SALSIFI INVESTMENTS
  

Ágora estima ganho com Tractebel ON

Luciana Monteiro, De São Paulo 26/06/2008


Diante das boas perspectivas pela crescente demanda de energia no país, a corretora Ágora iniciou a cobertura das ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Tractebel, maior geradora de energia privada do Brasil, com recomendação de compra. Pelas estimativas da corretora, o preço alvo dos papéis é de R$ 31,00 por ação até dezembro deste ano, o que embute um potencial de valorização de 32% ante o fechamento de ontem, de R$ 23,35. Vale lembrar que as estimativas levam em conta as projeções de resultados, mas dependem das condições de mercado e da procura pelo papel.


Em relatório assinado por Julia Costa, a corretora ressalta o fato de a Tractebel ser uma boa pagadora de dividendos, com distribuição de 95% de seu lucro. Na avaliação da Ágora, o momento é bom para as empresas de geração de energia elétrica no Brasil devido à crescente demanda por eletricidade no país. O texto cita os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de que o Brasil possui no total 1.707 empreendimentos em operação, gerando 101.043 megawatts (MW) de potência. "Para os próximos anos, está prevista uma adição de 27.438 MW na capacidade de geração do país, procedentes de 141 empreendimentos atualmente em construção e mais 473 outorgadas (que possuem permissão para construção mas que ainda não iniciaram suas obras)."


A Tractebel é uma empresa de geração e venda de energia elétrica controlada pela franco-belga Suez, com sede em Florianópolis (SC). É líder em geração de energia elétrica privada no Brasil, responsável por aproximadamente 8% do total. A empresa possui 6% da capacidade instalada do país.


A geradora possui como clientes as distribuidoras, as comercializadoras e os consumidores livres. Seus maiores clientes estão situados nos Sistemas Elétricos Sul, Sudeste/Centro-Oeste do Brasil, que abrangem os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.


Os principais clientes industriais são as empresas dos setores de papel e celulose, fertilizantes, gases industriais, automobilístico, petroquímico e alimentício, que são atendidos por contratos flexíveis quanto ao volume e tempo de duração. Para este ano, a empresa estima que os clientes livres devem representar cerca de 36% da energia contratada, as comercializadoras, 20%, e as distribuidoras, 44%.


Segundo a Ágora, a Tractebel possui forte geração de caixa e baixa necessidade de capital de giro prevista para os próximos anos. Pelos cálculos, a estimativa de Preço/Lucro - P/L, relação que permite estimar em anos o tempo de retorno do investimento e, portanto, quanto menor, melhor - para os papéis é de 14,7 vezes para este ano. Esta relação se manteria em 2009 e, pelos cálculos da corretora, cairia para 12,4 vezes em 2010.


Escrito por SALSFI às 01h49
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   CSN desdobra ativos para ganhar valor
Ivo Ribeiro - 24/06/2008

Marisa Cauduro/Valor
Juarez Saliba, diretor-executivo: "Para cada unidade de negócio vamos buscar a melhor configuração societária"
Oito anos após deixar forçosamente o comando da Vale do Rio Doce, onde não conseguiu impor seu estilo empresarial aos sócios, Benjamin Steinbruch retoma, como dono quase absoluto da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), o caminho para erguer uma companhia com atuação diversificada. Seu objetivo é que a CSN faça muito mais do que aço e se torne uma das maiores mineradoras de ferro do mundo. Ele tem planos ambiciosos também para as áreas de logística, energia e cimento. Para acelerar essa estratégia, acaba de escalar um de seus executivos para formatar, em um ano, a "nova CSN".


Juarez Saliba, mineiro de 47 anos, engenheiro de minas pela UFMG, de Belo Horizonte, que trabalhou na Vale durante quase duas décadas e chegou a CSN em 2003 para cuidar do negócio de mineração, foi elevado a diretor-executivo de desenvolvimento de negócios. A ele foi dada a missão de configurar a empresa em cinco áreas: siderurgia, mineração, logística, cimento e energia. A companhia já tem operações nos cinco setores, mas o objetivo é dar mais visibilidade para cada um deles e buscar o seu "valor não percebido" no mercado de capitais.


Steinbruch acredita, e tem dito em várias ocasiões, que "as partes" da CSN, quando avaliadas separadamente, "valem mais que o todo". Ele alega que a empresa tem seu potencial sub-avaliado e seu plano é que a CSN alcance valor de mercado de US$ 45 bilhões agora, em julho, e o dobro disso até 2012. Até lá, espera concretizar boa parte dos projetos idealizados nos últimos três anos, que vão exigir muito investimento. São cerca de US$ 15 bilhões em mineração, aço e logística.


Até o ano passado, mais de 90% da receita da CSN vieram da fabricação de aço. Espera-se que isso comece a mudar neste ano com o aumento das exportações de minério de ferro, face à produção siderúrgica, pelo menos até o fim de 2011. Os grandes projetos de aço da CSN vão demorar de quatro anos a sete anos para sair do papel. Já as operações de mineração começam a ganhar corpo em 2008 com a expansão da mina Casa de Pedra e da controlada Namisa, ambas em Minas, e do porto de Itaguaí (RJ).


Neste momento, a empresa aposta todas suas fichas na mineração de ferro, buscando aproveitar a fase de ouro dessa matéria-prima no mercado mundial. A demanda da China e de outros países da Ásia e Oriente Médio sinaliza ainda bons anos pela frente, com perspectivas de novos aumentos de preços. E a CSN quer explorar ao máximo o potencial desse ativo, herdado desde o seu nascimento, em 1941. Tanto que os planos são de tirar, só de Casa de Pedra, em torno de 100 milhões de toneladas de minério por ano no futuro - 75% têm a exportação como destino.


"Nosso gargalo era o porto", explica Saliba. Os números da CSN apontam investimentos elevados no terminal para embarque de minério de ferro, de forma a atingir 100 milhões de toneladas de capacidade no final de 2011. Neste ano, a CSN já prevê exportar 20 milhões de toneladas da matéria-prima do aço, consolidando-se como segunda maior vendedora desse produto no país, atrás da Vale, a líder mundial.


Agora, a CSN está negociando a venda da subsidiária Namisa, que foi criada no fim de 2006 para driblar a pendência judicial da Vale com o Cade (órgão antitruste brasileiro) que dificultava Steibruch de fazer exportações do minério de Casa de Pedra. A Namisa nasceu como comercializadora, mas depois adquiriu suas próprias reservas de ferro e os planos da sua controladora, hoje, são de que seja alcance 40 milhões de toneladas de vendas, entre produção própria e compra de terceiros, até 2012. Esse desenho foi passado ao Goldman Sachs para buscar um comprador ou um sócio minoritário. O empresário espera fazer um bom caixa com a venda da mineradora.


Pelos últimos negócios ocorridos no país no setor, o valor total da empresa pode superar a marca de US$ 10 bilhões. Vale lembrar que Eike Batista vendeu ao grupo Anglo American em 2007 e no início deste ano dois projetos da MMX por quase US$ 7 bilhões. Um deles começou a produzir em dezembro e o outro ainda depende de licenças ambientais para iniciar operações, na melhor das hipóteses, no fim de 2010. Ao todo, está prevista produção de 35 milhões de toneladas por ano. A Namisa, segundo Saliba, deverá fazer 8 milhões de toneladas neste ano, o dobro disso em 2009 e 20 milhões de toneladas em 2011.


Com o dinheiro, Steinbruch poderá dar suporte aos seus inúmeros projetos de expansão, principalmente em siderurgia e logística, e até zerar a dívida da CSN, como manifestou ser seu desejo. Um capricho do empresário, pois a situação da empresa permite alavancagem no mercado financeiro. Pode também fazer uma polpuda distribuição de dividendos a todos os acionistas.


Até o fim de junho, a CSN abrirá um "data room" (sala de informações) aos interessados na Namisa. Segundo Saliba, o plano prevê duas alternativas: a venda de 100% da empresa ou no máximo 49% do seu capital. O negócio deve ser fechado no mais tardar em setembro. "São muitos os candidatos", limita-se a dizer o executivo. As especulações apontam desde grandes grupos siderúrgicos da China, Coréia e Europa até fundos de investimentos.


No negócio aço, a CSN pretende triplicar seu tamanho atual, de 5,6 milhões de toneladas, até 2015, com enorme soma de investimentos. Uma instalação de médio porte para aços longos encontra-se em instalação em Volta Redonda (RJ), dentro da atual usina, e deve começar a produzir até o início de 2009. São 600 mil toneladas. Também em Volta Redonda, a empresa planeja mais um alto-forno, de 1,5 milhão de toneladas, para 2011, voltado para o mercado interno. Já os dois grandes projetos - um em Congonhas, ao lado de Casa de Pedra, em outro em Itaguaí, num total de 9 milhões de toneladas, a CSN deverá fazer com parceiros ou buscando capital na bolsa, admite Saliba. "Para cada unidade de negócio vamos buscar a melhor configuração societária", afirma.


Eike Batista tem feito isso com maestria. Desenvolveu vários projetos em mineração, energia, petróleo e logística e saiu vendendo partes deles, inicialmente a parceiros que se tornam potenciais compradores, como Anglo American, ou fundos de investimento qualificados. Depois, leva uma boa fatia do capital à bolsa de valores.


Na siderurgia, a CSN tem ainda duas empresas no exterior, a CSN LLC, nos EUA, e a Lusosider, em Portugal. Mas Steinbruch ainda acredita poder combinar a produção de aço semi-acabado no Brasil com um grande ativo no exterior. Tentou fazer isso, sem sucesso, quando fez ofertas pela americana Wheeling-Pittsburgh há dois anos e pela anglo-holandesa Corus no ano passado.


Da mesma forma que aço e mineração, será avaliada a área de logística. A empresa é dona do terminal portuário de Itaguaí, que está em fase de expansão e com novos projetos (para contêineres, carvão, minério de ferro e carga geral). Em ferrovia, detém 32% do capital da MRS Logística e controla a CFN/Transnordestina, esta última em fase de construção no Nordeste. A Transnordestina, ligando Pernambuco, Ceará e Piauí está orçada em R$ 4,5 bilhões, mas conta com grande parte de recursos federais: Finor e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDN).


A mais nova área de negócios da CSN é a de cimento e cal, que busca agregar valor a ativos detidos pela empresa. A CSN é dona de jazidas de calcário e dolomito em Minas e uma grande geradora de escória (resíduo da produção do aço) em Volta Redonda, onde já monta uma unidade de cimento para 1,5 milhão de toneladas. "Já temos planos para duas outras fábricas, que ficarão mais próximas do mercado", diz Saliba. Seriam unidades de moagem com capacidade de 1 milhão de toneladas cada uma. A empresa quer também entrar no mercado de cal, uma vez que já fabrica o produto para uso na usina de aço.


A quinta unidade de negócio será composta pelos ativos na geração de energia. A CSN tem participações nas hidrelétricas de Itá (29,5%), no Sul, e Igarapava (17,9%), no rio Grande (MG/SP) e detém 100% de uma termoelétrica de 238 MW dentro da usina de Volta Redonda. Esse parque gerador, com 430 MW, garante auto-suficiência no consumo de energia à siderúrgica.





Escrito por SALSFI às 01h04
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Capitaneando a economia mundial

 

 

Por Martin Wolf - 25/06/200 

Duas tempestades estão fustigando duramente a economia mundial: uma tempestade de preços de commodities, inflacionária; e outra financeira, deflacionária. Na semana passada, argumentei que os regimes cambiais constituem um vínculo entre esses eventos distintos. Nesta semana, consideraremos formas de navegar nessas águas revoltas.

 

O lugar para começar é a economia mundial, como unidade. Quanto mais globalizadas as economias, mais apropriado é pensar na economia desta maneira. Assim, o que aprendemos sobre a economia mundial como um todo? A resposta é que ela está atingindo seus limites nos recursos, pelo menos no curto prazo.

 

Nossa civilização está baseada no combustível fóssil. Só que, desde o fim de 2001, o preço real do petróleo aumentou em cerca de seis vezes. Hoje, o preço real é maior do que no começo do século passado. Como observa o Banco Mundial (Bird) em seu mais recente relatório, "Finanças do Desenvolvimento Global de 2008", a oferta global de petróleo estagnou em 2007.

 

Esse fato, diz o relatório, "contribuiu para forte queda nos mercados acionários na segunda metade de 2007 e para preços acentuadamente mais altos (www.worldbank.org)". É possível que esses aumentos se comprovem temporários, como aconteceu após as fortes altas da década de 70, ou permanentes. Ainda não sabemos.

 

As fortes oscilações nos preços da energia têm ao menos três efeitos sobre a economia. Primeiro, eles aumentam a inflação cheia. Nas economias emergentes, sobretudo, as surpresas inflacionárias adversas se transformaram na norma. Segundo, eles reduzem a oferta potencial, comprimindo os lucros em atividades que consomem energia, obrigando os empresários a eliminar capacidade intensiva em energia e tornando necessário investir em nova e mais ampla capacidade eficaz em energia.

 

Na sua mais recente edição da "Perspectiva Econômica", a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) discute as conseqüências de um desses choques de oferta negativos sobre os países membros ( www.oecd.org ). Ela apresenta dois argumentos gerais: primeiro, aumentou a incerteza em torno dos níveis atuais e futuros da produção potencial; e, segundo, os efeitos adversos decorrentes desse fato podem ter dimensão considerável.

 

A OCDE estima que o aumento recente no preço real relativo do petróleo reduziu a produção regular em 4% nos EUA e em 2% na zona do euro; e reduziu o crescimento potencial, no médio prazo, em 0,2 pontos percentuais e em 0,1 ponto percentual, respectivamente. Isso não é trivial: no caso dos EUA, a queda no crescimento da produção potencial deve estar em pelo menos 10% do crescimento potencial na produção per capita. Nas economias emergentes mais avançadas - e, particularmente, numa economia em franca expansão industrializante, como a China - a redução da taxa de crescimento potencial pode ser ainda maior.

 

Terceiro, os saltos nos preços da energia alteram o nível e a distribuição da demanda global. A passagem, de um preço de perto de US$ 53 o barril no começo de 2007, para US$ 136, agora, aumenta o custo anual para os consumidores em cerca de US$ 2,6 trilhões anualmente, o que representa um imposto de aproximadamente 4,5% sobre a produção global não relacionada com o petróleo. Cerca de dois terços dessa transferência vai dos países importadores para os países exportadores de petróleo. Também migra dos que gastam aos que estão propensos a economizar, pelo menos no curto prazo.



Escrito por SALSFI às 00h48
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   CAPITANEANDO A ECONOMIIA MUNDIAL - 3ª PARTE

Essa transferência por si conterá o aumento na demanda global. Assim, também, se comportarão as crises financeiras nos EUA e nos países de altas rendas e o colapso intimamente relacionado de várias enormes bolhas de preços de moradias. Nos países de alta renda, o crescimento projetado pela OCDE deverá se desacelerar para pouco abaixo da tendência neste ano e no próximo. Como seria de se esperar, a maior queda está nos EUA, onde este ano o PIB deverá crescer 1,2%, cuja quase totalidade deverá vir da contribuição do aumento nas exportações. De locomotiva de crescimento, os EUA se transformaram em dependentes do crescimento em outros lugares.

 


Os países deveriam agir rapidamente, em conjunto ou em separado, para evitar um perigo maior - até uma nociva dose de estagflação


 

Mesmo assim, será que essa queda na taxa de crescimento dos países de alta renda conseguirá resfriar, de forma suficiente, uma economia mundial superaquecida? Talvez não. A OCDE estima uma queda no crescimento fora do âmbito da OCDE, mas a níveis ainda acima do potencial (de difícil mensuração) . O relatório sobre as "Finanças do Desenvolvimento Global de 2008" do Bird espera queda pronunciada no crescimento dos países desenvolvidos, embora ainda a níveis elevados, de 7,8% em 2007 para 6,5% neste ano; e para 6,4% em 2009. A expansão chinesa deverá desacelerar-se, de 11,9% em 2007 para 9,4% em 2008 , bem como o da Índia, de 8,7% para 7%.

 

Apesar disso, conforme argumentei semana passada, a política monetária global é provavelmente frouxa demais, a despeito do impacto adverso da crise do crédito sobre os países de alta renda. Em muitos países emergentes o crescimento está aumentando velozmente e a inflação, subindo com vigor. Se, como parece, a economia mundial não conseguir crescer no ritmo que as pessoas esperavam há apenas um ou dois anos, as economias emergentes precisam fazer parte do ajuste. Isso ficará ainda mais evidente no momento em que, por fim, as economias dos países de alta renda se recuperarem plenamente.

 

Diante deste pano de fundo problemático, quais são as respostas corretas e como devem ser distribuídas ao redor do globo? Elas precisam ser separadas no curto prazo e no prazo mais longo.

 

No curto prazo, a maior exigência de política monetária é um endurecimento nas economias emergentes que, em sua maioria, hoje pratica taxas de juros reais fortemente negativas. Uma precondição para esse tipo de endurecimento é um relaxamento do sistema de metas de taxas de câmbio. O aperto monetário é menos evidentemente necessário nos países de alta renda, embora o Fed (o BC dos EUA) possa ter cortado os juros em demasia.

 

É igualmente importante permitir que os saltos nos preços da energia sejam repassados, forçando os ajustes necessários no uso da energia.

 

Os beneficiários dos subsídios oferecidos por muitos emergentes estão predominantemente nos grupos de renda mais alta. Na Índia, o custo dos subsídios ao combustível são quase tão vastos quanto os gastos públicos com Educação: isso é escandaloso. Não menos importante é o abandono da idéia tola de que os saltos nos preços do petróleo ou dos alimentos sejam resultado de uma "especulação" perniciosa - uma fantasia promovida por populistas perigosos por todo o mundo.

 

Por fim, é essencial que os países ricos protejam as populações e países mais pobres contra esses choques. O objetivo deve ser reduzir o sofrimento e financiar o ajuste necessário, mas não evitá-lo.

 

No horizonte médio e mais distante, a maior prioridade é livrar as restrições da energia sobre o crescimento. Isso significa maior investimento público e privado em pesquisa energética, especialmente em fontes renováveis. O desafio é imenso, mas deve ser enfrentado.

 

Os choques são enormes. O mais importante, porém, é o alto preço da energia. A crise financeira foi uma estupidez evitável. Os preços ascendentes da energia são uma amarga realidade. O mundo precisa se adequar a essa nova ameaça desagradável. Em condições ideais, os países deveriam agir em conjunto. Quer atuem em conjunto ou não, porém, eles precisam agir. Caso contrário, um perigo maior - até uma nociva dose de estagflação - pode estar se avizinhando



Escrito por SALSFI às 00h45
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Indústria tem 1º déficit comercial em seis anos

O saldo comercial da indústria de transformação teve uma brutal reversão: de um superávit de US$ 6,2 bilhões nos primeiros cinco meses de 2007 passou a um déficit de US$ 3,5 bilhões no mesmo período deste ano. A perda é de quase US$ 10 bilhões e representa o primeiro déficit no comércio exterior da indústria após seis anos de saldos positivos, com ápice em 2005, quando o superávit chegou a US$ 23 bilhões, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento.

As partes do todo

Juarez Saliba assume o cargo de diretor-executivo de novos negócios da CSN com a missão de redesenhar a empresa em cinco áreas: siderurgia, mineração, logística, cimento e energia.



Escrito por SALSFI às 07h29
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   Artigo editado em Valor Econômico de 24/06/08

O OCASO DA DINASTIA DOS BANCOS E SEUS EFEITOS COMBINADOS

 

 

Salvador Sícoli Filho -20/06/08

 

Como será o mercado financeiro mundial após a tsunami do sub-prime e a crise das hipotecas.

 

Quando se fala que algum país se descolou da atual crise americana, é de bom termo recorrer-se a um banco de dados e de idéias.

 

Conseguirá algum país tais proezas, como em habitual triunfalismo proclamam alguns presidentes?

 

Os indicadores de solvência do sistema financeiro americano não deixam dúvidas em ao efeito combinado de dominó e maremoto precursores de uma inédita época de caos.

A grandiosidade das perdas estampadas no quadro 1 – “Perdas de grandes bancos”, que mostra alguns ícones destroçados pela irresponsabilidade de descasamentos de prazos, se juntando a uma avalanche de instrumentos financeiros criados para passar adiante os micos gerados na primitiva célula da impossibilidade de quitar empréstimos de mutuários sem histórico e sem lastro.

 

    Fonte: SALSIFI Consulting- Perdas dos Grandes Bancos

 

A máquina dos derivativos e a gama sofisticada de títulos percorreram vários países a partir dos USA, passando por Europa, Ásia, a ávida China e seus mega-superávits, até chegar aos potentados árabes do petróleo, num roteiro de deixar turistas profissionais boquiabertos. Todos entraram no baile a partir da orquestra e guitarra emissora do Tio Sam.

 

Ao se recordar das primeiras perdas tornadas públicas em julho de 2007 com o caso do BNP-Paribas, passando pelas estripulias atribuídas a um operador solo, JK – mistura e sonso e gênio interiorano, até chegar a gigantes como Citi Group, Lehmann Brothers, Merryl Lynch, o extinto Bear and Stearns e os austeros bancos suíços, teme-se pela lucidez de quem se resigna a acreditar no poder miraculoso do FED e seus congêneres europeus para neutralizar o imenso caudal de insucessos.

 

Para salvarem seus lautos caraminguás assistimos à China entulhada de dólares e treasuries e aos fundos soberanos dos reis do petróleo assentados nas adjacências de Dobai e seus afrodisíacos países, comprarem generosas fatias de participações em bancos tecnicamente minados, com o sonho de conseguir estancar essa hemorragia em golfões.

 

Enquanto isto a dança fúnebre das cadeiras jogava fora CEOs antes endeusados pela capacidade de gerar castelos de ar no longo período de lucros demoníacos paridos e potencializados de derivativos.

 

Torna-se insustentável a continuidade de os fornecedores de insumos, desde commodities minerais até o rei petróleo conseguirem repassar aos preços as perdas com a volatilização do dólar.

 

Assim devam os mentores e responsáveis pelo escudo supervisório e transações financeiras globais atentarem para a necessidade de incluir novas práticas para a salvaguarda do sistema financeiro mundial e seus reflexos na face explícita e hoje, estupefata, dos setores produtivos, agentes reais das grandes transformações do mundo moderno.

 

Se esta é uma transformação em curso, lamenta-se porém dizer: O pior está por vir!

 

Começou pelas desvalorizações dos imóveis americanos que consultores locais estimam poder chegar a 30% com a execução récorde de hipotecas.

Passou pela assunção dos bancos de perdas monumentais ao redor do mundo.

Os efeitos potencializados pela alta do petróleo para compensar a desvalorização do dólar no planeta, deve se estender à menor utilização dos veículos com o preço récorde do galão de gasolina - acima de US$ 4,00 – passando pela diminuição dos preços dos materiais de construção até afetar firmemente o varejo americano.

 

A China terá menos canais de escoamento de seus produtos e daí à frenagem da locomotiva também afetada agora pelo repasse na semana passada dos aumentos dos preços do petróleo e da energia.

 

Selado pelo interesseiro “investment grade” de agências desgastadas pela imprevisão das perdas do mercado imobiliário, ao Brasil se apresentarão dificuldades para manter o status de paraíso mundial dos juros que enquanto trazem os recursos externos, demolem  a balança comercial e toldam nuvens atiçadas pelo imenso descontrole dos gastos públicos.

 

Destarte, enquanto BCs do mundo estudam novos modelos para mitigar os pesadelos, também a nós cabe refletir sobre um novo modelo  para substituir aquele que só vicejou pelas benesses de um imenso crescimento da economia emergente da China.

 

Salvador Sícoli Filho



Escrito por SALSFI às 01h45
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   Editado por Valor Econômico em 24/06/08

Crise americana


Salvador Sícoli Filho - 24/06/08


 

"Os indicadores de solvência do sistema financeiro americano não deixam dúvidas em relação ao efeito combinado de dominó e maremoto, precursor de uma inédita época de caos. A grandiosidade das perdas mostra alguns ícones destroçados pela irresponsabilidade de descasamentos de prazos, juntando-se a uma avalanche de instrumentos financeiros criados para passar adiante os micos gerados na primitiva célula da impossibilidade de quitar empréstimos de mutuários sem histórico e sem lastro. A máquina dos derivativos e a gama sofisticada de títulos percorreram vários países a partir dos EUA, passando por Europa, Ásia, a ávida China e seus mega-superávits, até chegar aos potentados árabes do petróleo. Torna-se insustentável que os fornecedores de insumos, de commodities minerais até petróleo, consigam repassar aos preços as perdas com a volatilidade do dólar. Selado pelo interesseiro 'investment grade' de agências desgastadas pelo imprevisão das perdas do mercado imobiliário, e que viram aqui um refúgio para colocarem seus haveres, ao Brasil se apresentarão dificuldades para manter o status de paraíso mundial dos juros que, enquanto trazem os recursos externos, demolem a balança comercial; e pelo imenso descontrole dos gastos públicos. Enquanto BCs do mundo estudam novos modelos para mitigar os pesadelos, também a nós cabe refletir sobre um novo modelo, para substituir aquele que só vicejou pelas benesses de um imenso crescimento da economia emergente da China."


Escrito por SALSFI às 01h41
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  • 20/06 14:28

     Adesão de minoritários da Suzano Petroquímica à oferta da Petrobras se aproxima de 95%

    SÃO PAULO - A adesão dos acionistas minoritários à oferta de compra de ações ordinárias e preferenciais da Suzano Petroquímica feita pela Petrobras se aproximou de 95%, segundo informou há pouco a Bol ...

  • 20/06 14:21 - Petróleo e Gás

     Oferta da OGX Petróleo bate R$ 6,71 bilhões e se confirma como a maior da história

    SÃO PAULO - Com o exercício integral do lote suplementar, a oferta de ações da OGX Petróleo, do empresário Eike Batista, movimentou R$ 6,71 bilhões - confirmando o título de maior distribuição já real ...



  • Escrito por SALSFI às 20h57
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       PARADA DE USINA

    OPERAÇÃO DE GUERRA NAS PARADAS DAS CENTRAIS PETROQUÍMICAS
    Guilherme Manechini - 20/06/2008

    Início de mais uma jornada de dez horas na unidade Olefinas I da Braskem, em Camaçari (BA). Há cerca de um mês, todos os dias, às sete horas da manhã, oito mil operários batem o ponto para mais um dia de trabalho na unidade. Desses, seis mil são temporários. Apressados, tomam o café da manhã e, em seguida, espalham-se pelos 655 mil metros de andaimes instalados na petroquímica, exclusivamente para a parada técnica de manutenção. O evento ocorre a cada seis anos. O próximo turno, com três mil pessoas, entra na fábrica às 17 horas e lá permanece até às 3 horas da manhã do dia seguinte. O objetivo: desmontar tudo, limpar, trocar o que for preciso e montar novamente. Só de tubulações são 40 mil linhas distintas a serem inspecionadas.


    A mesma agitação foi repetida em Triunfo, onde fica a Copesul, que fez sua manutenção entre os meses de abril e maio. E a próxima será a PQU, em São Paulo, marcada para agosto. No total, os investimentos das três centrais superam R$ 2 bilhões e exigem mais de 20 mil trabalhadores e 100 empresas prestadoras de serviço.


    A última paralisação deste porte em Camaçari ocorreu em 2001. Na atual, planejada nos dois últimos anos, estão sendo investidos R$ 334 milhões. A previsão da Braskem é de que a parada técnica seja finalizada até segunda-feira. Depois disto, só em 2014 ela será revisada.


    Um dos maiores desafios da empreitada é a manutenção do Flare - equipamento com cerca de 80 metros de altura utilizado na queima de gases industriais. Para chegar ao topo, até alpinistas são contratados. Guindastes com capacidade entre 160 e 400 toneladas também são necessários. As torres de fracionamento exigem os mesmos esforços.


    Com dez metros de diâmetro e diversas bandejas, uma das torres da Olefinas apresentou desgaste acima do previsto durante a inspeção. A Sulzer, fabricante das bandejas, foi chamada às pressas para produzir 24 unidades no prazo de uma semana no México. Os equipamentos foram trazidos de avião para não atrasar o cronograma da parada. O desgaste é inevitável, já que por essas torres e tubos a temperatura chega a mil graus Celsius.


    A força-tarefa de revirar de cabeça para baixo a unidade é realizada por cem empresas prestadoras de serviços. A coordenação é de responsabilidade da Braskem e da Odebrecht, a última com 3 mil funcionários dedicados à operação. Mas é no dia-a-dia dos pequenos fornecedores que a manutenção da Olefinas I impacta mais.


    Ao chegar ao Pólo Petroquímico de Camaçari, o taxista Nascimento logo pergunta: "Já agendou o táxi da volta?" Ele sabe que em época de parada técnica, normalmente, é assim: falta mão-de-obra, especializada ou não. Não que alguém reclame, pelo contrário. "Vale mais do que ganhar o 13º salário", diz Nascimento.


    Érico Hardt, sócio da Monsertec, concorda com o taxista e comemora. Afinal, a parada técnica, em operação na unidade desde o último dia 23, deverá incrementar em 50% seu faturamento de 2008, passando-o de R$ 12 milhões para R$ 18 milhões. A empresa de Hardt é uma das três prestadoras de serviços responsáveis pelos andaimes instalados na Olefinas I, que somados atingiriam distância entre a capital paulista e Florianópolis.


    Além dos 430 montadores de andaimes, trabalham no primeiro turno 2.126 caldeireiros, 289 soldadores, 233 eletricistas, 151 mecânicos, 148 isoladores, 126 pintores, 108 inspetores, 75 instrumentistas, 55 pedreiros e 29 funileiros. Mais 2.325 empregados com outras funções também fazem parte do efetivo.


    A integração dos cerca de oito mil empregados temporários junto aos 3 mil funcionários efetivos da Braskem nos dois turnos diários é fundamental para que o cronograma estabelecido seja cumprido. Com este objetivo, entram em cena as equipes de controle, que avaliam o desempenho do dia anterior e definem as metas da nova jornada no intervalo das 3 às 7 da manhã. A rigidez no planejamento é fácil de ser explicada. Cada dia de atraso representa uma perda de produção estimada em 1,4 mil toneladas de eteno, ou US$ 5 milhões em margens líquidas à Braskem.


    "Remuneramos bem, mas cobramos eficiência", diz Manoel Carnaúba Cortez, vice-presidente e diretor industrial da Braskem, ao informar que no caso dos prestadores de serviço as multas podem chegar a 30% do valor dos contratos. Para os funcionários, a dinâmica é outra. Diariamente são sorteados prêmios como DVD´s, TV´s e outros eletroeletrônicos, conforme critérios de produtividade e segurança. No entanto, nem sempre a culpa é do contratado. Até a última sexta-feira, a previsão era de que a parada técnica fosse alongada em mais dois ou três dias por conta das chuvas ocorridas no período.


    As 43 mil toneladas de eteno que deixaram de ser produzidas, somadas às das paradas da Copesul e da PQU, representam mais de 1% da produção nacional do ano passado, cerca de 5,2 milhões de toneladas. De acordo com Carnaúba, no caso da Braskem o abastecimento do mercado interno está garantido. "Vamos deixar de exportar apenas para o mercado spot", informa.


    O fato de as três principais centrais petroquímicas do país pararem no mesmo ano é uma coincidência, causada entre outros fatores por atrasos nos cronogramas de manutenção. O executivo da Braskem explica que a previsão inicial era parar a unidade de Camaçari no primeiro semestre do ano passado, assim como a PQU paralisaria sua unidade na segunda metade de 2007. Apenas a da Copesul estava marcada para o primeiro semestre de 2008 e foi finalizada no dia 8 de maio.


    Tal "coincidência" fez com que as três centrais redobrassem o planejamento, ou fatalmente não haveria equipamentos disponível no mercado para atender duas delas ao mesmo tempo.


    Outro temor, mais constante do que o de falta de maquinário, é em relação à disponibilidade de mão-de-obra. Segundo Antenor de Castro, gerente de operações da Odebrecht, a grande dificuldade é encontrar pessoal qualificado. "Temos tido dificuldade com recursos humanos nesta parada [Camaçari]". Para ele, funções como soldador e caldeireiro são gargalos para os prestadores de serviços.


    Na unidade, o investimento em manutenção foi de R$ 124 milhões. Outros R$ 160 milhões foram aplicados na modernização de equipamentos. Alguns deles estavam na Olefinas I desde sua inauguração, em 1978. Já na Copesul e na PQU os gastos com manutenção e investimentos foram de R$ 334 milhões e R$ 1,5 bilhão, respectivamente.


    A parada técnica da PQU será a mais longa das três, pois a petroquímica irá ampliar sua capacidade de produtos petroquímicos de 420 mil toneladas por ano para 1,5 milhão de toneladas. Assim como na Copesul e na Olefinas I, a previsão de uma nova parada na PQU é para 2014. Na Olefinas II a força-tarefa está marcada para 2010.


    O repórter viajou a convite da Braskem



    Escrito por SALSFI às 08h35
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