SALSIFI INVESTMENTS
   ALERTA MÁXIMO IV

O PERIGO QUE RONDA AS BOLSAS

 

Salvador Sícoli Filho – 9/07/08

 

 

Enquanto São Paulo descansava com um feriado insosso os demônios atacavam em Nova York.

 

Mais um dia de cão e o Dow Jones despencou 2,08% e o NASDAQ 2,60%. As ações dos bancos americanos comandaram o dantesco espetáculo com as cotações de alguns ícones como o Citigroup indo aos valores mínimos do ano. Está difícil o DJ se sustentar acima dos 11.000 e a queda deste piso parece iminente apesar dos esforços do presidente do FED Ben Bernanke em arrumar instrumentos que ajudem as empresas a enfrentar a crise.

 

Para demonstrar a agudeza da situação valemo-nos do exemplo do Citigroup para se ver a dramaticidade dos números. Nas 52 últimas semanas o banco saiu de um valor de mercado máximo de US$ 278 bi para um valor hoje da ordem de US$ 86 bi ou seja, uma perda em valor de mercado de 68%.

 

Com o hiato do feriado, formou-se um perigoso gap que pode colocar o mercado brasileiro de novo na linha de tiro dos investidores estrangeiros. Ibovespa abaixo de 57500 pontos e Vale e Petrobrás abaixo de R$ 39,00 traçam um quadro surrealista para um cenário pintado há menos de um mês como de bons fundamentos por alguns analistas afoitos.

 

O país está atrelado ao mercado financeiro internacional - onde até a insipiente bolsa de Xangai já caiu mais de 50 % este ano – e enquanto seus governantes passeiam, as condições locais desprezadas pelos gestores oficiais se deterioram a olhos vistos.

 

E remédios antiquados como a alta da taxa de juros sem que haja nenhuma medida para conter o déficit público e as despesas supérfluas com a máquina tornam-se inócuos para deter uma visível modificação das condições exógenas.

 

O estouro da bolha das commodities pode ter entre nós agravantes que poderão impactar o atual nível de atividades da economia.

 

Roga-se que o Banco Central não continue com a estupidez de tornar a subir os juros que há 7 anos vem mantendo acima do racional.

 

Não há como salvar bancos em troca de castigar o resto da economia.

Veja-se o exemplo americano e o extinto e gigantesco Bears and Stearns.



Escrito por SALSFI às 08h06
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   ALERTA MÁXIMO III

Mercado deve refletir tom azedo dos EUA

10/07/2008



A Bovespa tem fortes motivos para voltar a funcionar hoje - depois do feriado da Revolução Constitucionalista, no Estado de São Paulo - com bastante mau humor. O maior deles é o tombo que as bolsas americanas tiveram ontem. O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 2,08% e o Índice Standard & Poor's (S&P-500), 2,28%. Já o Índice Nasdaq, da bolsa americana de tecnologia, teve uma queda de 2,60%. Essas desvalorizações parecem pequenas se comparadas aos níveis de oscilação de bolsas emergentes, como a brasileira, mas são um tombo e tanto para os padrões americanos.



Ibovespa já caiu 19% desde a sua máxima


"Em um dia normal, em que todos os mercados estão funcionando, se o Dow Jones cai 2%, o Índice Bovespa cai uns 4%", lembra o diretor de uma corretora. Isso não significa, no entanto, que o Ibovespa terá uma queda dessa magnitude hoje, até porque os mercados americano e europeu também funcionam e podem trazer notícias mais tranqüilizadoras. Ontem, o mercado americano sofreu com novas preocupações quanto aos reflexos da crise hipotecária americana sobre os balanços das instituições financeiras. As ações da Merrill Lynch, por exemplo, caíram 9% com a notícia de que a agência de classificação de risco Fitch Ratings estuda rebaixar a nota do banco, com a expectativa de que o balanço da instituição aponte novas perdas.


Desde o dia 20 de maio, quando o Ibovespa fechou na sua máxima histórica, aos 73.516 pontos, o indicador já caiu 19,02%. Em apenas 32 pregões (entre 20 de maio e 7 de julho), o valor de mercado (quantidade de ações multiplicada pela cotação dos papéis) da Bovespa caiu R$ 425,5 bilhões (exatamente, bilhões), de R$ 2,593 trilhões para R$ 2,167 trilhões.




Nesse período em que a bolsa foi do céu ao inferno sem escala, as ações dos mais variados tipos de empresas tiveram quedas expressivas. Desde setores mais ligados ao mercado interno, como imobiliário, varejo, consumo e aéreo, até os de commodities, como siderurgia, mineração e petróleo. Alguns papéis despencaram sem dó nem piedade. As ações preferenciais (PN, sem voto) da Gol, por exemplo, caíram 46,45%, enquanto as ordinárias (ON, com voto) da Embraer tiveram queda de 34,55% e as ONs da Gafisa, 30,25%.

A queda do mercado nesse período se divide em dois movimentos, diz o gerente de análise da Prosper Corretora, André Segadilha. Num primeiro momento, caíram principalmente os papéis da economia local, reflexo do aumento dos índices brasileiros de inflação e da retomada do processo de alta da taxa de juros Selic. Já no momento seguinte, que aconteceu especialmente nas duas últimas semanas, foi a vez das ações de commodities beijarem a lona, com os temores de um forte desaquecimento da economia global. Segadilha acredita numa recuperação do mercado e que ela se dará principalmente nos papéis de commodities, uma vez que o ciclo de alta desses produtos ainda deve durar por pelos próximos três anos. Já os papéis ligados à economia interna e que dependem de crédito, caso de varejo, consumo e imobiliário, devem continuar patinando. As apostas de Segadilha no segmento interno são as ações de energia, na área de geração, e de infra-estrutura, em logística.







Escrito por SALSFI às 07h07
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   ALERTA MÁXIMO II

Confiança nos gestores cai com a crise

Por Danilo Fariello, de São Paulo - 10/07/2008

A crise de crédito americana e a conseqüente turbulência do mercado financeiro abalou o setor de gestão de recursos no mundo todo. Estudo da KPMG International, em parceria com o Economist Intelligence Unit, ouviu de março a abril 333 executivos seniores, entre gestores e grandes investidores em 57 países - entre eles, o Brasil -, e revelou que 70% dos aplicadores reduziram seu apetite por produtos de investimento complexos. Do total, 60% avaliam que a confiança nos gestores de fundos foi abalada por causa da crise. "Houve, no mundo todo, uma enorme migração de recursos de fundos mais agressivos para os 'money market' (como os nossos DIs, os mais conservadores)", diz Marco André Almeida, sócio da área de gestão de investimentos da KPMG no Brasil.


No país, R$ 21,5 bilhões deixaram no primeiro semestre do ano os fundos multimercados, categoria que engloba as carteiras mais agressivas do setor. Nos fundos de ações, os saques superaram os depósitos em R$ 10,9 bilhões no período. Foi uma reversão do movimento percebido no ano passado, quando os dois segmentos juntos tiveram captação líquida acima de R$ 40 bilhões, diz Almeida. Nos EUA, em 2002, os fundos "money market" tinham R$ 2,2 trilhões em carteira e, agora, esse patrimônio elevou-se para mais de R$ 3,5 trilhões, comenta Almeida. "O setor deu uma parada para respirar, mas a tendência deverá ser retomada."


O estudo da KPMG verifica um sentimento espalhado pelo mundo de que as gestoras de recursos precisam reavaliar o seu modelo de negócios e os riscos que estão correndo. A falta de habilidade e experiência dos gestores é uma grande preocupação, diz a pesquisa. Um a cada cinco gestores ouvidos reconheceu não ter na empresa alguém capaz de avaliar a complexidade de instrumentos financeiros mais sofisticados.


Com a crise, aumentou a relevância da governança corporativa, do controle de riscos, do cuidado no cálculo dos preços dos ativos, além da capacidade dos profissionais de gestão, diz Almeida. "O retorno passado, obviamente, continua relevante, mas cada vez mais ele é analisado dentro de parâmetros, como o objetivo e a política do fundo", diz. "A parte qualitativa de como esse retorno é obtido pesa mais."


O levantamento revela, ainda, que os gestores já tomam iniciativas para se ajustar a esses novos parâmetros do mercado. Das empresas de administração de recursos, 65% disseram que formalizaram parâmetros de risco nos últimos dois anos ou estão pensando em adotá-los nos anos seguintes. Para a KPMG, os mercados de derivativos são ferramentas importantes para a gestão de recursos e devem ser adotadas, mas exigem maior sofisticação nos controles.


Tão importante quanto ter controles de risco mais rígidos é informar isso ao investidor, conclui a maioria dos entrevistados. "É importante haver mais transparência nas informações que chegam aos cotistas, inclusive quando houver distribuidor independentes", diz Almeida. Segundo o estudo, os gestores estão preocupados com essa perda de confiança, principalmente porque o risco não é apenas de curto prazo. No longo prazo, a crise exigirá foco dos gestores em reconstruir essa confiança. Além da maior comunicação, a KPMG cita como ação possível dos gestores o desenvolvimento de produtos mais centrados nas novas preocupações dos cotistas.




Para Almeida, porém, a tendência de especialização dos gestores independentes não é abalada no longo prazo. "Continuará o processo de migração para gestores independentes." Ele também vê que segue a tendência de consolidação e seleção natural no setor, com união de assets independentes ou aquisições. Segundo ele, que esteve recentemente no Fund Forum Internacional, um dos maiores eventos globais sobre o tema, o Brasil está em destaque no que se refere à governança e transparência dos gestores, bastante mencionado quando se trata de desenvolvimento do setor. Mas é fundamental que os gestores daqui continuem nessa linha, para atender às novas demandas dos aplicadores internacionais reveladas no estudo, diz Almeida.


Dos 333 executivos ouvidos pela KPMG, 60% estavam na América do Norte ou na Europa. Os entrevistados eram investidores institucionais, fundos de private equity, fundos hedge, fundos imobiliários ou bancos de investimento. Do total, 23% tinham recursos administrados acima de US$ 50 bilhões.


Escrito por SALSFI às 07h01
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   ALERTA MÁXIMO

Risco de realização de lucro no Brasil aumentou, aponta Merrill Lynch

Valor Online - 09/07/2008 - 19:43

SÃO PAULO - O banco de investimento Merrill Lynch mantém uma visão favorável sobre o mercado de ações brasileiro, mas alerta que os investimentos se tornaram mais arriscados do que há seis meses.

Tal avaliação decorre da análise da performance do mercado brasileiro no primeiro semestre em comparação com outros membros do BRIC, bloco também composto por Rússia, Índia e China.

O Merrill Lynch lembra que no começo do ano já havia declarado sua preferência por mercados desenvolvidos, mas que decidiu escolher um "hot market" para os investidores. A sugestão dada pelo estrategista para mercados emergentes, Michael Hartnett, e pelo chefe pesquisas para América Latina, Adam Quinton, foi o Brasil.

Desde o final de 2007, o Brasil apresentou valorização de 11% em dólares, tomando por base o MSCI Brazil Index, enquanto os BRICs, como um todo caíram 14%, também considerando o MSCI BRIC Index.

"Em face dessa forte performance relativa, a atratividade do Brasil versus outros BRICs caiu, e os investidores de curto prazo precisam estar alertas ao risco de realizações de lucros", disse o banco.

Tomando por base o relatório de hoje, Hartnett, acredita que os emergentes terão perdas notáveis se o preço das commodities cair e as taxas de juros locais subirem. Até o momento, os juros subiram, mas o preço das matérias-primas também.

O relatório mensal de investimentos também afirma que 2008 vem sendo um ano de surpresas, e que muitos investidores gostariam de esquecer a primeira metade que passou, já que a maior parte dos ativos teve performance negativa em comparação com seus resultados históricos.

A exceção são os ativos relacionados às commodities, mas ainda assim, afirma o banco, essa visão não pode ser estendida a toda a categoria dos chamados ativos reais, pois o investimento no segmento imobiliário residencial em muitas regiões do mundo começou, ou deu continuidade a performances negativas.

O banco também lembra que embora o consenso no início de 2008 fosse de que haveria um "descolamento" das economistas emergentes dos problemas enfrentados pelos desenvolvidos, a lista de mercados emergentes que estão na condição chamada de "bear market" não pára de crescer. O bear market é caracterizado quanto o índice de ações cai mais de 20% desde sua máxima recente.

O Merrill Lynch aponta que em 2007, mais de 71% dos mercados de ações globais apresentaram performance melhor do que a registrada pelo índice norte-americano S & P 500. Atualmente, tal percentual não passa de 46%, um dos menores patamares já registrados.

O banco também faz um balanço de como foi o comportamento dos 10 temas de investimento sugeridos para 2008. O Merrill Lynch teve algumas vitórias, como "evite o setor financeiro dos EUA", e algumas perdas, como "alivie em commodities". "Mas no geral, parece que essas idéias para o ano, de fato, agregaram valor", aponta o relatório.

Alguns dos outros temas para o ano foram e continuam sendo: foco em bônus de alta qualidade; ações de maior capitalização; mercados desenvolvidos; setores defensivos e dividendos elevados e de qualidade.


Escrito por SALSFI às 06h55
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Escrito por SALSFI às 00h41
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   As empresas depois da revolução dos minoritários
Por Dennis K. Berman, The Wall Street Journal - 8/07/2008

Os acionistas ativistas podem declarar a revolução deles praticamente completa. Eles estão arrancando assentos em conselhos só com ameaças; vencendo batalhas com os acionistas apesar de as leis não lhes serem favoráveis; e acabando com a antiga idéia de que os conselhos têm margem de manobra para rejeitar ofertas de compra.


Os conselhos estão mesmo assustados. De 2006 para cá, ativistas conseguiram assentos em conselhos de 218 companhias abertas americanas. Desse total, só 28 foram obtidos via voto dos acionistas, segundo informa o serviço SharkWatch da empresa de dados financeiros FactSet, o que significa que os conselhos estão abrindo mão de assentos sem tê-los perdido oficialmente. Além disso, os ativistas já ganharam ou obtiveram concessões em quase 60% das 78 disputas submetidas ao voto de acionistas de 2008, a maior porcentagem já registrada.


As mudanças têm sido tão violentas que o defensor de conselhos Martin Lipton, do escritório de advocacia Wachtell, Lipton, Rosen & Kats, ficou furioso num discurso que fez para diretores de empresas no dia 25 do mês passado. Para Lipton, essa revolução pode prejudicar a economia dos Estados Unidos ao deixar as companhias sujeitas ao "estatismo corporativo que está transformando as empresas" chinesas e russas.


A visão de Lipton é extremada. Mas é reflexo do quanto essa revolução se tornou perturbadora, e total, em tão poucos anos. E então, o que vai acontecer? Aqui estão três grandes mudanças que podem ser esperadas no período pós-revolucionário da Era do Acionista.


O hostil "amigável": Quem controla o destino do Yahoo Inc.? Parece que é um relativamente pequeno acionista com uma força relativamente grande, Carl Icahn. Em carta enviada ontem aos acionistas do Yahoo, Icahn soa quase como um diretor-presidente ao descrever conversas com o líder da gigante da informática Microsoft, Steve Ballmer, para vender a pioneira da internet. Icahn graciosamente chama o Yahoo de "nossa companhia".


Seria uma idiotice dizer que os conselhos não contam nessas ofertas. Mas com certeza eles têm menos importância do que costumavam ter. Note-se o tom que tem cercado a defesa da cervejaria americana Anheuser-Busch contra a oferta hostil da concorrente InBev. A mídia, os investidores e até as pessoas mais próximas da empresa a consideram "mero ruído". Há um clima de acordo inevitável que não existiria três anos atrás.


A taxa de sucesso dos ativistas lhes dá mais poder na discussão de um acordo. Isso cria a possibilidade de ofertas hostis "amigáveis", em que um comprador evita o conselho para negociar diretamente com os acionistas. Assim, qual será a relevância de um conselho?


O novo nexo: Muita coisa vai junto quando o poder escorrega da sala do conselho para o acionista. Isso inclui as relações que formam a base do poder de muitos conselhos.


Também seria bobagem dizer que essas relações vão desaparecer. Mas os incentivos estão mudando para todo mundo, levando alguns bancos de investimento a se aproximarem cada vez mais dos melhores acionistas ativistas, desfazendo-se de qualquer pequeno estigma que ainda exista nesse trabalho. O mesmo acontece com o melhor talento executivo, que pode escolher se alinhar com um grupo de investidores externos da mesma maneira que firmas de investimento em participações desenvolvem um plantel de principais administradores.


Alguns bancos ainda podem resistir a essa medida, derivando um monte de comissões de financiamento para dívida corporativa e outros serviços. Mas com Wall Street sob forte pressão, alguns bancos podem se alinhar com o exército dos ativistas, como forma de se diferenciar e manter algum lucro intacto.


A queda inevitável. É claro que, quanto maior a altura, maior o tombo. E os ativistas já desperdiçaram parte do seu recém-conquistado poder.


Veja-se o julgamento recente do caso entre a ferrovia CSX Corp. e dois fundos hedge que tentaram comprá-la, The Children´s Investment Fund e 3G Capital Partners. O juiz do processo ficou ao lado da CSX, entendendo que os administradores dos fundos hedge "testemunharam em falso" a respeito de várias coisas, "principalmente ao incluir alegações inacreditáveis de falha de lembrança, a fim de evitar responsabilidade sobre suas ações".


Aparentemente, isso não prejudicou os fundos, que argumentam ter ganhado numa votação de acionistas o apoio para quatro de seus indicados ao conselho de administração. Mas mostra, no entanto, os riscos dessa era pós-revolucionária. Nesse ambiente embriagado de poder, é fácil se sujar e passar dos limites.


Um dos maiores advogados simpáticos aos atuais conselhos descreveu as queixas da maioria dos ativistas como "todas as coisas que se pode blá, blá, blá a respeito". Depois, sem ironia, começou a falar como um ativista: "Agora que você nos convenceu que está comandando o show, o que vai fazer sobre lucros? Mostre-me resultados."


Escrito por SALSFI às 07h38
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   A COLUNA DE DANIELE CAMBA SOBRE A VALE

 

A GIGANTE VALE  E SEU AUMENTO DE CAPITAL

 

Cara Daniela,

 

Li com atenção e bastante surpresa a sua coluna “Vale coloca lenha na fogueira da queda”

Com minha admiração por você é enorme e tenho sempre te elogiado – até saiu comentário meu em Valor sobre você o mês passado – me sinto hoje à vontade para discordar do título e do conteúdo.

 

Como você não quis me dar o prazer de novos contatos por e.mail ou por telefone, vou lhe fazer algumas ressalvas as suas fontes. Acho que seus informantes devem estar perdendo dinheiro e clientes. Não sabem operar com o mercado em baixa,

Assim, vários analistas estão trocando os pés pelas mãos. Inclusive os citados em sua coluna.

 

Mas vamos falar da Vale, esta empresa gigantesca que você precisa conhecer melhor. Antes de colocá-la como lenha da fogueira da queda.

 

O aumento de capital que você se refere como “enorme” é na realidade extremamente conservador e mostra como a Diretoria da Vale identifica o atual momento vivido pelo mercado. Ela tem a noção exata daquilo a extrair deste terreno em fase não de incertezas, mas de certezas de que os desdobramentos da crise americana e dos grandes mundiais têm conseqüências ainda não totalmente mensuradas. É o meu “o pior ainda está por vir” do artigo que lhe mandei.

 

Como consultor estranha-me que os valores do aumento proposto não sejam relacionados com o porte das operações da Vale e seu patrimônio colossal.

 

A Diretoria está pretendendo uma chamada de pouco mais de 8,5% sobre a posição atualmente detida pelos acionistas. Assim sob o ponto de vista do acionista não pode representar transtorno. Muito antes pelo contrário. Trata-se de uma oportunidade rara, visto que as ações caíram muito de preço em função de sua grande liquidez não só aqui mas principalmente nos USA onde sabiamente o mercado de lá negocia muito mais as  “on” do que as “pn”. É o desapreço de certos analistas de bancos pelas boas práticas de análise e da falta de visão empresarial e de gestão sobre uma emissão que distorce os fatos.

 

A Diretoria da Vale adota sempre o full disclosure. O seu RI é de rigorosa abertura com uma equipe sempre solícita. O site é de fácil acesso e integral atualidade. E no caso presente a transparência foi total.

 

Se você verificar os comunicados emitidos pela empresa, a Diretoria foi extremamente clara em dizer que tinha a intenção de promover um aumento de US$ 14 bilhões. Avisou também em comunicado que tinha presentemente a intenção de usar o montante para compor seu fluxo no programa de investimentos da ordem de US$ 59 bilhões. Aquisições poderiam vir a ser estudadas futuramente. O seu presidente deu entrevista descartando dèmarches no momento.

 

O valor comunicado e mais um exercício aritmético simples daria o percentual aproximado do aumento.

 

Agora para comparar se você se lembrar, há coisa de duas semanas com o mercado internacional em redemoinho a OGX, uma empresa de papel, cujos únicos ativos são certificados da ANP para prospectar algumas áreas de petróleo conseguiu a proeza de arrancar de investidores internacionais quase R$ 7 bi e ainda se deu ao luxo de elitizar a venda só destinada a investidores qualificados. (Por qualificados, deva-se entender endinheirados à espera de uma maneira de rasgar com charme dinheiro em praça pública)

E o nosso mago maior, Eike Batista, que já deveria ter estátua em praça pública, quando teve suas primeiras idéias, não tinha analistas para dizer que não conseguiria viabilizar as várias MMX e XXX. O montante da OGX a um preço absurdo e com a mesma estratégia da MMX, mostra como a intenção da Vale é modesta, séria e bem estruturada com o mercado atual

 

É só comparar a emissão da Vale com as empresas de papel que captaram fortunas na bolsa e vão dar retorno talvez na 3ª próxima geração. Espero que vocês não tenham caído no conto do paco moderno: empresários espertos e acionistas iludidos.

 

Foram desde colégios de ministro e de amigos, Kroton, Estácio, passando pelas corretoras de imóveis e imobiliárias entre as quais a Brascan que emprega o Sr. Rodrigo Azevedo para dizer estultícias a céu aberto, enquanto praticavam PLs de 100 a 150 para enganar otários e novatos.

 

Nenhuma dessas empresas recebeu críticas e nem a CVM sempre tão zelosa disse coisa alguma.

 

Agora: uma das empresas que mais contribui para o mercado de trabalho, para a comunidade com um sem número de projetos de cunho social.  E para o país, com um legado de respeito ao meio ambiente com uma montanha de investimento. A empresa que é a recordista mundial na implantação de precipitadores eletrostáticos ambientais vem propor a captação de míseros 8,5% e um bando de analistas desgostosos com a baixa do mercado vem dizer que a Xstrata subiu mais do Vale, que a RTZ e a BHP não caíram e outras aleivosias.

 

Os papéis da Vale em Nova York, assim como aqueles da Petrobras viraram blue-chips e têm uma liquidez que nenhuma das suas congêneres consegue.



Escrito por SALSFI às 09h36
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   SOBRE COLUNA DE DANIELE CAMBA

 

Assim no momento em que uma montanha de bancos e corretoras americanos está à beira do abismo contagiando seus investidores desesperados que em manada buscam a porta de saída é natural que estes papéis de alta liquidez sofram mais.

 

Só quinze bancos estrangeiros que acompanhamos tiveram perdas confessadas de mais de US$ 400 bilhões. (é só ver o artigo que lhes enviei em 20 de junho sobre o “O ocaso dos bancos americanos” e que foi editado em Cartas de 24/06/08)

 

A situação vai demorar a se acertar.  Mas seus informantes desavisados pregam índices a 88.000 pontos e a 92.000 pontos como na sua coluna de 01/07/08. Ninguém se arvora a prever o que acontecerá se furar como você mesmo disse - na coluna que comento – se furar o primeiro piso de 58200 pontos. 55300?! Vale 39,90. PET a R$ 38.

 

Cara Daniela,

 

O momento não é de compras.

Quem quer vender a Xstrata é o seu presidente Mike Davis. (veja meu artigo que lhe enviei recentemente e que mandei a Valor em fevereiro prevendo o fim do negócio.)

 

Naquele artigo eu falava que a Vale primeiro deveria resolver o problema da devastação na Paranapanema – leia-se PREVI, uma de suas controladoras – e que estava afetando uma companhia que tinha sinergia com a área de  cobre da companhia , a Caraíba. Este seria um bom negócio para a Vale.

Disse que a operação da Xstrata – estudei mais de 800 páginas de relatórios da empresa anglo -suíça- era uma operação complexa e caríssima em 18 países e que carvão e cobre não tinham nível de aumento compatível com o minério da Vale, que o níquel era atividade nova na empresa depois da compra da Falconbridge, mas que o preço da commodity era candente.

 

Indiquei e continuo indicando por uma série de razões a ALCOA como a melhor opção para a Vale em caso de aquisição.

 

A Vale quase pagou US$ 76 bilhões pela Xstrata inflada pelo Davis.

A ALCOA sairia por US$ 40 bi.

 

O estanho foi o metal que mais subiu nos últimos dozes meses e o único que não teve retrocesso. Continua lá no topo.

 

O cobre e o alumínio voltaram para altos patamares na semana passada.

 

E o níquel?

Bem; o níquel depois que a Vale comprou a INCO foi de US$ 18500 a ton/met a US$ 55.000.

Está despencando e deve furar o piso de US$ 20 mil voltando ao nível de quando a Vale comprou a INCO. É uma perda grande para a Vale.

 

E assim vai.

Não vou me estender mais.

Mas na sua coluna e na de Vera Durão saíram críticas semelhantes.

 

Fiquei tentado a fazer reparos e acabei fazendo.

Mas na realidade são opiniões distintas.

 

Desculpa-me se me excedi um pouco.

Mas é sempre com muito carinho e admiração que escrevo para você.

 

Achei que deveria fazê-lo.

 

Agora vou disparar mais um petardo: é contra um artigo cheio de aleivosias e falácias endeusando o Banco Central que saiu em Valor semana passada e de que discordo visceralmente. Quero mandar o autor para a Argentina para assessorar a Cristina.

 

Salvador Sícoli Filho

 



Escrito por SALSFI às 09h35
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Vale coloca lenha na fogueira da queda


04/07/2008 - DANIELE CAMBA

 

 

 

O mercado vai de mal a pior e vem surpreendendo até os mais pessimistas. Depois de o Índice Bovespa cair quase 3% na quarta-feira, muitos esperavam que o pregão de ontem desse uma trégua, mesmo que isso significasse cair menos. Ledo engano. O Ibovespa despencou mais 3%, fechando aos 59.273 pontos, o menor nível desde 20 de março de 2008, quando encerrou os negócios aos 58.987 pontos. Em apenas três pregões de julho, o índice acumula queda no mês de 8,83%. Já no ano, a baixa é de 7,22%. O Ibovespa está bem próximo do famigerado 58 mil pontos, que é o nível em que, segundo os analistas técnicos - aqueles que se baseiam nos movimentos passados dos gráficos para projetar o que irá acontecer no futuro -, ou o indicador reverte a tendência de queda ou definitivamente passa a cair por vários anos. Como se não bastasse a deterioração do mercado como um todo, o destino da Vale, uma das principais vedetes da Bovespa, juntamente com a Petrobras, também preocupa no curto prazo.

 

O primeiro motivo é o enorme aumento de capital que a mineradora pretende fazer. Ela divulgou ontem, inclusive, que irá emitir 256,926 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 164,402 milhões de preferenciais (PN, sem direito a voto) série A. Ao preço de fechamento de ontem dos dois papéis - R$ 50,95 a ON e R$ 42,71 PNA -, essa operação seria de R$ 20,1 bilhões, um caminhão de dinheiro. Na visão de alguns analistas, o grande problema dessa emissão é que ela acontece num momento em que o mercado virou água e que a aversão ao risco, especialmente por parte dos investidores estrangeiros, aumentou de forma significativa nas últimas semanas.

 

"Uma oferta desse tamanho precisa de grandes aplicadores internacionais para absorver uma boa parte das ações e tudo que eles não querem agora é ter mais papéis do Brasil, muito pelo contrário, estão vendendo o que possuem na Bovespa", diz a chefe de análise da Ativa Corretora, Luciana Leocadio. Ela lembra que os estrangeiros estão se desfazendo das ações de todos os mercados emergentes, mas especialmente do Brasil, já que a Bovespa tem bastante gordura para queimar, pois subiu muito nos últimos cinco anos e, até agora, caiu bem menos que os demais mercados. Esse cenário de muita oferta com o aumento de capital, apesar da demanda retraída, deve pressionar para baixo as ações da Vale no curto prazo, afirma Luciana.

 

Os papéis da mineradora no ano não são nenhuma "Brastemp". As ONs acumulam queda de 13,48% e as PNAs, de 15,11%. A possibilidade de essas ações caírem ainda mais no curto prazo representa novos dias difíceis para o Ibovespa, já que são os mais importantes dentro do índice, depois da Petrobras.

 

Os analistas também acreditam que este pode não ser o melhor momento de a Vale usar os recursos desse aumento de capital para adquirir outra grande companhia no exterior. As ações de possíveis alvos de compra da mineradora, como a Anglo American, a Freeport e a Xstrata, estão com um desempenho no ano bem melhor que o dos papéis da Vale. Comprar uma delas agora, portanto, sairia mais caro para a companhia brasileira do que antes das quedas, afirma o analista da Brascan Corretora, Rodrigo Ferraz. No ano, as ações da Anglo American estão subindo cerca de 5%, as da Freeport, 2% e as da Xstrata têm alta de 1%.

 

 

Um pouco negativo

 

Os analistas não estão vendo com superbons olhos o interesse da Vale em adquirir a Caraíba Metais e a Cibrafértil, duas controladas da Paranapanema. O negócio não seria absurdamente negativo, já que o dinheiro gasto não faria cócegas no gigantesco caixa da Vale, mas não está sendo considerado como algo que realmente agregaria muito valor nas operações da empresa. Em relatório, a Ativa Corretora afirma que o reflexo de tais aquisições seria "marginalmente negativo" para a Vale. Primeiro, porque a Caraíba Metais é uma processadora de produtos de cobre, o que não traria benefícios para uma companhia cujo foco principal está na atividade de mineração. Além disso, a Paranapanema e, conseqüentemente, suas controladas (a Caraíba Metais representa mais de 70% da holding) enfrentam problemas operacionais e financeiros.

 

Ferraz, da Brascan, vai na mesma linha. Ele faz questão de ressaltar que o desembolso nessas possíveis compras é irrisório. "Mas essas aquisições podem ser mais negativas do que positivas porque devem representar para a Vale muita dor de cabeça para pouco retorno", diz o analista. Se no curto prazo há alguns riscos pelo caminho da mineradora, no longo prazo seus fundamentos são impecáveis, o que significa que a queda de suas ações abre uma excelente oportunidade de investimentos para aqueles que não estão preocupados com o desempenho dos papéis apenas hoje ou amanhã, completa Ferraz.


Daniele Camba é repórter de Investimentos

 



Escrito por SALSFI às 09h29
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   Cassinos de Las Vegas diante de sua pior crise
Tamara Audi e Jeffrey McCracken, The Wall Street Journal - 07/07/2008

Uma redução do jogo nos Estados Unidos, que começou a ser sentida no início do ano, quando consumidores passaram a apostar menos por causa do desaquecimento econômico, está tendo um forte impacto sobre Las Vegas, com bancos, investidores e fundos de investimento em participações fechando os cofres para as empresas de cassinos.


Antes vistos como à prova de recessão, os cassinos estão se mostrando altamente vulneráveis à desaceleração econômica, que está atingindo o setor numa época bem desfavorável. O verão que está começando é um período tradicionalmente letárgico para Las Vegas e, além disso, um frenesi de planos de expansão e aquisições deixou os cassinos pendurados em dívidas.


Agora, Wall Street está tratando muitas empresas de jogo como um lance de dados, com inadimplência ou pedidos de concordata surgindo como possibilidade para algumas empresas à medida que o fluxo de caixa diminui.


O setor enfrenta o que participantes e analistas vêem como seu maior desafio em muitos anos. A alta da gasolina, a crise imobiliária e outros problemas econômicos fazem com que consumidores não só joguem menos, como gastem menos nos luxuosos restaurantes e butiques de onde os cassinos recolhem a maior parte dos lucros. Empresas aéreas em dificuldades estão cortando vôos para Las Vegas. E aumentam as pressões sobre os cassinos que dependem de residentes locais, mais atingidos pelos problemas econômicos.


"Este é o pior ambiente que já enfrentamos", diz Gary Loveman, diretor-presidente da gigante mundial de jogos Harrah's Entertainment, referindo-se aos desafios econômicos que agitam todo o setor.


Os cassinos enfrentam falta de acesso a dinheiro num momento em que se batem com planos de expansão feitos antes da crise e bilhões de dólares em dívidas. Especialistas em reestruturações e concordatas dizem que têm recebido mais telefonemas de cassinos do que em muitos anos.


"O volume de interesse na reestruturação e na situação dos cassinos cresceu expressivamente nos últimos três meses", diz Tuck Hardie, diretor-gerente do grupo de reestruturações do banco de investimentos Houlihan Lokey Howard & Zukin. "A economia teve uma queda dura e numa magnitude que as pessoas não previam. Há projetos de desenvolvimento com problema até em obter financiamento para construção."


Muitas empresas donas de cassinos estão com dívida em atraso ou entraram com pedidos de reestruturação judicial, empurradas pelo preço alto de terrenos e ambiciosas ampliações. A Tropicana Entertainment, de Kentucky, pediu concordata em maio, deixando de pagar US$ 2,67 bilhões de dívida para bancos e em títulos. A Greektown Holdings, de Detroit, e a Legends Gaming, de Illinois, que tem cassinos na Louisiana e no Mississippi, também estão concordatárias.


Outras estão suando com acordos de dívida que requerem a manutenção de níveis mínimos de fluxo de caixa, mesmo durante a seca econômica. O mercado aberto de dívidas, assustado com a concordata de quatro cassinos este ano, reflete as preocupações. Títulos de dívida de meia dúzia de empresas, da Harrah's à pequena Herbst Gaming, estão sendo negociados geralmente abaixo de 60% do valor de face, numa dívida total em torno de US$ 5,3 bilhões.


O aperto no crédito é má notícia para companhias que estão com projetos de desenvolvimento em andamento e precisam de mais dinheiro. Analistas dizem que uma desaceleração longa ameaça prejudicar o setor por muitos anos. Empresas que adiaram o investimento em melhorias poderão ter mais dificuldade em atrair clientes e cobrar diárias mais altas por seus quartos de hotel.


A indústria do jogo já sobreviveu à carestia econômica antes. Mas a atual situação econômica dos consumidores, somada à recente mudança no setor de enfatizar menos o jogo em si e mais os atrativos de luxo, restaurantes e espetáculos caros, criou uma situação perigosa para Las Vegas.


Os problemas estão pesando bastante sobre as companhias voltadas à população local, donas de cassinos de pouco brilho e lucro alto, construídos fora da zona turística de Las Vegas Strip. Elas prosperaram com o crescimento da população do sul de Nevada, com famílias que chegaram atrás dos empregos no setor de cassinos. Mas agora esses clientes estão recuando, golpeados pela crise e pelo aumento do desemprego.




Escrito por SALSFI às 09h28
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