SALSIFI INVESTMENTS
  
Novas tecnologias de prospecção reduzem os riscos ambientais
Francisco Góes, do Rio - 19/09/2008
 
 
Empresas norueguesas movimenta-se, no Brasil, para fornecer à Petrobras e outras petroleiras novas tecnologias que, além de serem eficientes em suas aplicações, reduzem os efeitos no meio ambiente das atividades de prospecção e produção de petróleo. No pavilhão da Noruega, na Rio Oil & Gas, encerrada ontem, as companhias apresentaram detalhes das soluções, que incluem novas técnicas na área de mapeamento geológico para identificar a presença de óleo e gás no fundo do mar e um sistema de separação de óleo e água que reduz o uso de produtos químicos.
Silvia Costanti / Valor
Guimarães, gerente geral da EMGS no Brasil, vendeu à Petrobras dados colhidos na Bacia de Barreirinhas (MA)

A Electromagnetic Geoservices (EMGS), fundada por cientistas em 2002 em Trondheim, na Noruega, desenvolveu uma tecnologia que utiliza imagens eletromagnéticas na procura de reservas de hidrocarbonetos offshore sem a necessidade de perfuração de poços. A técnica tem um impacto ambiental menor do que a sísmica, sistema tradicional de mapeamento em que navios arrastam cabos submersos e fazem uma "varredura geológica" a partir da superfície.

O sistema da EMGS, desenvolvido por matemáticos, físicos e geofísicos, entre os quais o presidente da empresa, Terje Eidesmo, é complexo. Ele é formado por receptores que são depositados no fundo do mar (em inglês a técnica chama-se seabed-logging). Uma fonte eletromagnética, sustentada por cabos, é arrastada entre os receptores por um navio e é feita a leitura geofísica da área.

Quando o trabalho é concluído, os equipamentos sobem à superfície içados por bóias e são "pescados" pelo navio. Mas o lastro que permitiu ao receptor cair por gravidade permanece no fundo do oceano. Esse lastro, uma base feita em concreto marinho, irá se dissolver em um período de três meses eliminando o "lixo" que ficou no fundo do mar. As características do sistema desenvolvido pela EMGS torna mais curto o processo de licenciamento ambiental, para a realização de trabalhos de mapeamento offshore.

Ricardo Perrone Guimarães, gerente-geral da EMGS no Brasil, diz que a eficácia do sistema tem levado clientes da empresa a aumentar a performance na exploração em áreas de novas fronteiras e em campos maduros. A companhia norueguesa não vende ou aluga os equipamentos às petroleiras, mas comercializa as licenças dos dados obtidos nos mapeamentos.

Guimarães diz que a EMGS vendeu à Petrobras dados colhidos por meio dessa técnica em um bloco na Bacia de Barreirinhas (MA). Segundo ele, porém, a Petrobras ainda vê a tecnologia como "método potencial". A técnica foi introduzida no fim dos anos 90 e a primeira descoberta baseada na tecnologia ocorreu em 2001. De lá para cá, a empresa conduziu mais de 300 projetos em várias partes do mundo para mais de 35 clientes, incluindo as grandes companhias internacionais de óleo e gás.

A Aibel, outra das empresas norueguesas presentes na Rio Oil & Gas, criou um equipamento que reduz o uso de produtos químicos no processo de separação da água do petróleo. A tecnologia é conhecida por coalescedor eletrostático (Viec, na sigla em inglês). José Vicente Allevato, diretor comercial da Aibel, diz que o equipamento, instalado no vaso de separação gravitacional da plataforma, aplica um campo magnético sobre a corrente de água e óleo que sai do poço.

"O equipamento acelera a separação água-óleo e reduz a dependência de produtos químicos no processo, o que gera economia", diz Allevato. A empresa forneceu equipamentos para três plataformas da Petrobras. Já a Wellcer, empresa que tem como sócia a Siem Offshore, tem um produto, o Thermaset, que pode ser usado em poços de produção de petróleo para isolar faixas que produzem água.



Escrito por SALSFI às 23h33
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   Votorantim insiste em expurgar os minoritários

O MINORITÁRIO E A TROCA DE CONTROLE DA ARACRUZ

 

Salvador Sícoli Filho – 19/09/09 - Parte III

 

Sobre a declaração do sr. Leonardo Cantidiano, ex- CVM e atual advogado do grupo VCP no caso da troca de controle da Aracruz e que intenta excluir os minoritários da oferta de tag alone – artigo de Valor de 19/09/08 – “CVM desiste de estudo para comparar regra de países” cabe e é preciso relembrar:

 

No modelo europeu, citado pelo ilustre causídico, em que somente numa oferta mínima de 30% do capital votante incidiria a obrigatoriedade de oferta a todos os minoritários, em nenhum dos casos existiam grupos com acordos de acionistas que configuram o exercício do comando com mais de 30%. No caso da Aracruz, três grupos somando 84% se uniram para condução da gestão da companhia.  Agora, de forma coercitiva e contrariando o que prescreve a Leis das S.A, busca um deles afastar da oferta acanhados minoritários que dispõem de cerca de 3,5% das ações votantes e mais o BNDES com 12,6%, certamente fustigado pelo lobby dos grandes detentores do controle para se isentar de defender seus interesses de também minoritário.

 

A atitude do grupo, que infringe os cânones da legislação que restringe na medida e a prática de arbitrariedade no trato aos minoritários, já é sentida no mercado internacional onde as ações da Aracruz despencaram – malgrado a subida do dólar que em outra situação elevariam sua cotação já que a empresa é exclusivamente exportadora e assim intimamente atrelada ao câmbio.

 

E a agência Fitch rebaixou ontem, dia 18/09, o “rating” da empresa o que agrava o prejuízo potencial dos investidores na empresa inclusive os fugitivos estrangeiros.

 

Ao não ponderar sobre o respeito devido aos acionistas minoritários - não somente os possuidores de ações ordinárias - , mas também àqueles preferencialistas e aos possuidores de ADRs, o grupo VCP economiza muito pouco perante o monumental prejuízo de sua imagem corporativa no mercado bursátil internacional.

 

Espera-se que a CVM não necessite de estudos externos para observar os riscos que incidem sobre esta chicana jurídica contra o óbvio direito dos minoritários.

Escrito por SALSFI às 18h58
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CVM desiste de estudo para comparar regras de países

De São Paulo - 19/09/2008
 


 

Em meio ao debate mais profundo acerca dos desdobramentos das operações de troca de controle, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) optou por enterrar um estudo que visava comparar as regulamentações de vários países sobre o tema. A idéia da pesquisa nasceu em 2005.

 

O objetivo era analisar o que dizem leis e normas mundo afora a respeito de operações societárias que acarretem mudanças significativas, compulsórias ou voluntárias, nas posições dos acionistas não-controladores, situação que vem gerando polêmica no mercado brasileiro. Também estava prevista a comparação das legislações sobre transações de incorporações de empresas do mesmo grupo.

 

No entanto, a contratação do estudo, que seria financiado com recursos do Banco Mundial (Bird), foi considerada desnecessária pela CVM no final de 2007, antes da etapa de abertura dos envelopes, quando seriam apresentadas as propostas técnicas e financeiras das instituições interessadas em realizar o levantamento.

 

Ao Valor, a autarquia informou que a paralisação do processo de licitação resultou do próprio desenvolvimento do arcabouço regulatório brasileiro. "Após análise acerca da conveniência e oportunidade no prosseguimento do certame, a CVM tomou a decisão de não prosseguir com o estudo, pois diversos aspectos da legislação societária que seriam abordados nos estudos já haviam sido contemplados em inúmeros julgamentos pelo colegiado", justificou o regulador, sem especificar alguns desses julgamentos.

 

Essa decisão, porém, não significa que as polêmicas estão encerradas. Ao contrário, vem se consolidando, ano após ano, que a autarquia avaliará os casos separadamente, conforme eles aconteçam. Tampouco a opção por não fazer o estudo indica que a CVM está plenamente satisfeita com a legislação atual.

 

A Lei das S.A. abre brechas ao condicionar que seja feita oferta aos minoritários somente em casos de alienação de controle. Se alguém tornou-se sócio majoritário sem que outro tenha vendido uma posição de controle, pode não haver necessidade de "tag along", mesmo quando há elevado prêmio embutido na transação.

 

Caso em discussão nesse sentido, por exemplo, é a aquisição do controle da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel (VCP), pela compra de uma fatia de 28% das ações ordinárias detida por um dos sócios controladores. A proposta do grupo de Antônio Ermírio de Moraes para levar o controle embutia um prêmio de 37% frente à cotação em bolsa.

 

Recentemente, em debate realizado em São Paulo com cinco presidentes da CVM, a atual xerife Maria Helena Santana, propôs essa discussão aos antecessores. Esse tema, inclusive, foi abordado por ela em sua primeira aparição pública após assumir o comando do regulador, em julho do ano passado.

 

Luiz Leonardo Cantidiano, sócio do escritório Motta, Fernandes Advogados, chamou atenção para o modelo europeu. Na Europa, aquele que adquirir fatia de 30% de uma companhia aberta fica obrigado a fazer oferta para todos os demais acionistas.

 

Mas ele assinalou que não há um modelo que resolva todas as polêmicas. A Europa enfrenta o desafio de lidar com aquisições de fatias de até 29%, para que o comprador se exima de comprar os papéis de todos os acionistas. Exemplo recente é a investida do Deutsche Bank sobre o Postbank, numa operação de ? 2,8 bilhões de euros. O banco passou incólume da obrigatoriedade de oferta pois adquiriu 29,75% dos papéis. (MC e GV)

 

 



Escrito por SALSFI às 18h53
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Depois do temporal, é hora do tsunâmi
Angelo Pavini18/09/2008
 
 
Depois do temporal, é hora do tsunâmi

Quando todos esperavam que a bilionária solução para a seguradora americana AIG ia fazer a paz voltar a reinar nos mercados, uma onda gigante de incerteza sobre o sistema de crédito mundial apareceu para derrubar as bolsas ao redor do mundo. Novamente colado a Nova York, onde o índice Dow Jones caiu 4,06%, o Índice Bovespa desabou para 45.908 pontos, com perda de 6,74%, perto da mínima do dia, de 45.859 pontos. É o menor nível desde 2 abril de 2007, quando começaram a aparecer os primeiros sinais da crise das hipotecas de alto risco americanas em fundos do Bear Stearns.

A fragilidade do sistema financeiro americano revelada pela AIG acabou disparando a alta das taxas de juros entre os bancos e empresas na Europa e Estados Unidos, e isso forçou muitas subsidiárias locais a venderem ativos para socorrer suas matrizes. Nessa onda - que impactou também o mercado de dólar, onde a moeda subiu mais de 2% ante o real -, entraram mais fundos hedge internacionais e investidores com limites de perda e, desse caldo, veio a queda geral do mercado.

Nenhum papel do Ibovespa fechou em alta ontem, o melhor desempenho foi da ação preferencial (PN, sem voto) série B da Celesc, que perdeu 1,54%. Já nas baixas, o destaque ficou com setores afetados pelo aperto de liquidez, como as construtoras, empresas de varejo, infra-estrutura ou que dependem de crédito de alguma forma. "A queda desta vez não ficou só nas ações de primeira linha, ela atingiu também as menos líquidas, foi uma liquidação geral", diz Ronaldo Patah, responsável pela área de renda variável da Unibanco Asset Management (UAM). Ele cita empresas fora do Ibovespa, especialmente as novatas, como Klabin Segall, que perdeu 19,84%, Inpar, com queda 19,50%, e Anhangüera, com 14,85%.

Para ele, o mercado brasileiro perdeu qualquer parâmetro de avaliação, o que impede dizer que um papel esteja caro ou barato. "Depois de um terremoto desses, como posso estimar o custo de capital, o risco Brasil - que ontem bateu 3,7 pontos percentuais acima dos juros americanos - ou o prêmio do mercado acionário para chegar ao valor justo de um papel?", questiona. Para Patah, qualquer avaliação mais segura terá de esperar um mínimo de estabilidade dos mercados, o que ainda não está à vista.

O que dá para arriscar hoje é dizer que setores de commodities caíram demais e muita gente acha que há valor em Petrobras e Vale, mesmo com revisões para baixo dos preços do petróleo e do minério de ferro. Ontem, os preços das commodities subiram, com investidores se protegendo da queda do dólar no mercado internacional comprando matérias-primas. A exceção foram os metais, que caíram.

Patah acredita que o setor de construção será um dos mais afetados pelo aperto de crédito, e que terá de rever suas metas de crescimento para este ano e o próximo, botando o pé no freio. Os bancos brasileiros, diz, também devem reduzir o ritmo de expansão da carteira de crédito diante do aperto financeiro no exterior e também deverá aumentar o custo de captação, trazendo impacto no crescimento da economia brasileira. Patah vê risco no setor de siderurgia, que ainda acumula alta em 12 meses por conta da valorização do aço. "Em 12 meses, CSN sobe 22%, Gerdau, 15%, é uma gordura que o investidor pode pensar em queimar", alerta.

Para hoje, a insegurança sobre o comportamento dos mercados é maior, levando-se em conta que não há um evento único que acalmará os mercados, como havia com a AIG. Pode haver uma melhora caso se confirmem soluções para o Morgan Stanley e o Goldman Sachs, mas nada garante que novos nomes não serão acrescentados à lista de próximas vítimas. Apesar de todos os riscos, Patah acha que quem não está no mercado pode ganhar comprando agora. "É nos momentos de pânico que se pode ganhar, e este é um momento de pânico."

Adeus, 48 mil pontos

A queda de ontem do Ibovespa mostrou que o mercado não conseguiu manter o piso de 48 mil pontos que sobreviveu bravamente às turbulências das últimas duas semanas. Agora, nas estimativas dos grafistas, a próxima parada do mercado pode ser os 45 mil pontos, diz Nicholas Barbarisi, da Hera Investiments. Fundamentalista, ele não resiste a olhar os gráficos para tentar entender o que ocorre no mercado, "que está claramente em tendência de baixa forte e tem espaço para cair mais ". Abaixo dos 45 mil, a próxima parada seria os 42.500 e, depois, 41 mil. Mas ele acredita que o mercado deverá se recuperar até o fim do ano. Há duas semanas, Barbarisi arriscava um Ibovespa em 70 mil pontos. "Agora, um número razoável seria 60 mil". A esperança é que as pessoas físicas ainda não estão vendendo ações desesperadamente. "Apenas o volume de operações caiu", diz o executivo.

Angelo Pavini é editor de Investimentos Pessoais. Daniele Camba, excepcionalmente, não escreve hoje.

E-mail: angelo.pavini@valor.com.br



Escrito por SALSFI às 07h10
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Queda do petróleo já ameaça novos projetos de exploração
Neil King Jr., The Wall Street Journal18/09/2008
 
 
A queda do petróleo parece estar prestes a sacudir o mapa geopolítico e aliviar o preço da gasolina, mas uma retração contínua também pode dificultar alguns dos grandes projetos de exploração que deveriam garantir o suprimento futuro.

Em apenas duas semanas o petróleo perdeu mais de um quinto do valor ante o recorde de julho. Isso teve efeitos positivos, como queda de pressões inflacionárias e alta de ações de companhias aéreas.

Além disso, um petróleo mais barato também significa uma queda de receita com exportaçòes que deve baixar a crista de países produtores como Irã, Venezuela e Rússia, que têm usado os lucros crescentes para expandir a influência política ou fortalecer suas frágeis economias.

Mas se a queda continuar, pode criar desafios de longo prazo para várias tentativas de ampliar o suprimento mundial. O impulso de buscar combustíveis alternativos ou aumentar a eficiência do uso pode se dissipar rapidamente se o preço declinar ainda mais.

Se o barril ficar abaixo de US$ 90 o barril, isso pode prejudicar alguns dos projetos petrolíferos mais caros e complexos, especialmente o trabalho maciço nas areias betuminosas do oeste do Canadá.

Os economistas contam com essas areias, que atualmente fornecem 1,4 milhão de barris diários, para atender à demanda crescente nos próximos anos. A Petro-Canada anunciou ontem, contudo, que a estimativa do custo da primeira fase do projeto Fort Hills subiu desde meados de 2007 para US$ 28 bilhões, cerca de 50%.

O comunicado lança sérias dúvidas sobre a viabilidade das areias betuminosas caso o petróleo fique abaixo dos US$ 90. As areias canadenses atraíram investimentos consideráveis nos últimos anos, como uma fonte de petróleo num país politicamente estável. Mas os custos crescentes tornaram a exploração desse petróleo cada vez menos atraente. A empresa afirma que seguirá adiante com a primeira fase, que produzirá cerca de 140.000 barris diários.

A Petrobras, que desde o ano passado anunciou importantes descobertas em águas profundas da costa brasileira, espera que a produção seja viável mesmo com o petróleo barato.

Durante um a conferência em Madri em julho, o diretor-presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, reconheceu que os custos de produção subiram muito, mas garantiu que o campo Tupi, na região do pré-sal, seria viável mesmo se o petróleo caísse a um terço da cotação da época, de US$ 140 o barril. Um porta-voz disse ontem que a queda recente no preço não foi suficiente para mudar o plano da empresa de começar a produzir nos novos campos nos próximos anos.

Depois de cair cerca de 37% desde o recorde de julho, o petróleo subiu ontem US$ 6,01, chegando a US$ 97,16 o barril em Nova York. A demanda em queda nos Estados Unidos e o amplo recuo dos investidores em commodities ajudaram a baixar a cotação.

O preço agora está 1,2% menor que a do início do ano. Mas Christophe de Margerie, diretor-presidente da petrolífera francesa Total SA, alertou aos analistas semana passada que o declínio pode minar alguns de seus projetos mais ambiciosos no Canadá e na costa da África.

O trabalhoso processo de extração nas areias canadenses, disse ele, se torna cada vez mais inviável se o petróleo ficar abaixo dos US$ 90, e explorar as águas profundas da África exige cotação acima de US$ 70.

(Colaboraram Russell Gold e Patrick Brock.)



Escrito por SALSFI às 06h39
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Mittal cortará produção devido à queda do aço

 

Kris Maher e Tim Aeppel, The Wall Street Journal - 18/09/2008
 

 
A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo por produção, está pronta para cortar 15% do que produz atualmente, em resposta à redução da demanda em alguns países.

A empresa, que tem sede em Luxemburgo, também anunciou um plano para cortar US$ 4 bilhões em custos ao longo dos próximos cinco anos, por meio de melhora na produtividade e redução no consumo de energia. Segundo a siderúrgica, seu objetivo é reduzir custos na média de US$ 30 por tonelada produzida.

Siderúrgicas e produtores de matérias-primas como minério de ferro e cobre enfrentam cada vez mais dificuldades na economia global. Já havia ocorrido desaceleração nos Estados Unidos, na Europa e no Japão antes do recente tumulto financeiro em Wall Street, o que nublou ainda mais suas perspectivas de crescimento.

Reduzir a produção pode, em parte, visar a manutenção da firmeza dos preços. O aço tem sido uma das poucas commodities cujo preço ficou próximo dos níveis mais altos. Há pouco tempo, a ArcelorMittal anunciou corte de até 8% em seu produtos na África do Sul, por causa da redução dos preços internacionais.

"Achamos que isso é temporário", disse Aditya Mittal, diretor financeiro da empresa, referindo-se aos cortes de produção.

A empresa espera ver a demanda mundial por aço aumentar 5% este ano, com esse crescimento reduzindo-se para 4% ou 4,5% no ano que vem. Outras siderúrgicas não parecem que vão seguir o exemplo. A alemã ThyssenKrupp AG informou que seus planos são de manter a produção estável.

Uma desaceleração na produção de aço tende a se refletir rapidamente na mineração e em setores como o de transporte e processamento de matérias-primas. Uma porta-voz da Companhia Vale do Rio Doce, a maior mineradora de ferro do mundo, disse que a empresa não pretende reduzir sua produção.



Escrito por SALSFI às 06h31
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Government steps in again, bails out AIG with $85B
Wednesday September 17, 6:17 am ET
By Jeannine Aversa, Ieva M. Augstums and Stephen Bernard, AP Business Writers
Government saves AIG with $85 billion loan, takes 80 percent stake in battered insurance giant

WASHINGTON (AP) -- Another day, another bailout. The U.S. government stepped in Tuesday to rescue American International Group Inc., one of the world's largest insurers, with an $85 billion injection of taxpayer money.

 

It was the second time this month the feds put taxpayer money on the hook to rescue a private financial company, saying its failure would further disrupt markets and threaten the already fragile economy.

AIG said it will repay the money in full with proceeds from the sales of some of its assets.

Under the deal, the Federal Reserve will provide a two-year $85 billion emergency loan to AIG, which teetered on the edge of failure because of stresses caused by the collapse of the subprime mortgage market and the credit crunch that ensued. In return, the government will get a 79.9 percent stake in AIG and the right to remove senior management



Escrito por SALSFI às 07h36
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   Tesouro americano salva AIG

BAILOUT AIG

The move was similar to government's seizure on Sept. 7 of mortgage giants Fannie Mae and Freddie Mac, where the Treasury Department said it was prepared to put up as much as $100 billion over time in each of the companies if needed to keep them from going broke.

The Fed said it determined that a disorderly failure of AIG could hurt the already delicate financial markets and the economy.

It also could "lead to substantially higher borrowing costs, reduced household wealth and materially weaker economic performance," the Fed said in a statement.

The decision to help AIG marked a reversal for the government from the weekend, when it refused to use taxpayer money to bail out Lehman Brothers Holdings Inc. Lehman, which filed for bankruptcy protection Monday, collapsed under the weight of mounting losses related to its real estate holdings.

The White House said it backed the Fed's decision Tuesday.

"These steps are taken in the interest of promoting stability in financial markets and limiting damage to the broader economy, " White House spokesman Tony Fratto said.

After meeting with Treasury Secretary Henry Paulson and Fed Chairman Ben Bernanke in a late-night briefing on Capitol Hill, Congressional leaders said they understood the need for the bailout.

"The administration is approaching an unprecedented step, but unfortunately we are living in unprecedented times. Hearing of these plans, you have to stop to catch your breath. But upon reflection, the alternatives are much worse," said Sen. Charles Schumer, D-N.Y.

In a statement late Tuesday, AIG's board of directors said the loan will protect all AIG policy holders, address concerns of rating agencies and buy the company time to sell off assets.

"We expect that the proceeds of these sales will be sufficient to repay the loan in full and enable AIG's businesses to continue as substantial participants in their respective markets," the statement said. "In return for providing this essential support, American taxpayers will receive a substantial majority ownership interest in AIG."

New York officials said the deal helps stave off a fiscal crisis for the state. AIG is based in New York.

"Policy holders will be protected, jobs will be saved," New York Gov. David Paterson said Tuesday night.

The Fed's move was part of a concerted push to help calm jittery markets and investors around the world.

On Tuesday, the Fed decided to keep its key interest rate steady at 2 percent, but acknowledged stresses in financial markets have grown and hinted it stood ready to lower rates if needed.

The central bank also pumped $70 billion into the nation's financial system to help ease credit stresses. In emergency sessions over the weekend, the Fed expanded its loan programs to Wall Street firms, part of an ongoing effort to get credit flowing more freely.

The stock market, which Monday posted its largest point loss session since the Sept. 11 attacks, recovered Tuesday after the Fed's decision on interest rates. The Dow Jones industrials rose 141 points after losing 500 points on Monday.

AIG's shares swung violently, though, as rumors of potential deals involving the government or private parties emerged and were dashed. By late Tuesday, its shares had closed down 20 percent -- and another 45 percent after hours.

The problems at AIG stemmed from its insurance of mortgage-backed securities and other risky debt against default. If AIG couldn't make good on its promise to pay back soured debt, investors feared the consequences would pose a greater threat to the U.S. financial system than this week's collapse of the investment bank Lehman Brothers.

The worries were heightened Monday after Moody's Investor Service, Standard and Poor's and Fitch Ratings lowered AIG's credit ratings, forcing AIG to seek more money for collateral against its insurance contracts. Without that money, AIG would have defaulted on its obligations and the buyers of its insurance -- such as banks and other financial companies -- would have found themselves without protection against losses on the debt they hold.



Escrito por SALSFI às 07h34
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Paixão e ódio também movem o mercado financeiro
Vera Rita Ferreira - 16/09/2008
 

 
Deu no "Financial Times" (21/09/07), mas você viu antes aqui (20/09/06), essa espécie de leitura psíquica de fenômenos econômicos. Lá, no Reino Unido, David Tuckett, psicanalista, e Richard Taffler, professor de finanças, batizaram sua contribuição para uma compreensão mais aprofundada sobre o mercado financeiro de finanças emocionais.

Você talvez já conheça alguns conceitos de finanças comportamentais e idéias da psicanálise que apresentei anteriormente. Pois é a partir do eixo da psicologia econômica (a "mãe" das finanças comportamentais) e psicanálise que tenho procurado analisar questões econômicas. Essa articulação não é muito freqüente, daí a grata surpresa ao me deparar com a proposta destes pesquisadores.

O que dizem eles? Partindo de um extenso estudo realizado com gestores e investidores - e da premissa (psicanalítica) de que emoções e fantasias inconscientes, constituídas por desejos, impulsos e motivações, dominam nossa vida mental -, os autores concluem que aspectos psíquicos seriam responsáveis, em grande parte, por bolhas e pânico no mercado financeiro.

Quais seriam esses fatores? O entusiasmo exagerado com fantasias de realização de desejos à medida que o mercado sobe, acompanhados de repressão de emoções negativas que, se não fossem dessa forma suprimidas, poderiam alertar os agentes sobre o alto risco de suas operações financeiras.

Por isso, eles defendem a inclusão de variáveis emocionais e inconscientes nos modelos econômicos. Embora haja profissionais racionais e inteligentes atuando no mercado, os investimentos mais atraentes implicam apostas sobre um futuro incerto e essa incerteza mobiliza muitos sentimentos.

Isso explicaria o fato de profissionais experientes serem apanhados, no calor dos acontecimentos, por comportamento de manada, particularmente quando se trata de investimentos cercados por uma aura de inovação e poderosas expectativas. A miragem é: aqueles que embarcam na novidade serão recompensados com altos ganhos e quem ficar de fora será punido com perdas. Isso atinge também reguladores e operadores. Assim, quase em uníssono, inicialmente tende-se a subestimar os riscos do investimento e, após o pânico e o estouro da bolha, a superestimá-los.

Os pesquisadores comparam essas oscilações nas relações dos investidores com suas aplicações, àquelas de amor e ódio. Porém, assim como se costuma sofrer com ansiedade e incerteza dado o futuro é imprevisível, também no mercado acionário há flutuações e deve-se estar preparado para atravessar bons e maus momentos com ações. De preferência, sem deixar que o pânico tome conta da mente e das atitudes.

Em outras palavras, pode-se adotar duas posições psíquicas distintas ante estas experiências. Os pesquisadores dão nome aos bois (o que evitei neste espaço, com receio do impacto quiçá desnecessário, mas com o precedente do FT, aqui vão eles): na posição esquizo-paranóide, a mente não tolera a ansiedade e procura livrar-se dela. Isso resulta em cisões radicais que mantêm, de um lado, as pessoas e situações amadas e idealizadas e, de outro, segregado e inconsciente, o que não é aceito, não casa com as expectativas e tem potencial de desagradar, não se podendo acessar esses conteúdos de modo deliberado e claro (eles podem voltar como lapsos, sonhos, repetições e outras manifestações). Já na posição depressiva, é possível ter consciência do amor e ódio e aprender a confiar e suportar a ansiedade.

Bolhas ilustrariam essa experiência. Investidores cortam a ansiedade, perdem a cautela e procuram justificar "racionalmente" os riscos crescentes a que se expõem, sem se dar conta do que se passa em sua mente. Assim, depois que a bolha estoura, podem sentir vergonha e paranóia, mas raramente culpa genuína. É algo parecido com a paixão, quando se tende a enxergar apenas as qualidades da pessoa amada - até o momento quando se trinca a idealização, a realidade volta a ocupar seu (inexorável) espaço e ao objeto da paixão é devolvida a capacidade de nos decepcionar. O encanto derrete, deixando o sujeito à mercê de sentimentos persecutórios e acusações, como se do outro fosse a culpa por sentir-se tão mal agora.

É este intrincado universo emocional - nossa realidade psíquica - que os autores propõem estar presente, e merecendo investigação, no mercado financeiro.



Escrito por SALSFI às 01h52
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Terremoto em Wall Street

 

Luiz Gonzaga Belluzzo - 16/09/2008
 


 
Nos anos 90, Goldman Sachs, Merrill Lynch, Bear Stearns, Lehman Brothers, Morgan Stanley, JP Morgan et caterva desfilavam sua sabedoria e ofereciam seu aconselhamento ao mundo embevecido. Hoje, dia sim, outro também, os barões de Wall Street exibem suas misérias nas esquinas do centro financeiro do mundo. O Tesouro e o Federal Reserve despejam dólares a mancheias para salvar alguns façanhudos das próprias imprudências. Primeiro, o Bear Stearns foi adquirido pelo JP Morgan com grana subsidiada do Federal Reserve.

Logo depois, as gêmeas Fannie e Freddie receberam os favores do secretário Paulson e do presidente Bernanke. Apavorados com a possibilidade da desvalorização dos bônus emitidos pelas agências, os dois senhores trataram de impedir que o prejuízo chegasse aos credores estrangeiros, soberanos e privados.

Já a holding do Lehman Brothers não contou com o mesmo tratamento. Foi obrigada a recorrer ao chapter 11, o que significa apresentar-se aos costumes, ou seja, aos procedimentos de liquidação. O Lehman Brothers Holdings, vai se abrigar sob a proteção da lei americana de falências concordatas, enquanto suas subsidiárias se manterão solventes sob o patrocínio de um consórcio de bancos e do Federal Reserve, sempre disposto a aceitar ativos de baixa qualidade em troca de empréstimos de liquidez.

Na mesma noite tenebrosa, o Merrill Lynch conseguiu safar a onça, adquirido pelo Bank of América, aparentemente sem contribuição dos tax payers.

Na segunda-feira, o Federal Reserve adicionou US$ 70 bilhões nas reservas do sistema bancário - a maior operação desde o 11 de setembro de 2001 - com o propósito de conter a elevação das taxas do mercado interbancário que chegaram a 6% depois do colapso do Lehman Brothers Holdings Inc.

Na atual conjuntura, o mercado está aterrorizado com o chamado risco do contraparte nas operações com CDS (Credit Defaul Swaps) negociadas fora dos mercados organizados e, portanto, sem a supervisão e a garantia dos sistemas de compensação. Os derivativos de crédito, quase todos, nasceram da securitização de empréstimos, sobretudo hipotecários. Os bons, os maus, os feios eram fatiados, empacotados e transferidos como carne de primeira para as criaturas de sua sagacidade, os Veículos Especiais de Investimento (SIVs).

Os SIVs emitiram commercial papers para financiar posições em ativos securitizados - os Asset Backed Commercial Papers. Instrumentos de curto prazo emitidos para "carregar" posições em papéis mais longos, os commercial papers são especialmente sensíveis às mudanças nas condições de liquidez dos mercados financeiros. Sendo assim, os bancos estavam obrigados, nos momentos de stress, a prover liquidez para manter suas criaturas à tona. O colapso de preços dos créditos subprime detonou os mercados de commercial papers e deixou os bancos em má situação.

Numa situação de stress e de estreitamento da liquidez, os mercados desconfiam que a gororoba é de segunda. A desconfiança é suficiente para lembrar os administradores de carteira que não há como descarregar a mercadoria sob suspeita. Tratam de vender os ativos de maior "qualidade" e, assim, jogam seus preços para baixo. Desgraçadamente, em situações extremas, os riscos de desvalorização dos ativos baseados em créditos mais do que duvidosos e outros de qualidade superior não são independentes, mas estão fortemente correlacionados.

Paul Samuelson observou que os mercados financeiros competitivos são eficientes do ponto de vista microeconômico, porquanto as divergências de preços entre ativos da mesma classe podem ser eliminadas pela arbitragem. São, no entanto, "ineficientes" do ponto de vista macroeconômico porque as bolhas afetam "todos" os ativos da mesma classe e não há possibilidade de arbitragem. Imagino interpretar corretamente o velho Samuelson: os "fundamentos" microeconômicos não se sustentam diante das idiossincrasias do comportamento coletivo dos investidores, marcado por processos miméticos de formação de expectativas. Uns se apóiam nas expectativas dos outros.

Os movimentos extremos de preços - aqueles que nos modelos estocásticos gaussianos estariam na cauda da distribuição de probabilidades - não podem ser considerados versões ampliadas das pequenas flutuações. Os episódios de euforia e desilusão deformam a própria distribuição de probabilidades.

As inovações financeiras prosperam com a formação de um consenso sobre o ineditismo das circunstâncias. Tudo parece justificar a valorização rápida dos ativos reais e financeiros (sempre há uma "nova economia") que avança com o envolvimento dos bancos na maré de otimismo. A alavancagem imprudente dos investidores é disfarçada por valores cada vez mais inflados das empresas nos mercados de ações e dos títulos de dívida que financiam as suas operações.

O desaparecimento súbito da liquidez nunca está no horizonte dos administradores da riqueza quando os mercados estão inundados de otimismo.

A revista The Economist relata uma reunião de gestores de risco realizada em janeiro de 2007. Um deles indagou de onde poderia vir a crise de liquidez. Ninguém arriscou uma previsão pessimista diante de quatro anos de compressão dos spreads, taxas de juros camaradas, nenhum default relevante nos portfólios e volatilidade historicamente baixa. "O ambiente mais benigno dos últimos 20 anos", concluíram os participantes.

É difícil adivinhar quantos mais se juntarão ao desfile dos quebrados. Seja como for, são fortes os indícios de que os Estados Unidos enfrentam a maior crise financeira depois da Grande Depressão dos anos 30. O crash de 1929 deixou algumas lições. Entre tantas, ensinou que o desespero da "desalavancagem" generalizada promove a degradação do balanço de todos os envolvidos: bancos, empresas e famílias .

Luiz Gonzaga Belluzzo ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, escreve mensalmente às terças-feiras. E-mail: BelluzzoP@aol.com



Escrito por SALSFI às 01h44
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BNDES negociará seu futuro na fusão de Aracruz e VCP
Por Vera Saavedra Durão e Graziella Valenti, do Rio e de São Paulo
16/09/2008

 

 
BNDES negociará seu futuro na fusão de Aracruz e VCP

O BNDES vai negociar com o grupo Votorantim um tratamento diferenciado para sua participação de 12,5% nas ações ordinárias da Aracruz. O banco não quer ser tratado como um minoritário comum na união da empresa com a Votorantim Celulose e Papel (VCP), conforme apurou o Valor. Procurada, a instituição não quis se pronunciar. Mas, de acordo com fontes próximas à negociação, o BNDES vai conversar com representantes do Safra e do Votorantim nos próximos dias.

A família Safra e o grupo Votorantim anunciaram ontem um acerto entre eles para comandar conjuntamente a empresa resultante da união de Aracruz e VCP, conforme já era esperado. Os dois ficarão juntos numa holding, criada para controlar a empresa resultante.

Para ficar em pé de igualdade com o grupo do empresário Antônio Ermírio de Moraes, a família Safra desembolsará R$ 530 milhões em dinheiro. Além disso, colocará sua participação na Aracruz (28% das ações ordinárias ) na holding que controlará o negócio combinado. Com isso, terá 50% das ações ordinárias dessa empresa e 42,8% do capital total. Todo o restante será da grupo Votorantim.

Sem o pagamento adicional, o Safra teria fatia diminuta do negócio depois que a VCP comprasse a fatia de 28% da Aracruz detida pela família Lorentzen, conforme anunciou em 5 de agosto.

Juntos, VCP, Lorentzen e Safra controlavam a Aracruz, cada um com 28% das ações ordinárias. Até maio, o comando do negócio era regido por um acordo que incluía ainda o BNDES, com 12,5% dos papéis com direito a voto.

O modelo do negócio criado para unir VCP e Aracruz - e anunciado no começo de agosto - têm gerado grande debate no mercado. O BNDES, pela sua posição relevante do negócio e por ter integrado o bloco de controle da Aracruz até o vencimento do acordo dos sócios em maio, já foi procurado por minoritários que questionam a operação.

A VCP entende que o movimento de compra dos 28% das ações ordinárias da Aracruz detidas pela família Lorentzen por R$ 2,7 bilhões - R$ 21,25 por ação ordinária - não dispara a oferta para os minoritários por 80% do prêmio, prevista pela Lei das Sociedades por Ações em casos de alienação de controle. Porém, minoritários da Aracruz, detentores de 3,6% dos papéis com direito a voto, estão descontentes com essa interpretação. Ontem, as ações da companhia voltaram a cair e perderam 11,4% de seu valor, fechando o pregão a R$ 10,50.

A etapa seguinte à compra do controle da Aracruz pela VCP é a união societária das duas. Para tanto, os acionistas da Aracruz receberão entre 0,22 e 0,24 ação da VCP para cada papel detido.

A decisão do BNDES de negociar condições especiais vem da combinação da ausência de uma oferta pela fatia dos minoritários com sua conseqüente diluição após a troca de ações entre as companhias. A participação de 12,5% do capital votante da Aracruz cairia pela metade na nova empresa. O banco teria assim uma perda implícita de R$ 540 milhões a R$ 700 milhões.

Porém, interlocutores das negociações reconhecem os méritos do BNDES como impulsionador do setor de celulose. O banco é grande financiador dos projetos das companhias. Dessa forma, poderá conseguir integrar o controle da nova empresa com poder de voto ou garantir algum ganho para sair da operação vendendo suas ações para os sócios da futura companhia.

A definição de como tratar Safra e BNDES, depois da elevada proposta feita à família Lorentzen, pode agregar complexidade e polêmica ao desenho da nova gigante de papel e celulose.

Enquanto a operação estava sendo definida, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu um parecer - há tempos em consulta pública - com sugestões mais rígidas para operações de incorporações de empresas ou de ações de companhias de um mesmo grupo. A expectativa é que a companhia siga as orientações dadas pela CVM. Luiz Leonardo Cantidiano, ex-presidente do regulador e advogado da VCP na operação, afirmou que, "apesar de ser difícil se antecipar aos próximos passos, o fato relevante deixa claro que o negócio observará a legislação em vigor".

A VCP não comentou o negócio com o Safra anunciado ontem. A empresa comunicou que explicará a transação ao mercado "em breve". A expectativa é que a primeira etapa, envolvendo Safra e Lorentzen, esteja concluída até o próximo dia 6.

Para a incorporação, porém, os laudos serão vitais. Os documentos terão que deixar claro e bem fundamentado que Safra e BNDES - seja qual for o desfecho para a participação do banco - não terão tratamento diferenciado ou benefício adicional frente aos demais acionistas. Caso contrário, dependendo do modelo adotado, é possível que a transação tenha que ser submetida ao crivo dos minoritários, a exemplo da proposta de reestruturação da Telemar impedida pelos sócios fora do controle.



Escrito por SALSFI às 06h49
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Crise deteriora cenário para captações
Por Ana Paula Ragazzi, Graziella Valenti e Catherine Viera , de São Paulo e do Rio
16/09/2008

 

Os acontecimentos nos Estados Unidos, envolvendo Lehman Brothers e Merrill Lynch, devem paralisar de vez o acesso ao mercado de capitais pelas empresas brasileiras. Para os analistas, até que o mercado se reacomode aos novos e inesperados desdobramentos da crise, o quadro é de aumento de aversão a risco e incertezas, que elevarão os custos de captação. Para Ricardo Magalhães, sócio da Argucia Capital Management, a preocupação é com o tempo que vai durar a crise mais aguda e quais novos fatos ela pode trazer, pois a restrição de acesso aos recursos é o que pode afetar no futuro algumas companhias brasileiras.

"No momento, ainda existe um fôlego em várias empresas, por conta de emissões feitas nos últimos anos e alguns financiamentos bancários, mas, se esse quadro persistir por mais seis meses, aí se tornará um problema sério", prevê. Para o gestor, as empresas que já estão com o caixa baixo e necessitam de capital intensivo ou as que têm mais dívidas em dólar, dependendo do porte e da solidez, tendem a ficar mais vulneráveis.

Laurence Mello, superintendente de mercado de capitais do banco Fator, avalia que no curto prazo haverá apenas acessos pontuais, com muita atenção ao risco de crédito. Para ele, os administradores das companhias terão de saber medir muito corretamente o acesso ao mercado. Ele lembra que, ano passado, o mercado estava positivo e comprador, com crédito fácil e barato, o que também era uma situação atípica. "A empresa não pode achar que aquele cenário era ideal ou permanente e simplesmente não querer captar no atual, que embute custo maior. O departamento financeiro terá de decidir por pegar um dinheiro mais caro, mas que permita a continuidade de seu negócio."

O professor de finanças do Ibmec São Paulo Ricardo José de Almeida lembra que, nessas condições, só irão acessar o mercado aquelas empresas que estão com muita necessidade de recursos.

"A companhia que precisa captar porque tem perspectiva de expansão ou quer construir uma fábrica irá levar a operação adiante apenas se a diferença entre a taxa de captação versus a de retorno do investimento lhe for favorável. Se não, irá adiar os projetos", diz, temendo que a persistência da crise possa afetar a atividade econômica doméstica, que por enquanto permanece forte, apesar dos problemas externos. Almeida também destaca que empresas carro-chefe da bolsa brasileira poderão ter dificuldades ou pagar mais caro pelos recursos, pelo menos até que sejam conhecidos os reflexos pelo mundo da falência do Lehman. Ele cita os exemplos da Petrobras, que precisa de recursos por conta do pré-sal; Usiminas, que divulgou um projeto de investimentos histórico; Vale, que já manifestou desejo de fazer aquisições; e a CSN, que pretende abrir o capital de seus braços de logística e mineração.

Leonardo Barém Leite, sócio da Demarest & Almeida, admite que o país sentirá a crise, mas acredita que o entendimento de que o mercado é uma fonte importante de financiamento, lição deixada pelo boom de aberturas de capital, permanecerá e que as operações serão retomadas após a crise. O lado positivo, diz, será o preparo das companhias, que poderão se adaptar à cultura e às necessidades de uma empresa de capital aberto com mais calma, sem a tentação de vir mais rapidamente do que deveriam à bolsa.



Escrito por SALSFI às 06h46
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Temporada de furacões
Por Alessandra Bellotto e Catherine Vieira, de São Paulo e do Rio
16/09/2008
 
 
O colapso do quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers, a compra de emergência do também americano Merrill Lynch pelo Bank of America, o pedido de socorro de uma das maiores seguradoras do mundo, a AIG, tudo isso indica que há muito mais por vir. Num mercado financeiro global altamente interligado, não dá para esperar nada além de uma temporada de furacões. E a resposta dos grandes investidores não poderia ser outra senão correr em busca de proteção, deixando para trás mercados considerados de maior risco. Diante do cenário nebuloso, a recomendação é ter cautela, sem grandes apostas nem de compra nem de venda. Mas, para quem tem recursos, o caminho é buscar abrigo no porto seguro da renda fixa.

"No olho do furacão, é difícil dizer o que vai acontecer; sem um mercado claro não dá para fazer apostas em ativos de risco", afirma o diretor da Daycoval Asset Management, Roberto Kropp. Quem tem dinheiro disponível para aplicar deve ser o mais conservador possível, segundo ele, privilegiando alternativas de renda fixa pós-fixada. "É hora de aproveitar o momento do juro alto do país."

Mesmo que a situação atual seja de pânico e não se sustente por muito tempo, conforme acredita o economista-chefe do WestLB, Roberto Padovani, quando falta informação, não se deve montar grandes posições, nem na bolsa, nem nos mercados de câmbio e juros. "O momento é de forte ajuste financeiro", argumenta ele. Em Nova York, o índice Dow Jones ontem caiu 4,42% e, no Brasil, o Ibovespa recuou 7,59%, as maiores perdas desde os atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001. O fluxo de saída de recursos estrangeiros da bolsa continuou pressionando o dólar, que subiu 1,52%, para R$ 1,80.

E não é só aqui que a moeda americana segue valorizada. No mundo, o dólar ganha força, em resposta à saída de investidores do mercado de commodities. O que pressiona duplamente o Brasil, diz Padovani, pela saída de recursos e pelo efeito na bolsa, que perde atratividade uma vez que boa parte dos seus papéis é de empresas de matérias-primas. "O Ibovespa deve girar entre 48 mil e 50 mil pontos ainda por alguns meses", afirma Kropp, da Daycoval. Mesmo barata em relação aos fundamentos das empresas, o que conta é fluxo e o dinheiro está indo embora, diz.

Para o economista do private bank do Banco Real, Fábio Susteras, a bolsa ainda pode viver seu pior momento. "Não há possibilidade de recuperação entre 6 e 8 meses, ao contrário, o mercado vai piorar antes de engatar uma melhora", diz. O que mudou? Susteras afirma que o colapso do Lehman significa o agravamento da crise financeira, uma vez que as autoridades americanas disseram que não estão dispostas a colocar mais dinheiro para salvar bancos. Mas a crise não dura para sempre e por isso quem tem recursos na bolsa deve olhar o longo prazo. Quem não está em bolsa pode se proteger em fundos DI, CDB atrelado ao CDI ou títulos públicos indexados à inflação, que pode ser pressionada pela alta do dólar, diz Susteras.

Os investidores vinham consistentemente subestimando o tamanho da crise e achando que o Fed (banco central americano) seria o salvador da pátria, afirma a chefe da análise da Fator Corretora, Lika Takahashi. A Fator, que vinha trabalhando com uma estimativa de 67 mil pontos para o Ibovespa no fim do ano, está em vias de revisar para baixo a projeção. Lika recomenda que o investidor faça uma faxina na carteira, e só mantenha empresas com bons fundamentos. Para ela, há grandes barganhas na bolsa, mas apenas para "quem tem muito estômago" para aguentar as oscilações e possui uma perspectiva de retorno que dê para esperar os próximos cinco a dez anos.

Para o sócio-fundador da GAP Asset Management Carlos Camacho não é possível estimar nesse momento a extensão dos problemas no sistema financeiro dos EUA. E como a cada notícia ruim nesse terreno surgem novos solavancos, no curto prazo as perspectivas continuam sendo complicadas. A GAP ainda não está indo às compras no mercado de ações, optando por uma postura mais cautelosa. Apesar de acreditar que a economia brasileira e muitas das companhias locais têm bons fundamentos, Camacho diz que, nos momentos de estresse, os investidores vão em busca de liquidez. Segundo Camacho, a gestora tem buscado ativos mais conservadores, como títulos públicos federais.

Com relação aos juros, a avaliação é de que os últimos sinais do Banco Central poderiam indicar um ciclo mais extenso e mais lento de alta. Já o câmbio ficará mais pressionado enquanto durar o movimento de venda de ativos locais e compra de ativos em dólar e empresas estrangeiras remetendo mais dividendos e recursos por conta da necessidade de liquidez. Mas em meio ao caos, a visão para a economia brasileira ainda é alentadora. Para o sócio da GAP, há sinais de que a China vai tomar medidas para crescer mais, o que beneficia o Brasil.

O responsável pelos investimentos de renda variável da BNY Mellon Arx, Carlos Eduardo Ramos, diz que vê oportunidades interessantes, principalmente nas companhias atreladas a commodities. Ele reconhece, porém, que o clima de nervosismo afasta os investidores. "Ver os preços caindo cria um clima geral de apreensão e uma aversão aos investimentos de maior risco", diz ele.

Para Ramos, o índice Preço/Lucro (P/L), um dos indicadores usados para estimar o tempo de retorno do investimento nas empresas, baixou muito nos setores ligados a commodities. O setor de siderurgia é um dos que ele vê com bons olhos. "Ainda existe uma necessidade enorme de investimentos em infra-estrutura e os países emergentes devem continuar aumentando a participação no PIB global", explica Ramos. Ele avalia que o setor de mineração também pode oferecer oportunidades e que ambos os setores são beneficiados com o dólar mais forte, por possuírem receita nessa moeda



Escrito por SALSFI às 06h41
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Na crise, tudo sempre pode piorar mais
Angelo Pavini16/09/2008
 

 

O Índice Bovespa foi engolfado ontem pela crise financeira americana, registrando uma queda de 7,59%, a maior desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Em um dia, o índice disse adeus a quase 4 mil pontos, desabando de 52.392 pontos na sexta-feira para 48.416 pontos ontem, o menor nível desde os 48.015 registrados em 16 de agosto do ano passado, outra data trágica para o mercado, quando explodiu a crise das hipotecas de risco americanas. Apenas para recordar, em setembro de 2001, o índice caiu 9,18%, até acionar o limite de queda, ou "circuit braker" da bolsa. Só que, naquela época, o Ibovespa estava em 10.827 pontos.

O pior de todo esse movimento é que os especialistas não esperam que a crise deflagrada pela concordata do centenário banco americano de investimentos Lehman Brothers acabe por aí. Apesar de o acordo de venda da Merrill Lynch para o Bank of America tirar um dos primeiros da lista de próximas vítimas, o mercado suspeita do tamanho do rombo que surgirá a partir dessa turbulência em outras instituições, lembra Antonio Milano, diretor da Fator Corretora. "A sensação é que a sede de sangue do mercado ainda não acabou e que o mercado pode piorar mais", diz ele. Até o fechamento desta edição, havia dúvidas sobre a sobrevivência da gigante dos seguros, AIG.

E novos corpos podem aparecer de onde menos se espera, especialmente levando-se em conta que as perdas que os investidores asiáticos e do Oriente Médio tiveram com bancos americanos podem reduzir o interesse desses aplicadores em socorrer essas instituições. Ontem, o Índice Standard & Poor's 500 Financials, que reúne as ações das principais instituições financeiras americanas, apresentou queda de 10,40%. Por tudo isso, Milano acha que o investidor que tem dinheiro vai esperar para comprar na bacia das almas.

Por aqui, o mercado devolveu boa parte dos ganhos que tinha registrado na semana passada por conta da alta de Petrobras após a confirmação das reservas do pré-sal do poço de Iara e das esperanças vãs que o Lehman seria salvo. A queda concentrou-se nos papéis de primeira linha, os preferidos dos estrangeiros, numa média de 10%, confirmando o movimento de redução de risco que tomou conta dos investidores ao redor do mundo e onde o Brasil é mais atingido por ter maior liquidez. Com os estrangeiros saindo a qualquer preço, os investidores locais aproveitavam as distorções de preços para comprar um ou outro papel.

A maior queda ficou com a agora especulativa ação ordinária (ON, com voto) da BM&FBovespa, com 13,92%, seguida pela Petrobras ON, com 9,94%, Petrobras preferencial (PN, sem voto), com 9,86% e Vale PNA, com 9,68%. A seguir vieram Brasil Telecom e Oi, que dependem de crédito para concluir a fusão, com perdas em torno de 9,5%, e as siderúrgicas, com perdas entre 8% e 9%. Os bancos brasileiros foram menos contaminados pela crise financeira desta vez, mas mesmo assim o papel ON do Banco do Brasil perdeu 8,86% e a unit (certificado de ações) do Unibanco, sócio da AIG em seguros no Brasil, caiu 8,06%. Do Ibovespa, apenas a Comgás PNA conseguiu terminar o dia em alta, de 0,51%. Até mesmo setores vistos como mais defensivos, como o elétrico, terminaram em baixa.

Na prática, a crise até agora só afetou no Brasil as taxas de juros futuros, que subiram e podem impactar o crescimento local, diz Kelly Trentin, analista da SLW Corretora. "Mas ainda é cedo para revisar as estimativas", diz ela, que acha que as empresas estão sendo negociados por muito menos do que elas valem, mas que a questão é quando o investidor vai se sentir confortável para investir. Já Eduardo Kondo, da Corretora Concórdia, estima que os preços atuais indicam múltiplos bastante interessantes para o mercado. "Hoje o Ibovespa deve estar com uma relação Preço/Lucro (P/L) em torno de 8,5 vezes, sendo que já chegamos a 12 vezes", diz. Petrobras e Vale estariam com P/L projetados para 2009 em torno de 7 vezes. Quanto menor esse indicador, mais barata está a ação.

Bye bye, emergentes

A fuga do risco aparece nos números dos fundos internacionais que investem em mercados emergentes. Segundo a consultoria EPRF, as carteiras que compram ações de países emergentes perderam US$ 2,23 bilhões na semana encerrada dia 10 de setembro, elevando para US$ 28,6 bilhões os saques no ano, o equivalente a 5% do total de ativos. No mesmo período do ano passado, esses fundos tinham captado US$ 10,7 bilhões. Os fundos compostos por títulos de renda fixa de países emergentes perderam US$ 1,08 bilhão na semana. Esses números são confirmados pelo saldo de estrangeiros da Bovespa, que está negativo neste mês, até dia 11, em R$ 910 milhões, e em R$ 17,445 bilhões no ano



Escrito por SALSFI às 06h29
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   BLACK MONDAY

Wall Street awakes to 2 storied firms falling- AP

When Wall Street woke up Monday morning, two more of its storied firms had fallen. Lehman Brothers, burdened by $60 billion in soured real-estate holdings, said it is filing for Chapter 11 bankruptcy after attempts to rescue the 158-year-old firm failed.



Escrito por SALSFI às 07h23
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Bank of America agrees to buy Merrill for $50 bln
Monday September 15, 3:05 am ET
By Madlen Read and Tim Paradis, AP Business Writer
Bank of America agrees to buy Merrill Lynch in $50 billion all-stock deal

NEW YORK (AP) -- Bank of America Corp. said early Monday it would acquire Merrill Lynch in an all-stock transaction worth about $50 billion that should lift the uncertainty shrouding Merrill since the start of the credit crisis over a year ago.

 

Charlotte, N.C.-based Bank of America has the most deposits of any U.S. bank, while Merrill Lynch & Co., Inc. is the world's largest and most widely recognized brokerage. A combination of the two will create a global financial services giant involved in everything from fixed-income trading to stock underwriting to credit card lending, which will rival Citigroup Inc., the biggest U.S. bank in terms of assets.

"Acquiring one of the premier wealth management, capital markets, and advisory companies is a great opportunity for our shareholders," Bank of America Chairman and Chief Executive Officer Ken Lewis said in a press release. "Together, our companies are more valuable because of the synergies in our businesses."

Under terms of the transaction, Bank of America would exchange 0.8595 shares of Bank of America common stock for each Merrill Lynch common share, the statement said.

The deal values Merrill at $29 a share. That represents a 70 percent premium over the brokerage's Friday closing price of $17.05, but well below what Merrill was worth at its peak in early 2007, when its shares traded above $98.

Merrill's stock dropped further last week as ailing Lehman Brothers Holdings Inc. raced to find to a buyer. Early Monday, Lehman, the No. 4 investment bank in the U.S., announced that it was filing for Chapter 11 bankruptcy.

Bank of America said its buyout is expected to close in the first quarter of 2009. The deal been approved by directors of both companies and is subject to shareholder votes at both companies and standard regulatory approvals, the bank said.

Under the agreement, three directors of Merrill Lynch will join the Bank of America Board of Directors.

"Merrill Lynch is a great global franchise and I look forward to working with Ken Lewis and our senior management teams to create what will be the leading financial institution in the world with the combination of these two firms," said John Thain, chairman and CEO of Merrill Lynch, in the release.

Strategically, most industry analysts are saying it's a good fit. If the deal goes according to plan, Bank of America will be able to offer Merrill's retail brokerage services to its huge customer base. There is not a great deal of overlap between the two companies -- Bank of America does have an investment bank already, but it has never been terribly strong.

Where there is duplication, however, the combination of the two companies could result in more layoffs. Both Merrill and Bank of America have already cut thousands of investment banking jobs over the past year.

And the deal does not come without risks to Bank of America. Merrill Lynch, like many of its Wall Street peers, has been struggling with tight credit markets and billions of dollars in assets tied to mortgages that have plunged in value. Merrill has reported four straight quarterly losses, and its stock has been sliding.

Officials from the government and various banks met this weekend to discuss what to do about Lehman Brothers. When Bank of America balked at buying Lehman, the government urged it to buy Merrill instead.

The deal differs from JPMorgan Chase & Co.'s buyout in March of Bear Stearns Cos. in that Bear Stearns was sold at a steep discount and with financial backing from the Fed. While Merrill Lynch is burdened with soured real estate investments, its financial position is stronger than Bear Stearns' was.

AP Business Writer Joe Bel Bruno contributed to this report.




Escrito por SALSFI às 07h21
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