SALSIFI INVESTMENTS
   Iara abre espaço para megaprojeção no pré-sal
Chico Santos - 12/09/2008 

Leo Pinheiro / Valor
Zylbersztajn, ex-diretor da ANP: "Petróleo depende de o mercado estar disposto a pagar acima do que você vai gastar"
O anúncio de que os testes no poço exploratório de Iara, na camada de pré-sal da bacia de Santos, constataram reservas recuperáveis de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de petróleo leve de alta qualidade está levando especialistas a considerarem a possibilidade de as áreas do pré-sal brasileiro nessa região da bacia de Santos somarem reservas de muitas dezenas de bilhões de barris de petróleo e gás. Ao mesmo tempo em que o anúncio confirma a dimensão das reservas na nova área, traz também um detalhe destacado pelos analistas: o campo está em uma área bem definida o que, em tese, afastaria a necessidade de a exploração do campo ser negociada com a União, no processo conhecido por "unitização".


"Temos nove situações (ocorrências de óleo ou gás) naquela área [de Tupi e blocos próximos] e, no conjunto, por que não falar em 70 ou 80 bilhões apenas naquele 'cluster' (complexo)", pergunta o professor Guiseppe Bacoccoli, da coordenação dos programas de pós-graduação em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).


A reserva de Iara, divulgada por meio de um comunicado técnico e lacônico da Petrobras na noite de quarta-feira, contrariando o foguetório que o governo vem soltando quando o assunto é pré-sal, foi festejada por especialistas e analistas, inclusive pelos que notoriamente têm posições divergentes com o governo e a Petrobras. "Pegando pelos picos de 8 bilhões e 4 bilhões, apenas Tupi e Iara dobram as reservas brasileiras", disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE). A referência é ao fato de Tupi, anunciado em novembro de 2007, ter reservas estimadas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris.


Pires estranhou apenas a coincidência de que os dois anúncios de reservas de pré-sal feitos até agora terem ocorrido em dias de crise de abastecimento de gás. Tupi teve suas reservas prováveis anunciadas quando a Petrobras acabara de anunciar o corte de 17% do gás natural fornecido aos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo para assegurar o abastecimento de usinas termelétricas. Agora, o anúncio saiu ao mesmo tempo em que a Bolívia cortava de 10% a 15% do fornecimento de gás ao Brasil por conta de sabotagem nos dutos que transportam o produto.


"Parece haver uma gaveta de notícias boas que são sacadas na hora que interessa", disse Pires. "O pessoal tem achado coincidência que esses anúncios favoráveis sejam feitos na hora que algo ruim está acontecendo, mas eu não tenho elementos para falar nada", disse Bacoccoli, da UFRJ. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está analisando o anúncio da Petrobras para saber se ocorreu alguma irregularidade. Para Bacoccoli, o importante é que as avaliações das descobertas estão apontando para a possibilidade de o Brasil ter, se não uma Arábia Saudita, com seus mais de 250 bilhões de barris de reservas, ao menos um Irã ou um Iraque, países que dispõem de reservas na casa dos 100 bilhões de barris.


O técnico ressaltou que o anúncio de Iara reafirma a necessidade de investimentos pesados para desenvolver o pré-sal. "Tupi, vai exigir algo em torno de US$ 30 bilhões. Iara, talvez US$ 15 bilhões. Talvez tudo não chegue aos US$ 600 bilhões previstos por parte do mercado, mas será preciso muito dinheiro", disse. As ameaças ao sucesso, segundo Bacoccoli, são duas: a não-comprovação das reservas ou uma queda do preço do petróleo a níveis muito baixos. "Abaixo de US$ 50 por barril daria para repensar muitas coisas", estimou.


"Petróleo depende de o mercado estar disposto a pagar uma margem acima do que você vai gastar", ressalta David Zylbersztajn, primeiro diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), hoje consultor na área de energia. Ele lembrou que em 1973, ano do primeiro choque do petróleo, a elevação dos preços era de interesse dos Estados Unidos, que produzia petróleo no Texas a US$ 5 por barril, enquanto o mercado vendia o produto a US$ 2,5 por barril.


Nessa equação, avalia Zylbersztajn, é também vital saber a extensão real das reservas, porque se elas forem mesmo muito grandes, a quantidade produzida pode viabilizar o retorno de investimentos pesados, mesmo que os preços não sejam os melhores. "Na pior das hipóteses, se houver dificuldade econômica para retirar (o óleo e o gás do pré-sal) agora, você estará gerando uma enorme reserva estratégica para o país", disse o especialista, que descartou correlação entre a divulgação de Iara e os problemas com o abastecimento de gás boliviano. "Não sou de teorias conspiratórias", resumiu.


As análises dos bancos que operam com investimentos em ações também foram positivas em relação ao anúncio de Iara. "Reiteramos nossa recomendação de compra de ações (da Petrobras)", diz o relatório do Unibanco, afirmando que a divulgação do potencial da descoberta "representa um evento positivo para a Petrobras". O trabalho, assinado pelo analista Vladimir Pinto, diz que o anúncio pode mesmo superar parcialmente a força contrária (às ações) que vêm tendo fatos como o debate político sobre a exploração do pré-sal e a queda dos preços do petróleo.


O relatório do Credit Suisse também comemora o anúncio da reserva de Iara feito pelo consórcio formado pela Petrobras (65%), BG Group (25%) e Galp Energia (10%) e o fato de Iara e Tupi poderem acrescentar até 12 bilhões de barris às reservas brasileiras de petróleo. "Nós acreditamos que as indicações desse volume são muito positivas e devem alertar os investidores para o forte potencial de novas descobertas de petróleo da Petrobras", diz o relatório.


O documento do Credit Suisse também destaca o fato de a reserva de Iara estar dentro de uma área bem definida. Isso indicaria, em tese, a possibilidade de seus limites não ultrapassarem a área do bloco BMS-11, o que evitaria a necessidade de o novo campo passar pelo processo de unitização, discutido pelo governo brasileiro (definição precisa do quanto da reserva pertence ao consórcio exploratório).


Escrito por SALSFI às 06h24
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   BNDES e EDF desistem de vender ações da Light
Valor Online, de São Paulo - 12/09/2008
A BNDESPar, empresa de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a francesa EDF International desistiram de vender parte de suas ações na Light, companhia integrada de energia com grande atuação no Rio de Janeiro.


Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os acionistas afirmam que, "à vista das momentâneas condições desfavoráveis do mercado de capitais nacional e internacional", pediram o cancelamento do registro de oferta, que foi apresentado em 30 de maio.


Os dois acionistas pretendiam vender, em princípio, até 47.669.304 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto) da companhia. Tomando por base o preço de fechamento do papel ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 22,48, a oferta movimentaria cerca de R$ 1,07 bilhão.


Atualmente, o BNDESPar detém 33,7% das ações da Light, ou 65,555 milhões de papéis, e a EDF figura com 6,58%, ou 13,391 milhões de papéis ON.


A controladora da Light é a RME - Rio Minas Energia Participações, com 49,5% do capital. Cabe lembrar que a RME é controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Andrade Gutierrez Concessões, Equatorial Energia e o fundo Luce Brasil, todas com participação igualitária no capital social.


Escrito por SALSFI às 06h01
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   Travessuras de Fannie e Freddie

11/09/2008 



A megaoperação de socorro às tradicionais instituições de financiamento imobiliário nos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, colocou mais tinta em questões que têm sido levantadas desde meados do ano passado, mas para as quais não há ainda respostas apropriadas.


Por mais que o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, reitere em suas declarações que a estatização das duas grandes instituições de crédito imobiliário não implicará em custos para o contribuinte americano, ninguém acredita nisso. Uma leitora da agência Reuters, ouvida em Chicago, sintetizou de forma muito simplória mas inteligente seu descontentamento com a operação: "Isto reforça a minha teoria de que se o mundo fosse liderado por garçonetes aposentadas, nós todos estaríamos em situação melhor", disse Mellisa Reddington, organizadora de eventos na Filadélfia, conforme noticiado ontem.


Algumas estimativas apontam o custo do socorro aos irmãos Fannie e Freddie para algo da ordem de US$ 200 bilhões. Mas não há condições hoje de se medir o valor correto. Tudo depende de duas informações: da característica dos ativos que ambas carregavam em carteira em garantia a operações de financiamento imobiliário alavancado por outras instituições financeiras e dos ativos das suas próprias operações e, ainda, de quão intricadas estejam as relações financeiras delas com o resto do mercado.


A farta liquidez disponível até meados do ano passado, a baixos custos e com alto grau de credibilidade, acabou por redundar em um complexo cipoal de operações, muitas delas de origens diversas, mas penduradas umas nas outras, constituindo o mais amplo mercado de securitização de que se tem notícia na história financeira mundial. É difícil saber onde começam e onde terminam. Por isso mesmo, demora algum tempo para descobrir quem fica com o mico e, mais importante, qual o tamanho do buraco. Fato indiscutível, porém, é de que a conta acaba sendo paga por alguém, porque dinheiro não nasce em árvore. Mesmo a cobertura dos "rombos" com recursos da senhoriagem monetária (emissão primária de dinheiro que dá aos bancos centrais a prerrogativa de financiar as contas públicas a custo zero) tem um preço para a sociedade, na forma da inflação.


De concreto, sabe-se que Fannie e Freddie carregam quase a metade dos créditos imobiliários residenciais no mercado deste tipo de ativo nos EUA, avaliado em torno de US$ 12 trilhões. Isso dá o tamanho da preocupação do Tesouro dos EUA e do Fed (o banco central americano) com as repercussões que a quebra daquelas instituições trariam para o sistema financeiro não apenas local, mas mundial.



Mesmo a cobertura dos "rombos" com recursos da senhoriagem monetária tem um preço para a sociedade, na forma de mais inflação


Objetivamente, vista a situação pela ótica do momento atual, é óbvio que não resta às autoridades fiscais e monetárias nada mais do que assegurar a sobrevivência do sistema financeiro nas melhores bases possíveis. Isso, porém, não deve relegar a segundo plano a discussão sobre a responsabilidade que tiveram e continuam tendo as mesmas autoridades na crise que se desenrola desde julho do ano passado, e parece não ter fim. As travessuras não apenas de Fannie e de Freddie, mas também de outras importantes instituições financeiras, foram endossadas complacentemente pelas autoridades governamentais, que nada fizeram para limitar os arroubos de ousadia do setor bancário.


É o caso recente da Lehman, cujas perdas surgem no rastro de outros significativos exemplos, envolvendo instituições como o Citicorp, o UBS e o Bear Stearns. Estima-se que as perdas do sistema global do mercado representem mais de US$ 510 bilhões, contabilizados em prejuízo ou em créditos perdidos .


Tudo isso levanta questões não apenas de ordem fiscal e de regulação, mas também monetária. A falta de convergência na atuação dos BCs do mundo desenvolvido tem sido motivo de críticas dos economistas para a perpetuação do clima de insegurança que afeta os mercados.


A rigor, cada BC tem agido segundo sua própria avaliação sobre a cara e o tamanho da crise. A discrepância na forma de enfrentar a crise mundial de crédito está retratada no artigo escrito por quatro economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), intitulado "Central Bank Response to the 2007-08 Financial Markets Turbulence: Experiences and Lessons Drawn" ("Resposta do Banco Central às Turbulências de 2007-08 do Mercado Financeiro: Experiências e Lições Obtidas"), de autoria de Alexandre Chailloux, Simon Gray, Ulrich Klüh, Seiichi Shimizu e Peter Stella, todos do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais.


O texto é altamente técnico, mas ficam claros ali os ajustes que os bancos centrais foram obrigados a fazer em suas relações com o setor bancário. Perpassa a série de mudanças introduzidas pelos principais bancos centrais (Fed, Banco da Inglaterra, Banco Central Europeu, Banco do Japão, Banco Nacional da Suíça, Banco do Canadá, Banco de Reserva da Austrália, Banco da Suécia e Banco de Reserva da Nova Zelândia) nas suas relações com o sistema financeiro.


O texto fala do desafio enfrentado pelas autoridades monetárias em manter a consistência entre as operações que desenvolvem nas relações diretas com as instituições financeiras (de regulação da liquidez no curto prazo) e a política monetária que objetiva a estabilidade no médio e longo prazos. Em momentos de estresse, há o forte risco da sintonia fina entre aquelas atividades ser comprometida.


Também se destaca ali a relevante mudança ocorrida nos bancos centrais e nas operações de socorro lideradas pelo Tesouro americano no perfil das garantias admitidas como contrapartida à injeção de recursos nas instituições em dificuldades. Vale praticamente tudo hoje, até títulos securitizados com base nos mais diversos tipos de operações. A qualidade dos ativos que as autoridades passaram a receber em garantia tem a ver com o menor ou maior custo das operações de salvamento para os contribuintes.


A eleição à Presidência dos EUA coloca um elemento novo e absolutamente fundamental no tabuleiro. As preocupações de Mellisa Reddington casam certamente mais com o perfil de Obama do que o de McCain, mas um ou outro, qualquer que seja o vencedor, está longe de ter um começo tranqüilo de governo na Casa Branca.

Maria Clara R. M. do Prado, jornalista, é sócia diretora da Cin - Comunicação Inteligente e autora do livro "A Real História do Real". Escreve quinzenalmente, às quintas-feiras. E-mail: mclaraprado@ig.com.br


Escrito por SALSFI às 00h54
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    PETROBRAS

 
2008

10/09/2008 17:36
Fato Relevante: Relevante Acumulação de Óleo no Pré-Sal da Bacia de Santos   


Escrito por SALSFI às 00h30
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Vale informa sobre negociações com clientes

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008 11:21
De:
Para:
"SALVADOR SÍCOLI FILHO"

Vale informa sobre negociações com clientes

 

Rio de Janeiro, 9 de setembro de 2008 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale), atendendo à determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), comunica que em busca de condições mutuamente satisfatórias está negociando com seus clientes baseados na Ásia a convergência dos preços de referência para o minério de ferro para o mesmo nível daqueles praticados para clientes europeus. Atualmente, os preços para os clientes asiáticos são inferiores aos praticados para os clientes da Europa em 11,0 a 11,5%, dependendo do tipo de minério de ferro.

 

A Vale informa também que se trata de negociação em curso e que, portanto, não existe garantia de êxito. Caso seja concluída com sucesso, o ajuste de preços mencionado implicará em acréscimo estimado de receita inferior a 3,0% da receita total da Vale do período de doze meses encerrado em 30 de junho de 2008, a qual somou US$ 35,481 bilhões.



Escrito por SALSFI às 00h11
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   Só o níquel ficou estável

Metais acompanham tendência de queda
Guilherme Manechini - 10/09/2008

Influenciadas pela queda do petróleo e sobretudo pela valorização do dólar frente ao euro, as cotações das commodities metálicas, negociadas na Bolsa de Metais de Londres (LME), terminaram o pregão de ontem em baixa, com destaque para o chumbo e o cobre, que caíram, respectivamente, 2,26% e 1,31% na comparação com o fechamento de segunda-feira. A alta da divisa americana tem feito com que os investidores saiam de aplicações em commodities para buscar maiores retornos em outros mercados.


A desvalorização do petróleo foi justificada por agentes do mercado financeiro como reflexo da sinalização da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) de que a produção da commodity não será reduzida e pelo menor receio em relação às tempestades tropicais esperadas na América Central e Estados Unidos.


No caso dos metais, além do preço do petróleo, o mercado tem sido influenciado pela valorização do dólar frente ao euro. Ontem, a divisa americana registrou ligeira alta, de 0,04%, em relação ao euro, terminando o dia a ? 1,4120. Em relatório, o Standard Bank informou na segunda-feira que o comportamento dos metais durante esta semana estará atrelado as cotações do petróleo e ao comportamento do dólar, já que não há divulgação de indicadores importantes previstos no período.


Na maior parte das bolsas de valores, as ações de companhias mineradoras foram as que mais recuaram no pregão de ontem. Em Frankfurt, as ações da Anglo American caíram 6,1%, com as mineradoras concorrentes BHP Billiton e Rio Tinto em baixas de 5,1% e 4,7%, respectivamente. Os papéis da siderúrgica ArcelorMittal recuaram 4,5%. Na Bovespa, a ação preferencial da Companhia Vale do Rio Doce caiu 4,33%, Usiminas recuou 8,66%, CSN ON 8,29% e Gerdau PN 7,85%.


Na LME, a maior baixa foi verificada na cotação do chumbo com entrega em três meses, que terminou o dia valendo US$ 1.815 a tonelada, o que significa uma desvalorização de 2,26% em relação ao pregão anterior. O cobre atingiu o menor patamar em sete meses, cotado a US$ 6.878,50 a tonelada, em baixa de 1,31%. O alumínio fechou o dia em queda de 1,02%, a US$ 2.624. Já o zinco cedeu 1,14%, valendo US$ 1.735.


O estanho foi o único metal negociado em alta na LME, cotado a US$ 18.995, em alta de 1,04%. O níquel terminou o dia estávela U$ 18.660 (Com agências internacionais)


Escrito por SALSFI às 06h41
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   Vale tenta reajustar preço do minério já de olho nas negociações de 2009
Vera Saavedra Durão - 10/09/2008

As notícias de que a Companhia Vale do Rio Doce está negociando um segundo reajuste de preços do minério de ferro com seus clientes asiáticos voltaram com força ontem. A companhia acabou reconhecendo, em comunicado à CVM, que busca uma "convergência de preços de referência" do produto vendido na Ásia para o mesmo nível de preço praticado junto a seus clientes europeus, mais caro entre 11% a 11,5%. Se tiver sucesso no ajuste, a Vale terá um acréscimo de faturamento inferior a 3% de sua receita total de US$ 34,481 bilhões, acumulada no período de doze meses encerrado em 30 de junho.


Na avaliação de analistas e fontes do mercado financeiro, o que a Vale tenta fazer agora é retirar o desconto que dava às siderúrgicas asiáticas, por conta de um diferencial de preço histórico baseado no preço do frete (mais caro para a Ásia) e que vem caindo vertiginosamente nos últimos dois meses. A própria mineradora admite, no comunicado, que "não existe garantia de êxito" nessas conversas.


Para as fontes consultadas pelo Valor, a mineradora brasileira pretende equiparar os preços do seu minério ao do produto das concorrentes (BHP Billiton e Rio Tinto). As usinas asiáticas aceitaram pagar mais em 2008 pelo minério dessas empresas.


Os interlocutores acham que, ao tocar em aumento de preço a esta altura do ano, a Vale coloca "um bode na sala" para criar um ambiente de negociação de preço para 2009. Segundo essas fontes, a batalha é muito complicada, pois o cenário internacional piorou nos Estados Unidos e na Europa e alguns bancos americanos, como o Lehman Brothers, estão com sérias dificuldades. A ação da Lehman caiu ontem 45%. O mundo vive uma grande crise e, nesse ambiente, falar em aumento de preços pode ser prematuro, alertam os especialistas.


Por outro lado, analistas lembram que os preços e a demanda das commodities continuam com tendência de queda, com destaque para o níquel. Ninguém espera que o minério de ferro enfrente esse problema. O crescimento permanece relativamente elevado nos países emergentes, como China e Índia. Mas, já há alguns sinais de um certo arrefecimento do consumo nesses mercados. Atualmente, o estoque de minério de ferro nos portos chineses soma 78 milhões de toneladas e o preço do produto no mercado spot local caiu 30% em relação ao pico de preços, alcançando agora US$ 140 com frete incluso.


O trunfo da Vale é que o mercado continua consumindo minério de qualidade para fazer a mistura. E um dos principais argumentos da companhia na negociação de um novo reajuste, interpretam as fontes, é que se os clientes querem continuar recebendo produto de qualidade terão de pagar 11% a 12% a mais. "Vamos ver se conseguem convencer", comentou um analista.


As ações da Vale continuaram caindo ontem na Bovespa. As ordinárias despencaram 4,96% cotadas a R$ 37,36, enquanto as PNAs recuaram 4,33%, para R$ 33,34. Desde o dia da oferta primária de ações, quando a empresa captou cerca de US$ 13 bilhões, o papel, vendido a R$ 39,90, já caiu quase 17%. É bom lembrar que os controladores da companhia colocaram bilhões nesta operação. E certamente, por isso, estão querendo ver uma melhora na performance da ação da maior mineradora de ferro do mundo.


Escrito por SALSFI às 06h34
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   SERÁ?

Gráficos apontam para recuperação

10/09/2008 - VALOR



O desempenho do mercado ontem reavivou na mente dos investidores o dia 16 de agosto do ano passado, quando o pânico dominou os negócios e o Índice Bovespa chegou a cair mais de 8%. A queda de ontem foi bem mais modesta, mas o sentimento de irracionalidade, com todo mundo querendo vender ações o quanto antes, sem saber ao certo o motivo, foi exatamente o mesmo de um ano atrás. A aversão ao risco vem crescendo de forma consistente e a cada dia surge um fato novo que leva o investidor a concluir que o melhor nesse momento é ficar quietinho na renda fixa mais conservadora possível. Ontem, foi principalmente o medo de uma quebra do banco Lehman Brothers que deflagrou o forte movimento de venda das ações. O Ibovespa fechou em queda de 4,50%, aos 48.435 pontos. A lembrança do dia 16 de agosto de 2007 não é à toa, já que a pontuação de ontem é a menor desde então, quando o indicador fechou aos 48.015 pontos.


Dentro da análise fundamentalista, o principal temor é que a desaceleração mundial seja maior do que se esperava, ou se tinha esperança, até algumas semanas atrás. A queda das commodities contribui para esse desconforto, especialmente no que diz respeito aos países emergentes, seus grandes produtores.





Analistas vêem limite de queda em 48 mil pontos


Se serve de alento para os que se encontram em pleno desespero, a análise gráfica, aquela que projeta os movimentos futuros do mercado com base no comportamento passado dos gráficos, mostra que a bolsa está à beira de um período de recuperação dos preços, mesmo que de curto prazo. Ufa, que alívio! Independentemente da metodologia, todos os analistas gráficos ouvidos pelo Valor apontam os atuais 48 mil pontos do Ibovespa como um importantíssimo ponto de suporte. Em outras palavras, isso significa que, analisando os históricos, percebe-se que o índice luta bravamente para não cair abaixo desse nível e ter uma recuperação.


"Esses 48 mil pontos são um enorme teste de fogo para o Ibovespa e, como acredito que ele (o índice) conseguirá passar bem por essa prova, este é um excelente momento para comprar ações", diz a analista gráfica do banco Santander, Sílvia Afonso. Apesar do tom otimista, ela alerta que dificilmente o Ibovespa irá experimentar o doce gosto de novos recordes históricos ainda este ano, já que as condições não são favoráveis. Mesmo não acreditando na hipótese mais sombria, no caso de o Ibovespa cair abaixo dos 48 mil pontos, o seu próximo suporte será na casa dos 45 mil pontos, que foi a última mínima, em julho do ano passado, lembra Sílvia.


Se são grandes as chances de a hemorragia estancar, até aonde pode ir essa tão sonhada recuperação? Graficamente, o próximo nível de resistência - teto que as ações têm dificuldade de ultrapassar - é em 52.400 pontos e, em seguida, em 54 mil pontos, aponta o analista gráfico da Itaú Corretora, Márcio Lacerda. Se o Ibovespa tiver forças suficientes para passar esses dois pontos, o índice irá buscar os 66 mil pontos e depois os 74 mil, próximo de seu último recorde histórico, o que Lacerda acredita que possa ocorrer no longo prazo. "Assim como a queda vem há meses, a alta também deve se desenrolar por um bom tempo, portanto, é preciso ter paciência", alerta.


Um outro dado importante que também aponta para uma breve recuperação é o chamado Índice de Força Relativa (IFR), que mostra que o mercado está excessivamente sobrevendido, ou seja, os investidores já venderam tudo o que tinham e o que não tinham também. "O IFR está em 20, que é o nível máximo de sobrevenda, e que não ocorre há muito tempo", completa Lacerda.


Os gráficos também mostram que muitas ações na Bovespa atingiram pisos importantes, o que é meio caminho para esboçarem algum tipo de reação. É o caso das preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras, que podem agora buscar os R$ 35 (ontem fecharam em R$ 28,35) nas próximas semanas, estima o grafista da Ativa Corretora, Eduardo Collor. "É nas horas de pânico, como a atual, que surgem as boas oportunidades, o investidor só precisa manter a calma para enxergá-las", diz ele.


Algumas outras metodologias de análise passam longe do otimismo dos grafistas. É o caso da análise quantitativa, que usa sofisticados cálculos matemáticos. Pela projeções do analista quantitativo do Santander Nilton Cardoso, os números apontam que o Ibovespa pode chegar a 34 mil pontos. "Mas os cálculos não consideram o fluxo de investidores, que pode perfeitamente mudar tal cenário", alerta ele.

Daniele Camba é repórter de Investimentos


Escrito por SALSFI às 06h19
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O MINORITÁRIO E A TROCA DE CONTROLE DA ARACRUZ.

 

Aspectos corporativos e desdobramentos no mercado impactam empresas envolvidas.

 

PARTE II

 

Salvador Sícoli Filho – 31/08/08

 

Sim o caso é grave, suscitou polêmica, e mereceria uma reflexão apropriada dos principais atores envolvidos.

 

A oferta de compra de controle do grupo VCP por 28% das ações do grupo Lorentzen estabelece uma oportunidade ímpar para se fazer a exata leitura de nossa legislação societária. E assim mostrar ao mundo que além das potencialidades formidáveis de um imenso universo de boas empresas, temos um arcabouço legal estabelecido, fundamentado e que fornece recursos para, em quaisquer desvios, prover a imediata a imediata regulação.

 

No imenso palco, avistado por stakeholders do mundo inteiro, temos no caso em tela atores de renomada imagem e líderes em seus segmentos de mercado.

 

A Aracruz, empresa prestes a ser incorporada, é estrela de primeiríssima grandeza no mercado acionário internacional.  Tem ainda a primazia de ser a primeira empresa brasileira com ações negociadas na NYSE e assim com investidores espalhados além de nossas fronteiras. E mais do que isto possui o galardão de pertencer ao Sustainabilility Index daquela bolsa. Empresa exemplar dotada de ampla governança e critérios de responsabilidade social que fazem da mesma um padrão no trato com as comunidades em seu entorno.

E possui o menor custo de produção do mundo para a celulose branqueada de fibra curta. Aquela produzida a partir de espécies de eucalipto.

 

De outro lado o poderoso grupo Votorantim um dos maiores no setor privado nacional com interesses em vários segmentos de proa da indústria nacional. Mineração, metalurgia, siderurgia, papel e celulose compõem um portifólio admirável.

 

Mas não chega a ombrear-se a sua futura incorporada no quesito de disclosure e tratamento igualitário aos seus minoritários. Depois de fechar o capital de suas empresas abertas de cimento na década passada em procedimento bastante discutível reingressou na bolsa quando se expandiu no mercado de papel e celulose ao adquirir uma esmaecida Papel Simão em dificuldades depois de esperançosa abertura de capital.

 

Mas e embora sendo a VCP uma das grandes do setor não se equipara em ativos, performance, custo de produtos e uma série extensa de indicadores no setor de celulose.

 

Este setor em que se abriu a janela da oportunidade a partir da saída inicial dos noruegueses da Borregaard e sua polêmica fabrica às margens do Guaíba. Sempre com o BNDES exercendo o precioso papel de banco de fomento para o segmento.

 

E assim, de aquisição em aquisição, o segmento passou a figurar com destaque na portifólio de investimentos da Votorantim.



Escrito por SALSFI às 07h18
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REPERCUSSÕES DE UMA CHICANA SOCIETÁRIA

Salvador Sícoli Filho

 

 

As perdas potenciais de uma decisão açodada podem nublar o horizonte no estrangeiro para as ações brasileiras.

 

A VCP ofereceu R$ 2,7 bi por 28% do capital votante da Aracruz em mãos do grupo Lorentzen. Ou seja, todo o capital votante com base no mesmo valor corresponderia a cerca de R$ 9,6 bi.

 

Se o BNDES possui cerca de 12,6% do capital votante, sua participação valeria, aos mesmos valores por ação, algo em torno de R$ 1.21 bi.  

 

Assim as ações ordinárias em circulação no mercado se reduzem 3.4 % aproximadamente do capital votante. Um valor de R$ 328 milhões. Se se considerar um tag along de 80% o valor seria remetido a pouco mais de R$ 262 milhões.

 

O BNDES já aportou bilhões ao setor de Papel e Celulose e particularmente ao setor de Celulose a partir da década de 70. À polêmica e pioneira fábrica da Borregaard que com seu cheiro de ovo podre – o sulfito do processo químico - incomodava os porto-alegrenses, seguiram-s então as simultâneas implantações da Cenibra em Belo Oriente - MG, associação da VALE com o grupo japonês JBP, e a Aracruz em Barra do Riacho no ES.

 

Nada mais justo que hoje, maturados os seus investimentos no setor, o BNDES, tão carente de recursos para financiar outros setores, recolha agora o produto de seu investimento reforçando seu funding para novos projetos, através do mesmo preço arbitrado pela VCP para aquisição da parcela do grupo Lorentzen e do grupo Safra. (que provavelmente fará fazer valer seu direito com a opção de venda).

 

Se num arroubo de paternalismo de estado resolver abrir mão dessa prerrogativa legal e amparada pela legislação, o BNDES deverá ter o aval de seu acionista majoritário, o Governo.

 

Mas a VCP imputar aos minoritários, muitos dos quais estrangeiros, os devaneios jurídicos sem nexo legal de sua frágil argumentação será golpear mortalmente a sua credibilidade como grupo corporativo.

 

Teimando em afrontar legislação num momento inclusive em que os ADRs da Aracruz e suas ações negociadas na NYSE fazem parte do Sustainablility Index - ISDJ - será além de exercício abusivo de coerção aos minoritários, um claro atentado aos compromissos assumidos e mantidos galhardamente pela empresa que mais cedo ou mais tarde terá de incorporar.

 

Ou alguém em sã consciência imagina que após uma inverossímil concretização dessa aberração o grupo VCP teria credibilidade para continuar a negociar ações nas hoje castigadas bolsas mundiais?

 

O grupo VCP se vier a recusar fazer por meros R$ 300 milhões uma oferta em dinheiro aos minoritários poderá estar manchando indelevelmente a sua reputação como um dos ícones do que de mais pujante existe entre os grandes grupos empresariais brasileiros.

 

Quanto ao BNDES espera-se que tenha inventividade suficiente para dimensionar o tamanho da encrenca em que se envolve no presente imbróglio e da sua grande responsabilidade caso opte por ficar à margem da linha de defesa dos minoritários.

 

No presente caso e pelos antecedentes do grupo Votorantim quando fez oferta na década passada aos acionistas de suas empresas de cimento, não há que se cogitar sejam os minoritários acuados com propostas de permuta de ações da VCP. Este expediente seria anulado pela fechada tradição do grupo de não disponibilizar ações ordinárias em Bolsa.

Ou alguém já deparou com algum negócio com ações “on” da VCP?

 

Este esquema de varrer o minoritário para embaixo do tapete só não foi ainda oficializado pela presença do BNDES entre seus acionistas.

 

Com seu anúncio intempestivo o grupo VCP já provocou queda instantânea de cerca de 30% no valor das ações ordinárias da Aracruz. Em menos de um mês seus ADRs em ações preferenciais perderam quase igual percentual. Quem irá mitigar estes prejuízos aos acionistas, a perda patrimonial e de valor de mercado?

 

Como todo lucro do BNDES neste primeiro semestre pode ser atribuído ao lucro de sua carteira de ações na BNDESPAR, para que este resultado não esmaeça seria importante um posicionamento adequado da instituição no caso da troca de controle da Aracruz.  

 

Assim há de se prevenir para que efeitos combinados não comprometam de vez os esforços de anos a fio para se erguer um exemplar e crescente mercado de capitais no Brasil.



Escrito por SALSFI às 07h13
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