SALSIFI INVESTMENTS
  

O MINORITÁRIO E A TROCA DE CONTROLE NA ARACRUZ

 

 Salvador Sícoli Filho –13/08/08

 

 

Uma das maiores transações de assunção de controle está em vias de acontecer e merece alguns comentários.

 

Num setor onde o Brasil é campeão mundial de produtividade e mudou a rota de processo de todo o segmento, a investida do grupo Votorantim no papel de principal produtor mundial de celulose de fibras curtas só mereceria encômios.

 

A não ser por alguns aspectos que passamos a elencar.

 

É estimulante o grande desenvolvimento havido no mercado de capitais brasileiros de 2002 para cá e a arremetida final que teve no augusto ano de 2007, quando chegaram ao ápice a liquidez internacional e os recursos externos refletidos na intensa onda de abertura de capital de um grande número de companhias brasileiras.

 

Este cenário foi magnificamente retratado em riquíssimo artigo do ilustre professor Roberto Teixeira da Costa em Valor de 12/08/08, aliás, frise-se, um dos grandes pioneiros e desbravadores do mercado de capitais brasileiro.

 

No entanto a reboque dessa fulgurante onda de aberturas e algumas transações de grande vulto – recorde-se aqui as incursões internacionais do citado grupo Votorantim na área de metais, da Gerdau com compras semeadas na América Latina, nos USA e na Espanha, e a disparada inconteste da internacionalização da nossa principal companhia privada, a VALE, tivemos eventos surpreendentes como a tacada arrojada da INBEV em seu intento de aquisição da Anheuser-Busch.

 

Dentro desse contexto não chega a surpreender movimentos internos em função de trocas de gerações de controladores e/ou interesses de unificar companhias para ganhos exponenciais de escala.

 

Recentemente a Petrobrás contribuiu de forma exuberante para a reorganização do machucado setor petroquímico nacional, vítima das agruras bruscas da evolução inaudita dos preços de petróleo que atingiram seu principal insumo.

 

O que surpreende isto sim é que, dentro desse novo conceito de responsabilidade social, de emergente governança corporativa, sejam reincorporados hábitos que não condizem com a pujança demonstrada pela rejuvenescida atitude das empresas em respeito ao importante componente indutor de suas possibilidades de arregimentação de recursos que é o exército crescente de pequenos acionistas.

 

Ao relatar ao mercado a intenção de adquirir a parcela de 28% detidas pelo grupo Lorentzen, o grupo Votorantim se apressou em outro comunicado divulgado em paralelo que, corrigindo informações anteriores de web-conference da empresa, não seria extensivo aos minoritários a proposta pela assunção do controle, visto já serem três grupos, mediante acordo de acionistas, detentores do controle.

 

No mesmo dia, os agentes de mercado e que por força de atenção profissional, leram ou receberam das empresas envolvidas os comunicados, trataram de expressar na prática o resultado apressado de sua leitura. As ações “on” da Aracruz foram agraciadas com uma inédita perda que chegou no ápice do dia a mais de 30% e encerrando a sessão com desvalorização de 26,7%.

 

Mas o que se quer aqui propagar são exatamente fatores que não podem ser desprezados sob pena de introduzir um gravoso procedimento no círculo virtuoso de ascensão do nosso mercado de capitais.

 

Ao BNDES, como principal acionista minoritário da Aracruz e que foi vetor primordial no financiamento da implantação do segmento celulose no Brasil nos anos 70, caberá papel relevante na decisão de buscar agora o resgate justo para sua atuação como agente fomento. Estará defendendo o seu funding para novos investimentos, para sua aplicação numa empresa já consolidada e para os outros preocupados minoritários.

 

E da CVM como guardiã das leis do mercado espera-se com alentada parcimônia que enxergue desta feita os direitos indiscutíveis dos pequenos.

 

O que não se pode admitir como conveniente ao florescimento do mercado de capitais é que grupos atropelem as leis e as boas práticas e em pretenso nome da consolidação e sinergia de interesses prejudiquem os pequenos acionistas.

 

O notável grupo Votorantim por sinal não é neste quesito um bom exemplo: basta a constatação de que sua melhor estrela aberta entre a constelação de empresas que o formam, não disponibiliza uma única ação ordinária na Bolsa.

 

E nesse caso a compra da pequeníssima parcela de ações ordinárias nas mãos dos minoritários seria o único e correto caminho para não transgredir a lei 6404/76 e suas complementares nos artigos que tratam da responsabilidade do acionista controlador perante possíveis abusos de poder em prejuízo aos minoritários.

 

Voltaremos ao assunto

 

Salvador Sícoli Filho

 

 

Diretor da SALSIFI Consulting, engenheiro, consultor de empresas, financista e especialista em mercado de capitais e direito societário.    

 

 SALSIFI Consulting Ltda.



Escrito por SALSFI às 01h09
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   COMUNICADO DA DIRETORIA DA UNIPAR

 

 

 

UNIPAR - União de Indústrias Petroquímicas S.A.

 

CNPJ Nº 33.958.695/0001-78

NIRE nº 33.300.154.469

 

Companhia Aberta

 

 

 

Comunicado ao Mercado

 

 

 

Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2008, A UNIPAR - União de Indústrias Petroquímicas S.A. [Bovespa: UNIP3/UNIP5/UNIP6] vem pela presente informar ao Mercado que a sua controlada direta Carbocloro S.A. Indústrias Químicas (Carbocloro) iniciou a produção de capacidade adicional de 100 mil t/a de cloro e 112 mil t/a de soda cáustica. Assim, a Carbocloro possui hoje uma capacidade instalada de 355 mil t/a de cloro e 400 mil t/a de soda.

 

Esse novo patamar de produção foi obtido através da conclusão de projeto de expansão, que envolveu um investimento total de R$ 275 milhões, resultando num incremento de 40% de sua capacidade de produção.

 

José Octávio Vianello de Mello

Vice-Presidente e Relações com Investidores

 

 



Escrito por SALSFI às 01h02
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   Receita sobe, mas ganho da Tractebel cai no trimestre
Josette Goulart, De São Paulo - 15/08/2008


A Tractebel Energia vendeu mais e mais caro neste segundo trimestre do ano e, por isso, melhorou sua receita líquida em 6%. O preço da energia, inclusive, tem sido um fator favorável para a companhia neste ano, que, mesmo com um investimento de R$ 1,5 bilhão sendo feito em 2008, vai distribuir 95% do lucro do semestre, ou R$ 580 milhões, para seus acionistas.


O preço médio dos contratos da Tractebel subiu 16% neste segundo trimestre, comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo o presidente da Tractebel, Manoel Zaroni Torres, saiu de R$ 86,8 para R$ 100,5. O resultado desse incremento foi uma receita líquida de R$ 773 milhões.


Apesar dos preços melhores da energia, o lucro líquido da empresa acabou caindo 4,5% no trimestre, para R$ 219 milhões. "Nesse mercado de energia, é árduo comparar com trimestre do ano anterior", disse Zaroni. Isso por causa da grande participação da empresa no mercado livre de energia, quase 50% do que produz. Com essa participação, a empresa fica exposta a uma receita variável, diferentemente do que ocorre quando vende energia no chamado mercado regulado, em que o preço estabelecido em leilão não varia ao longo dos contratos.


De qualquer forma, o lucro caiu porque, no segundo trimestre de 2007, a empresa se beneficiou de pagamento de juros sobre o capital, que diminui a base de cálculo do imposto de renda, que neste ano não foi possível obter. A receita bruta neste segundo trimestre ficou muito próxima da auferida no ano passado. Em compensação, no segundo trimestre do ano passado, a empresa pagou de imposto de renda e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido R$ 43,85 milhões. No mesmo período de 2008 a empresa pagou mais que o dobro: R$ 106,57 milhões. De acordo com a nota enviada pela empresa, não fosse esse efeito o lucro líquido teria crescimento de 10%.


A companhia neste ano também está envolvida no projeto da usina de Jirau. A Tractebel é controlada pelo grupo franco-belgo Suez, que arrematou a usina do Madeira no leilão realizado pelo governo. O presidente de Tractebel não fala nos financiamentos que serão tomados porque, segundo ele, pelo menos por enquanto Jirau não fará parte da Tractebel. Mas existe a expectativa de que naturalmente a usina seja absorvida pela empresa, já que no Brasil o grupo Suez investe na geração de energia por meio da Tractebel.


Escrito por SALSFI às 00h55
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   Fannie Mae e Freddie Mac: algumas lições da crise

15/08/2008



Decorrido um ano desde que a crise financeira americana ganhou o mundo, com a virtual paralisação do mercado interbancário na área do euro, ainda não se sabe até quando ela durará ou o quanto custará em perda de riqueza e crescimento. Essa incerteza contrasta com o relativo consenso de que a política econômica, em especial a política monetária e a regulação do setor financeiro, vão mudar com a crise, tornando-se mais intervencionista; por exemplo, via uma supervisão pública mais intensa. Há várias medidas em discussão, de alterações contábeis e regulatórias à melhor remuneração dos funcionários das agências de supervisão. Serão essas medidas implementadas, ou, uma vez superada a crise, esquecidas? Um caso em que essa pergunta se coloca é o da Fannie Mae e Freddie Mac, um dos mais interessantes, e assustadores, capítulos da atual crise.


As duas empresas foram criadas nas décadas de 1930 e 1970, respectivamente, para ampliar o acesso ao financiamento imobiliário nos EUA. Para isso, elas compram as hipotecas originadas pelos bancos, liberando-os para fornecer novos créditos. As hipotecas são mantidas nas suas carteiras, ou, mais freqüentemente, agrupadas em novos títulos depois vendidos no mercado com a garantia de pagamento em caso de inadimplência dos devedores originais. Os volumes envolvidos são gigantescos: juntas, as duas respondem por US$ 5,3 trilhões em hipotecas, entre créditos e garantias.


Além do tamanho, o que torna as duas empresas especiais é serem elas privadas, mas operarem sob um regime legal que subentende serem garantidas pelo governo federal. Com isso, conseguem financiar-se a um custo quase tão baixo quanto o Tesouro americano e, ao mesmo tempo, operar de forma muita mais alavancada que outras instituições financeiras, sustentando suas atividades com um patrimônio conjunto de apenas US$ 71 bilhões.



Grande parte das dívidas das duas empresas está com credores estrangeiros e um calote os afugentaria, podendo precipitar um colapso do dólar


Isso significa que o seu patrimônio pode ser integralmente consumido por um prejuízo relativamente baixo como proporção da carteira. Enquanto o preço das casas subia sem parar, esse risco parecia mínimo, especialmente porque as duas só podem financiar hipotecas de baixo risco. Mas no último ano, com a queda do preço dos imóveis, a inadimplência junto às duas dobrou. A falta de uma luz no fim do túnel para a crise imobiliária significa que as empresas podem ficar insolventes, ou pelo menos sem capital para continuar operando. Pelos seus critérios contábeis, elas ainda contam com um patrimônio superior ao mínimo exigido pelo regulador, mas o espaço para crescer os ativos é pequeno; utilizando-se os critérios adotados por outras instituições financeiras, o quadro resulta ainda pior: a Freddie Mac já estaria insolvente e a Fannie Mae próxima disso. Não surpreende, portanto, que as suas ações tenham despencado de US$ 60, um ano atrás, para um patamar de US$ 5 a US$ 8 nesta semana.


Essa situação não preocupa apenas os acionistas das empresas, mas também o governo: se elas forem impedidas de operar por falta de capital próprio, isso congelará o mercado de hipotecas e derrubará ainda mais o setor imobiliário. Além disso, grande parte das suas dívidas está com credores estrangeiros - US$ 2,1 trilhões apenas com Japão e China - e um calote os afugentaria, podendo precipitar um colapso do dólar. Se elas ficarem insolventes, terão de ser nacionalizadas, o que ampliaria em 55% a dívida bruta do governo federal. O receio de que isso ocorra levou à aprovação emergencial de uma lei dando ao secretário do Tesouro poder para comprar dívida ou ações das duas empresas no montante que considerar necessário.


Enquanto se buscam saídas para esses problemas, prospera o debate do que fazer no longo prazo. Daí surgiram algumas observações interessantes, cuja pertinência se estende ao caso brasileiro. Primeiro, essas empresas são o espelho no setor público dos veículos extra-balanço que tanto complicaram a situação do setor financeiro privado. Apesar de serem empresas privadas, o Tesouro garante as suas dívidas, e esse compromisso deveria ser contabilizado como um passivo público contingente.


Segundo, não é evidente por que o setor público deveria subsidiar as atividades dessas empresas. Em especial, por que subsidiar o financiamento imobiliário notadamente em um país em que o acesso ao sistema financeiro é tão amplo? Se o objetivo é garantir um patamar mínimo de moradia, isso deve ser feito independentemente da forma em que a habitação é comprada, ou se é própria ou não. O subsídio ao financiamento gera várias distorções, como o estímulo à compra de múltiplos imóveis para fins especulativos. Na prática, se observa que os recursos que comandam permitem às duas empresas fazer um lobby cerrado no Congresso americano, influenciando aqueles que deveriam garantir que sua atuação privilegiasse o interesse público. Algo parecido acontece no Brasil com as empresas públicas, cujos interesses corporativos estão entre os mais bem representados nos três Poderes.


Terceiro, a atuação das duas empresas é focada nas hipotecas de baixo risco, exatamente o segmento em que o setor privado teria mais capacidade de operar. Com isso, se empurra as instituições privadas para os produtos menos interessantes, como as hipotecas subprime. Ao subsidiar as hipotecas que mais facilmente seriam viabilizadas em condições de mercado, se inibe o desenvolvimento do setor privado, problema que é utilizado para justificar a existência do subsídio. Algo semelhante ocorre com os empréstimos de bancos públicos a grandes empresas com grau de investimento e plenas condições de financiar-se no mercado.


As propostas para o que fazer no médio prazo vão de nacionalizar as duas empresas, reconhecendo explicitamente o compromisso público com seus passivos, a quebrá-las em várias firmas menores, que não teriam garantias públicas. Há, porém, uma torcida forte para que elas sobrevivam à crise atual sem mudanças; isso só não ocorrerá se os prejuízos que vão se acumulando o impedirem. Pode ser uma indicação de que também em outras áreas as mudanças talvez só ocorram se não houver alternativa.

Armando Castelar Pinheiro é analista da Gávea Investimentos e professor do IE - UFRJ. Escreve mensalmente às sextas- feiras.


Escrito por SALSFI às 00h06
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   CSN

Ganho da CSN cresce 8,3% no 2º trimestre
 
Valor Online, De São Paulo - 15/08/2008

 


Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) obteve lucro líquido de R$ 1,031 bilhão no segundo trimestre deste ano. O resultado representa um crescimento de 8,3% sobre o ganho da companhia no mesmo período de 2007, que foi de R$ 952 milhões.


A produção de aço bruto recuou 3,5% na mesma comparação, atingindo 1,29 milhão de toneladas entre abril e junho deste ano. Já as vendas caíram 6,7%, para 1,33 milhão de toneladas.


A queda nas vendas se deveu ao desempenho do mercado externo, com o volume exportado recuando 56%, de 512 mil toneladas para 224 mil toneladas. Já no mercado interno as vendas cresceram 21,1%, para 1,1 milhão de toneladas.


Com o aumento de preços nos produtos siderúrgicos, a receita líquida da companhia subiu 19% na comparação de trimestre contra trimestre, somando R$ 3,2 bilhões de abril a junho deste ano.


O resultado da CSN medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) teve crescimento de 32,8%, para R$ 1,702 bilhão no trimestre. Já a margem lajida, que mede a relação entre este indicador e a receita líquida, subiu 5 pontos percentuais, para 48%.







Escrito por SALSFI às 23h04
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CSN opta por estornar reserva de reavaliação bilionária

Valor Online  - 15/08/2008 20:01

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), dona da maior reserva de reavaliação de ativos fixos entre as companhias abertas brasileiras, no valor de R$ 6,2 bilhões, decidiu estornar esta conta do seu balanço. A medida foi aprovada pelo conselho de administração da companhia no último dia 12 de agosto e ainda terá que ser votada em assembléia de acionistas.

Considerando os impostos diferidos, isso deve implicar numa redução de cerca de R$ 4,4 bilhões no patrimônio líquido (PL) da companhia no balanço encerrado este ano, o que equivale a quase metade do volume total do PL contabilizado ao final de junho, de R$ 9,2 bilhões.

Com a edição da lei 11.638/07, que muda alguns pontos da Lei das S.A.. as empresas foram obrigadas a optar entre estornar ou manter esta conta dentro dos seus balanços até a efetiva realização. Novas reavaliações foram proibidas.

A decisão final sobre o destino desta conta, segundo determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deveria sair até a publicação do resultado do primeiro semestre.

Sabesp e Eletropaulo, que possuem a segunda e terceira maiores reservas de reavaliação, em torno de R$ 2,2 bilhões cada uma, decidiram manter as contas nos seus demonstrativos.

Em Fato Relevante divulgado nesta sexta-feira, a Ampla Energia e Serviços informou os acionistas pela opção do estorno de R$ 314,1 milhões do ativo e de R$ 95,6 milhões do saldo de Imposto de Renda diferido. Como consequência, o patrimônio líquido da empresa será reduzido em R$ 218,4 milhões no balanço deste ano.

A determinação de acabar com as reservas de reavaliação faz parte do processo de convergência contábil para o padrão internacional (IFRS), que não prevê esse tipo de medida.

Segundo matéria publicada pelo Valor Econômico em junho deste ano, um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) aponta que as companhias abertas brasileiras tinham saldo de quase R$ 40 bilhões em reservas de reavaliação no final de 2006.

A reavaliação de ativos fixos era um mecanismo permitido pelas regras contábeis brasileiras e tinha a boa intenção de trazer o valor dos ativos para perto da realidade do mercado. Porém, muitas companhias utilizavam o mecanismo para inflar o patrimônio e melhorar os indicadores de solidez financeira. O lado negativo da reserva para a empresa é reduzir o lucro contábil, já que os saldos são depreciados.

(Fernando Torres | Valor Online, com Valor Econômico)



Escrito por SALSFI às 22h51
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   Usiminas define cidade para seu novo aeroporto em Minas Gerais
Danilo Jorge, para o Valor, de Belo Horizonte - 14/08/2008

Depois de avaliar mais de 100 áreas, a Usiminas definiu a localização de seu novo aeroporto, que ficará no município de Bom Jesus do Galho, no distrito de Revés de Belém, num terreno de 4,2 milhões de metros quadrados. O terminal, projetado para 360 mil passageiros ao ano, ficará a 30 quilômetros do atual, em operação em Santana do Paraíso, também no Vale do Aço .


"Estabelecemos diversos critérios técnicos, como a disponibilidade de uma grande área plana, propícia ao tráfego aéreo, e que não estivesse a menos de 50 quilômetros de outro aeroporto e a mais de 30 quilômetros da região central da cidade", afirmou Romel Erwin de Souza, superintendente geral da usina da Usiminas, situada em Ipatinga.


As obras começam no início do próximo ano e a previsão é de que o aeroporto, que demandará investimento de R$ 80 milhões, entre em operação em agosto de 2009. "Vamos inaugurar o novo terminal ao mesmo tempo em que o atual será desativado", afirmou Souza.


O aeroporto de Bom Jesus do Galho, município com 15.198 habitantes, será maior e mais bem equipado do que o terminal de Santana do Paraíso. Contará com pista de 2,6 mil metros, a segunda maior em operação em Minas Gerais, só inferior à do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins). Com tal dimensão, poderá receber aeronaves maiores, como o Boeing 747-600.


O atual aeroporto, com pista de dois mil metros, permite pouso de aparelhos menores, como o Fokker-50 e o Turbo-hélice ATR-42. O terminal de passageiro também será mais extenso, ocupando área entre quatro mil a cinco mil metros quadrados - ante os 800 metros quadrados do atual. "Esperamos que o tráfego passe de 120 mil para 360 mil passageiros ao ano a partir de 2012", disse Souza.


O novo terminal estará habilitado ainda para operações de carga e descarga, transformando-se numa alternativa de logística para as empresas em expansão no Vale do Aço, como a Aracruz e a própria Usiminas. Está em planejamento a instalação de um posto aduaneiro.


A construção do novo terminal faz parte do programa de expansão da Usiminas, que contempla investimentos de US$ 14,1 bilhões até 2012. Desse total, US$ 6,1 bilhões serão para a instalação de uma nova usina, em Santana do Paraíso, exigindo a desativação do atual aeroporto.


Escrito por SALSFI às 02h48
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   UBS Pactual acredita que o melhor já foi

14/08/2008



Nos piores momentos da crise do setor hipotecário americano, quando vários bancos se mostravam pessimistas com o cenário, o UBS Pactual continuava firme na idéia de que os mercados tinham condições de se recuperar. Agora, o UBS Pactual também se juntou ao grupo dos que acreditam que o melhor dos mercados já passou e que o momento requer cautela redobrada. A recomendação do UBS Pactual Wealth Management (área do banco que cuida da gestão de fortunas) é para os investidores ficarem neutros (na mesma proporção que o referencial do mercado) em todos os ativos brasileiros (bolsa, câmbio e títulos de renda fixa prefixados). A única exceção é o bom e velho Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), o juro interbancário que serve como referência para as carteiras mais conservadoras, como os fundos DI.


É a primeira vez desde 2005 que o banco rebaixa a recomendação de "overweight" (acima do referencial) para a Bovespa. No caso do câmbio, a situação é ainda mais inédita, sendo a primeira vez que retira a recomendação de "overweight" para câmbio, ou seja, em apostas no real. Na ponta contrária, a instituição sugere aplicação em qualquer ativo americano, seja em bolsa, em títulos do Tesouro daquele país ou no dólar.


"Estamos muito cautelosos como há muito tempo não acontecia", diz chefe de pesquisa para América Latina do UBS Pactual Wealth Management, Paulo Tenani. Essa postura mais conservadora é resultado de um cenário doméstico preocupante e uma avaliação de que os ativos americanos já sofreram muito e ficaram baratos se comparados aos de outros países.


"O Brasil precisa de novas notícias positivas para que os mercados voltem a performar bem, o detalhe é que não vemos isso acontecendo no curto e médio prazos", diz Tenani. O recente movimento de valorização do dólar ante outras moedas coloca em forte dúvida a possibilidade de continuar o processo de alta do real em relação à moeda americana. A deterioração da conta corrente brasileira (transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior), que em um ano saiu de um superávit de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para um déficit de 1,2%, também é outro forte motivo para acreditar no enfraquecimento do real.


Ao mesmo tempo, a inflação brasileira se mostra bastante perigosa, já que é uma inflação de demanda. E com o real caminhando para uma tendência de desvalorização, o governo perde a sua arma mais eficiente para conter essa alta de preços, que é pela via do câmbio valorizado, acredita Tenani. Sobra, portanto, domar a inflação usando apenas o aperto na política monetária, o que o governo já vem fazendo, com os sucessivos aumentos na taxa de juros Selic.


Juros altos são muito ruins para a bolsa por vários motivos: arrefecem o crescimento econômico, o que na ponta final irá significar queda nos resultados das companhias. Além disso, os investidores se sentirão mais atraídos em ficar na renda fixa, pelo retorno maior, do que correr o risco da bolsa, explica, o executivo do UBS Pactual. Um atenuante nessa história seria a taxa de juros subir de forma comedida. Mas as perspectivas não são nada positivas. "É assustador o quanto o Banco Central terá de subir a Selic para conter o atual movimento de repique inflacionário", diz Tenani.




As suas projeções são de que a Selic chegue ao fim deste ano em 15,25% ao ano, o que representa um aumento de 2,25 pontos percentuais daqui até dezembro. Ele acredita que não é pessimismo acreditar que o juro subirá até meados do ano que vem, ou seja, a história da bolsa pode voltar a ser interessante de maneira consistente apenas a partir de 2010.


A situação da Bovespa também fica ainda mais grave considerando que a valorização do dólar deve representar o fim do longo ciclo de alta das commodities. As ações desses setores, como petróleo, mineração e siderurgia, representam nada menos que aproximadamente 50% do Índice Bovespa. Só as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) e ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras e da Vale têm peso de cerca de 30% do indicador. Nesse momento mais complicado, o UBS Pactual não recomenda aplicação nem em papéis de renda fixa prefixados. "Gostamos agora única e exclusivamente dos investimentos em CDI", completa Tenani.


Commodities em alta


As ações das empresas de commodities contribuíram para que a bolsa brasileira fechasse em alta ontem, mesmo sendo leve. O Ibovespa subiu 0,13% encerrando os negócios aos 54.573 pontos. Os papéis da Petrobras e da Vale ficaram entre as maiores altas do índice. As ON da mineradora subiram 4,58% e as PNA, 2,77%. Já as ordinárias da Petrobras se valorizaram 2,61%.

Daniele Camba é repórter de Investimentos




Escrito por SALSFI às 02h44
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   A mão invisível anda pela Ásia
Por João Carlos de Oliveira, para o Valor, de São Paulo
14/08/2008

 


"Adam Smith em Pequim" - Giovanni Arrighi. Boitempo. 448 págs. R$ 60


O título do livro de Giovanni Arrighi soa como uma provocação. E é. O que faz, afinal, o pensador que dizia que "os homens voltados para seus próprios interesses são conduzidos por uma mão invisível, [e] sem saber e sem pretender isto, realizam o interesse da sociedade" no país que, definitivamente, tem a mão do Estado mais visível e atuante da economia mundial?


Antes de responder à pergunta, convém olhar um pouco para trás, para conhecer as idéias deste italiano, doutor em economia e professor de sociologia da universidade Johns Hopkins.


No livro, na página 53, estão dois gráficos comparando a participação do PIB conjunto do Japão e da China (o Oriente) e do Estados Unidos e da Inglaterra (o Ocidente) no PIB mundial e no PIB global per capita. Em 1820, o PIB conjunto de China e Japão representava mais de 35% do PIB mundial, enquanto Estados Unidos e Inglaterra somados respondiam por pouco mais de 6%. O que significa que eram eles os "emergentes". Nos 70 anos seguintes, porém, o PIB dos países asiáticos já não chegava a 15% do total, enquanto o dos ocidentais superava os 20%. Ao longo dos séculos XIX e XX, até pouco depois da Segunda Guerra, a distância só se ampliou e as posições relativas praticamente se inverteram. A partir de 1950, China e Japão passaram a destacar-se de novo.


Arrighi procura explicar o que chama de "a grande divergência" (a queda dos orientais e o crescimento dos ocidentais) e, agora, a perda da hegemonia da economia americana - que ele data com a invasão do Iraque - e a emergência da potência chinesa. Quer também mostrar - e essa é uma das questões geopolíticas mais interessantes do livro - que os chineses, ao contrário do Japão e/ou de cidades-Estado asiáticas, têm, sim, pretensões hegemônicas, que podem levá-los a buscar ampliar o poderio militar em um futuro próximo. Um lance geopolítico ao qual não será estranho - bem ao contrário - o fortalecimento contínuo da economia chinesa, orientada por preceitos que a fazem ser uma economia de mercado não capitalista. Tudo a ver com o pensamento de Smith, como Arrighi demonstra.


A dimensão do mercado chinês, atual e potencial, já constituiria um dos elos dessa relação. Para Smith, a divisão social do trabalho é resultado da propensão do homem à troca (para satisfazer suas necessidades), que é limitada pela extensão dos mercados. Daí decorre que, quanto maior for o mercado, maior será sua capacidade de atender as diferentes necessidades humanas - ou seja, mais eficiente será a alocação de recursos por meio de movimentos da "mão invisível".


A novidade é que, para Arrighi - e ele diz que também para Smith - não há um vínculo entre a existência de mercado e do capitalismo. A idéia central de "Adam Smith em Pequim" é que a China tinha uma longa tradição de mercado até o século XVII, início do XIX, que está sendo recuperada, agora, com as reformas econômicas. Trata-se, porém, de uma economia de mercado não-capitalista. Pois não é a quantidade de capitalistas individuais que define se a sociedade é ou não capitalista. É o fato de que eles (os capitalistas e seus interesses) comandam ou não o Estado.


Para Arrighi, Smith era um "anticapitalista", que acreditava que o mercado deveria ser um instrumento do governo para fazer os capitalistas competirem. Essa competição faria com que as necessidades dos trabalhadores pudessem ser satisfeitas. É discutível se Smith concordaria com essa interpretação de seu pensamento, mas a definição de que o mercado serve como instrumento do governo cai como uma luva para ilustrar o que acontece na China.


E o que acontece na China cria um novo cenário para a economia mundial, especialmente do ponto de vista financeiro, campo em que a globalização de mercados encontra sua expressão mais importante. Também aqui, contudo, a China se guia por padrões diferenciados.


De certa forma, o mundo deixou de ser FED-cêntrico. Isto é, o banco central americano não tem mais capacidade e poder plenos para fazer a política monetária do planeta. É uma restrição que aparece com clareza neste momento, em que, segundo analistas, o FED está em córner: a crise financeira dificulta o combate à inflação e a inflação inibe ações de expansão da atividade econômica. Essa limitação pode talvez ser passageira, mas, os formuladores da política monetária americana devem agora lidar com o fato novo, de peso considerável nas relações de balanço de pagamentos dos dois países, de que, ao contrário do que aconteceu até recentemente, o crescimento chinês vai deixando de ser movido de modo maciço pelo setor externo e cada vez mais se alimenta da expansão do consumo interno.


Isso não quer dizer que os emergentes vão se descolar completamente da tendência hoje recessiva dos Estados Unidos e da Europa. O canal financeiro interliga esses mundos. Além disso, como aponta o próprio Arrighi, há limites para o crescimento chinês, como a poluição e a oferta de recursos naturais.


De todo modo, há um novo mundo e há ainda um outro novo mundo a caminho. O dinamismo da economia global tem agora um novo pólo, asiático, e os EUA estão mais frágeis. O mundo não é mais unilateral, mas ainda não é propriamente multilateral ou ainda claramente sinocêntrico. A tradução imediata dessa transição global no mercado financeiro é o aumento da instabilidade e dos conflitos comerciais.


O detalhe, fundamental, é que a existência de um novo pólo emergente possibilita o ajuste da economia americana. Dito de outra maneira, não é novidade que os Estados Unidos precisavam de um ajuste recessivo. O motivo é macroeconômico: os déficits gêmeos demonstram que os americanos consomem mais do que poderiam e que o "excesso" de consumo vem sendo financiado pelo restante do planeta. Logo, ajustar a economia significa induzir o consumidor americano a poupar. O problema é que esse ajuste era impossível no cenário anterior, já que a redução do consumo americano levaria o resto do mundo para uma brutal recessão. Com a China, isso não é mais verdade.


Escrito por SALSFI às 02h38
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   Paranapanema demite presidente
Por Vera Saavedra Durão, do Rio  - 14/08/2008

Davilym Dourado/Valor
Haenel, que comandou a empresa por quatro anos, está na China
A Paranapanema anunciou ontem a saída de Geraldo Haenel da presidência da holding, na qual trabalhou durante 4 anos na reestruturação dos ativos da mineradora.


Um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e colocado no site da companhia informa sua substituição por Luiz Antonio de Souza Queiroz Ferraz Júnior, que exercia a função de diretor financeiro e de gestão na administração de Haenel. A indicação de Ferraz Júnior foi sacramentada ontem mesmo em reunião do conselho de administração da Paranapanema.


O ex-presidente, pelo que apurou o Valor, não participou da reunião do conselho e nem conhecia os termos do comunicado que o tirou do cargo, pois estava na China em viagem de negócios da empresa.


As informações levantadas indicam que a saída de Haenel, que trabalhou para enxugar as quatro empresas da Paranapanema e traçar uma engenharia financeira para reduzir com a dívida de US$ 1,3 bilhão da holding com seus acionistas debênturistas, liderados pela Previ, deveu-se ao fato de que ele não teria perfil para tocar a empresa nesta nova fase em que ela tem que ser vendida para os investidores.


Segundo fontes próximas da Paranapanema, Haenel já vinha sendo observado pelo conselho da companhia nos últimos tempos em que andou às voltas com o mercado de capitais.


A avaliação feita pelos sócios e conselheiros era de que ele tinha um perfil "muito para dentro". Ele foi considerado bom para reestruturar processos, ou seja, reajustar fábricas, e outras tarefas operacionais, como fez com a Eluma. Mas, para falar com os investidores foi considerado "duro".


Neste novo momento vivido pela companhia, o diretor presidente tem que ser bom para fazer "road shows", as apresentações para vender a empresa para investidores.


No comunicado da Paranapanema, o conselho de administração e a administração da companhia agradecem a contribuição profissional de Geraldo Haenel para a Paranapanema chegar a "esta nova etapa".


Até o final do mês, a holding deve fechar as operações de aumento de capital e de colocação de debêntures junto aos credores e minoritários. E começará a operar com uma dívida reduzida à metade e já no Novo Mercado da Bovespa.


Ferraz Júnior foi considerado pelo conselho da Paranapanema apto para a nova tarefa. Ele já exercia a função de diretor financeiro e de gestão da companhia e participou ativamente com Haenel de todo o processo de reestruturação da empresa. Agora vai acumular a presidência com o cargo de diretor financeiro até indicarem um novo executivo para assumir a diretoria.


Para algumas fontes, Haenel acompanhava este processo de mudança de gestão na empresa e sua demissão não o surpreendeu. Mas, parece que não chegou a ser informado do fim deste processo. Toda negociação de saída de Haenel e sua substituição por Ferraz foi feita pelo conselho de administração. O Valor procurou o conselheiro Sílvio Tini de Araújo para falar sobre a saída de Haenel, mas o executivo não retornou a ligação. Sérgio Rosa, presidente da Previ, principal acionista da holding, também foi procurado, mas não encontrado para comentar.


Escrito por SALSFI às 02h18
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Faturamento da Gerdau cresce 35% no semestre e alcança R$ 22,3 bilhões

Vendas físicas evoluem 25,5%, para 10,4 milhões de toneladas. EBITDA alcança R$ 4,7 bilhões nos primeiros seis meses, um crescimento de 51,7%





A continuidade do crescimento da demanda por aço no mundo e a consolidação de novas empresas, principalmente nos Estados Unidos, garantiram o bom desempenho da Gerdau nos primeiros seis meses de 2008. O faturamento bruto cresceu 35,2% em comparação com o período de janeiro a junho de 2007, alcançando R$ 22,3 bilhões. Essa expansão foi alavancada especialmente pelo aumento de 25,5% nas vendas físicas, as quais atingiram a marca de 10,4 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos. A produção de aço, nesse mesmo período, chegou a 10,8 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 25,6% sobre os seis primeiros meses de 2007.

“Aumentamos a presença da Gerdau em mercados importantes, expandimos os volumes vendidos e conseguimos ampliar as margens, seguindo o nosso compromisso de crescer com rentabilidade, apesar dos contínuos aumentos nos custos das matérias-primas e insumos. Além disso, as novas operações adquiridas recentemente já começam a dar resultados, contribuindo positivamente para o bom desempenho no período. Vamos seguir investindo, especialmente no Brasil, para o atendimento da crescente demanda interna”, afirma o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André Gerdau Johannpeter. Nos primeiros seis meses, o EBITDA (lucro antes de juros, imposto de renda, depreciação e amortizações), também conhecido como geração de caixa operacional, apresentou acréscimo de 51,7%, atingindo R$ 4,7 bilhões, e o lucro líquido consolidado foi de R$ 3,2 bilhões, 38,3% maior em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nos primeiros seis meses de 2008, as operações no Brasil (excluindo Aços Especiais Piratini e Aços Villares) responderam por 35,9% do faturamento bruto, as unidades no Canadá e Estados Unidos (excluindo Macsteel) por 34,7%, as plantas nos demais países da América Latina por 10% e a Operação de Negócios Aços Especiais (a qual inclui Aços Especiais Piratini, Aços Villares, Sidenor e Macsteel) por 19,4%.

No Brasil (excluindo Aços Especiais Piratini e Villares), a forte demanda em todos os mercados, especialmente na construção civil, resultou em um aumento de 34,5% nas vendas físicas, as quais chegaram à marca de 2,5 milhões de toneladas. Em razão da expansão da demanda interna, parte das exportações foi direcionada para atender os clientes domésticos, o que resultou em uma redução de 26% nas exportações de aços longos. Entretanto, as exportações da Gerdau Açominas, com ênfase em placas, blocos e tarugos, aumentaram em 13%, devido à produção do seu novo alto-forno. Consequentemente, o volume de embarques a partir do Brasil totalizou 1,4 milhão de toneladas, incluindo vendas para empresas coligadas, o que gerou US$ 994,5 milhões de receita de exportações.

A produção de aço das unidades no País evoluiu 16,7%, para 3,9 milhões de toneladas, principalmente com a entrada da nova capacidade instalada da Gerdau Açominas, a qual se encontra em ritmo atual de 4,5 milhões de toneladas por ano.

As vendas físicas no Canadá e nos Estados Unidos (excluindo Macsteel) alcançaram 4,4 milhões de toneladas nos seis primeiros meses (+ 33%) devido à consolidação da Chaparral Steel, cuja aquisição foi concluída em setembro de 2007. A produção de aço, no mesmo período, foi de 4,5 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 39,8% sobre os seis primeiros meses de 2007.

Na América Latina (excluindo Brasil), as vendas também apresentaram crescimento expressivo, de 21,9%, atingindo 1,2 milhão de toneladas, especialmente pelo bom momento da economia da região e pelos investimentos em infra-estrutura que estão sendo realizados. A produção de aço na América Latina (excluindo Brasil), nos primeiros seis meses deste ano, somaram 970 mil toneladas, apresentando 12,1% de variação positiva sobre o mesmo período do ano anterior.

No segmento de aços especiais (empresas no Brasil, Estados Unidos e Espanha), voltado principalmente para a indústria automotiva, foi vendido 1,3 milhão de toneladas, 26,4% a mais em comparação com o igual período de 2007. Esse aumento se deve principalmente à consolidação da Macsteel, empresa produtora de aços especiais nos Estados Unidos, a partir do final do mês de abril deste ano, e à diversificação dos mercados atendidos na América do Norte, com destaque para os setores de energia, máquinas agrícolas e distribuidores. A produção de aços especiais, nos primeiros seis meses, foi de 1,4 milhão de toneladas, volume 22,4% maior em comparação com o período de janeiro a junho de 2007.


Investimentos chegam a US$ 4 bilhões nos primeiros seis meses

De janeiro a junho, os investimentos em aquisições e ativo imobilizado alcançaram US$ 4 bilhões, dos quais US$ 3,3 bilhões foram destinados ao pagamento das novas empresas e das participações societárias adquiridas. No Brasil, destaca-se a aquisição de uma participação complementar de 28,9% na Aços Villares, que pertencia ao BNDESPAR, por US$ 800 milhões (R$ 1,3 bilhão). Com essa aquisição, a Gerdau, em conjunto com a Sidenor, passa a deter 87,3% do capital social da Aços Villares. Nos Estados Unidos, houve a conclusão da compra da Macsteel no valor de US$ 1,5 bilhão mais US$ 215 milhões em dívidas e alguns passivos assumidos. Ambas as empresas – Aços Villares e Macsteel – são produtoras de aços longos especiais, segmento de alto valor adicionado.

Nos Estados Unidos, também ocorreu o aumento da participação acionária para 84% na Pacific Coast Steel (US$ 82 milhões) e as aquisições da Century Steel (US$ 148,5 milhões) e da Hearon Steel (US$ 15 milhões). As três empresas se dedicam às atividades de corte e dobra de aço, sendo que a Pacific Coast Steel e a Century Steel também fazem a montagem das respectivas estruturas nas obras.

Também houve o aumento da participação da Gerdau na Diaco, maior empresa siderúrgica da Colômbia, para 98,7% – negócio que somou US$ 107,2 milhões –, e a compra de 50,9% da Cleary Holdings, controladora de unidades de produção de coque metalúrgico e reservas de carvão mineral, por US$ 59 milhões.

No México, houve a conclusão da aquisição de 49% do capital social da Corsa Controladora por US$ 110,7 milhões e, na Guatemala, foi firmada uma aliança estratégica com a Corporación Centroamericana del Acero, na qual a Gerdau investiu US$ 180 milhões, passando a deter 30% do capital social. No Chile, foi realizada a aquisição da empresa Barracas Janssen, focada principalmente na distribuição e na comercialização de produtos siderúrgicos, no valor de US$ 5,6 milhões, e da companhia Trefilados Bonati, produtora de arames e pregos, por US$ 7,5 milhões.

Na Espanha, a Sidenor adquiriu a Rectificadora del Vallés, cujo negócio envolveu US$ 49,8 milhões mais a assunção de dívidas de US$ 51,3 milhões. Também foi adquirida na Espanha a empresa Vicente Gabilondo e Hijos, produtora de barras para a indústria mecânica, automobilística e de construção, por US$ 21,8 milhões.

Nos seis primeiros meses de 2008, foram consolidadas no balanço as empresas Macsteel e Century Steel. Já os resultados das joint ventures Corsa e Kalyani Gerdau (SJK Steel) foram incorporados por equivalência patrimonial, assim como da empresa associada Corporación Centroamericana del Acero.

Os investimentos em expansão e atualização tecnológica das plantas industriais chegaram a US$ 659 milhões, em linha com os desembolsos informados no plano de investimentos para 2008-2010. Desse total, US$ 389 milhões foram aplicados no Brasil (excluindo Aços Especiais Piratini e Aços Villares), US$ 115 milhões nos demais países da América Latina, US$ 61 milhões nos Estados Unidos e Canadá (excluindo Macsteel) e US$ 94 milhões na Operação de Negócios Aços Especiais (empresas no Brasil, Espanha e Estados Unidos).

Pagamento de dividendos ocorrerá no dia 27 de agosto

No dia 27 de agosto de 2008, os acionistas das duas empresas de capital aberto no Brasil – a Gerdau S.A. e a Metalúrgica Gerdau S.A. – receberão dividendos referentes ao segundo trimestre do ano, com base nas posições detidas em 15 de agosto.

Na Metalúrgica Gerdau S.A., serão pagos R$ 243,9 milhões, o que corresponde a R$ 0,60 por ação. Aos acionistas da Gerdau S.A., serão destinados R$ 511,3 milhões, equivalentes a R$ 0,36 por ação. No acumulado do ano, a remuneração aos acionistas somará R$ 373,9 milhões para os detentores de ações da Metalúrgica Gerdau S.A. e R$ 802,5 milhões para os da Gerdau S.A.

Sobre a Gerdau

A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e líder mundial em aços longos especiais para a indústria automotiva. Possui mais de 45 mil colaboradores e tem operações nas Américas, Europa e Ásia, as quais somam uma capacidade instalada de 26 milhões de toneladas de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, reaproveita mais de 18 milhões de toneladas de sucata anualmente. Com mais de 140 mil acionistas, as empresas de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4 e GOAU3), Nova Iorque (NYSE: GNA, GGB), Toronto (GNA) e Madri (Latibex: XGGB)


Assessoria de Imprensa – (51) 3323-2170
imprensa@gerdau.com.br
www.gerdau.com


Quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Escrito por SALSFI às 17h52
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