SALSIFI INVESTMENTS
  
Derivativos de câmbio da Aracruz têm valor negativo de R$ 1,95 bilhão

 
 
SÃO PAULO - Uma semana depois de comunicar que detectou uma exposição acima do limite estabelecido em suas posições em derivativos financeiros de câmbio, a fabricante de celulose Aracruz divulga o tamanho do problema.

A consultoria contratada para analisar as operações com instrumentos financeiros da companhia apurou o valor justo ( " fair value " ) negativo de aproximadamente R$ 1,95 bilhão, utilizando data base de 30 de setembro de 2008.

No entanto, apesar do resultado contábil apurado, a empresa destaca que o efeito caixa das operações financeiras de derivativos está positivo em cerca de R$ 25 milhões no terceiro trimestre.

A Aracruz esclarece que as referidas operações foram contratadas pelo prazo médio de 12 meses, com verificação contratual mensal. Sendo assim, a companhia não está obrigada a desembolsar a quantia correspondente ao " fair value " . Nas datas de verificação contratual ou vencimento, as operações geram desembolso ou recebimento de caixa para a empresa, conforme o caso.

Como forma de reduzir o impacto negativo de novas desvalorizações do real, a Aracruz afirma que vem mantendo uma posição comprada em dólar futuro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), da ordem de US$ 538 milhões, atualmente com taxa média de R$ 1,91 por dólar.

A companhia também anunciou que possui US$ 140 milhões vendidos em Non Deliverable Forward (NDF) com vencimento em novembro de 2008, contra uma posição comprada de US$ 60 milhões com vencimento em outubro de 2008.

A empresa ainda divulgou que o efeito da variação cambial sobre a dívida em moeda estrangeira será negativo em cerca de R$ 330 milhões no trimestre, resultado parcialmente compensado pelas receitas sobre os ativos em dólares.

A Aracruz encerra a nota indicando que sua posição de caixa e aplicações financeiras da em 30 de setembro de 2008 era de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

Apesar das ressalvas da empresa, as ações da Aracruz sofrem na Bovespa. Às 12h20, os papéis despencavam 18,75%, a R$ 5,24.



Escrito por SALSFI às 18h59
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UM EXORCISTA NO BANCO CENTRAL

 

Salvador Sícoli Filho – 03/10/08

 

 

Se o pânico veio à tona agora depois de mais de ano sendo toldado por nuvens negras desconhecidas pelo Banco Central, foi por motivos mais reais que os fantasmas de inflação sempre apregoados pelo Banco Central para aumentar a taxa de juros: o escandaloso mecanismo sem supervisão dos títulos colaterais que se propagaram pelo mundo.

 

Quando a corrente da felicidade quebrou um de seus elos rompeu-se também o paradigma da imprescindível confiabilidade do sistema.

 

Enquanto fermentava lá fora a crise descomunal, o nosso Banco Central, cativo do sistema bancário, continuou a aumentar temerariamente a taxa básica de juros sob o esfarrapado pretexto de manter no centro da meta uma inflação transitória urdida pelo vetor exógeno e volátil de commodities prestes a retroceder.

 

Aumentou inutilmente as taxas para manter acesas as velas para iluminar a entrada de especuladores em busca de ganhos rápidos. Postergou-se a dívida e a vulnerabilidade foi ocultada por reservas em moeda duvidosa.

 

Mas quando a borrasca, anunciada com pompa e circunstância, despejou sua tormenta de quebras no sistema financeiro mundial impactando e restringindo a antiga fonte fácil de recursos e liquidez, a permanência do BC no engodo de aumentar as taxas básicas passou dos limites de tolerância. Todos os BCs do mundo estão retrocedendo em desespero as taxas de juro de maneira a tentar ressuscitar seus defuntos sistemas.

 

No pânico não se retém investidor algum por meras altas taxas de juros de países sem cacife. O país tem US$ 207 bilhões de reservas em uma moeda potencialmente sujeita ao descrédito no planeta. No mundo giram US$ 15 trilhões só em títulos colaterizados vinculados à bolha do sub-prime. US$ 850 bilhões serão suficientes apenas para manter sub-judice a tenda de oxigênio para gigantes de pés de barro.

 

Na casa, a inflação real recua em cinco de grandes capitais no país.

Se, se brecar o crescimento - conseguido, aliás, por fatores também exógenos e não mercê de nossas façanhas governamentais - dar-se-á um passo para o mesmo despenhadeiro em que se embrenham outrora poderosas economias.

 

Se não é caso de polícia a taxa de juros do nosso BC, é sem dúvida motivo para a convocação de um exorcista e de um analista.



Escrito por SALSFI às 07h02
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   EDITADO EM VALOR DE 03/10/08

Cartas de leitores

03/10/2008
 
 
Operações com derivativos

"É da maior gravidade o problema de operações alavancadas em opções cambiais e que redundaram em prejuízos para algumas empresas negociadas em Bolsa. A surpresa fica por conta da pouca visibilidade e coerência das tesourarias que alavancaram operações mesmo diante das nebulosas perspectivas do mercado financeiro mundial. Abandonando princípios de prudência diante da ebulição e derretimento de vários ícones bancários mundiais que vêm ocorrendo há mais de um ano, as tesourarias destas empresas comprometeram o caixa em claro movimento especulativo e absolutamente contrário às boas práticas de gestão financeira e de risco. No caso da Aracruz, que intenta agora uma reorganização societária com troca de controle e recusa estender o direito de oferta aos minoritários votantes, a notícia incompleta de falhas com possíveis perdas na utilização de instrumentos que deveriam ser de hedge aumenta o prejuízo de todos os acionistas."

Salvador Sícoli Filho - salsificonsulting@yahoo.com.br



Escrito por SALSFI às 05h59
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   DESTAQUES NUM DIA DE CÃO

18:21 - Mercado
Pânico toma conta e Bovespa desaba mais de 7%, para 46 mil pontos
No melhor estilo "vende tudo a qualquer preço" a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu mais de 3.600 pontos nesta quinta-feira. O Ibovespa chegou ao final do pregão marcando 46.145 pontos, uma baixa de 7,34%. O giro financeiro foi elevado em comp
19:13 - Comércio Exterior
Governo vai suprir crédito para comércio exterior se for preciso
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, reiterou hoje o compromisso do governo de suprir o comércio exter
17:24 - Câmbio
Dólar dispara mais de 5% e volta a ser negociado acima de R$ 2,0
Pela segunda vez na semana, o pânico tomou conta dos mercados e no câmbio não foi diferente. Com a exacerbada
16:52 - Energia
Eletrobrás quer pagar dividendos retidos ainda este ano
O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, reafirmou que a
18:42 - Brasil
Gerdau e Fiat garantem investimentos apesar de incerteza externa
Dois dos maiores empresários do país, Jorge Gerdau, do setor de sideru


Escrito por SALSFI às 05h46
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Vale esclarece sobre efeitos de variações cambiais

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008 16:38
De:
Adicionar remetente à lista de contatos
Para:
"SALVADOR SÍCOLI FILHO" <salsificonsulting@yahoo.com.br>

Vale esclarece sobre efeitos de variações cambiais

 

Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2008 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) esclarece as seguintes questões:

 

(a)        a maior parte de suas receitas, aproximadamente 95%, é denominada em dólares americanos, enquanto que, em média, 60% de seus custos operacionais e de investimentos são denominados em reais, sendo o restante em outras moedas, dólares americanos, dólares canadenses, rúpias, dólares australianos e euros. Além disto a empresa tem ativos denominados em moeda estrangeira;

 

(b)        a Vale nega terminantemente que tenha realizado perdas com as variações recentes da taxa de câmbio real-dólar;

 

(c)        a Vale faz uso de swaps cambiais para a conversão da parte da sua dívida que é denominada em reais para dólares americanos, de sorte que 99% de seu endividamento é, em última instância, denominado em dólares americanos, de forma consistente com a composição de suas receitas por moeda;

 

(d)        as transações de swaps cambiais da Vale são de longo prazo e não contém cláusulas de chamadas de margem, sendo eventuais ganhos ou perdas realizados financeiramente somente por ocasião da liquidação dessas transações;

 

(e)        a Vale tem política conservadora de gestão financeira com a utilização de instrumentos simples e sem alavancagem, possuindo efetivo controle sobre seu uso;

 

(f)         a Política de Gestão de Risco da Vale, aprovada pelo Conselho de Administração,  proíbe explicitamente a realização de apostas direcionais e operações especulativas com derivativos, o que é rigorosamente controlado na execução das transações;

 

(g)        por ocasião da divulgação de seus resultados trimestrais, a Vale reporta de forma transparente e bastante detalhada os resultados positivos e negativos com transações envolvendo derivativos, tendo o cuidado de esclarecer a natureza de seus efeitos sobre o desempenho no curto prazo, contábil e/ou financeiro, assim como as derivadas de  variações monetárias dos demais itens de seu balanço.

 

 

 

 

Para mais informações, contactar:

+55-21-3814-4540

Roberto Castello Branco: roberto.castello.branco@vale.com

Alessandra Gadelha: alessandra.gadelha@vale.com

Marcus Thieme: marcus.thieme@vale.com

Patricia Calazans: patricia.calazans@vale.com

Theo Penedo: theo.penedo@vale.com

Tacio Neto: tacio.neto@vale.com

                                                                                                                                            

 

Esse comunicado pode incluir declarações que apresentem expectativas da Administração da Companhia sobre eventos ou resultados futuros. Todas as declarações quando baseadas em expectativas futuras e não em fatos históricos envolvem vários riscos e incertezas. A Companhia não pode garantir que tais declarações venham a ser corretas. Tais riscos e incertezas incluem fatores relativos à economia brasileira e ao mercado de capitais, que apresentam volatilidade e podem ser afetados por desenvolvimento em outros países; relativos ao negócio de minério de ferro e sua dependência da indústria siderúrgica, que é cíclica por natureza, e relativo a grande competitividade em indústrias onde a Vale opera. Para obter informações adicionais sobre fatores que possam originar resultados diferentes daqueles estimados pela Companhia, favor consultar os relatórios arquivados na Comissão de Valores Mobiliários - CVM e na U.S. Securities and Exchange Commission - SEC, inclusive o mais recente Relatório Anual - Form 20F da Vale.


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Escrito por SALSFI às 01h59
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Vale assina contrato de arrendamento com Itabrasco

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008 18:27
De:
Adicionar remetente à lista de contatos
Para:
"SALVADOR SÍCOLI FILHO" <salsificonsulting@yahoo.com.br>

Vale assina contrato de arrendamento com Itabrasco

 

Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2008 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) anuncia que assinou contrato de arrendamento de uma usina de pelotização situada no porto de Tubarão, em Vitória, no estado do Espírito Santo, com sua coligada Companhia Ítalo Brasileira de Pelotização (Itabrasco), por um prazo de dez anos, com vigência a partir de amanhã, dia 1 de outubro de 2008.

 

A Itabrasco, joint venture na qual a Vale e a Ilva International S.p.A. (Ilva) - a maior siderúrgica da Itália e um dos nossos maiores clientes de pelotas - detêm participação acionária de 50,9% e 49,1%, respectivamente, tem como principal atividade a produção e comercialização de pelotas de minério de ferro. Em 2007, a Itabrasco produziu 4,0 milhões de toneladas métricas de pelotas e registrou lucro líquido de US$ 35 milhões.

 

Como resultado das negociações, a Vale pagará pelo arrendamento um valor anual de modo a garantir à Ilva o mesmo nível de rentabilidade atual.  Em contrapartida, a Vale passará a consolidar 100% das operações de pelotização da Itabrasco nas suas demonstrações financeiras, simplificando seu reporte financeiro.

 

O arrendamento da planta da Itabrasco é semelhante às transações realizadas com Nibrasco e Kobrasco, anunciadas em 30 de abril e 9 de maio de 2008, respectivamente, sendo todas consistentes com a estratégia da Vale de buscar continuamente oportunidades para a maximização de valor para o acionista. Com essas transações, a Vale amplia sua exposição ao negócio de minério de ferro e cria condições para aumentar a captura de sinergias em suas operações no porto de Tubarão, o que compreenderá a realização de ganhos de eficiência nos processos e na operação dos ativos.



Escrito por SALSFI às 01h26
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Mercado aguarda estimativa de prejuízos da Aracruz

 

Por Graziella Valenti, de São Paulo - 01/10/2008
 

 
A uma semana da publicação dos resultados trimestrais da Aracruz, que há anos abrem a temporadas de balanços, o mercado ainda aguarda uma pista sobre as perdas que a companhia pode ter sofrido com posições agressivas em derivativos expostos à oscilação cambial.

A divulgação dos números do terceiro trimestre está prevista para a próxima terça-feira, dia 7. A data está oficialmente mantida, segundo um porta-voz da empresa. A despeito disso, os analistas já consideram provável que haja atraso desta vez. A supremacia da Aracruz na posição de primeira companhia do mundo a divulgar os balanços pode estar ameaçada, mas não é isso que inquieta a administração da empresa, os investidores e os analistas.

O trimestre fechou ontem, com o dólar em R$ 1,91, após valorização de 20,2% desde junho - a maior trimestral desde 2002. O encerramento do período e a proximidade do balanço aumentam a ansiedade do mercado com as perdas potenciais anunciadas dia 25. A poucos dias do balanço, os analistas estão com suas planilhas congeladas, aguardando essa informação.

Às 23h38 da quinta-feira, mesmo dia em que a Sadia anunciou prejuízo de R$ 760 milhões causado por operações com derivativos, a Aracruz admitiu ao mercado que suas perdas máximas podem ter excedido o previsto em sua política financeira. O diretor financeiro e de relações com investidores, Isac Zagury, pediu licença do cargo e a companhia contratou uma empresa para avaliar as perdas. Desde então, o valor de mercado caiu R$ 1,7 bilhão, para R$ 7 bilhões.

Nenhum analista se arriscou a estimar as perdas potenciais. No entanto, circularam comentários de ajuste "bilionário". O caixa da empresa é de US$ 500 milhões.

O balanço de junho mostra que a empresa tinha uma exposição de R$ 573 milhões em operações de dólar futuro. Até o primeiro semestre, tal posição havia gerado ganho financeiro de R$ 35,3 milhões. No entanto, a empresa não informou se essa exposição foi ampliada após o fechamento de junho e nem mesmo as condições dos contratos.

O contrato ao qual a empresa se refere no comunicado de quinta-feira como potencial gerador das perdas é o "target forward" e foi usado por outras empresas. O objetivo da operação é garantir a taxa de conversão do dólar, gerado com a exportação, para reais e ainda obter um ganho. O problema é que expõe a receita das vendas externas a um risco duas vezes maior que a posição de dólar efetivamente detida. Assim, para honrar o contrato, a companhia precisa comprar dólar caro no mercado e, em seguida, vendê-lo mais barato ao banco. É daí que vem a perda.

Trata-se de um contrato de ganho limitado e perda ilimitada, a partir de uma taxa de câmbio predeterminada - que varia em cada empresa, mas que começou a se mostrar problemática a partir de R$ 1,75. O contrato de "target forward" corresponde a comprar uma opção de venda e vender duas de compra. Quando contratado, os riscos de perda eram remotos. Por isso, embora pudessem ser minimizados por outros instrumentos derivativos, as empresas optaram por não fazer essa proteção, que reduziria os ganhos da operação.

Os derivativos venciam entre julho e novembro. O que os analistas comentam é que a opção de não divulgar a perda deve-se ao fato de a empresa analisar a possibilidade de não liquidar parte das operações, na expectativa de que o dólar recue e as perdas sejam menores.



Escrito por SALSFI às 01h00
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DERIVATIVOS DE CÂMBIO

 

Salvador Sícoli Filho -28/09/08

 

É da maior gravidade o problema de operações alavancadas em opções cambiais e que redundaram em prejuízos para algumas empresas negociadas em Bolsa.

 

A surpresa fica por conta da pouca visibilidade e coerência das tesourarias que alavancaram operações mesmo diante das nebulosas perspectivas do mercado financeiro mundial.

 

Abandonando princípios de prudência diante da ebulição e derretimento de vários ícones bancários mundiais e que vem ocorrendo há mais de um ano, as tesourarias destas empresas comprometeram o caixa em claro movimento especulativo e absolutamente contrário às boas práticas de gestão financeira e de risco.

 

No caso da Aracruz - empresa que tem entre seus maiores acionistas um banco de conhecida atuação internacional -  torna-se intrigante que, ao mesmo tempo em que faz uma reorganização societária com troca de controle pago a peso de ouro a um dos sócios, recusa-se a estender o direito aos minoritários arvorando imenso prejuízo a todos os acionistas com a desvalorização de suas cotações. E depois de tudo traz agora em seguida a notícia incompleta de falhas com possíveis perdas na utilização de instrumentos que deveriam ser de hedge.

 

De tombo em tombo as ações, principalmente as ordinárias, aviltadas por práticas até desconhecidas dos acionistas podem estar sendo compradas a preços vis pelos detentores de informações privilegiadas.

 

E a reputação longamente semeada está sendo ceifada por uma série de equívocos corporativos como a recusa de cumprir a lei da oferta aos minoritários.

 

Talvez esse seja o preço pago a um grande acionista para abrir mão de receber em dinheiro sua parcela de participação.

 

Solicita-se urgência na presença do nosso Xerife para investigar partes e contrapartes nestas operações..

 

Salvador Sícoli Filho

Consultor de Empresas, Especialista em Direito Societário e Mercado de Capitais,

SALSIFI Consulting Ltda.



Escrito por SALSFI às 00h28
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Aracruz segue Sadia e anuncia perdas com derivativos; diretor sai
Valor Online26/09/2008 11:06
 
 
SÃO PAULO - Assim como fez ontem a Sadia, a fabricante de celulose Aracruz informou hoje que detectou uma exposição acima do limite estabelecido em suas posições em derivativos financeiros de câmbio, que influenciadas pela grande volatilidade do mercado internacional, ocasionaram perdas financeiras para a companhia. No entanto, a Aracruz não divulgou o tamanho do rombo, alegando ter contratado uma empresa especializada para apuração do valor.

Informou apenas que " a perda decorrente de tais operações pode ter excedido os limites previstos na política financeira aprovada pelo conselho de administração " . Diante disso, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Aracruz, Isac Zagury, apresentou pedido de licença do cargo.

A companhia também informa que sua única exposição cambial remanescente é a dos derivativos em questão e que o caixa da empresa conta hoje com US$ 500 milhões, valor que "não será afetado significativamente" pelos ajustes e verificações contratuais que estão por vir.

Às 11 horas, a ação da Aracruz recuava 13,19% na Bolsa de Valores de São Paulo, negociada a R$ 7,30.

(Murillo Camarotto | Valor Online)



Escrito por SALSFI às 00h20
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   NOTÍCIAS DE EMPRESAS

26/09 20:58 - Investimentos
Embraer nega posição especulativa com derivativos
SÃO APULO - A Embraer se uniu na noite de sexta-feira ao grupo de empresas que veio a mercado para acalmar seus acionistas e informar que nã...

26/09 20:02 - Investimentos
Administrador de carteira sem registro recebe multa de R$ 200 mil
SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu multar João Vicente Silva e Silva Braga Participações Ltda. no valor de R$ 200 m...

26/09 19:46 - Investimentos
SEC concede registro para ADRs da Eletrobrás
RIO - A Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, concedeu hoje o registro para o...

26/09 19:36 - Investimentos
CVM multa gestores da TECBLU por erro em balanços de 2004 a 2006
SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou hoje que o colegiado da entidade decidiu multar conselheiros e diretores da TEC...

26/09 17:02 - Investimentos
Sadia admite aplicação em derivativos de crédito e títulos do Lehman
Os R$ 760 milhões perdidos pela Sadia com operações no mercado financeiro não envolvem apenas aplicações de contratos futuros e opções de câ...

26/09 16:06 - Investimentos
Companhias se apressam para negar exposição a derivativos de câmbio
Empresas de diversos segmento estão se apressando hoje para assegurar os investidores de que não possuem exposição a instrumentos derivativo...

26/09 15:18 - Investimentos
SLC Agrícola também nega ter posição alavancada em derivativos
SÃO PAULO - A SLC Agrícola, empresa focada na produção de soja, milho e algodão, informou hoje que não executa operações alavancadas no mer...

26/09 14:32 - Investimentos
PDG, Cosan e Invest Tur dizem não ter exposição cambial
SÃO PAULO - A incorporadora PDG Realty, a sucroalcooleira Cosan e a empresa de hotelaria Invest Tur divulgaram hoje comunicados ao mercado p...

26/09 11:06 - Investimentos
Aracruz segue Sadia e anuncia perdas com derivativos; diretor sai
SÃO PAULO - Assim como fez ontem a Sadia, a fabricante de celulose Aracruz informou hoje que detectou uma exposição acima do limite estabele...

25/09 19:46 - Investimentos
Inepar vai aderir ao Nível 2 da Bovespa
SÃO PAULO - A Inepar informou hoje que pretende aderir ao Nível 2 de governança corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com ...


Escrito por SALSFI às 00h13
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18:29 - Mercado
Instabilidade externa e perdas da Sadia e Aracruz puxam queda da Bolsa
Além da instabilidade externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também teve que lidar com preocupações com a saúde financeira das empresas depois que a Sadia e Aracruz reportaram perdas com derivativos de câmbio. Ao final da sessão, o Ibovespa ap
16:06 - Investimentos
Companhias se apressam para negar exposição a derivativos de câmbio
Empresas de diversos segmento estão se apressando hoje para assegurar os investidores de que não possuem expos
17:21 - Câmbio
Dólar segue instabilidade externa e sobe; alta no mês é de 13%
A moeda norte-americana voltou a ganhar força ante o real nesta sexta-feira, refletindo a instabilidade no cen
17:47 - Petróleo e
17:02 - Investimentos
Sadia admite aplicação em derivativos de crédito e títulos do Lehman
Os R$ 760 milhões perdidos pela Sadia com operações no mercado finance
Gás
Petrobras encontra óleo leve na Bacia de Santos acima da camada de sal
A Petrobras comprovou a presença de óleo no poço 1-BRSA-658-SPS (1-SPS


Escrito por SALSFI às 23h42
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18:29 - Mercado
Instabilidade externa e perdas da Sadia e Aracruz puxam queda da Bolsa
Além da instabilidade externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também teve que lidar com preocupações com a saúde financeira das empresas depois que a Sadia e Aracruz reportaram perdas com derivativos de câmbio. Ao final da sessão, o Ibovespa ap
16:06 - Investimentos
Companhias se apressam para negar exposição a derivativos de câmbio
Empresas de diversos segmento estão se apressando hoje para assegurar os investidores de que não possuem expos
17:21 - Câmbio
Dólar segue instabilidade externa e sobe; alta no mês é de 13%
A moeda norte-americana voltou a ganhar força ante o real nesta sexta-feira, refletindo a instabilidade no cen
17:02 - Investimentos
Sadia admite aplicação em derivativos de crédito e títulos do Lehman
Os R$ 760 milhões perdidos pela Sadia com operações no mercado finance
17:47 - Petróleo e Gás
Petrobras encontra óleo leve na Bacia de Santos acima da camada de sal
A Petrobras comprovou a presença de óleo no poço 1-BRSA-658-SPS (1-SPS


Escrito por SALSFI às 23h41
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28/09/2008 - 18h55

Congresso dos EUA fecha acordo sobre pacote econômico

 
Líderes dos partidos Republicano e Democrata no Congresso dos Estados Unidos chegaram neste domingo a um acordo sobre o texto do pacote de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo para socorrer o setor financeiro.

Segundo o senador republicano Judd Gregg, os congressistas acertaram detalhes do projeto, que tem mais de cem páginas, depois de negociações que se estenderam por todo o final de semana.

A previsão é de que o plano seja votado na Câmara dos Representantes nesta segunda-feira e chegue ao Senado até quarta-feira.

"Nós demos ao secretário (do Tesouro, Henry Paulson) a autoridade e os recursos e a flexibilidade necessária... para conseguir ir adiante e estabilizar os mercados de crédito", disse Gregg.

No entanto, ainda não foram divulgados detalhes do acordo.

O governo americano quer que o acordo seja anunciado oficialmente antes da abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira.

O Congresso deveria ter entrado em recesso na sexta-feira, mas teve de realizar uma rara sessão no fim de semana devido à necessidade de um acordo sobre o plano.

Intervenção

O pacote representa a maior intevenção nos mercados desde a Grande Depressão da década de 30 e tem como objetivo principal retirar do mercado os "créditos podres" ligados à crise de hipotecas que estão em poder do mercado financeiro nos Estados Unidos.

O governo pretende comprar esses papéis para retirá-los da mão das empresas, fazendo com que sua situação financeira melhore, diminuindo o risco de falência e, em tese, aumentando o volume de dinheiro e crédito à disposição do mercado em geral.

Um esboço do acordo, divulgado no início deste domingo, dá ao secretário do Tesouro o poder de supervisionar o plano de dois anos.

De acordo com a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, aparentemente todas as exigências dos democratas foram incluídas no projeto, incluindo a liberação gradual dos recursos, a maior supervisão do pacote por parte do Congresso e limites de pagamento para executivos de companhias que buscarem socorro financeiro.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que o novo acordo prevê a liberação de US$ 250 bilhões imediatamente e de outros US$ 100 bilhões quando for decidido pelo presidente George W. Bush.

Os US$ 350 bilhões restantes, porém, só serão liberados após aprovação do Congresso.

Também estão previstos mecanismos para proteger os contribuintes, que receberiam ações e oportunidades de lucro relacionadas a qualquer título negociado.

Os dois candidatos à Presidência americana, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, saudaram o fechamento do acordo.


Escrito por SALSFI às 23h30
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