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Mario Menel, presidente da ABIAPE: participação depende de mudanças nas regras dos leilões de energia
A construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira, principal projeto do governo para livrar o país de um apagão nos próximos anos, está prestes a ganhar novos candidatos: um grupo de pesos-pesados da indústria brasileira pretende entrar no negócio com até um terço do capital necessário. Essa participação pode chegar a R$ 6,5 bilhões ou R$ 7 bilhões, levando em consideração o custo total das obras, estimado em cerca de R$ 20 bilhões.


Os novos pretendentes fazem parte da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), que reúne 11 empresas de grande porte, como Votorantim, Vale do Rio Doce, CSN, Alcoa e Gerdau. A intenção de participar da licitação do Complexo Madeira, prevista pelo governo para o primeiro trimestre de 2007, será comunicada nos próximos dias, em reuniões da entidade com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman.


O porte das usinas de Santo Antônio (3.150 megawatts) e Jirau (3.300 MW) exige uma abrangente engenharia financeira, capitaneada até agora pelo consórcio Furnas-Odebrecht, responsável pelos estudos de viabilidade da obra e único candidato declarado para arrematar a concessão. Ambos buscam parceiros para ampliar o consórcio, que deverá ter participação mista: privada (51%) e estatal (49%).


Escrito por SALSFI às 04h21
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   PRECISA-SE DE ENERGIA

Projeto do Madeira atrai autoprodutor
Daniel Rittner - 12/12/2006

 


Mario Menel, presidente da ABIAPE: participação depende de mudanças nas regras dos leilões de energia
A construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira, principal projeto do governo para livrar o país de um apagão nos próximos anos, está prestes a ganhar novos candidatos: um grupo de pesos-pesados da indústria brasileira pretende entrar no negócio com até um terço do capital necessário. Essa participação pode chegar a R$ 6,5 bilhões ou R$ 7 bilhões, levando em consideração o custo total das obras, estimado em cerca de R$ 20 bilhões.


Os novos pretendentes fazem parte da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), que reúne 11 empresas de grande porte, como Votorantim, Vale do Rio Doce, CSN, Alcoa e Gerdau. A intenção de participar da licitação do Complexo Madeira, prevista pelo governo para o primeiro trimestre de 2007, será comunicada nos próximos dias, em reuniões da entidade com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman.


O porte das usinas de Santo Antônio (3.150 megawatts) e Jirau (3.300 MW) exige uma abrangente engenharia financeira, capitaneada até agora pelo consórcio Furnas-Odebrecht, responsável pelos estudos de viabilidade da obra e único candidato declarado para arrematar a concessão. Ambos buscam parceiros para ampliar o consórcio, que deverá ter participação mista: privada (51%) e estatal (49%).


Preferencialmente, a idéia das empresas reunidas na Abiape é aliar-se ao consórcio existente, afirma o diretor-presidente da entidade, Mário Luiz Menel Cunha. Se não forem bem-vindas, entretanto, as indústrias estão dispostas a formar um novo consórcio, desde que encontrem parceiros interessados em financiar os dois terços restantes do investimento. Para Menel, ter uma estatal como aliada no projeto é fundamental. "Num empreendimento desse porte, é importante ter um parceiro público para superar eventuais resistências políticas", avalia o executivo.


O interesse das indústrias nas usinas do Madeira está na possibilidade de usar a energia futura para consumo próprio. Os associados da Abiape são considerados eletrointensivos. Para algumas empresas, a energia elétrica representa até 30% dos seus custos de produção. Elas já geram mais de 4.100 MW por conta própria e querem aumentar o auto-fornecimento. No entanto, uma pré-condição para o aporte de recursos no complexo hidrelétrico é a mudança de algumas regras presentes nos últimos leilões de energia que, segundo a Abiape, inviabilizam novos investimentos em autoprodução.


O principal pedido de alteração envolve o teto, no marco regulatório do setor, de 70% para a participação dos auto-produtores em novos empreendimentos energéticos. Os demais 30% devem ir necessariamente para o atendimento do mercado cativo, via distribuidoras de energia.


Para a Abiape, não há problema nenhum com essa proporção, mas sim com o fato de que a parte da geração de eletricidade destinada ao mercado cativo, no ambiente de contratação regulada, acaba sendo subsidiada pelos auto-produtores. De acordo com simulações da entidade, hidrelétricas licitadas no ano passado, como Passo São João (RS), ficam inviáveis com a regra atual.


A concessão da usina foi arrematada pelo preço de R$ 108,04 por megawatt-hora (MWh). Se os auto-produtores ficassem com 70% da energia gerada, teriam que pagar R$ 119,18/MWh, como forma de compensar os demais investidores no negócio, já que destinam uma parte da geração para consumo próprio. Ou seja, o empreendimento fica inviável do ponto de vista da auto-produção. "Estamos vendo uma possibilidade clara de ajudar o governo a viabilizar o projeto do Madeira, mas queremos energia competitiva", assinala Menel.


Outro importante tema a ser tratado com Rondeau e Kelman, como pré-condição à entrada das indústrias no complexo hidrelétrico, é a mudança nos procedimentos de formação de sociedades de propósito específico (SPE). Pelas regras atuais, a entrada de auto-produtores em novas usinas gera inscrição comercial e CGC diferentes, impedindo o consumo próprio. Como são pessoas jurídicas diferentes, caracteriza-se uma relação comercial entre duas empresas, que passam a pagar tributos e encargos. Perde-se a vantagem, portanto, da auto-produção.


Menel aponta Vale, Votorantim, CSN e Samarco como as principais associadas da Abiape com interesse nas usinas do Madeira, mas ressalta que a decisão de levar ao governo a intenção de participar do projeto foi aprovada pelo conselho da entidade. "Dinheiro não nos falta, o que falta são condições ideais para investir", frisa Menel.


A Odebrecht informou que, como ainda não tem conhecimento oficial da proposta, preferia não se manifestar sobre o interesse das indústrias. A empreiteira negocia parcerias com a Alstom, Voith Siemens e VA Tech para ampliar o consórcio do Madeira, pelo lado do setor privado.


Escrito por SALSFI às 04h04
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A CRISE NOS AEROPORTOS

 

Salvador Sícoli Filho -23/11/06

Da série: Um executivo em rota de pânico.

(publicado parcialmente em Valor Econômico de 4/12//06)

 

AEROPORTO I

 

Aeroportos transformados em dormitórios, executivos como joguetes ao sabor do acaso e de celular e raiva em punhos, o desrespeito aos milhões de usuários, e a face esdrúxula da incompetência de um governo que não sabe de nada e não é responsável por nada.

 

Também o prolixo e ultrapassado ministro da Defesa não sabia de nada. Vagava como sonâmbulo nos corredores de um ministério até que foi acordado pelo acidente do vôo 1907.

 

Por que não vai para a casa o vetusto senhor?

 

Por que o presidente tão afeito a futebol, não descobre que a goleada impiedosa e vexatória imposta a nós usuários de aeroportos, reclama que seja imediatamente destituído o técnico desse time perdedor?!

 

AEROPORTO II

 

A cada vez que se vê na televisão o ministro da Defesa, mais se tem certeza de como estamos indefesos na mão de incompetentes e inconseqüentes. Mas o exemplo vem de cima: se o presidente não sabia de nada para contrapor  fatos incontestes, todos os seus auxiliares têm o direito de dizer o mesmo. Só que estamos tratando a incompetência com candura enquanto milhares de vidas são postas em risco e milhões de usuários submetidos a provações inadmissíveis. O retrato que se pinta nos aeroportos do país torna-se um quadro dantesco para propagar ao mundo a imagem de um país de despautérios. O que faz no ministério o senhor Pires?

 

AEROPORTO III

 

Um civil recalcado com o regime militar foi colocado para gerir a pasta da Defesa como se ela fosse um simples artefato a ornar, sem nenhum compromisso maior.

O sr. Pires, político decadente, com um currículo de berros contra o regime e exílio justo para o tamanho da sua incompetência retorna nas asas do funeral da Varig a que em vida não compareceu. Sempre omisso – e o exemplo vem de cima – reaparece agora na administração da crise dos controladores.

E tem o governo o desplante de mantê-lo em cena e mais ainda, de achar que civis sindicalistas resolverão o problema da falta de disciplina dos controladores. Se os controladores erraram no caso fatídico que ceifou 154 preciosas vidas, deve-se chamá-los às falas. Quem recorre a atestados médicos para fugir de responsabilidades duras não tem condições de brio íntimo para tamanha tarefa de zelar pela segurança de pessoas. Quem recorre ao “não sabia”, “não fui informado”, deveria sentir pejo de querer se manter de pijamas num cargo para leões de sunga e com garras para reverter o caos. A permanência do sr. Pires na Defesa é um ultraje à humilhações impostas a milhares de passageiros atônitos e um atestado da incompetência governamental.

Engenheiro/Financista/Consultor de Empresas/Usuário do Perigoso Espaço Aéreo no Quadrilátero das Bermudas.

 



Escrito por SALSFI às 10h06
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