SALSIFI INVESTMENTS
  

AS MUDANÇAS NA SUZANO

Depois de completar o megainvestimento de US$ 1,3 bilhão para a construção da segunda linha de produção de celulose em Mucuri, no Sul da Bahia, a Suzano Papel e Celulose promoveu uma mudança em sua estrutura de diretoria.

O líder do projeto de expansão da fábrica, Ernesto Lousada, ocupará a recém criada diretoria de operações, que reunirá as funções de três diretorias. Além desta função, foi criado um novo posto de diretor de planejamento e assuntos corporativos. Este cargo, ainda vago, será preenchido por um profissional de fora da empresa.


"A função de diretor de operações dá um suporte tremendo na produção, qualidade e entrega de produtos", disse o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto. A empresa opera cinco unidades industriais, situadas em São Paulo e Bahia.


Engenheiro mecânico pela Mauá e pós-graduado em administração pela FIA-USP, Pousada, de 40 anos, com 16 anos de Dow, dirigiu desde o fim de 2004 o projeto da nova fábrica da Suzano. Sob sua supervisão, a construção da nova fábrica de Mucuri ficou pronta em 22 meses, um mês antes do previsto, sem estourar o orçamento de US$ 1,3 bilhão, a despeito da valorização do real. Com o projeto, a empresa produzirá 2,7 milhões de toneladas de produtos, entre papel e celulose.


As três unidades de negócios - florestal, papel e celulose - foram mantidas assim como seus executivos. João Mário Lourenço, que ocupava a diretoria de logística & compras, e José Marcos Vettorato, ex-diretor industrial, atuarão temporariamente como consultores da empresa.


Com a unificação das diretorias industrial, logística e do projeto Mucuri em uma nova função, a empresa avalia que buscará níveis mais altos de eficiência e produtividade operacional na companhia, diz Maciel Neto. Ele conta que essas mudanças também simplificam a estrutura do grupo, deixando-o mais liberado para definir a estratégia do grupo. E preparar, continua ele, a empresa para o novo ciclo de crescimento.


A nova diretoria de planejamento, por exemplo, terá a incumbência de definir as estratégias de expansão, tanto orgânicas, como de fusões e aquisições. A Suzano deve decidir nos primeiros meses de 2008 o local da nova fábrica, projetada para meados da próxima década. Quando for definido o local, um novo executivo será escolhido para dirigir o projeto, mas responderá para Pousada.


A empresa também é vista por observadores do setor como potencial compradora de uma parcela da Aracruz, caso o acordo de acionistas da rival não seja prorrogado em 2008, quando vence o atual acerto societário. A hipótese cresceu mais após o grupo Suzano ter vendido sua empresa petroquímica por um valor bilionário. Quando perguntado, Maciel Neto desconversa. A decisão, afirma ele, cabe ao acionista: a família Feffer, que ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.






Escrito por SALSFI às 05h44
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   CHINA

Superávit comercial da China situa-se em US$ 26,3 bilhões em novembro

Valor Online - 11/12/2007 09:55


O superávit comercial chinês foi de US$ 26,3 bilhões no mês passado, menor, mas próximo do recorde apurado em outubro, de US$ 27,05 bilhões. De janeiro a novembro, a balança comercial da China foi superavitária em US$ 238,9 bilhões, ou 53% acima do montante de um ano atrás.

A informação foi conhecida no mesmo dia em que o governo apresentou um avanço de 6,9% no índice de preços ao consumidor chinês em novembro na comparação com um ano antes, o maior aumento em quase 11 anos. As principais contribuições para esta alta vieram dos preços dos alimentos e dos combustíveis.



Escrito por SALSFI às 05h42
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   MUDANÇAS NA SUZANO

A Suzano redesenhou sua direção para ampliar a eficiência. A união das diretorias industrial, logística e projeto Mucuri dará liberdade a Antonio Maciel Neto, presidente, para definir estratégias.

Escrito por SALSFI às 05h34
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   CARTA A VALOR ECONÔMICO E ARTIGO

Prezadas Editoras,

 

Não poderia ficar sem um registro especial a Vera Brandimarte, Maria Inês Nassif, Cláudia Safatle e outras bravas e indômitas componentes de Valor Econômico, o magistral editorial deste 7/12/07 sobre a farsa do Senado no caso da absolvição de notória figura de Alagoas.

 

Tomei a liberdade de reproduzir o editorial em meu blog da SALSIFI Consulting Ltda.

(vide www.salsificonsult.zip.net e que reproduzo aqui abaixo).

 

Mas provoco as nobres e brilhantes jornalistas para darem um espaço maior às críticas aos políticos que iludem a boa-fé de eleitores através da publicação de artigos ou contribuições de terceiros (ressalvado que não representariam o pensamento do jornal) que esquadrinhem as posições dolosas assumidas por alguns políticos nossos e dirigentes apadrinhados de estatais ainda em mãos do governo.

 

Afinal se o Valor publica aberrações lunáticas de novos filósofos a serviço do petismo iconoclasta como Wanderley Guilherme, deveria democraticamente dar direito de resposta a estas elucubrações remuneradas para justificar a incompetência de aparelhados analfabetos sindicalistas que cismam em destroçar o que lhes é posto a dirigir.

 

Mas isto é assunto para depois.

Segue a minha mensagem que me atreveria a desafiar que fosse publicada na íntegra pela extrema pertinência e necessidade de se ressalvar o repúdio pelas ações temerárias e nocivas dos políticos em Brasília.

 

SOBRE EDITORIAL DE VALOR ECONÔMICO DE 7/12/07

 

MAIS UM ATO NO VAUDEVILLE DO SENADO

 

Congratulações a Vera Brandimarte e equipe de Valor Econômico.

 

São editoriais como estes que preservam a dignidade e a proficiência da nossa melhor imprensa em meio a tantos desatinos e descalabros praticados e que se repetem impunemente na vida pública brasileira. 

 

Fatos que enodoam a consciência cívica e que ecoam mundo a fora com a imprensa internacional sempre atenta repudiando prontamente preocupada com o ambiente nebuloso dos políticos  do país onde seus investidores vêm adentrando com apetite.

 

Episódios que reduzem o país e sua entidade política maior a uma mera e medíocre casa de conchavos espúrios.

Tanto tempo perdido para ao final, com a opinião pública atarefada com o país de verdade, os políticos encenarem mais uma farsa.

 

Esperava-se que os senadores tivessem tomado vergonha na cara, mas o que se viu foi uma ousada manifestação de cinismo onde um alcunhado “presidente do conselho de ética” apressou-se em eliminar dois outros processos contra o amigo e parceiro na impudicícia.

 

É preciso repensar o Senado.

Nenhum dos 81 membros da casa passaria num vestibular probo de capacitação técnica, liderança, ética, espírito público e lucidez cívica.

 

Sim, eu disse nenhum dos 81, pois quem cala diante de tanta desfaçatez e sob a hipocrisia dos salamaleques e reverenciosos “V.Excias.”, consente.

 

E consentindo convalida os atos espúrios.

 

Num país em que apesar da política do “laissez-faire” de seus governantes ainda consegue crescer ajudado pela China e nada mais, a classe política destoa a ponto de merecer um pedido de impeachment coletivo, pois se trata de uma entidade tão falida que nem a recuperação judicial a ela se aplicaria.

 

Pobre é o país onde o povo tolera tantos políticos de baixo jaez.

 

Salvador Sícoli Filho – 08/12/07



Escrito por SALSFI às 18h29
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   UM EDITORIAL DE VALOR A SER APLAUDIDO

O golpe de mestre de Renan e do seu PMDB

07/12/2007

Foi simples como arrancar um dente. O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), entrou no plenário na tarde de quarta-feira e leu uma curta mensagem, renunciando ao cargo. Em seguida, com um sorriso nos lábios - e uma confiança tão grande que lhe permitiu se abster de votar a seu próprio favor -, enfrentou uma sessão de 5h13m, na qual 18 senadores pregaram sua cassação por quebra de decoro parlamentar e apenas quatro assumiram publicamente a sua defesa. Após uma votação secreta, Renan foi absolvido pelo voto de 48 senadores - contra ele votaram apenas 29. Seus detratores tinham que arregimentar 41 votos para cassá-lo. Pela segunda vez, em menos de dois meses, Renan foi absolvido por seus pares.


O senador alagoano confiou num acordo com o governo segundo o qual ele renunciaria à presidência do Senado e automaticamente teria os votos para se livrar da segunda representação a que respondia por quebra de decoro. Na primeira, era acusado de ter usado dinheiro de uma construtora para pagar despesas pessoais. Esta semana, sua condenação era recomendada pelo relator, o senador Jefferson Péres (PDT-AM), que considerou haver indícios suficientes de que Renan era, de fato, o proprietário de duas rádios e um jornal em Alagoas, cuja propriedade era registrada em nome de "laranjas".


O acordo, reforçado por uma próxima votação da CPMF - que recomenda não deixar "contrariado" o PMDB de Renan -, continuou surtindo efeito na quarta-feira. O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), simplesmente arquivou duas outras representações contra Renan. Prevê-se ainda que a mesa determine o arquivamento de uma outra denúncia contra o agora ex-presidente da Casa.


O governo pagou adiantado por votos que não tem a garantia de dispor na semana que vem, quando irá à votação a emenda que prorroga a CPMF e a Desvinculação de Receitas da União (DRU). Pacientemente, dividiu o desgaste de uma crise de 194 dias que tinha um único nome, Renan Calheiros. Enquanto a base governista e o Planalto eram condenados à paralisia devido às peripécias de um pemedebista, o PMDB exigia mais cargos e liberação de verbas de emendas de interesse particular de seus senadores. É um contra-senso, mas foi isso o que aconteceu: o PMDB usou de uma crise que era apenas sua para chantagear o governo e patrocinar os interesses não apenas de Renan, mas da coletividade dos senadores pemedebistas. Socializou a chantagem. No final da história, levou tudo. Em troca, o Planalto carrega o desgaste de uma aliança partidária onde a barganha é tão pública e tão pouco "republicana", como diria o ministro Tarso Genro, que faz de Renan Calheiros a normalidade - mesmo com suas relações pouco recomendáveis com empreiteiras e laranjas, suas fazendas com gado fantasma ou o uso de funcionários do Senado para espionar senadores oposicionistas. Péres, relator do processo contra Renan derrubado pelo Senado, com a ajuda dos governistas, transforma-se na aberração - é o "pobre senador" ridicularizado por Renan na comemoração de sua absolvição, na casa da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA).


A força demonstrada pelo PMDB em geral, e por Renan em particular, em todo o episódio onde o único réu deveria ser o próprio Renan, compromete um governo que os alimentou e, ao mesmo tempo, não se reverte em seu favor. Pelo contrário. O que o PMDB mostrou ao Palácio do Planalto foi o seu enorme poder de chantagem, e sem dúvida o usará para manter diminuído o Legislativo e acuado o Executivo. E ao governo o partido nem pede o benefício coletivo, em favor de programa e princípios partidários. O PMDB continua a soma de interesses individuais. Para ter o seu apoio, é preciso fazer concessões a cada um, o que torna o preço do partido muito alto para os votos efetivamente dados a matérias de interesse do governo. Como isso é a regra, não a exceção, as negociações, por mais espúrias que sejam, passam a ser tratadas com enorme naturalidade, e por serem naturais tornam-se naturalmente públicas. Ao serem "vazadas", as exigências feitas pelo partido corroem não apenas a credibilidade do PMDB, mas do próprio governo, e arrastam também o Legislativo. E não apenas Péres torna-se o "pobre relator". Renan, o seu PMDB e o governo que a eles concede poderiam igualmente zombar de todos aqueles que assistem estarrecidos a esse triste espetáculo. "Pobre país", diriam.

CONGRATULAÇÕES A VERA BRANDIMARTE E EQUIPE DE VALOR.

SÃO EDITORIAIS COMO ESTES QUE PRESERVAM A DIGNIDADE E PROFICIÊNCIA DA NOSSA MELHOR IMPRENSA EM MEIO A TANTOS DESCALABROS QUE SE REPETEM IMPUNEMENTE NA VIDA PÚBLICA BRASILEIRA E QUE REDUZEM O PAÍS E SUA ENTIDADE POLÍTICA MAIOR A UMA MERA E MEDÍOCRE CASA DE CONCHAVOS ESPÚRIOS.

ESPERAVA-SE QUE OS SENADORES TIVESSEM TOMADO VERGONHA NA CARA, MAS O QUE SE VIU FORAM OUSADAS MANIFESTAÇÕES DE CINISMO ONDE UM ALCUNHADO DE PRESIDENTE DO COMITÊ DE ÉTICA APRESSOU-SE EM ELIMINAR OS DOIS OUTROS PROCESSOS CONTRA O AMIGO E PARCEIRO NA IMPUDICÍCIA.

Salvador Sícoli Filho




Escrito por SALSFI às 16h54
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   JBS compra 50% da italiana Inalca
Alda do Amaral Rocha - 07/12/2007


Depois de Argentina, EUA e Austrália, a JBS S.A., que controla o Friboi, coloca o pé na Europa. A empresa anunciou ontem que fechou acordo para aquisição de 50% do capital da italiana Inalca, controlada pela Cremonini, por ? 225 milhões de euros. A companhia é a maior em carne bovina da Itália e uma das maiores do setor na Europa.


Com a aquisição, a JBS quer ampliar a atuação na Europa, atingir novos mercados e clientes no setor de fast food, industrializados, varejo e food service. A Cremonini, que atua ainda em distribuição e catering, é uma das maiores fornecedoras do McDonald's na Europa. Tem operações também na Rússia e África. Outra vantagem para a JBS é o acesso à tecnologia utilizada pela Inalca. Já para a Cremonini, a transação garante acesso às principais fontes de carne bovina.


Para especialistas, o negócio mostra uma tendência no setor de carne bovina do Brasil, que depois de se expandir por meio de aquisições no abate de gado, investe em operações que garantam agregação de valor. Um exemplo é o Bertin que comprou o controle da Vigor.






A operação envolverá a divisão de carne bovina e suprodutos da Cremonini (compreende a Inalca S.p.A. e Montana Alimentari) e será feita via aumento de capital da Inalca. Ela se dará da seguinte forma: a Cremonini transferirá 100% do capital da Montana para a Inalca, por ? 70 milhões de euros; a JBS adquirirá 50% do capital social da Inalca por ? 225 milhões de euros sendo 46,4% via aumento de capital e 3,6% por meio da compra direta de ações; e a Cremonini subscreverá o valor residual do aumento de capital da Inalca por ?10 milhões de euros.


O valor das ações transferidas da Inalca "estará sujeito a um reajuste com base na dívida líquida do setor de produção da Cremonini em 31/12/2007, comparado a uma previsão de ? 300 milhões de euros".


A empresa informou que a transação foi baseada num valor de mercado de ? 600 milhões de euros para o setor de produção da Cremonini, e o acordo estabelece cláusula de reajuste do preço de aquisição no valor de ? 65 milhões de euros em favor da Cremonini, "caso o EBITDA anual médio seja de ? 75 milhões de euros durante o período de 2008 a 2010".


Entre o quarto e o décimo ano após a conclusão da operação, a Cremonini poderá exercer o direito de vender a sua participação de 50% na Inalca para a JBS, "desde que o EBITDA consolidado da Inalca seja de pelo menos ? 60 milhões de euros". O preço será um múltiplo (entre 5 e 10 vezes) do EBITDA consolidado da Inalca. O acordo estabelece também uma opção de compra, que pode ser exercida em caso de mudança de controle dos acionistas majoritários.


A JBS não disse como financiará a aquisição. A empresa teve entre janeiro e setembro deste ano um EBTDA de R$ 496,2 milhões, e até poderia usar o recurso para financiar o negócio ou emitir bônus.


A estratégia da empresa de abrir novos canais de distribuição na Europa e ampliar a participação é bem-vista por analistas. Mas a nova aquisição também gera preocupação, já que recentemente a JBS comprou a Swift dos EUA, por US$ 1,4 bilhão.


Pedro Galdi, da corretora do ABN-Amro, diz que a JBS está alavancada, além de ter tido "resultados fracos". Incluindo a Swift, a JBS faturou R$ 7,49 bilhões até setembro de 2007 e teve prejuízo de R$ 28,9 milhões. Encerrou o terceiro trimestre com endividamento líquido de R$ 2,328 milhões.


A divisão de produção da Cremonini, que tem capacidade de processamento de 260 mil toneladas de carne ano, faturou ? 722,3 milhões de euros até setembro. A receita total do grupo foi de ? 1,840 bilhão de euros e a dívida líquida ficou ? 623,9 milhões de euros. O anúncio do negócio fez as ações da Cremonini subirem 8,33% em Milão.


Escrito por SALSFI às 16h46
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   Unipar traça plano de investimento de US$ 2 bi para a CPS
 
Vera Saavedra Durão e Ivo Ribeiro -07/12/2007
 

Silvia Costanti/valor
Frank Geyer, acionista da Unipar: "Com a criação da CPS, a Unipar duplicou seu patrimônio. Assim, todos vão ganhar"
 
A consolidação da petroquímica brasileira, completada na semana passada com a formação de dois grandes grupos, revelou um novo personagem. Frank Geyer Albukakir, 35 anos, teve um papel relevante no grupo Unipar, ao assumir a linha de frente das negociações que levou o grupo a criar, com a Petrobras, a segunda maior petroquímica do país, avaliada em mais de R$ 8,5 bilhões.

Neto de Paulo Geyer - um dos fundadores do grupo junto com seu sogro há mais de 60 anos -, Frank é hoje o sucessor de fato de seu avô no comando do grupo petroquímico sediado no Rio. Audácia parece não faltar ao jovem empresário, que disputou com o grupo Suzano, da família Feffer, a primazia de liderar a formação da segunda companhia do setor, depois da Braskem, do grupo Odebrecht. Não aceitou as regras do concorrente para uma fusão, propôs sua compra, que foi refutada, mas acabou levando vantagem na disputa quando a Suzano jogou a toalha e vendeu seus ativos à Petrobras.


Essa fase, agora é passado, afirma Frank, após uma estafante maratona de reuniões e negociações nos últimos três meses. O momento é de pensar no futuro, nos novos passos a serem dados pela companhia, provisoriamente ainda chamada de Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS). Em menos de um ano, finalizadas todas as operações de incorporação e consolidação dos vários ativos, ele acredita que a CPS terá um perfil financeiro adequado com a maturação dos seus planos de expansão. "Nosso endividamento é menor que o da Braskem, quando criada em 2002", afirmou.


O primeiro passo para crescer é na construção do Comperj, complexo petroquímico que a Petrobras tem plano de montar no Rio para refinar petróleo pesado. A CPS é a primeira candidata a participar no investimento de fabricação de resinas plásticas. "Estimamos que aí vamos investir pelo menos US$ 1 bilhão em unidades de polietileno e polipropileno", informou o empresário.


"Até anteontem, esse era o principal projeto, mas com a redução pelo governo de São Paulo da alíquota de ICMS para compras de insumos, de 18% para 12%, dando mais condições de competição em relação ao pólo do Nordeste, podemos voltar a falar na ampliação do pólo de São Paulo, adicionando mais 500 mil toneladas na PQU", afirmou. Com isso, o pólo paulista da CPS passaria de 700 mil toneladas, que vai chegar em 2008, para 1,2 milhão de toneladas anuais.


Segundo Frank, esta expansão era já cogitada e que envolve investimento de US$ 500 milhões. "Não concorre com Comperj; seria algo intermediário. Ao crescer na PQU, certamente cresceríamos na segunda-geração, com polipropileno e polietileno". Diz que só precisa garantir a matéria-prima, fato que fica mais confortável com a descoberta do campo de Tupi na bacia de Santos pela Petrobras, fornecedora da nafta oriunda de suas refinarias. "Há espaço, tem água, tem legislação que permite expansão, teremos dinheiro, pode acreditar", afirmou. "Espero que todos esses factóides criados pelo modelo tripartite agora caiam por terra e desapareçam de vez".


Em cinco a seis anos, os investimentos no Comperj, no pólo paulista e mais a primeira ampliação da Riopol, de US$ 250 milhões, para 700 mil toneladas de polietileno, deverão somar US$ 2 bilhões.


Frank, que não considera a hipótese de ser o presidente do conselho da nova companhia - seu candidato é Roberto Garcia, presidente da Unipar -, lembra ainda que há US$ 1,5 bilhão de recursos sendo aplicados nas empresas que formam a CPS. Com esse pacote, que estará concluído até o fim de 2008, o faturamento da empresa salta de R$ 8 bilhões para R$ 10 bilhões em 2009/2010.


"Nossa perspectiva é saltar para R$ 15 bilhões com os novos projetos por volta de 2012", afirmou o empresário. Ele conta que a internacionalização, seguindo o modelo da Braskem, também está nos planos da nova companhia. "Vamos começar pela América do Sul, pois vemos oportunidades em vários países, como Argentina, Colômbia e Peru".


A seu ver, o grande mercado capaz de suportar esse crescimento ainda é o brasileiro, concentrado na região Sudeste e com expansão pelo país. "Mas como vamos ter matéria-prima abundante, suportada pelo campo de Tupi e pelo Comperj, teremos condições de avançar para o mercado externo", disse.


O sucesso da criação da CPS poderá por fim as disputas familiares dentro do clã Geyer. O casal Paulo Geyer e Maria Cecília Soares Sampaio Geyer tiveram cinco filhos: Alberto, Joanita, Vera, Cecília e Maria. Com a morte há pouco mais de três anos do patriarca da família, começou a disputa sucessória pelo poder no grupo dentro da holding familiar controladora chamada Vila Velha. Coube ao único herdeiro do sexo masculino, Alberto, hoje com 50 anos, assumir a presidência do conselho da Unipar.


Na ocasião, por razões de saúde, Cecília, viúva de Bayard Albukacir, passou a ser representada pelo filho Frank na Vila Velha. Este, bem sucedido na condução da corretora Securitas, cujo comando ganhou do avô, passou a ganhar força na guerra familiar pelo comando do grupo e com apoio das tias Maria e Vera tornou-se um rival do tio na guerra pela direção da Unipar.


Além de dirigir a Securitas, Frank passou a ser também vice-presidente no conselho. Hoje, ao enfrentar e vencer o desafio de levar o grupo a ser sócio majoritário na CPS, junto com a Petrobras, Frank é reconhecido como o vencedor da batalha sucessória, tão comum nas empresas familiares. Tranqüilo, ele evita falar no assunto e acredita que não há mais espaço para quedas-de-braço. "Com a CPS, a Unipar duplicou seu patrimônio e todos vão ganhar".
A consolidação da petroquímica brasileira, completada na semana passada com a formação de dois grandes grupos, revelou um novo personagem. Frank Geyer Albukakir, 35 anos, teve um papel relevante no grupo Unipar, ao assumir a linha de frente das negociações que levou o grupo a criar, com a Petrobras, a segunda maior petroquímica do país, avaliada em mais de R$ 8,5 bilhões.


Neto de Paulo Geyer - um dos fundadores do grupo junto com seu sogro há mais de 60 anos -, Frank é hoje o sucessor de fato de seu avô no comando do grupo petroquímico sediado no Rio. Audácia parece não faltar ao jovem empresário, que disputou com o grupo Suzano, da família Feffer, a primazia de liderar a formação da segunda companhia do setor, depois da Braskem, do grupo Odebrecht. Não aceitou as regras do concorrente para uma fusão, propôs sua compra, que foi refutada, mas acabou levando vantagem na disputa quando a Suzano jogou a toalha e vendeu seus ativos à Petrobras.


Essa fase, agora é passado, afirma Frank, após uma estafante maratona de reuniões e negociações nos últimos três meses. O momento é de pensar no futuro, nos novos passos a serem dados pela companhia, provisoriamente ainda chamada de Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS). Em menos de um ano, finalizadas todas as operações de incorporação e consolidação dos vários ativos, ele acredita que a CPS terá um perfil financeiro adequado com a maturação dos seus planos de expansão. "Nosso endividamento é menor que o da Braskem, quando criada em 2002", afirmou.


O primeiro passo para crescer é na construção do Comperj, complexo petroquímico que a Petrobras tem plano de montar no Rio para refinar petróleo pesado. A CPS é a primeira candidata a participar no investimento de fabricação de resinas plásticas. "Estimamos que aí vamos investir pelo menos US$ 1 bilhão em unidades de polietileno e polipropileno", informou o empresário.


"Até anteontem, esse era o principal projeto, mas com a redução pelo governo de São Paulo da alíquota de ICMS para compras de insumos, de 18% para 12%, dando mais condições de competição em relação ao pólo do Nordeste, podemos voltar a falar na ampliação do pólo de São Paulo, adicionando mais 500 mil toneladas na PQU", afirmou. Com isso, o pólo paulista da CPS passaria de 700 mil toneladas, que vai chegar em 2008, para 1,2 milhão de toneladas anuais.


Segundo Frank, esta expansão era já cogitada e que envolve investimento de US$ 500 milhões. "Não concorre com Comperj; seria algo intermediário. Ao crescer na PQU, certamente cresceríamos na segunda-geração, com polipropileno e polietileno". Diz que só precisa garantir a matéria-prima, fato que fica mais confortável com a descoberta do campo de Tupi na bacia de Santos pela Petrobras, fornecedora da nafta oriunda de suas refinarias. "Há espaço, tem água, tem legislação que permite expansão, teremos dinheiro, pode acreditar", afirmou. "Espero que todos esses factóides criados pelo modelo tripartite agora caiam por terra e desapareçam de vez".


Em cinco a seis anos, os investimentos no Comperj, no pólo paulista e mais a primeira ampliação da Riopol, de US$ 250 milhões, para 700 mil toneladas de polietileno, deverão somar US$ 2 bilhões.


Frank, que não considera a hipótese de ser o presidente do conselho da nova companhia - seu candidato é Roberto Garcia, presidente da Unipar -, lembra ainda que há US$ 1,5 bilhão de recursos sendo aplicados nas empresas que formam a CPS. Com esse pacote, que estará concluído até o fim de 2008, o faturamento da empresa salta de R$ 8 bilhões para R$ 10 bilhões em 2009/2010.


"Nossa perspectiva é saltar para R$ 15 bilhões com os novos projetos por volta de 2012", afirmou o empresário. Ele conta que a internacionalização, seguindo o modelo da Braskem, também está nos planos da nova companhia. "Vamos começar pela América do Sul, pois vemos oportunidades em vários países, como Argentina, Colômbia e Peru".


A seu ver, o grande mercado capaz de suportar esse crescimento ainda é o brasileiro, concentrado na região Sudeste e com expansão pelo país. "Mas como vamos ter matéria-prima abundante, suportada pelo campo de Tupi e pelo Comperj, teremos condições de avançar para o mercado externo", disse.


O sucesso da criação da CPS poderá por fim as disputas familiares dentro do clã Geyer. O casal Paulo Geyer e Maria Cecília Soares Sampaio Geyer tiveram cinco filhos: Alberto, Joanita, Vera, Cecília e Maria. Com a morte há pouco mais de três anos do patriarca da família, começou a disputa sucessória pelo poder no grupo dentro da holding familiar controladora chamada Vila Velha. Coube ao único herdeiro do sexo masculino, Alberto, hoje com 50 anos, assumir a presidência do conselho da Unipar.


Na ocasião, por razões de saúde, Cecília, viúva de Bayard Albukacir, passou a ser representada pelo filho Frank na Vila Velha. Este, bem sucedido na condução da corretora Securitas, cujo comando ganhou do avô, passou a ganhar força na guerra familiar pelo comando do grupo e com apoio das tias Maria e Vera tornou-se um rival do tio na guerra pela direção da Unipar.


Além de dirigir a Securitas, Frank passou a ser também vice-presidente no conselho. Hoje, ao enfrentar e vencer o desafio de levar o grupo a ser sócio majoritário na CPS, junto com a Petrobras, Frank é reconhecido como o vencedor da batalha sucessória, tão comum nas empresas familiares. Tranqüilo, ele evita falar no assunto e acredita que não há mais espaço para quedas-de-braço. "Com a CPS, a Unipar duplicou seu patrimônio e todos vão ganhar".


Escrito por SALSFI às 16h34
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   UNIPAR PREPARA DECOLAGEM - II

Petroquímica do Sudeste investe e já mira o exterior

Vera Saavedra Durão e Ivo Ribeiro -07/12/2007

 

Onze anos atrás, Frank Geyer Albukakir, então com 24 anos, recebeu do avô Paulo Geyer a missão de fechar a corretora Securitas, empresa do grupo Unipar, que dava prejuízos à família. Em vez de cumprir a ordem, o jovem Frank adotou medidas duras: demitiu, mudou relações comerciais, mas recuperou a companhia, que hoje fatura R$ 25 milhões.


Agora com 35 anos, Frank lidera o Grupo Unipar e assumiu a linha de frente da empresa nas negociações com a Petrobras que levaram à criação da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), segunda maior do país, avaliada em R$ 8,5 bilhões.


Em entrevista ao Valor, Frank anunciou que a nova companhia tem planos de investir US$ 2 bilhões nos próximos cinco ou seis anos, principalmente no Comperj, complexo petroquímico para refinar petróleo pesado no Rio, no pólo do ABC e na primeira ampliação da Riopol, central a gás, também no Rio. Ele revelou que "poderá pensar" na ampliação do pólo de São Paulo, adicionando 500 mil toneladas à PQU, em razão da redução da alíquota de ICMS pelo governo paulista.


Frank, que não considera a hipótese de ser o presidente do conselho da nova companhia - seu candidato é Roberto Garcia, presidente da Unipar -, lembra que, no momento, há US$ 1,5 bilhão sendo aplicado nas empresas que formam a CPS. Com esse pacote, que estará concluído até o fim de 2008, o faturamento anual da empresa deve subir de R$ 8 bilhões para R$ 10 bilhões.


Para dar um novo salto, para a casa dos R$ 15 bilhões, com projetos que vão além de 2012, Frank conta com a internacionalização. A idéia é seguir o modelo da concorrente Braskem, começando os investimentos externos pela América do Sul, em países como Argentina, Colômbia e Peru. "Como vamos ter matéria-prima abundante, suportada pelo campo de Tupi e pelo Comperj, teremos condições de avançar para o mercado externo", explica.


Para colocar a Unipar no projeto da CPS, Frank teve de usar suas habilidades nas relações familiares. Ele costurou um acordo com os outros quatro herdeiros diretos do grupo, que integram a holding Vila Velha, e que desde a morte do patriarca, Paulo Geyer, brigavam pelo poder. As disputas parecem, finalmente, ter sido apaziguadas.


Escrito por SALSFI às 16h29
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   UNIPAR PREPARA DECOLAGEM

Petroquímica do Sudeste investe e já mira o exterior

Onze anos atrás, Frank Geyer Albukakir, então com 24 anos, recebeu do avô Paulo Geyer a missão de fechar a corretora Securitas, empresa do grupo Unipar, que dava prejuízos à família. Agora com 35 anos, Frank lidera o Grupo Unipar e assumiu a linha de frente da empresa nas negociações com a Petrobras que levaram à criação da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), segunda maior do país, avaliada em R$ 8,5 bilhões. Frank Geyer Albukakir já planeja investimentos da nova Companhia Petroquímica do Sudeste.



Escrito por SALSFI às 16h25
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Petrobras vai aumentar produção de gás na Bolívia

Valor Econômico - 06/12/2007 10:36


BRASÍLIA - Os planos de investimento negociados pela Petrobras com o governo da Bolívia poderão aumentar a produção de gás em um volume entre 4 milhões a 6 milhões de metros cúbicos diários, segundo informou ao Valor o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Esse volume equivale a até 20% do que é fornecido hoje pela Bolívia ao Brasil e ainda depende do resultado das conversas sobre as garantias do governo boliviano aos futuros investimentos, ressalvou Garcia.

O anúncio dos investimentos da Petrobras é um dos pontos da agenda " positiva " que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende levar ao país na viagem que adiou para o dia 17, devido às negociações sobre a CPMF com o Congresso no Brasil.

O governo brasileiro quer também fixar com o presidente da Bolívia, Evo Morales, regras de garantias para empréstimos em condições favorecidas destinados ao financiamento da infra-estrutura do país. Entre os mecanismos estudados está o uso do gás fornecido ao Brasil como garantia (assim como o petróleo é usado em contratos com a Venezuela).

" Precisamos garantir que a oferta se mantenha e se amplie. A Bolívia está assumindo compromissos com outros países e tem interesse em expandir a produção " , comentou Garcia. A discussão sobre garantias para empréstimos e investimentos na Bolívia inclui mecanismos tradicionais, como o Convênio de Crédito Recíproco (CCR, espécie de câmara de compensação monetária entre países) e vem correndo de maneira " tranqüila " , garante ele. " Eles têm claro, absolutamente claro que é fundamental que haja garantias plenas. "

O governo brasileiro, que também deve tratar da entrega de tratores para agricultura familiar da Bolívia, está disposto a conceder prazos, carências e juros favorecidos, informou Garcia. " Nossos juros não eram bons " , comentou. Entre as obras com possibilidades de financiamento pelo Brasil está um projeto conhecido como Hacia el Norte, que permitiria uma ligação viária da Bolívia à rodovia peruana conhecida como Transoceânica, um projeto conjunto com o Brasil. " Terá impacto grande, vai revitalizar regiões da Bolívia, que estão apoiando ou não o governo " , diz Garcia, para quem o apoio do governo brasileiro não deve ser comprometido pelas disputas políticas internas da Bolívia.

" Tem havido boa receptividade dos bolivianos, teríamos condições de entrar e favorecer muito a infra-estrutura do país " , comentou. Para Garcia, as instituições bolivianas não permitirão que se concretizem as ameaças de separatismo no país, entre o Oriente, mais rico e com grandes reservas de gás, e o Centro e o Ocidente, onde estão as bases do governo.

Lula, ontem, deu mais um passo na aproximação com países da América Central para projetos conjuntos na área de biocombustíveis, ao receber o presidente de El Salvador, Antônio Saca, com quem assinou acordos de cooperação em etanol e biodiesel. Ao oferecer um almoço ao salvadorenho, no Palácio do Itamaraty, Lula chegou a anunciar que espera, no ano que vem, firmar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Sica, o mercado comum formado pelos países centro-americanos e presidido em 2008 por El Salvador. O comércio entre Brasil e El Salvador é pouco superior a US$ 300 milhões e não foi iniciada ainda nenhuma negociação para o acordo.



Escrito por SALSFI às 16h23
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Petrobras descobre novos reservatórios de gás natural e óleo leve na Bacia do Espírito Santo

Valor Online - 06/12/2007 20:47

 


SÃO PAULO - A Petrobras anunciou há pouco a descoberta de novos campos de gás natural e óleo leve na Bacia do Espírito Santo. Segundo a empresa, a existência desses reservatórios, ao norte do campo de Camarupim, confirma o "grande potencial de gás e óleo leve dessa bacia".

A descoberta foi confirmada após a perfuração de dois poços (um pioneiro e outro exploratório). O poço pioneiro foi perfurado numa lâmina d'água de 708 metros, no litoral capixaba, e encontrou reservatórios arenosos de 101 metros de espessura, saturados de gás, a uma profundidade de 3.417 metros. Esse poço, localizado no bloco exploratório BM-ES-5, é operado pela Petrobras, que tem 65% de participação, em parceria com a empresa norte-americana El Paso Corporation, que detém os 35% restantes.

Além de gás, o poço pioneiro constatou, também, a presença de óleo leve em reservatórios mais rasos, numa profundidade de 2.461 metros. Segundo a empresa, essa descoberta reforça o grande potencial de prospectos ainda não perfurados no mesmo bloco.


Escrito por SALSFI às 16h18
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Petrobras assina acordo com a Samsung para estudar produção e exportação de etanol.

Valor Online - 07/12/2007 20:16

 


SÃO PAULO - A Petrobras informou que assinou hoje um memorando de entendimentos com a Samsung Corp para a produção e exportação de etanol para abastecimento do mercado da Coréia do Sul.

A partir da assinatura deste primeiro acordo, serão realizados estudos técnicos, financeiros e comerciais para a análise da viabilidade do projeto.

Segundo comunicado da Petrobras, a Coréia do Sul está em estágio bastante adiantado para a adoção de 10% de etanol na mistura com a gasolina, para atender seu compromisso com o Protocolo de Kyoto e está realizando vários testes práticos em diversas regiões.

A previsão é de que a Coréia do Sul introduza em 2009 o etanol em sua matriz energética, com volume de 400 milhões de litros por ano.


Escrito por SALSFI às 16h15
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   A CVM E OS IPOs

CVM recomenda que investidor se assegure de que pedido de reserva foi registrado

 

 

0712/07 – extraído de Valor On Line.


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recomenda que os investidores se assegurem de que seus pedidos de reserva em ofertas públicas de ações foram realmente registrados pelas corretoras e bancos participantes das operações, para que possam garantir seus direitos em caso de erro de processamento ou falha de comunicação por parte do agente intermediário durante a operação.

É importante também guardar documentos que comprovem os termos em que foi feito o pedido de reserva, principalmente quando houver a divisão entre os investidores com ou sem prioridade na alocação, ou alguma restrição para negociação das ações.

A idéia é evitar que se repitam problemas como os ocorridos durante as ofertas de ações da Bovespa Holding e da BMF S.A., em que investidores reclamaram de irregularidades na atuação de intermediários da operação.

"É importante que o investidor se assegure de que o pedido de reserva foi feito e quais foram as opções escolhidas. Porque fica difícil reconstituir os passos depois, no momento da investigação", explica o superintendente de proteção e orientação ao investidor da CVM, José Alexandre Vasco.

Somente até o dia 5 de dezembro, a autarquia recebeu 70 demandas de investidores com diversos questionamentos sobre a oferta de ações da BMF.

Segundo Vasco, todas elas serão encaminhadas de alguma forma, embora nem todas se refiram a irregularidades. Em alguns casos, por exemplo, houve reclamação sobre o percentual da oferta destinada ao público de varejo, entre 10% e 20%, índice que foi aprovado pela própria CVM no registro da oferta. Neste tipo de situação, não há o que apurar, mas a superintendência de orientação aos investidores repassa a reclamação para a área técnica, que pode usar estas manifestações no momento de uma eventual revisão da norma.

Outras reclamações, no entanto, podem revelar falhas no processamento das ofertas, que geraram tratamento diferenciado entre investidores de mesmo perfil. Alguns funcionários de corretoras foram excluídos da oferta da BMF, enquanto seus colegas, da mesma empresa ou de outras corretoras, receberam suas ações no rateio realizado.

Neste caso, se for comprovado que houve erro, ou má fé, a instituição responsável pelo problema pode ser advertida pela CVM, receber multa, ou até ser inabilitada para operar.

Outro ponto que será investigado na oferta da BMF, é o caso de uma única instituição financeira que só disponibilizou as ações para os investidores no dia 4 de dezembro, dia da liquidação financeira da oferta, e não no dia 30 de novembro, data de início das negócios dos papéis. A CVM não revela o nome da instituição, mas trata-se do Banco do Brasil, segundo já foi amplamente divulgado.

Em relação a este caso, a autarquia não considera que haja ilegalidade na prática em si, mas quer investigar se essa diferença de procedimento foi devidamente informada aos investidores no momento da oferta, o que está previsto no Código de Defesa do Consumidor.

"A instituição até pode adotar um procedimento diferenciado, desde que o consumidor seja informado", afirma o superintendente da CVM.

Ainda sobre a questão da informação, a autarquia lembra que no caso da oferta de ações da Bovespa Holding, alguns investidores disseram que não foram alertados devidamente sobre o preenchimento do pedido de reserva com ou sem prioridade, em que os investidores "flippers" (que vendem as ações no primeiro dia) tem tratamento secundário no momento do rateio das ações.

Apesar de garantir que todos as reclamações serão encaminhadas, Vasco, da CVM, lembra que os processos administrativos sancionadores que podem ser realizados pela autarquia não prevêem ressarcimento aos investidores. O que o pequeno aplicador pode fazer é usar o resultado da investigação da CVM para embasar seus pleitos diretamente na Justiça.

 



Escrito por SALSFI às 16h07
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