma hora se a queda do indicador chegar a 15%. Ontem, portanto, se houvesse "circuit breaker", por um triz ele não seria acionado duas vezes, já que o Ibovespa fechou em alta acentuada de 14,66%, aos 40.829 pontos, na máxima do dia. Essa é a maior valorização percentual diária do Ibovespa desde 15 de janeiro de 1999 - dia em que o governo deixou o câmbio flutuar e houve a forte desvalorização do real em relação ao dólar -, quando o indicador subiu nada menos que 33,40% só naquele dia. Um investidor que tivesse a brilhante idéia de investir quando o Ibovespa atingiu a mínima sexta-feira (em 33.237 pontos) e vendesse ontem no nível máximo, teria obtido um ganho de 22,84% de um dia para o outro, conseguindo se livrar das perdas do mês, ainda de 17,59% até ontem.

Mas o que tão de extraordinário aconteceu para que o mercado brasileiro tivesse o melhor dia em quase uma década? A grande notícia foi a decisão dos governos da Europa de, enfim agirem de forma concreta no sentido de amenizar os enormes reflexos da crise financeira que começou nos EUA, mas já se alastrou pelo mundo. Isso reduziu significativamente a aversão ao risco dos investidores, que até agora tinham a percepção de que os países europeus estavam de braços cruzados, já que a crise começou em terras americanas, diz o diretor de uma corretora.

Em suma, os governos da Europa criarão fundos nacionais de recapitalização e de garantias do sistema financeiro. Os líderes dos 15 países que fazem parte da zona do euro também afirmaram ontem que irão garantir os empréstimos interbancários até 2009. Além disso, os governos poderão comprar ações das instituições financeiras.

Em uma ação amplamente coordenada, os governos europeus resolveram mostrar que dinheiro não é problema e divulgaram cifras assustadoramente elevadas dentro desse pacotão de salvamento. "O investidor se sentiu mais seguro com a sábia decisão da Europa de sair do discurso e colocar a mão no bolso", afirma o diretor da corretora.

O Brasil também contribuiu para esse tom de euforia que tomou conta dos mercados. A grande medida veio do Banco Central, que anunciou a liberação dos depósitos compulsórios (recursos que os bancos deixam nos cofres do BC) dos depósitos a prazo, dos interfinanceiros das empresas de leasing, além de liberar também os compulsórios adicionais sobre os depósitos a prazo. O objetivo dessas medidas é aumentar a liquidez das instituições financeiras para que possam reaquecer o mercado de crédito, que praticamente secou nas últimas duas semanas.

As ações de bancos tiveram altas que há muito tempo não se via. As preferenciais (PN, sem voto) da Itaúsa (holding do grupo Itaú) subiram 25,15%, enquanto que as PNs do próprio Banco Itaú tiveram alta de 23,37%. As units (recibo de ações) do Unibanco se valorizaram 22,77% e as PN do Bradesco, 22,13%. Desde que a crise hipotecária americana começou, em junho do ano passado, os papéis dos bancos brasileiros vêm sofrendo com o efeito contágio, uma vez que as instituições financeiras locais não participavam da ciranda com os títulos hipotecários de alto risco (os "subprime").

É inegável que o pregão de ontem trouxe alívio aos investidores. Mas os analistas fazem dois alertas: o primeiro é que a crise ainda está longe do fim e o outro é que, apesar de ontem ter sido para cima, esse tipo de oscilação não faz bem a ninguém. "É impossível fazer um investimento na bolsa com o Ibovespa subindo 15% num dia e caindo 10% no pregão seguinte", afirma o diretor da corretora.

Um bom momento para as opções

Assim como nas ações, a volatilidade das opções (direito de comprar ou vender ações a um determinado preço, em uma data previamente estabelecida) também disparou. Na sexta-feira, a volatilidade das opções das ações preferenciais da Petrobras que vencem na próxima segunda-feira (dia 20) chegou a 150%, sendo que historicamente esse percentual raramente passa dos 50%, lembra o sócio da InvestCerto Consultoria Financeira, Luiz Francisco Rogé Ferreira. Em outras palavras, essa volatilidade de 150% significa que as opções podem cair ou subir 23% em apenas seis dias úteis entre sexta passada e a próxima segunda, pelos cálculos de Rogé Ferreira. Mesmo assim, ele afirma que, neste momento em que as incertezas ainda reinam, o melhor é aplicar em bolsa via compra de opções. "Nesse caso, se as ações caírem, o investidor perde apenas o prêmio da opção, que é infinitamente menor que o valor da ação em si", explica Rogé Ferreira.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

E-mail: daniele.camba@valor.com.br



Escrito por SALSFI às 01h02
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VCP adia plano de construir fábrica de R$ 1,5 bilhão no Sul

 

Valor Econômico -10/10/2008 09:42
 

 
SÃO PAULO - A Votorantim Celulose e Papel (VCP) decidiu adiar o plano de construção de sua fábrica no Rio Grande do Sul, que estava originalmente prevista para 2011. O projeto de investimento é avaliado em pelo menos US$ 1,5 bilhão.

Segundo o presidente da companhia, José Luciano Penido, o adiamento tem relação com os efeitos da crise financeira sobre a demanda por celulose e com a aquisição da Aracruz, em dificuldades financeiras. A VCP não definiu nova data para o projeto no Rio Grande do Sul. Segundo Penido, a decisão será ainda comunicada ao mercado. " Minha empresa vai fazer um comunicado de forma a adequar os projetos ao longo do tempo. "

Este é o primeiro projeto de produção de celulose de eucalipto a ter sua data adiada depois do estouro da crise financeira. As fabricantes de celulose planejam aumentar a capacidade de produção em 11,5 milhões de toneladas até 2015 na América Latina, com a instalação de dez projetos, que inclui expansão das atuais fábricas e construção de novas unidades. Isso representa um aumento de 20% sobre a oferta atual de celulose.

" Na situação atual, o único projeto que deve sair no ? timing ? certo é o Horizonte, que já está com 85% construído " , disse Penido, indicando a fábrica que está sendo erguida em Três Lagoas (MS). A unidade deve começar a produzir 1,3 milhão de toneladas de celulose a partir do segundo trimestre de 2009. O projeto é orçado em US$ 1,5 bilhão.

" Não posso falar pelas outras empresas, mas elas podem, no seu melhor juízo de prudência, adiar seus planos " , afirmou o presidente da VCP. Ele não quis dar previsões sobre o projeto de expansão da Aracruz em Guaíba (RS), cujas obras recentemente tiveram início e a operação está prevista para começar no fim de 2010.

O presidente da VCP reiterou que as negociações para a compra do controle majoritário da Aracruz não estão descartadas. " Claramente, a Aracruz esteve envolvida em derivativos. A proporcionalidade dos ativos muda, e a VCP resolveu dar um tempo e discutir isso [a aquisição] num tempo certo com mais tranqüilidade " , afirmou, sem definir prazo. Ele garantiu que a VCP, que divulga seu balanço do terceiro trimestre na semana que vem, não operou com derivativos.

A Suzano Papel e Celulose, que possui um plano de construção de uma nova fábrica em 2013 no Maranhão, afirmou que a decisão sobre os investimentos só será tomada dois anos antes. " A compra dos equipamentos ocorrerá apenas em 2011. Até lá, os investimentos serão muito pequenos " , disse o presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto.

Antes disso, a empresa terá de decidir sobre a expansão da unidade em Mucuri, na Bahia, que aumentará sua capacidade em 400 mil toneladas a partir de 2012. " Esta decisão fica para janeiro do ano que vem " , disse.

(André Vieira | Valor Econômico)



Escrito por SALSFI às 00h55
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Fitch retira grau de investimento da Aracruz e põe VCP em observação

 

Murillo Camarotto, Valor Online, de São Paulo10/10/2008
 

 
Poucos dias após revelar perdas não realizadas de quase R$ 2 bilhões no mercado, a Aracruz teve ontem a avaliação de risco rebaixada em dois degraus pela agência de classificação Fitch Ratings, o que levou a companhia a perder o status de "grau de investimento". É a primeira empresa brasileira a perder a classificação. A nota para emissões em moeda local e estrangeira caiu de "BBB" para "BB+".

Como a Votorantim Celulose e Papel (VCP) adiou, mas ainda mantém entendimentos para adquirir o controle acionário da Aracruz, ela teve a nota de avaliação posta em perspectiva negativa pela Fitch, o que sinaliza que também poderá cair de patamar. No entanto, a empresa, controlada pela família Ermírio de Moraes, segue dentro do grupo grau de investimento, com nota "BBB-".

Segundo a Fitch, o rebaixamento segue os anúncios sobre as operações com derivativos, visto que essas expõem a companhia à instabilidade do mercado e a perdas potenciais maiores no caso de o real continuar se desvalorizando. "O rebaixamento reflete a expectativa de que a alavancagem da empresa aumentará substancialmente em função de ações para limitar ou eliminar a exposição em derivativos e ainda pelo fato de que alguns projetos-chave de expansão poderão ser postergados."

Embora ainda não tenha ocorrido, a perda do grau de investimento da VCP tem grandes chances de acontecer caso a empresa concretize a aquisição da Aracruz. Segundo a Fitch, a finalização do negócio poderá levar a nota de risco da VCP para "BB+" ou até menos que isso.

Ainda segundo a agência, a empresa resultante da união entre VCP e Aracruz teria uma relação entre dívida e lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) próxima de três vezes, podendo ser reduzida para 2,5 vezes em 2009, com a entrada em operação da unidade de Três Lagoas (MS). Mesmo assim, o reconhecimento das perdas da Aracruz irá gerar um endividamento adicional que justifica o rebaixamento das notas, na avaliação da Fitch.

A VCP anunciou ontem que o diretor Valdir Roque se desligou do cargo para assumir, amanhã, a diretoria financeira e de relações com investidores da Aracruz. O presidente da VCP, Luciano Duarte Penido, acumulará o cargo de diretor de RI e o gerente geral de controladoria, Osvaldo Ayres, atuará como diretor de finanças.



Escrito por SALSFI às 23h47
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Banco Safra nega ter relação direta com a Aracruz Celulose

 

Valor Online - 10/10/2008 17:10
 

 
O Banco Safra deverá soltar um comunicado informando que a instituição financeira não tem relação com a Aracruz. Joseph Safra, dono do banco, e seu irmão Moise são sócios na Arainvest, um dos três grupos controladores da Aracruz. Cada um dos irmãos têm cerca de 7% do capital total da Aracruz.

No comunicado, o banco deverá frisar que a participação dos dois irmãos na Aracruz é em nível de pessoa física e não se mistura com o Banco Safra. Segundo apurou o Valor, a admissão, por parte da Aracruz, de que suas operações com derivativos cambiais geraram perda contábil de R$ 1,95 bilhão estariam prejudicando os negócios do Banco Safra.



Escrito por SALSFI às 23h35
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