SALSIFI INVESTMENTS
  

DIA DE PESADAS REALIZAÇÕES NA BOVESPA

Tempo quente na Bolsa: Com a notícia de o City Group destronaria da administração de recursos o Opportunity de Daniel Dantas foi o estopim para fazer explodir os preços da Brasil Telecom. A holding subiu 23% 3 a operacional 13%.

Em balada de tresloucada subida a NET disparou alucinadamente com mais de 13% de alta, fazendo a festa dos especuladores.Motivo: renegociação de debêntures com credores.

As siderúrgicas na contra mão andaram, até que enfim, apanhando um pouco com destaques mais uma vez para Usiminas, CSN e a Gerdau. Amanhã a queda pode ser maior pois o setor de há muito aspira só a altas.

É preciso realizar.

Salvador Sícoli Filho



Escrito por SALSFI às 23h24
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   DEU NO JB

'Coisas do Brasil'

JB 09/03/05

Não tem passado despercebido a extraordinária acuidade dos artigos de Alexandre Carauta. O interessante e trágico contraponto estabelecido pelo mesmo em 02/03/05 na pág A2 do JB - Compromissos de Campanha - revela a face igualmente perversa que conduz hoje a nossa cínica classe política. À palavra dada, esmera-se o presidente por acaso do Congresso por cumprir no apaniguamento de seus pares ávidos por maiores proventos. De outro lado, nosso histriônico presidente, ainda acobertado por parte da mídia, falta ileso com a palavra empenhada com seus 53 milhões de plácidos eleitores, a maioria dos quais candidamente ainda não se apercebeu do engodo de que foram vítimas.
Salvador Sícoli Filho, Rio de Janeiro



Escrito por SALSFI às 23h12
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CARTAS A ELIANA  CARDOSO

 

Vitória, 26 de fevereiro de 2005.

 

 

Estimada Senhora,

 

 

Não segui seus conselhos de tornar-me mais ameno, nem sequer de moderar o meu radical comportamento (é muito difícil ser generoso ante o Festival de Mediocridades que assalta o país e muito particularmente os políticos e autoridades da Ilha da Fantasia chamada Brasília). Não fui ouvir música como seu doce recado e literalmente dancei.

 

Radical foi o meu acidente ciclístico que me fez recolher-me à minha insignificância. Hoje mesmo começo a escrever meu “Diário de uma Bicicleta” bem mais modesto e sem ter visto seu artigo de quinta passada, 17/02/05 que tantos elogios vi na secção “Cartas” de Valor.

 

E pior ainda. Depois de ler e recortar com carinho e espátula dinamarquesa seu artigo “Da Cor do Pecado” que a coloca em outro patamar em artigos das inatingíveis antologias de economista ímpar,  deparo-me com a estupefata tragédia que Emerenciana, a energúmena diarista que me atende aos sábados,  recolheu o recorte tão esmerado e irretocável aos escombros dos descartáveis.

 

Isto posto e humildemente, este admirador da sua dialética tão acertada, e hoje em fase de reclusão devido ao insólito acidente de percurso, vem de lhe solicitar uma cópia do mesmo por imprescindível em meus estudos de candidato a salvador da Pátria e antes que o tsunami que vem da Ásia espirre em nossas parcas esperanças de continuar a crescer com tantas incongruências na direção da política econômica. Se cresce a retirada de recursos aplicados em dólar e em Treasures pelos tigres há uma desvalorização latente nos céus de brigadeiro que esculpem os áulicos da dissimulação a tentar aqui valorizar o câmbio.

 

Há sombras no horizonte em meio a tanta exuberância. Sobretudo porque constato que também a entrevista do Prof. Delfim que eu iria comentar no aspecto de ambição de metas, também me foi levada às trevas pela mentecapta.

 

Para que não me torne um assassino da desastrada profissional que merece a 232, rogo-lhe obter uma cópia deste seu irrepreensível artigo. Com tantas antas velhas na Academia, estamos diante de uma economista que saboreia novelas e engrandece a elegância de escrever. Ainda que temas áridos e conflituosos.

 

Cordiais saudações.

 

SALVADOR SÍCOLI FILHO



Escrito por SALSFI às 21h01
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CARTA À ECONOMISTA ELIANA CARDOSO

 

SALVADOR SÍCOLI FILHO 13/02/05

 

 

Prezada Senhora Economista,

 

 

Você citou Camões. A sua elegância no texto é fascinante. Quanta classe e tranqüilidade para falar de temas tão prolixos pela própria insensibilidade daqueles que hoje deveriam ter a sabedoria para conduzir o país. A velha e surrada máxima “cada povo tem o governo que merece” parece criação absolutamente nacional. Parafraseio de novo Rousset para dizer “que há algo de estranho nessa euforia” governamental.

 

Ou ressuscitando o velho filósofo romano Sêneca, ídolo de meu finado e italiano pai, “que não sabe o rumo do vento não irá a bom porto”. Quem nos governa? Quem é o nosso timoneiro?

Elegemos como timoneiro um especialista em sindicalismo, mas o Brasil é uma grande multinacional que carece de um executivo de envergadura, não um especialista em megafone e chefe de torcida de fanáticos, de desiludidos ou de ingênuos.

 

Depois de um certo tempo cansa e não dá para ser paciente. Quando a reunião resvala para a inconseqüência é preciso esmurrar a mesa e por ordem no salão.

 

Essa grande multinacional, chamada Brasil foi levada a esse  endividamento grotesco. Quando vendemos nossas grandes empresas estatais a partir da Usiminas, o mote era a redução do déficit público, expressão monstruosa que pesava como crime para os governantes de então. Venderíamos nossos elefantes brancos com dentes de ouro que valiam o resgate de toda a nossa dívida externa. Vendemos todas as nossas jóias da Coroa. Salvamos espanhóis da falência nas telecomunicações, na área de energia, e até nos bancos os reestruturamos a partir da doação do Banespa ao Santander. A dívida externa no entanto decuplicou.

 

Os gastos do setor público, fantasma de outrora que enfeitiçou falsos mitos alentados pelo desencanto do povo como o caçador de marajás, tem seu contraponto hoje - supremo castigo - naquele que era triturado pelo outro e investe sem parcimônia no restabelecimento do caos e da mediocridade.

 

A máquina está inchada e infla a cada dia com os apadrinhamentos de ocasião e de conveniência. Nunca se viu na história contemporânea uma malta de ministros mais desqualificados e ineptos, uma horda de incompetentes sendo guindada a dirigir nossas melhores empresas e órgãos. O caso da gigantesca Petrobrás, que a todos atropela com a sua eficiência de maior detentora de tecnologia “off-shore” em águas profundas do mundo e mesmo assim enxerta sumidades do nada na sua Diretoria. Enquanto a produção cai por conta da falta de comando, para falar a linguagem impositiva dos executivos de primeira linha, é atropelada pela demora em se resolver a compra das novas plataformas.

 

Na área de Energia nada poderia ser pior. A ministra estuda, estuda modelos com a morosidade própria das poetisas das tartarugas no atol das rocas, onde se encontra com a PHD em Meio Ambiente, a rezar orações pedindo inspiração para debelar o caos da lerdeza das licenças ambientais.



Escrito por SALSFI às 20h47
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   CARTA ARTIGO A ELIANA CARDOSO

O GOVERNO ESTÁ SEMPRE VIAJANDO... SEMPRE EM OUTRA GALÁXIA

 

SALVADOR SÍCOLI FILHO  02/03/05

 

Enquanto o Presidente viaja – desculpe-me a expressão a paciência se esvai – Porra o Sr. Inácio bateu o recorde do insuperável Sr.Cardoso. Perdoe-me de novo a citação em vão do seu estimado sobrenome: pois afinal de há muito sou seu fã, embora só agora revelado, mas faço com a rudeza crua dos old-fashioned patriotas que hoje têm a auréola de dejà-vu, mas que existem, existem. Embora alguns hesitem faz-se mister lamentar.

 

Mas nem cabe aqui falar, já que estou trilhando o atalho da bifurcação, uma espécie de transversabilidade portenha que sempre me confundiu e cismo em corrigir, não cabe, repito, falar que além de despreparados como o Ministro Médico da Fazenda, um exímio declamador dos textos deixados por Armínio (grande cabeça, excepcional economista, só que trabalha para o outro lado ou seja, os banqueiros internacionais, daí ao presença do nosso homem blindado no BC), ou de guerrilheiros do jogo do bicho, das loterias, dos bingos e outras sumidades atreladas ao Sr. Inácio.

 

O Sistema de Metas de Inflação, entronizado pelo Sr. Armínio que o importou da Nova Zelândia para tupiniquização e serventia dos bancos. Foi introduzido para fazer o gáudio de operadores espertos e alguns mais coroados foram por isto mesmo incrustados no BC, como homens de mercado.

 

Peço desculpas de novo. Primeiro porque me lembrei do Sr. Cardoso que foi o introdutor da falsa premissa que deveria ter no BC um homem de mercado. Um homem de mercado sim. Pero, uma peluda raposa, evidentemente não. E homem refinado e vaidoso não quis nunca voltar atrás. Deu no que deu. Em meus últimos artigos falei que são 69 meses da cantilena do Sistema de Metas. São 49 meses. Quem me corrigiu foi uma jovem economista de banco, admiradora da minha velhice jovial, que por e.mail disse que a troca de números não revela a senilidade precoce, mas pode significar anseios frustrados. Não entendi, Mas vou entregar o caso para a minha psicanalista predileta, a francesa Marie Christine Lasnick, a estou por recorrer desde que me ocorreu o divórcio.

 

Voltando ao tema principal – a política monetária – I’m so sorry. That´s a joke. Puro engodo de 49 meses protegendo o sistema financeiro e engordando o caixa dos bancos e solapando as últimas reservas do setor produtivo e das pessoas físicas. Depois de aniquilada a classe média, partem agora para aniquilar os aposentados com o tão combatido, como contra face da ação do Banco Central e que, na verdade, é a investida sobre o último filão não extorquido pelos Bancos. E pasme-se nesse circuito atuavam bancos de atacado, pequenos, e bancos de andares de edifícios. Se estavam ganhando dinheiro ou se empanturravam de devedores judiados por seus juros de agiota, não se sabe. Mas são empréstimos seguríssimos e sem risco. O sujeito recebe seu mirrado provento e é tentado pela devastadora mídia dos bancos que lobos em pele de cordeiros, oferecem-lhes facilidades e juros baixos. É a reedição do golpe bancário dos cartões de crédito para as classes C e D. Exaurida a classe média, vamos arrasar os pobres e oprimidos. E o governo do fanfarrão Sr. Inácio embarca em mais uma viagem, esta rumo á destruição do tecido social.



Escrito por SALSFI às 20h39
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   CARTA ARTIGO A ELIANA CARDOSO

FALTAM CABEÇAS PENSANTES E CRÍTICAS À POLÍTICA MONETÁRIA DIVORCIADA DA NECESSIDADE DE CRESCIMENTO

 

Não há cabeças pensantes no Governo e atingimos o que há de pior. As elites estão calmas porque dá para se locupletar. Então locupletemo-nos todos? Absolutamente não dá para ser brasileiro assim.

 

O Sistema de Metas é um engodo. A política monetária é uma fantasia e o pedido de autonomia do BC uma ridícula farsa. O BC e seu COPOM, agem como cupim. Montam suas casamatas e aniquilam todos os incautos. Nossa mídia econômica não existe. Nossos melhores jornalistas cooptados pelos bancos. Na imprensa só economistas do setor bancário têm vez. Nós representantes das empresas do setor produtivo não temos espaço.

 

As falácias imperam sobre a verdade e no país campeia impunemente a inversão de valores. Daí a destruição dos valores e a marginalidade transformando cidades maravilhosas em covil de malfeitores que comandam e são o verdadeiro poder constituído. O governo federal assiste a tudo em seu “dolce far niente” e para distrair seu deslumbramento compra um avião moderno, último tipo, enquanto soçobram nossas empresas aéreas. Não existem metas e nem gol nos salvaria.

 

 Enquanto isto vem por aí mais uma semana de especulações nos derivativos de juros, Mas os nossos bancos não precisam de swap ou hedge. É emergencial a “Swat and Jails” para os desatinos dos juros agióticos alavancados pela taxa básica.

 

Bancos no mundo todo são agentes de fomento e não croupiers de cassinos de Punta Del Leste, ou emprestadores de dinheiro das nossas praças centrais. Devem financiar a produção e não se encastelarem em títulos do governo tendo em troca ganho garantido que transferem lucros do Tesouro para suas tesourarias e praticarem juros que fazem corar os agiotas de outras gerações e que não se fazem como antigamente.

 

Prezada Eliana,

 

Acabei não falando sobre a Política Monetária e sua critica aos que, como eu, inaudito e amordaçado inimigo, criticam o Copom.

 

A minha crítica não é contra o Sistema de Metas em si mesmo. E sim como as premissas estão assentadas e que, pela ignorância dos energúmenos que fazem figuração no governo não enxergam o que é pior: que foi montado um sistema que virou alcunha se não houver unidade de pensamento e comando firme. A meta não é ambiciosa, se forem estudados os meios e consolidados uniformemente os conceitos em cada compartimento de governo e para estabelecimento de procedimentos que partindo do governo atinjam todos os agentes. Sempre cito em minhas conversas e debates o francês Blaise Pascal e seu Sistema de Vasos Comunicantes que no século XV orientava a Europa. Na economia normal e de mercado, esse sistema deve imperar e propiciar a distribuição dos recursos para que se gere e igualmente se reproduza e flua pelos canais da irrigação, a frutificação das riquezas.

 

No Brasil do século XXI, estamos sob o império dos bancos. Esses bancos que só com tarifas conseguem fazer face às despesas com pessoal e encargos.  Esses bancos que mantêm os melhores tributaristas fiscais do país e que são especialistas em elisão fiscal.



Escrito por SALSFI às 20h25
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   CARTA ARTIGO A ELIANA CARDOSO

BALANÇO DOS BANCOS

 

Senhora Analista,

 

Audite um balanço de bancos e descubra as maravilhas que os tornam os menores contribuintes desse país de devedores que contribuirão com R$ 150 milhões só para pagamento de juros da dívida gerada e tratada a Pão de Ló por Armínios, Fernandos, Dirceu, Pallocis, Inácios e outras sinecuras.

 

Eu economista me confesso ter saudades de um correto e bom contador. Vamos parar de gastar. De remunerar vagabundos como os que transitam pelo Congresso e pelo Planalto. È preciso viver de acordo com nossas posses e não ser agentes de outras empresas ou empreitadas em prol do próprio bolso.

 

Encontrei um hacker que entrou no meu modesto e indefeso computador apagando por diversas vezes o que havia escrito. Na ânsia de escrever, acabei produzindo não o artigo que queria, mas, um desabafo.

 

Mesmo assim vou lhe enviar antes que um mal estar com o “status quo” me liquide o estado aqui.

 

Agradeço ter me respondido, ainda que de modo sucinto e elegante.

 

Admiro as mulheres elegantes. Se inteligentes então me derreto. Escuso-me exatamente pela falta de elegância minha, já que tolhido pelos anos, professo a profissão da impaciência diante da mediocridade que assola o país. Ainda não consegui perder a capacidade de me indignar. Penso que os mais jovens deveriam fazê-lo. Mas como diante de tanto mau exemplo vindo de cima?

 

Continue escrevendo bem. De quando em vez me acene e serás  bem-vinda. Sempre.

 

Saudações,

 

SALVADOR SÍCOLI FILHO



Escrito por SALSFI às 20h22
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   BNDES versus TAXA SELIC

OS EQUÍVOCOS DO BNDES E DA TAXA SELIC DE JUROS 

 

 

SALVADOR SÍCOLI FILHO    01/03/05

 

 

“O artigo do ilustre presidente do IBMEC resvala para o non sense ao atribuir ao BNDES como privilégio emprestar com taxas palatáveis em confronto á essência da política monetária e a soberania absoluta da infalível Taxa Selic das reuniões mensais do BC para arbitragem das Metas de Inflação. Pode se concluir que o BC está acima do bem e do mal, ou seja há 49 meses acerta e que sua taxa não é esotérica (por esotérica – expressão minha em sucessivos artigos a Gazeta Mercantil e, 2001, 2002 e 2003 - entenda-se “ mais do que ambiciosa segundo Delfim” e fruto da digressão paranóica de algum membro do Copom, já que como o samba da Conceição, se subiu ninguém tasca ninguém ruiu e os operadores sorriem) é fixada após investigação criteriosa de todos os índices econômicos aqui e lá fora e por consultores abalizados que traçam as perspectivas futuras endógenas e exógenas, montando em seguida vários cenários para as diversas composições. Isto é o que deveria ser feito. Mas indubitavelmente não é. O cenário é armado com as conveniências dos bancos sempre para realçar o fantasma da inflação. Existente ou não. Potencial ou fictícia.

 

O BC é governado pelos bancos e a presença de executivos pinçados em estabelecimentos privados é um atentado a sua isenção operacional. Este é o ponto.

 

Mas se o BC estivesse certo, porque os lucros só vão para os bancos e em proporções cada vez mais gigantescas? Porque são juros de agiotas e os spreads, obscenos.

 

Não são as taxas do BNDES que estão baixas ou favorecidas. É a taxa Selic é que é hedionda e fixada grotesca e covardemente, pois o BC está refém dos bancos. O ilustre presidente do Ibmec, como entidade que deveria patrocinar o crescimento, a pulverização e a utilização do mercado de capitais, deveria isto sim criticar o direcionamento – por razões ignoradas – de grande massa de recursos para grandes empresas e projetos ao invés de majoritariamente patrocinar as pequenas e médias que inquestionavelmente alavancam muito maior quantidade de empregos, ponto crucial e abandonado ao Deus dará pelo governo social dos dois últimos governantes. As grandes empresas ou grupos como a Petrobrás, a Gerdau, a CST (Arcelor), Aracruz, etc e até a AES e Eletropaulos, têm o mercado de capitais, o próprio float, os recebíveis, o mercado financeiro externo. Críticas sim deveriam ser feitas à comodidade do BNDES em emprestar às grandes corporações ao invés de induzi-las a buscar lá fora os recursos que sobram diante da atual liquidez internacional. O banco quer mostra ao distinto público o incremento de seus empréstimos e, sobretudo, não correr riscos. (metas que deverão ser agravadas agora com a ascensão de sumidades petistas como seu presidente letárgico e amanteigado) (isto deve ser área de outro ícone de ouro deste jornal – Vera Saavedra)



Escrito por SALSFI às 19h49
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   Sobre Artigo de Cláudio Haddad

Isto o Sr. Cláudio Haddad não tocou.

Se quis tocar na incongruência e conflitos de política monetária vis-à-vis à gastança pública, ao inchaço da máquina, ociosidade e inoperância de políticos travestidos de executivos e de ministros, e outra mazelas fermentadas pelo atual governo, não o fez.

 

Se o seu intuito foi continuar o beija-mão à esperta política do BC para entronizar os lucros bancários e erigir cotas mais elevadas na barragem do crescimento, deve-se concordar que o uísque está entrando pela porta dos fundos. Mas levando-se em conta o percentual ínfimo reportado ao PIB que é destinado ao financiamento das empresas e das pessoas, teme-se que o produto utilizado em sua festa foi falsificado e o artigo é despropositado para dizer o mínimo.

 

O BC sim, está embriagado com a continuidade do patrocínio da orgia dos juros que anestesiam o crescimento.

 

Ao invés de descambar e enxotar pela porta dos fundos a falta de inventividade dos áulicos e blindados do BC, incapazes de promover soluções inteligentes para a armadilha que impuseram ao país e aos contribuintes, o ilustre detentor do precioso espaço opta pelo elogio ao ócio da falta de imaginação do Banco Central (falar de falta de imaginação do governo é bater em cachorro morto – o governo não existe e a convulsão social do país à matraca demonstra isto) quando deveria contribuir para arregimentar novas aberturas de capital e a promover o que lhe compete. Só se vêm fechamentos de capital e isto faz parte de seu escopo combater.

 

Não cabem louvações públicas para a falta de imaginação acobertada pela falta de crítica que aniquila o país, sempre perdendo o bonde da oportunidade.

 

Ao primeiro espirro da China, dos EUA, ou corrida dos coreanos e congêneres asiáticos do dólar e dos Treasures, estará feita a verdadeira festa.

E nesta não haverá espaço para uísque.

 

SALVADOR SÍCOLI FILHO

 

Engenheiro

Financista

Econometrista

Consultor de Empresas

Escritor

Ombudsman

Crítico de Artes em Montparnasse

Ciclista acidentado em Vitória – ES e que por isto ando escrevendo de mau humor.

Fã de carteirinhas das Moças de Valor



Escrito por SALSFI às 19h08
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CARTAS A VALOR ECONÔMICO

 

Em 01/03/05

 

Estimadas Editoras,

 

Mais um ponto para as mulheres.

 

Como observador atento da cena econômica, e desalentado ombudsman da política contemporânea, permito-me de novo a uma digressão sobre as razões que nos impelem ao caos e ao non sense na administração governamental.

 

Por falta absoluta de tempo, escrevo em correria e o magnífico artigo de Cláudia Safatle - um primor de 20/02/05 - "Selic e TJLP: os impulsos se anulam?", que gostaria de elogiar, vai ser comentado por mim depois - se viver - mas diante de tanta estultícia analítica do ilustre presidente do Ibmec, no artigo de sexta, dia 25/02/05 “É preciso fechar o granaduto”, privilegio a crítica a este no confronto com a polidez de Cláudia, malgrado o Sr.Levy.

 

Peço que publiquem um trecho no que for publicável, já que o assunto merece ser pautado pelas habilidosas editoras que cada vez mais me deixam com o queixo caído, tamanha a competência e calma  com que vêm tratando os despautérios atuais, estampados em seus editoriais e artigos. (desculpem-me a petulância: se ainda não critiquei é porque estão ótimos)

 

Mas vamos ao que interessa repito, pois o artigo a reparar é recente e inverossímil – 25, 26, 27/05 – “É preciso fechar o granaduto

 

OS EQUÍVOCOS DO BNDES E OS DA FIXAÇÃO DA TAXA SELIC



Escrito por SALSFI às 18h58
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