SALSIFI INVESTMENTS
   CAMPEIA A HIPOCRISIA

O SIMULACRO QUE DESTRÓI O FALSO MITO

 

SALVADOR SÍCOLI FILHO – 02/08/05

 

 A grande questão que se debate é como sair-se do imbróglio criado.desde que o Sr. Roberto Jefferson - à imagem e semelhança de Pedro Collor há treze anos passado -, destampou os fétidos arquivos embolorados pela cumplicidade e o compadrio de dezenas de políticos de hombridade duvidosa. Fala-se em conluio para neutralizar e amenizar as punições. Fora de questão, é pura desfaçatez dos lorpas de sempre: Severino e suas orquestrações despudoradas, típico e duplo exemplo da anomalia genética de uma infeliz safra temporã de políticos sem princípios. O país perde precioso tempo, enquanto se armam no horizonte as nuvens negras que precedem as grandes tempestades.

 

Não há como contemporizar e muito menos postergar o desfecho. Temos lamentavelmente para a democracia que não soubemos cultivar, possibilidades sombrias a nos perseguir. Seremos capazes de restaurar os escombros da surrealista arremetida dos bucaneiros do poder. O assalto a mão armada perpetrado com a audácia dos covardes. Nas sombras dos corredores palacianos e sob as vistas das autoridades que entronizamos pelo voto e que à nossa revelia e traiçoeiramente nos apunhalaram.

 

O funesto e irretorquível resultado traceja vetores trágicos. E não há aqui que argüirem-se pesquisas fraudulentas como tudo o que se assenta nessa psicopata incursão a qualquer custo pela subjugação de biltres a chacinar a esperança de tolos e desvalidos. Se estes acreditaram no improvável milagre de serem gerenciados por aqueles que nunca o fizeram sequer para carrinhos de mão de obras inacabadas ou fundiram seu voto no torno do ilusionista precocemente aposentado, candidataram-se ao manicômio consentido de um país rico de potencialidades e absolutamente órfão de lideranças políticas dignas.

 

O congresso ascende à casta dos lupanares onde se esvai acesa a luz vermelha dos prostíbulos dos homens de terno preto. Ao invés de luminares temos mentores de liminares, de negociatas e cultores do discurso sorrateiro que vai parir a promiscuidade anencéfala entre a corrupção e a omissão dos ditosos bundas que prevaricam à custa da  casta inculta da população desinformada. 

 

Não temos líderes, nem homens probos. Temos aproveitadores e oportunistas. Congresso como isto que aí está é arremedo de uma figuração esotérica. Ao invés de legislarem com a sua sapiência encerada com a estultícia da arrogância, dedicam-se a tramarem a grandes negociatas. Os néscios da camarilha descobrem somente depois de consumada a traição o tamanho do corno. E passam a dedicar-se à tarefa extemporânea de julgarem a si mesmos e a cupinchas da mesma repartição. O non sense é infernal. O ministro da Justiça arquiteta a fraude do dinheiro para campanha para transformar o assalto em crime eleitoral. Deputados e senadores negam envolvimento e Buñuel, Kafka, revoltam-se com o surrealismo que lhes humilha tamanha é a sordidez, desfaçatez e cinismo. E para complementar a canalhice. O presidente faz o boi sonso que viaja de avião a jato. Não conhece mais companheiros de décadas. Não é mais presidente de honra, nem dirigente do partido e do governo. Então o que é. Um psicótico deslumbrado com tendenciosa dislexia ocupacional que só quer sorver o fruto do botim dos subordinados. E os políticos querem acoitar essa sordidez.



Escrito por SALSFI às 17h21
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   A CASA ONDE IMPERA O CINISMO

PUNIÇÃO JÁ

 

Salvador Sícoli Filho - 02/08/05

 

O congresso brasileiro e seu dirigente maior merecem sem nenhuma postergação a pena capital pelos fatos públicos e notórios e que por isto mesmo não precisam de mais provas nem de mais delongas. O país que atingiu estabilidade e pequeno crescimento pelo suor de seus empresários e trabalhadores ordeiros (pequeno crescimento devido ao cabresto criminoso e mentiroso dos juros de agiota patrocinado pelos lobbies dos bancos que compraram as consciências e as teorias malversadas do sistema de metas de inflação).

 

Fique claro que nem este governo e nem o anterior através de seus medíocres políticos e dirigentes, inclusive alguns medalhões que de há muito deveriam ter sido alijados da vida pública por defenderem interesses escusos ou por omissão, como alguns veteranos que não poderiam de forma alguma não enxergar ou desconhecer tamanho e descomunal saque nas coisas públicas. Nenhuma desses políticos gerou um átimo por cento de contribuição para o crescimento e o bem estar da população.

 

Esta é a grande  e irrefutável verdade.

 

Com a descomunal e inavaliável dimensão do rombo da corrupção nas casas-mãe da democracia, o Congresso e o Presidente deveriam em primeiro lugar vir a público pedir desculpas à população. Em segundo lugar deveriam renunciar por improbidade, por incapacidade administrativa, por omissão ou por estarem desprovidos de lucidez para determinar as conseqüências do crime hediondo que cometeram contra a população. É preciso restaurar os princípios éticos na política. È preciso ensinar ao presidente o que é ética para que ele não desqualifique impunemente 180 milhões de brasileiros que certamente não cometeram os crimes de responsabilidade nos quais está incurso.

 

O congresso não merece audiência. Merece a implosão para que dos escombros se refaça do zero todo o arcabouço de uma nova geração de políticos e de governantes. Os partidos políticos se auto-exterminaram, conspurcando as instituições e a eleição de um incapaz falastrão só comprovou o imenso subdesenvolvimento de um povo por única e exclusiva culpa de atores de filmes pornográficos que se instalaram no poder.

 

O presidente é o produtor do dilúvio que se aproxima graças aos delúbios que introduziu. O guerrilheiro é um apócrifo documento forjado no cinismo doentio do enosimaniaco e deste maior representante. O médico, o charlatão que continua engrupindo jovens economistas pseudo-suficientes de bancos como fez na prefeitura do interior. Se os juros caírem como vão sobreviver?

 

E a imprensa deve parar de tergiversar. O presidente sabe sim de tudo e a tudo decide. E os cinco milhões da Gamecorp doados à participação acionária do sábio filho Gates do torneiro foi só a entrada da família amiga de longa data, como um preâmbulo para a mudança da LGT e que talvez tenha sido atropelada pela crise. O BNDES precisa parar de seguir a loucura paranóica do presidente de mandar emprestar dinheiro para a o metrô da Venezuela enquanto os nossos se entopem de morcegos de verdade a tecer o simulacro da provinciana vocação para o ator de triste ópera bufa que enoja e revolta os cidadãos brasileiros pensantes.

 

Congressistas e Presidente. Corruptos ou omissos: Tenham vergonha do escabroso quadro que pintaram. Renunciem todos. Demitam-se antes que o povo se dê conta da lúgubre verdade.

 



Escrito por SALSFI às 17h19
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