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   Artigos especiais

Eu me indigno, tu te indignas

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa


Não sei se vou ser original, mas essa reunião em casa do Ministro Gilberto Passos Gil Moreira me lembrou os anos 60, quando freqüentar o Pizzaiolo, o Jangadeiros ou o Zeppelin, era tomar posição contra muitas das coisas que aconteciam em nosso país. Foi bom enquanto durou, mas a gente amadurece, envelhece, o mundo gira, a Lusitana roda... 


Hugo Carvana fez um filme sensacional sobre essa época, “Bar Esperança”. Recomendo aos que não sofrem do fígado. Cinema é a maior diversão!


Foi por essa época que surgiu a expressão ‘esquerda festiva’. Roberto Campos cunhou uma deliciosa definição para esse termo: "É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola..."  


Não é fenômeno brasileiro. A França também tem sua esquerda festiva, que por sinal tem um nome ótimo: esquerda-caviar. Laurent Joffrin, escritor e jornalista francês, diretor de redação do “Nouvel Observateur”, define assim esse grupo: « uma falsa esquerda, que diz o que deve ser feito, mas não faz o que diz, uma tribo de Tartufos, descompromissada, que ama o povo mas que toma muito cuidado para não compartilhar de sua sina ». 


Ao ler o noticiário sobre o jantar que o Ministro da Cultura ofereceu ao candidato do PT, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrei-me dessas duas felizes definiçoes. Essa lembrança foi enfatizada ao ler as 11 cartas de leitores no Globo de ontem, 24 de agosto, todos pelo menos espantados com as declarações dos intelectuais Paulo Betti, Wagner Tiso e José de Abreu. 


Na reportagem sobre esse animado festim, publicada em 23 de agosto, no mesmo jornal, li que o senhor Wagner Tiso, abordado por um jornalista, declarou: « Não estou preocupado com ética no PT ou com qualquer tipo de ética. Para mim isso não interessa. Eu acho que o PT fez um jogo que tem que fazer para governar o país, entendeu ? » E, ao ser perguntado se não estava decepcionado com o governo, acrescentou : « Costumo dizer que estou indignado com os indignados ».


No dia seguinte, ontem, ele enviou uma carta tentando contextualizar suas declarações da véspera. Não sei se convenceu alguém. A mim não me convenceu.


Não foram dele as declarações mais entusiasmadas, não. Os dois atores foram muito mais veementes. Mas não me decepcionaram. Já o compositor de « Coração de Estudante », esse me deixou triste. Não por sua lealdade ao Presidente Lula. Nem mesmo por seu amor ao PT. Gosto não se discute. Mas, ao falar o que falou, ele acusou seus amigos petistas de falta de ética e de provocar indignação! Logo ele ? O autor do ‘nosso’ hino? Isso lá é papel de amigo ?


Na verdade, como que a provocar o compositor, a indignação anda em alta. Um comentarista aqui de nosso blog escreveu que « as declarações dos artistas Paulo Betti e Wagner Tiso, de que a ética não deve existir no Brasil, me aliviam. 

Peças de teatro com o ator, somente com carteirinha de estudante falsificada (vou providenciar a minha).

 

E músicas do compositor somente em MP3 ou CD pirata”. Está vendo, senhor Tiso? Ainda tem quem leve a sério certos valores... antiquados, o senhor diria?

 
Sei que as pesquisas já consideram o candidato do PT reeleito. Mas isso não vai apagar o sentimento de frustração, de desolação, de indignação, de uma camada importante da população. Muitas pessoas, das mais variadas extrações sociais, ainda levam a sério a tal de vergonha na cara, nome popular da tão falada e tão vilipendiada ética. E têm as mais curiosas reações. Nós, cariocas, estamos vibrando com as decisões tomadas pelo Tribunal Eleitoral de nosso Estado. Pilantra de carteirinha, mensaleiro, sanguessuga, saúva, pelo menos aqui no Estado do Rio de Janeiro, não vai poder se candidatar! 


O nosso TRE mostrou que também está indignado ! Não é motivo de orgulho? 



Escrito por SALSFI às 00h40
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   Trechos de Carta publicada em Valor Econômico

Eleições 2006

Eliana Cardoso 31/08/2006

A sorte dos candidatos presidenciais no Brasil parece ligada às variações do câmbio. O câmbio valorizado teria servido de pivô à eleição de FHC em 1994 e em 1998. A desvalorização cambial teria contribuído para a derrota do partido do governo em 2002. E a valorização de 2006 deve reeleger Lula em outubro. Se assim é, a sorte dos candidatos depende do câmbio. Que por sua vez depende do risco-Brasil. Que por seu turno segue o risco dos títulos de alta rentabilidade das corporações americanas.

A relação é clara. Mas muitos analistas atribuíram a subida do risco-Brasil em 2002 ao medo do candidato do PT, que teria assustado os investidores. O susto, entretanto, foi pura coincidência. A queda de 500 pontos percentuais em agosto de 2002 (quando Lula prometeu honrar o acordo com o FMI) e a alta acima de 2.400 pontos (quando as prévias eleitorais passaram a indicar a vitória de Lula) corresponderam exatamente a oscilações do spread dos títulos das corporações americanas.

Uma análise paralela colocaria em dúvida a explicação de que a queda do risco-Brasil depois das eleições se deveu a decisões do novo presidente. Pois, a partir de 2003, a redução do risco Brasil coincidiu outra vez com a do risco dos títulos de alta rentabilidade das empresas norte-americanas.

E assim foi que os bons ventos externos determinaram o sucesso do governo Lula, mesmo quando se considera que o respeito ao superávit primário possa ter contribuído para os resultados positivos. A queda do risco-país graças ao excesso de liquidez internacional apreciou o câmbio e permitiu reestruturar a dívida pública com redução da dívida dolarizada. E para completar o milagre, quatro anos de prosperidade mundial impulsionaram a demanda por nossas exportações.

A conseqüência é que Lula enfrenta a reeleição com a economia em melhor condição do que aquela de quatro anos atrás. Em 2006 teremos uma dívida pública externa inferior a 10% do PIB e menor do que as reservas internacionais. Um saldo comercial de US$ 40 bilhões. Uma conta corrente positiva. Uma inflação abaixo da meta.

Mas no que dependeu da administração interna, nem tudo são rosas. O nó fiscal continua sem solução. Os impostos são cada vez mais altos e desiguais. A dívida interna, que ainda representa 70% do PIB, permanece de curto prazo e indexada à Selic. A taxa de juros real é alta e as reformas estão paradas.

Discurso de coroinha de Alckmin não impressiona

Mas o aumento do salário real e a redução do preço da cesta básica deram algum conforto à população de baixa renda. A valorização cambial, a deflação dos preços dos alimentos, o aumento do salário mínimo e a ampliação da cobertura do Bolsa Família produziram um cenário favorável ao presidente, em particular nas regiões Norte e Nordeste.

A esses, outros elementos se somam para favorecer a reeleição. A população mais pobre se identifica com Lula, enquanto a fraqueza da campanha plastificada de Geraldo Alckmin e seu discurso de coroinha não impressionam o eleitor. A pressão popular faz com que candidatos da oposição, em defesa da própria eleição, demonstrem mais simpatia por Lula do que pelo candidato do PSDB. Por outro lado, Alckmin também sofre porque São Paulo é seu cartão de visitas e freqüenta o noticiário como a terra onde o PCC impera.

Portanto, não deveria ser surpresa que as pesquisas de intenção de voto indiquem a vitória de Lula no primeiro turno. Como não? Não é ele o chefe de um governo devastado por um imenso escândalo de corrupção? A oposição não denunciou os escândalos? Não criou Comissões Parlamentares de Inquérito? Não protestou?

A explicação mais comum e menos convincente para a falta de resultado das denúncias da oposição é a de que as classes menos instruídas estão desinformadas. Razão mais forte seria a falta de credibilidade da oposição, como ilustra a carta do consultor Salvador Sícoli Filho:

"Cara Eliana, (...) o PSDB é um partido acovardado. Deveria ter lutado para promover o impeachment de um impostor, mas preferiu proteger um mineiro com rabo preso (...) Reina a escuridão no país transformado em terra sem lei. Impera a falta de seriedade, o desrespeito à palavra, a inversão de valores (...) O grande partido do Brasil é o PCC. Manda, desmanda e nos prende em casa, reféns do medo de balas perdidas, de achaques no trânsito, de seqüestros-relâmpagos (...) Você já imaginou um banqueiro que não soubesse que seus diretores burlaram o fisco? Ou um gerente de empresa privada a dar tapinhas nas costas do chefe depois de promover um desfalque no almoxarifado do escritório de vendas? O presidente faz blague. Não sabe, mente, prevarica e não há políticos que o apeiem do poder (...) O meu protesto - e o de meus filhos, ex-mulheres e legiões de Brancaleones - será não comparecer às eleições. Vestidos de preto pagaremos em juízo a multa eleitoral (...) Não voto em honesto desconhecido ou esperto impune. Voto a favor da restauração da ordem nesse país de famintos amordaçados por esmolas."

A indignação manifesta na carta do leitor contrapõe-se à reclamação do ex-presidente Fernando Henrique de que "o Brasil parece anestesiado, perdeu a capacidade de se indignar" ("Estado de S. Paulo", 26/8). Mas é verdade que a retórica da carta, que segue o modelo de Carlos Lacerda como pedia o ex-presidente, não serve aos propósitos da oposição, pois se volta contra todos os políticos.

O que responder ao leitor? O PSDB foi pouco agressivo, não por covardia, mas por cálculo político e temor do isolamento e da acusação de golpista? Talvez. Mas agora o que importa é respeitar as instituições e votar. Precaver-se contra os riscos representados pela eleição de um presidente descolado do sistema partidário. A eleição de dois governadores fortes do PSDB em S.Paulo e Minas Gerais pode impedir tentações "chavistas" de constituintes, plebiscitos e controle da mídia.

Eliana Cardoso é economista e escreve às quintas-feiras



Escrito por SALSFI às 00h12
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