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Mercados: Ibovespa fechou abaixo dos 54 mil pontos e dólar avançou 0,05% com piora em Nova York

Valor Online 27/06/2007 07:35

 


 A terça-feira terminou sem uma tendência única no mercado brasileiro, após uma sessão volátil, influenciada pelo desempenho de Wall Street. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu pela terceira vez consecutiva, fechando com o Ibovespa abaixo dos 54 mil pontos, enquanto o dólar verificou leve acréscimo sobre o real. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), por sua vez, os juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) recuaram.

O Ibovespa caiu 0,35%, aos 53.851 pontos, após oscilar da mínima de 53.841 pontos à máxima de 54.412 pontos. O volume financeiro alcançou R$ 3,76 bilhões. O dólar subiu 0,05%, a R$ 1,9530 na compra e R$ 1,9550 na venda. Ao longo do dia, a cotação variou de R$ 1,9390 a R$ 1,9570. O giro interbancário (D+2) somou aproximadamente US$ 2,7 bilhões. No pregão de juros da BM & F, o DI para janeiro de 2010 perdeu 0,01 ponto percentual, a 10,78% ao ano.

Os pregões brasileiros chegaram a ensaiar uma recuperação, amparados pela melhora em Nova York. Contudo, o clima de incertezas no cenário financeiro norte-americano manteve o viés mais pessimista, devolvendo os ganhos nos EUA na parte da tarde, o que minou o desempenho dos ativos locais.  O pregão brasileiro continua vulnerável ao humor das bolsas norte-americanas


Escrito por SALSFI às 07h08
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   MMX

MMX recebe autorização para construir porto no Rio


SÃO PAULO - A mineradora MMX informou hoje que obteve autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para construir e operar o Porto de Açu, em São João da Barra (RJ). O terminal será utilizado para escoamento de minério de ferro do Sistema MMX Minas-Rio. Além das cargas próprias da companhia, o Porto de Açu poderá transportar também cargas de terceiros.

A MMX desenvolve um projeto de exploração de minério de ferro na região de Diamantina (MG), orçado em US$ 2,35 bilhões. Além da produção de 26 milhões de toneladas de minério, o projeto prevê a construção de um mineroduto de 525 quilômetros de extensão.




Escrito por SALSFI às 07h01
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   COSAN

Gigante Cosan vai lançar ações na bolsa de Nova York


O engenheiro politécnico e usineiro Rubens Ometto Silveira Mello sempre pensou grande. Neste momento de forte liquidez e otimismo internacional com o etanol não poderia ser diferente. O  empresário, presidente do Grupo Cosan, maior companhia de açúcar e álcool do Brasil e terceira maior do mundo, levará sua empresa à Nova York. Será a primeira emissão de uma companhia com capital nacional na capital financeira do planeta.

O modelo é semelhante ao adotado pela companhia de internet Google. O plano é listar a controladora da Cosan, cuja sede será nas Bermudas, paraíso fiscal da América Central. A empresa será cotada no mercado nova-iorquino, após uma emissão primária de ações. A distribuição dos papéis será feita simultaneamente na New York Stock Exchange (Nyse), e no Brasil, com brazilian depositary receipts (BDRs).

O objetivo é conseguir US$ 1,5 bilhão, principalmente, para expandir a capacidade produtiva no Brasil, mas também vislumbra potenciais aquisições internacionais. A operação será precedida de uma reestruturação societária da cadeia de controle, para criação da holding internacional, a Cosan Limited. Ometto e a família permanecerão como controladores do negócio, o que torna a empresa uma multinacional de energia nas mãos do empresário brasileiro.

O pedido de registro da operação deve ser feito hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador americano. A expectativa é de que dentro de dois meses seja feita a colocação dos papéis. Os bancos Morgan Stanley, Credit Suisse e Goldman Sachs estão à frente da oferta.

Desde que abriu capital no Novo Mercado da Bovespa em novembro de 2005, quando captou R$ 885,7 milhões, a Cosan quer ser vista como um agente consolidador do mercado de açúcar e álcool. Porém, a grande exposição internacional do combustível renovável colocou a empresa em posição de ser consolidada.

Embora não haja registro de nenhuma oferta oficial, é conhecido o apetite de grandes grupos estrangeiros pelo emergente mercado de álcool - combustível renovável e, portanto, mais adequado ao discurso global em prol da sustentabilidade. Prova do interesse externo é que, na semana passada, a Cosan foi alvo de especulações de aquisição. Para completar o cenário, Steven Mills, diretor de estratégia da maior produtora de etanol dos EUA, a ADM, disse em entrevista ao " Wall Street Journal " estar analisando várias alternativas para entrar no mercado brasileiro e não descartou a compra da Cosan.

Foi o suficiente para puxar uma alta de 6,03% nas ações ordinárias da companhia na sexta-feira, quando fecharam cotadas a R$ 36,05. No encerramento do pregão, o valor de mercado da companhia era de R$ 6,8 bilhões. Desde que abriu capital, as ações da Cosan registram valorização de 125,31%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 74,56%.

Com a operação em Nova York, a Cosan quer deixar claro que seu projeto é ser de fato uma companhia global do setor. Os recursos obtidos pela controladora deverão ser transferidos à empresa operacional por meio de aporte de capital ou empréstimo.

Por enquanto, não há uma estrutura definida para a transferência do dinheiro. Está em estudo a possibilidade de os recursos ficarem na holding até que se desenhe uma segunda operação, na qual os acionistas da empresa listada na bolsa brasileira poderiam migrar para a companhia internacional.

De maio de 2006 a abril passado, safra 2006/07 (ano fiscal), a Cosan teve faturamento líquido de R$ 3,6 bilhões, o que representa expansão de 47,2% . O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - a geração de caixa do negócio, chamada de lajida - alcançou R$ 928 milhões, após evolução de 79,3%. O lucro líquido somou R$ 357,3 milhões, comparado ao prejuízo do ano fiscal anterior, de R$ 64,6 milhões.

A Cosan fechou abril com uma dívida líquida de R$ 1,4 bilhão, após investir R$ 768 milhões no acumulado de 12 meses. Embora não projetasse um montante específico, a empresa já previa aplicar ainda mais no período seguinte, para aumentar a capacidade de produção.

Ao divulgar esse último balanço, a Cosan assim descreveu sua expectativa para o próximo período: " Ano pobre em resultado, mas muito rico em oportunidades " . A empresa referia-se ao cenário de queda nas cotações internacionais do açúcar, devido o aumento da oferta do produto, bem como do álcool.

O rico em oportunidades significa expansão. O grupo possui 17 usinas de açúcar e álcool, além de participação na usina Santa Luiza, em São Paulo, em parceria com o Grupo São Martinho e controladores da própria Santa Luiza. Durante a divulgação de balanço, a empresa afirmou que está de olho em novas aquisições. O mercado internacional, com possíveis unidades produtivas no Caribe e até Ásia, não está descartado, embora não haja nada de concreto, afirmaram os executivos do grupo durante a conferência com analistas jornalistas na quinta-feira passada.

No Brasil, a Cosan passa como um trator desde o início dos anos 2000, promovendo seu crescimento com aquisições e ampliação da capacidade produtiva de suas atuais usinas. Agora está investindo R$ 650 milhões na construção de três usinas em Goiás, o chamado projeto " greenfield " . Gigante no açúcar e no álcool, a companhia ocupa a vice-liderança nas vendas de açúcar no varejo, com a marca Da Barra. Mas nada é impossível ao grupo tornar-se o primeiro no varejo, uma vez que já caminha a passos largos para se tornar o gigante mundial de açúcar e de álcool.


Escrito por SALSFI às 06h58
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   Conselho aprova construção de Angra 3
Daniel Rittner - 26/06/2007


O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou ontem, por oito votos favoráveis e apenas um contra, a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3. Paralisada há 21 anos, a nova usina deverá entrar em operação em 2013 e precisa de investimentos adicionais estimados em R$ 7 bilhões, segundo o governo.


Junto com o anúncio de que a usina será concluída, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse que o Brasil passará a enriquecer internamente todo o urânio para abastecer as centrais nucleares. Adiantou que o governo vai preparar nova forma de comercialização da energia proveniente de fonte atômica, parecida com a praticada atualmente pela binacional de Itaipu, com o rateio, por todas as concessionárias de distribuição, das despesas com a compra de eletricidade.


Com o fantasma de um novo apagão assustando o país, o único voto contrário à retomada de Angra 3 partiu do Ministério do Meio Ambiente, que pediu mais tempo para aprofundar as discussões sobre o tema com a sociedade civil. Isolada dentro do governo, a ministra Marina Silva não participou da reunião e enviou seu secretário-executivo, João Paulo Capobianco. Votaram a favor oito ministérios - Minas e Energia, Casa Civil, Ciência e Tecnologia, Fazenda, Planejamento, Agricultura, Integração Nacional e Desenvolvimento.


Para os integrantes do CNPE, segundo Hubner, ficou clara a necessidade de expandir a geração de energia térmica para dar suporte à matriz predominantemente hidrelétrica do país. "A nuclear é a alternativa de menor custo e melhores condições, inclusive ambientais, principalmente no momento em que o mundo inteiro está discutindo a questão das mudanças climáticas, porque ela não tem emissões de gás carbônico."


Hubner explicou o roteiro que será seguido, a partir de agora, para dar continuidade às obras de Angra 3. De imediato, o ministério atualizará as simulações feitas em 2006 para projetar o valor da tarifa da energia proveniente da central nuclear. No ano passado, o valor estimado era de R$ 138,14 por megawatt-hora (MWh) - preço que se tornou competitivo na comparação com outras fontes, como as térmicas movidas a gás natural.


O estudo será retomado e passará por auditoria externa. Ele é importante porque baseará contratos de longo prazo entre a Eletronuclear ou a Eletrobrás e as distribuidoras. Hubner deixou claro que não espera revisão para cima dos valores calculados em 2006. "Por um lado, pode-se ter tido o aumento de preços de alguns equipamentos no exterior. Por outro lado, melhoraram as condições econômicas do país", referindo-se às formas de financiamento do projeto - incluindo BNDES -, às desonerações previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e à exigência de menor taxa de retorno dos investidores.


Também será preciso avançar no licenciamento ambiental da usina, que está em andamento no Ibama. Um ponto polêmico - e, na verdade, essência das contestações explicitadas pelo Meio Ambiente - diz respeito ao tratamento dos rejeitos de longa duração. Sem entrar em detalhes, Hubner informou que serão usados depósitos intermediários em que os resíduos são colocados em cápsulas, dentro de vasilhames, onde ficam armazenados por centenas de anos. "O mundo inteiro discute hoje o reaproveitamento dos resíduos para a própria geração de energia e a transformação em outros elementos que podem ser usados pela indústria", completou Hubner.


Com potência de 1.350 MW, a nova usina terá tecnologia semelhante à de Angra 2 e levará cinco anos e meio para ser concluída. O ministro destacou que o Brasil tem a sexta maior reserva mundial de urânio, suficiente para fornecer combustível às suas usinas por mais de 500 anos. A conclusão de Angra 3 viabilizará o enriquecimento de urânio, em escala industrial, dentro do país, afirmou.


Hoje, apesar de dominar a tecnologia, o Brasil manda urânio para enriquecimento no Canadá e na Europa. "Não temos isso implantado de forma industrial, porque não havia demanda para tanto. Com Angra 3, o Brasil será um dos únicos três países do mundo com reservas, capacidade de produção e domínio de todo o ciclo de enriquecimento", ressaltou Hubner.


A organização Greenpeace condenou a decisão do governo e prometeu continuar lutando contra a retomada da usina. "Com o passar do tempo, fica cada vez mais claro que Angra 3 não é uma questão energética nem econômica. É ligada às origens do programa nuclear, que tem finalidades militares, e não pacíficas", criticou o coordenador da campanha do Greenpeace, Guilherme Leonardi.


O CNPE também autorizou a realização da 9ª rodada de licitação de áreas para exploração de petróleo e gás, mas a decisão foi ofuscada pelo anúncio de Angra.


Escrito por SALSFI às 06h53
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   PETROQUÍMICA

Unipar vai pagar à Dow Brasil R$ 210 milhões por ações da PQU e unidade produtiva de polietileno


SÃO PAULO - A Unipar anunciou hoje, por meio de fato relevante, que fechou negócios jurídicos com a Dow Brasil no valor de R$ 210 milhões. O montante abrange a aquisição, por meio de sua controlada Polietilenos União, da unidade de polietileno localizada em Cubatão (SP) que pertencia à Dow.

Além disso, a empresa informa que comprou 277.372 ações ON e 277.372 papéis PN de emissão da Petroquímica União (PQU) que estavam em poder da Dow Brasil. O informe acrescenta ainda que a Unipar " obrigou-se de maneira irrevogável " a comprar 6,5 milhões de ações ordinárias e 6,5 milhões de ações preferenciais da Petroquímica União também de propriedade da Dow.

A companhia não informa quando será feita essa compra de papéis, nem o total de recursos a ser empenhado em cada uma das negociações.

A PQU, central de matérias-primas do pólo de São Paulo, é controlada por cinco grupos - Unipar , Dow Química, Suzano, Ultra e Unigel. Em maio, a Unipar, principal acionista, pagou R$ 35,5 milhões por uma fatia de 3,5% do capital social da petroquímica, elevando sua participação a 40,7% do capital total.



Escrito por SALSFI às 06h47
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VALE

 

Salvador Sicoli Filho – 26/06/07

 

Estou fora de Vale e torcendo por uma realização no papel para que eu possa voltar. Como o papel ultimamente em Nova York estava atrelado à cotação do níquel na LME, julguei  que com a queda vertiginosa do níquel este mês pudesse haver essa chance. Até aqui nada aconteceu ao papel.

 

O níquel que estava  no topo máximo da história a US$ 56 mil a tonelada métrica no final de maio passado e sofreu um vendaval de vendas que jogaram os preços a US4 36 mil ontem. Uma queda de 35% era para desmontar posições mas a Vale sequer balançou.

 

Cumpre notar que mesmo as commodities que subiram muito como o cobre apresentaram quase estabilidade no período na faixa dos US 7.600 a tonelada.

 

A Paranapanema continuou agraciada com o estanho se mantendo no nível mais alto de sua história se sustentando acima de US$ 14 mil a ton/métrica.

 

E a PREVI parece que acordou para a alta liquidez do mercado e vai fazer uma mega captação de US$ 500 milhões para aliviar o seu alto endividamento. Lembrar que apesar do alto preço do estanho a Paranapanema teve prejuízo com as operações da Mineração Taboca e o lucro que apresentou no ano passado foi todo da sua controlada do cobre, a Caraíba, que proporcionou um resultado extraordinário de R$ 360 milhões.

 

Além disso a Vale se encontra a um passo de perder ou a Ferteco ou o direito de preferência sobre o minério de Casa de Pedra.  Se ainda obteve um adiamento no Supremo, é certo que no màximo em 60 dias a solução para o caso deve sair.

 

Venderá a Ferteco ou desistirá do minério da CSN?.

Reforçará a RTZ, ou a MMX com a Anglo-American?

 

OBs.: Amanhã falarei sobre o setor Petroquímico e por que estou montando uma operação em pleno Natal. Aproveitem!



Escrito por SALSFI às 03h23
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   VINHOS

ESPORÃO -2004

REGIÃO: Requengos de Mosaraz (Alentejo), Portugal.

UVAS: Trincadeira, Aragonês e Cabernet Sauvignon

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO: Revela um aroma de fruta madura bem integrado com carvalho americano. O sabor é intenso e profundo com taninos robustos, encorpado e com uma estrutura que lhe garante uma boa evolução na garrafa.
Para preservar a qualidade deste grande vinho, ele não foi estabilizado a frio.

ENVELHECIMENTO: Um ano em barricas de carvalho americano e um ano em garrafa antes de ir para o mercado.

DICA DE HARMONIZAÇÃO: Ideal com pratos de carne, assados no forno ou com queijos bem curados.

ÁLCOOL: 14,5%



Escrito por SALSFI às 00h18
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   VINHOS

Domus Aurea e outras jóias do Chile

Os vinhos do Chile são o grande mote comercial das importadoras já faz tempo, mas no meio de milhares de produtos esquecíveis existem algumas vozes de autenticidade e tipicidade.

Quando penso num vinho do Chile que não tem como meta imitar a França, ou tentar agradar o gosto globalizado, me lembro sempre do Domus Aurea, um cabernet sauvignon de característica muito própria. Um vinho que traz uma identidade realmente chilena assim como o puro-sangue Antyal, também um dos melhores do país.

Me lembro de uma degustação inesquecível do grande Saul Galvão em Pedra Azul, no Espírito Santo, sobre vinhos top do Chile, e nessa ocasião o Domus Aurea chamou muito minha atenção.

Há três anos, eu tive oportunidade de visitar a Clos Quebrada De Macul, onde é produzido o Domus Aurea. Provei muita coisa, entre elas um cabernet franc que nunca foi lançado.

Meu amigo Eduardo Moraes, o mestre Jedi dos vinhos Ariel Perez, da importadora Casa do Porto, e o sommelier-chef do grupo Porcão, Marcelo de Moraes, me convidaram para uma tarde memorável degustando uma vertical de Domus Aurea com uma bela palheta de cordeiro na churrascaria Porcão de Ipanema. Pra quem não sabe "vertical" é aquela prova onde são abertas várias safras de um mesmo rótulo.



Escrito por SALSFI às 23h54
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Álcool e Biodiesel: trapaças e espertezas ‘energéticas’

    

Brasil é líder mundial do desenvolvimento de alternativas ao combustível fóssil. E também em tramóias e trapaças energéticas

 

Outro dia eu conversava com um engenheiro da área automobilística que se mudou para os EUA há alguns anos e é diretor de uma grande empresa fabricante de motores a diesel. Quando morava no Brasil, ele participou ativamente do desenvolvimento dos primeiros motores a álcool, na década de 70.

 

Falávamos sobre os biocombustíveis e ele ficou espantado ao saber que nossos carros flex ainda usam o tanquinho de gasolina para ajudar a partida nas manhãs mais frias.

 

“Ainda tem aquilo até hoje?”

 

Tive então que lembrá-lo de que os norte-americanos foram mais inteligentes que os brasileiros ao estabelecer, nos EUA, um percentual de 15% de gasolina no álcool, ao contrário do nosso, que é puro. O etanol lá é chamado de E-85 exatamente por conter esse pequeno percentual de gasolina que elimina a necessidade do famigerado tanquinho.

 

E seu espanto continuou quando soube de algumas tramóias e picaretagens que surgiram em paralelo com os combustíveis alternativos.

 

Contei do “posto flex”. Ou seja, o grande volume de carros “flex fuel” facilita a picaretagem da bomba de gasolina batizada com um percentual enorme de álcool. Muito mais do que os 23% estabelecidos atualmente pelo governo. Esta trapaça é possível hoje porque os motores flex não engasgam nem tossem mesmo com a gasolina excessivamente ‘alcoolizada’. Afinal, foram projetados exatamente para isso, ao contrário do motor a gasolina, que começa a falhar assim que é abastecido com um percentual de álcool acima de 25% ou 30%.

 

Como o motor flex não protesta o motorista só percebe que foi trapaceado se fizer as contas do consumo cada vez que abastecer. Caso contrário vai continuar pagando gato por lebre a vida toda.



Escrito por SALSFI às 23h45
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O engenheiro custou a acreditar que a trapaça atinge também o álcool ‘puro’, que recebe generosas adições de água. E o que é pior e quase inacreditável: já foi comprovada, em postos do litoral, a adulteração feita com água do mar, pois o sal ajudou a corroer todo o sistema de alimentação e injeção do automóvel.

 

Mas a ‘esperteza’ não se restringe a distribuidores e postos desonestos: tem também muito motorista desenvolvendo sua própria ‘solução’ energética alternativa no caso do diesel. Como?

 

O biodiesel vem sendo maciçamente divulgado pela imprensa. E explicado que já está sendo adicionado ao diesel e que é obtido a partir de óleo vegetal produzido com soja, amendoim, dendê, girassol, pinha, etc. Pois não deu outra: já tem muito ‘esperto’ adicionando óleo de soja ao diesel e quase destruindo a bomba injetora do seu motor.

 

O biodiesel é obtido a partir do óleo vegetal, mas esse é submetido a um processo químico (chamado de transesterificação) para retirar a glicerina presente nos oleaginosos. É exatamente essa glicerina que provoca enormes estragos no tanque, na tubulação, na bomba injetora, nos bicos e até dentro do motor.

 

O Brasil desenvolve os mais importantes projetos de combustíveis alternativos do mundo. Mas o governo deve prestar atenção e reforçar a fiscalização, pois o país vem se revelando também campeão mundial das trapaças e espertezas ‘energéticas’.



Escrito por SALSFI às 23h44
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