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Da recessão a um final feliz, os cenários para a economia dos EUA.

 

Jon Hilsenrath, Joanna Slater e Justin Lahart, The Wall Street Journal

26/09/2008

  

  

Os danos causados pelas duas últimas semanas de turbulência em Wall Street estão abalando a já enfraquecida economia americana, atingindo as famílias e as empresas sob a forma de crédito escasso e juros mais altos, o que, por sua vez, pode aumentar o desemprego e corroer o lucro das empresas. 

 

Os últimos dados econômicos mostram a fraqueza da economia antes da crise e fornecem pistas sobre como ela pode ter se deteriorado desde então. A demanda por bens manufaturados teve queda acentuada em agosto e as vendas de casas novas chegaram ao menor nível mensal dos últimos 17 anos. Na semana passada, os pedidos de seguro-desemprego atingiram o maior número desde logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. 

 

 

As autoridades americanas acreditam que as enormes intervenções do governo, mais o pacote de socorro que está sendo negociado, vão suavizar o impacto da crise. A economia também mostrou resistência surpreendente nos últimos 25 anos, uma tendência que pode voltar a prevalecer. 

 

 

Mas as conseqüências do agravamento do aperto de crédito já estão passando de Wall Street para o resto da economia. Um exemplo é a General Electric Co., que divulgou quinta-feira o que pode ser a primeira de várias previsões de queda no lucro. Muitas empresas estão tendo custos mais altos para emitir notas promissórias, ou commercial papers. 

 

 

A história e uma análise mais detalhada dos dados recentes indicam que a economia pode evoluir em quatro caminhos diferentes durante a crise financeira. O cenário mais provável é uma recessão marcada por prolongado período de crédito restrito - algo que já começou, mas parece que vai piorar. Mas os outros três cenários - uma perigosa desvalorização do dólar, uma deflação similar à ocorrida no Japão ou uma surpreendente resistência na economia - também são reais possibilidades. 

 

 

Segue abaixo uma análise de como a economia americana pode se comportar nos próximos meses: 

 



Escrito por SALSFI às 02h53
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   CENÁRIOS PARA A ECONOMIA- PARTE I

Aperto de crédito 

 

 

Dois fatores interrelacionados estão na essência dos problemas na economia: a crise imobiliária e o aperto de crédito. O site Moody's Economy.com calcula que os bancos concederam 15 milhões de empréstimos imobiliários questionáveis durante o boom imobiliário, e 10 milhões desses mutuários devem ficar inadimplentes enquanto o setor imobiliário continua afundando. Os calotes estão derrubando o valor dos imóveis e levando os bancos a restringir os critérios de concessão de crédito, o que contribui para mais calotes, numa espiral descendente. 

 

 

Os bancos também se endividaram demais. De 2005 a 2007, o endividamento do setor financeiro aumentou de US$ 10 trilhões para US$ 16 trilhões, segundo o Federal Reserve, o banco central americano. Durante um tempo, os lucros também aumentaram. Agora os lucros estão caindo, o que dificulta que as empresas sustentem essas dívidas e também as força a encolher. 

 

 

"Isso não está relacionado apenas com as residências. O problema é que o setor financeiro também se endividou demais, e assim o processo pelo qual estamos passando não tem a ver apenas com os mutuários inadimplentes. Tem a ver com a incapacidade dos bancos de sustentar esse passivo", diz Peter Fisher, vice-diretor de renda fixa da firma de administração de recursos BlackRock. Se os bancos não estão crescendo, "então o crédito não pode aumentar. Esse é o fator que impulsiona esse processo". 

 

 

Segundo estatísticas do Fed, a expansão do crédito das famílias caiu para uma taxa anualizada de 1,3% no segundo trimestre, depois de crescer dois dígitos durante a maior parte da década. A expansão no setor financeiro cresceu 6,6% anualizados no segundo trimestre, frente à alta de dois dígitos durante a maior parte da década. O crédito pode desacelerar ainda mais, fornecendo menos combustível para o consumo e os investimentos empresariais. 

 

 

Economistas do Fundo Monetário Internacional estudaram 122 recessões em todo o mundo desde 1960 e descobriram que as associadas a bolhas imobiliárias ou aperto de crédito eram mais profundas do que as outras. 

 

 

Numa típica recessão nos 21 países estudados, a economia contraiu-se 2% - o equivalente a uns US$ 230 bilhões em produtos e serviços nos EUA. Nas piores, a retração foi de 5% - ou quase US$ 600 bilhões em produção perdida nos EUA de hoje. O desemprego subiu em média 0,6 ponto porcentual numa recessão típica e 1,7 nas piores, segundo o estudo, feito pelos economistas Stijn Claessens, Ayhan Kose e Marco Terrones. 

 

 

Segundo a maioria das definições técnicas de uma recessão, os EUA ainda não entraram numa. A definição mais simples são dois trimestres consecutivos de contração no PIB. Mesmo assim, a taxa de desemprego dos EUA aumentou 1,7 ponto porcentual desde o início do ano passado, para 6,1%, e provavelmente deve aumentar ainda mais. 

 

 

As recessões estudadas pelo FMI duraram em média quase um ano, mas as mais severas se desenvolveram mais lentamente, durando uns 15 meses. 

 

 

Outra característica das recessões movidas a restrição de crédito, diz Carmen Reinhart, professora da Universidade de Maryland que estudou oito séculos de crises financeiras, é que a dívida pública interna tende a disparar, resultado dos mecanismos de salvaguarda e dos planos de resgate. Na Coréia do Sul, por exemplo, a dívida do governo correspondia a menos de 10% do PIB antes da crise financeira de 1997, mas depois subiu para 42%, diz Reinhart. A elevação do endividamento foi ainda maior no Japão, durante a estagnação dos anos 90. 

 

 

No caso dos EUA, cujas dívidas representam 61% do PIB, essa proporção ainda é baixa se comparada com os quase 200% do Japão nos últimos anos, segundo o FMI. Reinhart diz que o endividamento americano vai aumentar substancialmente após a crise atual. Isso pode restringir a capacidade dos futuros governos de financiar programas sociais como previdência e saúde. 

 

 

Dólar em apuros 

 

 

Alguns economistas discutem um cenário pior, ainda que o considerem improvável neste momento: os investidores estrangeiros podem perder a confiança no sistema financeiro americano e cortar seus investimentos em ativos em dólar, como títulos do Tesouro ou ações. Esses investimentos ajudam a financiar os gastos do governo e da população em geral. 

 

 

Um indício da vulnerabilidade do dólar é o atual déficit em conta corrente dos EUA, uma medida abrangente de quanto os americanos importam mais do que exportam. Esse déficit tem diminuído, mas no ano passado foi de 5,3% do PIB, ainda alto para os padrões internacionais. Isso torna os EUA dependentes do apetite estrangeiro por seus ativos, já que é justamente esse fluxo que financia o déficit. 

 

 

Os bancos centrais de outros países transferem os dólares obtidos com exportações para títulos do Tesouro americano e outros instrumentos de dívida. Em 2007, os estrangeiros detinham cerca de 57% dos títulos do Tesouro, um recorde. Eles também detinham um quarto dos títulos de empresas americanas e um quinto dos títulos emitidos por instituições ligadas ao governo americano, como a Fannie Mae e Freddie Mac. 

 

 

Se os investidores estrangeiros parassem de repente de comprar ativos americanos, ou começassem a se desfazer deles, o dólar sofreria uma queda brutal e os juros iriam às alturas, prejudicando ainda mais a economia. 

 

 

A súbita interrupção da entrada de capital foi um ingrediente rotineiro das crises financeiras que afetaram países emergentes como Tailândia e Brasil no fim dos anos 90. O risco é que os investidores estrangeiros fiquem tão temerosos quanto ao futuro da economia americana que não se sintam mais seguros para investir no país. 

 

 

"Se fôssemos um país emergente, o câmbio teria caído uns 70% e os juros estariam em 25% - é assim que é uma crise", diz Kenneth Rogoff, professor de economia da Universidade Harvard. 

 

 

Ele e outros economistas ainda não acreditam que isso vai acontecer. Até agora, em vez de desovar ativos como títulos do Tesouro, os investidores mundiais correram a eles, num sinal de que continuam considerando-os um refúgio num mundo incerto. 



Escrito por SALSFI às 02h48
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   CENÁRIOS PARA A ECONOMIA - PARTE II

 

 

Deflação ao estilo japonês 

 

A inflação tem preocupado os investidores este ano. O índice de preços ao consumidor, impulsionado pela alta dos alimentos e combustíveis, chegou a 5,6% no meio do ano, a maior inflação americana dos últimos 17 anos. 

 

Isso pode se reverter. As crises de crédito do passado foram associadas não com inflação, mas deflação. 

 

A deflação tem seu próprio conjunto de problemas. Quando as pessoas e as empresas acham que os preços vão cair, aumenta o incentivo para adiar os gastos, algo que deprime ainda mais a economia. A deflação também é um problema difícil de se enfrentar. O Fed pode martelar a inflação com juros cada vez mais altos. Mas cortar os juros para território negativo é algo completamente diferente. No Japão, onde os preços caíram 3,5% entre 1998 e 2005, o governo passou anos combatendo a deflação com juro zero, sem muito sucesso. 

 

Os EUA podem entrar em deflação por causa da maneira como já se sabe que as crises de crédito se desenvolvem. Quando os tomadores de crédito enfrentam problemas, precisam levantar recursos. Para isso, vendem ativos, o que derruba seu valor. Uma economia em desaceleração também pressiona os preços para baixo. O crescimento do desemprego, por exemplo, implica mais folga no mercado de trabalho, eliminando o poder de barganha dos trabalhadores na hora de pedir aumentos. 

 

Há indícios de que a inflação está perdendo força. Um exemplo é o declínio de muitas commodities nos últimos meses, como o petróleo, cujo barril estava US$ 108,02 ontem, ante o recorde de US$ 145,29 em julho. O economista Andrew Tilton, da Goldman Sachs, prevê que se o petróleo cair abaixo de US$ 80 e a inflação dos alimentos diminuir, até julho do ano que vem os preços podem estar abaixo do nível de um ano antes. 

 

"As chances de entrarmos num cenário grave de deflação são muito remotas", diz Michael Bordo, economista da Universidade Rutgers. "O perigo é se o plano de resgate não funcionar e os bancos continuarem a restringir o crédito, e as pessoas continuarem a cortar gastos e as falências aumentarem. Nesse caso, os preços começarão a cair." 



Escrito por SALSFI às 02h47
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   CENÁRIOS PARA A ECONOMIA - PARTE III

Resistência surpreendente 

 

Os cenários apocalípticos são apavorantes, mas talvez não sejam mais plausíveis que um final relativamente feliz. 

 

Desde a recessão profunda do início dos anos 80, a economia dos EUA acabou de passar por um período de 26 anos com duas recessões rápidas e relativamente fracas, apesar de duas guerras no Iraque, do estouro da bolha da internet e dos imóveis comerciais e de uma alta vertiginosa no petróleo, juntamente com vários outros choques. 

 

Qual é a explicação para tanta resistência? As autoridades sempre agiram velozmente para remediar circunstâncias fluidas. Depois do crash da bolsa em 1987 e de um longo período de baixa que começou em 2000, o presidente do Fed na época, Alan Greenspan, rapidamente cortou os juros. Na atual crise, Bernanke, um estudioso da Grande Depressão, prontamente percebeu o risco para a economia e em um ano cortou os juros em 3,25 pontos porcentuais, para 2%. 

 

O resultado é que, embora seja difícil obter crédito, os juros de alguns financiamentos não subiram tanto quando poderiam num período de aperto acentuado no crédito, porque o Fed tem pendido no sentido contrário. 

 

A economia americana conta com outras formas de proteção. Outros países que já enfrentaram crises cambiais tiveram dificuldade para sair do buraco porque se endividaram em moeda estrangeira - principalmente o dólar. Quando suas moedas se desvalorizaram, as dívidas aumentaram muito e se tornaram mais difíceis de quitar. 

 

Os EUA, por outro lado, tomam empréstimo em sua própria moeda. Apesar de o dólar ter caído, isso não encareceu a dívida nacional americana. 

 

Em alguns aspectos, a queda até ajudou. O declínio gradual do dólar tornou as exportações americanas mais baratas e competitivas. As vendas externas cresceram a uma taxa anualizada de 13% no segundo trimestre e a melhoria no comércio exterior respondeu pela maior do crescimento econômico do país. 

 

Ganhos de produtividade motivados por avanços tecnológicos também são uma fonte importante de resiliência. E a produtividade voltou a subir recentemente. No segundo trimestre, a produtividade por hora aumentou 3,4% ante o mesmo período de 2007, o melhor resultado desde 2004. 



Escrito por SALSFI às 02h40
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CARTA A GRAZIELLA VALENTI

Cara Graziella,

Quero registrar a minha satisfação pela excelente matéria apresentada por você no Valor Econômico de hoje, 25/09/08, "Investidor reclama de Tenda e vê risco de contaminação", em que você, além do caso lamentável - há outras razões desconhecidas do mercado sobre este temerário grupo nascido em Minas Gerais e hoje estabelecido em São Paulo - repito - em que você também aborda o caso Aracruz sobre o qual muito venho debatendo e escrevendo.

Você estocou de maneira exemplar os reflexos que aponto na segunda parte de artigo que enviei a Valor - infelizmente depois da publicação da primeira parte em Valor de 19/08/08 - não consegui o mesmo com este que lhe reenvio agora. A Daniele teve a gentileza de publicá-lo no Caderno Eu &Investimentos de 19/08/08 e teve uma repercussão fantástica.

É toda acertada a sua colocação e a contaminação de maus hábitos e do exercício coercitivo de ações pelos controladores (vedada pela lei 6404/76) atingem de fato a credibilidade que têm hoje os principais atores  do nosso mercado que são os investidores estrangeiros. 

O prejuízo aos minoritários solapa a credibilidade de empresas e do mercado

Conte com a nossa admiração pela excelente matéria publicada.

Se às vezes mandamos a Valor versões contundentes de fatos é exatamente em função do nosso longo conhecimento e de nossa independência. É função de termos uma visão do mercado financeiro sem ter o vínculo com instituições financeiras tão premidas hoje por decisões  açodadas, por análises arrogantes de analistas inexperientes que transmutaram o já conturbado mercado de renda variável em fonte de insegurança para investidores menos avisados e que acreditaram em versões fantasiosas de lançamentos mirabolantes de novas ações.

No auge da liquidez entre 2006 até 2007 os lançamentos de ações - principalmente de construtoras e de estabelecimentos de ensino - foram verdadeiros atos de extorsão amparados pela omissa atuação da CVM perante os editais de lançamento.

As ressalvas nos rodapés dos editais eram um verdadeiro ato de Pilatos lavando as mãos perante o iminente trucidamento de aplicadores novatos.

E os antigos e hoje desmoralizados bancos suiços como o UBS e o CS patrocinaram verdadeiras chacinas contra os investidores inexperientes que chegavam às bolsas e incautos fundos estrangeiros que aqui aportaram seduzidos pelos juros e para comprar Brasil.

É inadmissível que a CVM tenha feito vistas grossas a lançamentos de ações de empresas como Tenda, MRV - praticamente falidas e que captaram através de abertura de capital cifras fantásticas de 400 a 500 milhões e propiciando lucros estratosféricos e num passe de mágica a seus controladores individuais que diluiram seu controle inundando o mercado com papéis de PLs inacreditáveis de 100 a 150.

Ou seja, CCR, Rodobens, MRV, Kroton ( o Pitágoras do ex ministro Walfrido), Estácio, Brascan, Inpar (que já perdeu mais de 90% do valor), e até a majestosa Camargo Correa um dos maiores grupos e mais bem sucedidos do país que sem necessidade foi  aproveitando a onda e também lançou ações a preços de estupro (desculpe-me a expressão).

Assim se você juntar Eztec, Brascan, Abyara - corretora de imóveis como a Lopes lançando ações - etc, etc, o que se viu foi uma onda avassaladora de lançamentos que aproveitou da maré de liquidez existente para salvar empresários à beira da bancarrota em troca do assalto a mão armada a investidores neófitos.

Como antigo investidor recordei-me de 1984 quando foi promulgada a nova Lei de Informática no Brasil.

O governo patrocionou a abertura de capital do setor e dezenas de empresas adentraram as bolsas então.

Vou citar algumas.

Veja quais sobreviveram na Bolsa nesses quase 25 anos para confirmar Keynes de que a longo prazo estaremos todos mortos.

Sharp. Sid Eletrônica. Elebra (grupo Docas de Santos).Microsiga. Racimec. Edisa (grupo Ioshpe e a única que sobreviveu embora os minoritários tenha sido enxotados por uma oferta ridícula no fechamento de capital anos depois pela HP). ABC Xtal. Microtec. Moddata. Matel. Datamec. Scopus (salva pela Bradesco) e várias outras.

Aos preços pagos pelos incautos por empresas de dirigentes despreparados - para dizer o mínimo - fica evidenciado que nem na terceira geração estes papéis, lançados no ar até o ano passado e agarrado pelos afoitos, servirão sequer para papel de parede quanto aqueles citados de duas décadas atrás.

Além de volatéis são também eletrônicos e estão na custódia fungível.

Ou seria funguível?  De fungos?!

Desculpe-me a carta quase virou e dará um artigo, mas o motivo principal é me congratular com essa admirável pléiade de jovens jornalistas que fazem de um assunto tão fascinante e intrigante como mercado, um agradável ato de trocar idéias e experiências.

SALVADOR SÍCOLI FILHO

 

 



Escrito por SALSFI às 03h12
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Investidor reclama de Tenda e vê risco de contaminação

 

Por Graziella Valenti, de São Paulo - 25/09/2008
 
 
A governança empresarial do Novo Mercado foi colocada em xeque por um grupo de investidores estrangeiros que enviou carta à BM&FBovespa, reclamando da aquisição da Tenda pela Gafisa, por meio de uma incorporação, e pedindo providências.

A queixa foi encaminhada à bolsa, com cópia para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec). O documento é de autoria do fundo londrino Foreign & Colony (F&C), focado em mercados emergentes, gestor de US$ 203 bilhões em recursos. A carta é endossada por doze outros gestores de recursos que, juntos, administram US$ 1 trilhão.

Trata-se do mesmo grupo que viu na aquisição da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel (VCP) riscos para a credibilidade do mercado brasileiro, especialmente, em função da previsão de incorporação das ações preferenciais da Aracruz. Embora a lei não garanta oferta por alienação de controle aos detentores de ações sem direito a voto e as companhias não integrem nenhum nível de governança da bolsa, o grupo pleiteou ao regulador oferta para os papéis da Aracruz.

Os investidores enfatizam que têm compreensão de que ambas as operações - Tenda e Gafisa e Aracruz e VCP - estão de acordo com a legislação societária brasileira. No entanto, destacam que as duas transações minam o espírito da boa governança no Brasil e danificam a fé da qualidade e na integridade do mercado local.

No caso da Tenda, a carta reforça preocupação com os laudos de avaliação que vão balizar a operação. A transação sofreu diversas críticas pela diluição que ocorrerá com os acionistas da Tenda, o que inclui o atual controlador. A companhia fará um aumento de capital da ordem de R$ 1,3 bilhão para absorver R$ 420 milhões de ativos da Fit, empresa da Gafisa. Tal medida resultará na transferência de controle do negócio à Gafisa, que ficará com 60% das ações da Tenda ao fim do processo.

Por conta disso, a F&C pede que a Bovespa tome providências. Solicita a exigência de contratação de um avaliador independente para analisar as condições da operação e ainda a garantia aos minoritários da Tenda de uma oferta por alienação de controle, "tag along", por entender que se trata de uma "venda indireta vestida de fusão". O entendimento é que a operação foi montada de forma a evitar oferta aos acionistas. Por isso, pede que a bolsa forneça orientações gerais de princípios de governança, especialmente, para operações que deixem as regras para trás com "inovações de mercado".

A Bovespa encaminhou ontem uma resposta à F&C, segundo informou seu porta-voz. A bolsa disse que o assunto é prioritário, mas ainda em análise, e que no momento oportuno se pronunciará. A idéia, após avaliar a operação a fundo, é responder aos pleitos específicos dos investidores.

A diretora de investimentos focada em governança da F&C, Karina Litvack, está no Brasil e fará uma visita à Bovespa amanhã.

Wilson Amaral, presidente da Gafisa, enfatizou que não houve qualquer intenção ou mesmo discussão, no momento de estruturar a operação, de se evitar pagamento aos minoritários. Ao contrário, segundo ele, houve preocupação de garantir o mesmo tratamento a todos. Para ele, o mais importante, porém, é o potencial do negócio após união. "É uma visão míope pensar só nessa questão de oferta, o mais relevante na transação é o potencial de geração de valor que ela tem." Segundo ele, os valores serão melhores compreendidos quando forem divulgadas as projeções detalhadas do negócio.

O descontentamento dos fundos estrangeiros reflete a dificuldade de compreensão das crescentes operações de incorporação no Brasil. Começam a surgir discussões sobre a Lei das Sociedades por Ações e as alienações de controle. A legislação pede oferta aos donos de ações ordinárias por 80% do valor pago ao controlador. O modelo de incorporação torna mais complexa a análise da existência de transferência do controle. Mas, aos poucos, nasce o debate de que o texto da legislação garante, mais do que o alinhamento do controlador ao minoritário de ordinárias, uma oferta por esses papéis - o que não estaria sendo atendido.



Escrito por SALSFI às 01h36
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Keynes, ainda a velha solução

 

Maria Clara R. M. do Prado - 25/09/2008
 

 
Sir John Maynard Keynes, se vivo, estaria dando gargalhadas. Afinal, anos seguidos de primazia absoluta da doutrina do liberalismo econômico conseguiram apenas provar que o mercado, completamente livre das amarras da intervenção do Estado, não é capaz de se auto-regular e muito menos de impor limites à sua atuação.

O presidente da SEC (o órgão regulador americano do mercado de títulos), Christopher Cox, reconheceu muito tardiamente, na terça-feira, ao falar ao lado do secretário do Tesouro, Henry Paulson, e do presidente do Fed (o BC dos EUA), Ben Bernanke, no Capitólio, de que deu em nada a iniciativa de regulação voluntária colocada à disposição dos bancos de investimento pelas autoridades.

O republicano Cox, alvo de severas críticas até mesmo por gente do seu partido (McCain encabeça a lista), admitiu que o mercado de subprime (financiamentos imobiliários de segunda linha) foi altamente manipulado, a tal ponto que mais de 50 investigações de atividades ilegais envolvendo operações com papéis do subprime estão em curso na SEC.

E, mais, Cox chamou atenção para as conseqüências no sistema financeiro de um outro "buraco" completamente desregulado, relacionado às operações envolvendo títulos de créditos em default ("credit default swaps" ou CDS), cujas posições dobraram de valor nos últimos dois anos. Chegam hoje a cerca de US$ 58 trilhões em termos "nocionais", considerando a dupla contagem das posições de compra e de venda nos mercados, lastreadas em um mesmo ativo financeiro.

Para tapar os buracos visíveis desta crise e restaurar a confiança no funcionamento dos mercados, não há alternativa senão a cobertura com recursos públicos. A conta pode sair cara, dado o tamanho da encrenca que as próprias autoridades americanas ajudaram a cavar.

O déficit público - medido pela diferença entre receita e despesa, ou seja, pela necessidade de financiamento daquela diferença - deve fechar em US$ 407 bilhões ao final deste ano fiscal americano (vai de 1º de outubro a 30 de setembro). Isto é duas vezes e meia o déficit de US$ 163 bilhões do ano fiscal de 2007. Para o próximo ano fiscal (que se encerra em 30 de setembro de 2009), as estimativas ainda preliminares apontam para algo em torno dos US$ 450 bilhões. Ou seja, deve comer de 3% a 4% do PIB de uma economia já em baixa atividade.

O sucesso ou não do socorro que Paulson tem defendido junto à classe política vai depender da percepção de que iniciativa será suficiente para estancar o processo de perdas do sistema financeiro. Como se sabe, os lucros dos bancos americanos caíram de US$ 35,2 bilhões no último trimestre de 2006 para US$ 5,8 bilhões no último trimestre de 2007, representando uma queda de 83,5%.

Se o resultado for largamente positivo, é claro que o impacto do plano sobre as contas do setor público tende a ser amenizado. O problema é que sequer se sabe hoje por que preço o governo vai adquirir os ativos considerados "podres" ou de difícil retorno das instituições submetidas à intervenção estatal.

Muitas perguntas permanecem no ar. Por exemplo, o que se pode esperar com relação ao comportamento do dólar no médio prazo? Conseguirá a moeda americana manter a hegemonia de reserva internacional, apesar dos solavancos recentes? Desde o dia 11, quando o dólar se fortaleceu perante o euro, a moeda americana voltou a perder valor face à moeda européia. Esse enfraquecimento mais recente do dólar tem a ver com a falta de clareza sobre o plano de Paulson: primeiro, não está claro o que o secretário tem em mente e, segundo, não há por enquanto certeza de que forma se pronunciará o Congresso americano sobre a proposta de socorro às instituições financeiras.

Ontem, no meio da tarde, predominava nos mercados a incerteza e a obscuridade, uma combinação perigosa para a formação das expectativas. Aumentaram as apostas de que o Fed vai cortar a taxa de juros básica que está em 2% ao ano, a segunda mais baixa entre os países industrializados, acima apenas do juro básico do Japão (de 0,5% ao ano).

Uma redução adicional nos juros pode afastar os investidores internacionais em um momento em que os EUA precisam desesperadamente de liquidez. Em termos reais, a taxa dos chamados fed funds está negativa. Na Europa, ao contrário, a taxa de curto prazo do BCE tem se mantido elevada, em 4,25%. Essa falta de coordenação das políticas monetárias só contribui para atrapalhar ainda mais a compreensão do cenário econômico mundial.

Quanto aos bancos, entre alguns mortos e outros feridos, a acomodação em curso fatalmente redundará em uma nova conformação a médio e a longo prazos. Isso é normal e acontece em toda a crise bancária sistêmica, como comprovaram Luc Laeven e Fabian Valencia, do Departamento de Pesquisa do FMI. Eles levantaram 42 episódios de crise bancária em vários países no período entre 1970 e 2007 e verificaram que em 86% dos casos a sobrevivência do sistema dependeu de planos de reestruturação com atos de intervenção governamental em larga escala através de fechamento de bancos, nacionalizações ou de fusões coordenadas.

O trabalho de Laeven e Valencia - "Systemic Banking Crises: a New Database" ("Crises Bancárias Sistêmicas: uma Nova Database"), divulgado este mês - estima em 13,3% do PIB o custo médio fiscal bruto (sem considerar as recuperações dos ativos) dos processos de administração de crises bancárias. Entre os casos levantados, houve situação em que o custo fiscal chegou a 55,1% do PIB. Já o retorno obtido com a recuperação de ativos correspondeu em média a 18% dos custos fiscais brutos. Portanto, confirma-se o que já se sabia: a conta, em maior ou menor grau, vai parar mesmo no bolso dos contribuintes.

Aparentemente, há uma certa correlação negativa entre o nível da retração econômica e dos custos fiscais, com a indicação de que preço é pago com aumento brutal do custo fiscal ou com largas quedas na taxa do PIB. O estudo mostra que as turbulências bancárias podem provocar grandes perdas em termos de produto, com variações que representaram, na média, redução de 20% do PIB nos primeiros quatro anos daquelas crises. Todos acabam sofrendo de uma forma ou de outra com o descuido dos governos em zelar pelo funcionamento saudável dos mercados.

Maria Clara R. M. do Prado, jornalista, é sócia diretora da Cin - Comunicação Inteligente e autora do livro "A Real História do Real". Escreve quinzenalmente, às quintas-feiras. E-mail: mclaraprado@ig.com.br



Escrito por SALSFI às 01h26
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Ainda um cenário lúgubre

 

Paulo Rabello de Castro - 25/09/2008
 


 
A maior empresa de consultoria de crédito do Brasil realiza um painel macroeconômico cada mês de dezembro, convidando seus clientes para ouvir as análises e previsões dos principais analistas econômicos do país. No último dezembro, nossa missão era precisamente a de avaliar as repercussões mundiais do que ainda então se chamava de crise dos créditos subprime, numa referência circunscrita aos créditos imobiliários americanos de inferior qualidade.

Argumentamos, então, que a crise do subprime era muito maior e abrangeria outros segmentos. Enxergávamos o estouro da bolha hipotecária como primeiro ato de uma completa inversão do quadrante de euforia financeira criado artificialmente por Alan Greenspan, o então presidente do Federal Reserve, cinco anos antes, ao tentar conter os efeitos da recessão de 2001-2002 com a prática de juros ínfimos (1% ao ano), posicionados abaixo da inflação corrente.

Ao conseguir reverter o sinal de uma forte recessão nos EUA, Greenspan devolveu a animação de que precisavam os especuladores e deu novas vantagens para os consumidores irem às compras. Como o custo de financiar operações de crédito baixara a níveis inéditos, a economia americana decolou irresponsavelmente para nova espiral de endividamento privado, e também o setor público, quando o Congresso autorizou as guerras de Bush. Não foi feito qualquer esforço de poupança. Predominou a gastança e os déficits explodiram.

Nada a ver com o atual diagnóstico da crise, quando se alega falta de regulação, ausência de fiscalização ou omissão de autoridades reguladoras. Pelo contrário: estas autoridades é que deram o sinal da aprovação ao comportamento enlouquecido do mercado quando baixaram os juros, facilitando a tomada de posições especulativas.

O resto da maré de euforia é explicado pelas próprias práticas de remuneração a executivos em Wall Street que acumularam bônus em cima de operações arriscadas ou até fraudadas. De novo, nada a ver com falta de regulação, mas de incentivos errados aos administradores de fundos, bancos e corretoras, que ganham bônus multimilionários, antecipados em relação à liquidação das operações - estas baseadas, muitas vezes, em avaliações equivocadas quanto a seu verdadeiro risco de crédito, ou apoiadas em garantias colaterais frágeis ou contrapartidas inadequadas.

Quando se fala em risco sistêmico, teme-se a quebra de mais um elo dessa corrente de felicidade formada pelas negociações sucessivas de avais cruzados no mercado, via "Certificados de Trocas de Garantias" - os inovadores e perigosos CDS - "Credit Default Swaps", cujas posições em aberto cresceram explosivamente ao nível de US$ 45 trilhões (três vezes o PIB dos EUA) a partir do rebaixamento quase criminoso do custo do dinheiro pelo Fed. Estes CDS estão quebrando o sistema bancário americano e devem repercutir profundamente no nível de renda e emprego mundo afora.

Estas novas formas de quase-moeda multiplicaram o poder de compra global, aumentando a velocidade de circulação do dinheiro, cujo impacto no aumento de liquidez viabilizou o gasto a prazo dos americanos nos últimos anos. Ao comprarem "a China inteira", os países avançados fizeram girar a máquina de produção dos emergentes, liderados pela China que, no afã de garantir para si as matérias primas produtivas, inclusive agrícolas, levou à alta generalizada dos preços das commodities.

Em economia, a diferença entre o bom e o mau é questão de grau. A negação do ajuste em 2002 pelos EUA proporcionou cinco anos muito bons, inclusive de muita sorte, para o Brasil de Lula. Porém, 2009/2010 serão os anos do ajuste, os anos "maus", por causa da inversão do ciclo, tão intensa quanto fora o delírio consumista e acumulador de compromissos financeiros nos anos precedentes.

Ao descrevermos este cenário no painel realizado em dezembro, um dos debatedores do grupo - como qualificado consultor - rebateu: "Este é um cenário lúgubre, com o qual não posso concordar!" As últimas semanas têm mostrado que não se tratava de cenário lúgubre, mas do fim de um longo ciclo, com suas naturais conseqüências.

O aspecto especial da situação atual continua sendo a maneira de atuação das próprias autoridades reguladoras. No afã de perpetuar a "escola Greenspan" de evitação de cenários negativos a qualquer custo, o Fed já propiciou, junto com o BCE, desde agosto de 2007, quase US$ 1 trilhão em socorros financeiros às combalidas instituições, a custo subsidiado pelos contribuintes de cada lado do Atlântico. E, desde a última sexta, os mercados se defrontam com proposta tão ousada que as autoridades européias se recusam a acompanhá-la: trata-se de dar cobertura a US$ 700 bilhões em ativos desvalorizados nos balanços dos bancos.

A boa noticia é a má noticia. O temerário socorro a Fannie e Freddie produziu no mercado o efeito paradoxal do pânico que o Fed e o Tesouro queriam evitar. Assim que o próprio mercado começou a depurar as posições de risco a descoberto que as autoridades queriam tapar com a peneira grossa, apareceram mais esqueletos pulando fora do armário. Lehman e Merrill Lynch começaram a ser os novos alvos. O Lehman pediu Chapter 11 (concordata), a maior de todos os tempos, enquanto o Merrill era adquirido pelo Bank of America.

Em seguida, surgiu o problema mais agudo, uma seguradora como a AIG, carregando compromissos cruzados, avais e planos de aposentadoria para vasta gama da população, um típico problema político. Foi preciso sair da postura mais conservadora e as autoridades preparam, agora, uma mega-intervenção. A leitura do mercado, de novo, foi paradoxal. Teme-se que a estrutura de intervenção seja frágil e incompleta diante da magnitude do problema. Nas últimas horas, quem entrou na dança da incerteza foi a própria moeda americana. A alta do petróleo e do ouro refletem essencialmente isso. A fuga contra o dólar pode dar um contorno ainda mais explosivo ao que já não era nada bom. Exigirá uma conduta do Fed em defesa do dólar. O Fed talvez deva conduzir uma nova elevação de juros. Não é necessário dizer o quanto isso vai doer na rolagem de créditos estressados. O mergulho na crise será maior, em meio à transição eleitoral nos EUA. Um cenário perturbador...

Entramos no olho do furacão da crise. Mas, em mais algum tempo (quanto?), à medida que tudo parecer definitivamente perdido, haverá boa chance de que o "cenário lúgubre" inverta o sinal de novo, desta vez para positivo. Mas não enquanto os políticos e os reguladores insistirem em negar e apenas evitar o que está acontecendo. E enquanto os mercados teimarem em acreditar nos pacotes antiajuste. Só cairemos em depressão, como nos anos 30, se o cabo de guerra entre a realidade do ajuste e evitação de responsabilidades pender para a segunda alternativa.

A atitude das autoridades americanas em relação ao Lehman mostrou que o enfrentamento da realidade nem sempre exige intervenção direta nos mercados. Mas a profundidade do precipício assustou o governo que, no momento seguinte, prometeu um pacotão de ajuda. Os mercados podem ter gostado menos ainda disso. O ajustamento dói, o não-ajustamento não dói, mas morre-se dele.



Escrito por SALSFI às 01h19
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O MINORITÁRIO E A TROCA DE CONTROLE DA ARACRUZ - III

 

Salvador Sícoli Filho – 19/09/09

 

Sobre a declaração do sr. Leonardo Cantidiano, ex- CVM e atual advogado do grupo VCP no caso da troca de controle da Aracruz e que intenta excluir os minoritários da oferta de tag alone – artigo de Valor de 19/09/08 – “CVM desiste de estudo para comparar regra de países” cabe e é preciso relembrar:

 

No modelo europeu, citado pelo ilustre causídico, em que somente numa oferta mínima de 30% do capital votante incidiria a obrigatoriedade de oferta a todos os minoritários, em nenhum dos casos existiam grupos com acordos de acionistas que configuram o exercício do comando com mais de 30%. No caso da Aracruz, três grupos somando 84% se uniram para condução da gestão da companhia e agora, de forma coercitiva e contrariando o que prescreve a Leis das S.A busca um deles afastar da oferta acanhados minoritários que dispõe de cerca de 3,5% e mais o BNDES certamente fustigado pelo lobby dos grandes detentores do controle para se isentar de defender seus interesses de também minoritário.

 

A atitude do grupo, que infringe os cânones da legislação que restringe na medida de arbitrariedade no trato aos minoritários, já é sentida no mercado internacional onde as ações da Aracruz despencaram – malgrado a subida do dólar que em outra situação elevariam sua cotação já que a empresa é exclusivamente exportadora e assim intimamente atrelada ao câmbio.

 

E a agência Fitch rebaixou ontem, dia 18/09, o “rating” da empresa o que agrava o prejuízo potencial dos investidores na empresa inclusive os fugitivos estrangeiros.

 

Ao não ponderar sobre o respeito devido aos acionistas minoritários – não somente os possuidores de ações ordinárias, mas também àqueles preferencialistas e aos possuidores de ADRs, o grupo VCP economiza muito pouco perante o monumental prejuízo de sua imagem corporativa.

 

Espera-se que a CVM não necessite de estudos externos para observar os riscos que incidem sobre esta chicana jurídica contra o óbvio direito dos minoritários.



Escrito por SALSFI às 01h35
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DE JÉROME K A CHRISTINE: A CRISE ATRÁS DA PORTA FRANCESA.

 

Salvador Sícoli Filho – 21/09/08

 

Depois da porta arrombada a ministra Christine Lagarde só pode agradecer a generosidade de Bush dando canja na guitarra.

 

O solo que vai inundar bancos falidos de dólares recém saídos do forno e cobrir a falta de supervisão bancária de gestores irresponsáveis.

 

Inclusive de alguns celebrados bancos franceses que entraram na dança mesmo sem contar com a voz de Carla Bruni.

 

O que se requer de altas autoridades no mundo afora é que sejam menos sujeitas aos lobbies bancários que trucidam economias. Estes seqüestram grande parte dos recursos do setor produtivo e, com sua volúpia desvairada por lucros absurdos, usam de artimanhas pouco ortodoxas como derivativos para inflar seus números. Assim podem pagar remunerações exorbitantes a seus executivos.

 

Quando a corrente da felicidade é rompida, acontece o que aconteceu.

 

Mas remando cada vez menos horas os franceses não devem contar sempre com a maré favorável.

O risco sistêmico pode estar só começando por lá e bem atrás da senhora baronesa.



Escrito por SALSFI às 01h28
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QUEM VAI PAGAR A CONTA?

 

Salvador Sícoli Filho - 20/09/09

 

"Não há almoço grátis" é uma frase capitalista criada por Tio Sam e agora, esquecendo o bordão,  o governo Bush fecha com chave de fenda e super bonder o esquife do "American way of life".

 

Humilhado, o arrogante ainda vai emitir dinheiro para passar aos incautos estrangeiros pilotados pela China, Emirados, Ásia e Europa e até os sudamericanos chefiados por Chávez e outros que, palavras ao vento, se encastelaram nos Treasuries e nos dólares voláteis dos milhões de derivativos criados com base nos toxic papers sem controle de bancos charmosos com nomes pomposos.

 

US$ 700 bilhões?! É pouco.

Que sejam Trilhões, não importa.

Ainda há quem acredite que o defunto está vivo.

Então que se emita e se encontre otários. Ou distraídos, que ofensa não lhes desejo nunca.

 

Tudo para sustentar o monumental déficit americano que há décadas passa incólume aos olhos do mundo, extasiado pelo marketing de vaudeville em cassinos de luxo criado pelos temerários bancos americanos.

 

Impávidos colossos que fizeram escola mundo afora.

Escola e arrependimento, como diria um certo autodidata compulsivo que virou rei.

 

Não bastou o exemplo de 1997 quando o vendaval asiático transformou em pó o sistema bancário japonês. Dez anos da letargia nipônica não foram suficientes para instruir as regras clássicas de administração e finanças públicas e fazer descer a crista do descontrole americano. Gastador compulsivo e investidor por amor ao perigo.

 

Sinais relançados e ignorados há quase dois anos.

 

Alertas ignorados pelo mundo afora.

Jérome K, operador culpado pelas mazelas bancárias francesas. Dos vinhedos interioranos para a ribalta do SG de sozinho ter inviabilizado a supervisão bancária da Europa com assustadora alavancagem em derivativos perdedores.

 

E a mola do mundo, a China em dilema, vê agora o smelt-down da Bolsa de Xangai que em menos de um ano perdeu 70% do valor. Aliás, muito pouco perante a diluição de patrimônio de alguns bancos americanos e europeus.

 

Noviços investidores rodopiando como zumbis se escondem nas encostas e escarpas em ereção do ninho dos pássaros.

 

Passada a olimpíada é que começou a verdadeira maratona. 

 

Enquanto o regime trocava exportação franqueada por interesses do mundo, por yuan impassível, e aplicações internas pela farra de títulos e instrumentos financeiros criados pela magia dos Copperfields dos gigantes de pés de barro que começaram a desmoronar do outro lado do mundo.

 

Quem vai pagar a conta?

 

Ela será dependurada para que as gerações futuras se esmerem na inventividade e, sobretudo, na vergonha pela barafunda promíscua e descontrolada edificada para ruir e que levou a honra americana, afobada para apagar as chamas do 11 de setembro de 2001, a instituir o crédito fácil para clientes de renda incerta, juros baixos sujeitos a controvérsias para continuar o crescimento e o culto à exuberância irracional de Alan Greenspan e sua pasta mágica pelas calçadas de Wall Street.

 

Com a reconstrução assentada em cima da quimera de esquecer seus déficits descomunais, suas mazelas, suas precariedades fiscais, sua benesses aos consumidores e contribuintes e erigir um falso sistema de dar aos sem lastro a falsa sensação de propriedade, o governo americano de Bush erigiu o mais fantástico castelo de areia do planeta.

 

Crédito farto aos desassistidos, lastreados em instrumentos sem controle que se propagaram pelo mundo, parecem cenas de país subdesenvolvido.

 

Mas aconteceram impune e impudentemente com a quase extinta e embalsamada ex-maior economia do planeta.

 

Chapter Eleven, bankruptcy, bailout seguiram os semeadores do sub-prime.

Palavras velhas incorporadas ao cotidiano do contribuinte pobre mortal.

 

Depois do álcool brasileiro que para ser internacionalizado precisou ser cadastrado como etanol, o grande PROER do mundo sacramentando anos depois, a farsa do risco sistêmico do Fonte Cimdam e do Marka de Cacciola.

 

Hoje é o congresso americano e seus congressistas que estão em pânico.Quem será a próxima vítima? Apertem o cinto, nem  o Papa, nem Berlusconi salvam a Alitalia, mas o texano é ousado e diz que vai salvar o mundo.

 

Desta vez não será contra armas químicas.

Será contra os odores letais dos títulos podres do sub-prime embalados para presente e distribuídos pelo mundo como derivativos exóticos. Opções malditas que embalaram a orgia das stock-options para executivos bancários irresponsáveis e que embolsaram milhões em fringe-benefits pela performance falseada e lastreada no logro e na insânia de suas administrações temerárias que desmoralizaram todos os conceitos e instrumentos de gestão de risco.

MBA onde estás que não respondes?

 

Deus, que dizem é brasileiro, se não torce pelo Cruzeiro forte que atrapalha a exportação,  mas é fã do Sr. Roger da Vale, se apiade nós e nos proteja como nos impediu da Xta.L do Mike Davis. 

 

Se ninguém dá um basta  na arrogância americana é porque há atributo demoníaco nas operações. As opções, derivativos que alavancam do nada são uma invenção do capeta.

O processo absurdo urdiu um mortal envolvimento do mundo.

Todos concordam porque ninguém sabe como sair do Castelo de K.

 

Qum vai pagar a conta?! 

 

God save America!

 

And the World!

 

Ainsi soit- il.

 

And, the end.



Escrito por SALSFI às 01h19
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Paranapanema sai do ramo de estanho
Vera Saavedra Durão, do Rio

 
A mineradora peruana Minsur, terceira maior produtora de estanho do mundo, venceu uma disputa com a MMX, do empresário de Eike Batista, pela compra da Mamoré Taboca, controlada pelo grupo Paranapanema.

O negócio, fechado em R$ 850 milhões - equivalente a US$ 470 milhões -, foi acertado ontem, mas somente será condluído no prazo de 45 dias por conta de exigências, como o "sinal verde" dos órgãos anti-truste da Comunidade Econômica Européia (CEE), uma vez que a Minsur fornece estanho para o mercado da região.

O Valor apurou que a gigante peruana e a MMX praticamente empataram no lance comercial, mas a Minsur ganhou o negócio porque aceitou pagar royalties futuros à Paranapanema por eventuais produção e venda de minérios ainda não explorados pela Mamoré Taboca em sua jazida localizada no Estado do Amazonas.

A aquisição do ativo da Paranapanema é o primeiro investimento da mineradora peruana no Brasil. A Minsur criou uma sociedade de propósito especial, a Serra da Madeira Participações, para incorporar as ações (100%) da Mamoré Taboca, que inclui direitos minerários do estanho e de vários outros minerais como tório, zirconita, índio, nióbio, tântalo e urânio (cujo minério é reserva da União), mais o processo de recuperação do estanho em cassiterita e uma metalurgia ao lado da cidade de São Paulo onde o estanho é beneficiado e exportado na forma de lingote. Será através da Serra da Madeira, que controla indiretamente, que a Minsur vai administrar a sua subsidiária brasileira.

Companhia aberta listada na bolsa de Lima, a Minsur tem valor de mercado de US$ 2,5 bilhões. No primeiro semestre deste ano lucrou US$ 175,5 milhões e apresentou uma receita líquida de US$ 398 milhões. No ano passado, obteve receita líquida de US$ 559,2 milhões e uma margem líquida expressiva de 49,6%.

Respondendo por 10% de um volume total de 347 mil toneladas de estanho produzidos no mercado global em 2007, a Minsur vai ampliar sua oferta em mais 10 mil toneladas de estanho ao ano com a compra da Mamoré Taboca. O metal está em alta e foi negociado ontem na London Metal Exchange (LME) por US$ 17,5 mil a tonelada.

A venda da Mamoré é mais um episódio no esfacelamento do grupo Paranapanema, formado em 1996 por fundos de pensão, com controle da Previ, com vistas a formar um dos maiores conglomerados de metais no país. Em 2002, em crise financeira, a holding desfez-se da Paraibuna Metais, produtora de zinco, ao grupo Votorantim. A Vale comprou os direitos minerários de bauxita da Mamoré Taboca. Restam ainda a Caraíba Metais, a Eluma, produtora de manufaturados de cobre, e a Cibrafértil (de fertilizantes). A Vale já demonstrou interesse na Caraíba Metais e na Cibrafértil.

Luiz Antonio Ferraz, presidente da Paranapanema, comemorou ontem a transação. Ele disse ao Valor que com esta operação a reestruturação da holding chega ao final. Sua dívida não operacional, hoje na faixa de R$ 500 milhões, será zerada. Este passivo este acima de R$ 1,5 bilhão e foi derivado do não pagamento de vencimento de debêntures aos acionistas.

A Paranapanema vai receber R$ 550 milhões da Minsur descontada a dívida operacional da Mamóré Taboca) e vai usar R$ 240 milhões para antecipar o resgate de 50% das debêntures da 2ª série que venceriam em 2011. Os debenturistas são obrigados a converter as debêntures remanescentes em ações ordinárias da companhia. "Com esta operação, a Paranapanema fica com um patrimônio líquido positivo de R$ 1 bilhão", informa Ferraz.

Sílvio Tini, conselheiro da empresa que se absteve de votar pela venda da Mamoré Taboca, disse ao Valor que ficou triste porque a Vale não se interessou pelo ativo, que tem uma grande parte dos direitos minerários em urânio. Ele confessou que chegou a fazer oferta pela MamoréTaboca, mas não levou. "Mas vou continuar acionista do projeto desta magnífica mina polimineral porque vou comprar ações da Minsur no Peru". Por outro lado, reconhece que foi um bom negócio para a Paranapanema, porque ela zerou sua dívida operacional, ficou com dinheiro em caixa e não tem mais a mina, já que "não entende de mineração". "Agora ela fica com os ativos industriais que sabe administrar". Tini é contrário à venda destes ativos, pois acha que a companhia tem futuro. Mas, defende que se houver decisão de descontinuar a Paranapanema, "o melhor é vender a empresa para a Vale".

A Previ, maior acionista da Paranapanema, que no final da reestruturação vai ficar com 20% da companhia, comemorou a venda da Mamoré Taboca por ter saneado uma dívida que se arrastava há muito tempo. Joílson Rodrigues Ferreira, diretor de participações da Previ, disse que agora caberá ao conselho e aos diretores da companhia traçar o futuro da Paranapanema.

"O importante é escolher a opção que der maior valor para o negócio. Pode ser venda de ativos ou parcerias. A Vale continua interessada na Caraíba e na CibraFértil", disse Ferreira.

Ele reconhece, porém, que a Caraíba tem um problema: não tem supridor próprio de minério de cobre e nem condições para comprar uma mina. "Será que é viável manter uma empresa que não tem supridor?", comenta. Ferreira entende, porém, que com o fim do problema da dívida, não há intenção de se tomar nenhuma medida apressada para a Paranapanema, mas reconhece que se todos os ativos da holding forem vendidos não há sentido em mantê-la. "Mas, até agora não tivemos propostas de ninguém querendo comprar 100% da empresa".



Escrito por SALSFI às 01h12
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