SALSIFI INVESTMENTS
   Queda do níquel faz Vale reavaliar projeto no Pará
Por Vera Saavedra Durão e Rafael Rosas, do Rio em 08/08/2008

A queda dos preços do níquel neste ano está levando a Vale a reavaliar seu projeto de níquel de Vermelho, no Pará. O comportamento futuro da demanda do produto, cuja tendência é de queda no longo prazo, pode levar a Vale a optar pelo desenvolvimento de um projeto menor, de São João do Piauí, que é mais barato.


Em outubro, entra em produção o projeto de Goro, da Inco, na Nova Caledônia, com produção esperada de 60 mil toneladas. Também está quase entrando em operação o projeto de níquel de Onça Puma, no Pará, com produção prevista de 60 mil toneladas anuais do metal. O projeto do Piauí tem produção estimada de 20 a 25 mil toneladas de níquel ao ano.


No primeiro semestre, apesar da queda do preço do níquel, a Vale não teve grande prejuízo porque ganhou muito dinheiro com o minério de ferro, cujo preço subiu em média 65%. Por isso, a Vale está investindo muito no aumento da produção do minério de ferro. Somente o projeto de expansão de Serra Sul, no Pará, vai custar US$ 10 bilhões. Em 2012 a Vale projeta produzir 422 milhões de toneladas de minério de ferro. "Em quatro anos vamos construir uma nova Rio Tinto de minério de ferro", disse Roger Agnelli, presidente executivo, referindo-se à sua concorrente anglo-australiana.


Para o executivo, a compra da produtora de níquel canadense Inco não representou nenhum prejuízo para a Vale. "Compramos a Inco no tempo certo." Segundo ele, quando a empresa foi adquirida o preço do níquel estava em US$ 12 mil a tonelada e a expectativa da Vale era de US$ 9 mil para o metal. "Hoje está em US$ 18 mil, ou seja o preço do níquel dobrou de valor em relação a nossa expectativa."


Para ele, o que está havendo com as commodities, com o níquel, é uma acomodação de preços em função da alta excessiva. No ano passado, o níquel bateu em US$ 55 mil a tonelada em maio. "A tendência ainda é positiva, principalmente para o minério e o aço. A China, como os demais países do Oriente, vão continuar demandando forte." Em conferência com analistas, Agnelli disse que "2008 será o melhor ano da história da empresa, tanto em produção, quanto em resultados". Para ele, o segundo semestre deve superar o primeiro, adiantando que o desempenho da companhia em julho já está acima da média do segundo trimestre. Agnelli destacou ainda que a captação de recursos de US$ 12,2 bilhões obtidas na operação de aumento de capital da Vale, encerrada na quarta-feira, deixou a empresa preparada para todas as opções de crescimento que possam criar valor para o acionista, seja via expansão orgânica, seja por meio de aquisições.


Ele admitiu que a Vale estuda oportunidades de comprar ativos lá fora, mesmo tendo como prioridade o crescimento orgânico. "Uma aquisição é possível, mas uma grande aquisição não é provável. Pequenas e médias aquisições sim, para reforçar nossa base de ativos."


A idéia da Vale é ter ativos que complementem sua estratégia de diversificação. Ele considera que a aquisição da Inco, no valor de US$ 18 bilhões, é uma grande aquisição. Já a Caraíba Metais, cujo valor não revelou, é vista como pequena aquisição, mas importante para os planos da Vale. "Sua produção de ácido sulfúrico pode contribuir para aumentar a produção nacional de fertilizantes." Agnelli disse que até agora não comprou a Caraíba porque está esperando os controladores decidirem vendê-la.


No momento, a companhia está revendo para cima seu plano de investimento de US$ 59 bilhões previstos para ocorrerem até 2012. "A tendência é elevar os investimentos onde a gente tem mais recursos para crescer, mais reservas para crescer, como nas áreas de cobre e carvão e insumos para fertilizantes, como potássio e fosfato. Estamos também começando a furar nas nossas 11 áreas de gás. Nove áreas foram compradas na nona rodada de licitações da ANP, uma outra compramos da Shell e mais uma da Repsol."


Ele contou que já comprou as sondas para fazer as prospecções e tocar estes investimentos. "Conseguimos as sondas, apesar das dificuldades no mercado, porque somos conhecidos dos fornecedores", disse.


Descoberta nova acumulação de óleo no Pré-Sal da Bacia de Santos   




Escrito por SALSFI às 07h13
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Vale deve registrar em 2008 o melhor ano de sua história, afirma Agnelli

Por: Camila da Rocha Mendes - 07/08/08 - 17h00 - InfoMoney

SÃO PAULO - Em teleconferência na tarde desta quinta-feira (7), os executivos da Vale (VALE5, VALE3) enalteceram os números apresentados pela companhia referentes ao segundo trimestre e alertaram para o efeito da nova lei das S/A sobre o demonstrativo financeiro.

De acordo com a avaliação da diretoria da mineradora, excluindo-se os efeitos contábeis e o impacto da desvalorização do dólar, o resultado é compatível com o desempenho operacional do período.

Em relação à
oferta primária de ações, ocorrida em julho, os executivos afirmaram que esta operação foi realizada em virtude da deterioração do mercado de crédito internacional, pois, "toda cautela financeira é necessária", explicou o presidente da mineradora, Roger Agnelli.

A captação no mercado de ações reforçou o caixa da empresa, "que agora pode explorar todas as opções de investimento que gerem valor ao nosso acionista". Além disso, com a operação, outro objetivo também foi alcançado segundo Agnelli: a elevação da nota de risco da companhia para "BBB+" pela agência Standard & Poor´s.

Aquisições
Agnelli afirmou que a busca por uma situação de caixa confortável não sinaliza que a empresa esteja mirando novas aquisições. "O crescimento orgânico é prioridade", enfatizou. Para o presidente da mineradora, ainda existem muitas reservas a serem exploradas, principalmente de cobre e carvão.

Contudo, o executivo admitiu que as aquisições não sairão do radar, e que empresas de menor porte seriam mais visadas pela Vale. Do programa de investimento orgânico da companhia, previsto em US$ 59 milhões até 2012, US$ 4 bilhões já foram executados e mais US$ 11 bilhões devem ser consumidos até o final do ano. Segundo Agnelli, nos próximos quatro anos a Vale irá dobrar de tamanho.

Guidance
A Vale estima que a produção de minério de ferro deva sair de 296 milhões de toneladas ao ano, em 2008, para 422 milhões ao final de 2012. Na mesa base de comparação, a produção de carvão vai passar de 2,2 milhões de toneladas para 15 milhões, "mas temos potencial para chegar em 40 milhões", ressaltou Agnelli.

Em quatro anos, a produção de níquel saltará de 248 mil toneladas anuais para 507 mil, e a de cobre de 284 mil para 592 mil toneladas anuais, "sendo que podemos chegar numa produção de 1 milhão de toneladas em 2012", reforçou o presidente.

"Só em minério de ferro, estamos construindo uma nova Rio Tinto nos próximos quatro anos", comparou. Em relação ao níquel, cujo preço sofreu forte desvalorização neste ano, Agnelli disse que os projetos da Vale deverão seguir o mercado, de acordo com a oferta e a demanda.

Entre os desafios que a companhia pode enfrentar, Agnelli apontou as restrições na oferta de mão-de-obra, a disposição dos prestadores de serviços "que estão com as carteiras cheias", e a dificuldade de abastecimento de suprimentos, pois "todas as empresas estão trabalhando no limite de suas capacidades".

Perspectivas
Agnelli disse que no segundo trimestre a companhia enfrentou problemas de logística importantes, entre eles as constantes invasões e bloqueios de rodovias em Carajás (PA), além de um acidente no porto de Itaguaí (RJ). Mas, segundo ele, esses problemas já foram contornados e "no terceiro trimestre a Vale trabalhará em sua velocidade normal".

"Julho foi um mês excelente, já embarcamos 28 milhões de toneladas. Agosto está indo bem. Nós atualmente estamos operando acima da nossa meta", ilustrou o executivo.

Assim como foi 2007, o presidente acredita que "2008 será o melhor ano da Vale". Agnelli destacou a forte demanda prevista para a China, assim como salientou: "Estamos investindo no Brasil para dobrar a produção de aço nos próximos anos, um trabalho forte e significativo dentro da siderurgia mundial".


Escrito por SALSFI às 19h21
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Lucro da Vale recua, mas receita líquida bate recorde no segundo trimestre

Por: Gabriel Ignatti Casonat - 06/08/08 - 20h20 - InfoMoney

SÃO PAULO - Esperado com ansiedade pelos investidores, o desempenho da Vale (VALE5, VALE3) no segundo trimestre deste ano ficou em linha com o registrado no mesmo período de 2007.

Entre abril e junho deste ano, a mineradora reportou um lucro líquido de R$ 4,573 bilhões, o que representa um recuo de 21,7% frente ao mesmo período de 2007, quando foi registrado um lucro de R$ 5,842 bilhões.

Apesar de o lucro líquido ter recuado frente ao período anterior, o Ebitda - um dos indicadores mais acompanhados pelo
mercado - que mede a geração operacional de caixa da empresa, alcançou a cifra recorde de R$ 10,473 bilhões.

Confira os números:

(em R$ milhões) 2T08 2T07 % Projeção* %
Receita Operacional Líquida 18.335 17.809 +2,9% 18.217 +4,0%
Ebitda** 10.473 10.255 +2,1% 9.125 +15,0%
Lucro Líquido 4.573 5.842 -21,7% 5.037 -9,0%
*Projeções dos analistas da Brascan
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

O
Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) - relação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido; medida de retorno para os acionistas do capital investido na empresa - mostrou recuo em sua medição anualizada, ao passar de 34,4x entre abril e junho de 2007 para 24,8x em iguais três meses deste ano.

Cabe ressaltar que os resultados da mineradora foram ajustados pela nova lei das S/A.

No padrão contábil USGAAP, a empresa alcançou um lucro líquido recorde de US$ 5,009 bilhões no trimestre.

Trimestre de recordes
Voltando ao padrão contábil BRGAAP, o período também foi marcado por recordes em alguns indicadores importantes da Vale. Entre eles, destaque para a receita bruta de R$ 18,884 bilhões, para o lucro operacional de R$ 9,2 bilhões e para o Ebitda, que alcançou R$ 10,473 bilhões.

As receitas com minério de ferro e pelotas também estabeleceram novos recordes históricos no período, alcançando as cifras de R$ 7,926 bilhões e R$ 2,442 bilhões, respectivamente.

Diversificação da receita por produto
No segundo trimestre, a Vale alcançou um novo recorde de receita operacional bruta, com a marca de R$ 18,884 bilhões, com aumento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2007, determinado pelos efeitos causados pela variação dos preços dos produtos.

De acordo com a mineradora, "os movimentos distintos nos preços do minério de ferro (alta) e do níquel (baixa) exerceram influência determinante na composição da receita por produto e por destino no trimestre".

Evolução da participação percentual na composição da receita bruta
Produto 2º trimestre 2008 2º trimestre 2007
Minerais ferrosos 59,5% 41,1%
Minerais não ferrosos 31,9% 51,0%
Carvão 0,9% 0,4%
Serviços de Logística 4,9% 5,2%
Outros 2,7% 2,1%
Receita Bruta (R$ milhões) 18.884 18.197

Em termos de distribuição geográfica, 38,5% da receita bruta é proveniente de vendas para Ásia, 33,3% das Américas, 24% da Europa e 4,2% de outras regiões do mundo. A China foi responsável por 17% da receita, o Brasil 16%, Japão 10,6%, EUA 8,7% e Alemanha 5,2%.

Custos crescem
Um dos pontos destacados diz respeito à estrutura de custos da mineradora. Em relação ao CPV (Custo dos Produtos Vendidos) no segundo trimestre, o total foi de R$ 7,891 bilhões, valor 6,5% maior que o verificado no segundo quarto de 2007.

Segundo a companhia, os principais fatores responsáveis pelo aumento foram a elevação de preços dos insumos, o crescimento da produção e o arrendamento das plantas da Nibrasco e Kobrasco.

Papéis sobem
À espera da divulgação dos resultados, as ações preferenciais classe A da Vale encerraram o pregão desta quarta-feira com valorização de 1,86%, cotadas a R$ 36,71. Já os papéis ordinários fecharam com alta de 1,37%, sendo negociados a R$ 42,20.


Escrito por SALSFI às 19h17
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O LUCRO DA BRASKEM

Ao final do segundo trimestre, a dívida bruta da Braskem estava em R$ 8,8 bilhões, uma queda de 6% em relação ao mesmo período de 2007, quando marcava R$ 9,36 bilhões. A redução foi ocasionada pela desvalorização do dólar, visto que 70% da dívida da companhia é atrelada à moeda americana.



Com isso, a Braskem apresentou resultado financeiro positivo de R$ 407 milhões no segundo trimestre, contra cifra negativa de R$ 59 milhões um ano antes. No fim das contas, essa linha do balanço foi a grande responsável pelo lucro líquido de R$ 383 milhões obtido no segundo trimestre, uma alta de 36% sobre o mesmo período do ano passado.


Para se ter uma idéia, o ganho cambial superou, sozinho, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (lajida), que ficou em R$ 519 milhões, com redução de 11%. Entre os fatores que influenciaram essa queda está o câmbio, que prejudicou o faturamento com exportações e contribuiu para uma redução de 11% na receita líquida, para R$ 4,4 bilhões.


Além do dólar mais barato, a receita também sofreu com as paradas de manutenção realizadas nos pólos de Triunfo (RS) e Camaçari (BA), que resultaram em uma diminuição de 12% na produção de resinas termoplásticas, que foi a 624 mil toneladas. A Braskem tem de enfrentar ainda os custos altos da nafta, principal matéria-prima, cujos preços acompanham a cotação do barril de petróleo.


Recém-empossado, o novo presidente da Braskem, Bernardo Gradin, afirmou que segue negociando com a Petrobras, fornecedora da nafta, melhores condições de preços. O executivo espera que um acordo com a estatal possa ser anunciado até o fim deste ano.


Gradin afirmou ainda que a Braskem deve continuar reduzindo as exportações durante o segundo semestre, para atender à crescente demanda interna por resinas. No entanto, ressaltou que fará esforços para manter a relação com grandes clientes no exterior, já que a empresa tem planos ousados de internacionalização.


Uma das estratégias para manter o relacionamento com os clientes externos é a de reduzir as vendas no mercado spot (à vista, de curto prazo) e preservar os contratos. A empresa, entretanto, preferiu não revelar quais regiões serão mais afetadas pela redução nos volumes exportados.







Escrito por SALSFI às 08h29
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   Valorização do real segura Braskem no azul
Murillo Camarotto, Valor Online, de São Paulo - 07/08/2008

 


Marisa Cauduro/Valor
Bernardo Gradin: empresa segue negociando preço da nafta com Petrobras
A variação cambial teve papel central nos resultados da Braskem no segundo trimestre do ano. Ao mesmo tempo em que prejudicou as receitas de exportação, o declínio de 8,9% da moeda americana ante o real salvou a petroquímica do prejuízo, ao reduzir o endividamento e propiciar um resultado bastante positivo na linha de operações financeiras.


Ao final do segundo trimestre, a dívida bruta da Braskem estava em R$ 8,8 bilhões, uma queda de 6% em relação ao mesmo período de 2007, quando marcava R$ 9,36 bilhões. A redução foi ocasionada pela desvalorização do dólar, visto que 70% da dívida da companhia é atrelada à moeda americana.


Com isso, a Braskem apresentou resultado financeiro positivo de R$ 407 milhões no segundo trimestre, contra cifra negativa de R$ 59 milhões um ano antes. No fim das contas, essa linha do balanço foi a grande responsável pelo lucro líquido de R$ 383 milhões obtido no segundo trimestre, uma alta de 36% sobre o mesmo período do ano passado.


Para se ter uma idéia, o ganho cambial superou, sozinho, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (lajida), que ficou em R$ 519 milhões, com redução de 11%. Entre os fatores que influenciaram essa queda está o câmbio, que prejudicou o faturamento com exportações e contribuiu para uma redução de 11% na receita líquida, para R$ 4,4 bilhões.


Além do dólar mais barato, a receita também sofreu com as paradas de manutenção realizadas nos pólos de Triunfo (RS) e Camaçari (BA), que resultaram em uma diminuição de 12% na produção de resinas termoplásticas, que foi a 624 mil toneladas. A Braskem tem de enfrentar ainda os custos altos da nafta, principal matéria-prima, cujos preços acompanham a cotação do barril de petróleo.


Recém-empossado, o novo presidente da Braskem, Bernardo Gradin, afirmou que segue negociando com a Petrobras, fornecedora da nafta, melhores condições de preços. O executivo espera que um acordo com a estatal possa ser anunciado até o fim deste ano.


Gradin afirmou ainda que a Braskem deve continuar reduzindo as exportações durante o segundo semestre, para atender à crescente demanda interna por resinas. No entanto, ressaltou que fará esforços para manter a relação com grandes clientes no exterior, já que a empresa tem planos ousados de internacionalização.


Uma das estratégias para manter o relacionamento com os clientes externos é a de reduzir as vendas no mercado spot (à vista, de curto prazo) e preservar os contratos. A empresa, entretanto, preferiu não revelar quais regiões serão mais afetadas pela redução nos volumes exportados.


Escrito por SALSFI às 08h27
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   Oferta da Votorantim deve criar gigante da celulose
André Vieira, De São Paulo -07/08/2008


A Votorantim fez ontem uma proposta que poderá levar à fusão de sua empresa VCP com a Aracruz, criando a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo. O grupo, controlado pela família Ermírio de Moraes, anunciou que os acionistas liderados pela família Lorentzen aceitaram vender os 28% que detém na Aracruz por R$ 2,71 bilhões. Mas a oferta pelas ações depende agora do movimento a ser feito pelos banqueiros Joseph e Moise Safra, no último negócio que ainda une os irmãos.


Em 90 dias, os Safra, que possuem 28% das ações com direito a voto da Aracruz, terão de dizer se vão exercer seu direito de preferência para adquirir as ações do grupo Lorentzen, o que os levaria ao controle da companhia, com participação de 56%. Ou então, decidir pela venda de seus papéis à Votorantim pelo mesmo preço de R$ 2,7 bilhões oferecido aos Lorentzen. Nesta hipótese, a Votorantim chegaria a 84% das ações de controle da Aracruz.


Os Safra têm ainda uma terceira opção: renunciar ao direito de preferência e de venda conjunta de suas ações na Aracruz e negociar com o grupo Votorantim uma posição favorável na nova estrutura societária, combinando os ativos da VCP e Aracruz. Neste caso, os Safra ficariam no papel de acionistas minoritários, mas poderiam compartilhar o controle da nova empresa. Em nota, o grupo Safra informou que analisará todas as possibilidades, especialmente a proposta da Votorantim de compartilhamento de controle na VCP e Aracruz.


Em receita líquida, a fusão das duas fabricantes colocaria a nova empresa na 31ª posição entre as maiores do mundo no setor de papel, celulose e produtos florestais. "Mas a combinação dos ativos de VCP e Aracruz forma uma companhia com 10% da oferta mundial de celulose, 21% da oferta de fibra curta e 34% da de eucalipto", afirmou a analistas o diretor-geral da Votorantim Investimentos Industriais, Raul Calfat. As duas companhias produzirão mais de 8 milhões de toneladas de celulose por ano em 2012. A chilena Arauco, segunda maior produtora de celulose, produz 3 milhões de toneladas.







Escrito por SALSFI às 08h20
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Oferta da Votorantim deve criar gigante da celulose 

André Vieira, De São Paulo - 07/08/2008



A Votorantim fez ontem uma proposta que poderá levar à fusão de sua empresa VCP com a Aracruz, criando a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo. O grupo, controlado pela família Ermírio de Moraes, anunciou que os acionistas liderados pela família Lorentzen aceitaram vender os 28% que detém na Aracruz por R$ 2,71 bilhões. Mas a oferta pelas ações depende agora do movimento a ser feito pelos banqueiros Joseph e Moise Safra, no último negócio que ainda une os irmãos.




Escrito por SALSFI às 08h19
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   Aluguel mostra a direção do mercado

04/08/2008




Para tentar prever o que irá acontecer no mercado, investidores e profissionais se valem dos mais diversos tipos de análises, especialmente em momentos de turbulência e incerteza como o atual. As opções vão desde a análise fundamentalista - que olha os fundamentos da economia e das empresas - até a grafista - a que considera o comportamento passado dos gráficos para projetar o futuro. Um outro bom termômetro da tendência do mercado usado por alguns especialistas é observar o volume de aluguel de ações, já que, entre outras coisas, ele mostra como está o humor dos investidores com o papel ou até com a bolsa inteira.


Quando o volume de aluguel de ações aumenta, isso pode ser um sinal de que os investidores estão pessimistas com o mercado. O investidor aluga uma ação para vendê-la, na expectativa de que seu preço cairá. Se isso se confirmar, no vencimento do aluguel, esse mesmo investidor compra essas ações mais barato, devolve-as para o dono e embolsa a diferença. O dono dos papéis cobra um percentual de aluguel que varia conforme a demanda por essa ação. Acontece o contrário quando a expectativa é de que o mercado irá se recuperar. O volume de aluguel tende a diminuir, pois os investidores têm medo de que as ações subam repentinamente, sendo obrigados a comprá-las por um preço maior na hora de entrega-las ao detentor e ficando com o prejuízo.


Não é à toa que o giro de aluguel vem subindo de forma significativa desde o ano passado, exatamente quando a crise americana surgiu e passou a piorar mês após mês. Pelos dados da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), o volume total de aluguel em janeiro de 2007 era de R$ 12,368 bilhões. Dois meses depois, em março, quando o cenário externo já tinha se deteriorado, esse volume já tinha subido para R$ 19,096 bilhões.


No segundo semestre, o volume foi crescendo à medida que a crise hipotecária ia fazendo vítimas. Em agosto, quando o Índice Bovespa chegou a cair 9% durante um pregão, o aluguel atingiu R$ 28,236 bilhões, um recorde até então. Novos recordes vieram, o último deles em junho, de R$ 37,661 bilhões. Coincidência ou não, nesse mês, o Ibovespa caiu 10,44%, a maior desvalorização mensal deste ano.


Para os analistas, pelo menos uma parte desse aumento do aluguel sem dúvida tem a ver com a percepção dos investidores de que o mercado pioraria. "Toda vez que a bolsa entra no 'bear market' (mercado do urso ou de baixa), as posições de aluguel aumentam", diz o analista quantitativo do Banco Santander, Nilton Cardoso. Ele lembra que, além do volume de operações, é preciso analisar também a relação entre esse giro e o volume total de negócios do papel no pregão. Quanto maior essa relação, maiores as chances da ação cair, já que isso pode ser um sinal de que a liquidez do papel está diminuindo, explica Cardoso. Segundo um acompanhamento feito pelo analista, o maior volume de aluguel se concentra nas ações que sobem menos que a bolsa em momentos de alta e caem menos na hora da queda (conhecido como beta menor que um). Cardoso explica que há motivo para essa estratégia. Como esses papéis sobem menos que a bolsa, se o mercado passar a subir muito, o investidor terá perdas menores na hora de comprar as ações para devolvê-las ao dono do que se tivesse alugado ações que sobem mais que o mercado.


Será que agora vai?




O volume de operações em aberto de aluguel caiu de R$ 23,809 bilhões no início de junho para R$ 16,939 bilhões no fim do mês passado. Para o sócio da consultoria de investimentos InvestCerto Luiz Francisco Rogé Ferreira, isso pode ser um sinal de que o mercado tem chances de um respiro no curto prazo. Ele acredita que operações de aluguel de ações ou a termo (compra ou venda futura de um ativo) são muito arriscadas para pessoas físicas pois as perdas podem ser ilimitadas. Já nas compras de opções de ações (direito de comprar ou vender uma ação a um determinado preço em determinada data), a perda se limita ao prêmio pago.

Daniele Camba é repórter de Investimentos


Escrito por SALSFI às 08h30
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   Minério de ferro deve fazer a diferença no balanço da Vale
Por Vera Saavedra Durão, do Rio - 04/08/2008

Os papéis da Vale do Rio Doce podem estar dando vexame na bolsa, mas analistas de grandes bancos como Merrill Lynch, Goldman Sachs e BES Securities estão prevendo lucro recorde para a companhia no segundo trimestre.


A alta de 65% no preço do minério de ferro e de 87% no valor das pelotas de minério, que foram incorporados neste trimestre aos contratos, foram citados pelos analistas como fatores que contribuiriam para elevar bastante a receita de ferrosos, estimada entre US$ 11 bilhões e US$ 12 bilhões no período, a ponto de anular o impacto da queda de 11% do preço do níquel. Os ferrosos representam 45% da receita da Vale.


Mas pode haver surpresas embutidas nos números financeiros, por conta de perdas com contratos de "hedge" em metais como cobre, níquel e alumínio. No primeiro trimestre, a mineradora teve uma perda de US$ 79 milhões decorrente de liquidações de posições, diz o relatório do BES Securities. A expectativa é que também ocorram perdas no segundo trimestre, mas menores, como chama atenção o relatório da Brascan Corretora.


Dos quatro analistas que fizeram projeções para o lucro da Vale, três usaram a contabilidade americana e estimaram lucro entre US$ 4,4 bilhões e US$ 5,2 bilhões para a mineradora, cerca de 20% a 28% acima do resultado do segundo trimestre de 2007, de US$ 4 bilhões, e 140% acima dos US$ 2 bilhões do primeiro trimestre. Já Rodrigo Ferraz, da Brascan, que usou as normas da contabilidade brasileira trabalhou com um ganho líquido de R$ 5,03 bilhões, 14% abaixo do lucro de R$ 5,8 bilhões do mesmo período do ano passado e 124% acima dos R$ 2,2 bilhões do primeiro trimestre deste ano.


Felipe Hyrai, da Merrill Lynch, que projetou um lucro de US$ 5,2 bilhões, a maior estimativa dentre os quatro bancos, avalia que a alta do preço do minério é reforçada pelo crescimento de 6,5% na produção do insumo, que somou 77,5 milhões de toneladas no período, garantindo aumento de receita e, consequentemente, maior ganho para a companhia. Marcelo Aguiar, do Goldman Sachs, estimou US$ 4,8 bilhões de lucro líquido no trimestre. Além da elevação dos preços e das vendas, ele espera um forte resultado financeiro, propiciado pelo câmbio, dado que boa parte da dívida da mineradora é em dólar. Aguiar destaca ainda que os custos de produção da Vale devem crescer apenas 9% ante o mesmo período de 2007. Este é um foco de preocupação dos investidores da companhia, observa.


Juliana Chu, analista de mineração do BES Securities , que estimou US$ 4,4 bilhões, aposta na alta do minério e atribui o fraco desempenho das ações das mineradoras ao receio de uma recessão na economia global, atingindo inclusive a China. Mas acredita que o fato de as usinas da Ásia terem acatado recentemente um reajuste mais alto do minério da Rio Tinto indica que a demanda pelo produto vai continuar aquecida. Assim, ela acaba de rever a estimativa de alta do minério de 5% para 15% em 2009.


Para Rodrigo Ferraz, da corretora Brascan, porém, o cenário não parece tão otimista. Ele fez uma projeção que considera cautelosa de lucro para a Vale, pois não sabe qual será o impacto das perdas com "hedge". "Não sabemos o tamanho porque não conhecemos os parâmetros dos derivativos, quantos contratos já venceram desde o primeiro trimestre e em que preço se baseia a perda. Mas não creio que a perda seja maior que a do primeiro trimestre", diz.


Na análise de Ferraz, o minério e a pelota subiram, na média, 75%, o que vai ajudar o balanço do segundo trimestre, já que a receita bruta pode bater em R$ 18,2 bilhões, empatando com a do ano passado. A projeção de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações é de R$ 9 bilhões, 11% menor que a de 2007.


Escrito por SALSFI às 08h26
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   ATENÇÁO PARANAPANEMA

Paranapanema sai do vermelho no trimestre com valorização dos metais
Vera Saavedra Durão, Do Rio - 01/08/2008

A Paranapanema, holding não operacional controlada pela Previ e outros fundos de pensão, que nos últimos cinco anos tenta ajustar a estrutura de capital com pouco sucesso, apresentou lucro líquido de R$ 90 milhões no segundo trimestre do ano, contra prejuízo de R$ 24,5 milhões no mesmo período de 2007. Com esse resultado, a companhia inverteu o prejuízo do primeiro trimestre, de R$ 71,8 milhões, e fechou o primeiro semestre com ganho de R$ 18,2 milhões.


Com o resultado e mais a subscrição de ações de R$ 187 milhões feita pelos acionistas e debenturistas na operação de aumento de capital em curso, a Paranapanema recuperou a condição de empresa com patrimônio líquido positivo, de R$ 159 milhões. Isto não ocorria há dois trimestres.


O balanço favorável da Paranapanema é atribuído ao bom desempenho das subsidiárias e à baixa volatilidade dos preços das commodities metálicas.


Todas as quatro controladas - Caraíba Metais (produtora de concentrado de cobre), Eluma (produtos de cobre), Cibrafértil (fertilizantes) e Mamoré-Taboca (estanho) - fecharam o semestre com lucro. O destaque ficou com a Caraíba, que lucrou R$ 86 milhões. A empresa está sendo avaliada pela Vale do Rio Doce, junto com a Cibrafértil, para futura compra.


A receita líquida da Paranapanema, porém, registrou queda de 18,2% e fechou em R$ 981 milhões no trimestre. O resultado financeiro melhorou, apresentando receita líquida de R$ 10,6 milhões no segundo trimestre, contra despesa de R$ 10,5 milhões em 2007.


A empresa registrou outras receitas operacionais líquidas de

R$ 14,5 milhões, linha que era negativa em R$ 553 mil no segundo trimestre de 2007. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (lajida) ficou em R$ 139,3 milhões, com alta de 382%.


Segundo fontes da empresa, este caixa garante à companhia resgatar ainda este ano a dívida atual de R$ 950 milhões com os acionistas e debenturistas. Em 2007, este débito era de R$ 1,1 bilhão. Mas os credores receberam R$ 200 milhões da devedora por meio de acordo selado no final de 2006. Este ano, os credores converteram mais R$ 187 milhões em ações.


O passivo com Previ, BNDESPar, Petros e Sistel pode ser zerado no curto prazo, com a emissão de uma nova série de debêntures conversíveis, na semana que vem. Na operação, de R$ 950 milhões, os credores receberão as debêntures. Metade será em ações e metade será resgatada em dinheiro.


Escrito por SALSFI às 18h54
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   Contêiner torna-se alternativa a exportador
José Rodrigues, para o Valor, de Santos - 01/08/2008


Efeitos da alta dos combustíveis nos fretes marítimos de navios graneleiros, demanda chinesa, dólar enfraquecido e busca de resultados respondem por um novo elo da cadeia de transportes, até há pouco tido como "inimaginável" pelos operadores do setor. Alguns tipos de minérios, que historicamente eram embarcados a granel, como o de ferro e um de seus derivados, o ferro-gusa, agora cruzam os mares em contêineres. Esse novo mercado na chamada indústria de contêineres, que envolve toda a sua cadeia logística, dá apoio à indústria mineradora e siderúrgica, bem como aos operadores portuários que vêem seu negócio ameaçado pela queda das exportações em geral e o avanço do mercado interno.


No caso do minério tipo fino, o mais baratos dos tipos de produtos, o frete em contêineres custa mais que o valor da carga. A alternativa, iniciada a título experimental, começa a ganhar corpo. "O contêiner veio para ficar, se mantidos esses níveis de fretes", sustenta Sandoval de Castro, gerente de exportação da Minas Metais, de Belo Horizonte, que faz o equivalente a 70% dos embarques de gusa do setor. O porto de Santos, que exportou apenas 2.750 toneladas de minério de ferro em 2007, no primeiro semestre já multiplicou por dez esse volume, para 27.428 toneladas.


Conforme o porto de embarque, o minério é transportado em caminhões ou vagões e com utilização de uma pá-carregadeira de pequeno porte (Bobcat) é acondicionado em contêiner de 20 pés. A Siderúrgica Santo Antonio (Sidersa), de Itaúna, no quadrilátero ferrífero de Minas, embarca, por mês, 2 mil contêineres, a maioria para a China, dos quais 1.600 são de ferro-gusa (resultado imediato da fundição do minério de ferro com carvão e calcário em alto forno) e 400 de fino de minério. Ana Paula Parreiras Dornas, co-proprietária da Sidersa, que também atua em transportes, revela que iniciou os embarques em contêineres há seis meses. "A tonelada do minério (fino), hoje, vale entre US$ 30 e US$ 32, sobre os quais se somam custos logísticos de mais de US$ 50 por esse tipo de transporte. O frete marítimo para o contêiner é de US$ 80 a US$ 90 a tonelada, ou US$ 2.295 no total das 27 toneladas de um contêiner de 20 pés. No sistema granel custaria US$ 3.240", diz.


Ana Paula explica que o crescimento das importações brasileiras, principalmente da Ásia, fez com que sobrassem contêineres vazios no país. Para não voltarem 'batendo lata', no jargão do mercado, os armadores baixaram os fretes de retorno, abrindo o mercado para os minérios.


A Minas Metais, um holding com 14 empresas associadas, envia para o exterior entre 400 e 500 contêineres por mês de ferro-gusa (em formatos de tijolinhos de 8 Kg), com destaque para a Ásia (Taiwan) e Europa (portos de Roterdã e Antuérpia). É usado como matéria-prima para fundições em geral, inclusive da indústria automobilística.


Segundo Sandoval de Castro, o custo para uma venda em Taiwan é de US$ 1 mil, incluído o frete. Se embarcado em contêiner de 27 toneladas, o frete será de US$ 1.300, ou US$ 48 por tonelada. Se em navio graneleiro, custaria US$ 120. "Há uma grande diferença de custo de logística interna entre um embarque a granel e o feito em contêiner, neste, muito mais caro, mas o resultado final é compensador", diz o gerente de exportação.


Os três maiores terminais de contêineres em Santos já trabalham com minérios e gusa desde 2007. Todos fizeram adaptações e adquiriram equipamentos especiais para a operação, a exemplo de pás carregadeiras. "É muito boa essa nova carga, pois a exportação do Brasil, no geral, não está crescendo, pelo menos em Santos. Vem ajudar e não fazemos mais porque faltam contêineres de 20 pés, pois boa parte do que vem da Ásia é de 40 pés", reconhece Antonio Carlos Duarte Sepúlveda, diretor de operações da Santos Brasil. O terminal está embarcando cerca de 500 contêineres por mês de minérios, que chega em caminhões. O acondicionamento do produto na caixa metálica é feito com pás carregadeiras.


Alan Lear, diretor de logística da Libra Terminais, calcula que a empresa também embarque cerca de 500 contêineres mensais de minérios, com apoio de seu terminal em Cubatão (SP), onde a carga chega do interior em caminhões basculantes e é embarcada nos cofres metálicos. "Essa nova carga está substituindo outras que declinaram, como de autopeças e industrializadas em geral. Há algum tempo era inimaginável embarcar minério em contêiner", comenta.


Para o Tecondi, terceiro maior terminal de contêineres em Santos, as operações com minérios, iniciadas este ano, mesmo não sendo o foco de operação da empresa, abrem novas oportunidades de negócios. "Iniciamos essas operações em janeiro, com movimentação média de 90 contêineres de 20 pés por mês, com destinos principais ao México e Colômbia, e segundo informações das principais tradings, inicia-se forte demanda para o mercado chinês", anuncia Carlos André Costa, gerente de vendas do Tecondi. Neste terminal, a variedade de minérios e metais é ampla: óxido de alumínio, metalonita, ferro-níquel e manganês.


A Codesp, administradora do porto de Santos, contabiliza elevado crescimento de cargas padronizadas, historicamente exclusivas de navios graneleiros, transferidas, em parte, para contêineres. Nos exemplos do minério de ferro e do manganês, a empresa, em 2007, apurou embarques de 2.750 toneladas de minério de ferro e 156 toneladas de minério de manganês, números que saltaram, respectivamente, para 27.628 toneladas e 2.497 toneladas no primeiro semestre de 2008.




Escrito por SALSFI às 18h47
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   Minérios saem do granel para os contêineres
José Rodrigues, para o Valor, de Santos - 01/08/2008

 


Alta dos fretes de navios graneleiros, demanda chinesa e dólar enfraquecido criaram um elo da cadeia de transportes tido até há pouco como "inimaginável" - minérios historicamente embarcados a granel, como o de ferro, agora cruzam os mares em contêineres. Para tipos menos nobres, como o minério fino, o frete em contêineres custa mais que o valor da carga. O crescimento das importações brasileiras, principalmente da Ásia, fez com que sobrassem contêineres vazios no país.


Escrito por SALSFI às 18h39
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