SALSIFI INVESTMENTS
  

AUMENTOS EM CAUSA PRÓPRIA.

 

Salvador Sícoli Filho - 23/11/06

 

Esperança de juízo nos homens públicos é definitivamente mercadoria escassa no país.

 

Sublimados os escândalos com a esterilização dos rufiões pelas eleições, repicam agora os sinos da insanidade na mixórdia das autopromoções.

Políticos e juízes se juntam para se auto-premiar com salários e ajudas de custo exorbitante. Deve ser este o tal do esforço concentrado.

 

Enquanto trabalhadores qualificados suam a camisa em jornadas estafantes para arrancarem uma reposição de 3% de inflação e mais uma produtividade que nunca ultrapassa 2%, nossos áulicos, com a desfaçatez dos que soletram o idioma único da hipocrisia e do oportunismo, promovem a si mesmos aumentos cavalares e acintosos.

 

Qual a produtividade dos mesmos?

 

A se ver como atuou o congresso sem legislar durante períodos inteiros e a justiça lenta, dúbia e elitista, fica a certeza de que vivenciamos realmente a nebulosa era da insensatez e do cinismo

Escrito por SALSFI às 00h37
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Vale estuda construção de planta de minério de ferro em Omã


18/11/2006 


A Companhia Vale do Rio Doce vai conduzir um estudo de viabilidade para lançamento de uma planta com capacidade de 7,5 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro no porto de Sohar, em Omã, de acordo com comunicado divulgado neste sábado.

O porto industrial de Sohar (SIPC, na sigla em inglês) afirmou no comunicado que um memorando de entendimento foi assinado para a elaboração do estudo e que a Vale iria fornecer a matéria-prima para a unidade.

"Se as partes decidirem prosseguir com o projeto, o SIPC espera que este processo fortaleça ainda mais a área de metais do porto", informou o comunicado.

A autoridade portuária não informou o valor do projeto, mas disse que espera o início das operações a partir de 2010.

O SIPC, que opera o porto industrial do Golfo Árabe, é uma joint venture entre o governo de Omã e o porto de Roterdã.



Escrito por SALSFI às 05h42
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A BAIXA DO SAPATEIRO

 

Os equívocos da política econômica estão à mostra e dando exemplos. O que falta é humildade para admiti-los, lideranças para alertá-los, coragem e sabedoria para corrigi-los.

 

Salvador Sícoli Filho – 19/11/06

 

Não há nenhum executivo com mais 40 anos que não tenha se enternecido e ambicionado para si ao ver na vitrine os modelos da Samello. Arte pura, aconchego máximo nos pés que pareciam flutuar ao seu agasalho. Caros para iniciantes, sedução para adultos abonados.

 

O desenlace da marca é o crepúsculo de um setor que vem desamparado em queda vertical e sem freios à vista.

A concorrência chinesa, não para as grifes, mas para o setor, repisa também nos têxteis, desfiam o novelo da política do laissez-faire que, escudada por benefícios estampados na pujança e competência de nossas grandes múltis, ressalta os perigosos descompassos da falta de controladores no vôo cego de um país sem coordenação.

 

O planejamento e a gestão pública do país estão, de há muito, acéfalos.

 

Era inevitável que os setores de mão de obra intensiva com atividades em rota de colisão com os sinos, iriam se despedaçar.



Escrito por SALSFI às 05h10
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   ADEUS SAMELLO, OS CALOS DA ECONOMIA

 

O pior cego é o que não quer ver, e o governo, desamparado pelo despreparo de seus principais formuladores, não quis enxergar a trajetória fatídica de juros extremamente elevados em tempos demasiados longos. Adicionada a liberalidade indecente na atração fatal dos investidores estrangeiros de oportunidades, com a histeria dos novos-ricos de mandar embora o FMI, trocando seus juros baratos e mantendo nas raias do absurdo o inclemente despautério de rolagem da dívida interna sempre crescente, produziu-se uma moeda ficticiamente forte que ceifou de vez a rentabilidade de um sem-número de pequenos exportadores.

 

Atraímos bancos e mandamos embora a nossa poupança que irá fazer investimentos no exterior, porque temos uma carga tributária que faria Tiradentes se arrepender de ter oferecido por tão pouco o pescoço magro, o câmbio continua em busca da arca do dilúvio e o nosso Banco Central, sem nenhuma imaginação, quer manter forte uma moeda fraca e sem benchmark consentâneo sequer com seus vizinhos mais próximos - (na Argentina um dólar correspondia a 3,06 pesos) - que lhe mostram o caminho das pedras, mas preferimos imitar os chineses acumulando reservas em moeda fraca para ajudar a rolar o monumental déficit americano.

 

Já disse que Kafka se contorceria no túmulo com tamanhos absurdos, mas ainda temos Friedman de cabelo em pé, quando subindo aos céus viu o que aqui acontecia, e piscou o olho para Nietszche na crônica anunciada da destruição.

 

Os formuladores são sindicalizados e aprontam a química do caos, enquanto bem ao lado, Argentina e Chile nos dão lições que solenemente ignoramos preferindo a amálgama imprudente com os reis dos lero-leros. Somos eternos adeptos das adaptações, do jeitinho e do trejeito espúrio de varrer nossas mazelas e a incompetência para embaixo do tapete.

 

Há quatro anos contei a piada em voga então na Argentina e nada como o tempo para avaliar nossas ações: Kirchner fez lá o que o Lula-lá não fez “acá”. E não adiantar a tática do menosprezo: deu certo.

 

A Argentina “renegociou” a dívida, os banqueiros choraram e o mundo continuou a girar com a Recoleta regurgitando: os portenhos há quatro anos crescem a mais de 7% a.a e desmistificando a síntese de que era sob bases aviltadas, ressurge independente, embora com problemas que o crescimento lhe proporcionou: a deficiência da matriz energética para fazer o dueto com esse incremento no PIB. (nada mais parecido com o que nos reserva nosso apagão sempre adiado pela falta de crescimento)

 

A baixa do sapateiro nos dá uma lição revivida da incúria do abandono do planejamento público como ferramenta vital para a governança do país.



Escrito por SALSFI às 05h09
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   A QUEBRA DA SAMELLO

 

Um sistema de metas de inflação não pode ser regido por um maestro estrábico que privilegia um setor em detrimento do todo econômico. Mantendo os bancos em uma redoma, aumentando a carga tributária, ancorando a inflação em níveis abaixo da presunção de equilíbrio e, sobretudo, da possibilidade de maximização de resultados que induzirão a melhoria nos indicadores mais impactantes, como o crescimento do PIB, a geração de empregos nos setores empregadores de mão de obra de baixa qualificação e a diminuição da vulnerabilidade interna da dívida, instituindo e instruindo negociadores para sua melhor deglutição, seja por renegociação mesmo, seja por alongamento e deixando a insensatez de colecionar reservas em moedas fracas, mas dinamizando a repartição das mesmas a partir do nível atual para patamares mais adequados à alta liquidez internacional e cortando parte do endividamento interno este sim com taxas de extorsão, evitaremos que o tiro no sapato seja o retrato de corpo inteiro da incompetência que grassa no país.

 

Não é preciso calçar sandálias da humildade para se comover os votos de leitores incautos, mas requer-se como premissa básica a auto-reflexão humilde de atores ilustres, porém, afastados da realidade. Só esta penitência poderá impedir a repetição da saga e o drama na baixa dos sapateiros de Franca onde o número de empregados no setor caiu 40% de 2004 para agora e passando de 24 mil para 14 mil operários.

 

Multiplique-se pelos outros setores abandonados pelo planejamento público do país e chegar-se-á porque o país está impedido de crescer.

 

Os calos estão crescendo e a liderança forte de que precisávamos não está á vista com a semana eivada de empecilhos sem solução: entraves às grandes hidrelétricas do rio Madeira, greve de controladores de vôo, as nossas grandes múltis extorquidas pela carga tributária e pelo câmbio indo implantar projetos em sítios de além-mares, turismo em crise, escândalos esquecidos embora o maior deles, a crise de competência, continue circulando impunemente e de pires na mão.

 

E para esta crise não há defesa.

 

Estamos atirando contra o próprio sapato.



Escrito por SALSFI às 05h07
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