SALSIFI INVESTMENTS
   OBRAS DE ARTE - CARLOS BRACHER

iCARLOS BRACHER

 

 



Escrito por SALSFI às 16h06
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Dilma, Lula, Zé Dirceu, PMDB, vocês não tem mais o que fazer, não, p…?", protesta Fábio Jr

Por Redação Yahoo! Brasil 

Reprodução/Multishow

Com uma bandeira do Brasil enrolada em seus ombros e no palco do maior evento produzido para brasileiros em Nova York (EUA), o Brazilian Day, o cantor Fábio Júnior protestou. Focado em críticas ao governo e à corrupção, usou até termos chulos para se expressar.

Tudo começou no meio de sua apresentação, quando o cantor se enrolou com a bandeira e questionou sobre os dizeres dela — Ordem e Progresso. Afirmou, então, que a situação do Brasil havia transformado o lema nacional em “Desordem e roubalheira”. Ainda completou afirmando que “é uma quadrilha”, em referência ao governo.

“Tenho o maior orgulho de vestir essa bandeira, mas às vezes eu tenho vergonha alheia, sabe? De ver nossos governantes lá… Todo mundo roubando, todo mundo metendo a mão e eu querendo ser brasileiro, querendo agradecer onde eu nasci, o país que eu acredito”, completou ele aos gritos de “sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor" que vinham da plateia.

Ao perceber as manifestações positivas da plateia ao seu discurso, o cantor passou a ser mais específico e atacar mais diretamente o atual governo e o PT, partido da presidente Dilma Roussef e do ex-presidente Lula. O ex-mandatário, inclusive, foi alvo de críticas severas de Fabio Júnior, que citou até o dedo mindinho perdido por Lula em um acidente de trabalho.

“Dilma, Lula, Zé Dirceu, PMDB, vocês não tem mais o que fazer, não, p…? Vocês sabem onde está aquele dedinho que o Lula perdeu, né? Onde é que ele enfiou, né? No nosso!”, exclamou o cantor, dessa vez sob gritos ofensivos e vaias à presidente Dilma.

O show de Fabio Junior — tal qual todo o evento — estava sendo transmitido ao vivo para o Brasil por meio do MultiShow, canal a cabo do grupo Globo. Após todo o desabafo, que durou quase três minutos, o cantor ainda terminou seu discurso em tom de lamento.

“E dói para caramba. É uma pena, uma judiação. Um país como o Brasil, um povo bacana para caramba, do bem, e a gente ser tão sacaneado”, encerrou ele.

Assista ao vídeo:

 

 



Escrito por SALSFI às 15h50
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Ex-presidente da Eletronucelar e mais 13 viram réus da Lava Jato

 

03 Setembro 2015 | 16:01

Juiz Sérgio Moro aceita denúncia criminal contra almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, por corrupção; processo é o primeiro fora da Petrobrás após delação de executivos

 

Othon Luiz. Foto: Alaor Filho/AE

Atualizada às 17h26

Por Julia Affonso, Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

O juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira, 3, denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, sua filha Ana Cristina da Silva Toniolo, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, o ex-presidente da empreiteira Rogério Nora de Sá, o executivo da empresa Flávio David Barra, contra sócios da Engevix Engenharia  e mais 7 investigados. Othon Luiz está preso desde o dia 28 de julho, quando foi deflagrada a Operação Radioatividade, desdobramento da Lava Jato. Este processo é o primeiro fora da Petrobrás após delação de executivos.

“O caso é um desdobramento dos crimes de cartel, ajuste de licitação e propinas no âmbito da Petrobrás, sendo identificadas provas, em cognição sumária, de que as mesmas empresas, com similar modus operandi, estariam agindo em outros contratos com a Administração Pública, aqui especificamente na Eletrobrás Termonuclear S/A – Eletronuclear”, afirmou Moro. “A conexão entre os crimes é óbvia, já que o mesmo cartel de empreiteiras que teria atuado na Petrobrás, estaria atuando na Eletronuclear praticando crimes similares.”

A ÍNTEGRA DA DECISÃO DE MORO

LEIA A ÍNTEGRA DA DENÚNCIA

O almirante é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço à investigação. Ele teria recebido R$ 4,5 milhões em propinas nas obras de Angra 3. Os pagamentos, segundo a força-tarefa da Lava Jato, foram realizados por empresas intermediárias para a Aratec Engenharia, controlada pelo almirante e por sua filha, Ana Cristina Toniolo. Segundo a Procuradoria da República, essas empresas seriam a CG Impex (posteriormente CG Consultoria), JNobre, Deutschebras e Link Projetos.

“Supervenientemente, a própria acusada Ana Toniolo, representante da Aratec, confirmou, alterando seu depoimento anterior, que os contratos e notas fiscais da Aratec com a CG Consultoria, JNobre, Deutschebras e Link Projetos seriam fraudulentos. Embora não tenha atribuído os repasses à propina, reforça, em princípio, a tese da acusação, faltando até o momento a demonstração de que os repasses, amparados em documentos fraudulentos, teriam possível causa lícita”, afirma Moro em sua decisão.

‘Os contratos vinham prontos’, diz filha de almirante da Eletronuclear

As contas secretas do almirante da Eletronuclear em Luxemburgo

O magistrado não aceitou parte da denúncia contra Gérson Almada, um dos executivos ligados à Engevix. “Quanto à Gerson Almada, vice-presidente da Engevix, entendo que, apesar de ser provável que tivesse conhecimento do esquema fraudulento, faltam melhores elementos a justificar a justa causa em relação a ele, observando que, diferentemente do que ocorre com a Andrade Gutierrez, os contratos da Engevix com a Eletronuclear são expressivos, mas não bilionários. Como Gerson Almada aparentemente estava mais vinculado à área de óleo e gás, tanto assim que denunciado na ação penal, entendo faltar, quanto a ele, no momento justa causa para o recebimento da denúncia e sem prejuízo de retomada se surgirem novas provas.”

Moro vê plágio em ‘traduções’ de empresa do almirante da Eletronuclear

 



Escrito por SALSFI às 15h45
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CASA DE TOLERÂNCIA – EDIÇÃO 2014

 

Giuseppe Brandoni – 03/12/14

 

A Casa de Tolerância se nega a fazer o impeachment da incapaz, da incompetente, mentirosa contumaz antes e depois das eleições, que prevarica e que agora está comprando os ladrões do congresso por R$ 444 milhões com emendas propinísticas.

O Supremo virou antro de meretrizes que se amasiam e mandam soltar qualquer vagabundo. Então se temos três poderes vagabundos, só tem um jeito: intervenção já.

Como em 1964 aonde a podridão não chegava a um milésimo da atual. E com a classe média saindo às ruas e pedindo providências aos militares.

É uma falta de vergonha total que até agora ninguém na imprensa, no congresso e nas ruas não se envergonhe de ser brasileiro. Roubam bilhões e não acontece nada. Que merda de país é este?

Têm a hipocrisia criminosa de dizer que não provas como o fizeram no mensalão. No mensalão não havia delação premiada. Que arrependimento e que elegância bandida dos ruralistas do Rural com Marcos Valério à frente. Até o final não colocou o capo di tutti i capi no pedestal dos chefes da gangue. Até quando?

Mas e agora?

Sobram provas.

Mas o congresso de crápulas com o homem do implante capilar pago com  o dinheiro do povo continua solto. Deveria ter o cabelo arrancado pelos alagoanos responsáveis por essa figura ridícula. Fugiu da cassação por causa do escândalo com a amante e esses eleitores do subdesenvolvido nordeste de famintos, o colocou de novo no poder eleito por congressistas de terceiro mundo e paridos na corrupção.

Ninguém vai preso?  Quem vai prender o Renan, Jucás, Teoris e outras centenas de sem vergonhas que infestam Brasília?

Cadê o imposto de renda de Lula e de seu filho?

Por esse impostor ainda não foi preso e continua a ser ouvido por imbecis da imprensa?

E os empresários corruptos que moldaram esse impostor para servir de veículo para suas falcatruas. Entenderam agora o que eu vinha dizendo?! Entronizaram o Inácio que de comandante de carros de som e trombeteador pelo traseiro foi  estimulado e produzido por empresários que se locupletaram na corrupção desenfreada e ainda pegaram dinheiro de  bancos oficiais a taxas privilegiadas mas que alguns teimam em não honrar.

Pobre país.

 

 

Fizeram do iletrado presidente para ser arauto da era da corrupção. E o cara ainda está solto e continua falando pelo traseiro se julgando oráculo do saber enquanto os estrangeiros e os verdadeiros sábios arrepiam com suas petulância ignorante.

Que merda de Supremo é esse?

Sai daí Carmen Lúcia...

Não foi isto que o honrado Itamar te ensinou. Te demite desse tribunal de fantoches, de faz de conta, de vendilhões  e de medíocres. Que passam o tempo meditando para ver se conseguem alguma brecha para livrar os calhordas que assaltaram o país.

Saudades dos honrados que enobreceram essa outrora instituição de respeito que abrigava os mais notáveis juristas do país. Os que ainda estão devem estar enojados com o que acontece hoje.

O Brasil é hoje o superlativo máximo em ultraje à decência.

Não dá para escrever mais.

Não mais para tratar com castas palavras  e liturgia os que deveriam ser os representantes e exemplos para o povo.

A fraude e o dinheiro sujo colocaram no poder a mais espúria ralé de maus caráter de todos os tempos.

Congresso de rapinas, abutres e meretrizes.

O povo tem duas escolhas e os jornalistas também: ou impeachment ou intervenção militar.

Sem água, sem luz e sem vergonha o Brasil, pela fraude de dirigentes medíocres, incompetentes e venais é um paizinho de merdas que vai sucumbir pela sua própria falta de caráter e por causa da incompetência e ignorância de um povo medíocre que assiste calado e resignado à destruição de seu saqueado país.

Basta de palavras.

Que alguém acione os botões e faça despertar a imensa vergonha que é hoje ser brasileiro.

Os políticos e os poderes dinamitaram o país com sua safadeza, sua ânsia de dinheiro fácil e prostituído.

Que se destruam esses cancros.

Que o povo deixe de ser ignorante e acorde desse pesadelo e que marche contra essa ilha de safadeza chamada Brasília onde num planalto se reúne a fina flor espúria de lorpas, meretrizes e assaltantes dos cofres públicas.

 

Chega...

texto

 Escrito por Giuse Brandoni às 02h17 [(0) Comente] [envie esta mensagem]



E.mails provam que Lula e Dilma poderiam ter interrompido o Propinoduto!


 O Brasil é hoje o superlativo máximo em ultraje à decência.

Não dá para escrever mais.

Congresso de rapinas, abutres e meretrizes.

O povo tem duas escolhas e os jornalistas também: ou impeachment ou intervenção militar.


Sem água, sem luz e sem vergonha o Brasil é um paizinho de merdas que vai sucumbir pela sua própria falta de caráter e por causa da incompetência

 e ignorância de um povo medíocre que assiste calado e resignado à destruição de seu saqueado país.

Basta de palavras.

Que alguém acione os botões e faça despertar a imensa vergonha que é hoje ser brasileiro.



Os políticos e os poderes dinamitaram o país com sua safadeza, sua ânsia de dinheiro fácil e prostituído.

Que se destruam esses cancros.

Que o povo deixe de ser ignorante e acorde desse pesadelo e que marchem contra essa ilha de safadeza chamada Brasília onde num planalto se reúne a fina flor espúria de lorpas, meretrizes e assaltantes dos cofres públicas.


 



Escrito por SALSFI às 00h20
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   Petrolão

VEJA A ÍNTEGRA DA DECISÃO DA JUSTIÇA FEDERAL QUE MANDOU PRENDER OS ALVOS DA OPERAÇÃO JUÍZO FINAL

VEJA TAMBÉM
- Cronologia – As etapas da Operação Lava Jato
- PF inclui nome do operador do PMDB na Petrobrás em lista de procurados 

COM A PALAVRA, A DEFESA:

Abaixo, as notas divulgadas pelas empreiteiras sobre as prisões desta sexta, a Galvão Engenharia não retornou os contatos da reportagem

“A OAS informa que foram prestados todos os esclarecimentos solicitados e dado acesso às informações e documentos requeridos pela Polícia Federal, em visita à sua sede em São Paulo. A empresa está à inteira disposição das autoridades e vai continuar colaborando no que for necessário para as investigações.”

“A Queiroz Galvão reitera que todas as suas atividades e contratos seguem rigorosamente a legislação em vigor e está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários.”

“A Polícia Federal esteve hoje (14/11) no escritório da Odebrecht no Rio de Janeiro para cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos, expedido no âmbito das investigações sobre supostos crimes cometidos por ex-diretor da Petrobras. A equipe foi recebida na empresa e obteve todo o auxílio para acessar qualquer documento ou informação buscada.

A Odebrecht reafirma que está inteiramente à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sempre que necessário.”

“A UTC colabora desde o início das investigações e continuará à disposição das autoridades para prestar as informações necessárias.”

O criminalista Fábio Semantob Tofic, que representa a Engevix, chamou de “presunções absurdas e genéricas os fundamentos da ordem de prisão” dos executivos. “Coloca-se todos os investigados na mesma vala comum, sem especificar a situação de cada qual, quando diz que pode haver ameaças à testemunha ou que os investigados podem deixar o país. Estão colocando todos numa mesma situação, mas a situação de um é diferente da situação do outro.”

Para Tofic, “se as empresas quisessem obstruir as investigações teriam feito isso nos últimos seis ou sete meses”.
“É uma investigação pública e não se apresenta um único elemento que tenha contribuído para atrapalhar essa apuração”, observa Tofic.

 

 



Escrito por SALSFI às 22h17
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   Petrolão - continuação da Lista

7. Dalton dos Santos Avancini (empresa Camargo Corrêa), Diretor-Presidente da Camargo Corrêa Construções e Participações S.A., São Paulo, SP

8. OTTO GARRIDO SPARENBERG (empresa IESA), Diretor de Operações da IESA ÓLEO & GÁS S.A., Rio de Janeiro/RJ

9. VALDIR LIMA CARREIRO (empresa IESA), Diretor Presidente da IESA ÓLEO & GÁS S.A., Pinhais/PR

10. JAYME ALVES DE OLIVEIRA FILHO, Rio de Janeiro/RJ,

11. ADARICO NEGROMONTE FILHO, São Paulo/SP,

12. JOSÉ ALDEMÁRIO PINHEIRO FILHO (empresa OAS), presidente da OAS, São Paulo/SP

13. RICARDO RIBEIRO PESSOA (empresa UTC), presidente da UTC Participações S.A., São Paulo/SP

14. WALMIR PINHEIRO SANTANA (empresa UTC), responsável pela UTC Participações S.A., São Paulo/SP

15. CARLOS ALBERTO DA COSTA SILVA, São Paulo/SP (endereço comercial),

16. OTHON ZANOIDE DE MORAES FILHO (empresa Queiroz Galvão), Diretor-geral de desenvolvimento comercial da Vital Engenharia, empresa do Grupo Queiroz Galvão, Rio de Janeiro/RJ,

17. ILDEFONSO COLARES FILHO (empresa Queiroz Galvão), Diretor-Presidente da Construtora Queiroz Galvão S.A, Rio de Janeiro/RJ

18. RENATO DE SOUZA DUQUE, Rio de Janeiro/RJ,

19. FERNANDO ANTONIO FALCÃO SOARES, vulgo ‘Fernando Baiano’, Rio de Janeiro/RJ

16 investigados que sofreram bloqueios bancários:
1) Eduardo Hermelino Leite
2) Dalton dos Santos Avancini
3) João Ricardo Auler
4) José Ricardo Nogueira Breghirolli
5) José Aldemário Pinheiro Filho
6) Agenor Franklin Magalhaes Medeiros
7) Ricardo Ribeiro Pessoa
8) Walmir Pinheiro Santana
9) Sérgio Cunha Mendes
10) Gerson de Mello Almada
11) Othon Zanoide de Moraes Filho
12) Ildefonso Colares Filho
13) Valdir Lima Carreiro
14) Erton Medeiros Fonseca
15) Fernando Antonio Falcão Soares
16) Renato de Souza Duque


Condução coercitiva:
1) Edmundo Trujillo, engenheiro, diretor do Consórcio Nacional Camargo Correa
2) Pedro Morollo Junior, engenheiro civil, OAS
3) Fernando Augusto Stremel Andrade, engenheiro civil, OAS
4) Angelo Alves Mendes, engenheiro civil, diretor vice-presidente da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A
5) Rogério Cunha de Olliveira, engenheiro eletricista, diretor da Área de Óleo e Gás -(ANOG) da Mendes Júnior Trading e Engenharia
6) , Flávio Motta Pinheiro, economista, diretor Administrativo e Financeiro da MENDESPREV – Sociedade Previdenciária
7) Cristiano Kok, presidente da Engevix Engenharia S/A.
8) Marice Correa de Lima, cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto
9) Luiz Roberto Pereira



Escrito por SALSFI às 22h15
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   Petrolão

São Paulo – Em nova fase da Operação Lava Jato, denominada Juízo Final, a Polícia Federal decretou a prisão nesta sexta-feira, 14, do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque além de quatro presidentes de grandes empreiteiras do País, dos quais três já estão presos. Ao todo foram decretados seis mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e nove de condução coercitiva de pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Deste total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 14 de prisão temporária. Foram presos os presidentes das empresas OAS,  Queiroz Galvão e UTC. A PF também realizou buscas e apreensão em sete das maiores empreiteiras do País, apontadas como o braço financeiro de um esquema de corrupção na estatal.

A Justiça decretou ainda o bloqueio de cerca de R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Três empresas de um dos operadores do esquema tiveram suas contas bloqueadas. Em entrevista coletiva concedida no final desta manhã, a PF informou que os sete grupos investigados mantêm contratos estimados em R$ 59 bilhões com a Petrobrás. Os ativos das empresas não foram bloqueados, apenas os de seus executivos até o limite de R$ 20 milhões por pessoa.

De acordo com as investigações, as empreiteiras repassavam propina a agentes públicos para conseguir contratos na petroleira. Duque seria o interlocutor do PT na Petrobrás. A diretoria de Serviços, comandada por ele entre 2003 e 2012, repassaria porcentuais dos contratos assinados para o partido. Em documento recente elaborado pela própria Petrobrás, a estatal apontou que a diretoria coordenada por Duque foi a responsável pelas 12 licitações da obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

VEJA A LISTA DE TODOS OS EXECUTIVOS CITADOS NOS MANDADOS DESTA SEXTA-FEIRA

Prisão preventiva: 

1. Eduardo Hermelino Leite (empresa Camargo Correa), alcunha ‘Leitoso’, Diretor Vice-Presidente da Camargo Correa S.A., São Paulo, SP

2. JOSÉ RICARDO NOGUEIRA BREGHIROLLI (empresa OAS), funcionário da Construtora OAS em São Paulo, SP

3. AGENOR FRANKLIN MAGALHAES MEDEIROS (empresa OAS), Diretor-Presidente da Área Internacional da Construtora OAS S.A, São Paulo/SP

4. SERGIO CUNHA MENDES (empresa Mendes Junior), Diretor Vice-Presidente Executivo da Mendes Júnior Trading Engenharia S/A, Brasília-DF

5. GERSON DE MELLO ALMADA (empresa Engevix), Vice-Presidente da Engevix Engenharia S.A., São Paulo/SP

6. ERTON MEDEIROS FONSECA (empresa Galvão), Diretor Presidente da Divisão de Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S.A., São Paulo/SP

 



Escrito por SALSFI às 22h11
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   Petrolão

'Tenho vergonha do que está acontecendo na Petrobrás', diz FHC

ELIZABETH LOPES - O ESTADO DE S. PAULO

14 Novembro 2014 | 15h 12

Ex-presidente aproveita sétima etapa da Operação Lava Jato deflagrada nesta sexta para atacar governo durante evento do PSDB

 

 

·        

São Paulo - Os desdobramentos das investigações na Petrobrás foi um dos assuntos principais do encontro que reuniu nesta sexta-feira, 14, em São Paulo a cúpula do PSDB. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos que fizeram o discurso mais contundente, dizendo que, como brasileiro, sente vergonha de dizer o que está acontecendo na estatal do petróleo.

"Tenho vergonha como brasileiro de dizer o que está acontecendo na Petrobrás. E olhem, eu fui dos defensores da criação da Petrobrás. Meu pai era general do Petróleo. Eu fui tesoureiro da Associação pró-Petrobrás. Não me venham dizer que a quebra do monopólio era para privatizar a Petrobrás. Não. Era para evitar que a Petrobrás caísse como caiu nas garras dos partidos desonestos e se transformasse no uso do dinheiro do povo para fins político-partidários", disse, emendando: "Temos de resgatar nossa posição patriótica, nacionalista, mas não de cegos."

Para FHC, o povo vai pagar o preço de todos esses rombos nos cofres públicos, porque isso vai acabar virando imposto e pressionar a inflação. "Nós (PSDB) sabemos governar, não vamos jogar contra o Brasil, mas quero ver essa gente (governar) porque até o ministro da Casa Civil (Aloizio Mercadante) diz que a situação é séria e delicada. Não vamos deixar que eles façam gol contra no Congresso. Vamos para as ruas e não vamos sair delas."

As investigações da Lava Jato e os depoimentos do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, apontam para a existência de um esquema de desvios de recursos nos contratos da estatal que teria abastecido PP, PMDB, PT e também PSDB e PSB. Nesta sexta foi deflagrada a sétima etapa da operação, com foco, sobretudo, nos executivos das grandes empreiteiras. Ao todo, foram cumpridos 6 mandados de prisão preventiva e 19 de prisão temporária. Dentre os presos está outro ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, suposto operador do esquema para o PT.

'Caras atormentadas'. Nas críticas ao governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), Fernando Henrique disse que basta olhar as fotografias do que são supostamente vitoriosos (deste pleito nacional) para ver "as caras atormentadas porque não sabem o que vão fazer ou como irão construir um ministério."

E continuou nos ataques: "Eles (governo Dilma) fazem truques, querem agora derrubar a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), derrubaram os dados sobre miséria, não sabem o que fazer, estão atônitos. E a nossa responsabilidade é combater (este governo) com firmeza, mas sempre com responsabilidade constitucional, pois somos depositários da democracia."

 

No discurso, o ex-presidente tucano defendeu o seu legado, destacando que foi o PSDB quem começou a resgatar a miséria dos pobres brasileiros, com o Plano Real que trouxe a estabilidade. "Fizemos mais do que fez a Dilma e vem essa gente dizer que o PSDB não olha para o povo. Chega de mentiras." E disse que no palanque que reuniu lideranças da oposição nesta sexta na Capital, o futuro do Brasil já está sendo construído. "Não somos contra o Brasil, mas contra os desmandos dos que estão governando o País."



Escrito por SALSFI às 22h02
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   Petrolão

Executivos apontaram propina de Duque em 6 obras da Petrobrás

REDAÇÃO

14 Novembro 2014 | 18:20

Julio Gerin Camargo e Augusto Mendonça de Ribeiro Neto da Toyo Setal detalharam a atuação do ex-diretor de Serviços e Engenharia

Por Ricardo Brandt e Fausto Macedo 

Os executivos da Toyo Setal, Julio Gerin Camargo e Augusto Mendonça de Ribeiro Neto, afirmaram em suas delações premiadas nos autos da Operação Lava Jato que o ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato Duque – nome ligado ao PT na Petrobrás – recebeu propina referente às obras das refinarias Repav (São José dos Campos), Repar (Paraná) e Replan (Paulínia, SP), no complexo petroquímico Comperj (RJ) e nos gasodutos Cabiúnas e Gasoduto Urucu Manaus.

“Os depoimentos transcritos são bastante detalhados, revelando pagamentos de propinas em diversas obras da Petrobrás, como na Repav, Cabiúnas, Comperj, Repar, Gasoduto Urucu Manaus, Refinaria Paulínea, a Renato Duque”, informa o pedido de prisão.

Os dois executivos apontaram ainda o nome de um gerente da Petrobrás “Pedro Barusco”. As afirmações feitas nas delações tem “detalhes quanto ao modus operandi e as contas no exterior creditadas”, informam os procuradores.

Eles narraram “todo o esquema de cartelização, lavagem e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, confirmando não só a participação de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, mas das demais empreiteiras e ainda o envolvimento de Renato Duque, Diretor de Serviços da Petrobras, e Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano, outro operador encarregado de lavagem e distribuição de valores a agentes públicos”.


 



Escrito por SALSFI às 22h00
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   VALE

DESEMPENHO DA VALE NO 3T14

Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2014 - A Vale S.A. (Vale) apresentou um forte desempenho operacional no 3T14, com a produção de minério de ferro alcançando 85,7 Mt – o melhor desempenho da história da Vale em um trimestre – e com a produção de Carajás atingindo 32,2 Mt, um novo recorde absoluto, devido aos ramp-ups bem-sucedidos da Planta 2 e de Serra Leste.
 
As receitas no 3T14 somaram US$ 9,249 bilhões, representando uma queda de US$ 830 milhões em relação ao 2T14. As receitas foram impactadas negativamente pelo menor preço de commodities (-US$ 1,351 bilhão) e positivamente pelos maiores volumes de venda (US$ 521 milhões). Os benefícios deste recorde de produção de minério de ferro não foram totalmente capturados devido ao acúmulo de 9,3 Mt em estoques ao longo da cadeia, parcialmente em consequência da interrupção da ferrovia de Carajás (Estrada de Ferro Carajás, EFC) em setembro. Uma parte dos estoques estrategicamente acumulados no 3T14 foram vendidos em condições comerciais mais favoráveis durante o trimestre atual.
 
No 3T14, a Vale apresentou um EBITDA ajustado de US$ 3,004 bilhões, com US$ 781 milhões – 26% do EBITDA da Vale no 3T14 – provenientes do segmento de metais básicos, em função do recorde de produção de cobre, bem como a melhor produção de níquel para um terceiro trimestre desde 3T08.
Nos primeiros nove meses de 2014 (9M14) a Vale reduziu seus custos e despesas em US$ 520 milhões[1], comparado aos 9M13, com economia de US$ 271 milhões no 3T14 em relação ao 3T13. Comparando os 9M14 com os 9M13, temos o seguinte resultado: despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A[2]) caíram US$ 192 milhões (23,4%); gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) diminuíram US$ 30 milhões (5,7%); e despesas pré-operacionais e de parada[3] foram reduzidas em US$ 557 milhões (46,2%).
 
Nos 9M14, os investimentos da Vale totalizaram US$ 8,232 bilhões, representando uma queda de US$ 2,161 bilhões em relação aos 9M13. Os investimentos em execução de projetos totalizaram US$ 5,641 bilhões, representando um decréscimo de US$ 1,560 bilhão, ao mesmo tempo em que o capex de manutenção totalizou US$ 2,591 bilhões, apresentando um decréscimo de US$ 600 milhões nos 9M14 em relação aos 9M13.
O prejuízo líquido foi de US$ 1,437 bilhão contra um um lucro líquido de US$ 1,428 bilhão no trimestre passado, refletindo principalmente o impacto não caixa de variações cambiais e perdas monetárias em dívidas e derivativos de US$ 2,683 bilhões devido à depreciação do real frente ao dólar americano.
A Vale manteve um balanço saudável, com baixa alavancagem, ampla cobertura de juros, longo período de maturidade e baixo custo de dívida. A dívida líquida diminuiu em US$ 2,156 bilhões desde 30 de junho de 2014, alcançando US$ 21,034 bilhões. Em 30 de setembro de 2014, a dívida total da Vale foi de US$ 29,366 bilhões com posição de caixa[4] de US$ 8,332 bilhões, suportado pelo recebimento de R$ 2 bilhões em recursos de caixa no 3T14 pela venda de 26,5% de participação na VLI para Brookfield. A segunda parcela dos dividendos em 2014, no valor de US$ 2,1 bilhões, será paga em 31 de outubro de 2014.
 
Robusta performance operacional apesar da queda nos preços de commodities no segmento de minerais ferrosos

·         O EBITDA ajustado de minério de ferro no 3T14 foi de US$ 1,528 bilhão, representando uma diminuição de US$ 1,151 bilhão dos US$ 2,679 bilhões registrados no 2T14, principalmente devido à redução de US$ 1,031 bilhão nos preços de venda;
·         A produção de minério de ferro alcançou um recorde de 85,7 Mt[5] no 3T14, principalmente devido aos ramp-ups da Planta 2  e de Conceição Itabiritos, enquanto o minério de ferro comprado de terceiros alcançou 2,9 Mt;
·         O volume de vendas de minério de ferro e pelotas foi de 78,1 Mt no 3T14, ficando 1,5% maior do  que no 2T14;
·         Os estoques de minério de ferro cresceram 9,3 Mt no trimestre, parcialmente como resultado da interdição da ferrovia de Carajás (Estrada de Ferro Carajás, EFC);
·        O preço médio realizado de finos de minério de ferro (ex-ROM) caiu para US$ 68/wmt, impactado negativamente por um ajuste de US$ 1,4/t em preços provisionados no final do 2T14 e por um delta de US$ 3,8/t entre os US$ 77,8/t provisionalmente precificados para 30,7% das vendas no final do 3T14 e a média do Platt's IODEX 62% CFR China de US$ 90,2/dmt;
·       Os custos operacionais aumentaram para US$ 24,7/t[6] contra US$ 23,2/t no trimestre passado, principalmente devido aos custos não recorrentes com manutenção em preparação para o aumento de produção e ao pagamento de faturas pendentes em razão do start-up do sistema de ERP.
·       A taxa de câmbio média no trimestre foi de R$ 2,27 / US$, apesar de uma taxa de câmbio no final do 3T14 de R$ 2,45 / US$. Os benefícios no custo de um BRL mais depreciado serão capturados no trimestre seguinte, caso a taxa de câmbio se estabilize nos níveis do final do 3T14.
 
Colhendo os frutos do segmento de metais básicos
 
·         O EBITDA ajustado alcançou US$ 781 milhões no 3T14, totalizando US$ 1,939 bilhão nos 9M14;
·         A produção de níquel alcançou 72.100 t no 3T14, ficando 16,9% acima do 2T14;
·         A produção de cobre chegou ao nível recorde de 104.800 t, ficando 29,3% e 10,8% acima do 2T14 e 3T13, respectivamente;
·         A receita de vendas totalizou US$ 2,129 bilhões, ficando 12,7% acima do 2T14 devido a melhores preços e volume de venda;
·         Os custos[7] foram reduzidos em US$ 103 milhões e as despesas[8] em US$ 334 milhões nos 9M14, representando uma redução de custos e despesas de US$ 437 milhões em relação aos 9M13.

Construindo as bases para lucratividade futura dos segmentos de carvão e fertilizantes

·         A mina de Isaac Plains foi colocada em care and maintenance devido à sua não viabilidade econômica nos níveis de preço esperados no curto e médio prazo;
·         Moatize II alcançou 70% de progresso físico no 3T14 com investimento de capital no valor de US$ 179 milhões no trimestre;
·         As seções greenfield do Corredor Nacala alcançaram 92% de progresso físico enquanto o Porto de Nacala atingiu 85% de progresso físico;
·         EBITDA ajustado para o segmento de fertilizantes aumentou para US$ 96 milhões no 3T14 comparado a US$ 72 milhões no 2T14. Alcançou-se um EBITDA ajustado de US$ 203 milhões nos 9M14 contra US$ 51 milhões nos 9M13.
 
Permanecemos focados na geração de fluxo de caixa, continuando a explorar oportunidades de desinvestimento e reforçando iniciativas que visem à redução de custos e capex para corroborar o fluxo de caixa livre.



Escrito por SALSFI às 22h52
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Definição sobre reajuste do preço da gasolina é adiada para a próxima terça-feira

Fernanda Nunes e Antonio Pita - O Estado de S. Paulo

31 Outubro 2014 | 17h 43

Neste dia, o conselho de administração da Petrobrás voltará a se encontrar para dar continuidade à reunião realizada nesta sexta-feira pela manhã, mas interrompida ainda no primeiro ponto da pauta, sem que o aumento dos preços fosse debatido

 

 

A definição sobre o reajuste dos combustíveis foi adiada para a próxima terça-feira, dia 4. Neste dia, o conselho de administração da Petrobrás voltará a se encontrar para dar continuidade à reunião realizada nesta sexta-feira pela manhã, mas interrompida ainda no primeiro ponto da pauta, sem que o aumento dos preços da gasolina e do óleo diesel fosse debatido. 

 

 

A pauta foi interrompida em meio a discussões sobre a exigência da PwC, auditora das finanças da empresa, de que a estatal contrate duas auditorias externas independentes para investigar denúncias de corrupção envolvendo a petroleira. A PwC se negou a validar os números do terceiro trimestre, enquanto a Petrobras não contratasse as empresas.  

 

Na segunda-feira, a Petrobrás anunciou a contratação de dois escritórios de advocacia para investigar o esquema de corrupção denunciados pelo ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa. São eles o americano Gibson, Dunn & Crutcher LLP e o brasileiro Trench, Rossi e Watanabe Advogados.

 

Fonte ouvida pelo Broadcast - serviço de informações em tempo real da Agência Estado - contou que a expectativa dos conselheiros é decidir sobre o reajuste na terça. Já o resultado financeiro da empresa relativo ao terceiro trimestre deste ano não chegou a entrar na pauta da reunião desta sexta-feira e também não entrará no próximo encontro. 

 

 



Escrito por SALSFI às 22h45
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Petrobrás descarta rever projetos se óleo cair até US$ 60

Fernanda Nunes,Antonio Pita,Vinicius Neder - O Estado de S. Paulo

17 Outubro 2014 | 22h 20

Estatal usa duas cotações para balizar seu plano de investimentos; exploração do pré-sal seria ameaçada com barril abaixo de US$ 45

 

 

Marcos de Paula/EstadãoPlataforma da Petrobras na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Duas cotações do barril do petróleo balizam os investimentos da Petrobrás e vão nortear seu Plano de Negócios de 2015 a 2019, aguardado ainda para este ano. Segundo fontes do alto escalão do governo, enquanto estiver acima de US$ 60 não haverá necessidade de rever projetos e reduzir recursos para áreas menos estratégicas que exploração e produção de óleo e gás. Só se o preço despencar até US$ 45 o barril, hipótese descartada pelo governo, o desenvolvimento do pré-sal não seria viável.

 

Os valores são o limite para cobrir o custo médio do capital. “Cada dólar a mais (em relação aos US$ 45) é lucro para a empresa, porque supera o custo do capital. A empresa está muito bem protegida”, diz uma fonte.

 

A visão diverge das avaliações do mercado. Na última semana, o valor do barril de petróleo tipo Brent oscilou de US$ 80 a US$ 85, depois de, por quase três anos, ter se mantido na faixa de US$ 100, chamando a atenção de analistas, que divulgaram relatórios traçando cenários difíceis para a Petrobrás.

 

No governo, a análise é que a queda apenas reforça o caixa da Petrobrás num primeiro momento. A estatal comemora a redução dos gastos com importação e o fim da defasagem com os preços internos, que esteve em média 17,3% abaixo dos valores internacionais. Além disso, comemora a redução no pagamento de impostos, que considera a cotação no mercado externo. No médio prazo, a perspectiva é de retração dos custos de produtos e serviços, que costumam acompanhar o preço do Brent. “A questão é quanto tempo durará essa fase de redução do preço do petróleo. Em seis meses, se sustenta. Em um ano, é mais difícil. Em dois ou três anos, mais ainda”, diz a fonte.

 

Estrutural. Se o governo não aposta nesse cenário, analistas de mercado já simulam impactos de uma queda mais acentuada e duradoura, embora sem consenso. Para o consultor John Forman, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as mudanças nas cotações são estruturais, por causa da oferta de gás e petróleo de folhelho (xisto) nos EUA.

 

“A tecnologia está transformando os EUA em exportador. É um impacto danado”, explica Forman. A agência de classificação de risco Moody’s estima que a cotação chegará a US$ 70, em razão também da conjuntura política no mundo árabe. “A demanda continua forte, e há excesso de oferta mesmo com o baixo crescimento global”, diz a analista Nymia Almeida. “Abaixo disso, alguns projetos ficariam inviáveis”, completa.

 

Países como o Canadá, produtores de um óleo de pior qualidade e custo alto, não conseguiriam produzir com uma cotação a níveis muito baixos. Assim, a oferta cairia, levando a um novo aumento de preços.

 

O momento requer corte de custos entre as empresas. O baixo custo de extração no pré-sal sustenta a rentabilidade mesmo no cenário ruim, embora com retorno mais demorado. O custo médio é de US$ 14,80 por barril. As fontes do governo reiteram a “tranquilidade” de que o pré-sal e os investimentos da Petrobrás estão garantidos. 

 

Nesse ponto, o mercado alerta para a metade vazia do copo. Relatório do Citibank calcula que, com o barril a US$ 90, o fluxo de caixa operacional ficaria pressionado e a Petrobrás poderia ter dificuldades para alcançar a meta atual de investimentos. A previsão apenas na área de exploração e produção é de US$ 35 bilhões anuais até 2020.

 

 



Escrito por SALSFI às 22h36
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16/06/2014 às 05h00

Vale enfrenta dificuldade para venda de ativos

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Por Francisco Góes | De Moatize (Moçambique)

Francisco Góes/Valor / Francisco Góes/ValorEmpresa estuda a entrada de sócios com fatias minoritárias na produção de carvão, área em que tem minas em Moçambique e Austrália, e no corredor ferroviário

As negociações conduzidas pela Vale para venda de uma parte dos ativos da empresa em Moçambique tendem a ficar mais difíceis com a conjuntura existente no país africano para a produção de carvão, na avaliação de especialistas ouvidos pelo Valor. A Vale questiona os altos custos para se produzir carvão em Moçambique, país novo nessa indústria extrativa, no momento em que os preços da commodity estão no patamar mais baixo dos últimos sete anos. "O valor a ser capturado pela Vale [nas negociações] fica mais difícil na situação atual", disse um analista.

A Vale quer vender metade de sua participação no Corredor Nacala, formado por ferrovia de 912 quilômetros e por um porto, ambos em construção. A empresa estuda ainda a entrada de sócios com fatias minoritárias na produção de carvão, segmento em que tem minas em Moçambique e na Austrália. A mineradora vinha trabalhando para fechar as vendas no corredor e no negócio de carvão até o fim deste mês. Mas a venda dessas participações deve demorar mais um pouco. A expectativa é que as transações possam ser fechadas em julho ou agosto, embora não haja garantia de que isso vá ocorrer até essa data. No mercado, a aposta é que entre os potenciais parceiros da Vale estão investidores asiáticos, sobretudo japoneses e chineses, e fundos soberanos.

O interesse dos investidores nos dois ativos (minas e corredor), negociados separadamente, é diferente. A atratividade de cada ativo também é distinta. O investidor que resolver associar-se à Vale na produção de carvão correrá um risco maior. Mas terá a possibilidade de obter ganhos também maiores caso o preço do carvão se recupere. O preço do carvão metalúrgico, usado pelas siderúrgicas, situava-se, na sexta, na faixa de US$ 120 por tonelada tendo por base contratos trimestrais na Austrália, a principal referência do mercado. É uma queda de cerca de 60% em relação aos preços de 2011, que superaram US$ 300 por tonelada.

Ter a garantia de uma participação na produção de carvão interessa, sobretudo, a países que precisam assegurar acesso a recursos naturais, como os asiáticos. No Corredor Nacala, o risco para o investidor é menor, assim como o retorno sobre o investimento também deve ser mais baixo. O atrativo neste caso está no fato de que o corredor terá retorno mínimo garantido por contrato firme de transporte com a mina da Vale em Moatize, no norte do país.

Esse contrato envolve a Vale Moçambique, detentora da concessão de Moatize, e as quatro concessionárias do Corredor Nacala, cada uma responsável por um trecho da ferrovia. A mineradora detém 95% da Vale Moçambique e o governo local os outros 5%. O contrato entre a Vale Moçambique e as quatro concessionárias começará a valer em 2015 e os volumes vão crescer até atingir a capacidade de 18 milhões de toneladas de carvão por ano. Haverá ainda capacidade adicional no corredor para carga geral, grãos e passageiros.

Quando a mina de Moatize estiver duplicada no fim de 2015, terá capacidade de produzir 22 milhões de toneladas de carvão por ano, sendo 55% do tipo metalúrgico e 45% térmico, para geração de energia elétrica. Para escoar essa produção, a Vale pretende utilizar o Corredor Nacala e continuar valendo-se da ferrovia Linha do Sena até o porto da Beira, no centro do país. Nesse trecho, a Vale também tem contrato firme de transporte com a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) válido até 2017 com capacidade para movimentar 4,5 milhões de toneladas de carvão por ano. Em 2014, a Vale vai produzir acima de 6 milhões de toneladas de carvão em Moatize, mas poderá embarcar somente até 4,5 milhões de toneladas, que é a capacidade no terminal portuário da Beira.

Os novos sócios da Vale no carvão deverão entrar diretamente na holding Vale Emirates, dos Emirados Árabes, holding que consolida as participações da Vale no carvão em Moçambique e também as ações que a mineradora tem nas quatro concessionárias do Corredor Nacala. Na soma das quatro concessionárias, considerando o valor investido em cada trecho, a Vale tem uma participação de 70% no corredor logístico. Os outros 30% pertencem à CFM. Após a venda, os investidores devem ficar com 35% do Corredor Nacala, a Vale com 35% e a CFM com 30%.

 

© 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico. 

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http://www.valor.com.br/empresas/3584606/vale-enfrenta-dificuldade-para-venda-de-ativos#ixzz34x4QpNKV

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por SALSFI às 23h20
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16/06/2014 às 05h00

Vale tenta reduzir custos e vender ativos na África

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·         Por Francisco Góes | De Moatize (Moçambique)

Perto de concluir a implantação de projeto integrado por mina, ferrovia e porto, em Moçambique, a Vale passou a questionar com autoridades locais e fornecedores a posição competitiva do país africano na indústria de carvão. A discussão foi motivada pela queda dos preços da commodity, cujas cotações estão nos menores níveis em sete anos. E também pelos custos de produção em relação à Austrália, concorrente e maior exportador mundial de carvão.

A Vale assinou em 2007 os contratos de concessão das minas de Moatize, na província de Tete, e já investiu US$ 4,5 bilhões. Os recursos foram aplicados na produção de carvão, hoje em fase de duplicação, e na construção de uma ferrovia de 912 quilômetros - o chamado Corredor Nacala - e de um porto de águas profundas em Nacala-à-Velha, província de Nampula. Quando a expansão de Moatize for concluída, em 2015, e o corredor logístico estiver pronto, a Vale e seus parceiros terão desembolsado, no total, US$ 8,3 bilhões.

ASSUNTOSRELACIONADOS

1.       Vale coloca projeto de carvão de Moçambique em xeque

A empresa já havia anunciado a intenção de vender parte do corredor logístico em Moçambique e, também, uma fatia minoritária do negócio de carvão, segmento em que tem minas no país africano e na Austrália. Mas, na avaliação de especialistas, a situação do mercado e a conjuntura para produção de carvão em Moçambique tornam mais difíceis as negociações conduzidas para venda de uma parte dos ativos.

A mineradora vinha trabalhando para fechar as vendas no corredor e no negócio de carvão até o fim deste mês. Mas o processo deve demorar mais um pouco. A aposta é que, entre os potenciais parceiros da Vale, estão investidores asiáticos, sobretudo japoneses e chineses, e fundos soberanos.

"Moçambique não reúne as melhores condições para a produção de carvão, em função dos custos dos insumos e da localização logística no atual cenário de preços", disse Pedro Gutemberg, diretor global de carvão da Vale. Há dois meses na África, ele se envolveu em uma cruzada pela redução de custos, essencial para viabilizar o negócio no longo prazo. O executivo tem se reunido com ministros, fornecedores e parceiros, como a CFM, uma estatal de Moçambique. Ele surpreendeu os moçambicanos ao questionar a capacidade competitiva do país no carvão.

 

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16/06/2014 às 05h00

Vale tenta reduzir custos e vender ativos na África

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Por Francisco Góes | De Moatize (Moçambique)

Perto de concluir a implantação de projeto integrado por mina, ferrovia e porto, em Moçambique, a Vale passou a questionar com autoridades locais e fornecedores a posição competitiva do país africano na indústria de carvão. A discussão foi motivada pela queda dos preços da commodity, cujas cotações estão nos menores níveis em sete anos. E também pelos custos de produção em relação à Austrália, concorrente e maior exportador mundial de carvão.

A Vale assinou em 2007 os contratos de concessão das minas de Moatize, na província de Tete, e já investiu US$ 4,5 bilhões. Os recursos foram aplicados na produção de carvão, hoje em fase de duplicação, e na construção de uma ferrovia de 912 quilômetros - o chamado Corredor Nacala - e de um porto de águas profundas em Nacala-à-Velha, província de Nampula. Quando a expansão de Moatize for concluída, em 2015, e o corredor logístico estiver pronto, a Vale e seus parceiros terão desembolsado, no total, US$ 8,3 bilhões.

ASSUNTOSRELACIONADOS

1.       Vale coloca projeto de carvão de Moçambique em xeque

A empresa já havia anunciado a intenção de vender parte do corredor logístico em Moçambique e, também, uma fatia minoritária do negócio de carvão, segmento em que tem minas no país africano e na Austrália. Mas, na avaliação de especialistas, a situação do mercado e a conjuntura para produção de carvão em Moçambique tornam mais difíceis as negociações conduzidas para venda de uma parte dos ativos.

A mineradora vinha trabalhando para fechar as vendas no corredor e no negócio de carvão até o fim deste mês. Mas o processo deve demorar mais um pouco. A aposta é que, entre os potenciais parceiros da Vale, estão investidores asiáticos, sobretudo japoneses e chineses, e fundos soberanos.

"Moçambique não reúne as melhores condições para a produção de carvão, em função dos custos dos insumos e da localização logística no atual cenário de preços", disse Pedro Gutemberg, diretor global de carvão da Vale. Há dois meses na África, ele se envolveu em uma cruzada pela redução de custos, essencial para viabilizar o negócio no longo prazo. O executivo tem se reunido com ministros, fornecedores e parceiros, como a CFM, uma estatal de Moçambique. Ele surpreendeu os moçambicanos ao questionar a capacidade competitiva do país no carvão.

 

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Escrito por SALSFI às 23h06
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