SALSIFI INVESTMENTS
   iINVESTIMENTOS DA VALE EM 2006

CVRD

Investimentos atingem US$ 4,6 bilhões em 2006

O Conselho de Administração da Companhia Vale do Rio Doce aprovou o orçamento de investimento para 2006 no valor de US$ 4,626 bilhões, o mais elevado de sua história. A Vale inicia neste ano o desenvolvimento de novos projetos que, nos próximos anos, ampliarão sua capacidade de produção de minério de ferro, pelotas, bauxita, alumina, cobre e níquel, consistente com seu plano estratégico, que prioriza o crescimento orgânico como alavanca de criação de valor. Serão realizados ainda dispêndios significativos na infra-estrutura de logística e energia elétrica destinada a suportar as atividades de mineração.

Os projetos, que estão previstos para entrar em operação entre 2006 e 2009, adicionarão consideráveis fontes de crescimento à geração de valor para os acionistas. Ao mesmo tempo, a execução desses projetos concorre para criação de dezenas de milhares de empregos em diversas regiões brasileiras, em especial em comunidades onde são   limitadas as oportunidades de mobilidade econômica e social. Em 2006, a Vale irá gerar diretamente cerca de 136 mil postos de trabalho, o que representa aumento de 16,2% sobre o ano passado.

Na indústria do aço, área que a Vale procura atrair investimentos, fomentando e contribuindo com o desenvolvimento da indústria siderúrgica brasileira, estão previstos dois projetos, com investimento total estimado em US$ 2,8 bilhões durante os próximos três anos, que produzirão efeitos econômicos e sociais relevantes nas regiões em que se localizarão, Ceará e Rio de Janeiro.

Serão investidos US$ 3,558 bilhões em crescimento orgânico, correspondentes a 77% do investimento total programado. Isto compreende US$ 3,067 bilhões em projetos de novas minas e plantas (projetos greenfield) e expansão da capacidade de ativos já existentes (projetos brownfield).

São US$ 491 milhões dedicados à pesquisa e desenvolvimento (P&D), cujos objetivos básicos são a descoberta de novas jazidas minerais e a viabilização do desenvolvimento de depósitos identificados anteriormente. Os restantes US$ 1,068 bilhão serão alocados em investimentos destinados à sustentação das operações existentes.

Os negócios com minerais ferrosos receberão investimentos de US$ 2,118 bilhões, os negócios de alumínio receberão17% dos dispêndios total, o mesmo percentual destinado será à área de serviços de logística, enquanto os minerais não ferrosos terão 9%.

O investimento previsto para 2006 apresenta elevação de 37,6%, US$ 1,265 bilhão, em relação ao realizado no ano passado, com a exclusão da aquisição da Canico. A aquisição de 99,2% do capital da Canico, juntamente com o Projeto do Vermelho, permitirá que a Vale ingresse no negócio de níquel como importante produtor global.

A Vale desenvolvendo o país

Ao longo dos últimos cinco anos a Vale investiu US$ 10,5 bilhões. Nesse período diversos projetos foram concluídos, como as novas minas de minério de ferro de Fábrica Nova e Capão Xavier e de cobre do Sossego, a pelotizadora de São Luis, expansões de capacidade de produção de minério de ferro de Carajás para 70 milhões de toneladas anuais, da mina de potássio de Taquari Vassouras, de bauxita em Trombetas e da refinaria de alumina da Alunorte, a conversão da planta de ligas de Mo I Rana, a construção das usinas hidrelétricas de Funil, Porto Estrela, Candonga e Aimorés e do píer III do terminal marítimo de Ponta de Madeira.

Investimentos em logística aumentaram significativamente a capacidade de movimentação de carga das ferrovias – Carajás, FCA e Vitória a Minas – e ocorreram incrementos de capacidade de produção de minério de ferro no Sistema Sul, manganês, ferro ligas e alumínio primário, derivados da execução de projetos brownfield.

O investimento nacional de US$ 4,396 bilhões posiciona novamente a Vale como a empresa privada que mais investe no Brasil.



Escrito por SALSFI às 22h00
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   Artigo Especial

O andaime e a cruz

Mauro Santayana  01/02/06

Ao visitar o grande canteiro de obras de Brasília, Raymond Cartier, do Paris-Match, resumiu a grandeza do projeto em um parágrafo curto. Cito-o de memória: A catedral é uma cruz de madeira, sobre tábuas soltas. O grande jornalista francês, conhecido pelo seu humanismo e pela força do texto, descreveu um sonho. Brasília era um sonho que se concretizava. O andaime e - sobre ele - a cruz.

Ontem, há 50 anos, Juscelino assumia a Presidência da República, depois de meses tumultuados. Em agosto de 1954, acossado pelos inimigos internos e externos, Getúlio atirara contra o coração. Em outubro de 1955, o mineiro era eleito. Poucos dias antes do pleito, Lacerda dizia, em artigo que expunha o ódio dos conservadores, e que cito também de memória: A dupla Ku e Jo não pode ser eleita. Se eleita, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar. Eleita ''a dupla'' - Juscelino Kubitschek e João Goulart - tentou-se o golpe em 11 de novembro, frustrado pela resistência política da Câmara e pela reação militar de Lott e Denys. Não era um homem que assumia a Presidência da República. Era uma vontade. Juscelino não conhecia economia, não conhecia profundamente história, nem se aprofundara nas doutrinas governamentais de seu tempo. Era médico, e os médicos costumam pensar organicamente. Sua visão é a da vida em um corpo concreto, com o funcionamento simultâneo das glândulas e órgãos. Por isso, conforme sempre confessou, não se sentia atraído pela vida parlamentar. Gostava de intervir na realidade, a fim de melhorá-la. E o fizera, nos dois cargos executivos que desempenhara antes, o de prefeito de Belo Horizonte e de governador de Minas.

Havia em Juscelino uma coisa que parece rara em nossos dias: o sentimento de nação. Ele acreditava no Brasil e em seu povo. Embora convivesse, desde que se formou, com as elites de Minas, ele se dava melhor com a gente simples do povo, e com a modesta classe média, de que viera. Ele amava a vida, e a sua fama de sedutor é procedente. Ele sabia como conquistar não só as mulheres, o que não deixa de ser virtude, mas também correligionários. Uma conversa com Juscelino quebrava os preconceitos políticos mais arraigados.

Os adversários invejavam sua capacidade de encantar as massas, de se confrontar com a hostilidade da grande imprensa conservadora, e de mobilizar equipes e multidões, na tarefa de levar o Brasil adiante. Juscelino podia sofrer nas reflexões solitárias, mas se mostrava ao povo como homem alegre, otimista, entusiasmado - e a alegria, como disseram outros, é a coisa mais séria da vida.Há economistas - sempre economistas - que contestam hoje seus êxitos, debitando-lhe a crise que se seguiu. Há outros que mostram o contrário. Conforme Carlos Alberto Teixeira, editor da Revista Econômica Mercosul, Juscelino, ao assumir, encontrou uma inflação anual de 19,2%, medida de acordo com o IGP-DI, e a deixou em 30,9%. Foi um aumento substancial, no curso de cinco anos, mas longe, bem longe, do que ocorreu mais tarde - e se tratou do preço pago pelo extraordinário desenvolvimento que se seguiu. A dívida externa era de 3,42% e cresceu para 4,08% do PIB no final de seu mandato. Hoje é de 28,78% do PIB. A dívida pública federal era de 1% do PIB, e hoje representa 51%: um aumento de 50, nestes 50 anos. O salário mínimo real - ou seja, o seu poder de compra - correspondeu, em 1959, a R$ 561,54 de hoje. Durante os cinco anos de seu governo, a média anual de crescimento foi de 8,10% ao ano - 25% mais elevada do que a do crescimento do resto do mundo. A construção de Brasília, em valores de hoje, foi de US$ 40 bilhões, ou seja, um quarto do que pagamos de juros somente no ano passado. No governo passado, todas as estatais criadas por JK foram entregues aos privados na bacia das almas. E a dívida interna aumentou 11 vezes

A crise que se seguiu foi política, e se refletiu na economia. O senhor Jânio Quadros não soube governar, tentou o golpe, e devolveu o Brasil à crise institucional que Juscelino domara. Juscelino foi apenas um homem comum, obstinado no exercício de singular virtude: a do amor ao Brasil e a seu povo.

 



Escrito por SALSFI às 23h00
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